Somnium
1 - Somnium
Notas iniciais
Eu nunca escrevi uma tragedia antes então não sei se está bom, mas eu fiz com carinho viu? :3 Então avaliem com carinho :3
E me desculpe Marco T_T deu muita pena de você T_T mas prometo que te recompenso em outra fic ;D
Anyway, Boa Leitura :3
Marco acordou suado e ofegante, suas olheiras estavam cada vez piores em decorrência de sonhos que ele havia tendo, sonhos que envolviam Ace e tudo que aconteceu em Marineford, e agora ele tomava remédios para dormir, na verdade ele misturava alguns remédios e acabava por desmaiar, mas ultimamente nem isso impedia os sonhos de o atacarem.
Ele se levantou e foi até a sua pequena escrivaninha, ligou a lamparina que havia lá, sentou-se, empurrou os papeis amassados que havia sobre a mesa e puxou uma nova folha em branco.
- Esse vai ser o melhor de todos, Ace... – Ele olhou para os papeis amassados lembrando de todos os poemas que já havia feito – Afinal... Esse será o ultimo...
“Eu sonho com os nossos momentos
Era tudo perfeito
E eu não soube aproveitar
Sinto muito por todas as nossas brigas
Sinto muito por não ter te impedido de pular daquele navio
Sinto muito por não ter conseguido te salvar”
Marco voltava ao navio depois de duas semanas fora em uma missão, era de madrugada então ele não esperava que alguém estivesse acordado. Quando pousou no navio foi recebido com um abraço apertado de Ace, o menino estava com uma cara horrível, seus olhos estavam inchados e ao redor havia olheiras dando a impressão que o menino havia ficado acordado durante dias chorando muito.
- Ace... – Marco abraçou o menino de volta, havia sentido muito a sua falta.
- Achei que você estivesse morto – O menino murmurou e Marco percebeu que Ace estava chorando
- Está tudo bem, Ace – Marco deu um abraço apertado em Ace – Eu sempre voltarei pra você e por você, e vamos ficar juntos pra sempre.
- Promete?
- Prometo
Marco só percebeu que estava chorando quando viu que o papel estava molhado, ele rapidamente limpou as lagrimas, mas isso não impediu que outra lembrança viesse a sua mente.
- Marco, não se preocupe, eu vou voltar – Ace dizia enquanto arrumava a pequena bolsa que levaria em sua viagem.
- Não tem como não me preocupar, Ace. Teach matou o Thatch, então ele é muito forte – Marco dizia tentando fazer com que o outro ficasse.
- Você acha que eu vou perder pra aquele covarde? – Ace parou de arrumar suas coisas e olhou para Marco com uma cara de descrença.
- Eu só tenho um mau pressentimento sobre isso... –
- Não se preocupe, Marco – Ace abraçou o mais velho — Eu sempre voltarei pra você e por você, e vamos ficar juntos pra sempre.
- Promete?
- Prometo
- Por que você não cumpriu a sua promessa, Ace? – mais lagrimas caíram enquanto Marco tentou segurá-las
O mundo de Marco desabou no momento que ele viu Ace cair no chão, ele correu em direção a Ace, não se importando com nada. Seu coração doía mais do que tudo e ele sentiu-se culpado, afinal, ele deveria ter posto juízo na cabeça de Ace ou ter pelo menos se enfiado atrás de Ace nessa hora e não ter ficado paralisado feito um idiota esperando que algum milagre acontecesse. Milagres nunca acontecem, pelo menos nunca aconteceram pra ele.
Marco balançou a cabeça de um lado para o outro tentando tirar as memórias da sua cabeça. Bateu a cabeça cinco vezes na mesa, pensando que a dor física aliviaria a dor emocional, funcionou de certa forma. Ele olhou para os remédios que estavam no canto da mesa.
- Essa vai ser a ultima vez... – Disse enquanto olhava pra um remédio especifico
“Eu sonho com o que deveria ter acontecido
Você fugindo comigo
Ignorando aquele maldito Almirante
Você chorando pelo Oyaji
E sendo consolado por mim
Você me perguntando por que estou sorrindo como um idiota
Mesmo sabendo que é por que você está comigo”
- Ace, não ligue pro que ele diz! Nós sabemos que o Oyaji não é assim, vamos fugir! – Marco gritou para Ace que não virou para olha-lo
- Ele não pode falar do Oyaji assim, Marco – Ace respondeu.
- Por favor, Ace – Marco já estava ficando desesperado – Por mim.
Ace se virou e viu o medo estampado no olhar de seu amado e deu-se por vencido. Ele não gostava desse olhar, então decidiu se virar e correr junto com Marco.
- Era isso que deveria ter acontecido... –
- Ace, você está chorando... – Marco disse enquanto limpava as lagrimas do amado
- Não estou – Ace disse afastando
- Foi uma afirmação – Marco puxou Ace de volta aos seus braços
Ace acabou por se aconchegar nos braços do amado e começou a chorar mais ainda. Ele sentia muita falta de seu Oyaji e de certa forma se sentia culpado, não só pela morte de seu Oyaji, mas por todos que morreram para salvá-lo.
Marco ficou acariciando o cabelo de Ace e deixando o menor chorar. Um tempo depois os soluços do menor foram passando e ele se acalmou.
- Muito obrigado, Marco – Ace disse o abraçando fortemente.
As lagrimas não paravam de cair e Marco queria que Ace estivesse lá para consola-lo
- Marco, — Ace chamou não desviando a atenção dos papeis.
