Somente Eu e Você
43 Capítulo 43
Notas iniciais
A noite trouxe um clima mais frio, a lua reinava no céu , uma imagem digna de um quadro. Luna acorda sentindo muita sede, ao abrir os olhos vê El Cid dormindo tranquilamente, ela se vira devagar para não desperta-lo.
Ao sentar na cama, na intenção de levantar , ela simplesmente trava. Seus olhos se arregalaram, ali no canto do quarto estava Oneiros, em pé e vestindo sua armadura possuía um brilho estranho no olhar.
Luna fica sem reação, tenta falar mas as palavras não saíam, em um impulso ela tenta acordar El Cid, mas é impedida pelo Deus.
Rapidamente ele se aproxima e segura sua mão, em seguida a puxa com força, ficando os dois próximos em pé.
— Não é apropriado tentar acorda-lo, você pode acabar matando seu amado. — ele a encarava com malícia no olhar.
— O que faz aqui? — ela por sua vez o encarou , não baixou sua cabeça.
— Vim para levá-la comigo. Hypnos me deu essa ordem.
— Eu já disse que não era para se aproximar de mim, não quero saber mais nada sobre meu pai ou sei lá o que ele é.
Oneiros admirava de perto os belos traços da jovem, ouvia suas palavras mas seus olhos estavam firmes em cada detalhe dela.
— Serei breve, pois não tenho muito tempo a perder… — ele respira fundo — … eu coloquei todos no santuário em sono profundo, para que ninguém atrapalhe nossa partida. Mas Como percebi que tem um caso com esse cavaleiro, fiz algo especial para ele.
— Diga logo!
— Se tentar acorda-lo ele morre… deverá acordar naturalmente assim que o feitiço perder o efeito.
Luna olhava com raiva para o homem a sua frente, custava a acreditar em suas palavras, sentiu uma vontade enorme de dar um tapa em sua face. Lágrimas brotaram em seus olhos, sabia que não tinha poder para bater de frente de igual para igual.
— Se eu for com você... você retira o feitiço?
— Assim que sairmos daqui o feitiço será quebrado, te dou minha palavra.
— Você é um homem sem palavra, não confio.
— Bem… infelizmente não tem escolha, terá que confiar.
Luna solta seu braço das mãos dele, passa as mãos pelos cabelos em sinal de desespero. Olha para o espanhol deitado na cama, estava imóvel a única coisa notável era a respiração.
As lágrimas rolavam pelo seu rosto, Oneiros assistia a cena com prazer, se pudesse mataria o cavaleiro na frente dela. Para depois a possuir ali mesmo, a ninfa lhe causava muitas sensações e isso estava deixando ele louco de desejo.
Ela tenta se aproximar da cama na intenção de dar um beijo no rosto do espanhol, uma forma singela de despedida, mas é impedida por Oneiros.
— É melhor irmos embora, não tem mais nada para você aqui… — ele estende a mão para ela, a mesma pensa por alguns segundos mas acaba cedendo à ele.
Ele a envolve em seus braços e juntos desaparecem do quarto.
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El Cid passou a mão pela cama, procurava por Luna, mas não a encontrou ali ao seu lado. Ao abrir os olhos, sentiu uma forte dor na cabeça, parecia que estava de ressaca.
Olhou o quarto e não viu a ninfa ali, imediatamente ele se levantou e chamou por ela, mas não teve resposta.
Passou a mão pelos cabelos e a preocupação já o dominava, algo lhe dizia que havia alguma coisa de errado.
Abriu a porta do quarto e saiu pelo corredor chamando seu nome, não estava em nenhum cômodo, desceu e foi até a entrada da casa, ali ele deu de cara com Asmita.
O loiro não estava vestindo a armadura, vestia apenas um conjunto branco parecido com um pijama.
— Não me diga que está procurando pela Luna… — Asmita o encarava com medo da resposta que ouviria.
— Ela não está aqui. Não sei como ela saiu, eu não senti ela se levantar. — a voz do espanhol demonstrava sua preocupação.
— Eu acordei agora pouco, não sou de dormir com facilidade mas acabei dormindo profundamente. Estou zonzo e com dor de cabeça. — Asmita passava a mão no rosto secando as gotas de suor que lhe brotavam na testa.
— Acordei da mesma forma, acha que isso é obra do Deus do sono?
— Com certeza. Ele deve ter dado um jeito de entrar aqui sem ser percebido e levado a Luna.
Um breve silêncio se fez no momento, os dois se encaravam como se quisessem desvendar juntos o acontecido.
Ambos estavam com o coração apertado, a mulher que amavam estava nas mãos do inimigo, não conseguiam nem imaginar o que poderia acontecer.
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Oneiros se teletransportou até o castelo de Hades.Foi direto para o quarto que havia sido reservado para a ninfa.
O quarto era grande,maior que o do santuário, as cores ali eram todas escuras, dando um ar sombrio ao ambiente.
Luna estava adormecida em seus braços, antes de se teletransportar ele a colocou em um sono profundo. Queria evitar que acordada ela causasse problemas.
Com cuidado ele a colocou na cama e saiu. Foi direto para seus aposentos, precisava aguardar amanhecer para levá-la até Hypnos.
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Luna estava em um belo jardim, caminhava observando o lugar na esperança de encontrar alguém conhecido. Seu coração estava acelerado, sua última lembrança era de Oneiros dentro do quarto de El Cid.
— Será que foi tudo um sonho? — ela disse a si mesma.
— Infelizmente não. — a voz surgiu atrás dela e rapidamente Luna se vira.
— Asmita! — Em um impulso ela o abraça.
— Não tenho muito tempo, preciso que me ouça com atenção. — o indiano estava muito preocupado.
Luna fica parada de frente à ele e começa a ouvir o que havia acabado de acontecer. Asmita contou sobre o sono que abateu ele e El Cid, confirmou que Oneiros havia ido até o santuário e por último deu orientações a ninfa.
— Tente ao máximo esconder sua gravidez e faça de conta que está de acordo com o que Hypnos disser. Será perigoso bater de frente com ele. — ele segura as mãos geladas dela e sente o quanto ela está nervosa.
— Tenho muito medo do que ele possa fazer comigo.
— Não creio que lhe faça mal… pelo menos não assim de primeira. Por isso é importante que esconda seu estado e não discorde dele.
— Tudo bem, prometo que farei isso. Fico um pouco mais aliviada em saber que estão bem. Eu duvidei que esse Oneiros fosse cumprir com a palavra.
— Ele cumpriu, mas mesmo assim não confie em ninguém aqui. Falaremos com Athena e faremos o possível e o impossível para levá-la de volta.
— Eu confio em vocês... — ela se aproxima e toca o rosto de Asmita com carinho, tentando dessa forma deixá-lo um pouco mais calmo.
Em seguida ele desaparece, deixando a jovem sozinha em seu próprio sonho.
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