Somos mais parecidos do que parece.
23 Capítulo 22.
Pov. Loren
Acordo e sinto o meu corpo pesado e uma pontada em minha cabeça. As cortinas estão fechadas e o quarto fechado, a energia dessa casa não está nada boa e tenho certeza que alguém está sofrendo de invasões mentais na noite, mas isso é algo em que eu não devo me meter.
Me levanto e sinto a dor em minha cabeça se estabilizar um pouco e isso de uma certa forma me agrada. Quem sabe não poderei sair para conhecer um pouco de Nova Orleans hoje.
Vou para o banheiro, tomo banho, lavo os meus cabelos, enfim faço a minha higiene matinal completa.
Coloco uma calça jeans azul clara, uma blusa preta soltinha, um blazer branco, uma sandália confortável bege, passo batom vermelho, coloco um relógio prata que é meu companheiro há um bom tempo .
( http://www.polyvore.com/loren-01/set?id=129215674 )
Pego a minha pequena mochila de estimação e coloco dentro da mesma a minha máquina fotográfica e o livro que estou lendo, todas as minhas riquezas e sentimentos se guardam nesses objetos.
Saio do quarto e sinto a energia da casa não tão nervosa e agitada, e isso significa que Niklaus não está em casa, isso é bom pois vou poder sair sem ninguém me perturbar ou tentar me impedir.
Eu lhe disse que ajudaria ele e a lobisomem com a criança e o farei, não vejo porque ele quer duvidar de mim.
Começo a andar até a saída da casa feliz por ninguém ter me impedido.
– Indo a algum lugar? – A voz do irmão mais velho não menos irritante e um pouco mais civilizado diz atrás de mim.
– Na verdade sim Elijah. – Eu digo e me viro o encarando.
– E para onde a senhorita gostaria de ir? Acredito que não conheça a cidade. – Ele diz de forma desconfiada enquanto desce as escadas.
– Na verdade estou indo conhecer a cidade. – Eu digo.
– Não precisa de um guia? – Ele diz com simpatia, mas sei que desconfia de mim, desconfia que irei fazer algo para destruir a sua família que já não existe mais.
– Sim, adoraria. – Eu digo e me viro em direção a saída e começo a andar, e em um instante ele está ao meu lado me acompanhando de forma educado, como um cavalheiro faria, mas sei que no fundo está me vigiando.
Ele para ao lado de seu carro caro e limpo e abre a porta do banco de carona para mim. Entro e lhe dou um pequeno sorriso pois querendo ou não é a primeira vez que alguém mesmo que por interesse me trata com cavalheirismo.
Ele da a volta no carro e não demora muito para termos deixado a casa e estarmos andando em uma via movimentada em meio de outras pessoas e outros carros.
– E então? – Elijah diz e eu o olho sem entender. – Aonde quer ir? – Elijah pergunta.
– Não sei, eu iria tentar descobrir a cidade andando. – Eu digo e dou de ombros, essa não iria ser a primeira vez que faço isso mesmo....
– Nós estamos saindo do Quartel Francês. Podemos ir ao Museu Nacional da ll Guerra Mundial, Audubon Park, Royal Street ou Jean Lafitte National Historical Park. – Elijah diz e eu franzo o cenho.
– Esse último parece ótimo. – Eu digo.
– Claro. – Ele diz.
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Pov. Hayley
Klaus passa o caminho inteiro com aquele bom humor fingido e eu além de desconfiada estou ficando estressada com o mesmo.
Finalmente chegamos ao pântano e eu desço do carro sem esperar Klaus vir abrir a porta para mim.
Bato na porta de Ivie e espero a mesma vir abrir pois ouço passos vindo em direção a porta.
– Hayley¿ — Ivie pergunta surpresa.
– Sim, consegui vim te ver. – Eu digo e a abraço.
– Você fugiu novamente? – Ela pergunta desconfiada, mas está sorrindo para mim.
– Apesar de nossa lobinha ter esse terrível costume ela não fugiu desta vez. – Klaus diz de forma irônica parado na porta de Ivie.
– O que ele faz aqui? – Ivie pergunta.
– Fica complicado sair daquela casa sem esse maníaco por perto. – Eu digo e encaro Klaus com fúria.
– Entre. – Ivie diz para Klaus, mas antes dele colocar os pés dentro da casa de Ivie ela continua. – Não tente nenhuma de suas conhecidas gracinhas. – Ela diz e ele levanta os braços como se fosse um simples inocente.
Ivie prepara um lanche para mim enquanto estou sentada em sua mesa e Klaus em seu sofá.
– E então como está a gravidez? – Ivie me pergunta e antes que eu perceba desço as minhas mãos até a barriga.
– Está tudo bem, não tenho muito enjoos. – Eu digo e ela sorri para mim.
– Logo logo passa, você já está próxima ao fim da gestação. – Ela diz e coloca um prato com vários sanduiches na minha frente, e eu pego um.
– Aceita? – Ela pergunta para Klaus e eu fico impressionada em como ela é educada.
– Aceito. – Ele diz, se levanta pega um e come rapidamente e eu reviro os olhos.
Alguém bate na porta e Ivie vai atender.
– O que está aprontando Klaus? – Eu pergunto já cansada desse cinismo dele.
– Nada, apenas estou lhe fazendo companhia. – Ele diz e eu reviro os olhos.
– Hayley? – Jackson pergunta e eu franzo ao ver ele entrando atrás de Ivie.
– O que foi, não posso fazer uma visita? – Eu pergunto.
– Sim, mas não esperava ver você aqui.... Eu vi o carro mas... – E então os seus olhos caem sobre Klaus.
– Mas isso está bom demais! A reunião está completa, melhor do que eu esperava. – Klaus diz e eu reviro os olhos e coloco a mão na cabeça.
– Klaus você quer fazer o favor de ficar quieto. – Eu digo de forma grosseira.
– Para que querida? – Klaus diz e eu reviro os olhos. – A amiga loba controlada, o lobisomem apaixonado, uma grávida nervosa e eu! Pena que não trouxe Elijah.... – Ele diz.
– Já fez as suas ironias agora quer parar? – Eu digo.
– Mas prometo que não irei perturba-la. – Ele diz e quase dou um suspiro aliviado, quase. – Mas então Jackson, como é saber que a sua prometida está esperando uma criança minha? Eu imagino que você já deve ter perdido as esperanças.... – Ele começa, porém é interrompido.
– Está na minha casa, e eu não vou até a sua. Espero que respeite a minha casa, e os meus convidados. – Ivie diz com a voz forte e Klaus se cala.
– Vamos embora Hayley. – Ele diz e sai da casa.
– Pelo visto você acabou com a diversão dele cedo demais. – Eu digo para Ivie tentando aliviar o clima pesado que se instalou e ela sorri para mim.
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