Someone Like You

24 Lei de Murphy


Notas iniciais
Eu fui uma verdadeira anta tentando subir o capitulo de hoje (algumas horas atrasado, mil perdões) e acabei errando duas vezes, gente da pra acreditar? x( Qualquer coisa, desculpa sou de humanas (e não me intendo bem com computadores novos). Nossa, vocês foram realmente incríveis com todos os comentários maravilhosos que recebi por isso muito obrigada a cada um de vocês. E como vocês foram os fofos no ultimo feedback eu resolvi alterar um pouco como esse capitulo iria terminar originalmente porquê um pouco mais de cenas brittanas na fic, não fariam mal certo? *Boa Leitura :)

When I am with you there's no place I'd rather beClean Bandit

“Quando eu estou com você, não há outro lugar que eu queira estar”

O televisor da sala de espera do New York Presbyterian marcava 11:36 a.m de quarta-feira no canto inferior da tela até alguém enjoar de assistir a CNN noticiar a mesma nevasca pela última meia hora inteira e trocar para um canal de fofocas aleatório onde se discutia os novos rumores de Beyoncé estar grávida.

Alguns andares a cima, Santana analisava meia dúzia de radiografias da caixa craniana, fazendo anotações especificas no mapa da cirurgia, de uma universitária de 19 anos que estudava em Columbia e tinha um aneurisma no hipotálamo. Aquele era um caso antigo que ela havia acompanhado durante quase todo o ano e naquela tarde a operação de para o fechamento do sangramento seria concluída e a médica se encontrava muito mais otimista após analisar os últimos resultados da ressonância magnética. Era bom ter certeza de algumas coisas na vida.

Aqueles três dias haviam sido intensos e com uma correria fora do comum, ela havia assumido sua nova posição como chefe, operado cabeças, tirado suas medidas com Kurt e almoçado com Quinn, tudo nas últimas 36 horas. Normalmente ela ficaria feliz com isso, por ter conseguido levar bem sua agenda lotada e ainda dormir algumas horas, mas não tão inesperadamente assim o fato de ela mal ter tido tempo para passar em casa a tinha deixado incomodada.

Antes ela amava toda aquela agitação insana e o fato de que basicamente ela só ia para casa por uma ducha quente e dormir um pouco antes de retornar ao hospital e começar tudo de novo, mas desta vez ela quis ter tido tempo para parar e ver Brittany e Valerie. E isso realmente a frustrava. Ok, sua rotina em Nova York nunca havia sido muito normal, contudo, aquela manhã antes de sair de casa ela desejou não ter nada marcado e apenas poder sentar e tomar outro chocolate quente com sua vizinha. Isso a fazia se perguntar seriamente se não estava sendo boba demais ou piegas para uma reaproximação, apesar de seu juízo de censura lhe apoiar firmemente argumentando que o último fim de semana havia sido tão construtivo para aquela pequena reconciliação com Brittany que fazia sentido ter desejos tão melosos.

– Hm... acho que almoçar na hora não vai me matar. – resmungou alto ao olhar para seu relógio de pulso e se lembrar de que não havia tomado café. Recordou-se automaticamente daquele restaurante incrível de panquecas 24/7 no fim da Jackson Street, mas rapidamente se repreendeu. Ela estava era precisando falar com urgência com uma das nutricionistas do hospital, talvez a doutora Hernandez, para ver se ainda havia salvação para sua dieta.

Nem parecia que ela era uma médica conceituada se fosse levada em conta a pilha de porcarias que estava sua alimentação regular. Se não fosse a adrenalina da profissão para ajudá-la a queimar tudo aquilo a essa altura já estaria maior que Mercedes Jones no ensino médio.

– Eu também deveria arrumar um tempo para academia. – pensou estralando os dedos nas mãos e o pescoço de um lado para o outro sentindo-se esgotada. Em seguida guardou mecanicamente seus óculos de grau no bolso do jaleco enquanto tentava relembrar quais setores do hospital teria de visitar antes de passar na neurologia para chamar Susan para o almoço. Santana sempre detestou comer sozinha, apesar de ter se tornado rotineiro.

