Sombras, Fogo e Gelo
12 Revelações Obscuras
A pensão onde as garotas da Rainbow 5 estavam escondidas tornara-se um refúgio improvisado para os adolescentes salvos por Di. O prédio, uma estrutura antiga de madeira com uma varanda acolhedora e jardins exuberantes, oferecia um pouco de paz em meio à tempestade. Era um lugar onde, por um breve momento, eles podiam esquecer os horrores que enfrentaram.
No jardim, ao pôr do sol, o céu estava tingido de laranja e rosa, refletindo uma beleza serena que contrastava com o caos que poderiam encontrar pela cidade. Di e Joshua estavam sentados na grama, lado a lado, observando as cores cambiantes do crepúsculo. Ela, com seus curtos cabelos brancos, parecia quase etérea na luz suave do entardecer. Joshua, com seus fios ruivos desordenados e olhos azuis intensos, estava absorvido na tranquilidade do momento, tentando encontrar um sentido em meio ao caos.
Di respirou fundo, sentindo o ar fresco e úmido da noite que se aproximava. Ela olhou para o jovem, que estava visivelmente nervoso.
"Josh," começou ela, sua voz suave mas firme, "eu queria te ensinar mais sobre meus poderes. Talvez ajude você a entender como controlar os seus também."
Joshua assentiu, seus olhos fixos nos dela. Ele admirava a força e a confiança de Di, mesmo quando ela estava vulnerável.
"Como você faz isso, Daeun?" perguntou ele, sua voz carregada de curiosidade e uma pitada de ansiedade. "Como você consegue controlar o gelo assim?"
Di sorriu, um sorriso que era ao mesmo tempo gentil e triste. Ela levantou a mão e uma pequena névoa começou a se formar ao redor de seus dedos.
"Para mim, Josh, o gelo é uma extensão da minha imaginação," explicou ela. "Eu preciso visualizar o que quero criar, em detalhes. Não é apenas sobre querer que algo esteja lá, mas ver cada aspecto, cada nuance, como se já estivesse na minha frente."
Joshua observou, fascinado, enquanto a névoa se transformava lentamente em um pequeno floco de neve, dançando na ponta dos dedos de Di antes de desaparecer.
"Por exemplo," continuou a garota, "se eu quiser criar uma parede de gelo, preciso imaginar a textura, a altura, a espessura. Preciso ver isso claramente na minha mente antes que possa se tornar real."
Ela olhou para Joshua, seus olhos castanhos profundos e cheios de uma sabedoria que ele começava a entender. "Você também precisa encontrar essa conexão com seus poderes. Não é só sobre controlar o fogo, mas entender que ele é parte de você, como respirar."
Joshua fechou os olhos por um momento, tentando processar as palavras que acabara de ouvir. Ele sentiu a presença do fogo dentro dele, mas sempre fora algo caótico, difícil de controlar.
"Eu tenho medo," confessou ele, sua voz quase um sussurro. "Medo de machucar alguém, medo de não ser capaz de controlar isso." Uma memória da batalha durante a rebelião do presídio invadiu seus pensamentos. “Quando eu precisei dos meus poderes… quando conhecemos o Senhor Meia-Noite… eu quase não consegui fazer nada, eu chamava meus poderes, mas era como se eles não estivessem lá.”
Di colocou a mão sobre a dele, um toque reconfortante que o trouxe de volta ao presente.
"Todos nós temos medo, Joshua," disse ela, sua voz firme e cheia de compaixão. "Mas o medo não pode nos parar. Você é mais forte do que pensa. E não está sozinho nisso."
O pôr do sol continuava a descer no horizonte, lançando sombras longas e suaves sobre o jardim. As cores se intensificavam, refletindo a intensidade do momento. Di e Joshua permaneceram ali, sentados na grama, envoltos em uma bolha de entendimento e apoio. Era um momento de calma antes da tempestade, um breve respiro em um mundo de perigos.
Sem sentir a passagem do dia, Joshua olhou para Di com uma nova determinação nos olhos. "Eu vou tentar, Daeun. Eu prometo que vou aprender a controlar meus poderes. E vou ser útil da próxima vez que precisar, não importa o que aconteça."
Di sorriu, apertando a mão dele. "Eu sei que vai, Joshua. E eu estarei aqui para te ajudar, sempre."
Os últimos raios de sol derramavam-se pelo jardim quando Joshua olhou ao redor, certificando-se de que ele e Di estavam sozinhos. O silêncio era interrompido apenas pelo suave farfalhar das folhas e o canto distante de um pássaro noturno. Ele entrelaçou as mãos, fechou os olhos e respirou fundo, tentando encontrar a centelha de poder que sabia estar dentro dele.
