Somente Eu e Você
21 E tudo começa a desenrolar
Notas iniciais
A noite chegou e trouxe com ela um céu limpo e estrelado, Sasha estava em seu quarto, da janela admirava as estrelas.
Aguardava Luna, havia pedido que a amiga fosse ao seu encontro, precisava desabafar com alguém e não havia mais ninguém, além da ninfa.
Não demorou muito e Luna chegou, a serva pediu licença e anunciou a jovem, Sasha pediu que ela entrasse e em seguida a serva se retirou.
Assim que se viu a sós com a amiga, Sasha a olhou com os olhos marejados, não conseguia mais se segurar, correu para a ninfa e a abraçou forte.
Chorava copiosamente, Luna apenas retribuiu o abraço da amiga, esperava a hora em que ela se acalmasse, para lhe falar sobre o que aconteceu.
Aos poucos a italiana foi cessando o choro, se afastou dos braços da ninfa e enxugou as lágrimas.
—Acho que não preciso perguntar a causa do seu choro, não é? – diz a ninfa arrumando cuidadosamente a franja bagunçada da deusa.
—Hoje ele esteve aqui para conversarmos... mas, ele não queria entender o que eu disse – faz uma pequena pausa para respirar fundo e continua – disse que está apaixonado e queria saber se gostei do beijo.
—E o que você respondeu? – pergunta Luna curiosa.
—Fugi do assunto... e depois disse que não sentia o mesmo que ele.
—Coitado, deve ter ficado triste...
—Mas, não parou por ai... ele fingiu que ia embora após ter dito que não tomaria mais meu tempo e... bem... ele me beijou novamente. – após dizer isso, Sasha nervosa, olha para a amiga com angustia estampada em sua face.
—E você? O que fez?
—No começo eu tentei afastá-lo, mas depois, eu me entreguei ao beijo.
Luna sorriu e a jovem deusa apenas sorriu de volta, não tinha mais o que dizer, estava nítido que havia gostado do beijo.
—Vai dar uma chance ao cavaleiro de escorpião?
—Ainda não sei... é tudo tão novo que não sei dizer. – diz Sasha ainda com receio do que estava sentindo.
—Bem, você não é a única com novidades. – diz Luna olhando com uma cara sapeca para a amiga.
Sasha a observa e logo entende o que ela queria dizer.
—Por acaso, a senhorita e o El Cid conversaram?
—Digamos que bem mais do que isso... – responde a ninfa toda sorridente.
—Ah! Quero saber de tudo! – Logo Sasha puxa a amiga para se sentar na cama e contar a novidade.
Por mais algumas horas a conversa entre elas se estendeu.
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Enquanto isso na casa de capricórnio, dois amigos também conversavam.
El Cid e Sisifo estavam na entrada da casa do espanhol, sempre que podiam trocavam idéias e falavam sobre outros assuntos além da guerra santa e seus pupilos.
—Fico muito feliz por saber que você tomou juízo. – diz Sisifo sorrindo para o amigo.
—Eu precisava, não aguentava mais vê-la todos os dias e não poder tocá-la.
—Eu imagino, ainda mais com um certo loiro que habita a casa de virgem por perto. – provoca o sagitariano.
—Isso agora não me preocupa mais... ela está comigo. – diz o espanhol todo confiante.
—Eu havia me esquecido de perguntar... mas, você foi ver a Melina?
—Sim... pouco tempo depois que chegamos eu fui visita-la.
—E como você vai fazer com ela?
—Já está tudo resolvido, ela vai embora daqui, o amante dela está com a esposa muito doente e como não pode se ausentar para vir até aqui encontra-la , ele decidiu leva-la para lá.
—Nossa, ela vai morar perto da casa deles? – pergunta Sisifo surpreso.
—Eu também achei estranho, mas ela disse que apesar de não gostar muito da idéia, por amor ela vai com ele... ela sempre o amou, o que tínhamos era apenas sexo. – diz El Cid encerrando o assunto.
Sisifo não perguntou mais, estava feliz em saber que a vida do amigo estava tomando um rumo feliz.
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Amanheceu e um novo dia começava no santuário, todos iam cedo para seus afazeres, não era diferente com o mestre do santuário.
