Somethings Gotta Change-Temporary Hiatus

5 Cause there'll no sunlight if I lose you baby


Notas iniciais
Tá acabando o/

Uma semana. 7 dias. Alguns minutos. Mais segundos que minutos. Era esse o tempo que eu estava "ignorando" Thomas e pra ser bem sincera nem eu fazia ideia que ia ser tão...tão horrível acordar sem ele em cima de mim, sem ele me levando nas costas...

A coisa tava ficando séria!. Nos primeiros dias ele tentava sorrir pra mim ou acenar, mas eu fingia que não era comigo, não atendia as ligações e nem retornava quando ele mandava recado por Pedro. Agora ele passava por mim e nem olhava, nem eu fazia questão de olhá-lo também, eu fiz isso, digo, me afastei dele pra ver se eu parava de sofrer mas parece que a dor em mim só aumentou.

E hoje eu fiz questão de descobrir que Thomas Machado era quem eu precisava. Eu não respirava sem ele.

Eu não tinha vida sem ele.

Bella Swan Narrando Mode off.- NÃO.- (n/a SÓ OS FORTES ENTENDERÃO AHAHAHA)

–VOCÊ PRECISA CONVERSAR COM O THOMAS.- Lorenaja (Lorena+naja) invadiu meu quarto e se sentou na cama, onde eu estava sentada. Eu desviei a atenção do meu notebook e olhei pra ela.

–Primeiro de tudo.- Eu levantei meu dedo indicador.- Porta são feitas pra dar privacidade, e se ela estava fechada, tivesse pelo menos o bom senso de bater nela.- Falei olhando pra ela.- E segundo- Levantei outro dedo.- Thomas é o seu namorado, não tenho nada haver com isso.- Voltei os olhos pra tela do computador e voltei a digitar meu trabalho de biologia.

–Nanda...-Ela me chamou. Calma, Nanda? Qual foi a última vez que ela me chamou assim mesmo?- Desde que você se afastou dele, Thomas não é mais o mesmo.- ela respirou fundo.- Ele não sai mas comigo e eu nem lembro quando foi a última vez que ele me deu um beijo de verdade.- MELHOR ASSIM!!!!!!!!!!!!!!111!!!- Por favor, nem a mãe dele o conhece mais.- Ela olhou nos meus olhos e eu senti...Pena (?).

–Porque você não tenta conversar com ele?- Perguntei, tirando meus óculos.

–Você não acha que eu já tentei?- Ela suspirou.-Por favor.- Ela suplicou, baixinho, com a voz chorosa.- Em anos eu nunca te pedi nada, e por favor Nanda, não é nem pra mim. É por ele.

Senti todos os meus órgãos afundarem dentro de mim e eu inclinei a cabeça um pouco pra trás, fechando os olhos e respirando fundo.

–Eu não vou conversar com ele Lore.- eu falei abrindo os olhos.

–Porque?

–Porque...-Eu balancei a cabeça e ri.- Você sabe, TODO mundo sabe. E se eu me afastei dele é porque eu não mereço sofrer por nada.- Falei, e Lorena me olhava.

–Mas é ele quem tá sofrendo, você não percebe? Fê, ele respira você. É Fernanda pra cá, Fernanda pra lá, e mesmo que você esteja apaixonada por ele.-Ela parou de falar e suspirou, doía nela, eu tinha certeza disso.- Você não iria querer ele sofrendo não é mesmo?

–Não....- Eu disse mas pra mim mesma do que pra ela.

–Pensa bem tá? Todo mundo está super preocupado com o Thomas. Nanda, ele nem sorri mais.- Ela me olhou com uma cara triste. Eu sabia que assim como eu, ela amava o sorriso de Thomas.

–Eu vou pensar.- Falei e ela sorriu fraquinho.

–Obrigada.- Ela disse.- E ah! antes que eu me esqueça, ele mandou te entregar isso.- Ela mexeu no bolso de trás da calça jeans e me entregou um papel branco amassado.- Eu peguei o papel e olhei, cara, tava destruído.- Ele já me entregou assim.- Lorena deu de ombros e saiu do meu quarto.

