Sonhos Quebrados.
54 54- Recomeço.
Notas iniciais
A brisa morna da manhã entrou sorrateiramente pela janela e veio fazer cócegas na pele alva da morena, que sentindo uma deliciosa sensação tomar conta do seu corpo, abriu os olhos vagarosamente, espreguiçando delicadamente os membros em busca de coragem para levantar.
Virou o rosto e sorriu ao encontrar o loiro esparramado ao seu lado, com a boca levemente aberta e uma das mãos sobre a barriga, era uma cena cômica vê-lo dormir de maneira tão desleixada, parecia uma criança depois de um dia inteiro de brincadeiras, mas ao mesmo tempo estranhamente sexy e encantadora.
Passou a mão pelos loiros cabelos revoltos e roçou seus lábios suavemente com os seus apenas para sentir seu toque, não queria acordá-lo.
_Eu te amo. – sussurrou sem esperar resposta.
Sentiu seu corpo ser enlaçado carinhosamente, trazendo-a o mais próximo possível que a barriga permitia.
_ Eu também te amo. — ele respondeu sem abrir os olhos e deixando um sorriso sapeca enfeitar-lhe o rosto.
_ Me desculpa eu não queria acordá-lo.- sussurrou enroscando os braços em torno do pescoço dele.
_ Quer dizer que ia tirar proveito da situação e me bulinar enquanto eu estava dormindo. –abriu um dos olhos de maneira brincalhona. – Isso não é certo senhora Uzumaki.
Ele deu-lhe um selinho e ela riu um pouco.
_ Senhora Uzumaki? Não sei se combina comigo esse nome. — olhou desdenhosa como se estivesse experimentando a sensação. Na verdade estava louca para ser conhecida e chamada assim.
_ Tudo combina com você Hinata, ou melhor, tudo fica perfeito em você.
Hinata não pode deixar de sorrir, ele sabia ser encantadoramente cavalheiro quando queria e as palavras carinhosas que dizia estavam deixando-a mal acostumada, já não sabia se conseguiria viver sem esse carinho, havia passado tanto tempo perdida em suas tristezas que acreditou que nunca mais poderia voltar a amar. Felizmente o tempo se encarregou de mostrar-lhe que estava errada, e ela não podia se sentir mais grata por isso.
_ Desde quando sabe falar coisas tão românticas?- disse por fim, acariciando o rosto macio que fazia arrepios subirem pelo corpo.
Ele abriu os dois olhos dessa vez para poder fitar o olhar intrigado da morena que estava se divertindo com a situação.
_Desde o momento em que você virou a minha inspiração. – o olhar dela se tornou mais apaixonado. – Sei que não sou muito inteligente para falar esse tipo de coisa, mas as palavras surgem naturalmente quando olho para você. E como se eu sentisse necessidade de mostrar o que está guardado no meu coração.
Hinata não pode conter a alegria que sentiu ao ouvi-lo falar de maneira tão doce, aqueles profundos olhos azuis que ela tanto amava não demonstravam outro sentimento que não fosse o amor. Ela o abraçou encostando a cabeça em seu peito e recebendo um delicioso cafuné com beijinhos no topo da cabeça. O coração parecia que não iria suportar tanta felicidade.
_ Dormiu bem minha rainha?- ele perguntou acariciando seu cabelo.
_ Mais ou menos, é difícil dormir direito quando tem um pequeno ninja treinando chutes dentro da sua barriga.
Ele riu gostoso com a situação e passou a mão de leve pelo ventre saliente, como se quisesse acariciar o bebê que se escondia lá dentro.
_ Não foi só ele que treinou chutes de noite, eu recebi uma massagem muito “relaxante” também. — falou divertido.
Hinata o encarou novamente, sabia que ultimamente estava fazendo o mesmo com o loiro, e por diversas vezes acordou com ele caído no chão. Não queria machucá-lo e rezava para que esse mal costume terminasse com a gravidez, mas não podia evitar a vontade de sentia de rir das vezes em que ele nem acordava com a queda, de tão cansado que estava. Como não estava mais realizando missões longas para poder passar mais tempo com ela, acabava gastando a energia acumulada com treinos diários, nos quais fazia questão de levar o filho, que recuperado da cirurgia, mostrava muita habilidade e controle de chakra, o que acabou se transformando em motivo de discussão com Hiashi que frisava a todo instante que Koji deveria ser treinado como um Hyuuga por possuir o Byakugan.
_ E como foi a sensação?
_Não posso dizer que foi boa, na verdade pressinto que vou acabar sentindo dor pelo resto do dia.
_ Agora sabe como eu me sinto.
Ele olhou dengoso.
_ To vendo. Ele chuta você, e você me chuta. Desse jeito vai acabar ganhando dois pais quando nascer, a parte de cima e a parte de baixo, porque vou acabar me quebrando ao meio. — fazia biquinho e Hinata sorriu ao perceber que a semelhança com Koji era enorme. Agora sabia de onde ele tinha puxado aquele olhar pidão.
_ Não fique assim!- tentou consolá-lo. – Prometo que se você se partir ao meio eu escolho a parte de cima, apesar da de baixo ter suas vantagens.
_Hina!- resmungou.
_Clama! Foi apenas uma brincadeira, lembre-se que eu que estou fazendo a parte difícil da situação.
_ Qual delas? Que eu saiba quem está tendo que acordar de madrugada para satisfazer os seus desejos loucos sou eu.
_ Não reclame Uzumaki Naruto, ninguém nunca disse que colocar filho no mundo era fácil. — fingia ralhar. – Agora agüente firme que não tem mais volta, e tem mais, se eu como o tempo todo a culpa é sua.
