Sombras do Passado

26 Capítulo 26 - Ego Masculino (+18)


Notas iniciais
A música que acompanha o capítulo é a mesma que eu usei no trailer que fiz para a fanfic - Te prometí - Manuel Mijares Se quiserem dar uma olhada no trailer, quem ainda não viu, está nesse link ~> https://www.youtube.com/watch?v=gCrUnt6vnc0

***

Ao sentir o calor do corpo de Cristina tocando o seu, o mundo de Federico se deteve e ele não pensou em nada mais, até a culpa que ele sentia, desapareceu por completo. Tomou a nos braços e a conduziu para a cama onde acomodou-a e ficou olhando para ela maravilhado. Acariciava seu rosto e, mais do que olhá-la, ficou admirando-a, apaixonado.

_ Te amo Cristina, te amo! – disse beijando de leve seu rosto, detendo-se para sentir sua pele. – Me perdoe, me perdoe por tudo. – disse baixinho no ouvido dela.

Segurando seu rosto entre suas mãos, ela fechava os olhos ao sentir o corpo dele sobre o dela, o calor da pele dele tocando na dela, o olhar tão apaixonado dele, a respiração dele que pegava em sua pele com o delicioso ruído de sua voz em seus ouvidos. Embevecia-se de paixão com seu toque, com seu contato, com sua proximidade.

_ Te perdoar? Por quê? – dizia ofegante, com o coração disparado ao sentir suas carícias.

_ Só diga! Diga que me perdoa, por favor, Cristina! – implorou Federico olhando-a nos olhos e acariciando seu rosto e seus cabelos com os olhos úmidos de emoção.

_ Eu perdoo, Federico. Claro que te perdoo.

Cristina imaginava que ele pedia perdão pela maneira gélida com a qual ele vinha tratando-a desde que soube da volta de Hernán, não podia imaginar a verdade. Federico sabia que não era justo, não era justo deixá-la na ignorância, que ela desconhecesse o que aconteceu. Se ele a censurava por seus pensamentos, pelo que ela podia vir a sentir com a volta de seu ex-namorado, como podia encará-la sabendo que havia ido muito mais além com Raquel? Mas, naquele momento só conseguia sentir necessidade dela, uma vontade incontrolável de invadi-la, sentir-se dentro dela e amá-la até ficar sem forças.

Contemplando-a com um olhar que Cristina sentiu diferente, tão aflitivo, tão suplicante, tão cheio de desejo, Federico abriu o zíper de sua blusa enquanto ela permaneceu deitada na cama. Passou a acariciar sua barriga, subia as mãos por seus seios, furtivamente alisava-os por dentro de seu sutiã enquanto ela fechava os olhos começando a sentir o desejo incendiar e espalhar-se por todo seu corpo e culminar em sua feminilidade. Sem deixar de deslizar as mãos por seu corpo, Federico repetiu, maravilhado:

_ Como você é linda, linda! A mulher mais linda que eu já vi nessa vida.

_ Exagerado! – disse Cristina, sorrindo.

_ Não! – ele disse provocando certa surpresa nela ao abrir o feche de seu sutiã entre seus seios. – É a mais pura verdade.

Cristina levantou-se, sentando-se na cama e livrando-se da blusa e do sutiã que ainda estavam seguros em seus ombros e ajudou-o a tirar a camisa.

_ Você não devia ter vestido nada, quando eu entrei aqui. – disse beijando-o matreira.

Federico respondeu com uma gargalhada e, entre beijos tórridos e desesperados, ambos terminaram de despir-se. Quando estavam completamente nus, sentados na cama, de frente um para o outro, ficaram ainda alguns momentos se olhando. Com sua mão grande, Federico apreendeu quase todo o rosto de Cristina e levou-a a beijá-lo, beijo que ela correspondeu com a mesma incandescência de desejo. Desde que haviam brigado, embora não fosse muito tempo, ela havia sentido desesperadamente a falta dele em sua cama, o calor de seu corpo, sua luxúria, a deliciosa sensação de dormir protegida por seus braços depois do deleitoso cansaço de fazer amor.

