Sometimes

1 1 - God Bless The Child


Notas iniciais
Digam o que acharam e me desculpem quaisquer erros, *-*'

Capitulo 1 — God Bless The Child

William McKinley. A instituição conhecida, principalmente, pelos prêmios mais cobiçados e desafiadores de torcida, é a escola com a maior porcentagem de alunos, e também com o mais alto indice de reprovação em todo o estado de Ohio. Com quase seis quilometros quadrados o lugar acolhe as metodologias mais avançadas já descobertas em toda a área pedagógica e, claro, com educadores com as melhores qualificações de todo país para que seus filhos tenham uma formação intelectual saudavel. Em seu espaço amplo pode-se encontrar: campos especificos para a praticada de esportes, uma sala única para cada matéria e clubes autorizados, auditório, ala hospitalar básica, laboratórios com tecnologia de ponta, ármarios individuais para cada aluno, diretoria, sala dos professores, refeitório com cardápio variado entre outros recursos benéficos para a boa formação de seu filho. Mas não são nenhum desses fatores que impossíbilitam qualquer um dos alunos a se fecharem e pararem de se divertir. As festas mais quentes e menos inapropriadas para a idade dos jovens são as mais frequentadas pelos mesmos, óbviamente. São lançadas em sua marioria por mensagens de texto, bilhetes e até mesmo em meio de atividades proposta por professores frouxos que não sabem como conter seus alunos. Sexo, álcool, drogas, música em volume máximo. Basta ter convite, basta ter O físico... Basta ter o nível de popularidade exigido. jacob ben israel.

Ah, cara, que gente mais perturbada! Começam falando o quanto ela é prestigiada pelos prêmios e depois vai pra vagabundisse. Um texto típico de um revoltado com a escola ou algum perdido sem vida social. Bom, pode não ser o fim do mundo essa joça... Já morei em lugares piores como Beverlly Hills, lar dos ricos debochados, onde nada além do dinheiro, beleza exterior e grife importam. Pelo menos aqui ninguém tem tanta grana.
Ah, me chamo Analeigh Monteith, mas meus amigos me chamam de Ann — e também tem alguns perdidos que insistem em me nomear de Anna —, não que faça muita diferença eu lhes contar isso tudo, já que em meses nos despediremos. Cara, o primeiro bimestre tá quase terminando e tive de me mudar. Escola, casa, fuso-horario e rotina nova. É o maior porre ter de se adaptar a tudo isso sabendo que logo vai ter de fazer tudo isso de novo e de novo... Agente podia ter ido pra um lugar mais quente, tipo a Califórnia! Aposto que todos iam curtir mais... Sem falar dos homens suados, com aquelas sunguinhas e bermudões apertados... Bom, essa não é minha realidade no momento (oremos para que esteja próxima!).
Velho, não aguento mais essa vida! É a sétima vez que nos mudamos em dois, longos, interminavéis e lamentaveis anos. Vocês acham que é fácil?! Sabem por quantas situações que eu tive de passar? Quantas pessoas conheci nesse tempo? Muitas! E predominando sempre os: babacas, chatos, ignorantes, metidos a bestas... preciso listar mais ou já consegues ter uma noção DO BÁSICO?Todos os dias logo que acesso minhas redes sociais (Twitter, FaceBook, Tumblr...) tem pelo menos uns cinquenta esperando resposta. No minimo já eu passei do dobro do que Lady GaGa vai ter em algum dia de sua vida de glória.
Esse ano vai completar uma década desde que meu pai conseguiu um emprego em uma megaempresa. Não vou mentir. Não foi a melhor coisa que poderia ter acontecido. No inicio era legal ter de se mudar, conhecer novas pessoas, mas depois de um tempo, você só quer ficar em um lugar: onde estão os seus VERDADEIROS amigos. Que não são muitos. Os poucos que me abraçam e me dão o ombro pra berrar e dizer a real: "Que TALVEZ melhore uma hora". É meio estranho falar que me abraçam e que dão seus ombros já que os vejo de um em um ano. Mas são amizades que valem apena e que eu guardo. Não são que nem as dos populares, que só se aproximam dos outros quando seus status estão baixo, essas "amizades" sim são as que eu costumo denominar como brigadeiro; por terminarem rápido. Enfim, preciso tomar um banho. Meu cheiro não tá dos melhores.

Tão, essa é a minha primeira vez em Lima, Ohio... O motivo para eu está indo para a McKinley é por ter como treinadora das líderes a famosa Sue Sylvester, talvez ela consiga me por em forma; fiquei muito tempo parada. Ah, sim... Fui cheerleader por alguns meses em uma das intistuições lá de Flórida, mas me mudei. Acho que foi o único lugar em que consegui me inturmar de verdade nos últimos anos. Faz mais ou menos uns três meses em que eu desisti de todas as extra que eu fazia por fara do colégio: piano, canto, balé, violino... Peguei todo esse tempo pra aproveita mais e sair. Ah, toco violão e guitarra também (minha obsessão), aprendi com meu irmão mais velho lindo que eu amo encher a paciência, Austin. Sou louquinha por clássicos, atuais e antigos, do rock. Claro que tenho uma queda pelo ator Johnny Deep e pelo músico do Aerosmith, Steven Tyler, mas fica pra próxima esse assunto.