_ Minha? Porque minha?
_ Com certeza deve ser um guloso igual a você. Agora... Acho melhor acordar o Koji, se ele dormir demais vai acabar ficando sonolento o resto do dia.
Hinata se levantou com dificuldade por causa da barriga de quase oito meses sendo observada pelo loiro que, ainda deitado a olhava encantado a sua beleza gestante. Ela usava uma linda camisola de cetim branco que valorizava o volume de seu ventre e o deixava ainda mais apaixonado imaginando o quanto deveria ter ficado linda na primeira gravidez que ele não teve a felicidade de acompanhar.
Pensou em dizer para ela tomar cuidado para não bater a barriga na porta, mas conseguiu se conter no último segundo, mesmo sendo brincadeira não seria algo muito delicado para dizer, ao invés disso resolveu levantar e fazer o café.
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Hinata foi ao quarto do filho e o encontrou como de costume esparramado pela cama, com os membros em confusão; a marca da cirurgia ainda era visível através da gola aberta do pijama que ele usava, mas a Godaime prometera que com o tempo iria ficar menos visível, podendo um dia desaparecer.
Sentou perto dele e passou a mão carinhosamente pelos cabelos loiros molhados de suor. Era tão parecido com o pai quando dormia que não acordava nem que o mundo caísse ao seu redor, ou um terremoto o chacoalhasse. Passou a mão pela barriga saliente, nunca passara pela cabeça que um dia iria ter outro filho com o homem que a fizera passar por tantos maus bocados, e olhando o filho mais velho agora ficou imaginando com quem o caçula iria se parecer, rezando para que não tivesse o mau gênio dos Hyuuga que Koji não teve o azar de herdar. O máximo que podia imaginar era que provavelmente iria ser igual ao pai no quesito hiperatividade e fome, porque chutava o tempo inteiro, se bem que se fosse mal humorado como um autêntico Hyuuga isso explicaria a agitação.
Koji remexeu na cama abrindo os olhos perolados lentamente.
_ Bom dia meu amor, dormiu bem?
_ Sim mamãe. – respondeu esfregando os olhinhos de sono. – E você e o bebe?
_ A mamãe não dormiu direito porque ele não parou de chutar a noite inteira, e acredito que o seu pai também não, mas acho que dormiu agora porque está quietinho.- passou a mão pelos cabelos do filho, fazendo-lhe carinho enquanto conversavam, sempre sentia um misto de alegria e orgulho ao vê-lo tão dengoso na cama, era tão lindo.
_ E como a gente faz para acordar ele?- perguntou se levantando um pouco.
_ Para que acordar ele? Pra ele ficar me chutando o tempo inteiro? Não, deixe-o quietinho dormindo.
Koji voltou a deitar e colocou uma das mãozinhas em cima da barriga dela, e com a outra segurou uma mecha de cabelo que ficou enrolando graciosamente.
_ Mãe... Eu ficava fazendo bagunça assim quando estava na sua barriga?- olhava curioso.
_ Não, você era muito bonzinho, quase não se mexia, diferente do seu irmão que parece que quer pular aqui dentro.
Koji ajoelhou ao lado da mãe e pôs a mão na barriga dela.
_ O que está fazendo?
_ Quero ver se ele está em pé ou deitado. – disse com a cara de quem estava muito ocupado examinando algo.
_ Depois você brinca com ele, agora levanta daí e vai tomar banho que está na hora de acordar, etmos muita coisa a fazer hoje!
Koji fez uma careta e se deitou novamente se espreguiçando na cama que, apesar de ser de um modelo infantil, parecia ser muito grande para ele. Tsunade não havia dado certeza se a estatura dele fosse mudar e ela ficava imaginando a confusão que poderia dar se o mais novo um dia chegasse a ser maior do que ele. Se isso não mudasse podia causar muitos problemas. Ela sabia que apesar de ser um menino doce e gentil, Koji havia herdado o ponto forte de todo Hyuuga existente... Orgulho, algo que sabia que apesar de estar bem guardado poderia vir a tona como um pandemônio.
_ Eu quero dormir mais mamãe- disse se espreguiçando e puxando a coberta para se cobrir.
_ Nada disso, você está todo suado e daqui a pouco vai ficar fedendo se não levantar logo.
_ Poxa mamãe só mais um pouquinho. – pediu fazendo biquinho.
Pelo olhar compadecido que a mãe estava fazendo ele teve certeza de que estava ganhando a discussão. De repente sentiu a coberta ser puxada rapidamente deixando-o encolhido dentro do pijama, que por ser um pouco maior do que ele camuflava seus pés e mãos, deixando apenas as pontinhas dos dedos visíveis.
_ Pai eu quero dormir mais. – resmungou por ter perdido chance de ganhar a permissão da mãe. Estava tão perto.
_ Pode dormir o quanto quiser de noite, agora nós temos trabalho a fazer.
_ Mas a noite ainda está muito longe. –resmungou fazendo seu famoso rostinho de manha, o mesmo que sempre funcionara com o padrinho.
Hinata resolveu deixar que o pai resolvesse a situação, curiosa para saber se ele iria resistir a fofura do filho que se encolhia como um filhote de gato.
Naruto olhava terno para o menino, era muito lindo mesmo, mas não iria perder a discussão. Pulou na cama do lado dele e, sentando, o pegou no colo enchendo seu rosto de beijos e carinhos, fato que não incomodava o pequeno, que diferente de muitas crianças da sua idade, adorava ser dengado.
O loiro levantou com ele no colo e quando Koji percebeu as suas reais intenções já era tarde demais, ele fora mais esperto do que ele.
