Notas iniciais
Eu, pela segunda vez na noite! Resolvi postar mais um capítulo hoje... Tenho alguns prontos e achei que hoje merecem um segundo. Esse capitulo é em agradecimento a Narinha, que fez a primeira recomendação. Estou tão feliz por poder compartilhar com você minha felicidade em escrever essa Fic. Narinha, você é uma querida! Esse é um capítulo família, explicando um pouco da relação deles com as famílias e também tem uma nova personagem que veio, literalmente, para ficar... Vão entender! Espero qe gostem. Beijos, Isy Dods. Leiam as notas finais. ;)

Karina acorda com o celular gritando desesperado. Sem vontade, se estica na cama, tateando-a em busca do aparelho.

"Alô!" Diz com voz rouca por ter acabado de acordar.

"Filha? Te acordei? Me desculpe!" Gael falava do outro lado da linha.

"Oi, Pai! Não tem problema... Tudo bem ser um domingo e o senhor me ligando as 7h45! Como está? Estou com saudades." Karina estava feliz por estar falando com o pai.

"Ah, filha, sabe como é! Estamos todos bem aqui! Papai acordou cedo, tenho que limpar a academia. Teve campeonato ontem, sabia?"

"Verdade, estou cheia de problemas aqui na faculdade que acabei me esquecendo do campeonato! Como foi? Duca ganhou?" Karina se sentiu culpada por ter esquecido de algo que tanto importava a seu pai.

"Problemas com o quê, filha? Algo que o pai possa ajudar? Tem algum menestrel te fazendo mal? Filha, me conta a verdade!" Gael mostrava seu lado protetor... E possessivo.

"Pai, relaxa! Problemas com a faculdade não quer dizer que tem alguém me importunando- disse mesmo sabendo ser mentira- só tô cansada e preocupada com a semana de provas que vai chegar! Mas e o Duca? Ganhou?" Karina tentava passar confiança ao pai.

"Acredito em você, ok? Claro que o Duca ganhou, minha filha. Você sabe o nível dos meus lutadores. Só faltou você aqui. Sua irmã disse que virá semana que vem, verdade?" Gael se animou do outro lado.

"Dê os parabéns ao Duca por mim. Na próxima semana eu estarei aí, papai! Vou sim. Sábado cedo estou chegando aí." Karina se lembrou que precisava mesmo ir pra casa, esfriar a cabeça e esquecer um pouco essa 'Guerra de Sexos'.

"Filha, sua irmã tá quase me matando aqui! Vou deixar você falar com ela. Eu te amo! E não se esqueça: FORÇA E HONRA!" Gael se despediu da filha.

"Essa Bianca! Te amo, pai. Força e honra sempre!"

"Se não é o papai ligar você não dá as caras né, Karina?" Bianca já atende dando bronca.

"Bianca, para de drama! Estou falando com você, não estou?" Karina ri da dramatização da irmã mais velha.

"Tá bom! Mas me conta, como anda as coisas com o gato da facul? Achei uma foto dele todo seduzindo amarrado a cama... Não me diz que foi armação sua!" Bianca provoca.

"Gato na onde? Como você sabe dessa foto?" Karina fica intrigada.

"Irmã querida... Esse gato sem nome é irmão de uma amiga minha aqui da Ribalta, a Tomtom. Aí já viu! Ela mostrou pra todo mundo e ficou zoando o irmão!"

"Como sabe que é ele? Você nunca viu ele!" Karina solta.

"Não se esqueça que postaram uma foto sua e dele nas redes sociais, e marcaram vocês nessas fotos. Claaaaro que eu entrei na página dele. Precisava saber quem é o cara que minha irmã está de rolo!"

"Eu não tô de rolo com ele, para de bancar a louca! Bom, talvez eu tenha alguma coisa a ver com essa foto, mas nada muito sério. Agora me diz, você ta com tanta saudade de mim ou vai ficar falando desse moleque?" Karina tentava mudar de assunto.

"Bom, vou fingir que acredito em você. Verdade, né? Vamos mudar de assunto... Estou fazendo um programa pro nosso fim de semanas juntas... Estou com saudades, Ka!"

As irmãs ficaram conversando por mais um bom tempo. Karina se empolgava com as ideias da irmã mais velha para o fim de semana que irão passar juntas. As duas sempre foram próximas, brigas aconteciam, mas na maior parte do tempo eram cúmplices, Karina sentia falta da irmã e do pai. Sua mãe morreu no seu nascimento, mas ela nunca sofreu com isso, sempre se sentiu amada pela família.

