Somente Eu e Você
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Me desculpem a demora.
Andei sem inspiração mas ja estou de volta.
Boa leitura!
Naquela mesma noite, Luna voltou para seu quarto.
Assim que fechou a porta, jogou-se na cama e a felicidade era tanta que seu sorriso era enorme.
Enquanto se lembrava dos momentos quentes com El Cid, passava os dedos pelos lábios e suspirava. Não queria que tivesse acabado tão rápido.
Achava fascinante a forma como ele a tocava e o beijo era algo maravilhoso, nunca tinha imaginado que seria tão bom.
A vontade que tinha era de voltar até a casa de capricórnio e se entregar aos braços do espanhol.
A ninfa se lembrou das conversas que tinha com suas irmãs.
As mais velhas, contavam como era se entregar a um homem. Diziam que era gostoso e que quando envolvia amor ficava melhor ainda.
Luna era virgem e também nunca havia beijado antes. Em pouco tempo, já estava envolvida com o cavaleiro e tendo momentos tão íntimos.
Ao recordar de tudo, ela acabou se levantando e indo até a janela.
Ficou observando a lua, estava cheia e sua beleza encantava a jovem.
Sentiu que estava se apaixonando pelo cavaleiro, seu coração transbordava de alegria.
Permaneceu mais alguns minutos pensando na vida, mas logo foi dormir.
Enquanto a ninfa dormia, El Cid e Sisifo conversavam.
—O que é tão importante, Sisifo? – pergunta o espanhol pegando mais vinho na garrafa.
—Me desculpe, meu amigo. Eu não sabia que ela estava aqui. – disse o sagitariano ainda se desculpando por ter atrapalhado o outro.
El Cid tomou um gole da bebida e em seguida disse:
—Agora não tem importância...mas vá em frente, diga qual é o assunto.
—Conversei com Athena, sairemos em missão em breve.
—Qual o objetivo?
—Saber mais sobre os deuses gêmeos. – responde Sisifo pegando um pouco da bebida.
Os dois conversaram um pouco sobre o assunto, mas depois de alguns minutos o foco foi para outra pessoa.
—A moça e você...estão tendo um romance? – pergunta Sisifo com um sorriso nada discreto.
—Sabe que não tenho romances. – responde o espanhol com seu jeito seco.
—Ela sabe disso?
—Não... ainda não sabe. – em seguida El Cid se levanta e coloca a caneca suja em cima da mesa.
Sisifo respira fundo e se levanta, em seguida se aproxima do amigo.
—Você sabe que te considero como um irmão, por isso me sinto no dever de te alertar.
El Cid olha para seu amigo com curiosidade.
—Pode falar, sabe que não precisa de rodeios.
—A Luna é diferente das mulheres com quem você se encontra e por isso deve ter cuidado. – disse enquanto via a face de seu amigo mudar.
—Eu sei...mas não tive como evitar, quando vi já estava com ela em meus braços. – responde enquanto se dirigia até a mesa novamente.
Para seu amigo agir daquela forma, era porque realmente o desejo era forte.
Mas, Sisifo se sentia na obrigação de dar um conselho para ele.
—Você sabe que se concluísse o que estavam fazendo...seria bem difícil de resolver depois.
—Diz isso por causa da virgindade?
—Sim, isso te levaria a assumir um compromisso, não acha? – diz o sagitariano estranhando a pergunta do amigo.
—Nunca ouviu as estórias sobre as ninfas?
—Sim, mas nem todas são iguais...e me parece que ela é uma exceção.
Após essa resposta, o espanhol ficou pensativo.
Não tinha passado pela sua cabeça, que a ninfa fosse virgem.Na verdade ele percebeu que naquele momento íntimo ela se atrapalhou um pouco.
Porém, no calor do momento, nem se importou com isso.
—Agora você pegou um detalhe importante. – disse enquanto permanecia parado olhando fixamente para o chão.
—E tem mais um.
—Qual? – El Cid pergunta sem muito interesse.
—Ela pode se apaixonar por você.
Nesse momento, o cavaleiro de capricórnio saiu de seus pensamentos e voltou a realidade.
Olhou para o amigo com preocupação. Tudo que menos queria era que isso acontecesse.
