Somos mais parecidos do que parece.
11 Capítulo 10.
Notas iniciais
Coloco o cotovelo sobre a mesa e encosto o meu queixo em minha mão enquanto eu olho a simples vida humana pela janela.
Essas pessoas tem uma vida mais calma que a minha, mais feliz, e menos problemática.
Não posso me classificar como uma pessoa infeliz, mas também não significa que eu esteja feliz com a minha situação atual.
Queria saber sobre a minha família, e descobri. Mas como nada pode ser perfeito acabei grávida de Klaus, sorrio sem humor algum me lembrando que eu tenho cinquenta por cento de culpa pelo fato de estar grávida.
Balanço a cabeça e me levanto. Agora acho que não demorará muito para eu poder ir embora. Já se passou um mês desde que o tio de Cami morreu, desde que fui atacada, e faz um mês que eu mal vejo Klaus ou Elijah. Os dois aparentemente desapareceram, eles saem e eu ainda não acordei e chegam quando ainda estou dormindo.
Sei que voltam para cá pois toda noite vejo que as tintas de Klaus estão em locais diferentes e um quadro está com a pintura reformada.
Espero que eles estejam tentando acabar com o perigo que me faz ficar aqui presa nesse quarto.
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Tédio, isso é a palavra de maior significado na minha vida nos últimos tempos, estou deitada observando o teto. Olho para a minha barriga de oito meses e a observo, eu estou gigante.
Olho em volta procurando por algo para fazer, mas não há nada dentro desse quarto há não ser comida, Uísque e os quadros de Klaus. Será que eles não conhecem televisão?
Ouço uma chave rodando na porta e me coloco sentada na defensiva pois não é nada normal Elijah ou Klaus aparecerem aqui de dia.
A porta se abre e um Klaus bastante agitado entra no quarto bastante sujo de sangue. Ele passa e anda até a metade do quarto e em seguida volta e tranca a porta. Eu o observo enquanto ele anda de um lado para o outro.
– Klaus... – Eu o chamo querendo saber de onde vem todo esse sangue.
Ele olha para mim e vejo que os seus olhos estão dourados, será que irá se transformar em lobo? Não, ele não faria isso.
Espero que ele diga alguma coisa, mas ele se vira para o outro lado e entra no banheiro. E o prêmio de mal humor do ano vai para Niklaus Mikaelson!
Ouço o barulho do chuveiro ser ligado e penso que talvez eu posso ir embora. Ele ficou muito tempo fora, e volta sujo de sangue, isso estranhamente pode ser um bom sinal. E o humor dele, bom o humor sempre muda mesmo...
Me levanto e olho a rua lá embaixo pela janela, vejo uma tempestade se aproximando e a rua já está quase vazia.
Ouço a porta do banheiro ser aberta e me viro. Vejo Klaus com os cabelos molhado e apenas com uma toalha enrolada em volta da cintura. Olho para o seu rosto e vejo que um sorriso irônico brinca em seus lábios.
– Você deveria ir se vestir. – Eu digo.
– Nada que não tenha visto, querida. – Ele diz e olha para a minha barriga. Me viro e volto a encarar a rua. Talvez ele seja melhor de mal humor e calado.
Ouço passos pelo quarto, mas não ouço porta alguma ser fechada, talvez eu deveria tentar novamente ir para o quarto que eu ficava antigamente.
– Klaus? – Eu começo testando-o.
– Sinto muito, eu já me vesti. – Ele diz e eu suspiro.
– Aonde esteve? – Pergunto.
– Por ai. – Ele diz evasivo.
– E Elijah? – Pergunto, e não tenho resposta. – Ele estava por ai com você? – Pergunto.
– Talvez sim, porque? – Ele pergunta com a sua voz desconfiada.
– Apenas curiosidade. – Eu digo.
– A curiosidade matou o gato. – Ele sussurra no pé do meu ouvido e me viro a tempo de ver ele parar atrás de um quadro e começar a separar algumas tintas.
– É natural eu ter curiosidade, não é fácil ficar presa dentro desse quarto sem nada para fazer. – Eu digo.
– É bastante natural, saudável, e além de tudo vital ficar dentro desse quarto. – Ele diz e eu franzo a testa.
– Bom, eu não tenho nada para fazer aqui. – Eu digo.
– Na verdade tem sim, ficar viva. – Ele diz e eu reviro os olhos.
– Estou cansada de só ficar nesse quarto o dia inteiro parada e em fazer absolutamente nada, enquanto espero que o perigo desapareça. – Eu digo, mas ainda não acabei. – E a única vez em que fui atacada foi quando sai, e eu estava com você. – Eu digo.
– Você também foi atacada quando fugiu daqui e foi para o acampamento lobisomem. – Ele diz.
– Mas não foi diretamente a mim. Eu estava no local errado e na hora errada. – Eu grito com Klaus.
– Talvez você não tenha reparado que não é a única com problemas. Consegui a cidade, agora tenho que cuidar dela. Humanos, lobisomens e vampiros, todos contra mim, e você e os meus bebês são as principais armas que vão usar contra mim. – Ele grita de volta e se aproxima de mim.
– Esses também são os meus bebês, e eu sei que todo aqui tem problemas, e eu quero ir embora para cuidar apenas dos meus. – Eu grito de volta e solto o ar com força pelo nariz.
Estamos cara a cara, nariz com nariz, olhos nos olhos se encarando com fúria. Ele queria a merda da cidade, ele que a tenha, e eu vou embora cuidar de minhas filhas sem essa merda toda dos Originais. O encaro e levanto uma mão e depois a abaixo irritada. Fecho os olhos tentando controlar a fúria, mas é em vão.
– Klaus, eu não sou sua barriga de aluguel, e nunca obedeci a ninguém a minha vida inteira. Sei me cuidar, e você sabe disso, conhece a minha história. – Eu digo. – Eu posso continuar nessa maldita casa, nesse maldito quarto, mas não irei mais ficar trancafiada aqui dentro o tempo todo. Estamos entendidos? – Pergunto e arqueio uma sobrancelha.
Olho para Klaus esperando uma resposta e ele me encara de volta, isso começa a me irritar, não quero que ele fique pensando que pode mandar em mim, e que irei fazer tudo o que ele quer.
– Não, nós não estamos. – Ele diz e me empurra contra a janela. Olho em volta procurando por algo para brigar e sou surpreendida quando Klaus coloca a sua boca sobre a minha e passa os braços em volta do meu corpo meu apertando contra ele.
Me assusto e tento empurra-lo para longe de min, mas então ele separa a sua boca da minha e olha fundo em meus olhos, o mesmo olhar que me deu na noite que passamos juntos e eu sinto todos os pensamentos racionais sumirem de minha mente no momento que agarro seus cabelos e trago a sua cabeça em direção aos meus lábios famintos. Famintos pela boca de Klaus.
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