Sombra do Passado e a Luz do Futuro
7 Meu héroi
Notas iniciais
“South Park Gun” a maior loja de armas de fogo em todo o Colorado. Um prédio de quatro andares sendo que um é a parte da loja principal para exposição das mais variáveis armas de fogo. O restante dos andares é a moradia da família. Jimbo e Carol estão em viagem a negocio numa exposição de armas de competição o que dará mais privacidade para os dois heróis.
Karen estaciona o carro para que Kenny carregue Ellen no colo para dentro da residência do quarto de hospede, que fica no quarto andar. Nenhum momento o loiro reclamou do peso do corpo da moça ou fraquejou. Após colocar Ellen deitada na cama Karen fala:
- E agora?
- Primeiro você pegue roupas da nossa mãe e traga aqui para vesti-la.
- E por que não as minhas roupas?
- Uma: porque você é baixinha e outra: você quase não tem peitos – diz com um sorriso malandro.
- Eles estão crescendo – Karen coloca os braços nos próprios seios.
- Mordida de mosquito não crescer mais minha cara irmã – disse com a mão do queixo.
- Até hoje nenhum homem reclamou – disse saindo do quarto.
- Como assim? – ativando o lado irmão ciumento.
- Não é a da sua conta – apresando o passo.
- Karen, vem cá. Que historia é essa?
- Isso que você ouviu – disse um sorriso vitorioso.
- Karen... por acaso... você não... é mais virgem...
- Credo. Deixa de ser pervertido. Só porque eu falei que nenhum homem reclamou que tou tendo relação sexual adoidado – vira e aponta para o seu irmão que encolhe – a sua pergunta: sou virgem – Kenny fica aliviado – ainda? – Kenny se desespera só de imaginar que sua irmãzinha fofinha está querendo ser uma mulher.
- Qual roupa da mamãe que a gente pega?
- De preferências as roupas que ela não tem muito costume de usar. Alias vou me trocar – disse Kenny indo para o seu quarto.
- Pra que?
- Quero ta apresentável quando Ellen acordar – disse sorrindo.
- E quem vai me ajudar a vesti-la?
- Eu ajudo, mas precisarei ficar de olhos fechados.
- Olhos fechados? Pra mim essa nova. Pensava que era um pervertido.
- Pervertido não. Apenas um grande apreciador da anatomia do corpo humano feminino. Ainda mais não acho legal se aproveitar de uma mulher inconsciente para vê-la nua.
- Nossa irmão. Vindo de você não esperava isso. Meu irmãozão está crescendo.
- Não chegou a hora de tirar a toalha.
- Hã ? – Karen não entende.
- Esquece. Agora chega de conversa e vamos vestir a ‘bela adormecida’.
De minutos depois Kenny e Karen estavam no quarto de hospede, ambos vestidos suas roupas comuns. A roupa que Karen é uma calça preta justa, um casaco feminino vermelho, luvas pretas e uma tiara rosa.
- Pode começar Karen me chama quando tiver que erguer a Ellen.
- Sim – coloca as roupas de sua mãe no lado da nossa e pouco tira o sobretudo de seu irmão mais velho nela. Um sorriso travesso se forma em sua face. Sabe como brincar com seu irmão nesse momento.
- Eu sabia que você tinha se apaixonado por uma peituda – disse Karen quando deixou Ellen seminua.
- Apenas ela tem um tamanho maior que o padrão das garotas da minha idade – Kenny estava olhando o conteúdo da bolsa de Ellen, que junto com o sobretudo dela foi uma das duas coisas que ficou intacta. Apenas estava vendo se a moça estava carregando um celular se no caso a senhora Cartman ligando. Porem uma coisa o chama atenção que deixa ele... intrigado.
- Como não são grandes. Tem que ver isso. Será que são macios?... – Kenny se senta e não diz nada querendo não cair da brincadeira de sua irmã – são sim. Bicos são de tamanhos médios com uma coloração rosada. Eu me pergunto quantos homens tiveram o privilégio de vê-los – Karen continua falar. Kenny cruza as pernas... evitando um ‘certo desconforto’.
- Como será a parte de baixo? Ah como eu suspeitava.... é raspadinha.
- KAREN – disse Kenny nervoso se virando para sua irmã. Na sua imaginação, ela estava olhando, apalpando e descrevendo tudo para ele. Mas era uma brincadeira já que a mesma já tinha terminado sozinha de vestir Ellen. Com um short, biquíni fio dental e uma camisa babylook mangas curtas.
- Pegadinha do malandro – disse Karen rindo tanto que sai do chão – tinha que ver a sua cara – rindo muito – era um misto de perversão e raiva – disse rindo.
- Vem ca.
- Calma Kenny só foi uma brincadeira – disse em um falso medo.