Di observava com atenção, sua expressão calma, mas seus olhos carregados de expectativa e esperança pelo desenvolvimento do adolescente. Joshua se concentrou, sentindo o calor familiar dentro de si, mas cada vez que tentava trazê-lo à superfície, encontrava apenas frustração. As mãos começaram a tremer e gotas de suor formaram-se em sua testa.
Joshua abriu os olhos, sua frustração evidente. "Eu não consigo," disse ele, a voz carregada de desânimo. "Toda vez que tento, é como se algo me bloqueasse. Como se eu estivesse preso."
Di se aproximou, colocando uma mão reconfortante em seu ombro. "Respire, Josh. Lembre-se do que eu disse. Você precisa visualizar, ver o fogo como parte de você, não como algo que você precisa arrancar de dentro."
Joshua assentiu, fechando os olhos novamente. Ele tentou se lembrar das palavras de Di, mas sua mente insistia em vagar de volta aos momentos de medo e caos. Lembrou-se da batalha com Hu Can, de como havia falhado, de como Di o salvara.
A frustração crescia, tingindo seu rosto de vermelho. Di, percebendo a luta interna dele, decidiu incentivar mais.
"Josh," disse ela, sua voz firme mas cheia de gentileza, "você não está sozinho nisso. Pense no porquê está fazendo isso. Pense no que está em jogo."
As palavras dela ecoaram em sua mente. Joshua lembrou-se de seus amigos, de Madison e Ethan, de como eles contavam com ele. Lembrou-se de Di, de como ela acreditava nele, mesmo quando ele não conseguia acreditar em si mesmo. Ele fechou os olhos mais uma vez, desta vez com foco nos ensinamentos de Di.
Ele se lembrou da batalha contra Hu Can, da raiva e do desespero que sentira ao ver seus amigos em perigo. E então, ele sentiu. Uma pequena chama, tímida, mas presente, brotando entre suas mãos. Ele abriu os olhos lentamente e viu a pequena brasa, uma fagulha de esperança dançando em suas palmas.
"Eu consegui," murmurou, quase sem acreditar. "Eu realmente consegui."
Di sorriu, seus olhos brilhando com orgulho. "Eu sabia que você conseguiria. Isso é só o começo, Joshua. Continue focado, continue acreditando."
Joshua sentiu uma onda de alívio e alegria misturada com a brasa em suas mãos. Era uma pequena vitória, mas para ele, significava o mundo. Significava que ele não estava indefeso, que ele poderia lutar, proteger aqueles que amava.
"Obrigado, Daeum," disse ele, olhando nos olhos dela. "Por acreditar em mim, mesmo quando eu não conseguia."
Di apenas sorriu, seu rosto suavizado pela luz do crepúsculo. "Estamos juntos nisso, Josh. Vamos enfrentar tudo isso juntos."
Enquanto a noite caía completamente, trazendo consigo um manto de estrelas, Joshua e Di permaneceram no jardim, sentindo o poder do momento. O fogo dentro de Joshua continuava a brilhar, pequeno mas constante, um símbolo de sua força recém-descoberta e da união que os fortaleceria para os desafios que ainda estavam por vir.
Com a pequena chama ainda dançando entre seus dedos, Joshua sentiu uma onda de orgulho e alívio. Di sorriu ao seu lado, compartilhando o momento. Eles trocaram um olhar que dizia mais do que qualquer palavra poderia expressar. Era um olhar de compreensão mútua e apoio incondicional.
"Vamos entrar," disse Di finalmente, quebrando o silêncio confortável. "Ainda temos muito a fazer."
Eles se levantaram e caminharam juntos em direção à casa. Ao entrarem pela cozinha, o calor acolhedor e o cheiro reconfortante de chá quente encheram o ar. Sun e Jia estavam sentadas à mesa, envolvidas em uma conversa tranquila que cessou ao verem Di e Joshua entrando.
Di olhou para Joshua, percebendo o cansaço e a sujeira acumulada em sua roupa. "Você deveria tomar um banho," sugeriu ela, sua voz suave mas firme. "Temos água quente nos banheiros. Infelizmente, não temos roupas limpas para você, mas ao menos vai se sentir melhor."
Joshua sorriu, aliviado com a oferta. "Isso soa ótimo. Eu realmente preciso de um banho."
Di apontou em direção ao corredor. "O banheiro fica no final do corredor, à esquerda. Aproveite."
Enquanto Joshua se dirigia para o banho, Di se aproximou da mesa onde Sun e Jia estavam sentadas. Sun levantou uma sobrancelha, um sorriso enigmático nos lábios.
"Quando você vai parar com essa brincadeira, Di?" perguntou Sun, sua voz carregada de uma mistura de curiosidade e preocupação.
Di franziu a testa, não completamente compreendendo. "O que você quer dizer com brincadeira?"
Sun inclinou-se para frente, apoiando os cotovelos na mesa. "Você sabe do que estou falando. Esse jogo com Joshua. É evidente que ele está interessado em você, mas parece que você está apenas se divertindo às custas dele."
