Sombras do Passado

12 Capítulo 12 - Decepção que magoa (+18)


Notas iniciais
Muito obrigada a todos pelos comentários, favoritos, sugestões, por se fazerem presentes!! prye tekilada muito obrigada pela recomendação, fiquei super feliz💙 Não minto quando digo que os leitores ativos fazem parte da história😊😘😘

***

Cristina alterou sua expressão, e agora foi ela quem pareceu um bichinho assustado, encolhendo-se mais naquele canto da cama. Tinha medo, medo de decidir. Eram tantas coisas envolvidas. Para ela, entregar-se a Federico significaria romper de uma vez com um passado que ela não queria esquecer e nem apagar. Havia sido a coisa mais linda de sua vida e lhe dado seu bem mais precioso. Algo dentro dela dizia que, ainda que Hernán estivesse morto, ela devia manter-se fiel à ele, seu coração lhe pedia, lhe gritava. Ela pensava naquele amor com tanta intensidade que era como se ainda estivesse vivendo-o. O que não percebia é que só vivia de suas sombras, das sombras do passado, que ele não era real.

Entretanto, Federico era quem não representava apenas sombras, era a realidade e, por mais que se sentisse atraída por ele, que seus beijos a arrebatassem os sentidos, não sabia se era amor. Mais do que isso, não sabia se era conveniente amar a Federico. A mesma resistência que ela tinha em entregar o seu corpo, tinha em entregar de novo seu coração. Aliás, muito mais.

O homem para quem ela havia entregado seu coração uma vez, a única vez, era tão perfeito, talvez sim, um pouco idealizado pelas tragédias, pelos anos, pela interrupção, pelo não acontecido, mas não tinha nada parecido com Federico. Federico era mulherengo, selvagem, rústico, lhe faltava leveza no trato, ainda que fosse sempre carinhoso em se tratando dela, enquanto Hernán, o homem que ela havia amado e permanecia amando era tão mais sofisticado, carinhoso. Não podia evitar, tinha medo de amar a Federico.

_ Federico... eu... – pronunciou assustada.

_ Cristina, não se sinta pressionada, não pense que eu estou fazendo isso. – ele justificou. – Para mim também está bem se as coisas forem devagar, se nós fizermos aquilo que não pudemos fazer antes de nos casar.

_ O quê? – ela perguntou confusa

_ Namorar! – ele respondeu sorrindo pícaro, beijando-a cheio de paixão.

Cristina correspondeu ao beijo, agarrou-se no seu pescoço e deixou-se beijar, ser aninhada, acarinhada. Apesar da rudeza, Federico sabia como tratar uma mulher, como fazê-la se sentir a mais especial do mundo. Claro! – pensou Cristina – Como um mulherengo não vai saber agir assim? – Estava muito, muito insegura. Ela afastou-se de seu beijo puxando o ar.

_ Eu te mentiria se te dissesse que não estou confusa, Federico.

_ E eu não acreditaria se você dissesse. Desde o início da noite eu vi um brilho diferente nos seus olhos, algo que eu não tinha visto, eu senti que você queria. Queria que fizéssemos amor tanto quanto eu. Por isso eu insisti tanto. – confessou.

Ela tentou desviar o olhar, era complicado fugir estando tão próximos. Mas o que ela ia alegar se era verdade? Que naquela noite ela havia, desde o momento que ele a convidou para entrar em seu quarto, tido pensamentos picantes com o marido? Ele continuou:

_ Porém foi a tarefa mais difícil da minha vida te convencer a me permitir te amar, a fazer-te minha, ainda que você também quisesse.

_ É que... Nós dois... É complicado Federico. – Toda confusão se manifestava nas palavras que ela não conseguia dizer.

_ E onde está a complicação, Cristina? Somos casados, eu te amo! – afirmou-firme até com uma certa fúria na voz. – O que tem de complicado em que você, depois de 10 anos de encerro, resolva dar uma chance, uma única chance para nós dois? A oportunidade que você nunca deu, a oportunidade que você nunca me deu e nunca se deu.

