Sonhos Escritos

12 Paixão de adolescente.


Notas iniciais
Ohh... Humm. Entendi u.u

É inegável dizer que toda vez que eu fico longe dele fico com um vazio no peito. Nenhum de nós dois sentiu vontade de trocar palavras enquanto ia em direção do hotel. Coloquei os fones de ouvido, deixei que a música tocasse no volume três, não queria que ele falasse e ficasse encarando um mal educado dentro do próprio carro.

Deixei que o vento me levasse de volta para ele, todas as poucas lembranças que já tinham sido formadas, conversas breves e precipitadas. Palavras lançadas de maneira formal. Sem preocupação.

– Então, você mora em um hotel? – A pergunta veio inesperadamente.

– Passo os dias nele, minha casa está reformando... – A resposta, tão pouca, veio naturalmente.

– Ele sabe onde você mora? – Uma pergunta meio que desnecessária, ou melhor, talvez investigativa.

– Sim... Deixei o endereço na casa dele. E também o do hotel, mas quando eu voltar ele poderá me encontrar em casa já.

– Entendo. Bem interessante os dois estarem juntos... Nunca imaginei uma cena dessas.

– De chegar a casa dele sem avisar, abrir a porta e ver uma pegação no sofá? Normal, nas melhores famílias isso acontece.

– É... Quase isso.

Rimos com tamanha afirmação. Era bom deixar que todas as coisas seguissem o rumo certo. Nada de alvoroço. Nada de pulos para fora do lugar ou tentativas desastrosas de conseguir algo.

Embora eu seja um pouco fogoso... Só um pouco...

– Então... Há quanto tempo se conhecem?

– Pouco...

– Pouco quanto?

O que será que deu nele para estar fazendo tantas perguntas? Crise de ciúmes do pequeno escritor?

– Meu pequeno escritor. – Disse em um tom quase inaudível. Mas com a proximidade ele ouviu.

– O que você disse?

– Nessa época do ano faz muito calor.

– Realmente, deveria chover mais nessa época... Mas voltando a pergunta, quanto tempo?

– Alguns dias para ser exato... – Deveria haver alguma interrogação nessa afirmação, então logo seria uma pergunta. Nem mesmo sei quanto tempo já passei ao lado dele, para mim os segundos passam lentamente, e os dias se arrastão... Apenas tê-lo nos pensamentos, já faz a diferença no meu dia...

Abri um pequeno sorriso.

– Parece aquele tipo de paixão de adolescente. Nasce, floresce e logo morre...

Ou esse cara é muito depressivo ou quer levar uma surra daquelas!

– Não entendi a sua afirmação... – Entendi e muito bem, repete. Repete na minha cara agora que tirei os fones de ouvido e estou olhando pra você. Só quero ver isso...

– Will, é uma coisa simples... Mas antes disso, seu nome... Ele é apenas a abreviação de algum?

– É o meu nome mesmo. Apenas Will.

– Então, voltando ao que eu disse. – Ignorou completamente o que eu disse. É nesses momentos que me torno um pouco dramático e chamo a atenção... Estou apenas brincando com os pensamentos. – É simples. A paixão logo se apaga, contudo é bem forte no começo. Ai vai esfriando, e em pouco tempo você nem sente mais a atração por aquela pessoa. É algo considerado como atração do momento.

– Interessante. Se é algo considerado como atração momento, vou incendiar essa atração para que todos os dias para conseguir um período bem duradouro.

– Isso sim é interessante.

Coloquei novamente os fones, a ida estava mais demorada do que pensei.

– Quando você vai dizer para onde está indo?

...

– Eu não disse?

– Não.

– Hotel la plaza, por favor...

– Certo...

Não era ida que estava demorada, era a demora de dizer para onde ir que fizera com que ele virasse um detetive particular. Será que iria contar tudo para ele amanhã? Não acredito que teria tamanha intromissão... Ou posso estar enganado.

O carro parou em frente ao hotel. Quer dizer que já estávamos próximos daqui?

– Obrigado Oscar, te devo uma.

– Disponha. Cuide-se e boa viagem.

– Você também.

Desci do carro, adentrei no hotel, cumprimentei as pessoas que estavam na recepção e subi ao meu andar. Entrei no quarto, tirei os sapatos, cai na cama... Daqui a alguns minutos começo a arrumar todas as coisas...

Tudo isso que aconteceu parece que levou apenas alguns segundos, quando para mim, pareceu levar horas inteiras. Era cansativo falar com todos ali. Virei na cama. Olhei para o telhado, abri um sorriso.

Mas estive ao lado do meu pequeno está manhã!

Mesmo tendo sido interrompido... Claro, que se acontecesse algo, relativamente seria tudo perfeito, mas foi tudo perfeito na medida do possível. Menos a parte do interrogatório.

Quanto tempo será que ainda poderei descansar assim? Olhar para o teto, pensar naquele que gosto. Talvez, não tenha muito. Peguei o celular, observei a hora, 13 horas e 20 minutos. Ainda possuía exatamente duas horas e quarenta antes de viajar. Aquela não foi a melhor forma de dizer que voltarei em breve, nem mesmo poderia ser uma forma agradável.

Coloquei na lista dos contatos.

Fui até o nome dele, gostaria de ligar, embora não tivesse motivos para ligar logo após ter saído de lá. Coloquei o celular de lado, sentei-me na cama.

Levantei-me e comecei a colocar as roupas dentro das mochilas.

O brilho já não conseguia adentrar a janela, com suas cortinas espessas. Pensei no que poderia acontecer dentro de alguns dias e se realmente, tudo se passava de uma paixão de adolescente...

Embora nenhum de nós dois fôssemos mais adolescentes, o que é que estou pensando.

Peguei o telefone. Disquei o seu número.

...

­ – Alô?! – O doce sussurrar de sua voz...

Notas finais
Peço as mais sinceras desculpas por esse atraso, logo mais será estabilizado u.u