Di abriu a boca para responder, mas foi Jia quem falou primeiro. "Sun, você viu algum sorriso sincero no rosto da Di neste último ano?"
Jia continuou, seus olhos fixos em Di, com uma mistura de carinho e seriedade. "Esta é a primeira vez que vejo Di realmente feliz e empolgada com algo desde... bem, desde a situação com Jun."
Di sentiu um aperto no coração ao ouvir o nome de Jun. A memória ainda era dolorosa, uma sombra persistente em sua vida. Mas havia verdade nas palavras de Jia. Joshua tinha trazido uma nova luz para seus dias sombrios.
"Eu não estou brincando com ele," disse Di, sua voz firme e sincera. "Joshua é... diferente. Ele me faz sentir coisas que eu pensei que tinha perdido para sempre. Eu sei que isso não pode durar, mas agora… eu estou feliz."
Sun olhou para Di por um longo momento antes de sorrir. "Então eu espero que dê certo. Você merece, ao menos, ser feliz, Di."
Jia assentiu, um sorriso suave nos lábios. "Estamos aqui para você, independentemente do que aconteça. Mas é bom ver você sorrindo de novo."
Di sentiu uma onda de amor por suas amigas. Elas sempre estiveram ao seu lado, mesmo nos momentos mais difíceis. E agora, com Joshua, ela sentia que talvez, apenas talvez, pudesse começar a curar as feridas do passado.
Enquanto Di, Sun e Jia continuavam a conversar, o som da água corrente vindo do banheiro indicava que Joshua estava finalmente se permitindo um momento de descanso e recuperação. O calor do lar, a amizade e a nova esperança ofereciam um breve respiro em meio ao caos que ainda os cercava.
*****
As horas passaram rapidamente desde o treino no jardim e a conversa na cozinha. A noite já havia caído e o aroma delicioso de kimchi preenchia a casa. Sun, mostrando suas habilidades culinárias, preparou um jantar tradicional coreano para todos. A cozinha estava repleta de risos e conversas, um contraste bem-vindo após os dias sombrios que haviam vivido.
A mesa estava cheia, com pratos coloridos e fumegantes. Di, Joshua, Madison, Ethan, Sun, Jia, Lea e Sing estavam todos presentes, desfrutando da refeição. Di, sentada ao lado de Joshua, observava com satisfação enquanto ele provava o kimchi pela primeira vez.
"Então, Joshua," disse Di, com um sorriso malicioso, "o que você achou do kimchi da Sun? Você não acha que ela será uma ótima esposa um dia? E, a propósito, acho que ela é a solteira mais cobiçada do nosso grupo."
Joshua, que estava com uma colher de kimchi a caminho da boca, corou instantaneamente, quase engasgando com a comida. Ele olhou para Sun, que riu com um brilho nos olhos.
"Daeun!" exclamou Joshua, tentando disfarçar seu embaraço. "Está delicioso, Sun. Realmente, muito bom."
Sun sorriu, seu rosto iluminado pela diversão. "Fico feliz que gostou, Joshua. Sempre é bom ver alguém apreciando nossa comida tradicional."
Di estava prestes a fazer outra piada quando Sing, que estava sentada do outro lado de Joshua, interrompeu. Ela se inclinou um pouco mais perto, seu sorriso sedutor e olhos brilhantes fixos nele.
"Você sabia, Joshua," começou Sing, sua voz suave e melódica, "que além de cozinhar, Sun também é ótima dançarina? Quem sabe ela não pode te ensinar alguns passos depois do jantar."
Joshua, já lutando para manter a compostura, corou ainda mais. "Eu... eu adoraria aprender, mas acho que sou um péssimo dançarino."
Sing riu suavemente, sua mão roçando de leve no braço de Joshua. "Tenho certeza de que se sairá bem. E, se precisar de ajuda extra, eu posso dar umas aulas particulares para você… só você e eu..."
Di sentiu uma pontada de irritação. Ela conhecia bem Sing e suas táticas de flerte. Apertando os lábios, Di lançou um olhar penetrante para Sing, que não passou despercebido.
"Sing, por favor," disse Di, sua voz contendo uma ponta de frieza. "Não assuste o nosso convidado. Joshua já tem bastante com o que se preocupar."
Sing ergueu uma sobrancelha, claramente ciente da tensão. "Desculpe, Di. Só estou tentando ser amigável."
A atmosfera na mesa ficou momentaneamente tensa. Madison, percebendo o desconforto, decidiu intervir.
"Então, Ethan," disse ela, tentando mudar de assunto, "você vai querer mais kimchi? Parece que você está gostando."
Ethan, que estava devorando sua refeição com entusiasmo, olhou para cima com um sorriso. "Claro, Madison. Está ótimo! Sun, você realmente sabe cozinhar."