Comecei a desembrulhar o papel com cuidado, porque parecia molhado. Aquela caligrafia inconfundível estava com borrões, borrões de água... Ele tinha chorado. Com muito sacrifício, ok, nem tanto, eu consegui ler o que estava escrito. Era uma música.

If you ever leave me, baby,( Se você me deixar, baby,)

Leave some morphine at my door(Deixe um pouco de morfina na minha porta)

'Cause it would take a whole lot of medication(Porque vai ser preciso muita medicação)

To realize what we used to have,( Pra perceber que o que nós tínhamos)

We don't have it anymore.( Nós não temos mais)

[...]

Cause there'll be no sunlight(Porque não haverá luz do sol)
If I lose you, baby(Se eu perder você,baby)
And there'll be no clear skies(Não haverá céu claro)
If I lose you, baby(Se eu perder você,baby)
Just like the clouds(Assim como as nuvens)
My eyes will do the same(Meus olhos farão o mesmo)
If you walk away, everyday it will rain(Se você se afastar, todos os dias irá chover)
Rain, rain-a-a-ain(Chover, chover...)

[…]

Don't you say (don't you say)(Não diga, não diga)
Goodbye (goodbye)(Adeus, adeus)
Don't you say (don't you say)(Não diga)
Goodbye (goodbye)(Adeus)
I'll pick up these broken pieces 'til I'm bleeding(Eu vou recolher esses pedaços quebrados até sangrar)
If that'll make it right(Se isso deixar as coisas bem)

Dobrei o papel e o segurei perto do meu peito. Me permiti chorar. Era disso que eu precisava. Mentira, não era disso que eu precisava, eu precisava de Thomas, do MEU Thomas. Independente da forma que fosse eu estava o aceitando perto até como inimigo.

Limpei as lágrimas e levantei, calcei os chinelos e peguei meu casaco. Talvez eu estivesse agindo por impulso, ou só porque estava doendo demais saber que Thomas estava mal. E o pior de tudo: Por minha causa.

–Mãe, eu vou lá no Thomas tá? Eu não demoro. — Eu botei a cabeça dentro do escritório e ela me olhou.

–Tudo bem querida, mas não volte tarde, seu pai chega de viagem hoje.- Ela sorriu e levantei o dedão fazendo um “joinha” pra ela.

Passei pela sala e vi meu irmão na melação com Camila. Argh!

–Aonde você vai?- Pedro perguntou.

–No Thomas. – Respondi e ele sorriu.

–Boa sorte.- Falou e eu soltei beijo no ar pra ele e Camila.

Coloquei as mãos dentro do casaco e abaixei a cabeça, me protegendo do vento forte e frio que fazia. Andei dois quarteirões até parar na maior casa da rua. Pensei novecentas vezes antes de tocar a campainha.

Pov’s Thomas mode on

Trust me, trust me, don’t pull away– Cantarolei baixinho enquanto alisava o rosto dela em uma foto. Uma semana foi suficiente pra ela desmanchar toda minha guarda, eu estava frágil, eu não era...eu. Ah! E eu havia me tornado muito homossexual também.

Eu não conseguia entender de jeito nenhum o porque dela ter feito isso comigo. Eu jamais havia ficado mais de um dia sem falar com ela. Fernanda sempre foi previsível e nossas brigas eram sempre infantis e eu pedia desculpas pra ela e meia hora depois pronto, estávamos de bem. Mas dessa vez eu não podia pedir desculpas a ela PORQUE SIMPLESMENTE NÃO HAVIA CONTECIDO NADA, EU NÃO SABIA O PORQUE DELA SE AFASTAR DE MIM, NÃO HAVIA MOTIVOS. Juro, eu tentei caçar nos mínimos detalhes todas as coisas que eu falei pra ela em 17 anos de vida, mas eu simplesmente não achei nada que pudesse ter a magoado, nem uma briguinha, nem nada. Eu até tentei a hipótese de um dos garotos ter falado alguma coisa pra ela, mas fora de cogitação. Pensei que Lorena poderia ter falo alguma coisa pra ela, mas toda vez que ela aprontava ela ficava mais carinhosa comigo, e dessa vez ela estava preocupada comigo. E já que é pra virar homossexual de vez, eu vou contar uma coisa. Eu chorei. Não sei por que, ou talvez eu até saiba mas...eu chorei, que nem criança. E de noite, na hora de dormir eu apertava todos os botões do meu celular na esperança de achar um “Boa noite Brutus xx” mas nem mensagem da operadora tinha lá. E ontem, ah, ontem... Eu sonhei a noite toda com a risada dela. Aquela risada tímida, escandalosa que me prendia toda vez que ela soltava. E cada dia era uma tortura vê-la passar por mim na escola e não ter os braços dela em volta do meu pescoço implorando pra eu pegá-la no colo. Eu estava acabado sem Fernanda.


