Some awkward First Times

6 From her point of view - Parte 3


Notas iniciais
Hey, meus queridos! FELIZ UM ANO DE MIRACULOUS! ♥ Sim, eu postei esse horário porque durante o dia não terei como fazer isso. Não vou me enrolar por aqui, mas leiam as notas finais, sim? Por favor!

As provas finais estavam praticamente batendo à nossa porta. O pouco tempo que tínhamos livre era para revisar conteúdo — ou aprender o que não conseguimos ao longo do semestre.

O que eu não pensei era que, nesse desespero todo, eu acabaria indo para a casa de Adrien para estudar. Também não imaginava — ok, confesso, eu esperava no fundo da minha mente que talvez acontecesse algo.

O tempo em que passamos sem nos falar havia feito uma empolgação crescer em meu peito. Eu ansiava por seu toque, por sentir sua pele, seu corpo perto do meu.

Vê-lo tão preocupado comigo dois dias depois do incidente da espreguiçadeira — como havia batizado — me fez querer ainda mais ter esse contato, essa intimidade com ele.

Agora, mais do que nunca, eu estava tranquila quanto a tudo. Não havia absolutamente nada que pudesse me trazer dúvidas ou vergonhas novamente.

Eu não pensava também que, mesmo com toda aquela correria, nós acabaríamos realmente achando um tempo para concretizar a nossa vontade de nos tocar.

Era inegável, pela forma como Adrien me olhava, que ele queria alguma coisa. Um sinal, qualquer que fosse, para que nós pudéssemos iniciar algo. Se não visse nenhuma brecha, ele não tomaria iniciativa — eu o conhecia bem demais. Ele não iria me provocar, não dessa forma.

A mãe natureza resolveu dar uma forcinha para nós quando fez o vento levantar a barra do meu vestido não uma, mas duas vezes. A primeira ele se controlou; a segunda, não.

Quando seu nariz pousou em meus cabelos, eu percebi que era só um estalar de dedos meus para que nós terminássemos na cama. E eu não fiz nenhuma questão de negar ­— a matemática poderia esperar; os carinhos do meu gato eram muito mais atraentes no momento.

Depois de muitas, muitas, muitas carícias deliciosas que eu recebi de suas mãos, de sua boca, finalmente, finalmente eu pude ter a sensação de tê-lo dentro de mim por completo.

E wow isso era surreal.

Muito, muito surreal.

Chaton... — Eu o chamei, a voz embargada de um prazer absurdo enquanto eu sentia ele voltar para dentro do meu corpo pela terceira vez. Um arrepio maravilhoso correu minhas costas quando seu quadril se chocou contra o meu.

Deixei que meus braços passassem por seus ombros, as unhas encontrando a pele de suas costas. Ele apoiou a testa contra a minha e seus olhos eram um tom de verde, azul e uma pitada de amarelo — um misto de cores e sentimentos tão agradável, tão excitante que eu pensava que iria me desfazer.

Meu chão perdeu-se quando ele retomou as estocadas. O ar do quarto era somente o som dos corpos molhados colidindo, da sua respiração descompassada, dos meus próprios gemidos ecoando pelas paredes, os murmúrios que deixavam seus lábios conforme ele partilhada dessa sensação alucinógena que era aquilo.

Eu sentia o ventre dele esfregar o meu clitóris toda vez que ele vinha com o quadril em direção ao meu. Adorava aquele toque, a sensação que ele me dava. Se ele fosse um pouco mais rápido, eu tinha certeza que iria gozar. Eu estava perto, bem perto. Faltava só mais um pouco, só mais um pouquinho...

Então, ele parou, puxando o ar com força. Eu baforei, irritada.

Ele só podia estar de brincadeira comigo.

Rebolei, um pedido mudo para que ele continuasse com o que estava fazendo. Ouvi Adrien engolir o gemido; ele provavelmente teve a mesma sensação maravilhosa que eu. Contudo, ele sequer deu sinais de que voltaria a se mover tão cedo.

— Adrieeen...! — Choraminguei, rebolando uma vez mais. Eu queria, eu precisava que ele voltasse a me estocar. Não era justo, não quando eu estava tão perto de gozar.

Percebendo que ele não tomava nenhuma atitude, resolvi eu mesma começar a me mexer. Mas Adrien era teimoso — ele havia me impedido. Seus olhos me encaravam, sua respiração ainda estava descompassada. Pisquei, tentando entender o porquê daquilo.

— Calma, purrincess. Já te dou o que você quer. — Ele estava me provocando. Eu ia retrucar algo mal-educado devido a impaciência, mas eu esperava qualquer coisa menos aquilo.

Ele prontamente levou os dedos até o meio das minhas pernas e encontrou meu clitóris, massageando-o. E, puta merda, era aquilo que eu queria. Meu corpo inteiro se arrepiou com a sensação e eu praticamente gritei de prazer.

Levei a mão aos lábios, envergonhada pela minha própria reação. Encarei Adrien com olhos arregalados ­— e lá estava o sorriso de Chesire dele.

Não sei se amava ou odiava essa característica.

No instante seguinte, interrompendo meus pensamentos, ele voltou a estimular meu clitóris, acelerando o movimento gradativamente. Arqueei as costas conforme o calor em meu ventre se intensificava, chegando a formigar de excitação. Eu estava muito, muito, muito perto de um orgasmo — e um muito forte. Mas eu... eu...

Eu queria gozar com ele metendo em mim!