A tensão diminuiu enquanto a conversa se desviava para outros tópicos. Sun e Jia compartilhavam histórias engraçadas de seus tempos de treino na Soul Music, arrancando risadas dos outros. Lea, normalmente mais tímida, começou a se soltar, contando anedotas sobre suas experiências na Coreia.
Joshua, ainda sentindo o calor do embaraço, olhou para Di ao seu lado. Ela estava sorrindo, mas ele podia ver a preocupação em seus olhos. Ele se aproximou e sussurrou baixinho.
"Daeun, está tudo bem? Você parece um pouco tensa."
Di olhou para ele, seu sorriso suavizando-se. "Estou bem, Joshua. Só... preocupada com tudo o que está acontecendo. Mas fico feliz que esteja aqui conosco."
Joshua assentiu, sentindo uma onda de carinho por Di. Ele pegou a mão dela por baixo da mesa e a apertou suavemente, um gesto de apoio silencioso. Di retribuiu o aperto, sentindo-se reconfortada pela presença dele.
Enquanto a refeição continuava, a casa encheu-se de calor e camaradagem, um raro momento de paz. Era uma trégua breve, mas necessária para todos.
*****
Após o jantar, a casa começou a se acalmar. Risos e conversas amainaram, transformando-se em murmúrios suaves enquanto todos se preparavam para a noite. Joshua, Di e Jia estavam na cozinha, lavando os últimos pratos. A água quente escorria pelas mãos de Joshua, e ele se sentia estranhamente em paz. Di estava ao seu lado, secando os pratos e passando-os para Jia, que os guardava.
"Obrigado por ajudar, Josh," disse Di, com um sorriso. "Você realmente sabe como impressionar uma garota."
Joshua riu, sentindo um leve rubor subir às suas bochechas. "Apenas fazendo minha parte. E, honestamente, depois de tudo que passamos, qualquer coisa normal parece... boa."
Jia olhou para eles, um brilho compreensivo em seus olhos. "É bom ter momentos assim. Precisamos desses respiros para continuar fortes."
Enquanto terminavam de limpar, perceberam que os outros começavam a recolher-se para os quartos. Madison e Ethan estavam na sala, arrumando os sofás para dormirem. O ar na casa estava preenchido com uma sensação de cansaço e alívio, um breve momento de normalidade em meio às incertezas.
Di, percebendo que a noite estava longe de acabar para ela, teve uma ideia. "Josh, que tal irmos para o jardim? Podemos conversar mais um pouco, olhar as estrelas."
Joshua sorriu, apreciando a proposta. "Isso parece ótimo."
Di correu para seu quarto, voltando com duas toalhas grandes. "Vamos, isso vai ser confortável."
Eles saíram para o jardim, a noite estava clara e as estrelas brilhavam no céu. Di estendeu as duas toalhas na grama, lado a lado, de forma que ambos pudessem deitar-se, com as cabeças próximas.
"Pode deitar-se aqui," disse Di, apontando para a toalha. "É mais confortável do que parece."
Joshua deitou-se, sentindo o frescor da grama sob a toalha. Di fez o mesmo, deitando-se ao lado dele. Suas cabeças estavam tão próximas que podiam ouvir a respiração um do outro, mas seus corpos estavam voltados para o céu.
"Olhe para essas estrelas," começou Di, sua voz suave como o vento da noite. "Tantas histórias, tantos segredos lá em cima."
Joshua olhou para o céu, maravilhado com a vastidão do universo. "É incrível, não é? Às vezes, me pergunto se há outros mundos lá fora, com pessoas como nós."
Di sorriu, um sorriso melancólico. "Eu sempre me perguntei a mesma coisa. Quando era pequena, costumava imaginar que as estrelas eram janelas para outros mundos. Lugares onde tudo era diferente, onde os problemas daqui não existiam."
Joshua virou a cabeça ligeiramente, observando Di de soslaio. "E agora? Ainda acredita nisso?"
Ela então suspirou, um suspiro cheio de lembranças e sonhos desfeitos. "Eu acho que é uma ideia bonita. E talvez, apenas talvez, seja verdade. Precisamos acreditar em algo maior, algo além do que podemos ver."
Joshua ficou em silêncio por um momento, absorvendo as palavras dela. O céu noturno parecia infinito, uma tapeçaria de possibilidades e mistérios. "Sabe, Daeun," começou ele, sua voz introspectiva, "desde que tudo isso começou, com os poderes e as lutas, às vezes eu sinto que estamos sozinhos. Mas então, vejo você, vejo todos nós lutando juntos, e percebo que não estamos sozinhos de verdade… pelo menos, eu não me sinto sozinho."
Di virou a cabeça para olhar Joshua diretamente, seus olhos brilhando com uma intensidade que ele nunca tinha visto antes. "Josh, nunca estamos sozinhos. Enquanto tivermos uns aos outros, podemos enfrentar qualquer coisa."