Normalmente ela o faria com Liz, mas apesar de terem voltado a normalidade no quesito alfinetadas ainda pairava um certo clima entre as duas, muito mais pelo fato delas terem dormido juntas outra vez do que propriamente pela discussão na recepção semana passada quando Brittany mandou que lhe entregassem flores. A ruiva era conhecidamente muito intensa com seus sentimentos por isso Santana não queria facilitar com que ela começasse a cultivar qualquer esperança que algo pudesse voltar a ocorrer entre as duas (principalmente agora que ela estava voltando a ficar com Brittany).

– Hey Lopez, estava te procurando! – Santana virou-se assim que identificou a voz de Susan correndo a porta de metal e agradeceu a outra morena por adivinhar seus pensamentos e adiantar seu trabalho de procurá-la. – Acho que seu bipe desligou, pois está todo mundo louro tentando te achar! Vamos ter de adiantar a cirurgia da Amanda do 305, a garota está queimando de febre e nenhum dos estabilizadores consegue normalizar a temperatura...

– Choque hipofilático. – completou a latina deixando as radiografias sobre a mesa de metal e juntando com pressa os mapas da cirurgia da tarde dentro do prontuário da paciente. Ela começou a seguir a outra até a ala cirúrgica seguindo direto para a sala de esterilização. Cada segundo era precioso.

– Que Deus nos ajude. – murmurou Santana ao observar a paciente ser transferida de leito e o cirurgião assistente começar a primeira cisão de tecido. Seria uma hora do almoço cheia.

(xxx)

Santana respirou frustrada assim que o elevador abriu no seu andar. Ela estava exausta. Sua bolsa parecia afundar escorada em seu ombro e parecia que ela andava sobre pernas de pau, pois não havia sensação de pisar em algo solido no caminho até sua porta. Aqueles eram os sintomas claros de que havia sido um péssimo dia no trabalho.

Normalmente ela se sentia esgotada todas as vezes que chegava em seu apartamento, produto da sua rotina insana, mas raramente o cansaço conseguia falar mais alto que a sensação de dever cumprido, então estava tudo bem para Santana. O problema era que hoje não era o caso. Hoje ela se sentia doente e não era um tipo de doença física onde ela poderia simplesmente ligar para a farmácia e pedir um antibiótico. Não, era tipo de mal sentimento que sempre a abatia quando uma cirurgia dava errado e um de seus pacientes vinha a óbito. E não havia remédio para aquilo.

Lembrou-se como foi difícil, apesar de já ter feito aquilo dezenas de outras vezes, contar aos pais da universitária de Columbia que a filha deles havia morrido por complicações na cirurgia. Nunca era algo fácil de se repetir, ainda mais quando se tratava de uma menina tão jovem que mal havia ingressado na faculdade de Direito e se chamava Rebeca. Ela possuía um coração forte, mas acabou falecendo com pouco mais que 40 minutos do início do procedimento por produto de um enfarte fulminante. Santana não conseguiu atender mais ninguém após aquela cirurgia e acabou indo para casa mais cedo.

– Droga! – xingou esmurrando a porta. Suas malditas chaves não estavam em lugar nenhum dentro de sua bolsa e as possibilidades de onde havia poderia tê-las deixado eram inúmeras. Sua cabeça doía só de pensar em voltar até seu carro para procurar. – Merda, eu também não devolvi a chave reserva da última vez.

A médica bufou tirando seus óculos e limpando seus olhos com as costas da mão e apertando sua têmpora já irritada. Deus, ela era uma puta irresponsável que voltou de ressaca da última vez da casa de Liz e que ao invés de devolver a chave reserva para o porteiro deixou-a no último lugar que ela conseguiria pegar caso ficasse presa do lado de fora: dentro de casa. Alguém tinha de premiá-la por maior papel de trouxa do dia. E se as previsões da Lei de Murphy estivessem corretas tudo só tendia a piorar.

– Talvez eu devesse logo pular da janela e evitar o esforço de lidar com mais merda por hoje.

Jogou sua bolsa na mureta da porta e puxou seu celular arrumando seus óculos no rosto e procurando no google onde havia o chaveiro mais próximo contando com uma aba extra caso precisasse pesquisar “maneiras indolores de cometer suicídio”. Ok, ela não havia chego a esse extremo ainda, mas seu humor negro sempre piorava quando as coisas começam a deslanchar daquela forma em uma vala de lixo. Snixx também sabia contar piadas.

