Somos nós dois contra o mundo

1 Somos nós dois contra o mundo


Notas iniciais
Há muito tempo tenho desejado escrever um contro sobre League of Legends e venho buscando a inspiração, enfim boa leitura.

Era manhã o céu era de um azul aceitável, as nuvens sumiam e deixavam os raios de sol invadir toda região, o casebre era humilde além do mais estava destruído de seus dois cômodos poucos foram os pertences que resistiram, como a família que ali resediu e boa parte de toda Ionia, tudo que entrasse no caminho das tropas de Noxus seriam esmagadas sem importância alguma.

A mulher se levantou do colchonete estendido ao chão da cozinha, mas manteve-se sentada, ela observou ao redor por alguns instantes e apreciou o silêncio humano, agradeceu também por dentro dele ainda haver pássaros cantando e riu consigo balançando a cabeça ao se espreguiçar, recolheu suas botas do chão e sentou-se em próximo aos escombros onde fora a mesa de refeições para calça-las, passou a mão nas lascas de madeira e respirou fundo, lembrava-se do grito da mulher ainda, das crianças, do homem, de todos, do general, mas a pior delas era de sua própria consciência, seus valores conturbados permitiu ser enganada por te esperança de achar que a verdade era bem diferente do que seus olhos não queriam ver. “Quantos pagaram pelos meus erros?”.

Reparou então um caderno aberto de baixo do próprio colchonete, o recolheu e leu ainda de pé conforme recolhia seus pertences, era sua própria letra, folheou e encarava seu próprio diário de missão, passou pelas páginas rapidamente sem interesse e até com certo temor em ler o conteúdo, entretanto ao encontrar as últimas páginas parou de folhear e começou a ler.

“Há um céu escurecido a minha frente, mesmo quando há luz não enxergo claramente os meus atos, às vezes tenho certeza que nada do que fiz foi certo e nem sei se devo continuar a fazer, mas eu continuo não entendeu o porquê, dizer que me arrependo não é o sentimento certo, mas posso dizer que talvez volte um dia a olhar para trás e invés de correr para uma conclusão eu deva esperar e observar passo a passo todo processo. Na última reunião estavam todos sentados e meu tempo ali já havia acabado eles comemoravam pelo triunfo dos avanços, aquela não era a comemoração que eu esperava, assim como não esperava ter usado minha espada contra inocentes, eu não usei, ainda assim hesitei, em quanto eles bebiam e falavam alto, não sabiam disso olhei meu reflexo em minha taça e levantei-me. Precisava recuperar meu último horizonte.”

A nota terminava ali e duas páginas haviam sido arrancadas então se iniciava mais uma.

“Estou correndo a dias, isso está indo além de uma redenção própria, não só fujo de Noxus, mas de mim própria, dos meus fantasmas precisava deixar minhas dúvidas para trás sem olhar para meu passado, caso continue olhando sempre terei as mãos manchadas e nunca escolherei meu próprio caminho, sacrifícios precisam ser feitos e eles precisam ser parados, não podem sair impunes, servirei uma causa maior enfim despertei, estou pronta para uma nova batalha e não me importo de estar sozinha, esse é meu caminho e farei pela honra de todos que eu não tive condecoro.”

– Lendo esse diário de novo, você faz isso sempre que acorda e passa o dia se arrependendo, nossa bebida já acabou para você tentar esquecer de algo novamente essa noite e nós temos que seguir. – Um homem estava encostada na porta do cômodo, tinha cabelos longos e castanhos mal aparados, um sorriso fraco ao rosto que ele cobria por um manto vermelho enquanto observava a mulher ela sorriu também e confirmou caminhando até ele que destrava as lâminas de seus braços deixando-as cair ao chão.

– Você ainda está aqui. – Ela deitou a cabeça no peito do homem e fechou os olhos.

– Sou um assassino assim como você. Sou um amigo assim como você. – Ele acariciou os cabelos prateados da mulher e com a outra mão levou ao queixo dela erguendo a face da mulher para si.

– Não somos assassinos, nós éramos. Não me arrependi do que li por último, mas vi que estava errada, estou sim em busca de recomeçar, contudo não estou sozinha. Eu tenho um amigo... Um amor. – A mulher estendeu os braços ao redor dele e desatou o nó do manto da face do homem, seus lábios se aproximaram e ele acompanhava o olhar dela.

– Um amor, temos um amor aqui. Somos nós dois contra o mundo. – Ele então a envolveu pela cintura erguendo alguns centímetros do chão e a beijando com fervor, as línguas se entrelaçavam assim como as mãos, as bocas se encontravam e sorriam, os corpos eram apertados e o silêncio continuava lá fora e os pássaros também cantavam e agora o céu era de um azul esplendoroso.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!