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77 Amnésia Memento.


Notas iniciais
Referências a "Memento" de Christopher Nolan. Capítulo inteiramente em P.O.V da Spencer.

Nos Capítulos anteriores:

– Scott’s house, tem sim, lá você vai ver. -Diz ela sorrindo e ela dirigi a um caminho que eu não conhecia.

– Nossa que bom que tem, tomara que seja algo divertido. — Digo empolgada. -Como sabe que lá é seguro?

– Por que ninguém do Rosewood High, vai lá, só o Lucas e eu íamos quando eu era gordinha, lá eles fazem um hamburger enorme com batata frita e é não é muito caro, eu adorava.

– Falta muito? — Falo curiosa.

– Não já estamos chegando.. Disse ela não escondendo a alegria. -Chgamos. -Diz ela uns minutos depois.

– Esse é o paraíso dos nerds. -Digo ao entrar naquele, me sinto maravilhada ao ver uma lanchonete tão mágica.

– Sabia que iria adorar. -Diz Hanna.

– Você está brincando, eu amei, eles tem Cadesh e Double dragon, minha irmã jogava isso quando pequena, eu sempre tentei acha, mas nunca encontrei na minha vida, Hanna eu te amo, casa comigo agora, é uma ordem. — Digo ao ver o catálogos de jogos dos fliperamas que está cheio de jogos incríveis, eu parecia ter entrado do céu.

...

– Nome?

– Não sei. — Na verdade a única coisa que me lembro agora é uma loira eu sinto algo muito forte por ela, acho que a amo. — “ Deve ser minha namorada, ou pelo menos eu quero que seja.” — Penso.

– Idade?

– 17, eu lembro de uma garota me falando que nasci em noventa em cinco. — Era mesma garota loira. — Estamos em 2013, é fevereiro agora estou certa?- Eu pergunto não tenha certeza disso.

– Sim, já sei que tem amnésia, as lembra de algumas coisas, sabe se mora aqui, ou em outro lugar.

– Não, vocês sabem, meus pais estão ai? — Pergunto.

– Não, uma menina te deixou aqui e saiu, deve ter te achado em algum lugar e trazido para o hospital. — Responde o médico.

– Se lembra e alguma coisa, sem ser sua idade? — Ele pergunta.

– Que provalvelmente sou lésbica, poque lembro de uma menina loira e acho que estou apaixonada por ela.

– Pelo exames que fizemos, e sua resposta sua amnésia é grave, vai ser difícil recuperar sua memória, eu vou receitar alguns remédios para você, tem muitas feridas e lesões.

...

– Tudo começou quando minha disse a mim que meu pai não teria como pagar esse semestre da faculdade. Eu estava sem saída, tinha que arranjar dinheiro parta continuar em Hollis. — Ela me conta toda a história de como as coisas aconteceram. — Por favor, Spencer, me perdoa. Eu fiz besteira, eu não me perdôo por ter dado aquelas fotos. Todo os dias eu me pego pensando n a idiotice que eu fiz, lamentando a cada segundo.

...

– Tudo começou quando minha disse a mim que meu pai não teria como pagar esse semestre da faculdade. Eu estava sem saída, tinha que arranjar dinheiro parta continuar em Hollis. — Ela me conta toda a história de como as coisas aconteceram. — Por favor, Spencer, me perdoa. Eu fiz besteira, eu não me perdôo por ter dado aquelas fotos. Todo os dias eu me pego pensando n a idiotice que eu fiz, lamentando a cada segundo.

...

[Spencer P.O.V on]

Eu ganhei uma nova câmera de sua irmã e de Wren, eles compraram numa viagem para Dinamarca, Copenhague, mais especificamente, logo pensaram na Hastings mais jovem. Eu estava empolgada, liguei para Hanna, e pedi para ela visitar a Upenn domingo por que tinha uma novidade a contar, fiz surpresa de qual era, queria deixar minha namorada curiosa, sabia que a Hanna ficaria ansiosa para descobrir, modéstia a parte, eu conheço muito bem minha namorada. A câmera uma Fuji daquelas que sai a foto achava um máximo.

...