Santana escorou-se na madeira da porta e ficou observando as luzes do elevador piscarem completamente aborrecida e coberta de tédio; pouco tempo depois quando ela já tinha o número do chaveiro prestes a começar a chamar as portas de metal abrem e não tão coincidentemente uma Brittany carregando uma sacola de Dvd’s sai sorrindo. Ela estava cruzando a esquina quando viu o carro da médica descer para o estacionamento e após checar sua correspondência na portaria apanhou o elevador logo atrás.

– Boa noite, cara vizinha. O que você faz do lado de fora com essa cara de irritada?

Brittany se aproximou charmosa jogando seus cabelos louros curtos e bagunçando sua franja enquanto se escorava do lado de Santana. Ela usava uma jaqueta vermelha e um cachecol preto que lhe davam um ar de “garota má sofisticada” do tipo que te rouba um beijo e vai embora. Santana queria ter um beijo roubado por ela.

– Não encontro minhas chaves. – respondeu de forma curta já que era um tanto obvio, mas tratou de complementar. Afinal ninguém tinha culpa do seu dia de cão. – Acho que esqueci dentro do armário do hospital ou elas estão perdidas em outra dimensão dentro do meu carro então decidi ficar aqui e sofrer até o chaveiro chegar.

Brittany levantou de leve suas sobrancelhas claras e bem modeladas como quem acaba de ter uma ideia. Santana detestava admitir, mas aquela cara de mistério da outra era uma coisa que sempre a fazia prender a atenção já que ela era naturalmente uma pessoa mega curiosa.

– Hm, talvez esse seja seu dia de sorte porquê eu tenho nessa mão... – disse mostrando o molho de chaves unidas por um chaveiro do pato Donald. – E tenho nessa outra as três primeiras temporadas de Once Upon a Time. Então, acho que você poderia esperar o chaveiro na minha sala enquanto comemos pipoca e os tacos que eu fiz para o almoço.

Era um bom convite e não havia desculpas para recusá-lo até porque a bateria do seu celular acabaria logo e ela estava presa do lado de fora, praticamente ilhada, no fim daquele dia de merda. Ok, ela poderia não estar no melhor do seu emocional naquele momento (e ela não estava certa de que efeitos reversos estar perto de Brittany geraria), mas ela queria arriscar. A Lei de Murphy não precisava ser a lei do seu dia afinal e para isso talvez ela apenas precisasse do estimulo e oportunidade certa. Fingir que as coisas ruins daquela quarta-feira nunca aconteceram.

– Depende, sobre o que é esse seriado? Porque se for confuso igual Lost e Doctor Who eu não irei dividir a pipoca com você.

–Você assistia Pretty Little Liars e Revenge no ensino médio então não tem qualquer moral para falar das minhas series. – Brittany rebateu com uma risada abrindo a porta fazendo um gesto para a morena, que se fingiu de ofendida, entrar – E aposto que você vai gostar dessa! É sobre uma rainha má que joga uma maldição sobre todos os personagens dos contos de fada e agora eles vivem em uma cidade na nossa dimensão.

Brittany jogou suas chaves sobre o balcão de madeira e tirou sua jaqueta e cachecol deixando na porta junto com os de Santana. Ela precisou aumentar o aquecedor, pois o apartamento estava quase um freezer de carne, acedendo a luzes no processo.

– Uou, eu já gostei dessa rainha. Espero que ela seja durona e que não estraguem ela igual fizeram naquele filme horrível da Kristen Stewart e o caçador de alguma coisa.

– Você sempre gosta das vilãs, por que não estou surpresa?

Santana deu de ombros. Ela mesma já havia sido uma rainha má durante o High School e tinha consciência disso tanto quanto sabia o quão errado era tratar alguém como lixo apenas porque você sente necessidade de ser superior de alguma forma. Aquela havia sido umas das coisas que não só ela, mas Quinn também, havia aprendido a trabalhar durante a faculdade e eram lições que ela não era mais capaz de esquecer. Yale acabou sendo um lugar de mudanças preciosas.

– Hm... eu tenho canela, chocolate e Ketchup. Eu totalmente posso fazer uma pipoca maluca com tudo isso aqui. – respondeu Brittany apenas com metade de seu corpo para fora da geladeira enquanto amarrava seus cabelos e tentava pegar todos os ingredientes mencionados com a outra mão.