- Sim, — Marco continuou olhando para o rosto de Ace, gravando todos os detalhes de sua face em sua mente.
- Por que diabos você está sorrindo como um idiota? – Ace perguntou desta vez olhando para Marco – Serio, tem algo no meu rosto?
- Por que estou apaixonado... – O sorriso de Marco aumentou assim que ele viu o rosto de Ace corando.
- Cale a boca, idiota – Ace voltou a olhar para os papeis tentando disfarçar o rubor em seu rosto.
Marco sentiu um aperto no coração. Ele não queria mais sentir isso, e com esse pensamento ele se forçou a focar no poema.
“Eu sonho com o dia que te verei de novo
Que te terei em meus braços novamente
Que te beijarei mais uma vez
E dessa vez não nós separaremos
Ficaremos juntos pra sempre
E você nunca mais me dirá adeus”
Marco olhou em volta e tudo o que via era branco, um branco sem fim. Ele se levantou e caminhou sem rumo, olhando ao redor esperando que algo acontecesse, porem nada aconteceu e ele se perguntou se era assim que era o paraíso. Bom, se o paraíso era isso ele não sabia se realmente valia a pena ter morrido, mas pelo menos ele não sentia dor.
- Ei, cabeça de abacaxi! –
Marco arregalou os olhos. Não era possível! Ou era... Marco não sabia descrever a felicidade que se apoderou de seu ser quando ele se virou e viu Ace sorrindo e acenando pra ele. Aquele sorriso, oh deuses, como ele sentiu falta daquele sorriso. E a voz, a magnífica voz que ele amava. Ele não acreditava que isso estava realmente acontecendo.
Ace andou calmamente em direção a Marco, que estava paralisado, e quando chegou próximo a ele o abraçou. Um abraço caloroso e cheio de saudades. Marco ficou um tempo sem reação, mas logo correspondeu o abraço na mesma intensidade.
- Senti sua falta – Disse Marco
- Também senti sua falta – Ace respondeu enquanto se afastava para poder olhar para Marco – Mas me responda uma coisa... Por que você está aqui tão cedo?
- Bom... Eu queria te ver e... -
- COMO ASSIM?! – Ace gritou – VOCÊ QUERIA ME VER E SIMPLESMENTE SE MATA PRA ISSO?!
- Diga-me uma forma melhor de te ver sem ter feito isso? – Marco retrucou
- Você poderia ter tentado o jogo do copo ou ter esperado... – Ace pareceu pensativo por alguns segundos – MAS VOCÊ TEVE A MAGNIFICA IDEI--
Marco calou a boca de Ace com um beijo, o que fez o menor ficar espantado, mas logo depois Ace se entregou ao beijo.
- Desculpe – Marco disse quando o beijo terminou – mas eu não consigo viver sem você
- Idiota... – Ace disse enquanto escondia o seu rosto, agora vermelho, na curva do pescoço de Marco.
Marco riu tristemente, achava meio impossível isso acontecer. A vida não seria tão boa assim com ele. Milagres não acontecem, se acontecessem Ace ainda estaria vivo.
“Todos esses versos foram pra você perceber
Que a minha vida não é nada sem você
Eu preciso te ver logo
Desculpe, mas...
...Eu sou fraco, Ace...
...Você levou toda a minha força
Eu só queria que você soubesse...
...Que eu te amo...
...E que sempre vou te amar...”
Lagrimas mancharam a ultima parte do poema e Marco se decidiu. Aquela dor iria acabar hoje!
Ele pegou quatro frascos de remédio, o primeiro era para dormir, o segundo era antidepressivo, o terceiro anti-histamínico, e o quarto era narcótico. Ele sabia que não deveria misturar remédios para dormir com antidepressivos, anti-histamínicos e narcóticos, pois o seu corpo não aguentaria tal coquetel, mas ele não queria que o seu corpo aguentasse.
Ele tomou os quatro remédios e sentiu sua visão embaçar. Ele tentou levantar, mas acabou por cair no chão, então ele rastejou até a cama, mas não tinha forças o suficiente para subir na cama, com alguma força de vontade ele conseguiu subir na cama e se ajeitar confortavelmente para esperar não tão paciente assim a morte.
Os remédios agiram rapidamente e logo os olhos de Marco foram fechando. Mas antes de se fecharem totalmente, Marco teve o vislumbre de algo, mais especificamente alguém...
Ace.
Sim, ele tinha certeza que era Ace. Aquele sorriso inconfundível, aquelas sardas que caiam perfeitamente em sua pele e aqueles olhos tão expressivos...
- Idiota...
Marco Sorriu
- Idiota...
Os olhos de Marco se fecharam
- Mas só meu idiota...
E essas foram as ultimas palavras que Marco ouviu.
Notas finais
Ainda pretendo dar um bônus a essa historia (pra mim não ficar achando que eu fui muito má com o Marco), mas não sei se vou ter tempo ou se a minha preguiça vai deixar LOL
(Ahh, e um aviso rapido sobre "New Baby"
Não se preocupem, eu não desisti dessa fic! Eu só não tenho tempo pra escreve-la!
Possível Pergunta: "Então como você escreveu essa fic se você não tem tempo, TrafalGirl?"
Possível Resposta: "Por que eu fiz essa fic de 'qualquer jeito'. Comecei ela hoje e terminei hoje n.n Então ela não tem todo o planejamento que eu tenho pra New Baby n.n"
Enfim, eu vou atualizar essa fic qualquer dia desses ;D)
Mas então, eu mereço Reviews né? :3
Kissus e até a próxima n.n
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