Notas iniciais
Oi, leitoras! Decidi postar mais um capítulo pois não sei quando irei conseguir postar o próximo. Não quero matar vocês de tortura, terminando o ultimo capítulo sem o jantar. Mas aí está, o jantar Perina. Espero que gostem, esse capítulo é a mudança! A partir de agora as coisas vão ser diferentes. Está chegando perto do Ápice dessa Fic, onde a história vai mudar por inteira. Espero as gostem. Beijos, Isy Dods.


Karina e Pedro foram em silêncio o caminho todo até o local do jantar, que para a surpresa de Karina, seria na praia.

– Sério? A praia? Karina disse e abriu um sorriso.

– Sim, a praia! E pelo seu sorriso acertei em cheio. Pedro se glorificou.

– É, podemos dizer que você mandou bem! Vamos comer em alguém restaurante? Karina perguntou curiosa.

– Não! Vem aqui, me ajuda com umas coisas. Pedro foi em direção ao porta-malas.

– Pedro! Não acredito que vamos fazer um piquenique na praia essas horas. Você é inacreditável! Karina olhava incrédula.

– Falei para esperar algo diferente! Eu sou diferente!

– Você é chato, isso sim! Mas não vou brigar por que estou com fome. Caminharam até uma parte da praia, não tão perto do mar, mas um lugar onde não havia ninguém por perto. Pedro fincou as estacas de luz na areia, formando um quadrado onde colocaram a toalha ao meio e se sentaram.

– Vamos ver o que você trouxe de bom! Karina abriu a cesta e tirou de lá um pote, ao abrir encontrou espetinhos de camarão, havia também algo parecido com um macarrão de praia, que estava com uma cara muito boa, e encontrou a sobremesa. Brigadeiro!

– Você não fez tudo isso, né? Karina perguntou confusa.

– Claro que não! Não vou matar você no nosso primeiro encontro. Karina se assustou com a ultima palavra.

– Ei, isso não é um encontro! Que isso fique bem claro! Pedro sorriu.

– Se você prefere assim! Bom, tem um espumante aí, bem gostoso, com pouquíssimo álcool! Sabe como é, a ultima vez que enchi a cara não me traz boas memórias. Pedro diz se lembrando do dia do Mico, e lembrando também da sua vingança, mas não queria pensar nisso agora, a noite estava agradável.

– É! Eu entendo, todas as vezes que olho pra sua cara lembro dos micos do último ano! Karina riu, mas não queria. Era pra ser um comentário sério. Os dois caíram na risada.

– Vamos comer que estou com fome! Apoiaram os copos de plástico junto ao espumante na tampa da cesta e fizeram seus pratos, que eram descartáveis.

– Você pensou em tudo! Tô gostando de ver moleque. Sou até capaz de te perdoar. Está se esforçando. Karina olhou para Pedro, que também a olhava, e sorriu.

– Sabia que iria te conquistar pela boca! Viu, posso ser um bom namorado! Pedro se arrependeu na mesma hora que abriu a boca.

– Cara, isso é só um encontro e você já está me pedindo em namoro? Karina riu e deixou Pedro envergonhado.

Pedro chegou perto de Karina e sussurrou.

– Pensei que isso não fosse um encontro! E voltou a se sentar.

– E-eh não é! Karina gaguejou e ruborizou.

– Sei! Bom, já comemos, já rimos, que tal um mergulho? Pedro disse se levantando e estendendo as mãos para Karina.

– Ta maluco, só pode! Já são 22h! Temos aula amanhã, sem contar que a água deve estar um gelo.

– Bom, eu só tenho aula a tarde, e você? E a noite a água é quente, Esquentadinha. Pedro insistiu.

– Minha aula é a tarde também! Se essa água estiver gelada te mato! Vamos antes que eu me arrependa. Karina sorriu e pegou na mão de Pedro, mas se lembrou de um detalhe.

– Perai! Eu não trouxe roupa de banho! Karina disse.

– Eu também não! Pedro disse e começou a tirar a roupa ficando só de cueca. Karina observava tudo aquilo de boca aberta, não queria admitir, mas o moleque era bonito.

– Não acredito que vou fazer isso! Karina disse e atraiu o olhar de Pedro. Karina tirou o sapato e arrancou o vestido, estava com um sutiã tomara que caia rosinha, com a calcinha do conjunto.

Pedro secou a garota de cima a baixo e não conseguia desviar o olhar. Karina caminhou em sua direção e bateu no seu queixo.

– Fecha essa boca! Vamos pra água. Caminharam em direção ao mar, que estava com uma temperatura agradabilíssima.