Após terminar a conversa, foi para o banho, tomou seu café junto das amigas, que não tocaram no assunto PEDRO e foi para a aula. Tinha dois períodos com as grades inteiras de aulas, o dia seria cansativo.

–---

Pedro acordou tarde, um pouco antes do almoço, só teria aula no período da tarde, sem pressa.
Ligou no Perfeitão e pediu que mandassem uma marmita pra ele. Desceu as escadas e encontrou Marcão assistindo uma reprise de algum jogo de futebol.

"Bom dia, seu largado!" Pedro disse ao amigo.

"Fala aí, dorminhoco! O que me conta de ontem? Não te vi chegar, ou não estava aqui na hora que chegou. Falou com a K?" Marcão foi direto ao assunto.

"Falei sim e tá tudo certo pro nosso jantar. Vou ver o dia e te aviso pra me passar a aposta!"

"Conseguiu fazer com que ela aceitasse jantar com você? Você não drogou a menina não, né? Obrigou com arma na cabeça ou nada parecido?" Marcão perguntava incrédulo por Karina ter aceitado o convite.

"Na verdade, ela não aceitou! Eu convidei e não deixei ela responder, ela apenas vai, eu sei que vai!" Pedro disse convicto de que sua parte foi bem executada.

"Se você diz!"

O celular de Pedro toca, sua irmã ligando.

"Oi, pirralha! Que saudades, maninha!" Pedro diz contente. Tinha uma ligação forte com a irmã. Desde muito cedo a tinha como companheira e confidente, sentia falta dela por perto.

"Oi, Pê! Nem parece que está com saudades. Não me liga mais, seu desnaturado!" Tomtom disse com uma voz triste.

"Me desculpa, estou meio ocupado! Está tudo bem com você? Não está com uma voz legal..." Pedro se preocupou com a irmã.

"Pê, será que posso ficar essa semana na sua casa? Preciso ficar longe daqui. Só por uma semana, eu juro!" Pedro se assustou com o comportamento e pedido da irmã.

"O que aconteceu, Antônia? Estou preocupado? Foi o papai ou a mamãe? Ou pior, foi algum filha da mãe, né? Quantas vezes já te falei pra não se envolver com qualquer um?" Pedro fazia perguntas para a irmã. Doía o coração ver a irmã mais nova sofrendo. Era um irmão super protetor e presente.

"Posso conversar com você quando eu chegar aí? Posso ficar aí ou não?"

"Claro! Estou te esperando. Que horas chega? Se precisar não vou a aula hoje..."

"Chego na parte da noite, pode ir me pegar no ponto perto da faculdade? Eu te ligo quando chegar."

"Pode me ligar! Estou te esperando. Beijo!"

"Obrigada, Pê! Te amo, beijo!" Se despediram.

Pedro estava mega preocupado, não sabia o que pensar. A campainha tocou e foi atender, buscar seu almoço.

A tarde passa voando, Karina já está voltando para a casa quando vê Pedro entrando no carro e saindo, tenta não se interessar, mas se pega pensando nos movimentos do rapaz. Para onde estaria indo?


–-- 5 minutos antes ---

"Alô, Pê?" Tomtom fala

"Já chegou, pirralha? Posso ir te buscar?" Pedro sempre ansioso.

"Daqui 15 minutos chego, mas se já quiser ir pro ponto, assim não preciso te esperar sozinha no escuro da noite!"

"Ok, estarei lá! Beijo!" Pedro levantou e foi em direção ao carro.

Passado os 15 minutos, o ônibus chegou e sua irmã desceu correndo em sua direção, abraçando-o.

"Entra no carro, eu levo as coisas!" Pedro todo atencioso.

Foram conversando até a república. Tomtom explicou que estava chateada com um garoto por ele tentar força-lá a avançar nas ficadas. Pedro ouviu isso e ficou possesso. Falou que iria trás do cara, se fez de perigoso e, como sempre, arrancou sorrisos da irmã.

"Bom, sei que antes só veio a passeio, mas é bom que saiba que ficar uma semana aqui vai ser difícil. Nem avisei o garotos então não estranhe se eles te tratarem com ignorância. Não podemos trazer garotas para ficar aqui!" Pedro explicava a situação da Cueca Jogada para a irmã.

"Pê, eu não sou garota, sou sua irmã. Eles não vão achar ruim, tenho certeza!" Tomtom não se preocupava.

"É o que espero!"
–---
"Pedroso, podemos conversar no meu quarto?" Zé chamou o amigo.