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O plantão havia sido extremamente puxado, e a Haruno se deixou cair sentada no sofá de casa retirando os sapatos preguiçosamente, sentindo seus pés agradeceram pelo alívio dos saltos apertados. Pensava seriamente em largar a profissão de médica-nin, que era muito estafante, e voltar a ser uma simples ANBU, talvez dessa maneira tivesse mais tempo para dormir.
Levantou com muito esforço, precisava de um banho urgente para acordar, teria que comparecer ao almoço que aconteceria em comemoração ao aniversário da vila da folha e ainda tinha muito que fazer.
Entrou debaixo do chuveiro experimentando a gostosa sensação de ter a pele acariciada pelas gotas quentes que a tocavam em um ritmo frenético e suave. Seria bom poder ficar em casa curtindo um sono merecido, e estava quase concordando com a idéia quando se lembrou da promessa que havia feito a Sasuke de não faltar.
O coração disparou ao lembrar-se do moreno que depois de alguns encontros estava se tornando uma pessoa muito carinhosa com ela, nunca imaginou que um dia fosse vê-lo tratá-la dessa maneira tão cordial e bondosa, e por mais que tentasse se convencer do contrário não conseguia parar de pensar que talvez estivesse apenas sonhando.
As promessas, carícias e beijos pareciam ser um convite para algo a mais.
Ela abanou a cabeça enquanto esfregava o corpo, devia ser imaginação, eles estavam apenas se encontrando e saindo juntos, nada mais que isso, não podia se enganar a respeito dos sentimentos dele conhecia a sua fama de namorador e sabia que dificilmente ele largaria a sua badalada vida por um relacionamento mais sério, ainda mais com ela, já havia estado com garotas muito mais interessantes.
Mas nunca passou tanto tempo com elas.
Nem ficava tanto tempo parado olhando como um dois de paus.
Não! Só podia ser imaginação mesmo.
Saiu do banheiro enrolada na toalha, talvez estivesse pensando demais nessas coisas, e se não parasse com essas esperanças bobas iria acabar se magoando quando ele não a procurasse mais.
Estava em dúvida de que roupa deveria usar, não podia ser muito decotada ou social. Ajeitou as madeixas molhadas e, vestindo uma lingerie branca ela vasculhava o armário remexendo os cabides. Acabou optando por um vestido rosa leve que possuía um decote não muito cavado e acabava antes do joelho.
O trouxe para junto do corpo e olhou para o espelho para começar a vesti-lo quando, para sua surpresa, viu a imagem de uma pessoa deitada na cama refletida nele.
_ O que está fazendo aqui!- perguntou virando surpresa e corada, tentando se cobrir com a peça.
_ Eu vim para acompanhá-la até a festa quando vi a janela aberta. –o moreno respondeu com um sorriso de canto de boca.
A rosada não sabia se ficava nervosa ou envergonhada com a presença sorrateira dele.
_ Podia ter usado a porta. — tentou parecer mais calma. –Há quanto tempo está ai?
_ O suficiente para me deleitar com imagens maravilhosas. – ele sorriu mais ao ver o rubor no rosto dela. – Do que está com vergonha? Até parece que eu não te vi muitas vezes desse jeito.
A afirmação foi tão sem-vergonha que ela instintivamente lançou a peça que estava em suas mãos na direção dele, mas ele apenas riu mais satisfeito.
_ Assim ficou bem melhor!
_ Seu tarado! Não tem vergonha de ficar bisbilhotando os outros não?- parou de súbito ao ver o sorriso dele murchar dando lugar a expressão fechada e desgostosa.
Ele levantou da cama olhando fixamente para ela com os mesmo olhos sérios que lançava quando estava insatisfeito com algo, e ela soube que havia passado dos limites. Fechou os olhos, resignada a ouvir o sermão que viria depois da sua explosão de raiva, mas se assustou ao sentir a cintura ser enlaçada encostando os dois corpos e deixando o cheiro inebriante dele tomar conta da sua sanidade.
_ Sabe o que eu deveria fazer com você me insultar?
Ela o olhou curiosa, esperava que ele brigasse com ela, por causa da cara fechada que havia feito, mas o tom de voz dele estava muito sutil. Concluiu que brigar não era o objetivo dele, então resolveu entrar na brincadeira.
_ Desculpe, eu não quis ofender. – viu com satisfação um brilho surgir nos olhos negros que a fitavam. Sabia que Sasuke gostava de ser obedecido e ter as pessoas a seus pés, estava acostumado com isso, e ela tinha que admitir que tinha certo fetiche com a personalidade dominadora dele.
_Vai ter tempo para se desculpar depois. Agora existe algo muito importante que não pode esperar.
Ele selou os lábios dela em um beijo demorado, brincando com a língua para enlouquecê-la, sabia o que a deixava excitada e apertou seus corpos mais um pouco. Mesmo sem entender o porquê da reação inesperada dele, ela resolveu se entregar a gostosa sensação de poder estar tão próxima passou a mão por debaixo do cabelo dele agarrando os fios da nuca e forçando ainda mais o beijo e sentindo a respiração dele arfar em um sinal de agrado.
Separaram-se por falta de ar, depois de alguns minutos encarando-se nos olhos.
_Acho que temos que ir. – ele disse rouco.
_ Que tal chegarmos atrasados hoje. –ela disse lambendo os lábios. –Ainda temos que conversar sobre alguns assuntos pendentes.
Ele sorriu com a malícia que ela estava demonstrando e ainda mirando seus olhos, levantou-a no colo e depositou na cama para terminar o serviço. Não seria elegante deixar uma dama ansiando, e os Uchihas eram muito elegantes.
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A festa não podia estar mais divertida.