_ É que eu... eu tenho medo. – confessou Cristina acuada.

_ Deixe-me curá-los. Eu te prometo que faço isso, meu amor. É só você me permitir. Confia! Eu quero você Cristina. Te quero completa, te quero para sempre, te quero para mim. Minha, só minha, totalmente minha! Essa noite foi... foi incrível, maravilhosa, mas... Você nunca foi uma mulher que eu quisesse por uma única noite. Você é a mulher da minha vida! – Afirmou sedutor beijando-a com pequenos selinhos e percorrendo seu rosto, seu pescoço.

_ Eu não posso te responder agora, eu estou muito confusa. – sentia seu corpo aquecido por seus carinhos, suas carícias, era difícil até de falar. – O que aconteceu essa noite... Você mesmo disse, eu resisti... eu não estava segura, ainda não estou. Ainda mais depois...

_ Esqueça-se de Raquel! – ele disse firme – Depois de ter você. Depois de estar com você nenhuma outra mulher vai poder me fazer feliz. Já não podia antes, não poderá agora. Se você com um beijo, um beijo que eu não me lembrava com clareza, ocupava todos os meus pensamentos e minhas fantasias, pode imaginar o que vai acontecer agora depois de ter sido minha? De ter sido toda minha? Para mim só existe você, Cristina! Eu te amo! – declarou-se mais uma vez. – E valeu a pena. Valeu a pena cada dia desses dez anos esperar por esse momento, por essa noite. Eu faria tudo de novo.

_ Eu juro, Federico! – disse acariciando o rosto dele. Era uma das primeiras vezes que tinha um gesto espontâneo de carinho para Federico em todos aqueles anos. – Eu juro que vou pensar sem as travas ou os medos do meu coração. Te juro.

_ Isso não é sim, mas é melhor que não. – observou ele sorrindo. – O tempo que você queira. Te espero de novo, toda a vida, se necessário!

Dizia essas palavras sedutoras olhando-a nos olhos e acariciando seus cabelos de maneira terna. Ela estava deitada de costas na cama sob o olhar hipnotizado de Federico que não se desviava um segundo dela. Cristina olhou em seus olhos e lhe veio de novo aquele sentimento de perda que sempre tinha quando fitava-o. Era como lançar-se ao precipício e, se permanecesse olhando em seus olhos, se lançaria sem pensar duas vezes. Esqueceria o mundo à sua volta e não poderia voltar. Ficou perturbada com o calafrio que sentiu percorrer seu corpo nu e descobriu-se, levantando-se da cama.

_ Onde você pensa que vai? – Federico segurou-a firme pelo braço.

_ Vou para meu quarto. – ela respondeu discreta.

_ Não, você não vai! – afirmou ele autoritário puxando-a de modo que ela caiu sentada ao lado dele. – Vem aqui, durma comigo. – convidou.

Reuniu na mesma frase a selvageria que o caracterizava e sim, produzia certo encanto, e a doçura que tinha no trato com Cristina. Como esse seu comportamento a confundia.

_ Federico! – ela afirmou sentada na cama cobrindo-se com o lençol. – Eu preciso ir para meu quarto, tomar um banho, colocar minha camisola...

_ Você não vai precisar de roupas esta noite! Não na minha cama! – sorriu sagaz.

_ Por isso mesmo! – ela respondeu entendendo do que ele falava. – E... – levantou os olhos picaresca – E se esfriar de madrugada?

_ Eu te aqueço com meus braços! – disse puxando-a para junto dele.

Abraçou-a por trás e a manteve assim, colada à ele. Durante alguns segundos sentindo-a, fazendo-se sentir. Cristina fechou os olhos e jogou a cabeça para trás com o calor que percorreu seu corpo ao sentir a ardência da pele dele tocando a dela, sua ereção nas suas nádegas. Só com tocá-la ele voltou a reagir ao ardente e gigante desejo de Federico por ela. Ele começou a beijar suas costas, seu pescoço, com leves mordidas e, com sua mão direita afagava seus seios, sua pele. Cristina não conseguia abrir os olhos e forçava sua cabeça contra o ombro de Federico com aquelas carícias quando ele desceu sua mão até a intimidade dela e, antes que ela chegasse ao destino, seu corpo já entendeu seu percurso e ela sentiu o ardor do desejo e gemeu forte.