– Essa água tá uma delicia! Karina mergulhava.

– Não só a água né, Esquentadinha? Pedro disse olhando no fundo dos olhos de Karina. Foi se aproximando, sem o controle do seu corpo, e quando iria encostar os lábios nos da Esquentadinha, a própria o empurrou, fazendo com que o rapaz caísse na água!

– Ah, é guerra? Pedro disse fazendo Karina já correr!

– Para, Pedro! Não faz isso! Karina gritava enquanto corria. Pedro a alcançou e agarrou sua cintura, a segurando por trás e depositou um beijo no seu pescoço.

– Agora eu te peguei! Pedro disse, virando Karina de frente para ele.

– É, você me pegou! Karina disse e não deu tempo de respirar, teve seus lábios tomados pelo moleque. Era um beijo diferente de todos aqueles que haviam dado, mais lento, carinhoso, sem toda aquela tensão sexual, era um beijo com sentimento.

Pedro acarinhava as costas de Karina, subindo e prendendo sua mão no cabelo da garota, essa segurava o rosto do moleque, e vez ou outra, afagava seu cabelo.

O beijo foi cessando e Pedro não queria desgrudar da menina. Nunca havia sentido nada igual, se lembrou do sonho e o quanto gostaria de estar com Karina naquele parque de diversões. Pedro encostou sua testa na de Karina, não se lembrava mais de aposta nenhuma, queria apenas curtir o momento.

– Acho que isso era um encontro! Pedro disse ainda encostado a garota.

– Estou começando a admitir também! Pedro se distanciou e olhos nos olhos azuis da garota.

– E agora, o que fazemos? Pedro disse voltando a encostar as testas.

– Bom, já que estamos aqui, sem ninguém para tirar foto, eu espero, vamos aproveitar! Karina disse e seguida tomou a iniciativa e começou um beijo, com um pouco mais de vontade.

Pedro a puxava para mais perto, segurando forte a menina, dando a entender que não queria a soltar, que a queria junto dele.

Karina passeava a mão nas costas de Pedro, fazendo um carinho único e que ele amava. Pedro diminuiu a intensidade do beijo e dava selinhos, levou os lábios a bochecha da Esquentadinha e a puxou para um abraço, algo que nunca tinha feito.

– O que ta acontecendo comigo? Pedro disse baixo mas Karina ouviu e sorriu.

– O que ta acontecendo com a gente, né? Ela separou o abraço e olhou nos olhos dele.

– Karina, eu realmente não sei! Sei lá, eu te odiava e agora estamos aqui, juntos! Pedro abriu seus pensamentos.

– É, e isso é recíproco. Tem tanta coisa passando na minha cabeça. Vim nesse jantar com um objetivo que agora já nem lembro qual era. O vamos fazer? Karina sentou na areia e olhou em direção ao mar.

Ambos estavam confusos. Sabiam que desde o primeiro beijo deles algo havia mudado, os pensamentos fixos no outro, as vinganças, as irritações, o pega fervoroso na ultima festa, o sonho. Não sabiam como agir.

Pedro sentou ao lado de Karina, abraçou o próprio joelho e olho na mesma direção que a garota.

– K, acho que poderíamos aproveitar a noite. Vamos tentar entender o que está acontecendo? Pedro disse e olhou para a Esquentadinha.

– Acho que é o melhor que podemos fazer agora. Pedro puxou Karina para ele, aconchegando-a em seus braços.

Conversaram a noite toda, entre um beijo e um carinho viram a hora passar.

– Pedro, temos que ir embora! Já são quase 6h, o Sol já está pra nascer. Karina diz.

– Ah, estão vamos esperar o espetáculo. Pedro disse se aproximando mais de Karina e passando o braço ao seu redor.

Passaram 20 minutos e o Sol começou a dar sinal de Vida.

– Olha, Ka! Um presente para nós. Pedro apontou para o horizonte onde o sol surgiu.

– Que perfeito! Isso tá maravilhoso. Karina disse e sorriu. Ficaram em silêncio e Pedro se perdeu em seus pensamentos. Nunca imaginaria estar ali, com a Karina. A noite foi perfeita, conversaram e se conheceram mais, tudo fluiu naturalmente. Ele já sabia o que estava acontecendo, só devia admitir seus sentimentos para si próprio. E era isso que iria fazer.

Pedro puxou Karina pela cintura e, ainda sentados, colou os lábios nos dela. Era um beijo apaixonado.

– Pedro, por que fez isso? Karina perguntou, ainda sem ar.