Uma grande mesa no canto inferior esquerdo estava sendo responsável pela animação. Nela amigos dividiam experiências e gargalhadas enquanto jogavam conversa fora. Era, sem dúvida, uma maravilhosa maneira de se perder dos problemas diários que enfrentavam por serem ninjas. Todos sabiam qual era a importância de manter o bom humor, afinal trabalhavam com a morte todos os dias e não podiam deixar o mundo com a sensação de que deveriam ter aproveitado mais.
Como sempre Kiba estava enchendo a cara de cachaça, mas dessa vez estava acompanhado de uma bela mulher ruiva de olhos verdes que parecia beber mais do que ele, os dois na verdade pareciam estar em uma espécie de competição, parando de vez em quando apenas para lançar olhares apaixonados, gargalhar, ou trocar beijos molhados e ardentes sem se importar com o resto dos convidados.
Gai contava sobre suas épicas batalhas contra Kakashi, que como sempre, lia o seu livrinho pervertido sem se incomodar com as insinuações ou protestos do rival que praticamente implorava por atenção.
_ Kakashi, essa é uma festa para a família, não devia ficar lendo esse tipo de livro. – Shizune reclamou, mas foi surpreendida pela mão dele que pousou suavemente em sua perna direita.
_ Não estou fazendo nada de errado, apenas colhendo informações para a nossa festa particular. – disse sem mudar o tom de voz ou desviar os olhos do livro. Ela apenas corou envergonhada, parecia mais um pimentão.
_ EU SABIA QUE VOCÊS ESTAVAM SAINDO!- Gai gritou. –COMO PODE ESTAR SEMPRE NA MINHA FRENTE!
_ Simples, eu não vivo apenas para treinar como você, deveria sair de vez em quando e se enturmar com alguma mulher. — parecia estar dando sermão.
_ Ouviu Kurenai, porque não aceita logo o meu pedido?- falou quase chorando para a ninja ao seu lado que trajava um lindo vestido vermelho.
Ela o olhou assustada, como se não compreendesse sua língua.
_Não vou me casar com você Gai. É necessário namorar e noivar antes de algo assim... resumindo se conhecer.
_Está vendo Kakashi?!Ela não me quer. — chorou fazendo o copy ninja olhar de banda.
_ Também, se deixar é capaz de querer se casar no primeiro encontro, porque não tenta uma coisa menos informal primeiro?
_ Tipo uma lua de mel?- virou para ela. – O que você acha?
O Hatake suspirou pesadamente, realmente não seria uma tarefa fácil ensinar os caminhos do amor para aquele idiota. Se tivesse o mesmo dom para namorar que tinha para lutar, não estaria solteiro até hoje.
_ Não Lee!- Gai chutou dramaticamente o copo de sake que estava na mão dele. O aprendiz ficava muito violento quando ingeria álcool. — Sabe que não deve beber!
Gai sentiu uma pressão sobre o corpo, e ao olhar para o lado viu o Kazekage com um olhar assassino e o rosto molhado pelo sake que ele havia chutado, Antes que pudesse fazer qualquer coisa foi envolvido por uma mão de areia que o arremessou longe.
_ Gaara!- Ino olhou reprovativa. –Não precisava fazer isso.
O silêncio tomou conta da mesa, quando uma gargalhada ecoou alto, fazendo todos olharem surpresos para o pequeno bebê ruivo que, sentado confortavelmente no colo da mãe, não parava de rir e apontar os bracinhos na direção do ninja caído no chão.
Em um movimento quase ordenado todos levantaram as sobrancelhas sem compreender a atitude do filho do Kazekage, que até onde sabiam, ele nunca havia esbanjado um sorriso.
Gaara, que estava enxugando o rosto com um guardanapo, deixou um sorriso de satisfação enfeitar-lhe o rosto, diferente de Ino que não conseguia entender o motivo da animação, já que não via graça em algo tão brutal. Há muito tempo ela se preocupava com o fato do filho não sorrir, mas nunca imaginou que além do lado emburrado, havia herdado também a personalidade sádica do pai. Ver os outros encarando-o de maneira intrigada não estava sendo bom, na verdade se sentia como se estivesse carregando um alien.
_Você achou graça meu filho?- o ruivo perguntou pegando-o no colo. Ele balançava os braços cada vez mais como se pedisse biss. – Se quiser o papai pode bater em todos os idiotas que você quiser.
Mais assombro, quando ele balançou ainda mais os braços gritando como se estivesse compreendendo e se deliciando com a proposta do pai.
_ Gaara não!- Ino reclamou saindo do estado de transe em que estava.
_Qual o problema?!- perguntou pegando Lee pela perna e balançando-o no ar, como se fosse um boneco de pano. — Ele gosta de ver... Não era você que sempre reclamava que ele não sabia rir?Pois então, ele está rindo.
O menino gritava mais a cada tentativa frustrada do ninja de colante verde de se ver livre.
_ Eu não quero que ele vire um sádico. Esse tipo de brincadeira não é divertida!
_ Pelo jeito ele está adorando.
_ Cala a boca Kankurou, ninguém pediu a sua opinião. – ele apenas riu. –Gaara não!
Tarde demais. O ruivo estava tão fascinado com a possibilidade de fazer seu pequeno herdeiro rir mais, que agora levitava mais dois ninjas, fazendo-os se chocar esporadicamente. O bebê já estava ficando vermelho de tanto gargalhar e juntava os dedinhos na mão do pai, como se quisesse ajudar na “brincadeira”. Alguns ninjas como Kakashi, Kiba e Shikamaru tentavam se livrar das mãos de areia que buscavam mais vítimas, e os que balançavam estavam ficando perigosamente tontos.
