Notas iniciais
Olá pessoal!! Desculpem pela demora, mas anda dificil atualizar a fic. Esse capítulo é curtinho, mas preferi postar logo e dar inicio no novo. Boa leitura!! E obrigada por acompanharem

Era madrugada, Luna dormia tranquilamente nos braços de El Cid. Ele por sua vez, mantinha-se acordado, velando seu sono.

Logo mais, deveria retornar para sua casa, mesmo que sua vontade fosse dormir ao lado dela.

Mas, não era só isso que lhe segurava ali, após saber dos últimos acontecimentos, ficou com receio de deixá-la sozinha.

Enquanto a olhava, ele fazia carinho nos cabelos perfumados e macios da ninfa.

A sensação que ele possuía naquele momento, era algo tão bom, que ele não saberia descrever. Ela definitivamente, fazia parte de sua vida, não conseguia se imaginar, sem ela ao seu lado.

Seus belos olhos azuis, seu sorriso meigo e jeito de menina, tudo aquilo o conquistou de uma forma, que ele não sabia explicar.

Após alguns minutos, ele decide deixá-la e voltar para sua casa. Devagar, ele retira seu braço que estava debaixo dela e com esse movimento, a bela desperta.

̶ Aonde você vai? – Luna abre os olhos lentamente e agarra o braço do espanhol.

̶ Preciso voltar a minha casa, já está tarde.

̶ Achei que fosse dormir comigo – Luna fazia uma carinha de coitada, que comovia o coração duro de El Cid.

̶ Sabe que se pudesse, eu dormiria, mas prefiro voltar a minha casa, não quero que me vejam saindo daqui. As fofoqueiras do santuário, podem ficar falando de você.

̶ Não ligo para elas, sabe disso. – ela se levanta e o abraça.

Seu corpo nu, colado ao dele, já estava causando reações no espanhol, mas ele se manteve firme.

̶ Volte para a cama, amanhã nos encontramos, ai você dorme comigo, bem melhor do que eu dormir aqui.

̶ Tudo bem, amanhã ficamos juntos. – Luna beijou o amado e voltou para a cama.

Ficou a observá-lo, ele vestiu suas roupas e em seguida saiu do quarto. Daquele jeito, discreto e silencioso.

Ao ficar sozinha no quarto, ela começou a lembrar dos momentos quentes, dos beijos, abraços e caricias. A felicidade era tanta, que nem cabia no peito, seu amor pelo cavaleiro era forte.

Sentia, que dessa vez, era pra valer. Ficariam juntos, independente do que acontecesse.

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Alguns dias se passaram, Luna e El Cid estavam bem, desfilavam pelo santuário juntos. Não era nada assumido oficialmente, mas todos já haviam percebido a aproximação.

Em algumas noites, ela dormia na casa de capricórnio, as vezes iam juntos a vila, a felicidade do casal, era algo evidente.

Os comentários surgiam, mas nada que afetasse os dois, seguiam suas vidas tranquilamente.

Porém, além do santuário, mais alguém já havia visto o casal junto.

Oneiros, esse não perdia os passos da jovem e ao ver que ela estava junto com um cavaleiro de Athena, sentiu uma ponta de inveja.

Ele odiava a todos naquele lugar, saber que Luna estava nos braços de um mortal e ainda por cima, santo de Athena, o deixava mau humorado.

Assim que confirmou o relacionamento deles, foi logo contar a Hypnos.

Esse parecia tranqüilo, não se abalava e achou graça quando soube da novidade.

̶ Então, quer dizer que um santo de Athena esta se divertindo com minha filha? – Oneiros apenas manteve-se calado – Que maravilha, é bom que ele aproveite, pois, quando eu mandar buscá-la, isso acabará.

̶ O senhor já sabe, quando ela virá para cá?

̶ Estou planejando, tudo com calma, quero que Afrodite tenha uma chance de escolha. – o olhar de Hypnos, possuía um brilho diferente, estava com algo em mente e não deveria ser coisa boa.

***************

Gaia, observava o lindo dia que fazia. A ninfa, havia pedido permissão para Afrodite para visitar Luna.

A um bom tempo, não via sua protegida. A saudade lhe batia forte no peito, isso sem falar da preocupação.

Luna era muito jovem, inexperiente, por ter sido criada com todo mimo e proteção, ela desconhecia o mundo fora do santuário.

Sua mente estava fervendo, logo sentiu a presença de sua deusa, que havia acabado de entrar na sala.

̶ Está pensando na visita? – pergunta Afrodite se aproximando dela.

̶ Sim, senhora. Estou ansiosa, para visitar nossa menina.

̶ Pelas informações, que tenho recebido do santuário, por hora está tudo bem, ela não tem tido mais aqueles pesadelos.

̶ Pesadelos que sabemos bem, que são de propósito... – Gaia tinha raiva no olhar, só de lembrar que Hypnos estava a atormentar a própria filha.