_ Não, Federico... De novo não. – pediu quase sem conseguir soltar as palavras em meio aos gemidos que seus estímulos lhe provocavam.

Ele girou-a e ficou em cima dela.

_ Só louco que eu te deixaria fugir de mim essa noite. Essa noite, você é minha, Cristina, minha! E eu vou te fazer sentir a mulher mais amada desse mundo. Você não tem alternativa!

Disse isso sem parar de movimentar mão e os dedos no âmago do desejo de Cristina, ao que ela só pôde responder com gemidos ora abafados, ora abertos e intensos. Agarrou-se nas costas de Federico depois de segurar por muito tempo firme o lençol pelos instintos direcionando as reações de seu corpo, naquele momento, completamente manuseado pelo marido. Cravava suas unhas na pele dele arranhando e deixando lá as marcas do prazer do corpo de uma mulher que estava tão desejosa de amor.

Logo ele, entre beijos e tragos úmidos do corpo da esposa, de sua boca, de seu pescoço, de seus seios, encaixou o fulcro do próprio desejo no dela que já estava muito ouriçada e a fez sua, sua mais uma vez! Movimentaram-se compassados, às vezes mais lentamente e outras mais rapidamente, desesperados e Cristina chegou ao céu mais de uma vez antes que ele gritasse ao ser contemplado no propósito mais agradável de sua vida: dar prazer à mulher amada.

Cristina quase que imediatamente saiu da cama e dirigiu-se ao banheiro. Seu corpo ainda estava lânguido depois de ir ao orgasmo tantas vezes e aquelas sensações, o encontro com a paixão depois de tanto tempo, lhe deixavam tão confusa. Federico a seguiu com medo de que ela escapasse e foi ao chuveiro com ela.

Divertindo-se, tomaram banho juntos, como tantos casais fazem, mas para eles, aquela atividade tinha um significado especial. Era a primeira vez que o faziam. Com a água deslizando por seus corpos, misturada à espuma do sabonete eles beijavam-se candentes, abrasadores, era como se nunca fossem conseguir satisfazer totalmente à tanta paixão que os consumia, os conduzia. Era alta madrugada quando adormeceram juntos, abraçados e satisfeitos. Felizes como nenhum dos dois era há tanto tempo. Era uma mostra para Cristina. Uma mostra do que seria sua vida se ela aceitasse o que Federico lhe propunha e lhe desse uma chance. Como ele mesmo havia lhe dito: se desse também uma chance de ser feliz.

***

Quando Cristina abriu os olhos, despertando suavemente com o canto dos pássaros na janela, sentiu uma agradável ternura ao ver Federico dormindo ao seu lado, com a mão em sua cintura. Ele sempre lhe havia proporcionado segurança, mas naquela manhã foi diferente. Se ela não soubesse que aquilo não era possível, diria que via a Federico como uma mulher apaixonada vê o homem que ama depois de uma noite tão intensa de paixão. Mas ela sabia que não podia amar a Federico e só estavam juntos pela insistência dele.

Tratou de levantar-se sem fazer ruído, recolheu suas roupas, espalhadas pelo quarto e, vestida com um roupão saiu furtivamente do quarto de Federico. No seu, tomou banho, vestiu-se e, frente ao espelho surpreendeu-se com um jubiloso sorriso no rosto, um sorriso de felicidade que há muito não sentia. Mas tanto tempo que até já havia se esquecido daquela sensação. Seria possível aquilo? Ela teria se apaixonado por Federico? Pensou com o coração tomado de dúvidas. As dúvidas se desvaneceram quando sua memória lhe brindou com flashes daqueles, beijos, daquelas carícias, daquelas palavras. Como a noite havia sido linda.