Vestido. Vestido? Cara, onde tu se meteu?! Ah, tais ai, é? Sapeca! Que sedutor, meu. Sou poderosa, mesmo. Sente só meu brilho! Huh, preciso de um pouco de pó e sombra, um brilho lábial de cereja...Nhac. Deu, to feita! Agora é só comer e partir para o "tão esperado" primeiro dia de aula. Um, dois, três, novo, doze, dezesseis, vinte um, vinte e sete... Trinta e um! Nossa, parece ter bem mais degraus do que isso, hein! Se bem que eu acho que esqueci de contar os primeiros... Er, eu confiro mais tarde. Cheguei na cozinha e esperei ser recebida, como na maioria das manhãs, por meus pais. Nenhum sinal deles. Berrei, como de costume, pelo meu irmão, que também não respondeu. Deus! Já foi todo mundo trabalhar e não me deixaram nem sequer uma maçãzinha pra mim? Vasculhei a fruteira e encontrei, por sorte, uma toranja. Comecei a desmenbrá-la enquanto vasculhava a casa em busca de rastros alíenescos; nada anormal, o mais estranho que acontecia ali era eu enviando minhas unhas dentro de uma fruta citrica.

Procurei pelas chaves do carro de minha mãe, a única pessoa em sã conciencia (ou talvez nem tanta) que tem a coragem de me emprestar o carro, e logo que as peguei, respirei fundo e "fui na fé".

Huh, o carro da minha velha é bem confortável. Tem bastante espaço e tal, mas eu não pagaria o que meu pai pagou nisso! Parece um batmovel fora de linha. Sou bem mais um Chevy Impala 67. Pois é, eu curto carros. Uma coisa a mais que vocês precisam saber sobre mim, ou não né.

***

Bom, eu realmente não esperava que fosse tão grande o lugar. E que tivesse tanta gente bonita... E parece que todo mundo aqui tem condições de ter um carro, porque olha, pra achar uma vaga aqui tá difícil! Olhei para esquerda, direita, esquerda de novo... Olha uma ali!! Me contorci... descontorci (literalmente). Tentei uma baliza, me joguei para o lado junta com o carro e... nada. Vi umas garotas olhando para mim cochichando. Arrrgh, putrefação! Mal cheguei e já vou virar piada. Ajeitei um pouquinho cá, um pouquinha lá e pronto! Melhor não vai ficar, nem adianta.

Fui até a direção buscar meus livros, apostilas, horarios, combinações, e toda aqueladoidera. Fui recebida por uma velha com cara de maracujá de gaveta, tinha rugas nas rugas e mais espinhas que um adolescente poderia contrair algum dia. E o senso de moda nem preciso comentar! Mas vou... Tava usando uma camisa floral, calça em listras verticais. Bastante acessórios e cores, provavelmente todos os que tinham em sua caixa de bijuterias. Era como um arco-íris humano.

O diretor puxou uma das cadeiras para que eu sentasse.

— Então, Srta. Montagna... — começou.

— Monteith. — corri.

— Monteith... O.K.! — disse exibindo dentes ligeiramente amarelados e tortos. — Bom, estás são suas apostilas de química, física, espanhol, matemática e literatura. Aqui o envelope com os horários das aulas. Os livros de geográfia e história você receberá dos próprios professores. Seu armário é o de número 313, a combinação está nesse mesmo envelope que lhe disse que estavam os horários, se quiser mudar é só informar um dos zeladores. Ah, os outros livros você receberá no decorrer da semana. E como ver, ainda tem treze minutos antes que a primeira aula começe, então tem algum tempo para ver o quadro de avisos e se quiser se inscrever em algum dos clubes. Alguma pergunta? — eu mal podia enxergá-lo com tantas coisas em minha frente. Deus, ele fala tão rápido quando um daqueles narradores de futebol.

— Huh, acho que não.

— Bem Vinda ao McKinley! — falou meio que me empurrando de sua sala.

***

Legal, ainda tenho 4 minutos antes que minha primeira aula comece. Tenho tempo de dar uma olhada no tal mural de avisos. Veremos o que é que tem de bom por lá!

Huh, vejamos: clube de literatura, matemática avançada, astrofísica... Deus, tem algo além da torcida que vale a pena?! Ó, só! Tem aulas de guitarra. Preciso de uma caneta, now. Tã... Ah! Assinei meu nome com minha caligráfia de cão em torcida e guitarra. E... que bosta é um glee club?

