Somos mais parecidos do que parece.
15 Capítulo 14.
Notas iniciais
Desço do carro e bato porta atrás de mim, olho para Loren que está observando em volta com os lábios levemente abertos.
– Eu vou subir. – Digo para Klaus e ao invés de esperar alguma resposta e simplesmente me viro, mas antes decido falar algo. Ando até Klaus e paro a sua frente, levanto os pés e coloco os lábios perto de seu ouvido. – Não confie nela. – Eu digo me viro e agora sim subo as escadas.
Encontro Elijah perto da porta do quarto e sorrio.
– E então, como foi? – Ele pergunta.
– Sem adrenalina. – Eu digo, ele levanta as sobrancelhas e eu rio. – Fomos atrás de uma bruxa, ele queria que eu tentasse sentir a presença de algo sobrenatural, mas não deu tempo, e ela demonstrou antes e... – Eu digo e dou de ombros. – Não importa logo Klaus irá apresentá-la a você. – Eu termino.
– Está bem. – Ele diz e se aproxima de mim. – Mas e você como está? – Ele pergunta.
– Eu estou bem. – Eu respondo apenas.
– E as meninas? – Ele pergunta e coloca a mão na minha barriga. Olho para ele e encaro fundo dentro de seus olhos enquanto ele me encara de volta.
– Elijah! – Diz Klaus atrás de nós e eu me viro, e o vejo com Loren em seu calcanhar. – Bom, vamos às apresentações. – Ele diz e se aproxima.
– Loren, este é o meu irmão Elijah e Elijah está é Loren. – Ele diz e olha de um para o outro. – Bom, é isso, apertem a mão, façam o que quiserem. – Ele diz e abre a porta do quarto me puxando junto para dentro.
– Hoje teremos um jantar para... Apresentar Loren aos outros, sendo assim todos nós comeremos lá embaixo. Se arrume. – Ele diz e passa a mão em meu traseiro e eu me viro indo na direção do banheiro, mas antes me viro e dou uma piscadinha para ele.
Klaus sai do quarto com um olhar um tanto pecaminoso e eu sorrio. Sento-me na cama, mordo os lábios e me deito.
Eu não sei o que exatamente, mas tem algo em Loren, que faz com que eu não confie nela. Não tenho certeza se ela é uma bruxa que pode ser facilmente enganada, e acho que ela não tem total controle dos poderes dela, pois em um momento ela estava calma e lendo e no outro todas as cadeiras do restaurante voaram em cima daqueles idiotas.
E ainda tenho que descobrir como Klaus conseguiu fazer para ela concordar em vir para cá. E o que será que aconteceu com aqueles garotos? Será que eles estão mortos? Será que algum deles saiu ferido? E como Klaus conseguiu acalmar uma bruxa tão rápido? Não tenho certeza se vou confiar a ela o futuro de minhas filhas, ela não parece ser uma pessoa muito bem estruturada.
Passo a mão na cabeça e solto uma risada sem humor. Eu estou julgando Loren sem ao menos conhecê-la, algo que já fizeram comigo, e que eu não gostei.
**********
Acordo e olho em volta surpresa por ter dormido. Que droga, eu tinha que me arrumar e... Olho para frente e vejo Elijah me olhando atentamente e me assusto.
– O que está fazendo aqui? – Eu pergunto.
– Você confia em Loren? – Ele pergunta sério.
– Ah, eu não sei e... – Eu digo porem sou interrompida.
– Confia ou não confia? – Ele pergunta e eu franzo a testa. Porque ele está tão desconfiado?
Não era só eu...
– Não. – Eu digo e levanto as mãos totalmente rendida.
– E você faz alguma idéia de onde Klaus tirou aquela mulher? – Ele pergunta.
– Ele fala mais com você do que comigo. – Eu digo e dou de ombros.
– Normalmente ele não fala com ninguém. – Elijah diz e eu sorrio.
– E você, está bem? – Eu pergunto.
