Somente amigos (Yay?!)
28 Epílogo
Notas iniciais
LEIAM AS NOTAS, POR FAVOR ♥ !
Enquanto caminhava pelas ruas frias e carregadas de neve, Emilly lembrava-se da desastrosa tentativa de passar o natal em família. Foi um feriado problemático, sim, porém todos estavam lá. Emilly, Selina, Helena, Dilan e até mesmo Tio HAHÁ. Entre alguns gritos e nozes e pedaços de peru voando, pode-se considerar que foi um natal em família...
E ela ria com essas memórias, sozinha nas ruas, agora brancas, de Gotham City. E essas lembranças lhe deram a certeza de que o Réveillon não seria nos mesmos lençóis do natal. O que já era esperado, pois foi combinado: “Natal em família, Réveillon cada um por si”.
Dilan tinha a festa do time de natação, Helena sairia com as amigas, Selina com seu novo namorado, Bruce Wayne — como se conheceram continua um grande mistério na mente de Emilly — e Tio HAHÁ... Seu paradeiro era desconhecido. E ela? Não estava muito afim de festas, ou bebidas, ou qualquer coisa muito animada. Nem ao menos sabia o motivo.
Emilly continuava andando e pensando no que faria durante o Réveillon, se compraria algo em uma dessas lojinhas que encontrava, sobre os acontecidos da véspera de natal.
Chegou tarde em casa e estava exausta. M’gann era bem elétrica e esse seria seu primeiro natal na Terra, e queria comprar presentes. E como esperado, não só Emilly, mas todas as garotas foram puxadas para bater pernas com a marciana.
“— Hey, Emi! O que acha desse? — perguntou M’gann — Não é a sua cara? — e a loira não pode responder, não teve tempo — E esse Artemis? O que acha? Acha que o Wally vai gostar?”
Parecia que a voz da marciana ecoava em sua mente. Estava ficando com enxaquecas. Nada que um banho quente e uma boa noite de sono não resolvessem.
E resolveram.
“Abriu a porta de seu quarto e entrou. Estava indo tomar banho, quando avistou um pequeno presente em sua cama. Havia um cartão nele, mas nada escrito, aparentemente. Pegou o pacotinho e abriu, dentro dele havia um colar. Lindo.”
Decidiu que entraria na loja, havia algo bem interessante lá e queria dar uma olhada melhor. No fim, não era nada demais, não comprou absolutamente nada e resolveu voltar para casa.
Dois dias se passaram e já era 31 de dezembro. Emilly não havia planejado nada para fazer, a não ser, treinar um pouco. Não que ela não fosse fazer nada, M’gann havia ligado para ela, perguntando se iria à festa no Monte da Justiça e ela respondeu que não. Fez questão de que não desse tempo para que perguntasse o porquê e desligou o telefone.
“Espero que não me odeie, Loirinha. Isso é só um mimo, nada demais.
—Klarion”
Lembrou-se do bilhete do presente em sua cama. Por que faz questão disso? Aquele era um dia em que ela não fazia questão de sair da cama. Estava frio. Ela estava confusa e preguiçosa, não viu a hora passar e já era noite. Hora de levantar dessa cama, não?
O relógio marcava 22h30min quando começou a treinar. O tempo voava. Emilly estava tão concentrada treinando suas artes marciais, que só parou quando ouviu os fogos de artifício.
— Já é meia noite e cinco? — perguntou pasma para si mesma.
— Parece que sim. —confirmou um garoto atrás da loira — Mas bem, o treino não vai acabar por causa disso, não? — ele perguntou enquanto tirava o paletó e afrouxava sua gravata.
— Claro que não, Dick. — Emilly respondeu, preparando-se para o começo de uma batalha. Ele fez o mesmo.
A loira começou com um chute alto, na altura da cabeça do garoto, que bloqueou com certa facilidade e puxou a perna para si, consequentemente, Emilly foi em sua direção e aproveitou para tentar um soco na boca do estômago, o que também não deu certo. Dick estava praticamente na defensiva, apenas esperando uma abertura para mudar para a ofensiva.
Quando a encontrou, os dois foram ao chão. O moreno estava imobilizando-a, estavam a poucos centímetros um do outro. Contudo, a loira não se deu por vencida e trocou as posições em um momento de distração do garoto.
Os fogos continuavam estourando lá fora e eles continuavam com os rostos próximos um do outro. Estavam paralisados encarando seus olhos, sentindo a respiração de cada um. E então, beijaram-se. Beijaram-se com ferocidade e desespero, como se o mundo fosse acabar e nunca mais se veriam. Beijaram-se com todo o carinho que tinham um pelo outro e então pararam.
— Somente amigos. — sussurraram juntos.
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