Notas iniciais
*cof cof* eu queria agradecer a algumas pissouinhas que fizeram meu dia melhor: Dark Heart, Yagami, Bianca Cambaráh (você sumiu, minha filha ;-;), Cecily Brown, Vongola Yuno, Bijuteria, AkiTeru, Clove Mason, BrPjvatic, Khaleesi, Amendoboba, Yukiloves, Amendo Boba, nolitaAMV, Whoknows, Sorvetee, Saint Anna, Rain, AdsonGamer Create, Oryon, Luuh Black Malfoy, Percy Uchiha, NearJeevas, Kit Kat Pierce, Izabella Valdez, gi, MaahZinhaa, Nightmare, Annelise, Limaer, SonOfHades, Dielison Rodrigues e Jasmyne Di Angelo Jackson. DESCULPA SE EU ESQUECI ALGUÉM, É MUITO NOME, DEUSES. Então, pra garantir: AMO VOCÊ QUE ESTÁ LENDO ESSA NOTA

Quando acordei, estava sozinho no quarto. Os desenhos de Perseus estavam espalhados sobre a mesa, intocados. A fonte continuava jorrando água salgada. Tudo estava silencioso, exceto pelos gritos e risadas do lado de fora.

Pulei da cama e me vesti apressado. Deuses, agora eu era um real integrante do Acampamento, já devia estar acordado há muito tempo.

Abri a porta e andei a passos rápidos, seguindo o som dos risos e conversas. Logo cheguei a meu destino: um círculo de pessoas estava formado, ao redor de algo que imaginei ser uma briga – talvez porque as pessoas gritavam incentivos para os que lutavam se baterem mais e mais.

Abri espaço, e o que eu vi me fez pensar se eu deveria estar feliz, em choque ou se eu deveria mandar eles pararem de putaria.

Leo e Perseus estavam brigando. Percy conservava uma expressão de puro ódio no rosto, enquanto Leo sorria debochado.

Jackson tinha um punho segurando a gola de Valdez, e o outro estava apontado para a cara dele, pronto para dar um soco e quebrar o nariz do oponente. Valdez aparentava não estar nem aí para isso tudo.

De repente, Leo puxou a cabeça de Percy em sua direção e cochichou em seu ouvido.

– Eu ainda tenho cartas na manga.

Então, um rastro de fogo percorreu todo seu braço, queimando uma parte de sua blusa e indo parar em sua mão aberta, enquanto ele voltava a deitar a cabeça no chão.

Fechou sua mão e seu indicador ficou estendido, com uma pequena chama na ponta do dedo. Perseus parecia não ponderar a opção de soltar Valdez.

Leo, então, passou lentamente o indicador em fogo no abdômen de Percy, e este gritou de dor e se levantou. Nesse momento todos se calaram.

Perseus espalmou a mão em seu próprio peito, como se isso fosse, de alguma maneira, parar a dor que sentia.

– Tsc, tsc, tsc – fez Leo. – Quem brinca com fogo sempre se queima, Perseus.

– E quem brinca com água – respondeu Percy – se afoga.

Percy sorriu, enquanto um redemoinho de água vinha do lago em direção a Valdez. Mas Leo não se assustou e continuou sorrindo, agora com as duas mãos em fogo nos braços estendidos.

E foi então que eu fiquei puto.

Dei um passo à frente, batendo com força o pé no chão. Uma vala de repente se abriu no solo, separando a briga. Desse grande buraco, começaram a surgir esqueletos vestindo armaduras.

– Já chega! – gritei.

Os expectadores saíram correndo, algumas garotas gritando.

Leo, enfim, fez com que seu sorriso irônico desaparecesse de seus lábios, dando lugar a uma expressão assustada; Percy conservava essa mesma expressão.

Valdez invocou mais fogo, agora olhando dos esqueletos para mim, de mim para os esqueletos – tentando decidir quem atacar primeiro, imagino.

– Não tenho medo de você, Valdez. Acho melhor voltar pro seu chalé, com o rabo entre as pernas.

– Me chamou de cachorro? – ele riu. – Sabia! Sabia que uma hora ou outra você viria para defender o amor de sua vida, awn.

Estava prestes a responder, quando a terra tremeu, calando a todos nós.

– Nico – disse Percy. – Me diga que isso foi você.

– Eu adoraria, mas não fui eu – respondi, mandando mentalmente todos os mortos-vivos de volta à rachadura. Fechei-a, logo depois de todos terem pulado.

A terra tremeu novamente, agora com mais intensidade.

– O que é isso? – murmurou Leo, parecendo assustado.

Olhamos para a floresta, a tempo de ver gigantes saindo dela e derrubando as árvores. Ninfas agonizavam, morrendo junto com as plantas. Sátiros gritavam, alguns por suas namoradas e outros enquanto corriam, tentando salvar a si mesmos.

O redemoinho de água de Perseus estava girando ao redor dele, como um escudo. Ele estava prestes a mandar a água atacar, quando os gigantes pararam de caminhar em nossa direção.

Sempre imaginei gigantes como nas histórias infantis: ogros enormes, cheios de verrugas e assustadoramente engraçados. Mas esses não eram como eu havia idealizado.

Eles pareciam demônios feitos de trevas. Dava para ver um pouco através deles, até. Suas forças negativas pareciam sugar toda a luz do ambiente, até mesmo a alegria. Eu me sentia depressivo perto deles. Eles estavam, de certo modo, sugando toda a felicidade que restava em mim; estavam trazendo à tona em minha memória todos os sentimentos e pensamentos tristes e desesperadores. Olhei para Perseus e Leo, e pelas suas caras percebi que sentiam o mesmo.