Os dois subiram e Pedro fechou a porta.

"Cara, você sabe das regras, sem garotas! Não podemos fazer uma exceção. O que vale pra um, vale pra todos! Tenta entender... Deveria ter avisado." Zé disse o mais sério possível.

"E o que eu faço agora? Minha irmã veio ficar uma semana aqui, perto de mim, não posso mandar ela pra casa essas horas." No mesmo instante, João entra no quarto.

"Novamente eu salvei sua vida! Falei com a Fabi e a Tomtom pode ficar na república das meninas." João diz se gabando.

"Você fez isso por mim, amigo? Sabe que te amo, né?" Pedro corre abraçar o amigo.

"Não te ajudo com a vingança contra a 'Esquentadinha' mas te ajudo com a sua irmã. Viu como existem amigos para fins específicos? Os amigos idiotas, como Zé e Marcão, te ajudam com planos sem noção, e os amigos fiéis, como eu, te ajudam com coisas necessárias." João sorri.

"Você é demais, Jhonny... Mesmo não me ajudando com a 'esquentadinha'. Bom, vou levar ela lá na Pipoka, então." Pedro saiu do quarto e foi em direção a irmã que o aguardava na sala.

"Irmãzinha, você não vai poder ficar aqui, mas arranjei um lugar ótimo... E você vai acabar ajudando seu irmão aqui!" Pedro saiu da casa puxando sua irmã e carregando sua mala em direção a república das meninas.
–---
Pri e Fabi acabavam de sair da faculdade e Fabi recebe uma ligação.

"Alô?"

"Oi, linda! Tudo bem?"

"Oi, João! Tudo ótimo e com você?"

"Estou bem! Fabi, preciso de um favor enorme. Será que a irmã do Pedro poderia ficar uma semana lá na república de vocês?" Fabi arregala os olhos.

"Oi? A irmã do Pedro na nossa república? Por que isso?" Fabi olha para Pri que lhe devolve um olhar de desaprovação.

"Ela chegou agora e nós temos regras aqui, sem garotas! Por favor, o Pedro tá desesperado! A garota não tem culpa do irmão que tem." João usava seu poder de argumentação.

"Vou falar com as meninas e te ligo em 1 minutos, ok?"

"Ok!"

Fabi desligou e encarou Pri.

"A irmã do Pedro acabou de chegar pra passar uma semana com o irmão só que os garotos não permitem garotas lá, será que rola de ela ficar em casa?"

"Por mim sabe que não tem problema, agora se a Karina descobrir que é irmã do Pedro..." Pri respondeu.

"Vou ligar pra ela, ela também mora lá!"

Fabi tentou ligar várias vezes para a amiga, mas sem sucesso.

"Não atende, vamos votar... 2 votos sim contra 1 'não sabemos'! Vou ligar pro João.

–--
Pedro estava chegando na Pipoka e avistou Pri e Fabi conversando perto de umas árvores, caminhando em direção a casa.

Se esforçou para ouvir a conversa.

"Sei que a K vai ficar brava com a gente, mas a garota não tem culpa de ser irmã dele. A K tem que aprender a lidar com os sentimentos dela." Pri dizia para Fabi.

"Sim, precisa mesmo. Mas o que você acha, ela gosta ou não dele? As vezes fico em dúvida! Ficou super irritada quando viu a foto deles na internet mas depois o cara convida ela pra jantar e ela fica toda derretida, não sei o que pensar" Fabi abria seus pensamentos para a amiga.

Nesse instante Pedro parou de ouvir a conversa, como se tudo o que ele precisasse ouvir já fora dito. Atrasou os passos junto da irmã que andava um pouco atrás e foi chegando perto das meninas que abriam a porta da casa.
–---

Karina chegou em casa, preparou algo para comer e correu para o quarto tomar um banho. Tinha muitas matérias para estudar, não queria que acumulassem.

Após algumas horas, ouviu barulho na sala e resolveu dar um oi para as amigas. Chegando na sala se assustou com o que viu.

"Você de novo? Não cansa de vir aqui?" Disse quando viu Pedro sentado no sofá junto de uma garota, aparentemente mais nova.

Notas finais
Vocês realmente te acharam que a Tomtom iria ficar de fora dessa Guerra? Nuuuunca! Comeeeentem! Quero saber se estão gostando do jeito como estou abordando o tempo da cenas, mostrando elas de vários ângulos. Querem que eu mude algo na forma da escrita? Nos vemos nos comentarios. ❤️