Sonho nos céus
1 Capítulo 1
Notas iniciais
A muito tempo atrás, existia um castelo, não igual aos outros que existiam nos reinos da Idade Média, este castelo existia apenas nos céus, em constante movimento, nunca parado em um mesmo lugar, porém nem todos os humanos podiam vê-lo, só aqueles cujos corações são puros ou arrependidos tem o privilégio de ver tal castelo, dizem que alguns até conseguiram entrar nele. Porém isto não passa de histórias, conforme o mundo foi evoluindo, o coração humano foi apodrecendo, constantemente, e nunca mais foi relatado algo sobre o castelo, não passando de apenas uma lenda que poucos conhecem.
—Mas eu vou encontrá-lo -Diz a menina deitada na grama, os cabelos ruivos estavam espalhados, e seus olhos heterocromáticos olhavam e admiravam os céus.
—Pensando na lenda de novo? — Perguntou o garoto de cabelos negros e olhos pratas sentado do lado da garota, a tirando de seus pensamentos- vivendo no mundo da lua como sempre né?
— Cala boca! — Falou irritada se sentando, o fazendo dar risada.
O garoto começou a rir do rosto de sua amiga, que fingia estar com raiva, porém esta cena pacífica foi quebrada ao ouvirem um alarme, o toque de recolher, embora ainda fosse 14:00, os dois amigos levantavam do gramado artificial, o céu que parecia tão real, se apagou demostrando que eram apenas imagens projetadas, a garota e o garoto saíram do parque dando lugar para um cenário totalmente diferente, um túnel subterrâneas inteiramente feitas de metal, quando chegaram no final, entraram em uma grande câmara, feita também de metal, com várias passarelas para ir para cima e para baixo conectadas aos diversos túneis espalhados em, literalmente, todos os cantos, no meio da câmera tinha um pilar comprido e grande, onde estava armazenadas praticamente todos os recursos daquela comunidade, desde comida a armas .
Os dois amigos se direcionavam para um túnel mais estreito, porém menor que o anterior, chegando ao final encontraram os alojamentos, se separando com um Boa noite, e cada um indo para seu respectivo quarto. Assim que entrou dentro de seu quarto, olhou em volta, apenas uma cama, nada mais, a ruiva foi em direção a sua cama, entrando em baixo dela, e lá abriu um compartimento, quase que invisível, e de lá, retirou papel, lápis e borracha, os três são feitos de partes da árvore, o que não se sabe mais se existe. Começou a desenhar paisagens de histórias que contavam antes da tragédia, estava desenhando um lago com uma onça na margem, bebendo água, quando acabou de desenhar deitou em sua cama, e tentou dormir.
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“No ano de 2016, o líder da Alemanha, retomou os ideais de Hitler, atacando os estados unidos, mas eles também atacavam os próprios alemães, caçando qualquer um que tenham muitos estrangeiros no sangue, sempre dizendo que a raça pura viveria, nesta guerra morreram mais 4 mil pessoas, mas depois de 3 anos o Estados unidos venceu, aproveitando que ele estava fraco, Espanha o atacou, tendo um contra-ataque do EUA, depois de dois anos mais países entraram na guerra todos atacando uns aos outros, nenhum país escapou, a terceira guerra mundial se transformou na guerra global. Agora no ano de 2026, os alimentos são escassos, água e achado nos lençóis freáticos, qualquer produto feito de plantas, tirando roupas, se tornou proibido, tecnologia se desenvolveu mais do que esperado, e viver na superfície se tornou tão perigoso, que apenas os soldados mais fortes são autorizados a ir para lá, todas as nações estão agora, em baixo da Terra, se tornou impossível a vida lá, não há recursos. “
A menina acordou com a discurso daquela voz eletrônica, todo dia Sra. a mesma coisa, sempre essa mesma história, a acordando as 5:00, todos os dias, e só podia sair quando o discurso acabasse. Ela levantou, passou sua mão pela sua roupa para desamassar, só tinha àquela e mais outra. Chegou perto da porta e encontrou na maçaneta, ouvindo em seguida voz eletrônica novamente dizendo “Individuo: Helena, confirmado, saída liberada”, depois disso ouviu a tranca da porta sendo aberta, abrindo a porta em seguida. Quando sairá viu todas as pessoas que dormiram ali saindo uniformemente, ela também seguiu os movimentos dos outros, até encontrar seu amigo de cabelo preto.
—Bom dia senhora Helena- cumprimentou dando um sorriso.
—Bom dia senhor Allan- respondeu também com um sorriso.
As pessoas que passavam por eles os olhavam esquisito, afinal, este ritual de falar bom dia e boa noite, há muito tempo fora esquecido, aqueles dois sabiam por causa que Allan tinha visto em um livro antigo, também contrabandeado, que nem as folhas de Helena, desde aquele dia os dois sempre faziam o comprimento, porém nunca perto de guardas, senão achariam os livros de Allan, os outros apenas achavam que eles tinham problemas na cabeça.
Helena e Allan continuaram a andar indo direto para o refeitório da câmara onde estavam, onde tinha cadeiras e mesas contadas certinhas para a quantidade de pessoas que dormiam ali, foram até o balcão do centro pegando suas comidas e indo para a mesa de dois mais afastada, e começaram a comer, um leite e metade da metade de um pão com manteiga, quando terminaram de comer pegaram o bochecho que vinha junto a comida e colocaram em suas bocas, cuspindo depois, isso era a única coisa que usavam para limpar a boca. Levantaram e foram para os túneis novamente, indo direto para a câmera central, seguindo para o túnel paralelo ao que virão, chegando na academia onde treinavam para um dia virarem soldados, e faltavam apenas três semanas para esse dia.