Ela deslizava suas mãos por seu peito provocando arrepios e um maior ímpeto na volúpia de Federico. Sem conseguir deixar de beijá-la e enlouquecê-la com seus lábios e sua língua, Federico voltou a acomodá-la na cama, deitando-se rapidamente sobre ela e começando a invadi-la.

_ Huum!

Foi o que gritou Cristina ao sentir a primeira incursão do marido contra sua feminilidade, cravando suas unhas no braço dele que era onde se apoiava com a mão esquerda. Federico e Cristina tinham uma rara cumplicidade na cama. Tanta que ele podia facilmente fazê-la ir ao orgasmo por conhecer seus pontos sensíveis e pelo intenso desejo que ela sentia por ele.

Ela segurava em seus braços, quase na altura do pulso, marcando-o com suas unhas, enquanto ele empreendia movimentos compassados e harmoniosos com seu quadril encaixado ao dela. Enquanto investia seu corpo contra o dela, podia desfrutar com o modo como ela se arqueava projetando sua cabeça e ombros para dentro dos travesseiros e deixando evidente o maravilhoso desenho da curva de seus seios. Além disso, os sons emitidos por Cristina aumentavam ainda mais a vontade de Federico de cadenciar aqueles movimentos ali, em seus pontos mais sensíveis onde ele sabia que poderia levá-la ao céu, ao pico do prazer sem dificuldade.

Ele desceu até ela encaixando seu rosto na altura do pescoço de Cristina, ao que ela agarrou-se à ele e passou a deslizar as mãos por suas costas e desfrutar do calor e do peso do seu corpo sobre ela. Não satisfeita em mantê-lo junto a si com os braços, também entrelaçou-o com as pernas aumentando o atrito de seu membro com sua feminilidade, não resistindo mais às descargas de prazer.

Chegou ao clímax! Mal podia manter seus olhos abertos, desprezou seus braços nesse momento, seu corpo não lhe correspondia, todo ele recebia estímulos vindos daquele orgasmo. Gritou no ouvido de Federico, ao mesmo tempo em que tentava normalizar sua respiração, segurando com desespero nos lençóis que se desprenderam da cama, o que fez com que ele compassasse os movimentos com um pouco mais de lentidão até que também regalou, emitindo um forte gemido, quase um urro, com a cabeça apoiada no travesseiro ao lado de Cristina, tirando o membro de dentro dela e, acomodando-se, por alguns segundos, sobre ela para tentar recuperar o equilíbrio de seu corpo, que ele deixasse de ser simplesmente guiado pela paixão. Antes que ele se mexesse e saísse de sobre ela, Cristina disse, baixinho, no ouvido dele:

_ Ah, Federico... Foi incrível.

Ele se virou, puxando-a, para junto de si e, dessa vez, foi ele quem implorou:

_ Fique aqui, amor, juntinho de mim. Nunca me deixe!

_ Nunca! – prometeu Cristina apaixonada. – Eu sou sua. Unicamente sua.

_ Sim. Minha! Minha Cristina. – falou sem deixar de comprimir o corpo dela junto ao dele, beijando sua testa.

Estavam tão cansados e satisfeitos que, rapidamente, adormeceram apaixonados e acoplados.

***

No dia seguinte, felizes com a reconciliação, Cristina e Federico resolveram jantar fora, em um restaurante de Teapa, como se fosse uma comemoração. Ele estava consciente de que devia dizer a verdade à esposa e esperava fazer isso o mais breve possível. Mas estava cheio de medo. Sabia que Cristina sempre o havia advertido que não a traísse. Muito menos com Raquel. Aquela traição seria algo imperdoável. Então o que ele resolveu fazer, naquela noite, foi celebrar. Cobri-la de romantismo e, talvez, com isso, ganhasse alguma complacência quando lhe dissesse.

No restaurante, Cristina estava linda, chamou a atenção de todos, deixando Federico orgulhoso. Ela usava um vestido de gola alta com uma fenda discreta que dava asas à imaginação no decote. O desenho da cintura era feito por um cinto sofisticado e a imponência com a qual ela andava, chamava atenção. Logo que se sentaram, Federico segurou sua mão, induzindo-a a olhar para ele, e disse:

_ Sou o homem mais feliz desse salão. Veja como todos me olham com inveja. – o sorriso nos lábios corroborava suas palavras.

