Someone In Atlanta
3 1.420,4 km
Notas iniciais
Passei o resto do meu dia falando com o pessoal pelo Skype ou jogando no meu play4. A noite pedi uma pizza e comi toda ela sozinha. Depois eu assisti Harry Potter e as Relíquias da Morte parte 2(sou potterhead) na TNT e quando o filme terminou eu estava chorando por causa das memórias do Severo...É muito triste ‘-‘
Depois de todo esse dia naturalmente chato eu fui dormir. Me deitei na cama e fiquei apenas encarando o teto por uma hora, quando ouço o barulho da porta sendo aberta e também ouvi risinhos e havia mais de uma pessoa entrando.
–Shiu ela ta dormindo, não deve ouvir a gente, mas mesmo assim vamos falar baixo.
–Ainda bem que aquela pirralha desgraçada vai se mudar, por que ai a gente tem mais tempo a sós!
Então os dois riram. Era a minha mãe e mais um cara que eu não conheço.
Eu me levantei silenciosamente e abri a porta do meu quarto quando me deparo com uma cena meio constrangedora. O cara estava de pé, apoiado na parede do corredor e minha mãe estava em seu colo beijando e arranhando ele.
–É isso que você faz quando esta fora mamãe?
–A-amelie- minha mãe gaguejou.
–Não não mãe, é só um fantasma, é pura ilusão, você vai ver, amanhã quando você acordar, eu não vou mais estar aqui, para sua felicidade e desse cara ai.- Dei um sorrisinho irônico e entrei no meu quarto batendo a porta e trancando-a.
Comecei a chorar, pois minha mãe realmente não me queria e ela estava feliz por se livrar de mim, sua própria filha.
Deitei na minha cama e finalmente dormi.
Tive um sonho com unicórnios, pégasus, reeudus e riggs...
Quando o meu despertador tocou as seis e meia eu acordei bem disposta e contente, pois eu iria ficar bem longe daquela vaca.
Tomei um banho relaxante e coloquei a roupa que eu tinha separado , depois comi cereal de café da manhã.
Exatamente as sete horas meu motorista, Hern, chegou.
–Bom dia mocinha, esta pronta?- sorriu simpaticamente.
–Sim, só falta colocar as minhas malas no bagageiro.- retribui o sorriso. Hern trabalhava com a minha família havia 16 anos, não sei como ele aturou minha família todos esses anos. Ele tinha 54 anos e tinha duas filhas da minha facha etária, uma tinha 14 e a outra 17, quando éramos pequenas brincávamos juntas.
Eu o ajudei a colocar minhas malas no bagageiro e eu tinha me esquecido de uma coisa.
–Meu Macbook!
Eu havia o deixado na escrivaninha do meu quarto ontem.
Peguei-o, conferi se meu i-phone estava no meu bolço e entrei no carro. Abri minha janela e quando o carro deu partida eu mostrei o dedo do meio para a casa, mais especificamente para a minha mãe. Hern só deu uma risadinha e continuou a dirigir pelo centro de nova York, até chegarmos ao aeroporto.
Ele ficou comigo esperando o meu voo das sete e meia. Quando ele chegou nós nos despedimos e pedi para ele mandar um beijo para Angelica e um tapa na minha mãe, ele riu e disse:
–Pode deixar!
–Espero que Atlanta seja melhor do que aqui...
Disse antes de entrar no avião e embarcar para um lugar que ficava a 1.420,4 km daqui.
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