– Logo hoje que eu pensei em voltar a me alimentar bem. – resmunga ironicamente Santana do seu modo clássico. As vezes ela falava exatamente como uma década atrás, sem a parte é claro, onde ela agia como uma vadia dona do mundo.

Ela se sentou em um dos bancos altos de acrílico vermelho juntos ao balcão tentando não tão descaradamente notar como Brittany parecia tão... bem naqueles jeans pretos. Uou, ela realmente estava... muito... gost- Simpática.

– Bem, eu sei fazer pipoca do jeito Vegan e estranho que Rachel come, mas não garoto que ficará bom.

Santana fez uma careta engraçada negando com sua cabeça o que fez Brittany automaticamente puxar o Ketchup para cima do milho recebendo um polegar positivo da médica que mexia em seus óculos na altura do nariz. Oh, deuses ela havia esquecido o quão fodidamente linda Santana ficava quando usava óculos e por hora ela se resignava em orar mentalmente para que isso não a distraísse e a fizesse queimar tudo na cozinha.

– Han, Valerie ainda está na escola? – indaga a médica olhando para a porta aberta do quarto de sua filha de onde o Sr. Branca de Neve saia espreguiçando suas costas e afiando suas garras no carpete.

– Não, ela pediu para ficar um pouco na casa de Rachel hoje já que as aulas ainda vão permanecer suspensas depois da última nevasca. – Brittany mexia o milho da panela adicionando a manteiga e o sal. – Ela basicamente me abandonou na primeira oportunidade para ver musicais a noite inteira.

Santana riu da careta que a outra fez e continuou a brincar com os próprios dedos enquanto observava como era Brittany Pierce cozinhando. Ela praticamente fazia tudo dançando.

– Prove um pouco do meu molho especial para pipocas. – Brittany ergueu a colher de pau que com a qual mexia seu molho não tão secreto feito de molho de tomate com orégano e azeite para Santana provar. A morena ergueu uma sobrancelha degustando a mistura e labéu os lábios em seguida aprovando a combinação. Era como comer algo salgado e picante ao mesmo tempo. – Acho que vou desistir da Broadway e me inscrever no super chefe.

Comentou sorrindo despretensiosamente fazendo Santana gargalhar. Ela mal poderia acreditar que estava numa verdadeira fossa emocional poucos minutos atrás e agora sentia vontade de rir das caretas patetas que Brittany fazia. Só poderia ser algum tipo de feitiço que aquela mulher havia posto sobre si para que ela conseguisse hipnotizá-la com suas palavras e fazê-la deixar suas preocupações do lado de fora do apartamento sem sequer se esforçar muito.

– Eu ainda estou com sua garrafa de macacos. – comentou Santana roubando algumas pipocas frescas que Brittany havia acabado de por dentro de uma travessa de plástico. Seu estômago praticamente implorava por comida. Pipoca com molho não seria o almoço mais saudável do mundo, mas iria servir bem para matar a fome.

– Na verdade ela é da Lerie, mas ela disse que tudo bem se eu tivesse emprestado para você. Hm, melhor irmos logo para o sofá senão essa serie não vai se assistir sozinha, certo?

A loura lhe ofereceu uma lata de refrigerante e apontou para o sofá levando as outras comidas dentro de uma bandeja de metal. Ela tinha separado alguns biscoitos de gengibre e os tacos junto com alguns refrigerantes lights. Brittany adorava estar cercada de comida quando assistia algo interessante na TV embora ela duvidasse que conseguiria comer alguma coisa ao mesmo tempo em que prestaria atenção na morena ao seu lado. Nossa, ela sequer conseguia parar de babar em cima daqueles malditos óculos sexys. Santana Lopez conseguia ser linda daquela forma irresistível de todas as maneiras.

– Hm, esqueci de pegar uma manta. Ainda está congelando isso aqui.

A loura foi com rapidez no armário de seu quarto e buscou sua manta vermelha favorita voltando apenas com meias nos pés. Apontou para os sapatos de Santana e indicou onde a morena podia deixá-los para ficar mais confortável. Era adorável vê-la soltar seus cabelos do coque que estavam para sentar ao seu lado do sofá.

Nem em um milhão de anos ela esperava conseguir tanto de Santana quando decidiu se mudar para Nova York e propôs que elas deveriam tentar recomeçar. Ok, elas podiam estar caminhando a passos de bebê, mas Brittany não achava isso uma coisa realmente ruim. Pelo contrário, ela gostava de descobrir camada por camada, pouco a pouco aquela mulher incrível que sua ex-namorada havia se tornado. E atropelar aquele processo não significava realmente obter progresso e sim atrasar ainda mais as coisas.