_ Federico, você não precisa ser tão exagerado. – respondeu Cristina sorrindo.

_ Preciso sim! Quer dizer, não estou sendo exagerado.

_ Está sim! – discordou Cristina.

_ Vem dançar comigo? – convidou o fazendeiro eufórico.

Cristina tomou sua mão e se deixou conduzir até o centro do salão, onde ele, com a mão direita dele, tomou a mão esquerda dela, levou sua mão esquerda às costas dela, onde parte do tecido de seu vestido caía, enquanto ela repousou sua mão direita no ombro dele e se deixou guiar por ele, com os rostos colados.

🎵Antes, que renuncies a nuestras promesas

Que pienses en darle la vuelta a nuestras ganas

De amarnos una vida entera

Antes, que el miedo nos abra la puerta

Que deje pasar la tormenta a nuestras almas

Recuerda que el amor es fuerza🎵

Federico se inebriava e perdia-se no perfume de Cristina, sentindo o calor de sua pele colada na dele. O som da canção ditava o ritmo da dança muito menos do que as sensações dos corpos de ambos em contato. Sentindo a curva da cintura de Cristina, Federico mal podia conter o afã de deslizar suas mãos por ali, sentir suas costas, sua pele em sua mão. Cristina, por sua vez, seduzia-se por seu romantismo e também se encantava com o cheiro de Federico, a sensação de ter seu corpo pegado ao dela, isso, a inebriava e ela se deixava levar com os olhos fechados.

_ Cristina, eu te amo tanto! O que seu amor significa para mim é indescritível. – sussurrava no ouvido da esposa. – Você acredita, não acredita?

_ Claro que sim, Federico! – confirmou Cristina. – Eu também te amo. Nem sei em que momento isso aconteceu, mas... quando eu me dei conta, te pertencia completamente. – declarou-se Cristina.

_ Jura para mim que, aconteça o que acontecer, você não vai duvidar. Jure? – Implorou Federico.

_ Você fala pela volta de Hernán? – indagou ela afastando um pouco o rosto e olhando-o, enquanto dançavam.

_ Eu falo porque... – começou ele hesitante – nem sempre eu vou conseguir cumprir todas as minhas promessas, mas não é falta de amor. Você acredita? – ele disse, fitando-a com os olhos brilhando.

🎵Antes, que creas que perdimos la guerra

Levanta la cara y confía en mi

Te tengo aquí y no voy a soltar🎵

_ Acredito! – garantiu, Cristina. – Eu não sei como você conseguiu isso, Federico, mas eu tenho uma confiança tão inabalável em você, me sinto tão protegida, como se nada pudesse me atingir quando estou com você. – ela disse sem deixar de olhar nos olhos dele.

_ E sobre sua filha... – disse ele apenado.

_ Federico não precisa dizer nada. – Cristina baixou os olhos.

_ Preciso! – ele garantiu segurando a mão dela.

Mais uma vez fitou firmemente os olhos de Cristina e, com a mesma firmeza na voz, garantiu:

_ Um dia eu te fiz uma promessa. E eu não vou te falhar nisso, meu amor, você pode confiar.

_ Eu confio, Federico. Confio! – disse Cristina novamente aconchegando sua cabeça no ombro do marido colando o rosto ao dele.

🎵Porque te prometí

Que no iba a dejar de luchar jamás

Que iba a morir por ti, lo prometí

Y no voy a cambiar

Te prometí

Que si amenazaba la soledad

Iba abrazarte a mi

No voy a dejarte de amar🎵

Continuaram a dançar comovidos e emocionados de amor. Ao dançar com ela, sentir seu cheiro, o calor de seu corpo e a pulsação agitada dela junto dele, esqueceram-se que estavam no meio do restaurante e Federico a envolveu num beijo quente por não resistir à presença dela tão perto. Acariciava suas costas cobertas pela leve textura do vestido desesperado por sentir em suas mãos a pele sedosa da mulher que amava enquanto tornava o beijo mais profundo, mais quente. Se perdiam juntos quando beijavam-se.