Mordi o lábio e empurrei o quadril contra sua mão, contra o quadril dele. Eu queria que ele se mexesse de novo, eu queria a sensação dele entrando e saindo de mim; aquilo era bom e eu queria um orgasmo com aquilo.

Adrien! Adrien, Adrien...! — Eu praticamente chorei. Eu precisava dele, eu queria ele.

— Vamos ma petite coccinelle.Ok, pra mim deu. Eu ia gozar e eu ia gozar muito forte.

As mãos dele me estimulando, sua excitação fundo dentro de mim e a forma como sua voz pingou prazer ao se referir a mim daquela forma que era tão íntima de nós dois.

Eu estava no meu limite!

Foi quando os toques pararam e eu descobri que conseguia respirar. Não sei se ficava feliz ou decepcionada com isso. Mas eu mal tive tempo de raciocinar: Adrien puxou-me para sentar em seu colo, os corpos grudados de novo. E, pelo ângulo que ele me apoiava, eu sentia minha intimidade roçando contra a pelve dele.

Ah, gatinho, faça desse jeitinho mesmo, por favor!

Ele voltou a se mover e eu, sem dó, voltei com as unhas às suas costas, correndo livre por elas. Sentir a pele dele embaixo dos meus dígitos era tão surreal e bom quanto a sensação de ele arremetendo contra mim, esfregando-me contra seu corpo. Nem havia me tocado quando comecei a arremeter de força contrária à dele, fazendo nossos corpos colidirem de uma forma tão intensa que chegava a ser indescritível.

Falta pouquinho, bem pouquinho. Se ele acertasse no lugar certo, eu certamente iria—

Adrien parou meus movimentos e com pressa buscou meu clitóris, massageando-o. Era isso, era isso que estava faltando.

Adrien– Adrien–Oh mon Dieu! — Eu nunca senti minha voz chegar a uma nota como aquela; até raspava a garganta de tão aguda que saiu. Finquei as unhas em suas costas, os dentes em seus ombros, as pernas agarrando-se à sua cintura e arremeti o quadril contra a sua mão e sua excitação com toda a força que meu corpo permitia enquanto aquele arrepio espalhava-se por todo o meu corpo, surgindo no meio das minhas pernas e fazendo tudo ao redor dali formigar de prazer.

Não precisei quanto tempo fiquei agarrada ao seu corpo — acho que foram segundos. Mas foram os segundos mais prazerosos da minha vida até aquele momento. Quando finalmente a força esvaiu-se dos meus músculos, eu fraquejei o aperto.

Devagar Adrien deitou-me contra o travesseiro novamente, seus lábios chegando aos meus ouvidos e murmurando um “só mais um pouco”. Entendi perfeitamente o que ele queria dizer e, sem questionar, agarrei-me às suas costas, sem fazer força dessa vez.

Ele continuou a me estocar, rápido, fazendo a sensação de prazer prolongar-se mais um pouco. Era tão bom sentir aquilo; era uma continuação de tudo o que eu havia passado um segundo atrás, menos intenso, mas igualmente proveitoso.

Percebi a força como Adrien enrijecera o corpo tempos depois, um gemido abafado, rouco preso nos lábios, seguido de mais algumas leves estocadas lentas, moles. Então, ele apoiou a testa contra a minha, os olhos nublados, a respiração em jorros fortes.

Foi então que eu entendi que ele finalmente havia gozado. Sorri, satisfeita por presenciar esse momento. Ele captou meu sorriso e devolveu-o com igual intensidade.

Lentamente Adrien foi se retirando de dentro de mim e aquela sensação de vazio me assolou de repente. Virei-me de lado, absorvendo-a com certa dificuldade por ainda estar em sensação de torpor.

Mal percebi Adrien retirar a camisinha, jogá-la fora e voltar para a cama. Só fui entender todo esse processo quando ele puxou meu corpo para um abraço, seu nariz afundando-se em meus cabelos. Sem demoras virei-me, encaixando o rosto na curva de seu pescoço, passando os braços por de baixo dos seus.

Ficamos daquela forma por longos minutos; minutos esses em que eu fiz questão de prestar atenção na forma como seu coração batia, sua respiração se acalmava. Tudo isso fazia parte de toda aquela sensação, aquela realização. E, de repente, o calor do verão parecia ter se dissipado, porque o quarto esfriou abruptamente.

Eu me lembrei, segundos depois, de algo estupidamente importante.

— A... prova de matemática. — Murmurei contra sua pele. E ele fez a única coisa que eu não esperava: gargalhou. Uma gargalhada que demonstrava um misto entre empolgação, nervoso, realização e diversos outros sentimentos.

— Oops. — Foi a sua primeira constatação. E eu não pude me conter e acompanhá-lo no riso; era tudo tão surreal que chegava a ser cômico. — Eu acho que ainda dá tempo de estudarmos... pelo menos um pouco. Você não estava indo tão mal. — E, tcharam, o tal do som de nerdossaura atacou novamente. Adrien riu ainda mais alto, divertindo-se com a situação.

— Não tenho forças para nada. — Murmurei em desistência.

— Nem eu. Talvez só... um banho, quem sabe?

Um banho não era uma má ideia, pensando por esse lado. Meu corpo pingava de suor, o dele também. E, por mais que tivéssemos usado camisinha, sentia o meio das minhas pernas cheio de fluídos — e eu me recusava a vestir minha calcinha de novo naquele estado.

Não que ela estivesse em um muito melhor de toda forma.

Foi quando uma vontade súbita de usar o banheiro me veio. Eu lembrava perfeitamente de um dos primeiros conselhos de Alya: nunca urinar antes de transar, sempre depois.