Durante muito tempo, evitou se apaixonar e ter algo mais sério.
Se caso isso acontecesse, ele teria um problema no santuário.
—Eu não tinha parado para pensar nisso. – ele diz enquanto passa a mão na testa.
—Mas veja o lado positivo de tudo isso.
—E tem? – pergunta El Cid com um ar de deboche.
—Você precisa de uma companheira, nada melhor do que uma moça como ela. – responde Sisifo com sua simpatia de sempre.
El Cid permaneceu calado, sentia necessidade de uma pessoa que pudesse ficar ao seu lado.
Uma mulher especial, assim não precisaria passar seus dias sozinho.
Mas a vida de cavaleiro fazia com que ele abandonasse essa idéia várias vezes.
Era muito cedo para dizer que sentia algo além de desejo, por isso preferiu não responder a essa opinião do amigo.
—Bom, já disse tudo que queria. Preciso voltar para minha casa, já está tarde.
Após dizer isso, Sisifo se despede do espanhol e segue seu caminho.
Estava torcendo para que essa estória dos dois desse certo.
Desejava que o amigo fosse feliz e deixasse de ser tão rigoroso consigo mesmo.
********
No dia seguinte tudo correu normalmente.
Porém Luna não teria a companhia da amiga durante o dia. Sasha não estava muito bem e preferiu ficar sozinha em seu quarto.
A ninfa se preocupou e disse que ficaria com ela, mas a deusa pediu para que saísse e aproveitasse o dia.
Ás vezes, Sasha não estava muito disposta, mas mesmo assim saía para não deixa-la sozinha.
A tristeza era um mal que de vez em quando derrubavam a jovem italiana, Luna entendia e respeitava esse momento.
Durante a manhã, ficou na cozinha conversando com as servas e depois foi levar o almoço da deusa.
Ao entrar no quarto para colocar a bandeja na mesa, ela vê sua amiga deitada na cama.
Aproximou-se e viu que estava acordada, mas tinha o olhar triste e parecia estar com a mente longe.
—Sasha, você está melhor? – pergunta Luna tocando o ombro dela.
A garota olha para ela, força um sorriso e diz que sim.
—Precisa de mim?
—Não, pode ir dar umas voltas. – responde a deusa se sentando na cama.
—Sabe que fico preocupada. Quero que melhore logo. – diz a ninfa se sentando ao seu lado.
—Isso passa....logo estarei bem e podemos voltar a sair juntas. – responde Sasha tocando carinhosamente a mão dela.
Luna entendeu, e logo em seguida saiu do quarto.
Enquanto voltava para seus aposentos, pensou em fazer algo para passar o tempo.
Em sua mente, logo veio o cavaleiro de capricórnio e abriu um enorme sorriso ao recordar o acontecido da noite anterior.
Decidiu ir até ele, queria tocá-lo e estar em sua companhia.
Assim, logo mudou seu rumo e partiu até as casas do zodíaco.
*********
El Cid estava cansado, além de treinar seu aprendiz ainda tinha seu treinamento para aperfeiçoar sua técnica.
Almoçou e deitou-se um pouco, o calor estava o deixando inquieto. Tentou dormir um pouco, mas não teve sucesso.
—Que calor insuportável! – exclamou e se levantou em seguida.
Ficar ali não era mais um boa idéia, enquanto tomava um pouco de água, lembrou-se da cachoeira.
Era uma excelente opção, claro que corria o risco de encontrar a ninfa. Talvez no fundo essa fosse sua vontade.
Pensou em desistir,porém não queria ficar fugindo dela.
Após a conversa com Sisifo, ele decidiu se afastar e para isso teria que conversar com a ninfa.
Não seria certo depois de tudo que aconteceu na noite anterior, simplesmente sumir e deixa-la sem uma explicação.
El Cid tinha caráter e por isso decidiu fazer tudo certo.
Trocou de roupa, colocou algo bem simples e saiu de casa, iria se refrescar e mais tarde procuraria a Luna.
Enquanto o espanhol seguia seu caminho, Luna se aproximava da casa de capricórnio.
Cada passo que dava, fazia com que seu coração acelerasse ainda mais.