_ Seu cheiro é maravilhoso, Cristina – disse Federico baixinho no seu ouvido – Me deixa louco. – disse roçando seu rosto no dela, se perdendo entre seus cabelos negros enquanto dançavam totalmente envolvidos.

_ Comporte-se, Federico! – censurou Cristina levemente ofegante.

_ Não consigo. – Ele disse travesso rumorante no ouvido dela.

_ Então vamos voltar para a mesa, sim? – ela disse se afastando dele.

Assim, jantaram, tomaram vinho e sentiram-se inabalavelmente unidos como tanto haviam desejado ao longo da vida. Quando saíram do restaurante, tiveram que caminhar um pouco para chegar à camionete. O restaurante não contava com manobrista, pela simplicidade de um estabelecimento em uma cidade pequena como Teapa. A surpresa de Federico foi imensa ao perceber que havia uma pessoa encostada à porta de sua camionete. Cristina olhou-a com indiferença quando ela cumprimentou:

_ Boa noite! Se não é o casal mais feliz de Teapa? – disse com um certo cinismo na voz.

🎵Antes, que la sombra de nuestro pasado

Intente cambiar el destino y separarnos

Créeme que estaré a tu lado🎵

***

Federico sentiu o caminho que o calafrio fez em seu corpo. Era Raquel! Ali, parada encostada em sua camionete. Podia jurar que os estava esperando. Estava perdido. Tudo estava perdido, era o fim da linha.

_ O que você quer, Raquel? – indagou Cristina impaciente.

Federico, que até então permanecia mudo, agarrou firme a mão de Cristina junto a ele. Preferiu tatear a situação, antes de delatar-se ante uma ou ante a outra.

_ Nada! – disse Raquel sorrindo, disfrutando do nervosismo evidente de Federico. – Eu só vi o carro de Federico aqui e quis cumprimentá-los.

_ Ah, e você conhece tão bem assim o carro de Federico para reconhecê-lo no meio da noite, escuro? – Indagou Cristina com certo incômodo.

_ Não... – ela disse fitando firmemente a Federico. – É que estive nele há tão pouco tempo... Como não reconhecê-lo?

Cristina imediatamente virou-se, interrogativa, para Federico que estava pálido. No exato momento soube que havia algo sem mesmo ser necessária a resposta do marido.

_ Não diga bobagens, Raquel! – Federico finalmente se manifestou. – Você nunca vai entender, não é? – alterou-se – Mantenha-se longe de Cristina! – disse ameaçador.

_ Ui! Ficou valentão. – caçoou Raquel. – Você fica bem menos agressivo quando está bêbado. – voltou a fazer insinuações que deixaram Cristina desarranjada.

Cristina não queria demonstrar seu incômodo frente àquela mulher, mas suas insinuações... Havia perguntas que faziam-se necessárias ser respondidas e, o marido não o havia feito. Seu coração disparou e ela sentiu que ia chorar.

_ Eu sei que é difícil para uma pessoa sem dignidade agir assim, Raquel, mas – Ela atacou como para se defender – se você conhece alguma forma menos desonrosa de agir... – encarou-a firme sem demonstrar a alteração que se passava no peito, na voz – Suma de nossas vidas!

Raquel sorriu mais uma vez e, lentamente, se esfregando na camionete, levantou as mãos como sinal de rendição e foi se afastando deles até deixar de tocar o carro. Quando ela deu alguns passos à frente e foi desaparecendo rumo à esquina, Cristina encarou Federico com recriminação. Ele tentou justificar-se:

_ Cristina, ela... – ia tocando de novo sua mão, mas Cristina a puxou.

_ Em casa nós conversamos, Federico! – determinou firme.

Federico, impotente, deu a volta enquanto ela se acomodava no banco do passageiro. Ele sabia. Sabia que tudo o que ela não podia pensar contra ele se passava em sua cabeça e que ele merecia seu silêncio e seu olhar recriminador.