Os dois ficaram em silêncio, apenas ouvindo a respiração um do outro e o suave murmúrio do vento nas árvores. Era um momento de paz, um intervalo em meio à tempestade de suas vidas.
"Obrigado, Daeun," disse Joshua finalmente. "Por tudo. Eu realmente aprecio ter você ao meu lado."
Di sorriu, um sorriso sincero e cheio de esperança. "E eu aprecio ter você ao meu lado, Josh. Quem não gostaria de ter um fã como você?" Respondeu enquanto segurava um riso travesso.
O céu noturno estava salpicado de estrelas, um espetáculo que Di e Joshua observavam com uma sensação de tranquilidade. Di, determinada a manter o alto astral da conversa, apontou para um agrupamento de estrelas que brilhava de maneira peculiar.
"Olha ali," disse ela, com um tom animado. "Aquelas estrelas ali parecem formar um coração, você não acha?"
Joshua, ainda absorto na imensidão do céu, seguiu o dedo dela e riu levemente. "Sim, eu vejo. Parece mesmo um coração."
Di sorriu, satisfeita com a resposta. "Eu acho que acabamos de descobrir uma nova constelação. Vamos chamá-la de constelação dos namorados."
Joshua deu uma risada leve, sentindo-se relaxado pela primeira vez em dias. "Constelação dos namorados? Gosto disso. Talvez algum dia possamos mandar nossa descoberta para a NASA."
O riso de Di era suave e reconfortante, uma música doce na noite calma. "Sim, quem sabe. As estrelas têm uma maneira de inspirar histórias, não têm?"
Enquanto continuavam a conversar, Joshua sentia o peso dos últimos dias começando a diminuir. As palavras de Di eram um bálsamo para sua alma cansada, e ele se permitiu relaxar mais e mais. A conversa fluía naturalmente, ora sobre as estrelas, ora sobre memórias de infância e sonhos para o futuro.
"Você acha que as coisas vão melhorar?" perguntou Joshua, sua voz quase um sussurro, como se temesse espantar a paz do momento.
Di olhou para ele, seu olhar suave e cheio de determinação. "Acredito que sim. Temos que acreditar. E enquanto tivermos uns aos outros, podemos enfrentar qualquer coisa."
Joshua sorriu, um sorriso cheio de gratidão e admiração. "Obrigado, Daeun. Eu realmente precisava ouvir isso."
Aos poucos, a conversa foi diminuindo, e Joshua começou a sentir suas pálpebras pesarem. Di, percebendo o cansaço em sua voz, manteve o tom da conversa leve e reconfortante até que Joshua adormeceu ao seu lado. Ela observou enquanto a respiração dele se tornava mais profunda e regular, indicando que ele estava finalmente em um sono tranquilo.
Di olhou para o céu mais uma vez, as estrelas brilhando intensamente, como se guardassem todos os segredos e esperanças do universo. Lentamente, ela se aproximou de Joshua, com cuidado para não acordá-lo. Com um movimento suave e deliberado, ela envolveu seu corpo ao redor dele, sentindo o calor que emanava dele.
O coração de Joshua batia em um ritmo lento e constante, e Di sentiu uma onda de emoção ao perceber o quanto ele significava para ela. A proximidade de seus corpos trouxe uma sensação de segurança e conforto que ela não sentia há muito tempo.
"Estou aqui, Joshua," sussurrou Di, sua voz quase inaudível. "Sempre estarei aqui."
Ela fechou os olhos, permitindo-se relaxar completamente ao lado dele. Sentiu a respiração dele, suave e ritmada, e isso trouxe-lhe uma paz profunda. Era um momento de vulnerabilidade e confiança, algo raro e precioso em tempos de tanta incerteza.
Enquanto o jardim se envolvia em um silêncio profundo, com apenas o som distante do vento e o suave farfalhar das folhas, Di manteve-se acordada por mais alguns minutos, guardando o sono de Joshua. A constelação dos namorados brilhava acima deles, um símbolo de novas esperanças.
*****
O sol espalhava sua luz dourada que lentamente dissipava as sombras da noite. No jardim da pensão, Joshua começou a despertar, piscando contra a luz suave da manhã. Ele sentiu um calor reconfortante ao seu redor e, ao abrir os olhos completamente, percebeu que estava nos braços de Di. Seu corpo estava envolvido em um abraço firme, seus rostos tão próximos que os narizes praticamente já se tocavam, e ele pôde ouvir a respiração dela, calma e constante.
"Bom dia, bela adormecida," disse Di com um sorriso brincalhão, seus olhos castanhos brilhando com um humor que só a luz da manhã podia trazer.
Joshua sentiu seu coração acelerar. Ele estava hipnotizado pelos olhos de Di, e por um momento, não conseguiu encontrar palavras para responder. Ele apenas sorriu, um sorriso tímido e cheio de admiração.