Sage havia feito seu desjejum e agora estava em sua sala, cuidando dos problemas, esses que pareciam nunca ter fim.
Enquanto analisava algumas futuras missões para alguns cavaleiros, Sage ouviu uma voz lhe chamar.
—Grande Mestre.
Sage olhou para a porta e ordenou que entrasse, mas ninguém apareceu.
—Não reconhece minha voz?
Sage parou e logo reconheceu a voz que lhe chamava.
—Me desculpe, deusa Afrodite, não reconheci. – diz Sage encabulado.
—Não precisa se desculpar, sei que está ocupado.
—Em que posso ajudar? – pergunta o patriarca estranhando aquele chamado.
—Serei breve, daqui uma hora estarei no santuário, preciso conversar com você e minha irmã Athena.
—Entendo... gostaria de adiantar o assunto?
—Prefiro falar direto, quando chegar esclareço tudo.
—Tudo bem, avisarei Athena e daqui uma hora a receberemos. – após isso Sage não ouviu mais nada.
A curiosidade tomou conta do patriarca e junto com ela veio a preocupação, sentia que aquela visita não trazia boas noticias.
***********************
Sasha estava pronta para ir até a sala de Sage, caminhava calmamente, precisava saber quais cavaleiros sairiam em missão nos próximos dias.
Ao se aproximar da porta, ela se abriu e Sage saiu da sala, ao dar de cara com a deusa, ele fez uma pequena reverência.
—Bom dia, senhorita.
—Bom dia patriarca.
—Ia pedir para que lhe chamassem, tenho um recado de Afrodite. – após essas palavras, Sage viu a curiosidade na face da deusa.
Entraram na sala e assim que se acomodaram, Sage deu o recado.
—Estranho... ela nem sequer adiantou o assunto. – Sasha estava estranhando essa visita da deusa do amor.
—O jeito é esperar e ver qual o conteúdo dessa conversa. – diz Sage.
—Bem, já que ela vem, vou pedir para uma serva chamar Luna, ela tem que receber sua deusa. – Sasha se levantou e foi até o corredor.
Por sorte uma serva passava com uma bandeja, a deusa a chamou e foi atendida prontamente.
Ordem dada, a serva foi a procura da ninfa, que com certeza deveria estar na arena, assistindo aos treinos.
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El Cid acompanhava o treino de seus pupilos, é necessário que eles mantenham a boa forma, nunca se sabe quando aparece uma missão ou batalha.
O espanhol mantinha sua concentração em seu trabalho, mas algo, fez com que se distraísse por alguns segundos.
Ali, de pé na arquibancada, estava Luna. Ela usava um vestido azul marinho com detalhes dourados nas alças e os cabelos estavam presos em uma trança que lhe caía sobre o ombro esquerdo.
Assim que seus olhares se encontraram, a jovem sorriu e fez com que o coração do cavaleiro batesse mais acelerado.
Muitas vezes se perguntava como um ser tão belo, pode ter entrado em sua vida e bagunçado seus sentimentos.
Logo voltou sua atenção para o treino, enquanto a ninfa o observava de longe.
Enquanto o olhava, ela recordava os momentos na cachoeira, os beijos e as caricias ousadas dele.
O toque de seus dedos em sua intimidade, como sua respiração que falhava a cada investida dele em sua pequena entrada.
Com os olhos fechados, ela se entregava as lembranças e passava lentamente a mão no pescoço, sorria como uma criança alegre.
—Que energia positiva!
Luna se assusta com a voz que apareceu do nada, ao abrir os olhos ela vê Asmita ao seu lado.
—Que susto! – ela exclama, enquanto o virginiano ria da situação.
—Desculpa se te assustei, eu não tive a intenção. – Asmita se desculpa, sem jeito por ter assustado a bela.
—Está tudo bem... – ela diz tentando não deixa-lo sem graça.
—Como você está, senhorita?
—Muito bem, e você?
—Melhor agora, com sua presença. – Asmita não podia enxergar, mas a ninfa ficou corada com o comentário.
Luna nem sequer precisou responder, logo a serva apareceu e interrompeu os dois.
—Desculpe interromper – logos os dois se viraram para a moça – senhorita Luna, a deusa Athena lhe chama.
