Soneto do teu Corpo

1 Capítulo Único


Notas iniciais
À Bats, rainha desse ship, dona de LuNa e minha crush eterna; À Tamilly, que tem me aturado nessa longa estrada de fanfiqueira e mais shipper de LuNa do que eu jamais fui. À vocês que leem agora, essa história é uma pwp - por without plot - que eu escrevi pra um desafio que maravilhosamente fracassei, já que dos 30 dias eu não passei do segundo hahah, mas eu vou voltar sim. Espero que aproveitem essa pequena leitura, beijos.

Perdido. Era isso. Perdido entre as curvas do corpo da navegadora, errante, sem destino, seus lábios sedentos se arrastavam pela pele branca, as mãos intrometidas percorriam toda a extensão da ruiva. Deus!, como sentira falta dela, era a primeira vez às sós desde que haviam se separado em Dressrosa. A situação poderia não ter melhorado muito, mas ambos mereciam um tempo, Nami merecia todo o tempo do mundo para que seu capitão lhe adorasse.

À meia-luz, a garota libertava seus gemidos, enquanto Luffy se ocupava com suas pernas. Como uma verdadeira rainha, ele a beijava os pés, devotadamente. Beijos lentos acompanhados de toques indecentes por entre as coxas da ruiva, deixando-a ansiosa e suplicante pelo que viria depois. Ele vinha devagar, perigoso, em seus olhos uma intensidade pervertida, cheio de desejo, necessidade, carregado de vontade dela. Era um olhar reservado a ela, seu lado que era despertado apenas quando estava a sós com a navegadora.

Luffy beijou o interior de suas pernas, aproximando-se lentamente do ponto mais sensível de sua companheira. Nami sentia seu corpo retesar, rogando aos céus para que ele tomasse de uma vez seu íntimo num beijo pecaminoso, a espera a deixava à beira de um colapso, sentindo a boca do outro nas extremidades provocando-a. Por fim ele a tocou e a garota gemeu aliviada, apertando os lençóis da cama enquanto ele a invadia com a língua, sorvendo religiosamente o gosto dela.

O capitão era paciente, se demorando como se aquele momento fosse infinito, lhe entregando todos os beijos que ele não dera. Sua boca ia e voltava no percurso entre o ventre e o sexo da navegadora, em conjunto suas mãos apertavam cada centímetro de pele da outra. Convertendo em palco o corpo dela, venerando cada parte de seu ser. Ela se perdia em delírios, os olhos girando nas órbitas e seus pensamentos nublados, mordia os lábios na tentativa vã de conter sua voz.

Seu desejo era prolongar aquele instante pelo tanto que pudesse, se esconder do mundo naquele abraço por eras. Respirava oscilante, o hálito quente resvalando contra a derme, excitando mais ainda a ruiva. Luffy se enchia de êxtase apenas por proporcionar prazer a ela, julgava ser aquele o melhor dos jeitos de satisfazer a si mesmo. Seguiu adiante, navegando no vale dos seios de Nami e antes que ela pudesse sentir falta daquela língua perigosa masturbando-a, o capitão tomou seu peito num beijo voluptuoso, eriçando todos os pelos de seu corpo, enquanto um arrepio eletrizante percorria sua espinha.

— Luffy, me beija. — Nami ordenou em meio a um mar de emoções, era urgente. Céus!, ele estava tão impossível, deixando-a tão necessitada por ele, como se os dias longe ainda não tivessem sido torturantes o suficiente.

O garoto acatou, porque não havia nada nesse mundo que Nami lhe pedisse que ele não faria. Luffy tocou de leve nos lábios dela, mas a sede da outra era tanta que ela não suportaria mais esperar para devorá-los por inteiro. Suas mãos desesperadas se enrolaram nos fios negros do capitão e ela se agarrava a ele, ávida por possuir cada pedaço de sua existência. Como se ele já não pertencesse a ela.

Os dois estavam sendo tragados pelas águas vis do prazer, perdidos, dessa vez juntos, beijavam-se como se todos os beijos anteriores não tivessem sido suficientes e seus corpos dançavam embalados por uma vontade infinita e ardente. A essa altura não havia controle algum sobre o volume de suas vozes e elas se misturavam ecoando pelo quarto. Aquilo estava longe de terminar, estavam dispostos a esgotar todas as energias que tivessem. E até que o dia clareasse, Luffy havia jurado amá-la sem descanso.

Notas finais
oi gente, quem resistiu até aqui, muito obrigada. eu escrevi essa fanfic inspirada na música de Paulinho Moska - Soneto do teu corpo, recomendo demais xD
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!