Notas iniciais
Agradecimento especial a Val pelo eterno apoio e a Caroline pelos comentários. Obrigada meninas. Espero que curtam esse pequeno, mas especial capítulo.

— Já volto. – falou correndo para o banheiro.

Voltou alguns minutos depois sorrindo enquanto se aconchegava novamente debaixo das cobertas.

— Agora você pode me beijar. – falou arrancando uma gargalhada dele.

E sem pensar duas vezes eles se aproximaram mais e se entregaram a um beijo que começou calmo e foi ganhando intensidade. Entre a busca pelo ar, que se tornara insuportável, ele aproveitava para explorar o corpo da jovem que respondia com gemidos ansiosos deixando-o a beira de uma combustão.

— Eu quero. – ela falou arfante enquanto era beijada no colo. Fazendo-o erguer os olhos e encara-la.

— Tem certeza? – falou não tão diferente dela.

— Plenamente. – afirmou puxando-o para outro beijo ansioso.

Ele a despiu sem presa tocando-a com devoção, beijando-a com carinho por todo o corpo deixando-a completamente entregue e apaixonada. Falava palavras carinhosas e elogiosas sempre que era possível, pois ele tentava com muito esforço, mostrar por meio daquele momento que a amava completamente.

E estava obtendo sucesso. Cada vez mais ciente das palavras dele, mais confiante, ela também o tocava com carinho e os beijos que trocavam eram repletos de significados. Ela sentia-se amada e desejada em cada gesto dele, dando-a a confiança necessária para buscar dar a ele o mesmo prazer que estava sentindo.

E então quando ele a tocou intimamente ela percebeu que necessitava com urgência que ele a completasse de todas as formas possíveis.

— Por...favor! – implorou entre gemidos.

Ele se posicionou entre as pernas da sua amada e sem demora a fez sua pela primeira vez.

E ali, naquele momento, quando ambos se encontraram no olhar do outro eles souberam que não tinha mais volta. O sentimento estava selado e foi impossível guardarem para si a única declaração que era possível aquele momento.

— Eu amo você! – falaram ao mesmo tempo em meio a sorrisos e gemidos.

E aquela simples manha chuvosa se tornou a melhor da vida de ambos. A mais marcante certamente. Depois de alcançarem juntos os ápices do prazer eles se abraçaram e adormeceram mais uma vez grudados.

Quando o celular tocou, ele somente esticou o braço alcançando-o na escrivaninha ao lado da cama.

— Sua bandida. Pensei que estivesse morta. – a amiga falou do outro lado da linha.

— Estamos mortos de cansados. – ele falou provocando um pequeno silêncio do outro lado.

— Ai droga. É você mesmo? – ela perguntou arrancando uma estrondosa gargalhada dele fazendo a jovem acordar.

— Sim. Vou passar para ela. – falou entregando o telefone.

— O que você fez? – ela perguntou gesticulando com a boca.

— Bom dia, ops, boa tarde amor. – falou beijando-a com um selinho antes de levantar e ir ao banheiro.

— Droga. – falou alto antes de colocar o fone no ouvido.

— Você esta ferrada, lascada e encrencada. – elas sorriram juntas.

— Estou mesmo e quero continuar se o preço a pagar for belas manhãs como essa.

— Não foi noite?

— Não caríssima amiga. Foi manhã mesmo. – elas sorriram mais uma vez.

— Quero saber todos os detalhes.

— Posso contar alguns, mas outra hora porque já estou super atrasada, na verdade acho que vou cancelar meus dois últimos pacientes do dia. Mereço esse descanso.

—Abusada. – ela sorriu. – Vai lá e se cuida.

— Pode deixar. – falou antes de voltar as cobertas.

— Pararam de tricotar? – perguntou ele em pé ao lado da cama.

— Por hora sim, por quê? – ela sorriu vendo-o se curvar para um selinho.

— Por nada. – falou sorrindo e encarando-a por um longo tempo.

— Que cara é essa?

— Sabe que tudo mudou, certo? – perguntou cauteloso.

— Mudou um pouco. – ela falou puxando-o para outro beijo.

— Não adianta fugir do assunto. Quero que vá jantar em casa amanhã. Todos estarão por lá.

— Já comi lá varias vezes, não vai ser novidade. – falou se afastando um pouco.

— Não como minha namorada. – falou dando o tempo necessário para ruminar aquilo.

— Está cedo! – afirmou ela olhando para o teto.

— Se quiser pode preparar o jantar aqui mesmo. Minha mãe gosta das suas comidas em qualquer lugar. – falou vendo-a encara-lo.

— Não...ainda não, por favor. – pediu sentindo o pânico a dominar.

Ele a encarou por alguns minutos antes de levantar colocando as mãos no bolso da blusa.

— O que aconteceu essa manhã vai acontecer com mais frequência e eu não quero precisar omitir as coisas da minha mãe, da minha família. Eu os amo assim como amo você e ambos precisam andar juntos. Entende? – perguntou calmo.

Ela desviou seu olhar novamente sem ter a coragem necessária para encara-lo.

— Falei que não ia desistir fácil. – insistiu – Eles sabem como sou, assim como você, e não vou desistir.

Falando isso saiu sem se despedir. Estava irado com tudo o que ela estava tentando fazer, frustrado na verdade. E o melhor lugar para desestressar era no trabalho.