—Tudo bem, já estou indo. – Luna se vira para Asmita e diz: — Desculpe, mas preciso ir.
—Sem problemas... depois continuamos nossa conversa. – em seguida ele toma a mão dela e a beija.
Luna sorri e olha mais uma vez para a arena, ali estava El Cid, olhando com raiva para os dois.
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No castelo de Hades tudo continuava na mesma, Pandora no comando da tropa de seu senhor e os deuses gêmeos envolvidos em suas questões.
Hypnos estava na varanda do castelo, pensava em várias coisas, mas uma delas era sua filha, Luna.
Recordava os momentos que teve ao lado de Eva, a ninfa era muito bonita e tinha um jeito muito delicado.
Isso o encantou no inicio, a inocência da jovem, que corava somente com um olhar mais malicioso do deus do sono.
Porém, com o tempo, ele se cansou de seu jeito meigo e o romantismo com que ela tratava a relação deles.
Tudo que ele sempre quis, foi desfrutar de seu belo corpo e saber que era o único que podia tê-la de todas as formas.
Ela nunca se negava a satisfazê-lo, mesmo que não a agradasse, ela fazia, apenas para não desapontá-lo.
E ele sabia disso, por essas e outras, que se aproveitava e fazia o que bem quisesse.
Com o tempo, seu interesse acabou, já não aguentava mais os carinhos e as declarações de amor dela.
Com isso, decidiu devolvê-la para Afrodite, pensou em entrega-la aos espectros, porém, algo lhe dizia para não fazer tal coisa.
—Tola e apaixonada... espero que Luna não seja igual a você. – diz em Hypnos, em tom baixo e sério.
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No salão principal, estavam Sage, Sasha e Luna. Aguardavam a chegada de Afrodite, que com certeza já estava para aparecer.
—Será que a deusa Afrodite virá com a Gaia? – pergunta Luna para Sasha.
—Eu não sei, mas acredito que sim. Ela deve vir matar a saudade. – Sasha sorri para a amiga e Sage acaba ficando com uma expressão tensa.
Em poucos minutos, um luz invadiu o local, assim que o ambiente voltou ao normal, eles puderam ver Afrodite e seu braço direito, Gaia.
—Seja bem-vinda, minha irmã. – Sasha caminha até a deusa do amor e lhe cumprimenta com um abraço.
—Obrigada por nos receber. – diz Afrodite, retribuindo o abraço.
Luna também foi ao encontro delas para os cumprimentos, o único que se manteve em seu lugar foi Sage.
—Bem, Afrodite já conhece o patriarca, mas você não – diz Sasha para Gaia – venha comigo, vou apresenta-los. – Sasha pega Gaia pela mão e a conduz até o lemuriano.
Ao ficarem frente a frente, eles se olham de uma forma diferente.
—Gaia esse é o grande mestre do santuário, Sage.
—É um prazer conhece-lo, senhor. – Gaia sentia seu corpo todo tremer, teve medo de passar alguma impressão ruim.
—O prazer é todo meu, senhorita. – essas palavras saíram com muito custo, Sage estava nervoso, apesar de não aparentar.
Afrodite logo viu o clima que estava ficando, então rapidamente chamou a atenção de todos.
—Athena, minha querida. – Sasha se vira para ela e outros fazem o mesmo. – O assunto que tenho é sério, por isso peço para que comecemos nossa reunião.
Sasha percebeu que realmente deveria ser algo que estava preocupando a deusa, por isso tratou de ir para a sala.
Enquanto eles iam para a reunião, Luna e Gaia iam para o quarto da ninfa, lá colocariam os assuntos em dia e matariam a saudade.
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Sasha e Arodite entraram primeiro, em seguida Sage entrou e trancou a porta.
Assim que todos se acomodaram nas poltronas, a reunião teve seu inicio.
—Quero agradecê-los por me receberem e de uma forma sempre gentil, eu tinha uma certa urgência em vir até aqui. – diz Afrodite com um tom sério.
—Não precisa agradecer Afrodite, sabe que sempre será bem-vinda aqui. – Sasha sorri e toca com carinho a mão da irmã do olimpo.
A deusa do amor retribui o sorriso, mas logo fica séria e decide ir logo ao assunto.