Eu ganhei uma nova câmera de sua irmã e de Wren, eles compraram numa viagem para Dinamarca, Copenhague, mais especificamente, logo pensaram na Hastings mais jovem. Eu estava empolgada, liguei para Hanna, e pedi para ela visitar a Upenn domingo por que tinha uma novidade a contar, fiz surpresa de qual era, queria deixar minha namorada curiosa, sabia que a Hanna ficaria ansiosa para descobrir, modéstia a parte, eu conheço muito bem minha namorada. A câmera uma Fuji daquelas que sai a foto achava um máximo.

Fim dos capítulos anteriores.

[Spencer P.O.V on]

Agora é inicio da manhã de domingo, acordo e primeira coisa que faço é pegar minha câmera, começo a tirar fotos de Hanna dormindo, ela ficava linda assim, era muito artístico. Hanna acorda e coloca a mão na frente da câmera, falando o quanto eu era má por não esperar ela nem se arrumar para tirar uma foto. Desde ontem, eu estou viciada, tirando foto de tudo, pena que nenhuma delas vou conseguir posta no meu instagram, seria ótimo.

Depois, Eu e Hanna, eu como boa “Instagrameira” tiro a foto do café , só que hoje eu tiro com minha máquina da Fuji. Hanna se sente meio incomodada com meu impeto para com as fotografias. Só para irritar ela um pouquinho tiro uma foto dela e uma “selfie”, ela minha olha com uma cara fechada. Ela pega da minha mão e então me diz.

– Spencer para com isso, vamos comer, só comer. Parece hipnotizada por essa porcaria. — Eu olho ela fazendo biquinho. Ela pega um pedaço de waffle e coloca na boca, me fita de forma séria e depois volta os olhos pro meu prato, indicando que era para eu comer.

– Hanna, me desculpa. Eu vou parar, eu juro para você. -Encho o rosto dela de beijos. Ela aponta para minha comida, de novo insinuando que era para eu comer, Hanna levava muito a sério a comida, principalmente o café da manhã, não deveria ter mexido com ela.

– Spencer, por favor coma, se não comer o que tem no seu prato. — Ela fala de modo irritado.

– Se quiser te dou pedaço. — Colocando uma maça na boca. — Vem, aqui eu vou te dar.

– Eu não queria, mas já que me ofereceu — Ela morde a minha maça com vontade.

Eu paro de aborrecer minha loirinha e nós comemos tranquila. O seu iogurte de morango acaba, ela me avisa que vai pegar, além disso diz que vai ficar de olho em mim , que não era para voltar a fotografar as coisas, eu juro a ela que não irei fazer isso. Ela demora um pouco no refeitório, e vejo ela conversando com menino moreno, isso me incomoda um pouco, depois de alguns minutos conversando com aquele menino ela finalmente volta para a mesa, mas para meu total espanto aquele menino vem junto com ela.



– Spencer, olha quem eu encontrei. — Ela fala toda empolgada, como se visse um filhote de cachorro. Eu não compreendo nada do que ela está dizendo.- Por que não me disse que você que ele estava estudando aqui, se bem que nem devem ter se encontrado Upenn é gigante, espero que seja por isso, por que eu espero que não pense que eu ficaria com ciume, pois não. — Eu tento acompanhar o que ela fala, mas não dá.

– Ciúme? como assim Hanna, do que você tá falando. — A questiono, olhando para ela sem compreender.

– Eu encontrei o Alex aqui, vem cá. — Ela chama o garoto que estava conversando. — Se lembra dele né? — Hanna fala de um jeito como se eu tivesse que lembrar.

– Okay. -Ele responde e vem em nossa direção

– Quem é Alex? Do que você tá falando? — Eu me sinto mais perdida que Hanna quando assiste filme cult.

– Como quem? Alex, seu ex-namorado, você namorou ele quase por um mês tá ficando bitolada Spence.- Ex-namorado, eu pensava que só tinha namorado a Hanna e o Toby.

– Esse é o Alex. Agora lembrou né? — Hanna comenta ao ver ele chegar bem perto de nós.

– Oi Han, Spence. — Nada.