- Brincadeira? Então por que não me falou que conseguia vestir a Ellen sozinha?
- Aí não teria graça – disse mostrando a língua.
Começa uma perseguição meio cômica dos dois irmãos que literalmente estavam correndo em volta do quarto. Só que não dura muito quando ambos percebem que Ellen Cartman está acordando. Os dois congelam.
Ellen pouco a pouco está abrindo os olhos com dificuldade. Sente-se fraca. Como se tivesse recebido um golpe que a fez desmaia.
- Alguém anotou a placa do caminhão – disse com uma voz sonolenta ainda deitava com a mão nos olhos.
- Ellen – Kenny vai ao lado da moça – você está bem?
- Acho que sim – disse esfregando os olhos – Kenny? – olha para o rapaz – o que você está fazendo aqui? – olha para o seu redor – ou melhor, o que estou fazendo aqui? – fica assustada.
- Não se preocupe está na nossa casa sã e salva – disse Karen.
- Quem é você?
- Eu sou a adorável Karen – disse em um tom de fofura.
- É só a pentelha da minha irmã caçula – disse Kenny.
- Ei!
- Ta bom Karen, você é uma gracinha – Ellen sorri.
- Obrigada – sorri de volta.
- Podem me falar o que aconteceu?
- Como Kenny descobriu que você é ‘raspada’ em baixo?
- Karen – o rapaz se sanga.
- COMO DESCOBRIRAM ISSO? – disse Ellen.
- Bem você acabou de confirmar isso – disse Karen fazendo Ellen encolher e ficar sem graça. Enquanto Kenny esconde... um sorriso de satisfação.
- Pegadinha do malandro dois – disse Karen fazendo um ‘V’ de vitória.
- Sério pode me falar sem brincadeira – disse Ellen ainda sem graça do que acabou de revelar.
Karen e Kenny se olham tentando achar as palavras certas. Ellen ver que alguma coisa muito séria aconteceu. Olha para o seu corpo e ver que está com roupas que não pertence no seu guarda roupa. Observa os dois irmãos e percebem que ambos estão muito preocupados. Isso não é um bom sinal.
- Ei! Não enrolem – Ellen fica furiosa – se aconteceu algo grave é melhor falarem o que aconteceu.
- Tudo bem – disse Karen – primeiro Ellen o que você se lembra antes de está aqui.
- Me lembro que estava treinando Muay Tai com Butters, depois fui para o chuveiro tomar um banho e... – Ellen coloca na cabeça – não me lembro de mais nada depois disso.
- Lembra se tomou algo suspeito?
- Tomei um suco de manhã e durante a academia só tomei água. Podem me falar o que aconteceu?
Karen conta que Ellen foi abordada pelo grupo de delinqüentes, o mesmo que a cercaram durante seu primeiro dia, que a levaram para um beco. A história seria uma perfeição da descrição dos fatos ocorridos, mas Karen, entrando em acordo com Kevin, disse que fez todo resgate foi Kenny que estava passando por perto e reparou uma ação indevida lá.
- Por fim. Eles foram presos, mas você ainda estava desacordada. Achamos melhor trazer aqui em casa do que te levar em sua casa e preocupar a sua mãe – conclui Karen.
- Fico aliviada por ter sido salva a tempo – disse Ellen meio desanimada.
- Eu vou pegar uma limonada. Já volto – disse Karen saindo do quarto deixando Ellen e Kenny sozinhos.
Os dois ficam em silencio por um tempo. Kenny repara que o olhar de Ellen está um pouco triste.
- Ellen não foi sua culpa – disse Kenny passando a mão em sua cabeça.
- Não que eu queria ser ingrata, mas... – Ellen que estava sentada na cama se encolhe – não queria está tão... fraca... ao ponto de ser drogada... nem sem como... e cair nas mãos de alguns filhos da puta tão facilmente.
- Ellen...
- Eu não quero ser fraca... não quero depende dos outros.... não quero ser indefesa... não quero que as pessoas sintam pena de mim... – lagrimas escorrem no seu corpo.
Kenny senta na cama ao lado da moça e subitamente a abraça.
- Ellen! Você não é fraca. De todas as mulheres que já conheci você é a mais decidida e independente que já conheci.
- Diz isso só por causa do meu corpo – disse Ellen, mas mesmo assim abraça Kenny e chora nos ombros do rapaz.
- Não escondo que me interessei pelo seu físico na primeira vez que te olhei, mas o tempo que te conheci melhor descobrir uma mulher de caráter que é capaz de superar todos os obstáculos.
A garota não diz nada apenas aperta as mãos na cabeça do rapaz.
- É decidida porque saber o que quer. Isso já no primeiro dia quando apareceu aqui em South Park. Você me lembra um pouco meu ‘melhor amigo pra sempre’?