– Achei que precisávamos retribuir o presente dele. Pedro disse e apontou para o Sol.

– É, foi um boa explicação. Karina já sorria feito boba. Suas amigas não iriam acreditar na perfeição que foi a noite.

Após presenciarem o nascer do Sol, juntos, abraçados, Pedro e Karina recolheram as coisas e seguiram para o carro. No caminho, Pedro foi cantando uma música do Roberto Carlos, surpreendendo Karina.

– Eu sou aquele amante a moda antiga, do tipo que ainda manda flores e apesar do velho tênis e alça desbotada, ainda chamo de querida a namorada!

– Pelo menos sua voz é bonita. Não pensei que fosse culto o bastante para ouvir Roberto. Karina disse, com brilho no olhar.

– Te surpreendi mais uma vez! Pedro disse e acariciou a perna de Karina.

Chegaram em frente a casa, e Pedro fez de sair do carro mais foi puxado por Karina.

– Relaxa, eu mesma posso abrir a porta. Ah, Pedro... Karina não sabia o que dizer.

– Karina, não vou contar pra ninguém! Sei que tem muitos motivos pra duvidar de mim, mas pode confiar! Pedro sorriu.

– Acho que te devo essa confiança. Obrigado pelo jantar, pelo banho de mar, pelo nascer do Sol... Enfim, por tudo.

– Eu que agradeço, ainda acho que não foi real. Pedro disse e Karina ficou vermelha.

– Então, tenha um bom dia, Pedro! Nós vemos por aí! Karina disse e foi saindo do carro.

– Eai, espera aí! Karina voltou o olhar para Pedro, e esse já saía do carro e vinha em sua direção.

– Acho que está faltando algo, não acha? Pedro disse e puxou Karina pela cintura, essa já passou o braço pelo pescoço do moleque.

– Talvez esteja! Karina tascou um beijo em Pedro de tirar o fôlego, algo com desejo. Passava a mão pelo cabelo do moleque e segurava seu rosto perto do dela.

Pedro foi diminuído a velocidade e terminou com selinhos.

– Aí minha força superior, me ajuda! Pedro disse e recebeu um soco no braço.

– Tchau, Pedro! Karina se soltou e caminhou para a porta de casa, abriu e se segurou no batente, virando o rosto para olhar para o rapaz.

– Tchau, Minha Esquentadinha! Pedro acenou e entrou no carro.

Karina entrou e fechou a porta, escorregando junto a ela.

– Karina, o que está acontecendo com você? Disse para só mesma.

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Pedro abre a porta da casa e encontra Zé e Marcão tomando café.
Teriam aula no período da manhã.

– Eai, cara! Acordou cedo? Foi buscar pão pra tomarmos café? Zé pergunta ainda não se tocando do que estava acontecendo.

– Não tenho aula hoje cedo! Acabei de chegar. Pedro diz e percebe os olhares dos amigos.

– VOCÊ TA CHEGANDO AGORA DO JANTAR COM A KARINA? Marcão grita.

– Para de gritar! Não são nem 7h ainda! Tô chegando agora sim.

– E como foi? Cumpriu a aposta? Zé perguntou.

– Ah, sobre isso que eu gostaria de falar com vocês. Não vou cumprir essa aposta e bem quero mais ouvir vocês falarem nisso. E não vou contar o que aconteceu, e coisa minha e dela. E vocês são os maiores fofoqueiros do Campus inteiro. Pedro disse e começou a subir a escada em direção ao seu quarto.

– Acho que deu certo! Finalmente vão parar com as brigas, e parar de acabar com nossos passeios, com nossas festas. Agora é só amor! Marcão diz e os dois caem na gargalhada.

Marcão, Zé, Fabi e Pri não aguentavam mais as brigas dos amigos. Era em festa, passeio, praia, restaurante, sempre os dois acabavam com a saída em grupo, aquilo já estava irritando a todos. Por esse motivo, os quatro se juntaram, e decidiram fazer com que as vingança começassem, as meninas atiçavam a Karina e os meninos o Pedro. A aposta surgiu e nem deu tempo de se divertirem, os dois já estavam se acertando.


– Agora é só esperar as cenas dos próximos capítulos! Zé disse.

Pedro e Karina foram para as suas respectivas camas, teriam aula no período da tarde. E naquela manhã, ambos sonharam com o Sol, a praia e os beijos.

Notas finais
Eai, gostaram? Teve gente que descobriu o que ia acontecer antes mesmo de eu postar o capítulo. Vocês estão entrando no clima! Hahaha quero comentários, ein? Me deixem feliz! Beijos.