Sombras

15 Capítulo 15 - E a normalidade?


Notas iniciais
Demorei para postar esse capítulo pois fiquei editando ele várias vezes KKK Prometo postar com mais frequência e aí vai mais um. Espero que gostem.

Johnny estava parado perto da entrada, procurando por alguém.

O que ele está fazendo aqui?

Isso não saía do meu pensamento. Eu tremia de nervosismo, bebi para não demonstrar mas acabei me engasgando. Por um segundo me deu vontade de ir embora, esquentar o strogonoff, olhar um filme água com açúcar e dormir.

Mas agora que não vou. Vai que ele já me viu?! Não vou sair daqui e dar esse gostinho a ele. Acho que consigo ignorar a presença dele e me divertir de verdade por alguns minutos.

–Quem vem dançar? — perguntei bebendo o resto da bebida e deixando o copo de lado.

Judy sorriu me puxando até a sala aglomerada de corpos em movimento. A música favorita de Judy tinha iniciado bem na hora que chegamos. Enquanto isso Louis e Dexter andaram até um lugar que podiam nos enxergar e ficaram observando, rindo e bebendo. Dançamos até cansar e eu fui dar uma volta.

Tinha rodado por tudo ali e não havia sinal de Johnny, não que eu estivesse atrás dele, claro. Estava subindo a escada para o segundo andar e encontrei Dexter sentado em um dos degraus, se atracando com uma garota ruiva. Dei dois tapinhas em suas costas, como quem diz: Isso aí garoto.

Lá em cima era diferente, era mais calmo. No canto tinha uns sofás com algumas pessoas sentadas, bebendo e fumando. Sentei com eles e continuei bebendo no meu copinho descartável. Estava um pouco alegre, porém sóbria quando um cara se aproximou e disse:

– Menina! Eu preciso dançar. Um bofe ali acabou de me dar um fora. Vem comigo.

Ele me levantou e começamos a dançar ali mesmo. E mais uma vez eu esqueci onde estava, das pessoas drogadas ao meu redor e até meu nome, esse é o efeito de uma música boa e bebida, claro. Senti me puxarem pelo braço e quando me dei por conta, alguém estava me beijando e eu correspondendo. Quando abri os olhos, o cara sorriu e bebeu um gole da minha bebida. Mas não era um cara qualquer, era Johnny.

A primeira coisa que veio em minha cabeça, foi dele naquela noite em frente da minha casa, simplesmente falando que estava com Ashley. Essa imagem me deixou com raiva e senti vontade de socá-lo ali mesmo e foi o que eu fiz. Assim, sem pensar duas vezes, eu soquei o nariz dele, dei meia volta e desci as escadas correndo, passando no meio de todo mundo e até empurrando alguns. Fui até a varanda dos fundos e sentei na pequena escada, com a mão latejando.

♠♠♠

–Wow, aquilo foi... — Johnny riu.

–O que você pensa que está fazendo?

Ele se aproximou devagar até a escada de três degraus. Passou a mão no nariz pra se certificar de que não estava sangrando, apenas fingindo na verdade porque não foi forte o suficiente para sangrar, infelizmente.

–Amy...

–Você tem a cara de pau de vir aqui e ainda... ainda... — falei com raiva sem olhar pra ele.

–Te beijar? -ele sorriu, me deixando vermelha. Estava prestes a dar um soco em mim, por ainda ter essas reações, quando ele continuou. — Eu vim aqui pra te esclarecer uns negócios, não queria interromper a festa, mas é muito importante.

–Não me importo e não sei o que estou fazendo aqui ainda. Então...

Levantei da escada e dei meia volta, Johnny me fez parar, segurando em meu pulso.

–Espera. Deixa eu te mostrar um negócio e depois se você quiser pode me bater a vontade, até fazer aquele lance das sombras. Mas é urgente Amy. — disse cerrando o cenho.

Eu não consegui dizer não.

Eu aceitei. Mas não por causa de querer estar com ele e sim pela enorme vontade de socá-lo e fazer o "lance das sombras", era tentadora essa ideia.

–Ótimo. — ele sorriu, mostrando uma covinha no lado direito do rosto. Tentei não reparar nisso, mas sabe como é.

–Pode tirando esse sorriso do rosto e vai direto ao ponto. Não vejo a hora de te mandar para o além.

Ele tentou ficar sério. -Tudo bem.

Johnny olhou para minha mão e a segurou.

–Vamos nos afastar um pouco, para ninguém ver.

–Qual é! Eles estão em uma festa. Ninguém vai ver. E... Pra falar a verdade. Ver o que?

–Isso.

Ele segurou minhas duas mãos com firmeza e fechou os olhos, pedindo para eu fazer o mesmo.

Senti um friozinho na barriga, e depois um vento forte que balançava meu cabelos e arrepiava meus braços.

Tínhamos chegado na praia. Mas o que ele queria com isso?

Os trovões e raios estavam lá como de costume, fazendo seu trabalho. Johnny andava de um lado para o outro, procurando alguma coisa e eu continuei sentada na areia branca, observando-o.

Depois de um tempo ele sentou ao meu lado e ficou observando o mar. Após alguns segundos, apareceu.

Por incrível que pareça, surgiu uma tela muito fina e grande na nossa frente. Como uma tv de mais ou menos 60 polegadas.

–O que é isso?

–Você vai ver. — ele sorriu.

As imagens começaram a passar como se estivéssemos voltando um filme do fim ao início. Eu me vi na casa de Johnny, sentada na pequena escada da varanda. Ashley apareceu vestindo uma camiseta maior que ela, de Johnny.

Naquele momento eu soube o que era aquilo.

Mostrou ali a conversa que eu tive com Ashley da mesma forma que tinha ocorrido. Johnny chegou carregando as sacolas de supermercado e eu tirando minhas próprias conclusões saí correndo. Johnny gritou meu nome, mas eu já tinha ido.

–O que você fez? — perguntou furioso quando entrou com Ashley na casa.

–Johnny querido. Não precisa se alterar. Você vai voltar para mim, hoje ainda.

Ele riu com desdém.

– Ashley. Não tem nenhuma chance disso acontecer, nem hoje, nem nunca.

–Veremos.

Ashley estava dando voltas pela sala, em cima do tapete felpudo. –Você ama aquela garota não é? -perguntou Ashley parando de andar, ficando de costas para Johnny.

Johnny continuou calado, porém com os punhos fechados.

–Ótimo. Se você não quer vê-la destruída, completamente sozinha e sem as pessoas que ela ama. Você voltará comigo, Johnny. — ela sorriu ao dizer isso.

Notas finais
O que acharam? É importante eu saber para poder melhorar no próximo.