Somente Eu e Você
47 Capítulo 47
Notas iniciais
Asmita levantou da cama, Ester já estava terminando de colocar o vestido.
— Precisa de ajuda para fechar? — ele se aproxima e ela se vira de costas para receber a ajuda.
— Gostou? — ela pergunta enquanto ele abotoa o último botão de cima.
— Muito,mas não irá mais acontecer. — de uma forma direta o indiano já tira qualquer esperança de uma segunda vez.
Ester se vira e fica frente a frente com ele,ela sorri e passa a mão pelo rosto dele.
— Não precisa ser arisco, quando quiser passar o tempo,pode me chamar.Não sou a ninfa,mas quem precisa de amor para ir para cama,não é mesmo? — Em seguida ela da um selinho na boca dele e sai do quarto.
Aquela frase ficou na mente do cavaleiro,ele sabia que para ter sexo não precisava amar a outra pessoa.Mas,começou a imaginar como teria sido, se ali estivesse a ninfa.
A tristeza o abateu novamente, sentia saudade de ouvir a voz dela, sentir o perfume que ela deixava, quando passava pela sua casa.
Logo sacudiu a cabeça e voltou a seus afazeres,não deveria se deixar abater novamente.
Ester terminava de reunir o balde e alguns panos que utilizou para a limpeza da casa, seu corpo ainda estava pegando fogo, aquele momento com o cavaleiro a deixou sem ar e com as pernas bambas.
Mas, não queria admitir,já era uma mulher feita e não uma simples menina. E claro que já imaginava uma segunda vez, mesmo ele dizendo que não.
*****************
No dia seguinte Luna acordou com duas servas entrando em seu quarto, silenciosamente elas iam preparando a mesa do desjejum e colocando um vestido em cima da cama.
Ela cobriu a cabeça com o lençol, não queria acreditar que seria preparada para se encontrar com Hades.
— Senhorita? — uma mão puxou levemente o lençol, revelando o rosto da jovem.
Era uma das servas, Luna pensou que elas eram mudas ou proibidas de falar, já que na última vez não disseram nada.
— Preciso mesmo levantar daqui?
— Sim… na sala de banho tem mais uma de nós que está com tudo pronto.
Mesmo contrariada ela levantou e foi conduzida até o outro cômodo, assim que entrou sentiu um cheiro bom, ambiente perfumado pelas rosas que estavam espalhadas em vasos.
Ela tirou a camisola branca que usava e entrou na água morna, prendeu seus cabelos para não molhar. Ali pensou em mil coisas, como estaria El Cid, Sasha, Asmita e como seria Hades .
De olhos fechados e com seus pensamentos longe ela não percebeu a chegada de Oneiros. Esse por sua vez entrou e logo em seguida se dirigiu para onde ela estava, tirando a roupa ele observava a irmã.
Ao abrir os olhos ela teve uma visão um tanto quanto inesperada, Oneiros estava nu e se preparando para entrar.
— O que pensa que está fazendo?! — ela se levanta rapidamente e o encara.
Os olhos dele percorreram todo o corpo dela, um sorriso malicioso se desenhou em seu rosto e em seguida ele entrou na água.
— Não se aproxime! — ela colocou a mão à frente do corpo na intenção de mantê-lo afastado.
— Bom dia irmã. Pelo que vejo continua arredia comigo. — ele se abaixou e ficou próximo dela.
— Será que nem meu banho posso tomar em paz?
— Pode se sentar novamente, não estou aqui para lhe fazer mal. Apenas quero companhia para um banho, tem algum problema nisso?
Sentado ele estava com seu rosto próximo as partes íntimas dela, seu olhar foi bem certo ali e isso deixou a ninfa desconcertada.
Ela rapidamente se abaixa e senta próximo a ele, não estava confortável com aquela situação.
— Dormiu bem ?
— Não.
— Aos poucos irá se acostumar e com isso seu sono vai acabar voltando ao normal.
— Jamais irei me acostumar a esse lugar — Luna respondia sem olhar nos olhos dele.
— Saiba que essa história de você ser companhia para Hades foi surpresa para todos. Eu não imaginava os planos que Hypnos tinha para você. — ele falava e seus olhos procuravam os dela.
— Se soubesse teria me deixado no santuário? — nessa hora ela olha para ele.
Ele ri e abaixa a cabeça, a jovem o deixava com uma sensação tão boa e ao mesmo tempo perigosa.
— Não. Eu tenho que cumprir as ordens que são dadas e trazer você até aqui foi uma delas.
