Pov. Loren

Elijah anda pelo parque observando o local como se estivesse adorando tudo aquilo, mas para mim é só mato então já estou cansada e entediada.

Eu não deveria ter aceitado a sua ajuda para me mostrar a cidade, ele nem está me mostrando nada interessante, ele está mostrando para si mesmo.

Começamos a atravessar uma pequena ponte com lodo sobe uma pequena lagoa com peixes minúsculos. Meu celular vibra e eu observo o mesmo com curiosidade ao ver que era uma mensagem de uma pessoa de que há muito tempo não vem falar comigo.

Conseguiu o que queria?

Eu apenas coloco o celular na bolsa ignorando a mesma e querendo fugir o mais rápido de meu recente passado.

Elijah está um pouco a minha frente então eu paro para ver se ele irá reparar e o mesmo continua andando. Como ele é um Original já deve ter percebido que não estou o seguindo como ele tinha pedido, então viro as costas e começo a fazer o caminho contrário ao qual estamos fazendo e entro dentro de uma mata fechada afim de tentar resolver algumas coisas sozinha.

Esta cidade não é boa para mim, e logo precisarei ir embora, ficarei o tempo necessário e partirei em seguida pois esse lugar já tem problemas o suficiente e eu também.

Levo meus dedos ao nó da sandália e me desfaço da mesma, faço o mesmo com a outra e encosto os meus pés na terra preta levemente molhada.

Me sento sobre uma pedra em um local afastado e retiro o meu livro da bolsa, não sei controlar muito bem a magia, mas sei me proteger e para mim isso é o suficiente.... Por enquanto.

Dentro da capa fiz uma espécie de fundo falso e retirei a tabuleiro de magia que meus pais, avós e ancestrais usavam e o jogo na terra a minha frente, irei retirar a energia da natureza.

Acendo uma vela, pego um punhal e corto a palma da minha mão derramando meu sangue sobre o tabuleiro e sinto os meus olhos indo para a parte de trás de minha cabeça.

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Pov. Hayley

Estou dentro do carro em silêncio enquanto Klaus dirige e eu não o observo, eu recuso observa-lo, agora sei que o melhor que tenho a fazer é ir embora. Ir embora sim, e não me importarei com o que deixarei para trás, ainda mais quando deixarei lobisomens enlouquecidos, vampiros psicóticos e bruxas sedentas. Eu não sou como essas pessoas e não combino com essa cidade, porem foi aqui que eu nasci e se não tivessem ocorrido tantos problemas entre os lobos eu teria crescido aqui, e me tornado humana apenas na lua cheia….

Ouço um zumbido forte e ensurdecedor e levo as mãos aos ouvidos porem o som apenas parece aumentar, fecho os olhos com força e antes que eu perceba os meus lábios se abrem em um grito de agonia.

A próxima coisa que sinto é a minha cabeça bater forte contra a janela do carro e abro os olhos e vejo que o carro está capotando, e eu vejo tudo em uma super câmera lenta.

Sinto as mãos de Klaus sobre o cinto de segurança que está sobre o meu corpo e em seguida ele me puxa e somos lançados para o alto saindo do carro, Klaus se agacha ao chegar no chão e me coloca sentada no mesmo, eu porém me levanto rapidamente me colocando em uma posição ereta.

Olho para frente e vejo várias pessoas nos encarando.

– Quem são vocês? – As palavras curiosas saem de minha boca antes que eu possa segura-las.

– Quem se importa? – Um garoto de aproximadamente dezessete anos alto e forte me responde em tom de deboche.

– Eu acho que não respondeu a pergunta adequadamente. – Klaus devolve com uma pitada de sarcasmo.

– Mas eu respondi adequadamente. Quem. Se. Importa. – O garoto diz novamente. Só que pausadamente e com mais sarcasmo.

Klaus voa sobre o garoto e o agarra pelo colarinho.

– Agora eu me importo. – Ele diz com a voz ameaçadora.

– Digamos que.... – Diz uma voz atrás de mim e me viro. Um homem loiro em cima do carro capotado com uma postura confiante me observa atentamente. – Somos seus parentes distantes, viemos fazer uma visita e acabamos de tocar a campainha. – Ele diz olhando para Klaus e sorri, e o mesmo devolve o sorriso.

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Loren adentrou a floresta do parque e resolvo ir embora sem a mesma, ela entrou porque quis e já está bem grandinha para querer uma baba então entro no carro e dou partida daquele lugar pois sei que se ela quiser voltar para o Quartel Francês irá dar um jeito.

Deixo o carro na garagem e resolvo andar um pouco pelo Quartel pois hoje as coisas estão quietas de uma forma estranha e isso não deve ser um bom sinal.

Passo pela praça e apenas vejo humanos que vivem em meio a tudo isso e não sabem ou apenas fazem vista grossas para as suas suspeitas.

Sentada em um banco de madeira em um local mais distante está a jovem Davina sozinha, e isso não costuma acontecer então resolvo ir até a mesma pois já esta tarde para ela ficar andando sozinha por ai.

– Perdida? – Eu pergunto e ela me olha assustada, como se não tivesse percebido que me aproximei.

– Não, apenas respirando um pouco de ar fresco. – Ela diz de forma evasiva não olhando diretamente em meus olhos.

– Posso? – Eu digo me referindo ao banco de madeira.

– Sim. – Ela diz educada e coloca os braços sobre as coxas e o rosto sobre a mão em um gesto totalmente jovem e de menina.

– Porque está me olhando? – Ela pergunta.

– Porque deveria tomar cuidado, as pessoas aqui desta cidade sempre têm um interesse por trás das coisas, e você é apenas uma menina. – Eu digo.

– Eu sei disso, e eu estou tomando cuidado. E até onde sei a sede de sangue de Klaus agora é para Marcel, e estou com as bruxas elas podem tramar algo contra mim, mas não acredito que irá ser algo grande. – Ela diz e dá de ombros.

– Não confie em Monique, ela parece ser pior que Genevive. – Eu digo.

– Genevive não se importa assim com as coisas, apenas se importa com seus caprichos e desejos. – Ela diz e eu aceno com a cabeça concordando pois ela apenas entregou Rebekah para Klaus porque a sua vida passada foi retirada dela.

– Mesmo assim tome cuidado para não ficar entre uma guerra de poder das duas. – Eu digo.

– Está bem, eu vou indo. – Ela diz e se levanta.

– Se importa se eu lhe acompanhar? – Eu pergunto não querendo invadir o espaço dela.

– Sim pode. – Ela diz. – Você não é um vampiro tão ruim assim. – Ela diz e eu lhe dou um sorriso de lado.