– Claro. — Finjo me recordar. — Oi, Alex. Me desculpe, é que sabe como é muitas provas e trabalhos, a cabeça cheia de coisas, você fica concentrada nelas, aquela não se ligando no mundo.

– Eu entendo perfeitamente. Namorei você por menos de um mês, entretanto lembro como era focada nos estudos. Os Hastings não mudam. — E a menor deles teve uma perda de memória.

– Você não se importa se eu tirar uma foto de você? Ganhei uma câmera nova, agora estou tirando a fotos de todos. — Ela acha meio estranho, todavia topa, uma foto não faz mal a ninguém. Eu tiro, quando ele sai, e Hanna está distraída , eu pego uma caneta e escreva na parte branca da tofo o nome Alex. Preciso disso, para saber quem é quem.

Eu nunca contei isso a Hanna, porém eu sempre desconfie que minha memória nunca voltou completamente, só as coisas relevantes ou que tinha mais convívio que estavam aqui. Preferi fazer de conta, que não, por que a possibilidade me assustava.

Mais tarde, quando Hanna vai embora, eu começo a assistir um dos meus filmes favoritos de Christopher Nolan, Memento (Amnésia). Nele o protagonista tem perda de memória curta, ou seja, ele lembra de tudo ou praticamente tudo passado, igual qualquer pessoa, até o momento em que sofreu um assalto e o atacaram causando a doença, só que as lembranças as novas duram muito pouco tempo em sua cabeça, logo ele esquece. Ele quer achar quem foi assassino de sua mulher, para isso ele usa tatuagens e fotos escritas, onde contém informações que ele precisa para achar o assassino de sua sua esposa para assim conseguir a sua vingança. É brilhante.

Na semana seguinte, mais especificamente, quarta-feira, não tinha aula em Hollis pela comemoração do aniversário de 100 anos da faculdade, a noite depois da minha aula terminarem, eu encontro com a Hanna no evento, vamos no seu quarto, colocar papo em dia e namorar. Depois de alguns beijinhos e muitas risadas trocadas com minha namorada eis que ela decide, pegar o celular para olharmos algumas fotos nossas, nisso eu tiro uma nova com minha câmera, ela fica ligeiramente irritada, eu sorrio. Ai ela vai abre as fotos.

– Essa tiramos quando começamos a namorar nosso primeiro encontro, amo ela. — Foi um dia maravilhoso, lembro como se fosse ontem, eu estava completamente nervosa, ela também estava, riamos muito sem ter nenhum motivo aparente. Nosso primeiro passo.

– Ai que lindo. Eu também tenho essa no celular, amor. — Ela sorri para mim, fica feliz de saber. Ela começa me mostrar, uma mais incrível que a outra, todas resgatando o nosso amor, nosso encontros eram perfeitos. Até que ela me mostra uma foto, de nós em um restaurante que eu não me lembro de ter ido , aquilo me deixa apavorada, Hanna logo nota. — O que foi Spence, não gosta dessa foto, nosso encontro, foi tão lindo.

– Não é isso, é que não sei, eu to meio esquisita nela. Claro que nosso encontro foi incrível. — Eu cria que foi um ótimo encontro, e essa é essa palavra, pois não conseguia recordar se quer um segundo. Definitivamente me recuperação da memória não foi completa.

– Você adorava a maquina de jogos. Deviamos voltar a Scott’s Hous. Não concorda? — Ela parecia amar aquele nosso encontro, deve ter sido muito especial, o que me deixa mais agoniada, visivelmente, por não conseguir lembrar de nada daquele dia.

– É, eu gostava. — Do sorriso e logo fico cabisbaixa. Hanna não chegar a perceber estava muito alegre olhando nossas recordações.

– Os lanches são maravilhosos. — Hanna faz aquela cara de gordinha feliz, mesmo não sendo mais gorda. Depois ela me olha e vê que eu não estava muito contente, mais especificamente, melancolia me definia. -O que você em? -Ela diz mudando o semblante.

– Eu não consigo lembrar desse dia Hanna. — Digo com lágrimas nos olhos.Ela olha para mim e me toca o rosto, eu começo a chorar excessivamente, não me contendo. — Juro que tentei.