***

Mal tinha notado que o sinal já havia batido a alguns minutos antes que entrasse no laboratório de química. Gr, aulas de química me irritam. O professor me apresentou para toda a classe, me senti ficando vermelha. Ele ia pedir para que eu me sentasse com alguém, mas um rapaz loiro bem fofix entrou, e ficou nós como dupla, divertidoo! A proposta para o experimento dessa semana seria fazer um vulcão. Parei para pensar. Mal consigo fazer uma base neutralizar um maldito acído e agora me pedem pra construir um vulcão com o prazo de apenas uma semana. Nem prestei atenção na aula. A maior parte dela fiquei trocando ideias com meu parceiro, Sam. É engraçado, me lembra um amigo.

— Tu é uma cheerleader, então? — me perguntou enquanto misturava o sulfato com alguma outra coisa que não prestei atenção.

— Sim... Quero dizer: Ainda não. Já fui... Vou fazer os testes amanhã.

— Legal, legal. — hummm, parece que usa spray bocal de avelã ou comeu chocolate e não escovou os dentes... Quem liga? Cheira gostoso. — Quer fazer o procedimento dois?

Fiquei que nem uma boba olhando nos olhos do rapaz. Ele me encarou, meio que de brincadeira, e deu uma risada. Não me contive e soltei uma também.

— Se quiser posso fazer o segundo passo. — sussurrou.

— Não, eu faço...

***

O sinal indicando o almoço soou. A maior parte das aulas fiquei conversando com Sam, mas teve uns momentos em que falei com uma garota meio sem noção, acho que era Britney. Brittany... Junta de meu mais novo amigo fui com ele até a cantina. Fiz um prato bem gigante, se comparado ao das outras garotas. Acho que vou começar a tomar remédios para perder um pouco do apetite. Não consegui deixar de nota que a maioria das pessoas da mesa que me sentei, incluindo o loiro tingido (pois então, tenho minhas suspeitas...), cantavam. E como sempre, bem metida, perguntei o que é que tava acontecendo. Se era algum dia da música ou sei lá.

— Participamos do glee club. — disse Brittany.

Fiquei olhando para eles sem entender. Afinal, que diabos é um glee?!

— É um grupo do coral. — Sammy cochichou em meus ouvidos.

— Ahhh! — exclamei indiscretamente.

— Estamos procurando mais participantes, faz um teste. — sugeriu um dos garotos ao meu lado, se não me falha a memória é Noah.

— Não estamos procurando, não! — desesperou-se a garota de testa saliente com franjas que não a desfarçavam, Rachel. — Já temos Lauren.

— A balofa não canta nada! — uma magricela com peitos gigantes surgiu com sua arrogância colossal, Santana.

— E quem é que disse que essa dai canta alguma coisa? — essa dai? Tenho nome, hein!

Enquanto continuavam a descutir, troquei algumas ideias com ele. É, mostrar o quanto eu canto bem seria divertido. E destronar a rainha me traria, talvez, algumas amizades.

— Quando serão as audições? — sorri, e recebi os sorrisos (com exceção do de Rachel) de volta.

***

Não tive muito tempo para pensar no que cantar. Mas Sammy e Mercedes haviam me ajudado bastante. Óbvio que eu vou entrar nesse clube, tenho bastante potencial!

— Vamos? — chamou Mercedes. — Sr. Schue está ansioso.

— Claro, estou pronta!

O auditório é maior que eu poderia imaginar. Tinha bastante luzes, cortinas, espaço. Subi o palco — deveria de ter ficado nervosa? Talvez, mas já fiz coisas desse tipo tantas vezes... Cantar vai ser moleza. — e me apresentei, inicialmente;

— Oi. Sou Analeigh Monteith, mas podem me chamar de Ann. Vou cantar God Bless the Child, enjoy.

Segurei o microfone e respirei fundo.

[hit it = http://www.youtube.com/watch?v=Yf_ZPvHyEdA]

Honey, you've got lots of friends

Cause Money, honey

Crowding round the door

When youre gone, and spending ends

They don't come around no more, no-no

Mama may have, but Papa may have

But God bless the child Thats got his own

Thats got his own

— Wow!! — pude ouvir Sr. Schue exclamar.

Vi ele e os outros ficando de pé e batendo palmas. Nossa, dei o maior show! pensei comigo mesma, exibindo meu sorriso maroto.

— Quando você pode começar?! — perguntou Will interrompendo os aplausos.

Sorri e me senti vermelha como na aula de química. Vi Sam batendo palmas e quase explodi. Será que eu...? não.

Notas finais
Estarei postando provavelmente de duas em duas semanas, talvez mais cedo ou mais tarde... É isso, eu acho, beijinhos! MANDEM SUAS REVIEWS!!! *-*'
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.