Notas iniciais
Boa Leitura =) Leiam as notas finais.

Zé subiu abriu a cortina assim que Isabela se sentou.

– Fico honrado por ter sido convidado para fazer a Literatura ganhar vida no Colégio Quadrante. Entre mortos e feridos, salvaram-se todos! Assistam agora uma cena da adaptação cinematográfica de “Orgulho e Preconceito” – a plateia aplaudiu e em seguida as cortinas se abriram revelando Lia em seguida Dinho entrou no palco.

– O que tá acontecendo? – perguntou Gil para Ju. – Foi esse o substituto? – revirou os olhos.

– Shhh – disse uns alunos ali.

Cena

– Senhorita Elizabeth, venho lutando em vão e não mais posso suportar. Esses meses passados tem sido um tormento, vim até aqui com objetivo de vê-la. Tinha que vê-la. Luto contra o meu bom senso, expectativas de minha família, inferioridade de seu nascimento, minha posição e essas circunstâncias. Mas estou disposto a colocá-las de lado e pedir que dê um fim a minha agonia. — disse Sr. Darcy
– Eu não compreendo!- disse Elizabeth

– Eu a amo... Ardentemente. Dê-me a honra de aceitar a minha mão .- pediu ele
– Senhor eu... a... eu aprecio a luta a qual tem passado e sinto muitíssimo pela dor que lhe causei. Acredite que foi algo inconsciente. — disse ela
– Essa é sua resposta?- questionou ele
– Sim senhor! – afirmou a jovem.
– Está... Está rindo de mim?- disse o Jovem incrédulo
– Não! – tentou se defender
– Está me rejeitando? – concluiu e questionou ele.
– Eu sei que os sentimentos que a pouco me disse prejudicaram seu bom senso, vão ajudá-lo a superar. – jogou na cara dele.
– Posso perguntar por que com tão pouco esforço assim me repele?
– E posso igualmente indagar por que com tão evidente intenção de me insultar escolheu dizer que gosta de mim, apesar de seu bom senso? – ela alterou a voz.
– Não, acredite em mim...
– Então se sou inadequada, então essa é uma desculpa. Mas eu tenho outras razões e o senhor sabe disso...


À medida que a cena se desenrolava Lia e Dinho se aproximavam, a discussão causada pela emoção da cena servia para realçar o tom da atmosfera que surgia entre eles nas discussões cotidianas..


(...) — Então essa é sua opinião sobre mim? Obrigado por me explicar claramente. Essas ofensas poderiam ser facilmente superadas se seu orgulho...
– Meu orgulho? ...
– Não a impedisse e suas hesitações quanto a nossa relação. Esperava que eu me regozijasse com a inferioridade de suas circunstancias?
– São essas as palavras de um cavalheiro? Desde o momento que o conheci, toda sua arrogância e presunção. Todo seu desdém egoísta pelos sentimentos dos outros me fizeram compreender que o senhor é o ultimo homem na face da Terra, com quem eu poderia pensar em me casar!


Ao fim da cena estavam perigosamente perto, muito perto...

– Uhulll – gritou Isabela e começou a aplaudir, sendo seguida pelos presentes. Dinho e Lia despertaram do que provavelmente causaria uma catástrofe mais conhecida como beijo. Fitaram-se por um momento e em seguida desviaram constrangidos e saíram para seus camarins.

– Você atrapalhou Belinha – disse Zé – Fiquei todo arrepiado! Ia rolar um beijo!

– A cena original não tem beijo – disse ela entre os dentes.

– Mas essa é a nossa versão. — Em seguida ele voltou ao palco para anunciar a próxima apresentação.

Autora

Em uma das salas que servia de camarim, Lia se jogou em uma cadeira. O que ia fazer? Aquela história estava fora de controle. Assim que começou a tirar a maquiagem, ouviu a porta abrir subitamente e fitou o invasor pelo espelho.

– O que você está fazendo aqui?

– Precisamos ter uma conversa! – disse ele

– Precisamos que você vá embora! – ordenou ela.

– É assim que me agradece por ter salvado sua apresentação?