Mas... como sair daquele abraço gostoso só para isso?

— Hmm... — Desencostei o rosto de seu corpo para poder encará-lo. Senti meu rosto corar no mesmo momento em que meus olhos encontraram os seus, (quem disse que nada mais te envergonhava, Marinette?!), e ainda relutante, prossegui: — Na verdade... eu queria ir no banheiro... — Mordi o lábio, incerta, desviando o olhar. Será que ele iria achar estranho?

— E que tal... — Senti seu dedo em meu lábio e fixei o olhar no seu, curiosa. — Nós dois irmos ao banheiro e depois aproveitarmos aquele chuveiro super espaçoso que eu tenho lá? — Adrien murmurou, os olhos verdes brilhando em empolgação. Pisquei, compartilhando do sentimento.

— Eu amei a ideia.

— Excelente. Então... — Ele foi desencostando-se devagar de mim, pegando minha mão e entrelaçando nossos dedos enquanto, delicadamente, me puxava para fora da cama.

Quando meus pés finalmente tocaram o chão, a realidade chegou até mim como um tapa. Minhas bochechas ficaram vermelhas — outra vez — devido a ciência da nossa nudez. Adrien percebeu e me sorriu, puxando-me para um abraço, beijando a minha testa.

— O que foi, Bugboo? — Perguntou, divertido.

— E–eu—Nós—

— Uhum, eu sei. — Ele passou as mãos pela minha cintura, colocando-me à sua frente, guiando-me para o banheiro com sutileza. — Só eu e você, pelados no meu quarto, indo para o meu banheiro.

— E você acha isso normal?!

— Hmmm... bom, eu te vi em ângulos que socialmente são mais embaraçosos do que isso. — Ele pontuou e minhas orelhas começaram a queimar. — Inclusive, você pode dizer o mesmo de mim.

— De certo modo... — Mordi o lábio. — Como você consegue... ficar tão calmo?

— Esse é meu segredo, my Lady. — Paramos em frente à porta do banheiro, seus lábios encontrando o meu ouvido, murmurando com carinho: — Eu não estou. Só não estou prestando tanta atenção nisso.

Pisquei, surpresa com a sua constatação. A mão de Adrien foi até a maçaneta e com um leve empurrão a porta se abriu, relevando aquele banheiro estupidamente espaçoso que ele tinha.

— Aqui está, princesa! — Cantarolou, fazendo-me revirar os olhos. — Acho que você lembra bem desse cômodo.

— Quando o Simon Mandou invadiu sua casa e eu, desesperada, entrei para tentar te salvar? Sim, lembro. — Ri, a memória ainda vivida. Quanta ironia. — Minha sorte era que você não estava realmente pelado.

— Bom, agora eu estou. — Cutuquei-o com o cotovelo na barriga, arrancando outra risada dele.

Como um gato, Adrien esgueirou-se pelo banheiro, levando-me em seu encalço. Encostou a porta e, depois de acariciar meus cabelos e beijar minha testa, começou a caminhar calmamente para o chuveiro, pontuando:

— Sinta-se livre para usufruir do vaso, senhorita. Eu vou preparar seu banho enquanto isso.

— Ah– Mas–!

— Acho que você não prefere que eu veja, não é mesmo? — Ele piscou para mim e eu queria que o chão abrisse e me engolisse naquele exato momento.

— Eu te odeio. — Murmurei.

— E eu te amo.

Não prestei mais atenção a ele e fui de uma vez me aliviar, porque a minha bexiga já estava doendo tamanha era a minha necessidade.

Enquanto eu tinha o meu momento, Adrien aproveitava o dele cantarolando embaixo da água, provavelmente medindo uma temperatura que fosse agradável para a época do ano em que estávamos.

E, meu Deus, ele cantava mal.

Ou isso ou fazia de propósito.

Nenhuma das duas opções era muito agradável.

— Você gosta de ser bobo assim ou é só comigo? — Questionei conforme puxava a descarga, o som abafado pelo barulho do chuveiro.

— Com você, mon amour, é uma honra ser bobo. — Ele apareceu, aquele olhar que era puramente Chat invadindo o verde lindo dos seus olhos. E, de alguma forma, eles ficavam ainda mais bonitos daquele jeito. — Se quiser fazer as honras, o chuveiro é todo seu.

— Oh, sério? — Ele pegou-me pelos pulsos e foi me guiando até a área do boxer.

— Claro. Ou prefere assistir enquanto eu tenho o meu momento? — Torci a expressão, não realmente querendo aquela visão na minha mente. Ele riu na minha nuca, beijando-a com carinho. — Por isso mesmo imaginei.

— Engraçadinho. — Murmurei, experimentando a água para ver como estava a temperatura. Agradável. Mais fria que o calor do verão, mais quente do que o ambiente no momento. — Você tem algum shampoo que eu possa usar, Adrien?

— Tenho!

— Ok. — Não pensei duas vezes antes de entrar de cabeça no chuveiro, adorando o toque da água por meus fios, meus ombros, descendo por meus braços.

Respirei bem fundo, sentindo os cabelos grudarem-se às minhas costas, os meus ombros. Massageei a pele dos meus braços lentamente, espalhando as gotas de água por ela, o suor ficando para trás.

De repente eu senti braços fortes passarem por minha cintura, minhas costas irem de encontro a um peitoral trabalhado e um nariz descansar na curva do meu pescoço, fios molhados tocando minha pele junto dele.