̶ A vontade que tenho é de voltar lá, no castelo de Hades. Mas, sei que não adianta, pois aquele maldito só se importa com seus caprichos.

̶ É com isso que não me conformo, senhora.Ele não respeita a própria filha, não demonstra nem um tipo de afeto.Sei, que ele e o irmão, são seres cruéis, mas pensei, que se por tratar de um laço familiar, ele agiria diferente.

̶ Infelizmente, não podemos alimentar esperanças, em relação a esses dois – Afrodite caminhava pela sala – Nunca tiveram piedade ou qualquer tipo de sentimento bom, não imaginei que Hypnos, se comportaria diferente em relação a filha.

Um silêncio, tomou conta do local. As duas ficaram concentradas em seus pensamentos, por alguns minutos.

̶ Meu medo é que um dia, ela descubra a verdade e da pior forma possível – Gaia, olhava com tristeza, para Afrodite.

̶ Se as coisas piorarem, eu mesma contarei toda a história para ela, até mesmo porque,é o certo a se fazer.Mas, confesso que esse não é meu desejo.

̶ Eu só queria que ela estivesse aqui, sob nossa proteção, mas infelizmente não teríamos paz – Gaia, foi até a janela, observou a bela vista do santuário.

̶ Bom, amanhã você estará com ela.Aproveite o dia, converse, mate a saudade e procure disfarçar sua angustia.Não deixe, que ela desconfie de nada.

̶ Pode deixar, senhora. Terei cuidado. – em seguida, a ninfa pediu licença e se retirou da sala.

Afrodite ficou sozinha, em seu peito, um pressentimento de que em breve estaria com Hypnos novamente.

***************

Era fim de tarde, o sol já estava se pondo, o agito no santuário ia aos poucos terminando.

Longe de tudo isso, na casa de capricórnio, Luna e El Cid aproveitavam a companhia um do outro.

Deitados na cama, os dois se beijavam intensamente, a mão do espanhol, percorria as curvas da amada.

Ela por sua vez, mantinha-se completamente entregue ao desejo e ao amor.

Assim que separou seus lábios dos dela, El Cid ficou a olhar profundamente, aquele par de olhos azuis.

̶ Não quero que esse momento acabe... – diz o cavaleiro, enquanto acaricia o rosto dela.

̶ Nem eu...

̶ Ainda bem que essa noite, não farei ronda.Podemos ficar aqui, o tempo que quiser.

̶ Então, passarei a noite com você.Não tenho vontade de sair daqui – Luna saiu de baixo do abraço do espanhol e pulou em seu colo.

Com um sorriso maroto, ela se aproximou e depositou um leve beijo nos lábios dele.

̶ Vou pegar vinho, você quer? – pergunta El Cid, pegando a ninfa pela cintura e a colocando ao seu lado.

̶ Sim, um pouco.

Enquanto ele pegava o vinho, na mesinha que havia no canto do quarto, Luna ficou a observar pela janela, o fim de tarde.

Sentia uma paz muito grande, um sensação boa, que nunca havia sentido antes. Algo diferente, que só o amor realmente poderia proporcionar.

Em pé com as duas canecas em mãos, o espanhol admirava a jovem.

Ela estava sentada, com o rosto virado para a janela, seus belos cabelos presos em um coque desarrumado.

Os seios a mostra, o lençol cobria apenas da cintura para baixo, uma visão que para ele, parecia ter saído de um quadro.

Devagar ele se aproximou, sentou ao lado dela, dando em seguida um beijo em seu ombro.

̶ Aqui está – ele entrega a caneca para ela.

̶ Obrigada

̶ Em que estava pensando?

̶ Em nós... em minha vida antes de vir para o santuário.

̶ Sente saudade de suas irmãs? Do santuário de Afrodite?

̶ Sim, minha vida mudou muito e em pouco tempo. Sinto saudade da minha rotina, da convivência com todas e principalmente com Gaia .

̶ Entendo, realmente tudo por aqui é diferente. Mas, você tem se saído bem, pelo que vejo.

̶ Me acostumei. Até mesmo com o fato de subir tanto essas escadas – Luna sorriu e El Cid deu um sorriso tímido para ela.

Realmente, subir todos os dias era cansativo, para uma pessoa que não tinha o costume.

̶ Quero que você durma comigo, essa noite.

̶ Não precisa nem pedir...faço questão de dormir ao seu lado. – a ninfa se aproxima e beija o espanhol.

Ele por sua vez, a puxa pela cintura para mais perto e aprofunda mais o beijo.

̶ Quando você me beija desse jeito, fico com as pernas bambas – ela diz baixinho para ele.

̶ Essa é a intenção...

Em seguida ele pega a caneca da mão dela e coloca as duas no chão. Logo, ele cola seu corpo ao dela, beijando o pescoço e apertando o seio da jovem.

O clima prosseguiu quente e pelo visto seria assim, pela noite toda.

Notas finais
O que acharam?? Me desculpem por qualquer erro, espero que tenha gostado. Um beijo e até mais!