Sonho de Uma Noite
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Pedro chegou na Cueca e correu pro seu quarto, se jogou na cama e ficou esperando ansioso por uma mensagem de Karina. O garoto estava totalmente em conflito com seus pensamentos, se perguntava o por que de ter dado ouvido ao que sua irmã disse, e por outro lado, não entendia a demora da Esquentadinha. Já era pra ter respondido.
Acabou dormindo, e nada do celular apitar.
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Karina não sabia o que fazer, como agir. Ficou com um sorriso bobo no rosto, aquele moleque sabia ser surpreendente quando queria. Ficou tentada a responder, mas se conteve, não daria esse gostinho fácil para ele. Ele ainda devia desculpas para a garota.
Foi pensando no rapaz até o ônibus parar e perceber que já havia chegado na rodoviária e não havia ligado para seu pai.
– Alô?
– Filha? Ta tudo bem? Gael perguntava do outro lado da linha.
– Está tudo ótimo, pai! Só liguei pra avisar que cheguei na rodoviária, poderia vir me pegar?
– Não sabia que viria hoje, filha. Estou saindo de casa, espera próximo de algum lugar movimentado, é perigoso ficar sozinha aí.
– Pai, relaxa! Vem logo, beijo! Karina desligou e foi sentar em algum lugar movimentado para esperar a chegada do pai.
Não demorou para Gael chegar. Karina foi de encontro ao pai e lhe deu um abraço cheio de saudades.
– Minha filha, nem acredito que está aqui. Nunca mais fique tanto tempo sem voltar para casa! Gael segurava Karina em seus braços.
– Pai, foram só 3 semanas. Estou com muitas saudades, também. Podemos matar o resto da saudades em casa? To cansadona e quero ver a Bi.
– Claro, filha! Vamos. Gael pegou a mochila de Karina e passou o braço sobre os ombros da filha, como proteção.
O caminho até a casa dos Duarte foi tranquilo, cheio de perguntas do seu Gael, to tipo: "Não tá faltando nas aulas, né filha?" "Não tem nenhum capiroto te atormentando? Não mente pra mim!". Karina respondia a todas e dava risadas.
Gael abriu a porta e seguiram até a sala.
– Bianca? Cadê você, filha? Gael gritava.
– Tô aqui, pai! Pra que toda essa gritaria? Bianca falava em vinha em direção a sala, quando avistou sua irmã.
– Oi Bi! Karina disse e veio correndo na direção da irmã.
– Ka! Que surpresa! Pensei que só viesse amanha. Bianca abraçava a irmã casula.
– Ah, eu decidi vir hoje! Queria aproveitar mais vocês. To morta de fome, tem alguma coisa pra gente comer?
– Filha, são quase 22h, podemos pedir um pizza. Topa? Gael perguntou já sabendo a resposta.
– Opa! Já sabe, né? ALICHE! Karina disse e todos caíram na risada.
O clima na casa estava ótimo, eles rindo, se abraçando. Karina contava como estavam as aulas e o que estava achando da faculdade.
– Bom, já terminou de comer, Ka? Bianca perguntou.
– Ih, não me apressa, Bi. Deixa eu aproveitar minha pizza. Karina dizia de boca cheia.
– Ah, tenho pouco tempo com você. Deixa o resto dessa pizza pro café da manha. Temos muito o que conversar! Vem! Bianca puxou Karina da cadeira e saíram até o quarto.
– Nossa, Bianca! Isso tudo é amor?
– Ah, sim! Muito amor né, Dona Karina? O que me diz sobre o Pedro? Bianca perguntou já rindo.
– Ta louca, Bianca? Da onde você tirou isso? Karina pergunta desconfiada.
– Pode parar com isso! Lembra que eu te falei que estudava com a irmã do cara com quem você fez aquela foto sensual na cama? Karina se assusta.
– Como não me lembrei disso! A Tomtom já deve ter te ligado e informado as novidades, não é? Karina ri, sem preocupação.
– Já sim! Mas me conta. Ta rolando mesmo? Vejo um brilho diferente nos seus olhos.
– Não é que tá rolando... Rolou apenas uma vez, e eu não sei o que tá acontecendo com a gente.
– O que eu não entendo é você dizer que odiava o garoto e agora ta aí, louca de amor! Bianca expõe seus pensamentos.
– Nem eu entendo. Ele me mandou uma mensagem enquanto eu estava no ônibus e não sei se devo responder. Ele tá sendo uma pessoa diferente daquela que eu conhecia e odiava.
– Mensagem? Me mostra. Karina procurou a mensagem e mostrou para a irmã.
– Ka, ele parece estar super a fim de você. Não acha que deve dar um segunda chance pra ele, e pra você também? Bianca olha no fundo dos olhos da caçula.
– Acha que eu devo responder? Mas o que vou mandar? Karina fica insegura.
– Claro que deve. Manda o que o seu coração está sentindo. Ele deve estar esperando uma mensagem.
– Mas já são 1h, ele deve estar dormindo.
– Karina, para de dar desculpas. Se você não mandar, eu mando!
– AF! A ignorante aqui sou eu! Vou mandar. Mas não quero você em cima. Já me ajudou bastante.
– Ok! Vou dormir! Boa noite minha irmãzinha! Bianca da um beijo na cabeça de Karina.
– Boa noite, Bi! Karina pega umas roupas e vai em direção ao banheiro, tomar um banho.
Durante todo o tempo que ficou debaixo do chuveiro, Karina só pensava na mensagem que iria mandar para o moleque. Saiu do banheiro e se jogou na cama junto de seu celular. Essa era a hora.
"Oi, Moleque! Não esqueci de você, pelo contrário, minha cabeça fica martelando sobre aquela noite na praia. Precisava desse tempo para tentar entender o que aconteceu e, talvez, no vai continuar acontecendo.
Pedro, não quero que fique me pressionando, quando eu decidir o que vou fazer você será o primeiro a saber.
Beijo, Esquentadinha!
PS: Saudades do nascer do Sol... E, quem sabe, dos seus olhos."
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Pedro acorda com o Sol invadindo seu quarto, nem se lembrava de como caiu no sono. Levantou, fez sua higiene e foi ver as horas.
– Não, ela me respondeu! Pedro disse alto para si mesmo.
Pedro não parava de sorrir, releu várias vezes a mensagem, como um idiota apaixonado.
"E, quem sabe, dos seus olhos!"
– Eu que estou com saudades dos seus olhos, Esquentadinha!
Parece que o dia vai ser bom... Para ambos!
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