— Adrien! — Reclamei conforme ele tamborilava os dedos pelos lados do meu corpo, fazendo cócegas. — Seu sem graça! — Virei-me em seus braços, fazendo-o desencostar a cabeça do meu pescoço para apoiá-la em minha testa.

Puxei o ar com mais força ao observar o verde de seus olhos por entre os fios louros, agora colados por todo o seu rosto devido a água que por eles passava. Eram madeixas tão longas que tapavam toda a sua face.

— Não sabia que seu cabelo era tão grande. — Levei minha mão aos seus fios, tirando-os do caminho para relevar seu sorriso de orelha a orelha.

— É a forma como eu arrumo. Ele parece bem menor.

— Por isso que... quando você transforma ele arrepia. — Sorri, desenhando sua face com a ponta dos dedos, delicada. Prestava atenção em cada ponto, das sobrancelhas ao nariz; da curva de sua boca ao queixo. Nada escapava dos meus olhos.

— Sim, é por isso mesmo. — Adrien pegou uma de minhas mãos, desencostando nossas testas para beijá-la com ternura. — Agora você sabe o meu segredo.

— Hmm... — Ele aproximou-se de mim, beijando meu rosto e começando a descer os lábios pela minha pele, seus dedos fazendo um carinho gostoso na minha cintura.

Era tudo bom. A água batendo contra o corpo, o contato da pele dele contra a minha, sua presença ao meu lado. Era reconfortante.

Encostei-me mais contra ele, deitando a cabeça em seu ombro, fazendo-o voltar com o rosto próximo ao meu. Uma de suas mãos escorregou para as minhas costas, massageando-a com cuidado, enquanto a outra veio aos meus fios, enroscando os dedos por eles.

— O que foi, princesa? — Adrien questionou, os lábios roçando por minha testa. Sorri, beijando seu peito com o mesmo carinho.

— Eu só estava pensando que a última vez que eu estive assim com alguém, foi com a minha mãe quando eu era criança. — Levei os dedos aos fios louros novamente para tirá-los da frente de seus olhos.

Surpreendi-me ao perceber a estranheza em suas íris.

Minou?

— Desculpa. — Ele sorriu, meio melancólico. — É que... eu não tive essa experiência, só isso.

— Ah. — Pisquei, mordendo o lábio em relutância. — Eu... não tinha ideia...

— Não tem problema, Bugboo. — O sorriso voltou ao seu rosto e aos seus olhos, deixando-me vermelha com a intensidade de seu sentimento. — Isso faz de você a primeira pessoa com quem eu compartilho algo assim.

Corei ainda mais pelo comentário, sem ter a menor ideia de como respondê-lo. Adrien sorriu ainda mais aberto e, sem demoras, colou nossos lábios.

O beijo que começamos a trocar era lento, carregado de um sentimento de realização. As bocas escorregavam com facilidade uma pela outra; suas mãos desenhavam minhas costas, minha cintura. As minhas subiram por seus ombros, perdendo-se em seu pescoço e nos cabelos da sua nuca.

— Eu te amo demais. — Foi seu murmúrio quando paramos por um instante para buscar ar.

— Eu te amo tanto quanto, gatinho. — Apertei seu nariz, travessa. Adrien sorriu sem graça. — Agora que tal você arranjar o sabonete para nos lavarmos? Eu não quero ficar enrugada.

— Perdão, my Lady. — Seu corpo desencostou-se do meu para ir buscar o que eu pedi e, por um momento, eu me arrependi de ter falado. Mas não tardou a retornar. — Vai me dar a honra de lavar suas costas?

— Com certeza.

Devagar fui me afastando da água, tendo tanto espaço para aproveitar que era estranho. Meu chuveiro em casa mal me permitia dar dois passos antes de encontrar a parede; aqui podia até sentir uma leve brisa entrando pelas janelas.

Sem demoras, as mãos de Adrien chegaram aos meus ombros, começando a massageá-los com o sabonete em mãos. Fazia movimentos circulares, descendo por meus braços, indo para as costas e continuando por ali.

Senti ele desenhar toda a minha espinha, carinhosamente. Voltou com as mãos para massagear meus antebraços agora, virando-se para começar a esfregar minha clavícula.

— Eu... posso? — Perguntou conforme rumava aos meus seios. Anui, adorando a carícia de seus dedos.

Sem demoras, ele prosseguiu, massageando meu peito, meus seios com os dígitos leves, carinhosos e atenciosos. Seguiu por minha barriga, meu ventre, desviando para as pernas conforme se ajoelhava para continuar.

Ensaboou minhas coxas, as batatas das minhas pernas e até meus calcanhares antes de voltar a subir pelos lados do meu corpo, erguendo-se à minha frente novamente.

Desenhando meu corpo, ele ensaboou também minhas axilas e voltou aos meus seios, subindo as mãos até estar ensaboando meu pescoço. Seus toques eram vultos por minha pele; era perceptível somente o calor e a dedicação que ele colocava em cada toque.

— Agora de volta pra água, coccinelle. — Cantarolou, guiando-me para de baixo do chuveiro.

O toque da água me fez arrepiar de leve conforme o sabão escorria. Seu corpo estava próximo, mas não encostado ao meu. Contudo, era notável todo o seu calor ao meu redor. Adrien beijou meu rosto, fazendo-me rir.

— Posso devolver o favor? — Percebi as esmeraldas brilharem como folhas verdes na primavera.

— Só se... — Pisquei, intrigada. — Você aceitar lavar meu cabelo junto.

— Ora, mas que folga!

Purr favor. — Ronronou e eu gargalhei. Já imaginava o porquê do pedido.