—Não sou de ficar enrolando para tratar de problemas...preciso contar algo sobre a Luna. – ao dizer isso ela deixa os dois curiosos.
—O que tem ela? – questiona a deusa da sabedoria.
—Quero que entendam que o que eu fiz foi para proteção dela. – após essas palavras, Afrodite respira fundo e começa a contar tudo sobre Eva, Hypnos e Luna.
Sasha e Sage estavam abismados com tudo que estavam ouvindo.
Afrodite via a surpresa em suas faces, claro que eles nem poderiam imaginar que haviam recebido a filha de um dos deuses mais cruéis que existia.
Assim que terminou, o silêncio se fez presente por alguns segundos, em seguida Sage foi que falou primeiro.
—Então, essa jovem é filha do deus do sono? – pergunta Sage ainda embasbacado com a novidade.
—Sim.
Sasha se levantou e passou a mão na cabeça, em sinal de preocupação, aquela estória havia deixado a deusa surpresa.
—Por que não nos disse isso antes? – pergunta Sasha sem entender o motivo da irmã.
—Eu achei que fosse melhor que vocês não soubessem... foi um erro meu. – Afrodite se levanta e encara Sasha.
—Hypnos é um deus perigoso, se ele souber que ela está aqui, corremos riscos de uma visita indesejada. – diz o patriarca.
—Eu sei de tudo isso, Sage. Mas, essa foi a única solução que veio em minha mente. Sei que o santuário é muito bem protegido e por isso escolhi manda-la para cá. – Afrodite justificava sua atitude, mesmo sabendo que tinha errado com eles.
—Afrodite... eu entendo seus motivos e te desculpo por não ter me comunicado antes – Sasha agora dominava a conversa – Mas, quero que saiba que em breve teremos a guerra santa e que aqui não será mais tão seguro.
A deusa do amor ficou em silêncio, sabia muito bem disso, mas até lá esperava resolver o problema com Hypnos.
—Eu só peço que continuem com Luna aqui... pelo menos até eu me resolver com Hypnos. – ela olhava com firmeza para os dois, que estavam sem saber o que fazer.
Sasha e Sage se olharam, com o tempo, esse simples gesto se tornou essencial para eles.
Apenas com o olhar, um sabia o que o outro pensava e isso era uma ferramenta muito usada, principalmente quando as palavras eram desnecessárias.
—Luna continua conosco... mas, quero estar a par da situação dela. – Sasha é firme em suas palavras e Sage apenas observa o rumo da conversa.
Afrodite apenas concordou, era justo, já que agora eles compartilhavam do problema.
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Enquanto a reunião acontecia, Sasha e Gaia conversavam animadamente nos aposentos da ninfa.
As duas estavam sentadas na cama, bebendo vinho e rindo muito.
—Nossa, estava com vontade de tomar esse vinho. – diz Luna, dando mais um gole na bebida.
—Seu preferido, por saber disso, foi que decidi trazer. – Gaia em seguida se levanta e pega uma caixa.
—Veja, tem mais duas garrafas aqui . – Gaia mostra para a jovem, que agradece ao presente.
—Fico muito feliz em saber que está novamente com o cavaleiro.
—Eu estou nas nuvens, Gaia. – Luna sorri igual a uma criança, isso enche de satisfação a ninfa mais velha.
—Desejo a vocês toda felicidade. – sem seguida as duas brindam as novidades.
Conversa vai, conversa vem e Gaia pergunta como ela tem se sentido, longe de casa.
—Agora estou mais acostumada, dormir sozinha é chato, mas depois que os pesadelos pararam, ficou mais tranquilo.
—Que pesadelos? – pergunta Gaia curiosa.
—Com minha mãe e um homem estranho. – Luna fala sem preocupação alguma, enquanto Gaia sente algo ruim ao ouvir aquilo.
—Como é esse pesadelo?
—Ah, eu encontrava minha mãe em um jardim... ela estava linda Gaia, do jeitinho que você me dizia – Gaia prestava atenção em tudo – Ela me abraçou forte e eu me emocionei, mas isso não durou muito.
—Por que?
