Somente Eu e Você
35 Conversa franca
Notas iniciais
Assim que chegaram na parte superior da casa, El Cid pediu que Sasha se acomodasse na pequena sala.
Lá havia uma poltrona velha, mas limpa e bem cuidada. Ali, a pedido do espanhol, Sasha sentou e aguardou que ele retornasse.El Cid havia ido pegar uma cadeira na cozinha, para que pudessem iniciar a conversa.
Ao chegar, ele posicionou a cadeira de frente a deusa, sentou e aguardou que ela começasse a falar.
̶ Bem, primeiramente quero agradecer, por me receber, sei que agora é seu momento de descanso.
̶ Não precisa agradecer,senhorita. Não é nenhum incômodo.
̶ Serei direta, El Cid – Sasha respira fundo – Soube que sua briga com Asmita foi devido ao ocorrido com a Luna.Você soube que ela dormiu na casa de virgem, que uma das servas a viu saindo do quarto dele, pela manhã. Eu sei de seu relacionamento com ela, somos amigas e trocamos confidências.
Enquanto Sasha falava, El Cid se via surpreso com tamanha amizade entre elas. Não imaginava que Luna havia contado sobre o relacionamento, e nem queria imaginar se ela deu detalhes.
̶ Eu entendo que esteja chateado, bravo, mas não ocorreu nada demais naquela noite. Luna, foi parar na casa de virgem, por causa de um pesadelo, pode parecer um motivo banal, mas não é.Foi necessário, que Asmita fosse ajudá-la, Luna poderia estar correndo perigo, todo cuidado com ela é pouco.
Após essa última frase, Sasha viu que El Cid achou estranho.
̶ Me desculpe, mas Luna corre algum perigo? – pergunta o espanhol, que não estava entendo nada.
̶ Sim,infelizmente. – Sasha mantinha seu olhar firme – A pouco tempo, Afrodite me revelou, que Luna é filha de um deus muito poderoso e cruel.
̶ Um deus?
̶ Sim El Cid, Luna é filha de Hypnos. – Sasha despejou a verdade e viu diante de si um olhar de espanto.
O espanhol chegou a abrir a boca, mas as palavras não saíram, um nó se formou em uma garganta.
Como que Luna, um ser tão lindo e delicado, poderia ser filha de um deus cruel e que era braço direito de Hades.
̶ Eu não consigo acreditar...me perdoe senhorita, mas não consigo ver a Luna como filha de um ser desprezível como ele.
̶ Quando eu soube disso, também demorei a acreditar, mas Afrodite jamais mentiria sobre algo.
̶ Mas, porque Asmita está envolvido nessa estória? Ele foi escolhido para protegê-la? – as perguntas começaram a sair rapidamente e Sasha viu que seria necessário, explicar tudo desde o início.
̶ Vou falar tudo para você, explicar o que ocorreu.
Assim, Sasha começou a narrar os últimos acontecimentos.
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Oneiros, caminhava tranquilamente pelos corredores, do castelo de Hades. Em sua mente, o beijo que roubou de Luna, se repetia a todo momento.
Um sorriso de satisfação estava estampado em sua face, não havia planejado nada, tudo foi acontecendo de uma forma natural.
Só precisava se conter, para não por em risco os planos de Hypnos, pois se isso ocorresse, ele estaria em maus lençóis.
̶ Quem será o motivo desse sorriso? – uma voz surgiu logo atrás, mas Oneiros já sabia quem era.
̶ O que quer,Phantasos? – diz Oneiros sem nem ao menos se virar.
̶ Apenas saber, o motivo de sua alegria, meu irmão. – Phantasos, acelerou o passo e ficou ao lado dele.
Se havia algo que Oneiros detestava, era a mania que o irmão tinha de se envolver em sua vida.
̶ Creio que isso não seja da sua conta.
̶ Nossa, educado como sempre.Mas, não tem problema, imagino que seja por causa da nossa irmã mais nova... – o olhar de Phantasos foi malicioso, gostava de provocar o outro e isso o satisfazia, em suas horas de tédio.
̶ Por que não vai atormentar algumas almas e me deixa em paz? Seria bem mais interessante, não acha?
̶ Uma boa idéia...mas sabe que gosto de te perturbar.Apesar, que a curiosidade me atiça, você sabe quando a ninfa vem para cá?
̶ Você sabe que não – Oneiros para e encara o irmão – Hypnos não me deu novas ordens, por enquanto estou apenas vigiando, passando para ele qualquer novidade a respeito dela. Se ele tiver que anunciar sua chegada, fará isso com todos nós presentes.
Phantasos o encarava sério, as vezes tinha a impressão de que Oneiros era o favorito, que ele soubesse sobre coisas que ele e os outros não sabiam.
Mas, nesse ponto ele estava certo, Hypnos convocaria a todos para dar a notícia.
̶ Tudo bem, realmente você tem razão.
̶ Vou resolver alguns problemas, vem comigo ou vai arrumar outro passatempo?
̶ Irei com você, por hora estou sem ter o que fazer.