"Eu... bom dia," conseguiu dizer finalmente, sua voz rouca de sono. Ele não conseguia desviar o olhar dela, sentindo uma mistura de emoções que o deixava atordoado e feliz ao mesmo tempo.
Antes que pudesse processar totalmente o momento, a porta da cozinha se abriu com um rangido, e Sun apareceu, interrompendo a bolha de intimidade que eles compartilhavam.
"Ei, vocês dois! O café da manhã está pronto," chamou Sun, um sorriso malicioso no rosto. "Não demorem!"
Joshua corou violentamente, sentindo-se exposto e vulnerável. Ele estava prestes a beijar Di, seus lábios quase tocando os dela, mas parou abruptamente. Sun voltou para a casa, deixando-os sozinhos mais uma vez.
"Desculpe," murmurou Joshua, sua voz cheia de constrangimento. "Eu acho que este não é o momento certo."
Di olhou para ele, sua expressão suavizando-se em um sorriso cheio de compreensão e determinação. "Joshua, isso não é um filme ou uma série," disse ela, sua voz firme mas carinhosa. "Não precisamos esperar pelo final para viver o que sentimos."
Sem esperar por uma resposta, Di tomou a iniciativa e o beijou. Foi um beijo cheio de amor, mas também desajeitado, claramente o primeiro beijo de Joshua. Ele tentou acompanhar, mas sentiu-se perdido por um momento, sem saber exatamente como reagir.
Di recuou um pouco, rindo suavemente. "Vá com calma," disse ela, sua voz baixa e reconfortante. "E respire pelo nariz."
Joshua assentiu, seus olhos cheios de determinação e carinho. "Ok. Vou tentar."
Di sorriu e voltou a beijá-lo, mais lentamente desta vez. Joshua se permitiu relaxar, seguindo as dicas dela e encontrando um ritmo que parecia natural. O mundo ao redor deles desapareceu, e por um momento, só existiam os dois, conectados por algo muito mais profundo do que palavras poderiam expressar.
Enquanto se beijavam, Joshua sentiu uma onda de calor e felicidade que nunca tinha experimentado antes. Ele percebeu que, apesar de todos os perigos, momentos como aquele eram preciosos e valiam a pena lutar por eles.
Quando finalmente se separaram, ambos estavam sorrindo, suas respirações entrecortadas e corações acelerados. Di olhou para ele, seu olhar cheio de uma ternura que fez o coração do adolescente disparar.
"Eu realmente gosto de você, Josh," disse ela, sua voz suave mas firme. "E não vou esperar pelo momento certo para isso. Cada momento com você já é perfeito à sua maneira."
Joshua sorriu, sentindo uma nova confiança crescer dentro dele. "Eu também gosto de você, Daeun. Muito."
Eles ficaram ali por mais alguns momentos, absorvendo a paz e a felicidade do momento antes de se levantarem e se dirigirem para a casa, prontos para o café da manhã preparado por Sun.
*****
Após um café da manhã animado e repleto de risos, Di e Joshua decidiram que era hora de agir. A ideia era explorar o que restava do presídio, na esperança de encontrar pistas sobre Hu Can e entender melhor a ameaça que enfrentavam, talvez ainda houvesse alguma coisa na cela que o homem ocupara. A rua em frente à pensão estava silenciosa, exceto pelo som de pássaros cantando nas árvores próximas e o ocasional barulho de carros distantes.
"Precisamos ser cuidadosos," disse Di, enquanto caminhavam pela calçada. "Não sabemos o que podemos encontrar lá."
Joshua assentiu, sentindo o peso da responsabilidade sobre seus ombros. "Eu sei, Daeun. Mas precisamos de respostas. Hu Can é uma ameaça que não podemos subestimar. Não quero perder outra vez."
Eles estavam concentrados no plano quando um carro parou abruptamente na frente da pensão. Di franziu a testa, confusa, enquanto um homem e uma mulher de meia idade saíam do carro e corriam na direção deles.
"Joshua!" gritou a mulher, seu rosto uma mistura de alívio e fúria. "Onde você esteve? Estávamos te procurando por dias!"
Joshua ficou paralisado, reconhecendo seus pais. "Mãe, pai... eu... eu posso explicar."
O homem, com uma expressão severa, balançou a cabeça. "Não há explicações que justifiquem isso, Joshua. Você simplesmente desapareceu!"
Di, percebendo a tensão, deu um passo à frente, tentando intervir. "Desculpe, senhor e senhora. Eu sou a Di, e fui eu quem trouxe Joshua para o show das Rainbow 5, ele ficou preso na cidade com toda aquela confusão. Houve um ataque, e..."
A mulher interrompeu, seus olhos brilhando de raiva. "Mas quem é você? Você colocou nosso filho em perigo! Ele ainda é um adolescente!"