—Algo ruim apareceu, era uma sombra e de repente quando olhei, minha mãe caiu em um buraco. – Luna entristeceu ao relembrar aquilo.
—E o tal homem?
—Ele apareceu hein seguida, eu pedi ajuda para ele, mas ele apenas riu e eu com medo corri, até que cai e acabei acordando.
—Como ele era? – Gaia queria saber mais, estava desconfiada de que Hypnos estava querendo contato com a jovem.
—Ele parecia ser um cavaleiro... usava uma armadura escura.
Ao ouvir aquilo, Gaia não teve dúvidas, Hypnos estava tentando se aproximar de Luna de alguma forma.
—Sonhou com ele novamente?
—Não... mas, sonhei com um outro homem. Ele invadia meu quarto e tentava abusar de mim. – A ninfa sentiu seus pelos se arrepiaram, ao lembrar do toque de Oneiros.
—Cretino! – Gaia se levanta e isso faz com que Luna estranhe seu comportamento.
—Está tudo bem? – a jovem se levanta e vai até a amiga.
Gaia percebe que se exaltou demais e tenta disfarçar.
—Está sim, minha linda. Apenas me indignei à toa. – com um sorriso, ela tenta convencer a jovem que está tudo bem.
—Asmita diz que não preciso me preocupar, pois aqui estou bem segura.
—Claro minha querida, não há problemas. – a loira toca o rosto da sua filha de coração e sorri para ela.
Gaia tinha um amor imenso por Luna, para ela, era como se fosse sua filha. Só de pensar que algo de ruim pode lhe acontecer, faz com que seu coração de pulos no peito.
Logo voltaram a conversa e ao vinho, agora tudo que importava era aproveitar esse momento ao lado dela.
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Os treinos acabaram e todos os cavaleiros voltaram para suas casas.
Kárdia estava feliz, sua alegria contagiava a todos, geralmente o cavaleiro era alegre, mas hoje estava bem mais.
Degel, sabia que isso só poderia ser por causa de uma certa deusa da sabedoria.
Enquanto passavam pelas outras casas, ele se manteve calado, mas na hora certa perguntaria ao amigo.
Na casa de Gêmeos foram abordados por Aspros.
—Podemos ir ou temos que solicitar sua permissão, senhor. – brinca Kárdia com o geminiano.
—Você pode ir... mas Degel precisa ficar. – responde Aspros.
—Seria o problema entre nossos discípulos? – questiona o aquariano.
—Sim. Gostaria de conversar agora, pode ser?
—Claro. – em seguida Degel e Kárdia se despedem e o escorpiano continua seu caminho.
Estava louco para chegar em sua casa e tomar um bom banho.
Seu pensamento era todo voltado para sua amada Sasha, aquele beijo havia sido bem melhor.
O corpo dela próximo ao seu era algo que mexia com a imaginação do cavaleiro.
Na noite anterior, mal conseguiu dormir, a todo momento imaginava como seria ter a italiana em sua cama.
Como seria seu corpo, ele tinha curiosidade sobre tudo, mas algo que ele adoraria ver, eram os seios.
Ele admirava isso nela, sempre se pegava olhando para o colo da moça, na esperança de ver algo a mais.
Sempre que a deusa olhava para ele, acabava desviando a atenção para outras coisas, por causa desses pensamentos, acabou caindo na gargalhada.
Em pouco tempo chegou em casa, foi logo conferir o que tinha para comer e abriu um sorriso, ao ver que era carne com batatas.
Em seguida foi para seu quarto, retirou a armadura e a deixou em um canto.
Por causa de todo calor que estava fazendo em atenas, um banho era sempre bem vindo.
Enquanto ele se banhava, Ester entrou no quarto, enquanto caminhava, observava o local, cada cantinho, guardava os momentos que passou com o escorpiano.
Todos os momentos de prazer que viveram, foi ali e se as paredes falassem, diriam que em nenhum momento, precisou fingir que gostava de tudo que ele fazia.
Ela respirou fundo, soltou o ar dos pulmões devagar, seus pensamentos estavam a milhão, não queria, mas acabou se apaixonando por ele.
—O que faz aqui? – pergunta Kárdia, tirando a jovem de seus pensamentos.