_ Isso não é uma criança!É um monstro!-Sai resmungou alto demais.
O Kazekage soltou os ninjas na hora, e voltou o seu olhar congelante para o moreno que suava frio ao perceber a enrascada em que havia se metido.
_ E lá vamos nós. – Temari falou baixo revirando os olhos. Já sabia o que viria em seguida, conhecia bem a cunhada.
_Você disse o que do meu filho sua lombriga desmiolada?- Ino gritou se levantando da mesa enfurecida, mas foi detida pelo esposo.
Ele fingiu não ouvir, mas não pode fazer o mesmo com o pai da criança.
_ O que disse?- falou sério criando pequenas kunais de areia, que bailavam no ar a espera de comando.
_ Nada senhor Kazekage. Se me permite, acho que ouvi a Tsunade-sama me chamar.
_ Mas eu estou... Aqui!- Quando a Godaime acabou de falar, ele estava à milhas de distância.
_YO MINNA!- todos se voltaram para o loiro que acabava de chegar com Koji agarrado em seu pescoço e segurando Hinata pela cintura. Um sorriso tão grande que poderia ser usado em comerciais de cremes dentais.
_ Chegaram tarde heim?!- Kakashi brincou, fazendo a morena corar levemente. — Aposto que resolverem se divertir um pouco mais na cama.
_ KAKASHI!- Shizune cutucou-o com força.
_Que nada, a culpa é daquele chato do Hiashi que não queria largar o Koji.
_Naruto não fale assim do meu pai.
_ Eu disse algo errado?Ele é chato mesmo Datebayo!
_ Mas é meu pai, avô do seu filho e seu futuro sogro, então trate de se acostumar com ele.
Naruto fez uma cara de desagrado ao ouvir a morena, mas não podia negar a verdade.
_ Nossa Hinata como você está linda!- Ino disse se aproximando e passando a mão na barriga protuberante da amiga. – Venha, sente-se aqui, deve estar cansada de tanto andar.
_ Ah, sim obrigada.
_ Estou feliz em ver que está bem Hinata. –Gaara disse abraçando-a. – Mas não podia esperar menos do meu grande amigo Naruto. Sempre soube que ele cuidaria de vocês com todo o cuidado possível.
O loiro sorriu para ele, enquanto colocava o filho no chão, que tão logo se viu livre, correu para os braços do padrinho gritando alegremente.
_Tio Gaara!- se jogou no colo dele, e abraçou Daito que apesar de não esboçar nenhum sorriso, parecia contente com a proximidade. –Eu estava com muitas saudades de você tio Gaara!
_ Eu também estava morrendo de saudades do meu afilhado. – deu-lhe um beijo na testa, que foi motivo suficiente para alguns olharem confusos sua transformação. Há poucos minutos atrás estava cuspindo fogo pelas ventas, mas depois de ver Koji, parecia ter adquirido o olhar de Buda.
Keito, o filho de Kurenai e Azuma chamou Koji para brincar, ele recusou um pouco, mas acabou indo atrás dele.
_Mamãe eu posso ir?
_ Pode, mas não fique correndo igual á um maluco que vai fazer mal para você e não se afaste muito.
Koji concordou e sumiu junto com Keito, que era quase quatro anos mais velho do que ele, para dentro do playground que havia no local.
_ É para quando Hina?- Tenten, perguntou animada.
_ Final do mês que vem. – respondeu passando a mão pela barriga
_ O meu é só para daqui a três meses. É uma pena porque é uma fase tão gostosa da vida.
_ Não vejo a hora disso acabar. – Hinata disse suspirando um pouco. – as minhas costas estão me matando.
_ Pensei que você também gostasse da sensação. – Tentem disse surpresa.
_ Eu gosto, mas vai por mim, depois do primeiro tudo é diferente. O Koji não me dava trabalho nenhum, às vezes eu até esquecia que tinha alguém na minha barriga porque ele quase não mexia, mas esse aqui faz uma verdadeira festa aqui dentro, se mexe o tempo inteiro, dá chutes, socos, cambalhotas. Faz meses que eu não sei o que é dormir direito porque ele me acorda de noite.
_ E você me acorda junto. – Naruto reclamou e levou um cascudo
_ Nossa, imagina depois que nascer.
_ Tem vezes que eu sento na cama e fico cantando para ver se ele dorme ou acalma pra eu dormir. Já cheguei a segurar a barriga e balançar pedindo tempo.
_ Tinha que ser filho do Dobe mesmo. – Sasuke apareceu rindo atrás, com a mão envolta da cintura de Sakura que parecia um pouco desnorteada.
_ Sasuke, eu não sabia que tinha chegado agora?!-Hinata disse sorrindo e o abraçando.
_ Você disse o que TEME!- Naruto reclamou levantando nervoso, mas foi ignorado.
_ Tem tempo que nós chegamos. – respondeu se sentando ao lado de Kakashi.
_ Mas eu não tinha visto você na mesa?
_ É que eu precisei sair.
_ Resumindo. – Kiba falou divertido. – Ele foi dar uns amassos na Sakura.
A rosada ficou vermelha como um pimentão com o comentário, e o moreno enviou um dos seus famosos olhares raivosos, mas Kiba estava tão entretido nos braços da namorada que apenas balançou a mão livre como se enxotasse as intenções assassinas dele.
_Isso explica porque a Sakura-chan está toda despenteada e desengonçada. – Naruto pôs a mão no queixo como se estivesse pensando.
_ NARUTO!- A rosada deu-lhe um soco violento na cabeça.
_ ITAI SAKURA-CHAN!- passou a mão pelo galo. – Porque fez isso?
_ Para você deixar de ser bocudo!