– Sim, obrigado. – Ele diz e se aproxima um pouco da cama.
– E como está sendo comandar a cidade e manter a paz da mesma? – Eu pergunto.
– Sempre tem alguém tentando planejar algo, mas eu não tenho percebido nada além das bruxas de olho no Grimório. – Ele diz e eu aceno com a cabeça.
– É verdade, e além do mais... – Começo a dizer, mas a porta se abre e Klaus entra com um sorriso grande e estranho no rosto.
– Olha olha, quem resolveu fazer visitas as escondidas... – Ele diz e eu reviro os olhos.
– Uma visita. – Corrige Elijah e eu franzo a testa.
– Bom irmão, vamos até a biblioteca comigo. – Klaus diz.
– Sim Niklaus. – Ele diz. – Com licença. – Elijah diz e os dois saem do quarto.
Levanto para ir tomar banho e entro no banheiro. Encaro o meu reflexo e passo a mão nos cabelos. Hum, será que devo usar salto?Pergunto-me mentalmente.
Ligo a torneira da banheira e começo a tira a roupa enquanto ela vai enchendo. Entro na banheira e me sento sentindo a água quente entrar em contato com a minha pele. Fecho os olhos e relaxo um pouco sentindo meu corpo ser limpo e curtindo o silêncio.
Sinto mãos em minhas costas e abro os olhos rapidamente e empurrando o meu corpo para frente.
– Shh. – Ouço a voz de Klaus penetrar os meus ouvidos e me arrepiar enquanto ele segura os meus ombros.
– Ei, eu estou tomando banho. – Eu reclamo, porém ele não me solta, ele apenas me puxa para trás fazendo com que eu volte a ficar inclinada na borda da banheira.
– E então onde está aquela Loren? – Eu pergunto. E as suas mãos saem de minhas costas e descem passando pelos meus seios, e ele começa a passar a mão em minha barriga.
– Com ciúmes? – Ele pergunta e percebo um forte sarcasmo em sua voz.
– Claro. – Eu devolvo também com sarcasmo.
Sinto as mãos de Klaus saírem de mim e então me viro a tempo de vê-lo retirar rapidamente a sua roupa. Ele me empurra um pouco para frente e se deita atrás de mim, e então passa as mão em volta do meu corpo e volta a acariciar a minha barriga.
Quase sem perceber inclino a cabeça contra o seu ombro e fecho os olhos. Klaus tira a mão de minha barriga e sobe para os meus seios e instantaneamente eu sinto a sua ereção me cutucar e antes que eu segure solto um suspiro que ele obviamente interpretou como gemido, pois sinto seu sorriso contra a minha garganta.
Resolvo entrar na brincadeira e passo os braços em volta de seu pescoço e puxo levemente os seus cabelos da nuca. Klaus belisca o meu seio esquerdo e eu viro a minha cabeça em sua direção, e ele vê isso como uma deixa para atacar os meus lábios, e sua língua invade a minha boca dominando a minha e vencendo a nossa batalha.
Ele segura a minha cintura e começa a me erguer, mas então eu me desvencilho de sua boca e saio da banheira derramando um pouco de água no chão.
Klaus me olha e sei que ele está frustrado, e é exatamente isso que eu queria. Pego a minha toalha e saio do banheiro correndo.
– Hayley, é bom voltar aqui. — Ele avisa.
– Acho que não, tenho um jantar para ir. – Eu respondo enquanto me enxugo.
– Que se dane o jantar. – Ele grita de volta.
– Nem todos vivem de sangue. – Eu digo e entro no Closet.
– Engraçadinha, vai ter volta... – ele diz e eu resolvo não responder. Coloco um vestido preto e sapatilhas. Entro no banheiro e encontro Klaus de toalha.
– Espere eu me arrumar. – Ele diz e eu assinto.
Faço maquiagem nos olhos, um coque enfeitado e passo gloss rosa.
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Saio do banheiro e me sento na cama esperando Klaus sair do Closet e tentando entender o que aconteceu no banheiro.
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