Ouvi a campainha tocar umas seiscentas vezes e ai eu lembrei que não tinha ninguém em casa de novo. Guardei a foto debaixo do travesseiro da minha cama e fui atender. Foi ai que eu a vi.

As bochechas vermelhas por conta do frio e os olhos verdes cintilantes. Ela tinha as mãos dentro do casaco e seus cabelos estavam todos atrás da orelha.

Não vi quando meu corpo começou a se movimentar mas quando eu percebi eu estava perigosamente perto dela. Dei um passo a frente e ela recuou.

Previsível, eu disse.

Passei as mãos pelo cabelo, desconcertado e ...e... puta merda eu não sei o que fazer.

–Quer entrar?- Perguntei, dando dois passos pra trás pra dar “espaço” a ela. Ela entrou pela porta e eu entrei em seguida, fechando a porta.

–Acho que precisamos conversar.- Ela falou coma voz que eu adorava, aquela voz que ela tem toda vez que fica muito tempo calada, ou quando ela está com vergonha.

–Sente-se.- Apontei pro sofá e ela seguiu até lá, calada. Uma semana atrás ela entraria com a chave reserva dela e se jogaria no meu sofá ligando a televisão. Sentei na poltrona que fica ao lado do sofá e respirei pesadamente, tentando tomar coragem pra perguntar o que havia acontecido.

–Por favor, só ouça e se você quiser me dar um tapa na cara, daqueles bem dados, está liberado.- Ela falou antes de mim.- Thomas, eu fui errada, muito errada em simplesmente sumir essa última semana mas é que...- Ela parou de falar e segurou minhas mãos.- Eu não sei como te contar.- Ela abaixou a cabeça como sempre fazia quando estava sem graça e eu soltei uma de minhas mãos e toquei o queixo dela, levantando-o carinhosamente.

–Eu amo você Fernanda, somos como irmãos. Me conte. Por favor.- Ela balançou a cabeça pra tirar minha mão do queixo dela e me olhou de um jeito profundo e pela primeira vez eu não consegui ler o que estava se passando no olhar dela.

–Você lembra o que eu te pedi pra nunca esquecer há alguns dias atrás?

–Você disse que me amava....

–Então Thomas, tudo que eu te disser hoje, por favor, encare como um nada na sua vida. É só porque está me sufocando e me matando por dentro.Mas antes, me prometa uma coisa?

–Todas que você quiser- Falei, alisando os cabelos dela.

– Prometa ser meu pra sempre?

–Prometo.- Eu sorri pra ela, e esperei ela me acompanhar mas ela só suspirou e fechou os olhos.

–Thomas...já faz mais ou menos um ano que eu....- Ela pareceu desconcertada. Será que ela ia falar que estava ficando Lucas? ELA SE AFASTOU POR ESSA BESTEIRA?- Bem, eu sou apaixonada por você.- Ela falou tudo rápido.

Minha mão que estava no seu cabelo caiu sobre seu corpo. Eu não estava acreditando. Eu não conseguia, eu...Minha pequena...eu....amor.

Ela era apaixonada por mim.Esse tempo todo.

VOCÊ É UM BURRO THOMAS, UM BURRO.

Notas finais
Desculpa o tamanho. Foi preciso, rs