Sem demoras, tomei o sabonete de suas mãos, guiando-o para longe do chuveiro. Comecei com minhas carícias, imitando seus toques — leves, carinhosos, atenciosos.

Iniciei por seus ombros, desenhando sua clavícula, descendo por seu peito. Passei o dedo por cada músculo, cada curva. Continuei descendo, massageando suas coxas, as batatas de suas pernas e os calcanhares — tal qual ele fizera comigo.

Retornei para ensaboar seus braços, subindo por eles, sentindo cada pedaço da sua pele. Ensaboei também suas axilas antes de fazê-lo virar-se, dando atenção às suas costas.

— Eu já disse que adoro a curvatura dos seus ombros de costas? — Comentei conforme passava os dedos por ali. Adrien remexeu-se, respondendo:

— Até o momento, não.

— Te deixei sem graça?

— Um pouco.

Eu ri, continuando a ensaboá-lo, passando por cada músculo, adorando cada um deles — e, confesso, memorizando cada um também.

Quando terminei, guiei-o para debaixo do chuveiro, mas não o fiz companhia. Fui procurar o shampoo, colocando um pouco em minhas mãos.

Chaton você vai precisar ficar abaixado na minha frente. Você é muito alto. — Comentei, apontando o local em que ele deveria ficar. Adrien riu, divertindo-se.

— Será uma honra, purrincess. — Ronronou e, sem demoras, ele agachou-se, seus lábios indo diretamente à minha barriga para depositar leves beijos.

Levei a mão com o shampoo aos seus cabelos e comecei a espalhá-lo, fazendo uma massagem gostosa por seus fios. Deixava que meus dígitos passassem por cada um deles, esfregando com atenção seu couro para não machucá-lo.

E conforme eu havia imaginado, o motivo do pedido não tardou a surgir. Eu pude sentir seu peito começar a vibrar intensamente, leves suspiros saírem por seus lábios conforme eu corria os dedos por seus cabelos — ele estava ronronando de verdade.

— Mas é um gato vira-lata mesmo. — Adrien riu, deliciado demais para retrucar do meu apelido. Ele sabia que era carinhoso de toda forma.

Depois que eu terminei, ele não tardou a ir enxaguar a cabeça. Percebi a forma como sua expressão suavizou-se ao sentir a água lavar os cabelos e não pude conter o sorriso.

— Sua vez? — Ele perguntou depois de um tempo, tirando algumas mechas dos olhos.

— Acho que sim. Suas honras?

— Sempre.

Praticamente não precisei me mexer, pois a posição dele era mais favorável do que a minha. Sem demoras, Adrien pegou o shampoo e, com a mesma dedicação que a minha, começou a massagear meus cabelos.

Fechei os olhos para aproveitar seus dedos em meu couro, na minha nuca. Ele fazia uma leve pressão nos movimentos circulares e eu suspirei, sentindo-me relaxar em suas carícias.

A determinado momento ele parou, depois de alguns minutos, e seus lábios vieram aos meus em um selinho. Abri os olhos, intrigada. A cor de seus olhos era a mais bela que eu havia visto até então.

— Você é linda. — Foi seu comentário, encarando-me. Comecei a rir, incrédula.

— Já se olhou no espelho hoje, sr. Modelo Teen?

— O quê? Eu não posso achar alguém bonito? — Sua expressão era de deboche, o que fez minha risada aumentar ainda mais. — Eu não estou mentindo. Eu sou o cara mais sortudo do mundo por ter você.

— Exagerado... — Cantarolei conforme ele beijava minha bochecha. — Essas palavras deveriam ser minhas.

— Você é a Senhora Sorte. Não pode dizer isso. — Deu uma mordidinha de leve na ponta do meu nariz e afastou-se, as mãos saindo de meus cabelos. — Pode enxaguá-los, princesa.

Não demorei nem um instante para obedecê-lo, deixando que a água lavasse o shampoo das minhas mechas. Ainda passei os dedos por elas para certificar-me de que não havia nenhum resíduo.

Quando terminei, Adrien fechou o registro e eu suspirei, cansada de ficar embaixo da água. Sem demoras ele foi em direção ao balcão da sua pia e veio a expressão:

— Oops.

— O quê? — Questionei, seguindo-o. Ele sorria sem graça.

— Esquecemos das toalhas.

— Ah, mas isso é o de menos, não? Elas não ficam no seu quarto? — Indaguei, desentendida.

— Bom, sim, mas eu prefiro me secar no banheiro. — Comentou, já seguindo para a porta. — E também tem o...

— Ah meu Deus de novo não! — A voz de Plagg cortou o ar como um trovão, fazendo eu e Adrien assustarmos. — Por todas as criaturas do céu, Adrien: eu estou acostumado a ver seu pau mole. A Tikki não e ela não merece ver isso— Na verdade, ninguém merece ver seu pau mole, nem eu!

Plagg! — A voz de Adrien saiu quebrada e eu percebi a forma como suas orelhas esquentaram, apesar de não estar encarando seu rosto de frente.

— Jesus, a menina está sem roupa também. Eu mereço! — O kwami tapou os olhos usando as orelhas. Percebi Tikki ao seu lado de costas para nós. — E eu pensei que todo esse ritual de acasalamento tinha terminado!

— Plagg, menos! Deixe eles em paz. — Tikki protestou, parecendo indignada com as palavras do kwami preto.

Eu tentava a todo custo segurar a risada conforme Adrien pegava as toalhas, enrolando uma delas na cintura, outra jogada displicentemente pelos ombros para, por fim, trazer-me duas delas.