O homem assentiu, seu olhar duro voltado para Di. "Ele é nosso filho, nossa responsabilidade. E você o levou para uma situação que poderia tê-lo matado."
Joshua tentou intervir, sua voz firme. "Mãe, pai, vocês não entendem. Daeun estava me ajudando. Todos nós estamos tentando enfrentar isso tudo juntos."
“Eu estava cuidando dele, não tive a intenção de colocar ninguém em perigo.” Protestou a idol, tentando manter-se ao lado de Joshua.
Mas os pais dele não queriam ouvir. A mãe de Joshua o pegou pelo braço, puxando-o em direção ao carro. "Nós vamos levar você para casa, Joshua. Agora."
Di, desesperada, tentou protestar. "Por favor, espere. Ele está acomodado aqui na pensão. Vocês podem ver como aqui é seguro..."
Joshua olhou para Di, seu coração pesado com a decisão que sabia que precisava tomar. "Daeun, talvez isso seja o melhor por enquanto. Eu preciso garantir que meus pais estejam seguros e saibam que estou bem."
Di sentiu um aperto no coração, mas sabia que não poderia lutar contra isso. Ela tentou se aproximar para dar um beijo de despedida em Joshua, mas os pais dele o puxaram para o carro com uma força determinada.
"Vamos, Joshua," disse o pai, sua voz firme e autoritária. "É hora de ir para casa."
Joshua olhou para Di uma última vez, seus olhos cheios de tristeza. "Eu vou voltar, Daeun. Eu prometo."
Di apenas pôde assistir enquanto o carro se afastava, levando Joshua de volta para casa. Ela ficou parada na calçada, sentindo uma mistura de tristeza e frustração. O vazio que ele deixava ao partir era palpável, e ela sabia que a batalha que enfrentavam acabava de se tornar ainda mais difícil sem ele ao seu lado.
Enquanto o carro desaparecia no horizonte, Di fez uma promessa a si mesma. Ela protegeria Joshua, não importava o que fosse necessário, e lutaria com tudo que tinha para garantir que ele pudesse voltar em segurança para ela.
*****
A noite havia caído sobre Crystal Coast, e a casa da pensão estava envolta em um silêncio inquietante. Di e Lea estavam sentadas em cadeiras de madeira na calçada em frente à casa, observando a rua deserta. O céu estava limpo, salpicado de estrelas, mas a beleza da noite não era suficiente para levantar o ânimo de Di. Ela estava emburrada, os braços cruzados e o rosto marcado por uma expressão de frustração.
Desde que Joshua fora levado pelos pais, Di se tornara uma sombra de si mesma, seu humor azedando a cada hora que passava. Lea, percebendo a dor da amiga, tentou oferecer consolo, mas sabia que as palavras eram insuficientes.
"Ele vai voltar, Di," disse Lea suavemente, sua voz cheia de compreensão. "Joshua prometeu."
Di soltou um suspiro exasperado, seus olhos fixos na escuridão à frente. "Eu sei, Lea. Mas não posso deixar de me preocupar. Ele é apenas um garoto no meio disso tudo e foi levado quando mais precisamos dele."
Lea assentiu, compreendendo o dilema de Di. "Nós vamos encontrar uma maneira de superar isso. E Joshua é forte, ele vai conseguir se proteger se acontecer alguma coisa."
Antes que a garota de cabelos brancos pudesse responder, perceberam uma figura emergindo das sombras. A tensão no ar aumentou quando a figura se aproximou, os passos silenciosos ecoando na calçada. As duas se levantaram, prontas para enfrentar qualquer ameaça, mas então reconheceram a silhueta inconfundível de Senhor Meia-Noite.
"Senhor Meia-Noite," disse Lea, seu tom de voz uma mistura de surpresa e cautela. "O que faz aqui?"
Senhor Meia-Noite parou a alguns passos de distância, sua presença sempre envolta em um manto de mistério. "Preciso de ajuda," disse ele, sua voz baixa e urgente. "Hu Can está concentrando seus poderes para algo grande. Algo que pode mudar tudo."
Di estreitou os olhos, a raiva e a frustração ainda evidentes em sua expressão. "E por que deveríamos confiar em você? Como sabemos que não está nos levando para uma armadilha? Você nos ajudou da última vez, mas não confio em você!"
Senhor Meia-Noite encontrou o olhar dela, sua expressão séria e determinada. "Eu entendo sua desconfiança. Mas estou aqui porque acredito que juntos podemos derrotá-lo. Hu Can está concentrando seus poderes, mas isso também significa que ele estará vulnerável depois de usar essa energia."
Lea franziu a testa, ponderando as palavras dele. "Vulnerável como? E por que você sabe disso?"
"Hu Can e eu compartilhamos uma origem semelhante," respondeu Senhor Meia-Noite, seu olhar sombrio. "Eu sei como ele funciona, seus pontos fortes e fracos. Ele está planejando algo grande, algo que exigirá toda a sua energia. Depois disso, ele estará enfraquecido. Essa será nossa chance."
