Sonhos
3 Trabalho?
Notas iniciais
— Olá alunos! Tenho um comunicado muito importante pra fazer — disse Licurgo com uma cara misteriosa — vocês terão um trabalho que valerá pela metade da nota do bimestre.
A sala começa a fazer muito barulho:
— O quê? Um trabalho que vale metade da nota do bimestre? Eu tô ferrado! — disse Cascão, com uma expressão de desespero em seu rosto.
—Na minha última semana de aula, vou ter que fazer um trabalho desses? Já estou fazendo — disse Cascuda com cara de deboche, desde uns tempos atrás Cascuda, havia mudado muito em relação à escola.
— Gente, deixa o professor falar — Aninha pede aos colegas para fazerem silêncio.
— Cala a boca Aninha! —Titi diz a Aninha, com raiva. Desde que eles terminaram ele a tratava muito mal. Mas ela não deixou barato:
— Quem você pensa que é pra me mandar calar a boca? — Aninha diz com uma voz autoritária
— Eu sou seu namo... —Titi hesita ao falar o restante da frase, afinal ele não tinha direito nenhum direito de mandar nela.
— Acho que você já se esqueceu, mas eu vou te lembrar: Você não é mais o meu namorado! Você não pode dizer o que eu posso e o que eu não posso fazer. Agora me deixa em paz!
Todos da sala estavam prestando atenção na briga deles dois, até Licurgo, louco como sempre buscou até pipoca pra ver o espetáculo.
— Terminaram? Que pena, agora que estava ficando legal— Licurgo fez uma cara de triste, e quando fez biquinho, todos na sala começaram a rir.
— Então vamos continuar, onde foi que eu parei mesmo? — Ele pergunta a si mesmo
— O senhor estava falando do trabalho. — disseram os alunos, já acostumados aos esquecimentos de um certo louco.
— Sim, vocês farão esses trabalhos em duplas, que claro eu vou escolher. — Licurgo diz, e entristece os alunos, eles queriam fazer em grupos e poder escolher seus integrantes, como todos os alunos. — Obrigado pela atenção.
— Mas sobre o que é o trabalho? Qual o assunto? E para quando é que devemos entregá-lo?— Cebola questiona Licurgo, já que ele não havia dado nem uma informação concreta sobre o trabalho.
—Ah cenourinha, ótima pergunta, nas próximas aulas eu irei dar mais detalhes sobre o trabalho —Licurgo diz como se já tivesse dito o essencial para a execução do trabalho, e que Cebola só estava pedindo mais informações.
—Professor, meu nome é Cebola. — Cebola se irrita com os constantes erros de Licurgo a cerca de seu nome.
— Tudo bem Alfacinha.— O professor diz com a maior segurança.
— Esquece. —Cebola resmunga e toda sala ri
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As aulas passam e chega a hora do intervalo.
— Gente, e se a gente juntar as mesas para sentarmos todos juntos? — Magali sugere simpática como sempre
— Ok — Todos concordam com a gulosa.
— Ai gente, será o trabalho que o Licurgo vai passar vai ser muito difícil? Diz Mônica preocupada.
—Tomara que não, porque se for eu estou ferrado, eu preciso muito dessa nota senão eu posso perder o ano — diz Cascão desesperado.
— nossa Cas sua situação tá tão ruim assim? —diz Magali preocupada com o amigo
—Gatz, as notas dele são mais vermelhas do que o batom hiper mega divo que eu comprei.— Diz Denise com o jeito único dela.
—Ah Dê, deixa o Cas em paz — diz Magali, em referência aos deboches de Denise.
— Beijo não me liga fófis. — Denise diz e dá linguinha para Magali.
—Mas vai ser de dupla né? — pergunta Carmém com esperanças.
—Vai sim, por quê? — pergunta Aninha sem entender o motivo da pergunta da amiga
—Ah, assim fica fácil, Cascuda faz comigo? — Carmém faz cara de cachorro abandonado para convencer à amiga.
— Você tá pedindo para mim fazer com você, ou para você? — diz Cascuda, e Carmém fica vermelha.
— Mas não é o Licurgo que vai escolher as duplas? — Pergunta Xaveco.
—É sim, não vejo a hora de saber quem é a minha dupla — diz Do Contra, enquanto olha para Mônica, que fica corada.
Porém, mais ao longe há alguém os observando e diz:
— Cebola, Cebola, custe o que custar,você ainda vai ser meu!
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