— Pronto, me enrolei. Satisfeito agora? — Ele retrucou para Plagg. O kwami abriu os olhos bem quando eu havia terminado de me enrolar também.

— Sim, muito satisfeito, obrigada. Melhor com camambert.

— Agora não! Eu acabei de sair do banho.

— Não quero saber! Fiquei escutando seus sons de acasalamento até agora. Eu mereço alguma recompensa!

Piscava, trocando olhares entre Adrien e Plagg, segurando com muita força a gargalhada que queria explodir por meus lábios. O que me distraiu foi sentir Tikki esfregar-se em meus cabelos molhados, tragando o aroma deles.

— Amadeirado. É o shampoo do Adrien? — Ela questionou, parecendo deliciar-se na fragrância. Anui.

— Uhum, é. Gostou? Prefere mais do que o meu?

— Não sei... O seu é muito gostoso também. — Ela continuou ajeitando-se em meus fios, tirando-os do lugar.

— Tikki, faz cócegas! Vamos, deixa eu secar meu cabelo. — Ela deu uma risadinha e planou, deixando que eu esfregasse a toalha para secar minha cabeça.

— Mari, se importa de usar alguma roupa minha por enquanto? — Adrien perguntou, vestindo somente uma calça de moletom. Pisquei, percebendo que ele já havia também secado os cabelos, deixando a toalha sobre os ombros.

— Hmm... Não, eu acho?

— É só para você não ficar usando aquele vestido apertado e... A calcinha... — Ele pontuou, mordendo os lábios. Torci a expressão. — Aqui, pode usar isso.

Sem demoras, ele ofereceu-me uma boxer e uma camiseta que claramente era maior do que eu. Não tardei a vestir-me, erguendo as sobrancelhas quando olhei para a estampa da blusa.

— “I love LB”?

— Ah... — Adrien piscou, corando.

— Eu mandei você se livrar desse negócio! — Plagg era só acusações. Eu ri, percebendo Adrien ainda mais sem graça.

— Plagg, chega! Você podia parecer mais com a Tikki, sabia?

O quê?! Quer que eu me esfregue em você também, menino carente? — O kwami chiou, ouriçando os pêlos. — Vou deixar suas roupas todas infestada de pêlos, você vai ver.

— Você já deixa elas fedendo a queijo velho, os pêlos são o de menos!

— Hey, vocês dois. Chega! — Coloquei um ponto final na discussão. Percebendo o incômodo de Adrien, aproximei-me para beijar sua bochecha. Ele suspirou em deleite pelo meu gesto. — Relaxa, gatinho. Eu gostei da blusa.

— Se você diz... — Ele encostou a testa contra a minha, os olhos perdendo-se nos meus. — Então eu não tenho com o quê me preocupar.

— Meu Deus, eu devo ter feito algo de muito errado nesses milênios todos para aguentar isso. — À nossa cabeça, Plagg planava, enjoado. Fiz um muxoxo e o tomei em minhas mãos, pegando-o desprevenido. — EI!

— Você é muito rabugento, sabia? — Comecei a esfregar sua cabeça, adorando a forma como suas orelhas empinaram para cima e ele abaixara-se mais, parecendo apreciar. — Não precisa ser assim, nós não vamos fazer mais nada.

— Eu tenho direito de reclamar. Você não sabe o que eu passo. — Ele cruzou os bracinhos, virando o rosto, mas ronronava para o meu toque. Ri baixinho, gostando do contraste.

— Acho que seria interessante nós voltarmos à matemática. — Adrien comentou após um pigarro. Plagg logo saiu de minhas mãos, voltando a fazer companhia para Tikki onde quer que ela estivesse.

Sem demoras, voltamos à mesa onde havíamos largado as coisas. Tivemos de recolher tudo do chão e organizarmos os papéis na ordem novamente.

E só de lembrar o olhar que Adrien me lançou quando me deitou na mesa, empurrando tudo o que via pela frente, fez um rubor voltar ao meu rosto. Tomei um susto quando senti sua mão em minha nuca, fazendo um carinho suave. Fitei-o e ele me sorria, compreensivo.

Por seu semblante, eu entendia que ele também havia lembrado. Oh, bem...

— Acho que podemos ficar mais confortáveis agora, não acha? — Perguntou, sentando-se no chão de pernas cruzadas e dando um leve tapa em suas coxas. — O que acha, my Lady?

— Adrien, se isso for algum convite... — Estreitei a vista em dissonância para com ele que arregalou os olhos.

Não! Por favor, não. — Encolheu os ombros. — Nós temos que estudar, Mari. — Suspirei, um sorriso de canto no rosto. E, sem mais demoras, sentei-me em seu colo. Seus braços logo vieram passar por minha cintura, seu nariz descansando no meio dos meus fios úmidos. — Não me leve por esse lado, Mari. — Comentou, chateado.

— Desculpa... É que a situação ainda é bem recente. Ainda estou me acostumando. — Ele murmurou em meus fios algo ininteligível, somente o vibrar de sua voz causando um arrepio confortável em mim.

A passos lentos, começamos a retomar os estudos. Adrien vazia leves carinhos em minha cintura, tão sutis que eu não conseguia me distrair dos cálculos — aliás, diria que estava ficando cada vez mais e mais absorta neles.

O tempo foi correndo devagar. Às vezes eu questionava algo a ele, mas no geral estava me virando sozinha. Os exercícios pareciam se resolver com mais facilidade agora — talvez por não ter mais nada me deixando frustrada? Possível.

Quando dei por mim, havia concluído não só os do livro de Adrien, como os de revisão da escola também.