Di descruzou os braços, dando um passo à frente. "E o que exatamente ele está planejando? Como podemos nos preparar para isso?"
Senhor Meia-Noite suspirou, sua expressão endurecendo. "Eu não sei os detalhes exatos, mas sei que ele está se preparando para um ataque em uma escala completamente nova, até para ele. Precisamos estar prontos para contra-atacar no momento certo."
Di e Lea trocaram um olhar, a gravidade da situação se tornando clara. A raiva de Di começou a se transformar em determinação, uma chama que queimava com mais intensidade a cada momento.
"Então, qual é o plano?" perguntou Di, sua voz firme e decidida. "Como vamos aproveitar essa fraqueza dele?"
Senhor Meia-Noite olhou para elas, sua expressão se suavizando ligeiramente. "Vamos precisar de todos. Cada um de nós tem um papel a desempenhar. Precisamos nos preparar, estar atentos e agir no momento certo. E, acima de tudo, precisamos confiar uns nos outros."
Lea assentiu, sentindo uma onda de esperança. "Nós podemos fazer isso. Já superamos tanto, e não vamos desistir agora."
Di olhou para Senhor Meia-Noite, sua determinação agora inabalável. "Vamos acabar com isso, de uma vez por todas."
O ar noturno ficou denso com a tensão e a expectativa de uma batalha iminente. Di, Lea e Senhor Meia-Noite, com expressões sérias, sentiam que poderiam cortar o ar, tão tenso ele estava.
Lea foi a primeira a quebrar o silêncio, sua voz cheia de curiosidade e desconfiança. "Senhor Meia-Noite, como você pode ter tanta certeza sobre Hu Can e seus planos? Como sabe que ele estará vulnerável?"
Senhor Meia-Noite olhou para ela, sua expressão séria e sombria. "A entidade que me dá meus poderes, a chamo de Espírito da Noite. Ela me avisou sobre a perturbação nas sombras, sobre a concentração de poder que Hu Can está acumulando."
Di franziu a testa, tentando entender a profundidade das palavras dele. "Espírito da Noite? Quem ou o que é ela exatamente?"
Senhor Meia-Noite fez uma pausa, como se ponderasse até que ponto poderia revelar. "O Espírito da Noite é uma entidade antiga, uma força primordial das sombras. Ela é a fonte dos meus poderes, e é através dela que eu… bom, que eu posso fazer tudo o que eu faço."
Lea inclinou-se para frente, seus olhos fixos nele. "Então, como Hu Can se encaixa nisso? Por que ele é tão poderoso?"
Senhor Meia-Noite respirou fundo, a intensidade de sua expressão se aprofundando. "Hu Can já foi como eu, um servo do Espírito da Noite. Ele aprendeu os segredos das sombras, mas depois se rebelou. Conseguiu roubar parte dos poderes dela, o que o tornou imensamente poderoso. Agora, o Espírito da Noite quer vingança, o pagamento por ter a minha vingança é ajudar na dela."
As duas caíram em silêncio pesado enquanto digeriam essa revelação. Lea, perdida em seus pensamentos, começou a entender a complexidade do poder de Hu Can. Suas tentativas de entrar na mente dele sempre foram bloqueadas, e agora fazia sentido. Ele não era apenas um ser humano com habilidades especiais; ele era parte de uma entidade mágica com raízes profundas em uma força primordial.
"Isso explica muita coisa," murmurou Lea, seus olhos distantes. "Eu nunca consegui entrar livremente nos pensamentos de Hu Can. Agora entendo por quê. Seus poderes têm uma origem mágica poderosa."
Senhor Meia-Noite assentiu, seus olhos fixos em Lea. "Exatamente. É por isso que precisamos ser estratégicos. Não podemos enfrentá-lo diretamente enquanto ele estiver no auge de seu poder. Precisamos esperar até que ele use toda a energia que está acumulando."
Di olhou para os outros, seus olhos brilhando com uma nova determinação. "Então, qual é o nosso próximo passo? Como podemos nos preparar para esse momento?"
Senhor Meia-Noite olhou ao redor, seus olhos passando entre Di e Lea. "Precisamos reunir nossas forças, estar prontos para agir no momento certo e ser certeiros. Precisamos entender nossas próprias habilidades e como podemos usá-las juntas para aproveitar a fraqueza de Hu Can."
Lea sentiu uma onda de esperança misturada com a responsabilidade. "E precisamos estar unidos. Só assim teremos uma chance real contra ele."
“Josh… preciso encontrar o Josh antes disso.” Murmurou Di, olhando para o final da rua. Senhor Meia-Noite não fazia ideia, mas suas palavras serviam como um incentivo ainda maior para que ela fosse atrás do adolescente.
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