Somente Eu e Você

16 Emoções a flor da pele


Notas iniciais
Olá pessoal! Estou de volta e com um novo capítulo. Boa leitura!

Assim que chegou em sua casa,Kárdia foi logo para o quarto, o que mais queria era se jogar na cama e ficar sozinho.

Em sua mente, o momento do beijo se repetia a todo instante. Ao parar em frente a porta do quarto, ele encostou a testa na mesma e permaneceu ali com os olhos fechados.

Ao relembrar a sua atitude ousada, ele pode sentir o gosto dos lábios de sua amada, como era doce e delicada, ele pensava.

Após um longo suspiro, ele abre a porta e entra,mas não teve uma boa surpresa.

Ali deitada em sua cama, estava Ester, uma serva com quem ele tinha um caso.

—O que faz aqui? – ele pergunta enquanto se dirigi até ela.

A moça se levanta e se aproxima dele, com um sorriso maroto, ela logo o abraça e lhe dá um beijo.

Esse que não foi correspondido pelo escorpiano, assim que ela se afastou, ele a olhou com indiferença.

—Não gostou da surpresa? – a moça pergunta com receio da resposta que viria.

—Não deveria ter vindo, não estou bem. – ele responde de uma forma ríspida, incomodando a bela jovem.

Ela se afasta e ele tira a camisa a jogando em seguida no chão, calmamente caminha até a cama e se deita.

Ester fica a observar cada movimento dele, na esperança de que se arrependesse e pedisse sua companhia.

Após alguns segundos, ele quebra o silêncio.

—Ainda está ai? – ele pergunta, sem nem ao menos abrir os olhos para encarar a moça.

Ester se enfurece com o jeito do escorpiano, se aproxima da cama e diz:

—Estar mal não te dá o direito de me tratar assim. – em seguida ela dá meia volta e sai do quarto, batendo com força a porta.

Ele abre os olhos, respira fundo e volta a fechá-los.

Ester era para ele um passatempo, gostava de estar com ela, mas somente para satisfazer seus desejos.

Era do tipo de mulher que não tinha uma conversa agradável, e por muitas vezes seu jeito o irritava.

Mas, como a química na cama era boa, ele decidiu continuar com a relação.

Agora que estava sozinho, aproveitaria para dormir um pouco, precisa descansar. Sempre que o mal estar passava, seu corpo ficava todo mole.

Era como se tivesse treinado o dia inteiro, por isso precisava se recompor.

Pretendia se encontrar com Sasha no dia seguinte e conversar sobre o ocorrido.

******************

Luna estava em seu quarto sozinha, tinha ido até os aposentos de Sasha, mas a deusa disse que estava indisposta e preferia ir dormir.

Ela então retornou e desde então estava sem fazer nada, apenas arrumando alguns vestidos e pensando na vida.

Já fazia um tempo que El Cid e Sisifo haviam partido em missão, sua mente sempre se direcionava para o espanhol.

Queria saber se o mesmo também pensava nela, se lembrava dos beijos trocados na cozinha da casa de capricórnio.

Ao se recordar disso, sentiu um arrepio e logo sentiu um calor lhe subir pelo corpo todo.

Para afastar esses pensamentos, decidiu se concentrar em arrumar seus pertences.

Pegou uma caixa de jóias e começou a mexer em seus colares.

Gostava de todos, mas um deles era especial, o colar de esmeralda que herdou de sua mãe.

Luna pegou o colar e ficou olhando para ele, em seus olhos a tristeza era nítida.

—Queria me lembrar de você... – ela diz enquanto acaricia com a ponta do dedo a preciosa pedra verde.

Uma onda de tristeza a invade nesse momento, ela aperta a jóia contra o peito, lágrimas começam a rolar pelo seu rosto.

—Como queria tê-la aqui comigo...

Seu choro foi interrompido por batidas na porta, Luna já sabia que deveria ser Ágata, ela deveria estar levando o jantar.

Rapidamente a ninfa enxugou as lágrimas, e tratou de se recompor, não queria que a menina a visse naquele estado.

Em seguida levantou-se e foi abrir a porta.

—Boa noite Luna, trouxe seu jantar. – diz a jovem com um simpático sorriso.

Luna deu um sorriso singelo, deu passagem para a garota entrar.