— Eu consegui! — Exasperei, sentindo Adrien ter um espasmo. Virei o rosto para encontra-lo esfregando os olhos, manhoso. — Você estava dormindo?

— Eu... — Um bocejo escapou de seus lábios. — Cochilei um momento, desculpa. — Ri baixinho, incrédula.

— Não se desculpe, minou. Eu quem preciso me desculpar. Eu te assustei, não foi? — Virei-me para poder roçar o nariz contra o seu, carinhosa. Ele devolveu o gesto, ainda lento, embargado de sono.

Nosso contato foi quebrado pelo vibrar do meu celular sobre a mesa. Nos entreolhamos e eu fui ver quem poderia ser.

“Não lembra que tem casa não?”, era a mensagem de mamãe. Arregalei os olhos, reparando que já era quase hora do jantar. Mordi os lábios, engolindo em seco.

— Aconteceu algo, Mari? — Adrien perguntou, preocupado.

— Mamãe... Ela perguntou se eu lembro que tenho casa. — Ele riu para dentro, um som de baforada produzido pelos lábios. — Acho que perdi a noção do tempo.

— Nós perdemos. — Outro bocejo, ele começando a se espreguiçar. — Diga a ela que em meia hora você volta. Eu te levo de carro.

— Não vai ser trabalhoso? Eu moro praticamente do lado.

— Não... — Dengosamente ele me trouxe para mais perto, os lábios roçando na minha bochecha. — E nós podemos aproveitar quinze minutos de carinhos enquanto isso. O que acha, Bugboo?

— Hmm... — Fitei o celular, depois fitei seus olhos verdes, verdes intensos, banhados em afeição. Mordi o lábio e, digitando rapidamente para mamãe, atirei o celular na mesa, passando os braços por seu pescoço. — Que tal... meia hora de carinhos? Eu disse que chego em quarenta e cinco minutos. — Voltei a esfregar o nariz contra o seu, adorando o sorriso que bailou por seus lábios.

— Melhor ainda. — Finalmente as bocas se encontraram, suas mãos subindo por minhas costas, fazendo nossos corpos se colarem ainda mais.

E a última coisa que eu me dei conta foi de Adrien nos puxando para o sofá. O resto foram toques de mão, de boca e muitas risadas gostosas.

— — —

Fazia exatamente uma semana desde o início das férias de verão. E eu não poderia estar mais grata por isso.

O primeiro dos motivos era que, devido ao incidente dos arranhões — como eu havia batizado o momento em que Nino expôs as costas de Adrien para a turma inteira apreciar as marcas vermelhas que euzinha havia deixado ali — todo mundo do colégio havia começado a me chamar de gata.

No sentido felino da palavra mesmo, sem conotações maldosas. Além das quais eu mesma produzi, óbvio.

O segundo era que, com as férias, além de estar longe de todo esse burburinho — que, para a nossa sorte, estaria morto quando voltássemos — eu podia aproveitar praticamente cem por cento do meu namorado só para mim.

Em momentos que eu estava adorando partilhar com ele.

Como esse de agora onde Adrien fazia questão de mostrar todas as suas recentes habilidades em me dedar.

— Hmm... — Resmunguei, tentando manter a voz baixa enquanto sentia sua boca, sua língua explorar o meu pescoço, seus dedos movendo-se rapidamente para dentro e para fora da minha intimidade.

— Mari... — Sua voz estava rouca, no tom que me deixava louca de prazer. Sua língua foi subindo, desenhando meu rosto, até que estivesse passando pela minha orelha. Gemi um pouco mais alto do que gostaria pelo toque. — Você está tão molhada.

— E isso é culpa... de quem? — Suspirei, enquanto sentia-o voltar com a boca para o meu pescoço. Comecei a descer as mãos por seus ombros, desenhando seu peito, rumando para o feixe em suas calças. — Ei gatinho, deixa eu te tocar também. — Gemi no tom mais sensual que eu consegui, só para provocá-lo.

— O combinado não era... uma vez de cada um? — Ele retornou a provocação, mordendo meu lábio inferior e o puxando com carinho. Sorri, maldosa.

— Mas ao mesmo tempo também é gostoso. — Brinquei, soltando a fivela de seu cinto e, sem pudor, após descer o zíper e abrir o botão de sua calça, desci a mão para dentro da sua boxer, agarrando sua ereção e a massageando com precisão. — Mesmo porque... nós não temos tanto tempo.

Adrien gemeu para o meu toque, capturando minha boca em um beijo para abafar outros sons mais altos. Acompanhei seu ritmo, sentindo seus dedos irem mais rápidos dentro do meu corpo; imitei seus gestos, acariciando sua ereção com agilidade.

Eu conseguia sentir a vibração de sua garganta em meus lábios. Sorri, deliciada. Ele derretia-se com tão pouco às vezes...

— A camisinha, amour. — Suspirei depois que rompemos o contato. Devagar, Adrien retirou os dedos de dentro de mim, usando a outra mão para buscar o preservativo no bolso da calça.

Tomei-o de seus dedos e, conforme abria e o colocava, era agraciada com os mais deliciosos beijos: no rosto, no pescoço, na clavícula, no topo os seios expostos pelo vestido que usava.

Devagar, Adrien desceu minha calcinha, jogando-a para fora da espreguiçadeira. Com um movimento lento, nós invertemos as posições, para que eu conseguisse ficar confortavelmente deitada. Ele posicionou-se em cima de mim, os dedos chegando às alças do meu vestido.