Seria injusto com Federico deixar-lhe mais tempo em suspenso e não lhe dar aquela resposta que ele merecia. Sim! Ela aceitaria, aceitaria! Entregaria-se ao amor de Federico de corpo e alma, sem reservas, seria sua todas as noites, toda a vida! Se ele conseguia contornar tantas recusas e tantas dúvidas com beijos e uma paixão tão forte, e uma alteração intensa em todo o equilíbrio de suas reservas, merecia seu amor. Sem contar o que foram todos aqueles anos. Ele devia ter padecido muito sua amargura, sua recusa, sua rejeição sendo apaixonado por ela como dizia que era, como demonstrou que era.

Vicenta entrou no quarto e surpreendeu-se ao ver a cama arrumada:

_ Que horas você acordou hoje, filha? Já até arrumou sua cama.

_ Eu não arrumei, Nena. Não passei a noite aqui. – Contou com um olhar de menina travessa.

_ E onde você passou a noite? – Vicenta ficou curiosa e correu sentando-se na cadeira ao lado dela.

Cristina apontou a direção do quarto de Federico. Primeiro com os olhos e depois com a mão.

_ Com Federico. – respondeu sorrindo.

_ Ai, então vocês se acertaram, minha filha? Isso é maravilhoso, nada mais maravilhoso! Você merece ser feliz e seu marido é o homem que pode te dar essa felicidade.

_ Eu sei! – confessou. – Hoje e... olhando também para trás, eu vejo que Federico pode me fazer feliz. E eu mereço ser feliz, não, Nena? – indagou aflita.

_ Claro que sim! Claro que sim, minha menina!

_ O problema é que Federico tem essas mulheres... Eu fico com medo. Para mim é muito difícil confiar de novo, abrir o coração ao amor.

_ Claro, e é normal depois de tudo o que te aconteceu quando você era tão menina. Mas seu marido é apaixonado por você, Cristina, moveria o mundo para ficar com você!

_ Sim, é o que ele me diz. Que essas mulheres só existem pelas condições do nosso casamento. Mas... se ele me magoar. Se ele me decepcionar eu não vou poder, Nena, não vou poder!

_ Não pense nisso. Vocês dois acabaram de se entender, você já está pensando em decepções? Claro que não! Ele vai ser sua felicidade. Nenhum homem permanece por tanto tempo ao lado de uma mulher que o rejeita se não a ama de verdade, nenhum! E menos um homem como Federico, filha.

_ Eu sei! Eu sei! – respondeu sorrindo. – Ele me pediu uma resposta! Eu vou falar com ele. Agora mesmo, não vou dar nem mais um tempo! Vou dizer-lhe que se mude para meu quarto.

_ Tenho certeza que ele vai ser o homem mais feliz do mundo.

_ E eu também! – disse levantando-se.

_ Ei, ei! Ele não está! – chamou Vicenta.

_ Não? – surpreendeu-se Cristina.

_ Saiu cedinho, assoviando, feliz como um passarinho. Agora eu sei bem por que. Deve ter ido resolver os assuntos da fazenda.

_ Então mais tarde eu o procuro e falo com ele. – disse decidida.

***

Federico estava sozinho no escritório do armazém da fazenda, analisando os últimos documentos daquele dia. Queria fazer algo que não costumava fazer muito: almoçar em casa com Cristina, tinha pressa. Ainda se pegava com a expressão abobada lembrando-se da noite com a esposa e de finalmente ter vencido tanta resistência.

Cristina era tão suave, apaixonada e linda como ele havia imaginado. Não! Era mais, muito mais! Por ela valia tudo, o mundo! Ah, como ele havia sido feliz naquela noite. Jamais abriria mão de tamanha felicidade. Ao preço que fosse convenceria Cristina de que aceitasse seu amor e que o casamento dos dois se tornasse real. Quase podia sentir o perfume do corpo de Cristina ao fechar os olhos. Quando os abriu foi surpreendido pela imagem da mulher à sua frente.