A academia, ensinava as pessoas a se tornarem assassinos, pois era isso que todos eram, apenas assassinos querendo ganhar a guerra.
Helena e Allan se encaminharam para um o nível mais alto da academia, os dois eram o exemplo de lá, com suas notas e habilidades de lutas sempre as melhores, os dois faziam competições as vezes para ver quem era o melhor, mas sempre acabavam gargalhando, os alunos e professores de lá os achavam estranhos, sempre dando risadas, isso era por que eles colocavam em prática os costumes do mundo antigo, já esquecido.
Ao chegarem na sala escolheram dois lugares no meio, a sala era enorme cheia de cadeiras, como se fosse uma sala de faculdade do mundo antigo, porém havia apenas 5 alunos, contando com Helena e Allan, os quais ficaram quietos pela primeira vez no dia.
O professor apareceu, dando início ao treinamento, de aulas teóricas, até treinamentos de campo ate e sobrevivência. As 11:00 h eles estavam de volta a sala tendo aula de história, toda distorcida, a história de seu antigo país fora toda distorcida, Allan e Helena sabia por causa dos poucos livros de história que tinham, mas mesmo assim não sabiam de tudo, apenas o mais próximo de sua época. Helena estava desenhando na mesa com prego pequeno que tinha achado perdido no chão, quando viu no canto de seus olhos um pequeno papel que Allan estava passando para ela “ Ele é doido? Escrever em papel justo aqui! Se alguém vê isso nós dois estamos fritos… “, ela olhou para a mesa onde estava escrito uma pequena frase: “quando as aulas acabarem vamos para o parque, preciso te mostrar algo”. O parque era o lugar mais solitário de toda a nação, as pessoas achavam besteira ter um lugar cheio de árvores e grama artificial, achavam apenas uma perda de espaço, não ia ninguém lá, nem mesmo para fazer manutenção, por isso era o melhor lugar para eles falarem sobre os livros e desenhos que tinham, Helena apenas balançou a cabeça afirmando, amassando o papel em seguida e colocando em seu bolso.
Ao término das aulas, o professor que ali estava comentou algo sobre a nomeação de soldado e que eles teriam mais responsabilidade, e mais algumas coisas que Helena não prestou atenção, quando o professor parou de falar e terminou a aula, os dois foram os primeiros a saírem, no começo eles apenas andavam, porém quando perceberam que ninguém estava prestando atenção começaram a correr, parando apenas quando chegaram no parque, com Helena entrando nele antes de Allan.
—Ganhei! Pode começar a me chamar de vencedora! — Gritou Helena
— Eu te chamaria, se nós não estivéssemos empatados, 71 derrotas e vitórias. — Respondeu
— Mas eu ganhei hoje, então sou a vencedora.
— Então sobre o que eu queria te falar- começou Allan ignorando completamente sua amiga — ontem de amanhã, àquela hora que os professores me chamaram para pegar pra eles os planos para a próxima batalha no centro- deu uma pausa para eles sentarem, o centro era o lugar mais importante de toda a nação subterrânea, era lá que se tomava todas as decisões — depois de ter pego os planos, eu escutei um barulho de algo caindo no chão, quando cheguei perto vi que era um atlas do antigo mundo, peguei ele sem ninguém ver, mas quando cheguei no meu quarto vi que dentro dele há uma planta velha da estrutura daqui!
— Sério? Isso é ótimo! Mas que sorte! — Disse Helena- Hey Allan será que tem alguma outra saída para a superfície além da utilizada pelo exército?
— Tem mais sete saídas, porém estão em áreas de difícil acesso, e outras tiveram algo construído em cima.
— Por que eles fizeram isso?
— Provavelmente para ter maior controle nas pessoas, se tivéssemos mais acesso a saídas muitos cidadãos iriam tentar fugir, tenho certeza disso.
— Faz sentido… Mas devemos começar um plano de fuga, afinal eu não quero esperar até a formação, não quero me tornar soldada daqui! O único problema é a gente conseguir sair dos quartos, se não entrarmos os soldados responsáveis pelo nosso alojamento viriam atrás de nós.
— Se eu tivesse acesso a parte computorizada do nosso alojamento eu poderia dar um jeito nisso, você sabe que lá é onde se controla as portas, se tiver algum defeito os responsáveis vão arrumar lá, se eu for para lá eu posso raquear o sistema central.
— Não se preocupe com isso Nerd — Brincou Helena, recebendo um olhar feio de Allan- Sei exatamente com quem falar.
— Posso ir?
— Não — Respondeu de imediato- pode deixar que te falo quando estiver tudo pronto. E então quer treinar?
— Por que não? — Se levantou.
E depois desse pequeno diálogo, eles começaram a lutar, eles lutaram 6 vezes, Allan só aceitou continuar depois da 2 vez por que sabia que precisava melhorar sua luta corpo a corpo, mas ele já estava bem cansado, já Helena parecia que levantou da cama agora, depois da sexta vez Allan deitou no gramado de tão cansado, Helena era incrível, de todas as 6 vezes que lutaram ela ganhou 5, deu o tempo para voltarem para seus alojamentos, e assim fizeram, da mesma forma de ontem, cada um no pro seu canto, ao chegar no seu quarto Helena olhou em volta, e depois olhou para a porta, e então disse:
—É já sei o que fazer.
>>>>>>>>>>>>FIM<
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