– Não é sua culpa. Mas por que não contou nesses mêses todos, que ainda tinha resquício de amnésia, eu te apoiaria. — Hanna me abraçava, eu colocava minha cabeça perto de seu ombro.

– Eu não sabia, desconfiava, entretanto não tinha certeza. Comecei a achar que alguma estava estranha quando estava com a Alison, pensava ser natural não me lembrar de exatamente tudo, afinal ninguém lembra. Só que Ali me falava de umas coisas da escola, que esqueci, eram poucas, a maioria eu lembrava, o que me deixava me dúvida. Não quis falar para ninguém, achava que era coisa da minha cabeça, não gostava de pensar muito nisso. Eu tava com medo de estar certa. — Eu dizia soluçando e chorando.

– Ai amor, tadinha, eu odeio aquele professorzinho de meia tijela. — Claramente se referia ao Ezra.

Hanna ficou ali comigo me consolando por não lembrar. também ficou um pouco aflita, pois achou nosso encontro muito legal e gostaria que eu pudesse compartilhar daquelas memórias. Foi preparar um chá para que eu me tranquilizasse, enquanto isso guardava o celular, pois queria apagar esse último momento, em que me viu nesse estado.

Me deu um alívio desabafar com a Hanna, foi ótimo para mim. Este últimos dois dias me senti muito mais leve, sem peso algum. Marquei médico hoje, a data agendada foi daqui uma semana e meia, talvez ele posso me ajudar, mesmo que não possa é bom falar sobre isso para tirar as dúvidas.

Recebo uma ligação da Hanna, ela falava com uma voz diferente, parecia nervosa, fiquei completamente preocupada. Algo tinha acontecido, eu queria saber o que mas Hanna, falava tudo muito rápido não conseguia entender direito, parecia agitada. Pedi para ela dizer o que tinha que dizer mais calmamente, ela respondeu desse jeito:

– Eu estou indo ai para Upenn. Necessito, falar urgentemente com você. -Dizia sem fôlego.

– Okay, eu entendi. Só me explica as razões dessa visita tão inesperada. O que você quer? — Eu fico agoniada.

– Já vai saber, eu não posso perder mais tempo, to indo, beijos. — Fico desorientada.

– Beijo amor, tá tudo bem contigo? — Quando digo a frase “Tá tudo bem contigo” noto que ela já desligou o telefone.

Hanna começa a falar sobre a situação do pai dela, pergunta se eu to lembrada, eu digo que sim, certamente, até porque minha perda de memória não é tanto, além de que é retrograda, ou seja, de coisas antes de eu me acidentar, se bem que julgo que não era bem por isso que perguntou se me recordo. Ela começa falar que ele tava com a conta bloqueada, que não consegue mexer em nada, que a polícia tá investigando suas transições, que ele já pagou multa por algumas infrações, só que agora nós tínhamos que o ajudar.

– Meu pai precisa de dinheiro para pagar algumas multa que recebeu do governo. — Eu já peguei o celular indo ligar para os meus pais e depois perguntar a Hanna o valor da quantia. Ela me interrompeu.- Não é isso Spencer, eu não quero que nos empreste nada.

– Então? -Era estranho a Han pedir dinheiro mesmo, ela era meio orgulhosa para essas coisas.

– Como já estava falando antes, meu precisa de dinheiro para pagar algumas multas que recebeu do governo. Ele tem uma conta no exterior que pagaria isso só que ela ta bloqueada, e único jeito de desbloquer ela, é provando a Inocência dele em uma falsificação de licença, ai você deve estar se perguntando onde nós duas entramos nisso. Simples minha amada Hastings, há muitos meses atrás, eu te pedi para guardar um documento para ele, eu não sabia do que se tratava, só sabia que ele me pediu para guardar com a maior atenção do mundo, como eu não tenho muita atenção, eu decidi dar para pessoa mais centrada que conheço no caso, você, minha linda. Você se sabe onde guardou?

– Claro. — Minto dando um sorriso amarelo.

Notas finais
Reviews???