***

_ Você não disse uma palavra o caminho todo. – Foi Federico quem rompeu o silêncio quando eles entraram no quarto deles.

_ Não havia muito o que dizer. – Cristina respondeu seca.

_ Estamos aqui. Em casa, no nosso quarto. Falemos. – Pediu Federico.

_ Fale você! – Exigiu Cristina.

_ O quê? – Federico fez-se de desentendido.

_ Você sabe muito bem, Federico! Que Raquel é uma mulher sem nenhum pudor, eu já estou cansada de saber. Além do mais, ela não me deve nada. Mas ela não faria aquelas insinuações e nem me olharia daquela maneira baseada em nada, Federico. – disse Cristina aparentemente calma de costas para ele, no meio do quarto.

_ O que você quer dizer? – ele ainda procurava as palavras para justificar-se.

_ Não sou eu quem vai dizer alguma coisa aqui, Federico! – Cristina gritou, explodindo. – Quem vai me dizer é você! Você vai me dizer nesse exato momento, onde você passou aquela noite que não dormiu aqui!

_ Cristina você... – Era difícil para ele saber que era chegado o momento da verdade.

_ Não minta para mim, Federico, você não tem esse direito! Onde você passou aquela noite? – Voltou-se para ele furiosa.

_ Depois que discutimos no armazém, eu fiquei muito mal. – ele começou pela justificativa. – Fui para o bar do Gabo e...

_ Claro! Por que eu me surpreendo de você fugir de mim e ir se enfiar na bebida? – ela disse com certo cinismo, ele não se defendeu. – Você passou a noite bebendo? Encontrou Raquel lá? Deu carona para ela? – Indagou ela desesperadamente aflita.

_ Cristina, eu não quero e nem nunca quis te enganar. – disse Federico sincero. – Eu quero e sempre quis te contar tudo, mas você precisa ficar calma.

_ Não me peça calma! – Cristina voltou a gritar. – Você sabe muito bem o que Raquel insinuou na porta do restaurante! Você sabe muito bem o que significará para mim se for verdade. E eu... – deu uma pausa para recuperar o ritmo da respiração. – Eu sei muito bem o que você faz quando sente seu maldito “ego masculino” ferido! – acusou-o com lágrimas nos olhos.

Flashback On

_ Porque eu te amo! Porque você é a única mulher que existe no mundo para mim. As outras... Todas as outras que estiveram em minha vida foram para alimentar o meu ego desde o dia em que eu te conheci. Eu queria você, Cristina, eu só queria você. As outras foram para que eu sentisse um pouquinho de orgulho masculino, já que o fato de ser desprezado por você me fazia sentir como o mais idiota de todos.

Flashback Off

_ Cristina, confia em mim, em meu amor. – disse ele aproximando-se dela e olhando-a nos olhos.

_ Então não minta para mim! – ela pediu com o eco de suas palavras no dia em que se entenderam ainda em sua mente.

_ Não chore, Cristina. – Pediu ele. – Me destrói te ver assim.

_ Não dê voltas, Federico! Pouco importam aqui as minhas lágrimas! Diga-me a verdade. Você me traiu com Raquel?

_ Naquele dia, eu bebi demais... Não tinha consciência do que fazia, eu estava magoado com você, com medo de te perder e Raquel estava lá...

_ Raquel estava lá? – ela indagou tomada pelo ódio. – Você está me dizendo que sim, você me traiu com Raquel, é isso?

Federico manteve-se em silêncio e baixou o rosto. Cristina se aproximou dele já mortificada sentindo o que significava tantas voltas e aquele silêncio. Com calma na voz, mas o coração dilacerado, ela encarou-o, deixando-o alanceado com sua dor:

_ Pela última vez, Federico... Onde você passou aquela maldita noite?

🎵Yo seguiré

Siempre a tu lado sin descanso

Respirando la esperanza

No se ahogan nuestros labios

Porque te prometí

Que no iba a dejar de luchar jamás

Que iba a morir por ti, lo prometí

Y no voy a cambiar

Te prometí

Que si amenazaba la soledad

Iba abrazarte a mi

Que no iba a dejarte de amar🎵

***