Assim que entrou na casa chamou pelo cavaleiro, mas ninguém respondeu.
—Será que ainda está na arena? – perguntou para si mesma, enquanto dava umas olhadas pela casa.
Pensou em subir as escadas e ir até os aposentos, mas na hora em que ia se dirigir até ela, ouviu uma voz.
—Tem certeza que vai subir?
Luna se assustou e ao se virar deu de cara com Manigold.
O cavaleiro de câncer estava de passagem, e ao ver a ninfa decidiu observar o que ela iria fazer.
—O carrancudo não gosta que entrem em seus aposentos, la mia bella. – diz o italiano com um sorriso sarcástico.
—Eu não ia subir....estava apenas procurando o senhor dessa casa. – diz a ninfa demonstrando um certo nervosismo.
Manigold percebe, mas como tinha um encontro com Sage, preferiu não prolongar a conversa.
—Se está procurando pelo espanhol, é mais fácil ir até sagitário e perguntar por ele. Não faz muito tempo que saiu.
—Sisifo está lá?
—Sim. Aproveite enquanto está almoçando. – responde o italiano indo para a saída a casa.
Luna respira aliviada com a saída do cavaleiro, apesar de ser simpático, Manigold gostava de provocar as pessoas e por algumas vezes fez comentários desnecessários em sua presença.
Em seguida vai até a casa de sagitário, na esperança de saber aonde se encontra seu querido cavaleiro.
Andou bem rápido, estava se acostumando com as escadas que tinham durante o caminho.
Alguns minutos depois, entrou e chamou por Sisifo.
Não demorou muito e ele apareceu, veio acompanhado de Regulus.
—Olá Luna, tudo bem? – pergunta o sagitariano.
—Sim e com vocês?
—Estamos bem. – respondem os dois ao mesmo tempo.
—Posso lhe ajudar?
—Gostaria de saber onde está El Cid. – ela responde com uma ansiedade estampada em seu rosto.
—Ele passou por aqui faz um tempinho....foi até a cachoeira. – responde Sisifo já sabendo o interesse da jovem.
Os olhos dela brilharam e por mais que tentasse não conseguiu disfarçar a alegria em saber disso.
—Tem algum assunto para tratar com ele? – pergunta Sisifo com um olhar malicioso
Luna percebeu e ficou um pouco sem jeito, ainda mais porque Regulus estava presente.
—Apenas um recado da....é....um recado da Sasha. – responde a ninfa tentando parecer mais calma.
O cavaleiro achou engraçado o jeito como ela ficou, e para não deixar que o leonino percebesse algo a mais, deixou que ela se retirasse.
Assim, Luna agradeceu a informação e seguiu seu caminho.
—Ela pareceu um tanto nervosa, não acha?- perguntou Regulus.
—Impressão sua. – responde o sagitariano com um sorriso discreto.
El Cid se refrescava na água gelada, estar ali sozinho era um alivio.
Estava renovando suas energias, a vida de cavaleiro não era fácil, exigia muito tanto do físico como da mente.
Após ficar um tempo mergulhando, ele decidi se encostar-se a uma das pedras. Assim se senta e encosta-se a uma bem grande.
Ali permanece com os olhos fechados, além de muitas coisas que se passam em sua cabeça, a mais frequente é a bela ninfa.
Por vezes lembrou-se de seus belos olhos e sua boca pequena e rosada.
Respirou fundo, ao fazer isso teve a sensação de estar sentindo o perfume dela. Mas, pensou que era apenas sua mente pregando peças.
Logo atrás, Luna caminhava lentamente. Parecia levitar de tão delicada que era.
Seus passos não faziam barulho algum e ao ver o espanhol ali recostado na pedra, decidiu fazer uma brincadeira.
Aproximou-se bem devagar e tapou os olhos já fechados dele.
El Cid deu um impulso para frente, tocou as mãos que lhe tapavam a visão.
Logo percebeu que eram dela, o perfume que sentiu era aquele mesmo.
—Luna. – disse ele ainda tocando as mãos femininas.
Ela sorri, ficou feliz ao ver que ele a reconheceu, assim ela permiti que ele a olhe.
El Cid se vira e encara a bela de frente, seu rosto delicado e olhar sincero mexiam com ele.