Hinata riu e voltou a conversar com a outra gestante da mesa.
_ Me diga Hina-chan quando você balança a barriga não o machuca não?
_ Não, só deixa mais nervoso, aí ele passa a me chutar mais ainda. Tem uma força que Deus me livre. Acho que esse vai puxar o gênio ruim da minha família. Põe a mão aqui. – guiou a mão da amiga- Olha como mexe.
Naruto observava atentamente a conversa das duas. Era o filho dele que estava no ventre de Hinata, e não podia deixar de se sentir orgulhoso com o alvoroço que ele causava. Com certeza era um Uzumaki.
Neji estava de braços cruzados, não gostava muito de festas, principalmente as que envolviam os ninjas mais barulhentos de Konoha, e quando o rei da gritaria chegava (imaginem quem é?) ficava ainda mais difícil se manter impassivo, mas tinha que ficar pela esposa que estava ansiosa por poder sair e se divertir. Ficou observando as feições de Tentem mudarem hilariamente com os chutes do bebe.
_Sente aqui!- Hinata pousou a mão no lado direito da barriga. – Aqui estão os pezinhos, e aqui. – levou para o esquerdo mais em baixo. – a cabeça.
_ Nossa Hina eu nunca parei para perceber isso.
_ Não liga não, eu só percebo porque ele muda de lado o tempo inteiro, talvez o seu seja mais quietinho como o pai.
_ Hina, dói muito na hora do parto?- Tentem perguntou receosa.
_ Se dói? Eu não vou mentir para você, parece que as suas entranhas estão sendo mastigadas. Mas depois que acaba é uma sensação indescritível de felicidade.
A conversa continuou animada, e a medida que a noite chegava, as pessoas foram se despedindo e se retirando. Hinata e Naruto resolveram ficar por mais algumas horas, para poder deixar Koji se divertir, ele adorava brincar no parquinho e não havia problema de sair um pouco mais tarde. Conversavam bobeiras, trocavam beijos e carícias e ficaram abraçados curtindo a presença um do outro enquanto observavam o sol se esconder por detrás do monumento Hokage.
Estavam em meio a uma calorosa discussão sobre nomes quando foram surpreendidos por um menino que chegou correndo desesperado na direção deles.
_ Algum de vocês tem um filho loiro de cabelo liso e olhos perolados.- disse arfando, exausto de tanto correr.
_ Sim é o nosso filho, o que houve?- Hinata perguntou apreensiva.
_ A casinha em que a gente estava brincando está pegando fogo e ele ainda está lá!- Disse nervosamente.
_ Ai meu Deus Koji!- Hinata saiu correndo para o playground sendo seguida por Naruto.
Uma sensação ruim tomou conta do corpo dos dois. Hinata parecia nem sentir o peso da barriga, pensava apenas em salvar o filho. Em poucos segundos chagaram no local onde algumas mães e pais estavam correndo para buscar os filhos, infelizmente não havia nenhum ninja entre eles.
Hinata se lançou a frente do loiro e ia entrar na casa quando foi parada por ele.
_ ME SOLTA NARUTO, EU PRECISO SALVAR O MEU FILHO!- Disse desesperadamente.
_ Você não pode entrar aí com essa barriga desse tamanho é muito perigoso. Fique aqui que eu vou.
Naruto deixou a Hyuuga aos cuidados de uma das mães que estava no local. Chutou um pedaço de madeira em chamas que bloqueava a entrada do local e entrou tirando a capa que usava.
_ Koji!- Chamou por entre o fogo. A casa não era grande, mas a fumaça e o fogo dificultavam a visão. – KOJI!!!
O telhado ruiu pesadamente anunciando que em breve cairia, fazendo Naruto gritar mais alto. Precisava encontrar o filho logo ou seria tarde demais.
Quando gritou pela sexta vez ouviu uma voz amedrontada e fraca responder.
_ Papai...
Encontro-o perto de uma das camas em miniatura que havia no lugar com as pernas encolhidas. Tão assustado que os olhinhos perolados brilhavam cheios de lágrimas.
Naruto jogou a capa por cima dele, cobrindo-o por completo agradecendo por ele ser pequeno. Havia muito fogo e seria difícil sair pelo mesmo lugar pelo qual entrou. Fez um Kage Bunshin e usou o rasengam para abrir um vão na parede por onde pudesse sair. No momento em que pôs o pé para fora do local o telhado da casa veio abaixo.
Hinata se desesperou ao ver o telhado da casa cair sem que nenhum dos dois houvesse saído. Fez um selo e liberou o Byakugan, ia entrar quando viu Naruto correr em sua direção com o filho no colo.
Ela levantou e pegou o filho que ainda estava com a capa em volta do corpo. Sentou no chão e depois de retirar a capa começou a fazer uma vistoria no corpo dele para ver se havia algum ferimento. Quase virou o menino de cabeça para baixo com o rosto tenso. Alguns minutos depois pode suspirar aliviada ao constatar que ele não tinha se machucado.
Hinata sentou Koji no colo com certa dificuldade por causa da barriga e afagando os cabelos dele, chorou aliviada por não ter acontecido nada. Começou a sentir algumas pontadas no pé da barriga, mas não se alarmou, porque já havia se tornado algo costumeiro no último mês.
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Koji voltou para casa no colo do pai. A cabeça estava deitada no ombro e sentia a barba dele pinicar seu rosto, mas não se incomodou. Ainda estava em choque pelo susto que passara.
Quando chegaram, Hinata pediu para que Naruto desse um banho nele e vestisse um pijama, enquanto ela preparava algo para comerem. As pontadas vinham em intervalos regulares, mas não eram um incomodo tão grande a ponto de fazê-la parar o serviço.