Ágata entrou e colocou a bandeja na mesinha, em seguida se dirigiu até a porta.

Ela ia saindo, porém Luna a chamou de volta.

—Já encerrou suas atividades?

—Sim, só faltava trazer seu jantar, depois uma das meninas viria aqui pegar a bandeja. – responde Ágata.

—Gostaria que me fizesse companhia, você pode?

—Claro que sim senhorita. – diz a jovem esbanjando sua simpatia de sempre.

Luna se anima, afinal de contas, não queria ficar sozinha enquanto comia.

A presença de Ágata a animava muito, e isso faria com que deixasse a tristeza de lado, pelo menos naquela noite.

*************************

Sasha estava em seu quarto, já havia se deitado havia algum tempo.

Rolava de um lado para o outro e não conseguia dormir.

Estava feliz e ao mesmo tempo angustiada, sua mente estava a mil.

Confusa e admirada com a atitude de seu melhor amigo.

—Por que fez isso? – ela se pergunta enquanto permanece com a cabeça encostada em seu travesseiro.

Algo acontecia dentro de seu coração, mas o medo por não saber ao certo o que era, a deixava mal.

Não sabia como o encararia dali para frente.

*********************

Um belo jardim, rosas vermelhas, azuis e brancas.

Luna caminhava, sentia a grama macia sob seus pés, aquela sensação era ótima.

Passava pelos arbustos e acariciava cada botão de rosa que via.

O sol brilhava forte e o céu estava limpo, sem nuvens.

Uma voz fez com que voltasse sua atenção para frente, ali poucos metros, havia uma mesa com duas cadeiras.

Em uma delas estava sentada uma mulher com longos cabelos cacheados e um vestido azul.

Uma emoção tomou conta do peito da ninfa, aquela mulher só poderia ser ela.

Sem esperar mais, ela correu até a mesa, assim que se aproximou, recebeu um enorme sorriso da moça que ali estava.

Ela levantou-se e disse:

—Como você cresceu!

—Mãe? É você? – Luna pergunta cheia de esperança.

Eva abre os braços, Luna se abraça a mãe, o conforto do abraço materno era algo que naquele momento ela necessitava aproveitar.

—Estava morrendo de saudades, meu amor. – diz Eva enquanto acariciava os cabelos de sua querida filha.

Luna não conteve as lágrimas que vinham, chorou igual a uma criança.

—Nem acredito que está aqui...

Eva se afastou e olhou bem para o rosto dela, Luna sorria em meio ao choro.

Não estava acreditando no que estava acontecendo, sua mãe ali bem a sua frente.

—Precisava vir te ver.

De repente, um vento gelado percorreu o local, o céu que estava lindo e ensolarado, ficou escuro e carregado de nuvens.

Eva olhou para o céu, seu semblante ficou sério e preocupado.

Luna logo estranhou, olhou para o céu e viu uma enorme sombra se aproximar.

Aquilo lhe causou um arrepio, aquela mudança estava estranha.

—O que está acontecendo? – pergunta Luna assustada.

—Ele está se aproximando... – responde Eva.

—Ele quem?

Nessa hora, o chão se abre e Eva cai em um buraco.

Luna grita e tenta segurar a mãe pela mão, mas não consegue ser rápida.

—Mãe! – Luna se ajoelha e olha para o buraco, na esperança de vê-la.

Ao olhar para cima, Luna vê a um home trajando uma armadura escura.

Seu rosto ela não conseguia ver, mas por estar vestido daquela forma, achou que fosse um cavaleiro.

—Por favor, ajuda minha mãe! – ela grita para ele.

O homem apenas ri, aquela risada faz com que Luna sinta um medo terrível.

Então ela começa a correr, desesperada ela nem olha para trás.

Ao tropeçar em uma pedra ela cai, em seguida acorda em sua cama.

Suada e assustada, ela tenta entender o sonho que acabou de ter.

Notas finais
E ai o que acharam? Segue abaixo o link com a imagem do colar que a Luna herdou da mãe. http://1.bp.blogspot.com/-g4dcWNxPOEI/UsIZNTjsv2I/AAAAAAAADSw/3SRI4qHrp1g/s1600/elizabeth+taylor+nathaly+petckowiichy+colar+de+esmeraldas+e+diamantes+dubai+paris+luxo.jpg Obrigada por acompanhar! Beijos em todos ;*