Bob passou o caminho todo de volta para a casa quieto,pensando em alguma coisa que eu sabia que era Cathy.

- Hey,por que essa carinha triste posso saber? — perguntei.
- A Cathy é adoravel.Por que pais deixariam uma garotinha linda daquelas em um hospital frio?
- Com a mãe que ela teria acho que foi melhor.
- Conheceu a mãe dela?
- O nome Nancy te lembra alguma coisa? — ri — Eu te trouxe para ver ela porque ela realmente me lembra você.
- Ela é encantadora.Eu acho que... — pausou e me olhou — acho que vou adotar ela.
- Mesmo?
- Sim.
- Bob,isso é maravilhoso!
- Acha mesmo? — chegamos a casa de Bob e descemos do carro.
- Claro que sim,ela te adora!
- Eu vou começar a arrumar as coisas amanhã,farei o que for preciso. — Bob estava tão animado quanto uma criança.
- Eu te ajudarei no que for preciso,Bob. Bem,então,até amanhã?
- Até amanhã,meu bem. — Bob me deu um selinho e bagunçou os cabelos de Arth,que riu.

Frank e Gerard estavam jogando bola com Arthur quando cheguei em casa.Logo que Arth os viu quis descer do meu colo e me provou que sabia andar e falar muito bem,ou melhor,correr e falar \"papai\".

- Papai! — Arth correu até Frank e pulou em seus braços.
- Oi,meu amor. — Frank veio até mim com Arth nos braços e me deu um beijo — Estávamos brincando um pouco com o Ed.
- Arthur! — Edward correu até Arth e o puxou pela mão — Vamos brincar!
Arthur desceu do colo de Frank e saiu de mãos dadas com Edward e foram jogar bola com Gerard.
- Eu descobri que ele sabe andar agora! — ri.
- Já faz uma semana,Tiff. Ele também fala muito bem. — Frank riu e me abraçou — Mas ele disse que gosta de ficar com você cuidando dele o tempo todo.
- Tal pai,tal filho,não é? — ri.
- Claro! Temos um tempo livre agora,vamos lá dentro um pouco?
- Vamos. — entramos em casa e Frank se jogou no sofá.
- Venha cá,docinho.

Me juntei a Frank e ficamos conversando por um bom tempo até todos entrarem fugindo da chuva que estava começando a cair.Arthur veio correndo como se tivesse alguma coisa extraordinária para contar.

- Papai,o Ed pode dormir em casa hoje? — Arthur subiu no sofá e sentou entre mim e Frank. Olhou para Edward que estava escondido atrás de uma cadeira.
- Venha aqui,Ed. — o chamei e ele veio correndo e pulou no meu colo.
- Eu posso,tia Tiff?
- Claro que sim,querido.Sua mãe deixou?
- Sim,mas papai disse para não fazer bagunça.
- Oh,depois eu falo com seu pai. — ri — Agora vá arrumar suas coisas.
- Eu te ajudo,Ed! — Arth pulou do colo de Frank e foi até Edward que já estava no chão.

Os dois subiram as escadas com um pouco de dificuldade porque os degraus eram altos e voltaram com uma malinha na mão.Os dois sempre foram inseparáveis e me pareceu que seria assim até o resto da vida.Gerard apareceu na sala e olhou para Edward rindo.

- Bem,um mocinho vai dormir fora hoje? — riu e pegou Ed no colo.
- Vou,papa. Eu volto logo.
- Tudo bem. — o colocou no chão — E meu outro garotinho? — Gerard pegou Arthur no colo e o rodou no ar — Cuide bem do Ed,certo?
- Tudo bem,tio Ger.
- Tiff,depois eu tenho que falar uma coisa com você,é importante. — Gerard colocou Arth no chão.
- Tudo bem,jajá vamos jantar e você aparece lá em casa,tudo bem?
- Sim.

Eu e Frank fomos para casa com Edward e Arthur tagarelando a toda hora sobre algum assunto que provavelmente só os dois entendiam e se divertiam com aquilo. Depois do jantar os garotos viram um pouco de desenho e colocamos eles na cama.

- Nada de ficarem acordados até tarde, tudo bem? — arrumei-os na cama e os cobri — E nada de televisão.
- Mamãe,se você e o papai forem brincar hoje eu posso brincar também?
- Brincar?
- Ontem de noite vocês estavam fazendo barulhos e rindo e hoje cedo papai me disse que estavam brincando.
- Meu pai também me diz isso quando eu pergunto o que é o barulho,mas nunca me deixa brincar! — Ed emburrou.
- Oh,tudo bem garotos,um dia vocês vão poder brincar também,mas agora vocês só podem dormir,boa noite.

Frank riu descontroladamente quando saímos do quarto e fomos até a sala ver se passava algo interessante na televisão.

- Você não pode dizer essas coisas para o Arth! — ri.
- Você queria que eu dissesse que você estava sendo minha vadia e estava literalmente de quatro pra mim? — Frank riu e me encostou na parede — Não posso dizer isso,Tiff.
- Bem,não pode mesmo! — ouvimos a porta da sala ser aberta e logo Gerard apareceu.
- Atrapalho algo? — Gerard riu.
- É,eu te espero lá em cima. — Frank riu e foi para o quarto.

Gerard veio até mim e me abraçou tão forte que poderia ter me sufocado.Parecia terrivelmente feliz e infinitamente disposto a compartilhar isso com quem quer que fosse,mas havia me escolhido naquela hora.