Naruto desceu Koji e tirou a roupa dele carinhosamente, havia muito tempo que não podia ficar assim tão próximo sem que ele o rejeitasse. A cicatriz continuava marcante, como se fosse um lembrete dos dias ruins. O loiro não suportava vê-la. Depois do banho, levou o menino enrolado em um roupão azul com nuvens brancas, e o colocou na cama para pegar a roupa de dormir no armário. Ele era tão pequenino que os cabelos molhados caindo pelo rosto esperando o momento de serem penteados lhe davam um aspecto ainda mais ingênuo.
Hinata realmente era muito caprichosa. As roupas estavam devidamente passadas dobradas e organizadas, cada uma exalava um perfume muito gostoso de limpeza. Pegou um pijama branco com alguns porquinhos estampados e tentou vestir o menino, mas parecia ser um modelo muito complicado de colocar e achou que não havia feito um bom trabalho quando viu que ele estava torto. Achou que não levava muito jeito para ser pai quando percebeu que não conseguia pentear os cabelos lisos do filho, visto que essa parte sempre ficava com a mãe, era tão fácil arrumar os próprios, era só pentear e bagunçar com as mãos para que ficasse perfeito, mas o cabelo de Koji não ficava tão bom desse jeito.
Hinata apareceu na soleira do quarto para avisar que o jantar estava pronto, quando viu Naruto brigando com o pente, meio nervoso, e o filho todo descabelado e com a roupa torta enquanto ria da cara do pai.
_ Meu Deus o que é isso?- disse divertida.
_ Hinata, ainda bem que você apareceu, eu não sei mais o que fazer para arrumá-lo direito.
_ É porque o cabelo dele não é igual ao seu, não basta apenas lavar e bagunçar. – andou em direção ao armário onde pegou um creme infantil. – Deixa que eu faça isso, fique apenas olhando para aprender.
Hinata sentou na cama e chamou o filho com a mão que veio se sentar ao seu lado. Passou um pouco de creme nas mãos e espalhou delicadamente pelos fios loiros.
_ Olha Naruto, você tem que pentear para trás, que ele vai caindo naturalmente à medida que for secando. – penteou os cabelos dele enquanto explicava.
_ Não adianta mamãe, eu já expliquei para ele, mas parece que o papai não quer aprender.
_ O que é isso Koji?-o Loiro perguntou meio desiludido. – Vai queimar o filme do seu pai também?!
_ Claro que não, eu amo você. – pulou no colo dele e deu-lhe um beijo na bochecha.
_Ok, chega de mimar o seu pai, ele vai acabar ficando mal acostumado.
Koji se jogou na cama ao lado da mão e lhe deu um beijo enquanto enlaçava sue pescoço com os bracinhos.
_ Não fica com ciúme não mamãe, eu posso mimar os dois!
Hinata riu. Levantou o filho e retirou a blusa que estava mal vestida, vendo que pelo menos a calça ele tinha colocado certo. Quando acabou, colocou um chapéu de urso polar na cabeça dele para combinar com a roupa e, passou um pouco de perfume, entregando-o ao loiro.
Naruto observava com amor o carinho e dedicação que a Hyuuga dedicava ao filho. Realmente não poderia ter escolhido uma mãe melhor para os filhos. Pegou Koji que tornou na deitar a cabeça em seu ombro e a seguiu até a cozinha. Ela andava com a mão nas costas por causa do peso da barriga, e sentia que as pontadas estavam se tornando cada vez mais freqüentes.
_ Papai. – Koji falou baixinho perto dele sem levantar a cabeça. – Dorme aqui hoje.
Naruto apertou o filho com mais carinho ao ouvi-lo chamá-lo de pai, adorava a sensação reconfortante que isso causava.
_ Claro meu filho, pode deixar que eu não vou embora.
Depois do jantar Naruto pôs o filho para dormir. A roupa macia, o perfume que ele exalava as mãozinhas tão pequenas fazendo carinho no seu rosto. Tudo era tão maravilhoso, que não sabia como descrever o amor que sentia por ele. Não levou muito tempo para que ele dormisse. Ficou sentado ao lado dele observando-o dormir, era uma criança muito bonita e inteligente e ele como pai não podia deixar de se sentir orgulhoso por isso.
Hinata apareceu na porta observando a cena com carinho. O sonho dela sempre foi poder viver feliz e agora finalmente poderia ter uma vida feliz ao lado dele e dos filhos. Levou a mão pela barriga quando sentiu as pontadas voltarem novamente, estavam ficando gradativamente mais incomodas.
Koji se mexeu bruscamente fazendo Naruto se assustar com a possibilidade dele cair.
_ Eu vou me deitar, não agüento mais essa dor nas costas. – Hinata disse bocejando. – Espero você no quarto. Pode babar um pouco mais no meu filho, eu sei que ele é lindo e irresistível, fui eu que fiz.
_ Ei Hina eu também ajudei! Sou responsável por isso também.
_ Correção, você fez a parte mais fácil que é empurrar, quem fez o difícil fui eu.
Hinata deixou o quarto andando vagarosamente acariciando a barriga que estava doendo generosamente.
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Hinata acordou no meio da noite sentindo uma dor muito intensa no pé da barriga. Sentou na cama e passou a mão pelo rosto, estava suando frio. Passou a mão na barriga e não sentiu nenhum movimento, o que não era um bom sinal, já que normalmente o bebe estaria chutando horrores naquela hora da madrugada.
Uma pontada mais forte a fez se curvar, olhou para o lado e viu Naruto dormindo tranquilamente com os braços esticados e o corpo torto como um boneco de Olinda estirado no colchão. Outra pontada, mais forte a fez curvar ainda mais o corpo. Balançou Naruto com a mão livre para que ele acordasse.