– Não aja como se eu tivesse sonhado com esse momento por toda vida! Eu não queria subir naquele palco. E você não tinha nada que se meter!

– Vou entender isso como um obrigado! Afinal essas palavras não vão sair da sua boca!

– Pronto, agora que você já teve o que queria pode dar o fora? – disse apontando a porta aberta.

– Não! – respondeu e fechou a porta – Não terminei! E você vai me ouvir, mesmo que não queira!

– Ou o quê? – indagou ela. – Vai me prender? Me torturar?

– Se for preciso! – disse ele desafiando-a. –Essa história já foi longe demais!

– Eu também acho! Então – caminhou até a porta – Thanan – apontando o caminho – Vaza!

– Ainda não! Mas eu... – ele engoliu em seco. – Lia, eu acho que as palavras do Sr. Darcy representam um pouco do que eu gostaria de falar. Tirando a parte do casamento é claro! Eu sei lá... Me sinto compelido a estar perto de você, mesmo que o meu bom senso diga ao contrário!

– Eu faço minhas as palavras da Lizzie! Voceê é o ultimo homem na face da Terra com quem eu pensaria em ter qualquer coisa!

– Lia, chega desses joguinhos! Nós quase nos beijamos na frente de todo mundo!

– Quase! Essa é a palavra. Eu quero que você vá embora, antes que alguém nos veja aqui e especule bobagens. Eu já tenho problemas de sobra com a Ju sobre isso!

– Não estamos mais juntos!

– Mas isso não muda o fato que ela gosta de um babaca feito você!

– E você? Gosta do babaca aqui? – disse ele se aproximando

– Pode parar! – ordenou ela se desviando e o puxando para fora – Tchau! – Dinho saiu e encostou a porta. Lia se apoiou em uma bancada e baixando a cabeça respirou fundo, tentando se controlar. Mas não teve muito tempo antes que a porta voltasse a se abrir.

– Sinto muito, mas não posso... – disse Dinho antes de puxá-la novamente e beijá-la. De início a garota relutou, mas acabou se deixando levar e só se interromperam quando...

– Lia! – gritou Ju e em seguida saiu correndo e derrubando uma arara de figurinos.

– Ju – disse Lia, vendo Gil parado na porta. O garoto semicerrou os olhos e saiu. – Só pode ser brincadeira – praguejou Lia, correndo atrás da amiga.

...

Lia chegou em casa cansada, havia tentando se desculpar com Ju, mas nenhuma desculpa era apropriada.

– Ju me escuta por favor? – implorou Lia, tentando manter a porta aberta.

– Vá embora! – disse Ju chorando.

– Amiga uma chance! Eu imploro.

– Não me chama de amiga! – disse Ju amarga, sem forças para conter Lia do lado de fora do apartamento.

– Ju, desculpa! Eu sei que errei, mas não foi...

– Um beijo? É o que você ia falar? Tá querendo enganar a quem? A mim não mais por favor! Já cansei! Eu sabia, sabia... Mas mesmo assim eu confiei em você! Você podia ter me falado!

– Faria diferença? Você ia gostar menos dele?

– Não é esse o ponto! Eu sempre te perguntei e você sempre negou! E agora olha só no que deu! Vai embora Lia!

– Ju espera? – disse Lia com lágrimas nos olhos.

– Vá embora! E esqueça que tem uma amiga! – Juliana correu pro quarto e trancou a porta. Lia ainda tentou bater e chamar, mas nada surtiu efeito.

Pouco antes de entrar no seu apartamento Lia só queria ir para seu quarto e se enfiar debaixo das cobertas. Lamentou mais uma vez ter de dividir o quarto com a irmã. Mas o que já parecia imensamente ruim piorou ainda mais quando ela abriu a porta e avistou algumas malas no canto da sala. Assim que olhou para direção da cozinha avistou uma mulher de costas e Lorenzo se levantando.

– O que ela faz aqui? – disse Lia irritada.

...


Notas finais
Bom pessoal, primeiro que quero agradecer por lerem, segundo quero deixar claro que não consegui fazer o capítulo como queria!
Acompanhem os próximos capítulos porque vamos ter algumas mudanças.
Até o próximo capítulo!