— Se ele mandar me matar você então vai cumprir… certo?
Ele a olhou curioso, analisou suas expressões e rapidamente se inclinou para cima dela.
Colocou sua perna entre as pernas dela, encostando sua coxa na parte íntima e aproximando bem seus rostos. Luna por sua vez não tinha como sair, estava encurralada e surpresa com essa atitude.
— Eu teria que matar,mas antes eu provaria cada parte do seu belo corpo — ele tentou beija-la, mas ela virou o rosto.
Ele começou a lamber e mordiscar o pescoço da ninfa, ela se debatia debaixo dele porém sem sucesso.
— Eu não quero que me toque! Saia de cima de mim!
— Você me enlouquece, a vontade que tenho é de joga-la na cama e provar seu sabor.
Luna estava em desespero e começou a gritar, toda essa agitação acabou chamando a atenção das servas que aguardavam do lado de fora.
— Não precisa fazer escândalo irmãzinha — ele se afasta e ela rapidamente sai da água.
Enquanto recupera seu fôlego ele a observa, Luna enrola uma toalha em seu corpo e corre até a porta.
— Acho melhor não chamar mais a atenção, já fez barulho suficiente.
— É muito difícil entender que não quero que me toque? — ela encostou as costas na porta e segurava com força a toalha.
Oneiros ficou sério, saiu devagar da piscina e foi indo em sua direção. Cada passo que ele dava era uma pontada no coração da jovem, assim que ele se aproximou olhou bem fundo nos belos olhos azuis dela.
— Eu faço um grande esforço para não toca-lá, para não beija-la e garanto que não tenho intenção de te machucar. — ele tocou o rosto da ninfa com carinho, deslizou seus dedos pela pele clara e delicada.
Ela por sua vez não desviou seus olhos dos dele, sentiu o toque e por alguns segundos sentiu verdade no que ele havia acabado de dizer.
— Infelizmente não posso permitir que faça isso. — ela dizia enquanto tirava a mão dele de perto.
— "Infelizmente"... gostei de saber que lamenta essa decisão. — seu sorriso saiu espontâneo e deixou Luna brava novamente.
— Não disse nesse sentido! — ela o empurra e abre a porta indo em seguida para seu quarto.
Ao entrar ela se senta na cama e fica com a cabeça baixa sem dar atenção as mulheres que se encontravam ali.
Seu peito estava apertado e sua cabeça rodava, precisava se acalmar para que o bebê não sentisse sua angústia. Além de toda aquela situação ainda havia sua gravidez que precisava se manter em segredo para segurança dela e da criança.
— A senhorita precisa começar a se arrumar e comer algo. — Luna levantou a cabeça e olhou para aquela pessoa toda coberta dos pés a cabeça, achava tudo ali tão estranho.
— Me diga seu nome… já que vamos passar esse tempo juntas preciso pelo menos saber disso.
— Aqui não temos nomes senhorita, mas isso não é algo para que se preocupe. Se quiser pode me chamar por qualquer um. — enquanto falava ia ajeitando a mesa e colocando suco no copo.
— Todo mundo tem nome — Luna se levanta e vai até a mesa — mas já que não quer me dizer o seu, irei chama-lá de Ágata.
Após comer ela começou a ser preparada para seu encontro, " Ágata " a ajudou a vestir o belo vestido que Hypnos havia mandado e penteou seus longos cabelos.
O vestido era longo e possuía mangas compridas com detalhes próximos aos ombros, era branco com detalhes em azul e combinou perfeitamente com ela.
Enquanto terminavam os últimos detalhes, Luna olhava-se no espelho e mesmo achando tudo aquilo bonito não conseguia ter brilho no olhar. Não sabia o que a aguardava, a angústia a dominava e por vezes a vontade que tinha era de correr dali desesperadamente.
Batidas na porta a fizeram sair de seus pensamentos tão profundos.
— Minha filha já está pronta? — a voz veio do lado de fora e deixou todas em alerta.
Uma das servas correu e abriu a porta em seguida deu passagem para que o Deus entrasse.
— Ela está pronta, meu senhor.
Hypnos sorriu ao ver como ela estava bela e que com certeza agradaria a Hades.
Por sua vez Luna não esboçou nenhuma reação, apenas o encarava e mantinha sua postura firme.
— Vamos — ele estende a mão para ela — Ele está nos aguardando.
Ela apenas segura a mão dele e com muita tristeza o acompanha.
Fale com o autor