Somente Eu e Você
38 Capítulo 38
Notas iniciais
El Cid acordou no meio da madrugada suado e com o Coração acelerado. Passou a mão pela testa tirando o suor, ao olhar para o lado viu o semblante tranquilo de sua amada.
Sua mente buscava lembrar do pesadelo que havia tido, porém não conseguia de forma alguma recordar. Ao se levantar foi até a mesa no canto do quarto e pegou um pouco de água que tinha em uma jarra simples.
Os últimos meses foram bem agitados para o espanhol,a rotina de treino se tornou mais intensa devido a guerra santa que se aproximava.
Luna havia sido um presente, El Cid olhava para a ninfa com desejo e carinho nunca passou pela sua cabeça que um dia se apaixonaria. A jovem não era o tipo de mulher com quem se envolveria normalmente, em sua vida passaram mulheres mais velhas e com experiência na vida.
Luna era apenas uma menina que mantinha uma inocência em seu jeito e forma de ver a vida, isso o deixava preocupado.
Assim que a guerra iniciar, ela deve retornar ao santuário de Afrodite para que seja mantida em segurança. Seu coração ficava apertado só de imagina Luna caindo em mãos inimigas.
Tomou o último gole de água e retornou para a cama, ao se deitar logo se encaixou atrás da ninfa. Cheirou seus cabelos e enterrou seu rosto no pescoço dela, aquele perfume era algo que ele não queria nunca mais deixar de sentir.
Luna sentiu a aproximação do amado, logo virou seu corpo ficando frente a frente com ele.
Abriu lentamente seus belos olhos azuis e ficou alguns minutos presa naquele olhar firme e sério que só ele tinha.
— Perdeu o sono? — ela pergunta enquanto acaricia o rosto do espanhol.
— Acordei agitado e fui beber um pouco de água, só isso.
Luna sorri e fecha os olhos, se entregando novamente ao sono, em seguida El Cid também adormece.
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Os primeiros raios de sol já apontavam no horizonte e a agitação no santuário se iniciava.
Cada um seguindo com suas tarefas diárias, Sasha já estava de pé e da sua janela, observava o novo dia nascendo.
A noite teve um sono agitado, sonhou com Kárdia, com Luna e mais outras pessoas que não se lembrava.
Desde que a ninfa chegou muitas coisas mudaram, o que antes era mais tranquilo se tornou um furacão.
Até mesmo o relacionamento da deusa com seu cavaleiro havia avançado. Não que fosse culpa de sua nova amiga, mas as coisas aconteceram de uma forma rápida e intensa.
Até desavença entre Asmita e El Cid ocorreu.
Ao se lembrar desse fato a deusa riu e balançou a cabeça, jamais imaginou seus cavaleiros nessa situação. Pelo menos não por causa de amor.
Caminhou até a pequena mesa que havia no canto do quarto e sentou -se em uma das cadeiras, ali permaneceu calada por mais uns minutos.
Sentia algo ruim com mais frequência, já sabia que a guerra santa teria início a qualquer momento porém, se preocupava com mais questões que antes.
Como faria se Kárdia morresse? E Luna? Teria um destino feliz? Provavelmente não, já que El Cid corre o mesmo risco que Kárdia e ainda tem o fato do pai ser Hypnos.
A jovem deu um longo suspiro e deixou que as lágrimas caíssem pelo seu rosto, não estava sendo fácil e a tendência era só piorar.
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Luna ia ao encontro de Sasha, mas ao se aproximar dos aposentos da deusa, encontrou o grande mestre no caminho.
— Bom dia senhorita — ele cumprimenta a jovem
— Bom dia grande mestre.
— Sinto em lhe informar , mas a jovem Athena não poderá recebe-la hoje. Está indisposta e prefere se manter em seu quarto, por enquanto.
Luna se surpreendeu, pois Sasha raramente ficava assim, mas se a amiga decidiu repousar era porque realmente viu que era necessário.
— Ela está bem? Fico preocupada com sua saúde.
— Está sim senhorita, é somente um leve mal estar.
— Tudo bem, assim que precisar pode mandar me chamar.
Sage sorriu e agradeceu a ninfa, logo em seguida cada um seguiu seu caminho.
Luna passou pela cozinha para cumprimentar sua amiga Ágata. A serva estava nos fundos da cozinha, preparava ovos mexidos para o café da manhã.
— Bom dia Ágata!
— Bom dia Luna! — ao se virar para cumprimentar a amiga, Ágata se depara com a face distorcida da mesma.
— O que houve? Não está bem?
— Esse cheiro… — Luna tampa o nariz com a mão
— São apenas ovos, estou preparando para nosso desjejum.
Luna continuava enjoada e chamou a atenção tanto da amiga como da serva Berna, que se encontrava na cozinha.
— A senhorita já comeu algo hoje? Se quiser podemos preparar algo para você. — diz a senhora já olhando para a ninfa com desconfiança.
— Na verdade ainda não comi nada. Mas esse cheiro dos ovos me deixou muito enjoada.
Berna e Ágata se entreolharam, mas nada disseram.
— Vá para seus aposentos senhorita, levarei algo leve para que possa comer. Se continuar por aqui vai acabar vomitando. — Berna já se preocupava com o pequeno estrago que seria se isso acontecesse ali.
Luna concordou e pediu apenas que Ágata a procurasse assim que estivesse mais tranquilo o serviço. Em seguida saiu da cozinha.
Ao caminhar em direção aos seus aposentos, sentiu um alívio ao não sentir mais o aroma que estava na cozinha.
Nunca sentiu algo parecido antes, mas deveria ser por conta do jejum.
Enquanto isso na cozinha, Berna preparou a bandeja com frutas e pão para a ninfa, em seguida entregou para Ágata levar.
— Coitada, se sentiu bem mal com uns simples ovos. E olha que pensei em oferecer.
— Isso não está me cheirando bem. — Berna olhava de uma forma séria para Ágata.
— Por que está dizendo isso?
— Mulher quando enjoa assim, tem um motivo especial.
— Ainda não sei do que está falando. — Ágata já estava ficando curiosa.
Berna olhou para todos os lados, para se certificar de que ninguém ouviria a conversa.
— Não seja tola! Mulher quando enjoa assim é porque está grávida.
Ágata arregalou os olhos e abriu a boca, só que as palavras não sairam. Essa possibilidade não havia passado por sua cabeça.
Berna fez um sinal com a cabeça, evitando que a garota dissesse qualquer palavra.
— Não diga nada a ela nem a ninguém, não estamos aqui para nos meter na vida de ninguém. Ela te considera como amiga, mas sabemos que vocês são de lados opostos. Não confunda as coisas Ágata.
— Fique tranquila. Eu não teria coragem de dizer isso a Ela é algo muito íntimo.
— Ótimo! Vá e leve essa bandeja para ela. E vamos torcer para que a moça melhore e não seja nada demais.
Ágata concordou e saiu em seguida.
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