Por alguns segundos se esqueceu de seu propósito com ela.
—Foi fácil me reconhecer? – pergunta ela um pouco tímida.
—Seu perfume é algo raro, impossível não reconhecer. – ele responde olhando bem fundo nos olhos dela.
—Senti saudades. – diz a ninfa se aproximando dele e tocando o rosto com ternura.
O espanhol ficou mexido com esse toque, aos poucos os rostos foram se aproximando mais.
Luna roçou seu nariz no dele, El Cid por sua vez roçava seus lábios nos dela enquanto sua mão tocava os cabelos sedosos da jovem.
Porém, sua conversa com seu amigo veio a mente e isso acabou fazendo com que ele recuasse.
Luna estranhou, olhava para ele um pouco confusa.
—Nã quer me beijar? – pergunta com um jeito manhoso.
—Melhor não. – ele responde se levantando.
—Eu fiz algo de errado? – ela pergunta se levantando também.
El Cid olha para aquele rosto angelical e busca força para dizer o que queria.
Talvez aquela não fosse a hora certa para conversar, mas não tinha certeza se conseguiria depois.
—Eu quero lhe pedir desculpas, pelo meu atrevimento de ontem. – ele diz com seu tom seco e firme.
Luna não entendia o porquê daquela forma de falar e muito menos o motivo daquilo.
—Se desculpar? Mas, você não fez nada de errado.
—Fiz sim. Eu não devia ter tocado em você daquela forma.
—Mas, eu gostei. Você me fez sentir um prazer que nunca tive antes. – ela diz se aproximando e tocando o braço dele.
Ele percebe que seria mais difícil do que imaginava, os olhos dela demonstravam aflição e a voz uma ternura sem igual.
—Ontem....se não fosse Sisifo aparecer....eu teria cometido uma loucura.
—Se ele não tivesse aparecido, eu teria me entregado a você. Isso não é nenhuma loucura. – ela diz olhando para ele sem entender o motivo daquelas palavras.
Ele respira fundo, passa a mão nos cabelos e diz:
—Eu gostei do seu beijo, gostei do que aconteceu ontem....mas não foi certo. Espero que entenda que é melhor não continuar.
Luna ficou muda, apenas olhava para ele e buscava uma boa razão para aquilo tudo.
—Eu gosto de você e creio que sinta o mesmo....qual o problema em continuarmos?
—O que aconteceu foi apenas desejo, nada além disso. – ele responde direto e em seguida se arrepende da forma como falou.
—Apenas desejo? Então é só isso? – ela pergunta com uma expressão confusa.
Ele por sua vez, viu que não tinha mais como consertar o que disse.
Por isso apenas manteve seu silêncio, olhou para ela e viu sua face tomar um ar de tristeza.
—Peço que me desculpe, eu fui errado, por isso vou me afastar. Espero que entenda, é melhor assim. – ele diz indo até ela para tentar pegar em sua mão.
Mas, ela se afasta e mantém o olhar baixo.
—Se é assim que o senhor deseja, quem sou eu para questionar. – ela responde com lágrimas nos olhos.
Isso corta o coração do cavaleiro, que naquele momento amaldiçoou aquela situação em que se encontravam.
Por mais que não a conhecesse direito, sentiu pena de ver que ela estava magoada.
Tentou dizer algo que a deixasse mais calma, mas nada saia de sua boca.
Luna por sua vez sentia seu coração apertado, desde a primeira vez que o viu, sentiu algo especial.
Após os beijos e caricias trocadas, pensou que tudo continuaria e que se tornariam um casal.
Sonhos de uma jovem inocente, que pela primeira vez provava o calor dos braços de um homem.
Sua mente estava a mil e as lágrimas brotavam em seus olhos sem que percebesse.
Mas, em um impulso, virou-se e saiu do local em que estavam.
Sua tristeza era tanta que nem sequer ouviu o espanhol chama-la.
Apressou seus passos, estava quase correndo, queria a todo custo que um buraco se abrisse e ela sumisse dali.
Pela primeira vez desejou estar longe do santuário e do homem que a descartou tão friamente.
Notas finais
Me desculpem qualquer erro.
Beijokas ate mais!
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