– Esse é o príncipe com a pior mira que eu já vi. – comentou Brittany terminando seu taco e olhando para a médica que abraçava uma almofada como de costume sempre que ela deitava com as pernas dobradas. Ela parecia distraída pensando em algo que não era exatamente o que estava na tela e Brittany pode notar seu olhar distante.

– Está tudo bem, San?

Santana não respondeu e apenas suspirou fechando os olhos com a mesma expressão inquieta com a qual havia encontrando-a na porta de casa quando saiu do elevador mais cedo. Ela parecia conter uma tempestade debaixo de seus olhos. Brittany pausou a tela antes de virar para ela e acariciar seu braço com os três dedos indicadores suavemente.

– Yep, não se preocupe. Foi apenas... foi um dia difícil no hospital.

A latina mordeu o lábio inferior ponderando se contava ou não do dia estafante achando por fim melhor não. Quanto menos ela pensasse que havia perdido uma vida por entre suas mãos naquela operação, mais fácil ela conseguiria superar aquele nó de angustia dentro de sua garganta. Certas dores só passam se forem sentidas.

– Bem, se comida e series não te deixaram feliz ainda tem uma coisa que eu tenho certeza que vai te deixar relaxar. – comentou a loura colocando sua lata de coca sobre a mesa de centro de estalando os dedos um nos outros. Ela sabia uma ótima técnica para tirar a tensão.

– Tire seu suéter.

– O que?

– Tire seu suéter. – repetiu Brittany como se não fosse nada de mais subindo as mangas de sua camiseta de algodão. – Fique de camiseta, San. Vou te fazer uma massagem.

– Han... – compreendeu Santana ficando levemente corada por entender outro tipo de investida da parte da loura da primeira vez. Ela tirou o suéter de malha ficando apenas com sua camiseta cinza.

Brittany tentou manter o olhar fixo no rosto de Santana e quase conseguiu se não fosse o fato de que a camiseta era justa demais e... bem a latina não era conhecida por possuir um busto pequeno. Era um gesto involuntário ter seus olhos atraídos por eles.

– Hm, você só precisa se virar.... – Brittany permanecia com seus intactos 10 centímetros a mais de altura que a latina por isso era fácil manter suas mãos na altura das costas da outra sem esforço apenas pressionando seus joelhos cruzados. Ela apertava e relaxava seus dedos nos músculos tensos das costas morena e a sentia amolecer sobre eles. Era quase erótica a forma como a latina tombava sua cabeça para o lado cada vez que ela pressionava algum nervo liberando sua tensão. Ok, talvez fosse hora de Brittany parar.

– Não se atreva a parar, B. – Santana quase ronronou, mas se conteve. Amigas não ronronam quase no colo das outras recebendo uma massagem, mesmo que fosse a massagem mais deliciosa que já pode recordar ter recebido.

“Contenha-se, Santana!” Ela se reprendia mentalmente, mas seu corpo não lhe obedecia de qualquer maneira. Ele queria se manter ali, refém dos toques de Brittany e das sensações de torpeza que ficar tão perto dela surtiam por todo seu corpo. Era quase como deixar um viciado em reabilitação do lado de um coquetel de drogas: um pedido de desastre.

– Hm, ok. – a loira respondeu em um sopro sentindo os pelos da nunca de Santana arrepiarem com sua reação. Ok, definitivamente era hora de parar. – Hm... San, acho melhor nós pa-

– Shiuu. – sussurrou a latina de pupilas dilatadas virando seu tronco na direção de Brittany. – Não vamos parar isso.

E Santana cruzou a linha tênue que bambeava os limites daquela relação e mordeu o lábio inferior de Brittany se deliciando com a longa arfada que provocou na outra. Ela queria deixá-la sem ar, como a outra lhe deixava sem ao menos tocá-la. Sem pensar no amanhã, sem pensar se era ou não um erro. Ela só queria sentir.

(...)

Notas finais
Uhhh, quem ficou chocado com o fim do capitulo? Quais os palpites de vocês para o que irá acontecer a seguir? *música de suspense* Respondam-me nos comentários :) E ai quando vocês querem mais um? :p