A barreira de água de Percy se desfez, e o fogo de Leo se apagou.

– Entreguem-me o filho de Hades e ninguém se machucará – falou o demônio que parecia comandar os outros. Sua voz fez a atmosfera tremer. Parecia que estávamos presos dentro de uma televisão fora do ar e que tinha estática. Sua boca e seu corpo em si nem sequer se mexeram – parecia que ele falava por caixas de som invisíveis.

– Anda logo, porra – disse Leo, e me deu um empurrão. Dava para ouvir a tensão em sua voz.

– O que vocês querem com Nico? – questionou Perseus.

– Isso não interessa – sua voz me deu arrepios. Ele direcionou seu rosto a mim, observando-me com olhos inexistentes. – Não quer que seu namoradinho se machuque, quer?

– E você – disse irritado – não quer se machucar, quer?

Ele emitiu um som que imaginei ser uma risada.

– Nem seu pai conseguiu nos vencer. Não seja estúpido. Entregue-se, e ninguém se machucará.

– Eu jamais me entregarei sem lutar! Lutar talvez signifique morrer, mas se entregar é ter certeza de sua própria morte. Ah, e aliás: meu pai? – ri. – Grande coisa! Foda-se meu pai! Ele não importa nada pra mim. Sequer o conheço. – tentei me manter o mais calmo e debochado possível, diante da notícia de que meu pai havia sido derrotado. Eu tinha que dar a entender que não me importava, e que os venceríamos mesmo assim.

Como imaginei, essa não era a resposta que eles esperavam.

– Pode não importar para você, moleque. Mas, acredite, o mundo depende dele. O Caos tomará conta de tudo agora que ele foi capturado!

– Não tomará, não. – uma mulher encapuzada apareceu atrás dos gigantes, caminhando calmamente. Atrás dela, uma velhinha também apareceu. A velha estava sem capuz, e levei um susto.

– Demétria?! – gritei. Era a minha vizinha, porra!

Ela abriu um sorriso desdentado.

– Deméter, filho – disse.

A garota tirou o capuz, e vi que era a filha de Deméter, também minha vizinha. A garota que amava flores.

– Perséfone? – pensei alto.

Ela olhou em minha direção e sorriu.

Então tudo fez sentido. O fato de os monstros não me atacarem, as flores, a horta enorme... Eram as deusas. E elas estavam lá para me proteger. Mas por quê? Perséfone não nutria um ódio mortal por todos os filhos do marido?

Perséfone ficou ao meu lado direito, enquanto Deméter ficou à minha esquerda.

– Meu marido desapareceu! – gritou Perséfone. – Ele está preso! Todos sabemos. Mas pode ter certeza de que o Caos não reinará enquanto estivermos aqui. Os deuses vencerão, exatamente como da última vez!

Então uma pequena florzinha campestre nasceu na frente dos gigantes. Perséfone e sua mãe se curvaram.

– Nos curvamos para a paz. A paz que reinará após termos vencido o Caos. – levantou-se calmamente. – E esta flor é o símbolo do Bem, do Amor. Dos Céus, da Terra, do Mar e do Mundo Inferior. O símbolo dos Deuses!

Os gigantes não pareceram estar comovidos com o discurso. O que tomava a frente dos outros, pisou na pequena flor. Quando levantou seu pé, ela estava destruída. Ele riu.

– Então é isso que vai nos derrotar? Uma flor?

Perséfone sorriu, sem dizer sequer uma palavra.

De repente, raízes e plantas estranhas e gigantes brotaram do chão, prendendo os demônios. Um deles riu novamente.

– Somos feitos de trevas. Nada pode nos prender, não por muito tempo!

Então, o corpo deles de transformou em pó, e eles se reconstituíram à frente das plantas, que despencaram no chão, inofensivas.

Agora, quem sorria era Deméter.

– Caíram na armadilha! – ela bateu palmas e deu um pulinho. – Só precisávamos que vocês ficassem exatamente aí.

De repente, campistas, ninfas, centauros como Quíron (e que usavam blusas com os dizeres Pôneis de Festa arrasam!), alguns monstros que julguei serem nossos aliados, pequenos monstrinhos que até pareciam inofensivos e os próprios Sr. D e Quíron cercaram os demônios em todas as direções.

O demônio riu novamente.

– Posso pisar em vocês como se fossem formigas.

– Acho que não. – reconheci Rachel. Uma luz verde iluminou, por um tempo, a escuridão que se formara. A luz rodeou Rachel, e fez com que seus olhos ficassem completamente verdes, até mesmo a parte que deveria estar branca. – Acho que ninguém lhes contou sobre os poderes do Oráculo, certo? – uma voz falava por ela. Ela sorriu.

Os campistas e aliados empunharam suas armas e, os que tinham essa capacidade, prepararam seus poderes.

– Querem lutar?! – gritou o demônio, e riu. – Pois então, que eu faça as regras!

Ele empunhou seu bastão com as duas mãos e o bateu com força no chão à sua frente. Olhei para Perséfone e Deméter. Pela cara das duas, percebi que elas não esperavam por isso.

Então, o chão inteiro se abriu e nos engoliu.

Notas finais
QUEM DISSE QUE É SÓ PERCABETH QUE CAI NO TÁRTARO? BVFKEDWJHRF -qq