Notas iniciais
Esse capítulo teve incrivelmente o exato número de palavras do anterior! (Eu juro que não foi culpa minha)

Estou em um lugar escuro,mas reconheceria de qualquer jeito os rostos que vejo em minha frente.Os animatrônicos,me encarando com seus olhares ameaçadores.Dou um passo para trás e quase caio no chão.Uma porta se abre do outro lado da sala onde estou.Ouço vozes vindo de lá.Parecem...crianças.Ando até lá,e quando abro a porta,vejo uma garotinha sentada,virada de costas para mim.Me aproximo devagar,e quando encosto a mão em seu ombro,várias imagens atravessam a minha mente.Crianças correndo e gritando,fugindo de alguma coisa,sangue,pais desesperados,suspeitos em uma delegacia.Ouço seus gritos enquanto as imagens passam rapidamente,e entendo apenas algumas frases,como “Socorro!” “Me ajude!”.Então,tudo fica escuro,e de repente os animatrônicos correm em minha direção gritando “Nos Salve!Nos Salve!”

Meus olhos se abrem lentamente.A primeira coisa que vejo é uma luz branca muito forte,o que me faz me perguntar se eu morri.Mas meus olhos se acostumam a claridade e consigo ver o ambiente branco onde estou.Acho que é um quarto de hospital.

–Maya? -Alguém diz.Vejo que é minha mãe. -Oh,graças a Deus!

Ela limpa as lágrimas do rosto.Pobrezinha.Perdeu um filho há pouco tempo e ficou a ponto de perder sua filha.Eu não devia estar me arriscando desse jeito naquele emprego.Mas eu tenho que continuar trabalhando lá,por Mike.

–Fiquei com tanto medo -minha mãe diz,me abraçando.

–Não se preocupe -digo.- Estou bem mãe,e você está aqui comigo.

Ela sorri.A porta se abre com força e um homem uniformizado,que parece um policial,entra.

–Senhora Schmidt? Poderia nos dar licença,por favor? -Ele se aproxima e aperta a mão da minha mãe.- Sou da polícia e preciso interrogar Maya Schmidt sobre a noite de ontem.

Minha mãe assente com a cabeça e sai da sala.O policial se senta ao lado da minha cama.

–Bom dia Maya.Sou o delegado Wilden.Como se sente?

–Estou bem.Só as minha feridas estão doendo um pouco...mas estou bem.-digo.

–Que ótimo.Espero que não se importe se eu te fazer algumas perguntas.Achamos que o que houve ontem parece ter sido uma tentativa de assalto.Você se lembra de ter visto alguma movimentação estranha ontem na Pizzaria?

Hesito por um instante.Então respondo:

–Não.Eu não me lembro de nada.

Acho que é melhor mentir.Se eu contar a verdade,todos vão achar que eu estou louca.

–Nada mesmo?Nada que possa nos ajudar na investigação?

–Sinto muito,delegado Wilden.A única coisa que me lembro é que eu estava entrando na pizzaria,e depois,não há mais nada.

–Tudo bem.Muito obrigado,e boa recuperação. -ele diz,saindo da sala.

–Tenho que ir,querida — Minha entra e beija minha testa.- Hoje mesmo você terá alta.Eu virei te buscar.

–Obrigada,mãe. -Ela da um sorrisinho e sai da sala.

Algumas horas depois,ela volta e vamos para casa.São seis horas da noite.Ainda tenho tempo ir para o trabalho.Já estava saindo de casa,quando ela me para.

–Aonde você pensa que vai?

–Vou trabalhar-respondo.

–De jeito nenhum. -Ela diz,me puxando para longe da porta.- Depois de ontem,eu não te deixarei voltar para aquele lugar.

–Mãe,vai ficar tudo bem. –digo.- Além disso,você sabe que eu preciso do emprego.

–Tudo bem. –ela diz,suspirando.- Se cuide.

Dou um abraço nela e vou embora.Quando vejo a grande pizzaria se erguendo sobre mim novamente,abro minha bolsa e tiro a lanterna que havia levado.Respiro fundo.Ainda tenho um pouco de medo de voltar lá pra dentro.

Hoje,você não vai deixar que te machuquem. Digo para mim mesma. Fará isso,por Mike.

Então caminho pelo longo gramado.

Notas finais
SPOILER: A fic provavelmente terá uma segunda temporada :D (Que ótimo spoiler,ein?)