_ Naruto. – a voz saia apertada por causa da dor. – Naruto acorde, eu preciso ir ao hospital.
O loiro virou para o lado sem acordar. Mais uma pontada, e Hinata precisou por a mão na boca para conter um grito, não queria acordar o filho, e estava ficando assustada com a situação, afinal nunca sentira tanta dor e faltava um mês para o bebê nascer.
_ Naruto acorda!- balançou ele com mais força. – Eu preciso que me ajude a ir para o hospital.
Nada, o loiro apenas se coçou. Hinata então colocou os pés nas costas dele e o empurrou fazendo-o cair no chão. Naruto levantou meio mal humorado pela forma brutal com a qual foi acordado.
_ O que? Onde estou? O que aconteceu?- Perguntou resmungando.
_ Naruto eu preciso da sua ajuda.
O loiro passou a mão pelos cabelos rebeldes enquanto olhava meio sonâmbulo para a Hyuuga, numa tentativa de reconhecer a sua silhueta no escuro.
_ Quem é você?- perguntou mexendo nos cabelos.
Hinata começou a sentir nervosa devido à dor que estava sentindo.
_ Como assim que sou eu seu idiota!- respondeu nervosa se curvando um pouco mais.
_ Olha o respeito!- Naruto disse com os olhos semicerrados balançando de um lado para o outro.
_ Cala a boca e me ajuda que eu estou passando mal!
_ Mas quem é você?- perguntou novamente.
_ A mulher que vai arrancar as suas orelhas com os dentes se não me ajudar logo!- respondeu nervosa.
Naruto começou a sair do transe em que estava e começou a olhar para o lugar tentando reconhecê-lo. Levou alguns segundos para por os pensamentos em ordem e lembrar que estava dormindo na casa de Hinata. Olhou para a cama e viu-a curvada olhando para ele com uma mescla de dor e raiva. Levantou assustado, acendeu a luz e correu para perto dela.
_ Hina o que você tem? Esta sentindo dor?
_ Não, eu gosto de contorcer o rosto de madrugada, dizem faz bem para a pele. – disse sarcasticamente. — É claro que está doendo. Me leva para o hospital logo. – pediu quase aos prantos quando sentiu outra pontada ainda mais aguda atingi-la de novo.
Estava nervosa por causa do tempo que ele levou para reconhecê-la, mas se sentia mais aliviada por finamente ele estar prestando atenção nela. Naruto fez um kage bunshin para ficar com o filho, pegou Hinata no colo e saiu pela janela em direção ao hospital.
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Sakura estava de plantão no hospital, ainda aérea tentava entender a conversa que havia tido mais cedo com o Uchiha. Pegou uma rosa que estava em uma jarra na recepção e sorriu apaixonada.
_ Qual o motivo de tanta felicidade doutora Haruno?- a recepcionista perguntou admirada com a atitude dela.
_ Você não vai acreditar!Hoje o meu Sasuke kun me pediu em namoro!- disse quase pulando de alegria.
_ Sasuke? Uchiha Sasuke? Ele te pediu em namoro? Que bom doutora Haruno, parece que dessa vez você vai conseguir.
_ Eu espero que sim, faz muito tempo que eu tento, e já tenho vinte e um anos, esta mais do que na hora de casar, até o Naruto já tem dois filhos.
_ Ele também é um sonho. – a recepcionista suspirou longamente.
_ Quem? Naruto?
_ Claro!- a olhou como se estivesse fazendo uma pergunta desnecessária. — Aqueles lindos olhos azuis. Aquele corpo sarado, eu adoraria poder sair com ele um dia.
_ Não vou negar que ele tem suas vantagens.- acariciou as pétalas da flor.
_ O que? Como assim? Você já saiu com ele doutora Haruno?
_ Digamos que eu fiz mais do que apenas sair com ele.
_ Eu não acredito?! Me conta, como que ele é na cama.
_ Que é isso? Sabia que é muito chato perguntar sobre a vida intima das pessoas?
_ Por favor, doutora Haruno. E apenas curiosidade, nós somos adultas e não há ninguém mais por perto.
Sakura olhou para os lados para ver se estavam realmente sozinhas. Abaixou no balcão e sussurrou no ouvido da recepcionista.
_ Digamos que e uma escala de um a dez, eu daria dez á ele com louvor.
_ Verdade? E qual a qualidade do “material”?
_ Ex-ce-len-te.
As duas começaram a rir juntas quando ouviram a porta do saguão abrir violentamente deixando o vento frio da madrugada entrar.
Sakura correu ao encontro de Naruto quando o viu carregando a Jovem Hyuuga que se contorcia de dor.
_ Sakura que bom que você está aqui, a Hinata esta sentindo muita dor?- As palavras saiam atropeladas pela afobação.
_ Por aqui!- fez sinal ao loiro para que a seguisse.
A recepcionista observou os três desapareceram pelo corredor e deixou um suspiro escapar por entre os dentes. “Ah, se eu tivesse a sorte de experimentar esse material!” pensou enquanto voltava aos formulários.
Notas finais
Provavelmente a fic terminará nos próximos dois capítulos, então se tiverem algum tipo de desejo quanto a história que fale agora ou cale-se para sempre.
Para quem curte InuYasha, eu estou desenvolvendo uma fic e ficaria muio feliz se lessem ou recomendassem para amigos interessados, vai ser uma mega ajuda!
Link da fic: http://www.fanfiction.com.br/historia/146951/Desculpas_Atrasadas
Um grande abraço!
YueChan.
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