— Se importa se... eu descê-las um pouco? — Perguntou, o rosto vermelho pela excitação.

— Rapidinhas são feitas normalmente com roupas, Chaton. — Brinquei, mordendo o lábio. Ele grunhiu. — Pode, mas não tire meu vestido.

— Não vou... — Sua voz era puro deleite.

Devagar, ele desceu ambas as alças do meu vestido, puxando-o somente o suficiente para liberar meus seios, expor meu sutiã. Beijou o topo deles e, devagar, empurrou-o para o lado.

— Que bagunça que você está fazendo. Tudo isso para ver meus peitos? — Murmurei, adorando a forma como ele os beijava. Sua resposta foi um gemido rouco, sedutor.

— Eu faria até mais por eles, se quer saber. — Provocou e, devagar, levantou a barra do meu vestido, posicionando a cabeça da sua ereção da minha entrada. Separei mais as pernas, ansiosa.

Ele foi entrando devagar em meu corpo. Suspirei mais pesado, sentindo-o escorregar para dentro. Ainda era uma sensação estranha, mas era muito longe da dor que um dia eu senti. Quando sua pelve encontrou minha virilha, eu gemi, deliciada.

Ah, Adrien... — Senti-o passar as mãos por de baixo dos meus braços, fazendo um movimento para que eu estivesse sentada em cima dele. Inclinou-se somente um pouco para trás, para dar espaço para que eu também me movesse. — Prefere... assim? — Suspirei, passando os braços por seus ombros, seu pescoço.

Sim... Consigo te admirar melhor. — Atiçou, beijando o topo dos meus seios. Senti suas mãos subirem por minhas coxas, indo agarrar-se às minhas nádegas por baixo da saia do vestido. Gemi pela forma como seus dedos fincaram-se à minha carne.

Oh Dieu. — Murmurei conforme senti ele fazer um movimento com meu quadril. Acompanhei seu ritmo, subindo e descendo lentamente. Como era bom...

Começamos devagar, perdendo-nos na essência um do outro, no cheiro, nos gemidos. Todo aquele toque ainda era novo, mas de certo modo sabíamos por onde queríamos ir. O que precisávamos fazer para sentir prazer juntos.

— Ah, Mari... — Adrien gemeu na pele do meu pescoço, enquanto fazia eu rebolar em seu colo, esfregar toda a minha intimidade em sua pelve, fazer sua ereção mexer-se dentro das minhas paredes. Mordi o lábio, deliciada.

Estava tudo tão bom, tão fantástico, tão...

— Adrien, Marinette, vocês querem... — Senti os músculos do meu corpo se enrijecerem, bem como os ombros de Adrien. Eu só tive tempo de piscar uma vez antes de encarar as íris verdes de papai parado no alçapão que dava para o quarto.

O silêncio que ficou entre nós era pesado. Eu assisti em câmera lenta a forma como seus olhos se arregalaram, sua boca se abriu milimetricamente e o vermelho se espalhou por todo o seu rosto.

— Eu... volto depois... — Foi tudo o que ele vociferou antes de descer, o alçapão fechando-se com um som carregado, ecoando pelas paredes.

E esse som foi o que fez Adrien fraquejar, caindo para trás e me levando com ele. Senti-o sair de meu corpo por conta do movimento e, pela forma como seu rosto estava vermelho e sua respiração saía cortada, eu tinha certeza que ele havia broxado de nervoso.

Eu não estava em uma situação diferente para ser sincera.

Ficamos alguns segundos parados, encarando-nos, piscando. A saliva parecia descer como uma faca pela garganta, o ar parecia faltar em todo planeta — e, definitivamente, nós gostaríamos que o chão nos engolisse naquele momento.

Então, a voz de Adrien encheu o quarto, questionando:

— E agora?

Torci a face, produzindo um som grave, algo entre um grunhido e um chiado. Respirei bem fundo e, com todo o perdão da palavra, eu disse:

Fodeu.

Notas finais
Novamente sem notas de tradução, pois todo o estrangeirimos que aparece aqui está nos demais capítulos. Eu sei que vocês me amam, mesmo com esse final ♥ NÃO FUI MALVADA GENTE! EU JURO! Eu quero agradecer muito a TODOS que me acompanharam durante esses dois meses com essa história. Ela significa um marco para mim. Aprendi muitas coisas produzindo ela; é a minha primeira história em capítulos que termino (apesar de, oficialmente, ela ser uma two-shot). Eu espero usar tudo isso de aprendizado para ser aplicado nos demais projetos que estou desenvolvendo. Espero também, de coração, que todos tenham apreciado essa história até aqui! E eu quero abrir também um espaço especial para agradecer o meu Chaton - Celso, você mesmo - por ter me aturado em todos os momentos de negação, por ter lido em primeira mão (apesar de não ter o costume de ler nada) e por ter me impulsionado a terminar mesmo nos piores momentos. Obrigada mesmo, Chaton! Você também fez essa história até aqui ♥ A CENA DO BANHO É SUA SEU CHATO! Como sempre eu vou AMAR ler todos os comentários de vocês, mesmo quem resolver comentar somente agora que ela está concluída. Vou responder um por um com MUITO carinho. E vou convidá-los gentilmente a acompanhar meus futuros projetos para o fandom! ♥ Por favor, não deixem de olhar as próximas fanfics que estão por vir. Já tem uma próxima história de Miraculous PRONTINHA para ser postada em breve. Espero encontrar todos vocês lá, ok? Novamente obrigada a todos pelo carinho e o apoio! Enjoy, little sinners! Yuui~
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!