Os dois seguiram juntos, todos ali tinham tarefas, se alguém precisasse de ajuda, o outro deveria colaborar. Afinal de contas, estavam todos juntos no mesmo barco e preguiça não era aceito naquele lugar.
Mesmo que fossem deuses, tinham suas obrigações, ainda mais sendo ajudantes dos deuses gêmeos.
**************
Já era noite, o vento que soprava era fresco, o céu estava estrelado.
Na entrada da casa de capricórnio, El Cid permanecia parado, estava pensativo. Tudo o que Sasha lhe disse, martelava em sua mente, tanto que desde então, estava sentindo fortes dores de cabeça.
Mas, isso não era nada, comparado ao fato de sua amada, ser filha de um inimigo.
A todo momento, relembrava a briga que tiveram, a forma rude como falou com ela, o rosto triste da bela jovem.
El Cid fechou os olhos, sentiu a brisa da noite tocar seu rosto, respirou fundo.
Ao abrir novamente os olhos, mirou o céu, estava lindo, uma noite muito agradável.
Na mesma hora pensou em Luna, em como ela estaria, se estava bem. A vontade que tinha era de correr ao seu encontro, pedir perdão pelo que havia feito, mas não podia se deixar levar pela emoção.
Precisava colocar as idéias em ordem, para enfim ter uma conversa séria com ela.
Além dela, precisava falar com Asmita também, se desculpar pelo ocorrido. Nada era fácil, mas precisava ser feito.
Após mais alguns minutos, o espanhol decidi ir até a casa de virgem. Queria resolver com Asmita o mais rápido possível, isso estando resolvido, seria a vez de Luna.
**************
Sasha estava totalmente rendida,em seu quarto, havia um belo escorpiano. Em seus braços, ela se aconchegou e os beijos eram intensos e saborosos.
Estavam deitados em sua confortável cama, ele por cima dela, uma de suas mãos, deslizava pelo corpo da jovem deusa.
A boca do cavaleiro, saiu da boca rosada de Sasha, foi para seu pescoço, ali depositou um beijo molhado. Ela por sua vez, gemeu baixinho e se remexeu embaixo dele.
O som que ela produziu, o excitou ainda mais, já estava com seu membro ereto e dolorido dentro de sua calça.
Em seguida, ele levantou e tirou sua camisa, jogando-a no chão. Luna observava o físico perfeito do amado, ombros largos, peitoral definido e uma barriga bem trabalhada.
Seu olhar desceu mais um pouco e logo chegou ao volume que havia na calça.
Kárdia logo viu o interesse dela, com um sorriso malicioso, ele pega em seu membro e aperta, mostrando a ela o que tinha a oferecer.
Sasha estava corada, devido a alta temperatura naquele quarto.
̶ Posso tirar tudo, minha deusa? A pergunta saiu com um ar ousado, que fez a jovem ficar sem palavras.
Ela apenas afirmou com a cabeça, ele saiu da cama e caminhou até o lado dela. Seus olhares se mantinham ligados, assim que parou ao lado da cama, Sasha se virou em sua direção.
Ele desatou o laço que segurava a calça, logo o tecido deslizou pelo seu corpo, indo ao chão e revelando o que tanto queria mostrar.
As bochechas da deusa, ficaram mais vermelhas, nunca havia visto um pênis antes, ficou surpresa.
̶ Gostou? – pergunta o escorpiano, voltando a cama e deitando ao lado dela.
̶ Sim... – Luna se aninhou nos braços dele novamente – Não imaginava que fosse assim.
̶ Decepcionada?
̶ Não, pode ter certeza – em seguida, eles se beijaram, Kárdia voltou a ficar por cima dela.
Seus corpos estavam em sintonia, Kárdia se encaixou entre as pernas dela, levantando o vestido, até a cintura, fez com que seu membro ficasse colado a parte íntima dela.
Sasha queria se afastar, mas ao mesmo tempo, a vontade de continuar, era maior.
Kárdia, era rápido em seus movimentos, aproveitou que estavam envolvidos e desceu uma das alças do vestido, com vontade, acariciou o mamilo rijo dela.
Sasha gemia cada vez mais, sentia a boca dele, sugar seu seio, sua mão acariciar seus cabelos, mas o melhor estava por vir.
Ele desceu a mão, até seu ponto fraco. Assim que começou a tocar sua intimidade, ela foi ao delírio.
Se retorcia, gemia e apertava os braços do cavaleiro, ele estava adorando ver as reações dela, sentir a umidade entre seus dedos, aquela carne macia e intocada.
Sem conseguir se controlar, ele encaixou a ponta de seu pênis, na entrada úmida dela. Sasha ficou com medo e antes mesmo que ele tentasse algo mais, ela se afastou.
̶ Por favor...espere mais um pouco... – ofegante, ela pediu que ele esperasse.
Kárdia sentou, olhava para ela com desejo, mas sabia que ela ainda estava insegura. Sabia que com ela, deveria ir devagar, mas com certeza não seria em vão.
̶ Eu irei esperar o tempo que você quiser – ele se aproximou e abraçou a amada – Quero que saiba, que estou com você, por amor e não apenas desejo.
