Somos mais parecidos do que parece.
8 Capítulo 7.
Notas iniciais
Pov. Hayley
Sinto uma leve tontura, mas continuo me movendo.
Levanto-me e olho em volta um tanto confusa. Estava no chão, eu fui lançada contra o chão.
Homem na moto....
Barulho….
Lançada...
Olho em volta procurando por alguma pista, e vejo algumas pessoas se levantando, nenhuma está ferida em estado grave, pelo menos eu não vejo nenhuma em estado grave.
Olho em volta novamente e dou alguns passos, ajudo um garoto a se levantar e passo os olhos nas pessoas presentes ali. Vejo de relance algumas em pé em volta de algo, não muito longe delas há um pouco de fogo.
Fogo...
Ando até as pessoas e as afasto afim de ver o que está se passando por aqui.
Vejo uma mulher ajoelhada próxima a uma criança deitada no chão. Toco de leve o ombro da mulher para perguntar se a criança está bem e ela se vira para mim.
A mulher tem os olhos cheios d’agua e está chorando. Em sua testa tem um corte, e ela chora e volta a prestar atenção no corpo da criança imóvel. Imóvel até demais...
De repente eu sinto raiva, uma fúria imensa se apodera de mim. Me vejo como aquela mulher, ela perdeu um filho, eu espero uma criança, já tive risco de perde-la, de tirarem-na de mim, eu mesma já quis tirar, mas é impossível.
Agora ela perdeu o filho por causa de um ataque, isso na minha opinião é um ataque, mas de quem seria? Há um tratado, então por que atacaram?
Saio dali e vou andando em busca de Ivie ou Jackson. Nesse caso a proposta que Klaus fez de um anel da lua para lobisomens serviria perfeitamente. Não precisaríamos estar passando por isso. Poderíamos ser as criaturas mais fortes se tivéssemos total controle de nossas habilidades.
E quem atacaria?
As bruxas?
Os vampiros?
Outros lobisomens?
Humanos?
Talvez a ameaça nem tenha sido especificadamente para os lobisomens, talvez tenha sido para a criança.
Eu tenho inimigos Hayley.... A lembrança da voz de Klaus soa em minha cabeça e começo a me sentir culpada. Por culpa minha essas pessoas foram atacadas, por causa de minha presença aqui aquela mulher perdeu o seu filho.
Encontro Jackson saindo da casa de Ivie.
– Eu tenho que sair. – Digo e ele franze a testa.
– Talvez não seja a melhor coisa para você fazer. – Ele diz.
– Eu sei me cuidar. – Eu digo e giro sobre o meus calcanhares decidida a ir atrás de quem fez isso. Mas quando olho para cima vejo Klaus em pé olhando-me bastante irritado por assim dizer.
Ele passa por entre as pessoas enquanto se aproxima de mim e eu fico parada apenas o observando, sei que há uma altura dessas do campeonato não adianta mais tentar fugir, então fico aqui, pois sei que assim será mais fácil de ir atrás de quem fez isso. De quem trouxe essa explosão para cá.
– Vamos. – Ele diz assim que chega até mim.
– Não deveria falar assim com ela. – Diz Jackson atrás de mim.
– É mesmo? E como você acha que eu devo falar com ela? – Ele pergunta para Jackson de forma irônica.
– Com educação ao menos. Ela carrega o seu filho. – Ele diz.
– Exato. – Diz Klaus e eu não entendo. – O meu filho não o seu. – Ele diz passa e passa o braço em volta do meu ombro. – Vamos querida. – Ele diz de forma irônica.
Saio de debaixo do seu braço e vou até a casa de Ivie buscar minhas coisas.
– Hayley, você sabe que não precisa ir com ele. – Diz Jackson na porta.
– Eu vim para cá, e no dia seguinte uma bomba também. Não é o melhor lugar para eu ficar. – Eu digo e dou de ombros.
– Até mais. – Digo para Jackson.
– Até. – Ele diz e eu saio da casa.
Ando até Klaus e ele me lança um sorriso irônico falso e totalmente perigoso. Começo a andar ao lado dele e ele abre a porta do carro para eu entrar.
*******
Desço do carro antes que Klaus comece com o seu discurso que eu não estou nem um pouco afim de ouvir, eu não sou prisioneira dele, e ele não manda em mim.
Subas escadas de forma lenta pois começo a sentir um cansaço um tanto estranho. Viro no corredor e vejo Elijah vindo em minha direção.
– Você está bem? Eu soube do ataque. – Ele diz e antes que eu possa responder ele me toma em seus braços para um abraço apertado.
– Eu estou. – Eu digo e ele se distância um pouco.
– Como você voltou? – Elijah me pergunta. Então ele sabia que eu sai...
– Eu a busquei irmão. – Diz Klaus.
– Bom, eu vou dormir. Não estou me sentindo muito bem. – Eu digo.
– Vá querida, pois temos compromisso mais tarde. – Diz Klaus e eu sinto um sentimento ruim, como se algo terrível fosse acontecer. Deve ser só coisa da minha cabeça.
Ando até o quarto e fecho a porta atrás de mim. Olho para as pinturas de Klaus e me pergunto por que ele me mantem em seu quarto.
Vou até o banheiro e retiro toda a minha roupa enquanto a banheira está enchendo de agua.
Sento na banheira e me sinto relaxar um pouco, apenas um pouco.
Até por que alguém tentou me atacar, e dessa vez eles deixaram pessoas seriamente feridas, uma criança morta. Provavelmente eu não conseguirei me acertar com o provável culpado hoje, mas eu não esqueço de nada, e menos ainda de uma vingança.
Termino de tomar banho e saio da agua sentindo meu corpo mais pesado do que normalmente. Vou até o Closet e pego um pijama que eu deixei aqui. Me visto e vou para a cama.
Novamente assim que eu me deito sinto uma sensação ruim. Uma vez pode ser besteira, mas uma segunda vez é algo bastante estranho, talvez não seja a melhor coisa ignorar, ainda mais depois de um ataque. Mas vou fazer isso amanhã, hoje estou cansada demais.
Estranhamente cansada.
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