Assim que se vira para ele, ela se depara com o corpo nu do cavaleiro, isso faz com que seu corpo se arrepie, fazia um tempo que não o via assim.
—Perdeu a fala? – Kárdia percebeu o interesse dela, se divertia com a situação.
—Claro que não. – Ester tenta disfarçar.
Kárdia começa a caminhar lentamente, vai até a cama e se deita nela,
Ester se vira em sua direção e começa a observar todo o corpo dele, seus braços fortes, o abdômen definido, mais abaixo, o órgão bem dotado do escorpiano.
Kárdia estava gostando de ser observado, apesar de estar apaixonado por Sasha, não poderia negar que Ester ainda lhe atraía.
—Gosta do que vê, não é? – ele pergunta olhando para ela com um jeito sedutor.
—Você sabe que sim. – ela se aproxima aos poucos e logo se senta na cama.
—Veio para me seduzir, igual aquele dia? – Kárdia pergunta, enquanto passa lentamente a ponta dos dedos no rosto dela.
—Dia em que você, me tratou muito mal. – logo ela fecha a cara e cruza os braços, fazendo com que ele caia na risada.
—Eu estava mal... – Kárdia senta na cama e puxa a serva para junto de si — ...por isso te tratei daquela forma, mas não queria chateá-la.
—Não sei se acredito... – Ester fazia bico, enquanto Kárdia beijava seu ombro e abaixava a alça de seu vestido.
A jovem se deixou envolver, os beijos quentes do cavaleiro, saíram de seu ombro, para sua boca e logo estavam entrelaçando suas línguas em um beijo envolvente.
A mão dela foi direto em seu membro ereto, fazendo com que o tesão dentro dele, aumentasse ainda mais.
Assim, ele rapidamente a deitou na cama, ficando por cima dela, logo começou a retirar o vestido que ela usava.
Jogou a peça no chão, deixando Ester apenas com uma fina peça transparente.
Os beijos voltaram, só foram interrompidos, para que ele pudesse voltar suas atenções para os belos seios da jovem.
Sugava com vontade, chupava os mamilos e passava a língua de uma forma lenta e sensual, fazendo com que ela gemesse de uma forma intensa.
—Não consigo mais aguentar... – Kárdia se encaixou entre as pernas de Ester.
Ela estava bem relaxada, logo sentiu o membro pulsante invadir sua entrada úmida.
Os gemidos tomaram conta do quarto e a cama parecia que ia quebrar, as estocadas eram fortes e Kárdia estava envolvido por aquele momento.
Seus corpos suados, os gemidos e a intimidade quente e apertada de Ester, fizeram com que Kárdia sentisse o clímax se aproximar.
Mas, ele não queria gozar naquela posição, por isso, fez um pedido a Ester.
—Fica de quatro. – ele deu um leve tapinha na perna dela.
Ela obedeceu, assim que se ajeito, foi invadida novamente, pelo fogoso cavaleiro.
Enquanto delirava com as estocadas fortes, Kárdia olhava para as costas dela e imaginava que ali, estaria Sasha.
Assim, imaginando que sua amada estava ali naquele momento, desfrutando de um prazer tão intenso, o santo de escorpião não resistiu mais e se entregou ao clímax.
Rapidamente retirou o pênis de dentro dela e gozou em cima de Ester.
A serva não havia gozado, mas ficou satisfeita em sentir o líquido quente que caia em seu bumbum, era sinal de que conseguiu mais uma vez satisfazer o escorpiano.
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Após a reunião, Afrodite e Athena ficaram a sós para conversar.
Enquanto bebiam um suco, elas conversavam sobre o futuro de Luna.
—Eu não concordo em continuar a esconder isso dela. – diz Sasha, que deixava bem claro sua opinião.
—Entenda, não quero que ela se preocupe... pelo menos não agora. – Afrodite passa as mãos arrumando os longos cachos de seu cabelo.
—Afrodite, ela tem o direito de saber que é filha dele. – a deusa da sabedoria tentava convencer a irmã, mas ela estava irredutível.
Afrodite estava com o copo de suco na mão, olhava para ela com carinho, via que durante esses meses, a amizade entre ela e a ninfa nasceu e se fortalecia.