Ainda abraçados, Sasha se comoveu com a declaração, estava apaixonada, sentia por ele algo que não conseguia descrever.
̶ Eu te amo, Kárdia e agradeço por esperar – em seguida eles trocaram olhares e se beijaram.
Aquela noite terminava por ali, estava ficando tarde e ele precisava voltar a sua casa.
******************
El Cid chegou a frente da casa de virgem, encarou aquela entrada, sabia que entrando ali, uma séria conversa o aguardava.
Através do cosmo, ele chama por Asmita. Após alguns minutos, o virginiano o responde.
̶ O que deseja, El Cid?
̶ Peço permissão para entrar, quero conversar com você.
̶ Não estou disposto a discutir com você – Asmita não queria receber o espanhol, mas já sabia o motivo de sua ida até lá.
̶ Não vim até aqui para isso, vim em paz.
̶ Tudo bem...pode entrar.
Assim que entrou, El Cid sentiu a vibração tranqüila dentro daquele local.
Deu mais alguns passos, não viu o dono da casa,logo imaginou que ele deveria estar descendo.
̶ Pode subir, estou te aguardando. – a voz de Asmita ecoou pela casa.
O espanhol, seguiu pela escada que levava até o andar de cima, assim que chegou, viu o virginiano.
Asmita estava sentado, entre almofadas, em sua pequena sala, ao seu lado havia um incenso que queimava, deixando no ar, um leve aroma adocicado.
̶ Fique a vontade, aproxime-se.
̶ Não pretendo ficar de rodeios, você já deve saber o motivo dessa minha visita. – El Cid caminhava tranqüilo, ficando de frente ao indiano.
̶ Sim, eu sei. Athena conversou com você, sobre o caso da Luna.
O espanhol respirou fundo,aquele assunto para ele, ainda era surreal.
̶ Quero entender melhor, ouvir de você,saber como é o cosmo que ronda o santuário, que está atrás de Luna.
Asmita, com sua calma,pediu ao espanhol que se sentasse. El Cid, logo atendeu ao pedido do dono da casa.
Aos poucos, ele narrava tudo que havia ocorrido. Desde, o dia em que percebeu a presença de um inimigo próximo ao santuário, que havia uma ligação com Luna.
El Cid apenas ouvia a tudo atentamente. Tudo que Sasha havia lhe dito, estava sendo repassado, mas agora pelo virginiano.
̶ Tive receio, de que alguém fizesse mal a Luna, através do sonho. Os deuses dos sonhos, são espertos e agem em silêncio.Algo que pode parecer um simples pesadelo, pode esconder um perigo.Eu preferi não arriscar, por isso a deixei dormir aqui. – Asmita, pegou uma caneca que havia ao seu lado e tomou um gole de água.
̶ Mas, foi bem claro, pelo que me disse, que tentaram algo. – El Cid estava nervoso, só de imaginar Luna em perigo.
̶ Sim. Mas, por sorte não conseguiram ir adiante.
̶ Tudo isso me pegou de surpresa, jamais imaginaria algo assim.
̶ Nem mesmo Athena imaginou, Afrodite revelou para ela a pouco tempo.
̶ O pior de tudo isso, é não poder revelar para Luna a verdade.Acho que ela tem o direito de saber, pelo menos teria consciência, do que está acontecendo.
̶ Concordo com você, mas foi um pedido de Afrodite, deve ser respeitado. Athena se comprometeu com ela, devemos apenas obedecer.
̶ Eu sei... – um silêncio se fez no local, ambos ficaram quietos, com seus pensamentos.
̶ Agradeço por ter me recebido e por esclarecer tudo – El Cid se levanta – Me desculpe, hoje eu me passei do meu limite, não deveria ter extrapolado.
̶ Não precisa se desculpar, entendo seus motivos. – Asmita também se levanta – Agora lhe dou um conselho, se me permite.
̶ E qual seria?
̶ Faça as pazes com ela,Luna é uma menina maravilhosa e te ama.Não desperdice seu amor,esteja ao lado dela e a proteja também. – aquelas palavras, foram ditas com toda a sinceridade, Asmita realmente desejava ver Luna feliz e sabia que isso aconteceria, se o espanhol estivesse com ela.
El Cid ficou surpreso,não imaginava que ouviria aquilo e logo dele, que claramente sentia lago pela ninfa.
̶ Agradeço mais uma vez por me receber,preciso ir. – após essas palavras, El Cid dá as costas para Asmita e vai embora.
O virginiano, sentiu quando ele deixou de vez a casa. Sentou novamente, entre suas almofadas.
Sua boca disse belas palavras, sinceras, porém, dolorosas. Na verdade, ele acreditava que El Cid não merecia Luna, gostaria de poder ficar com ela, mas sabia que seu amor pertencia ao espanhol.
Após essa conversa, ele decidiu voltar as suas meditações.
Enquanto isso, El Cid ia em direção contrária a sua casa.
Seu destino, era os aposentos da ninfa,não queria perder mais nem um minuto.Precisava falar com ela, pedir seu perdão e ficar com ela.
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