_ Raquel? O que você está fazendo aqui? Eu já te disse para você não vir à fazenda, você precisa respeitar à minha esposa. – Esbravejou Federico.

_ Sua esposa! Sua esposa! – Raquel sorriu. – Não seja patético, Federico! Essa mulher te despreza e você está preocupado com o que vão pensar ao verem sua verdadeira mulher na sua Fazenda.

_ Não ouse ofender à Cristina! – reclamou-lhe – Nós já falamos tanto sobre isso, Raquel, você não tem esse direito, não tem!

_ Eu vim porque estava com saudade. Há tanto tempo que você não me visita e ontem... – Raquel aproximou-se dele manhosa passando a mão por dentro de sua camisa.

_ Ontem nós falamos tudo o que precisava ser dito, Raquel! – ele disse puxando seu braço e levantando-se – Ontem foi o ponto final, eu te disse!

_ Você nem sequer entrou, Federico! – Ela disse chorando. – Eu te dei tanto carinho, te implorei para que você entrasse em minha casa e você não quis, disse que não ia mais me ver, para que eu seguisse minha vida como se tudo o que aconteceu entre nós até hoje não fosse nada.

_ E sustento a mesma coisa, Raquel! Havia acontecido algo que me impedia de seguir nossa relação – recordou aquele beijo tão maravilhoso na cachoeira – e agora... Agora eu posso menos ainda. Eu quero ser feliz com Cristina, só com ela que não merece ser enganada.

Raquel correu e agarrou seu braço, chorando.

_ O que ela fez? – gritou Raquel – O que essa maldita desgraçada fez? Ela finalmente abriu as pernas para você, foi isso?

_ Cale sua boca! – bradou Federico furioso. – Não se refira assim à Cristina porque ela não é como você, não é! – gritou segurando seu rosto firme com a mão direita ameaçador.

_ E o que você vai fazer? Vai me bater? Eu digo o que eu quiser! – desafiou-o Raquel – Se você quiser me bater bata! Mas bata com muita força como você faz na cama que sabe que eu gosto!

Federico a soltou e caminhou até a porta transtornado. Passou a mão pelos cabelos e, de costas disse aparentemente ameno:

_ Vá embora daqui! Essas terras são de Cristina que é minha esposa! Você não tem o direito de estar aqui. Para seu bem, não me provoque, Raquel.

_ Venha, Federico, venha! Diga que você não quer! – disse com a voz sedutora.

Federico se virou e ela estava deitada na mesa com o vestido levantado até os quadris tirando sua calcinha. Em seguida, enquanto acariciava os próprios seios o chamava cheia de erotismo com as pernas afastadas, movimentando-se de maneira depravada.

_ Venha Federico, duvido que ela possa te dar o que eu te darei aqui, nessa mesa, agora mesmo!

Federico esbugalhou os olhos e foi até ela exaltado.

_ Você está louca, recomponha-se!

Ele tentou puxá-la pelos ombros, mas ela, pegando-o desprevenido, agarrou seu pescoço com seus braços e, com suas pernas, enlaçou o quadril de Federico ao seu cheia de luxúria. O escritório ficava em um canto do armazém, onde uma longa escada dava de frente para a porta que estava entreaberta. Neste momento, Cristina subia o último degrau da escada e teve a impressão de ouvir uma voz feminina e a de Federico alterado durante a subida. Aproximou-se e pela regular fresta que a abertura da porta produzia, observou a cena que a deixou perplexa.

Raquel estava sentada na mesa do escritório, de frente para a porta, de olhos fechados esfregando-se no pescoço e no rosto de Federico. Ele, de costas para a porta, com as pernas de Raquel enlaçadas em seu quadril segurava-a pelos ombros. O desespero percorreu todo o corpo de Cristina em uma fração de segundos. A posição dos dois, a expressão libidinosa no rosto de Raquel... A imagem era clara! Federico estava fazendo sexo com Raquel!

***