Sonho de amor
7 Paixão...
Assim que ela entrou em casa e olhou para a cama organizada ela repensou tudo que acontecerá naquela manhã e as sensações maravilhosas que sentiu nos braços daquele por quem ela era apaixonada há tanto tempo. Deitou sentindo o cheiro dele no travesseiro e sorriu ao imaginar a loucura que fez, nunca havia sido tão solicita a alguém, nunca estivera tão entregue e isso a assustava e a maravilhava. Assim que seu celular tocou ela atendeu imaginando ser ele.
— Não me fala que você esqueceu algo? – ela falou sem olhar o visor.
— Minha filha eu esqueço coisas ai desde sempre. – a amiga falou fazendo-a gargalhar.
— Bandida você esta onde?
— Acabamos de chegar.
— Mas não era somente à noite?
— Mudança de planos, tenho umas novidades e não queria esperar mais para te contar.
— Ai...
— Vamos sair?
— Claro. Estou com algumas coisinhas para falar contigo também.
— Estou terminando aqui e já passamos ai. Dormi aqui em casa e amanhã te deixamos no trabalho. – falou a amiga fazendo-a pensar nele.
— Ok. Vou arrumar minhas coisas.
— Senti relutância. – elas gargalharam. – Mas vou deixar passar.
— Melhor assim. – falou desligando e procurando deixar tudo pronto.
Assim que terminou recebeu a mensagem da amiga falando que estava a caminho. Pensou em não avisa-lo, mas seria o melhor.
“Oi. Estou só te avisando que estou indo para a casa da minha amiga e dormirei por lá. Só volto amanhã. Próximo final de semana a gente se encontra. Beijossss e se cuida.”
Ele olhou para a mensagem e pensou em não responder, mas nada adiantaria.
“Posso passar ai para me despedir?”
“Oh que fofo, mas acabamos de nos despedir. Deixa de bobagem. Até sábado.”
Ele olhou e com raiva decidiu não responder. Era obvio que ela estava fugindo novamente. Mas ele não deixaria barato.
Meia hora depois ela ainda olha o celular incrédula pela audácia dele de não ter respondido. A companhia tocou fazendo despertar e pegar a bolsa imaginando que seria o casal de amigos.
— Pensei que não... – ela parou sendo empurrada para dentro do apartamento e imprensada contra a parede.
Ela soltou a bolsa no chão e mesmo surpresa retribuiu o beijo surpreendente dele que retirou as mãos dela da sua nuca e ergueu a cima da cabeça da jovem devorando-a. O prazer estava completamente cegando-os naquele momento.
— Você não vai...me deixar...na mão. – falava entre arquejos. – Prometa que vamos sair durante a semana. – pediu segurando a face dela entre suas mãos obrigando-a a encara-lo. – Prometa baby.
— Vamos sair quarta? – ela perguntou sorrindo.
— Perfeito. Cinema e outros tantos amassos como esses no escurinho da sala. – falou ciente das suas mãos nas pernas dela.
— Você esta impossível. – ela falou antes de puxa-lo para outro beijo urgente.
E foram interrompidos pelo toque da campainha. Ela o empurrou de imediato fazendo-o cair no chão.
— Oh meu Deus. – apressou-se pegando-o pelo braço enquanto ele gargalhava. – Desculpe ok.
— Ok.
— Acho melhor você ir lá para dentro.
— Do banheiro? – ele rio mais. – Eles me conhecem perfeitamente. Abra a porta.
— Mas...
— Mas nada. – ele ordenou sentando no pequeno puff.
Sem muita alternativa ela o olhou antes de dar passagem aos amigos, esquecendo de olhar-se no espelho. Assim que a porta foi aberta teve a noção real do que acabará de acontecer ao ver os olhos arregalados da amiga.
— O que você estava fazendo? – perguntou fazendo-a fechar os olhos.
— Droga! – falou dando passagem para ela entrar e deparar-se com o jovem que sorria maroto.
O ambiente foi inevitavelmente regado de gargalhadas dos dois enquanto a jovem corria para o banheiro.
— Vocês já estão assim? E eu pensando que tinha uma imensa novidade. – dramatizou ela em meio a sorrisos fazendo-se ser ouvida do outro ambiente.
— Vai à m...
— Olha a boca. – ela falou voltando a sorrir.
Então ambos se olharam e o silêncio se fez.
— Vocês estão bem? – perguntou baixinho.
— Melhor impossível. – ele respondeu.
— Bom...Mas não a magoe por favor. Ela sempre foi louca por você. Desde que te viu pela primeira vez.
— Estou sabendo.
— Já?
— O que vocês estão fofocando ai baixinho? – ela perguntou vendo-os levantarem.
— Que você é uma pessoa muito rabugenta para sua idade. E que você precisa tomar cuidado para ele não te dar um pé na bunda logo.
— Se isso acontecer o problema é dele. – ela falou dando as costas e pegando a mochila. – Vamos logo que seu marido não é nenhum motorista particular. – falou.
— Ok infezadinha. – a amiga falou passando a frente. – Como posso imaginar que nada de beijinhos em público, vou descendo e vocês continuem a se despedir. – falou fazendo-o o jovem sorrir de lado e ouvindo a amiga bufar. – Mas se contenham. – disse antes de sair gargalhando.
— Vou matar ela. – falou ruborizada.
— Vai nada. –disse ele puxando-a novamente pela cintura. – Quarta-feira, ok?
— Por que faz tanta questão? Vamos esta super cansados, exaustos na verdade.
— Nada que faça você perder um bom passeio ao meu lado. Regado a muitas coisas boas.
— Tipo? – perguntou enlaçando-o pelo pescoço.
Ele aproveitando a oportunidade mordeu de leve o local vendo-a arrepiar e depois beijou demorado.
— Droga! – disse ela apertando-o.
— Isso é só um aperitivo, pessoa super sensível. – sussurrou antes de morder a sua orelha.
— Isso é bom... – ronronou ela sentindo-se derreter.
— E existe coisas melhores ainda que irei fazer com você.
— Posso surpreender também gatinho. – ela devolveu da mesma forma.
— Estou apostando para ver. – desafiou beijando-a com paixão sendo correspondido.
— Preciso ir. – falou um pouco ofegante.
— Retificando, quero ir. – ele sorriu recebendo outro em troca.
— Ok. – falou fechando a porta. – Até quarta então?
— Sim.
Eles desceram juntos, mas reservados se despediram com um aceno e um comprimento no amigo da jovem.
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