—Fico feliz em ver que se importa com Luna. – em seguida dá um gole e termina com o suco, ao lado havia uma mesinha, aonde deixou o copo.
—Me apeguei demais nela, Luna é uma pessoa muito especial. – Sasha sorri ao se lembrar dos momentos de confidências.
—Por isso que deve entender... – Afrodite se aproxima e segura a mãos da italiana — ... se ela souber que Hypnos é seu pai, vai sofrer, pois sabe sobre a reputação dele.
Sasha respirou fundo, entendia o que Afrodite dizia, mas mesmo assim, não achava certo esconder a verdade de sua amiga.
—Em breve irei falar com ele, ver se consigo fazer com que desista de tê-la. – a deusa do amor sentia sua cabeça latejar, só de pensar em se encontrar com aquele ser.
—Espero que consiga. – diz Sasha, séria e preocupada.
—Pelo bem da Luna... espero conseguir. – com essas palavras, Afrodite encerra o assunto.
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Sage caminhava pelo corredor que dava acesso ao quarto da ninfa.
Havia dito a Sasha que daria o recado de Afrodite para Gaia, cada passo que dava, sentia seu coração acelerar mais.
Seus pensamentos estavam bagunçados, a única certeza que tinha naquele momento, era de que queria vê-la mais de perto, antes que partisse.
Assim que chegou, olhou para a porta como se ali, por detrás, houvesse algo muito valioso para si.
Deu três batidas, aguardou um pouco, logo o que mais desejava, apareceu.
Ao abrir a porta, os olhares se encontraram, ali a sua frente, estava a mulher que julgava ser a mais linda de todas.
—Sage? – Gaia estava surpresa, não imaginava vê-lo ali.
—Vim trazer um recado de sua deusa. – Sage não acreditava que estava fazendo papel de menino de recados, mas engoliu o orgulho e prosseguiu – Ela pede que volte para o salão principal, pois daqui a pouco irão partir.
Ela o olha curiosa, sabia que não estava ali para dar recados, para isso existia os servos.
Luna que estava aguardando que alguém entrasse, logo foi ver que era.
—Grande Mestre? – a jovem ninfa aparece por detrás da sua fiel amiga.
—Desculpe interromper, senhorita Luna, mas preciso falar um pouco com a senhorita Gaia. Me permite?
Luna estranhou o pedido dele, mas não iria contestar o patriarca do santuário.
—Claro! Fiquem a vontade – em seguida ela sai do quarto, deixando os outros dois sem ação – Pode entrar patriarca, converse o que precisam e depois eu volto.
—Não precisa sair, podemos conversar em uma das salas... não é mesmo? – Sage pergunta para Gaia, que apenas sorri.
—Patriarca... não precisa de cerimônias – Gaia tenta conduzir tranquilamente a conversa, após perceber que ele estava um pouco nervoso – Conversaremos na sala que preferir.
—Tem uma aqui no final desse corredor, podemos usá-la. – Sage percebeu que a ninfa havia entendido sua intenção.
Luna apenas observava os dois, não estava entendo o motivo do grande mestre estar nervoso, achou que fosse algo relacionado aos dois santuários.
—Luna, minha querida. Pode voltar ao seu quarto, logo volto para nos despedir, já que a visita deve estar prestes a acabar. – Gaia tranquilamente olhou para Sage, que pediu que ela o acompanhasse.
A jovem a obedeceu e voltou para seus aposentos, enquanto os dois seguiam para o final do corredor.
Ao chegar a sala, o grande mestre fecha a porta, para que tenham mais privacidade, ao se virar, encontra Gaia parada com um olhar triste.
Ele caminha em sua direção, retira o elmo e o coloca em cima da mesa que havia ali perto.
Gaia nada diz, apenas observa o rosto do homem a sua frente, um rosto conhecido, apesar dos traços da idade terem lhe dado expressões mais velhas.
Ele admira a beleza que nunca se modificou, uma mulher que por mais que se passem os anos, permanecerá intacta.
—Obrigado, por ter aceitado vir. – Sage estica a mão para ela, que imediatamente entrega a sua a ele.
Sage deposita um beijo, ao tocar a pele macia e clara da ninfa, ele sente um leve perfume de flores, aquele que a muito tempo não sentia.

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