- ‘melhor amigo pra sempre’? – Ellen olha Kenny.
- Sim. Era o seu primo Eric Cartman. Talvez nunca falei para ninguém, mas ele era meu melhor amigo, mas sinto que pisei muito na bola.
- Como assim?
- Tipo meio que me afastei dele nos momentos que ele mais precisava de um amigo. Não pude ajudar enquanto ele teve depressão. Queria poder encontrá-lo para poder compensar meus erros, mas parece que não é possível – suspira – mas retornando onde eu estava você é muito parecido com seu primo.
- Em que sentido? – Ellen o olha com curiosidade.
- Ambos são orgulhosos.
- Isso é qualidade?
- É. Orgulho de poder lutar contra todos e tudo para impor na sociedade. Também são persistentes. Ambos não desistem por nada. Sei que seu primo não existe mais, mas quero compensar tudo que não fiz por Eric por você – da uma pausa – porem...
- Porem...
- Se me permitir quero ser algo mais do que amigo pra você.
Ellen se assusta e sai do abraço.
- Q-que... t-ta... falan... falando... você não me conhe... ce...
- Me der uma chance de conhecê-la melhor.
- Você não vai querer saber... sobre mim, pode ficar com nojo – disse Ellen com o olhar baixo.
- Não ficarei. Pode contar os ‘seus pobres’ que não vou te abandonar – disse com confiança fazendo Ellen corar.
- Eu já fui gorda.
- Nunca tive a oportunidade de ficar com uma gordinha. Queria ter ficado com você no passado, mas hoje você está uma deusa.
Ellen se envergonha.
- Eu sou racista.
- Pra mim não importa.
- Cada olho meu tem uma cor diferente.
- Isso é muito fofo em ti.
Ellen fica mais corada.
- Eu não sou carinhosa.
- Vai aprender comigo.
Sua tonalidade de pele fica mais vermelha ao ponto que poderia se esconder em um ambiente totalmente vermelho.
- Gosto de lutas.
- Eu também gosto.
- Gosto de controlar as pessoas.
- Então me controle.
Ellen bate os limites da humanidade de ficar vermelho.
-Já fui bissexual.
- Não importo com o passado – isso desperta sua curiosidade
- Já tive um namoro a três.
- Com homens ou com mulheres?
- Com um homem e com uma mulher.
- Isso não me incomoda.
- Vai ser incomodar em saber que foram o casal.
- Tente.
- Foi Butters e Jessica – disse envergonhada.
Kenny encara a noticia na mansidão, mas seu intimo meio que... está com inveja do garoto loiro líder dos lobisomens. Já não bastou que Butters já era amigo de Ellen e agora soube que ele foi namorado dela e da Jessica ao mesmo tempo. Só uma frase pode resumir sua opinião sobre Butters agora: que filho de uma puta sortudo.
- E hoje está namorando alguém? – pergunta Kenny.
- Não. Tive uns dois namorados homens, mas foi em um relacionamento curto. Dês quando terminei com o casal me descobrir que sou hetero mesmo.
- Isso me anima muito – disse Kenny colocando a mão direita no rosto – existe mais coisas que queria me contar.
Ellen baixa os olhos.
- Não importa. Com o tempo você pode me contar o que quiser, mas por agora me permita-me ser seu namorado.
- K-Kenny... eu n... não sei... o que... – Ellen é interrompida pelo dedo do rapaz em seus lábios.
- Não precisa dizer nada – disse aproximando o rosto na garota – apenas deixei eu te sentir – sussurra as palavras.
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Dias atuais – South Park
Tinha todo meu projeto quando cheguei aqui em South Park. Eu, Ellen Langley ou Ellen Cartman, falei todos aos meus pés. Aqui nessa pequena cidade eu farei meus seguidores para enfim conquistar os Estados Unidos da America e depois o mundo. Porem naquele exato momento, naquele quarto estranho e frente daquele... perdoem meu francês... mas que puto gostoso, estou desobedecendo as minhas próprias regras.
*Faça que os outros babem por sua presença
Não é isso que esta acontecendo agora. Queria empurrá-lo. batê-lo na sua linda cara, mas estou completamente paralisada. Como se tivesse enfeitiçada... pelo esse tarado que gosta de ser herói.
*Não fique com ninguém
Estava dentro de mim que tanto Kyle como Kenny nunca me conquistariam. Estava decidida a não ceder aos seus encantos. Mas parece que o destino me pegou de jeito. Não me leve a mal gosto de sexo, mas não queria ser fodida em estragar meus planos.
Eu sei que vai acontecer agora. Minha mente grita para impedir esse ação acontecer, mas meu corpo conspira contra mim. Sinto meu sangue circular com intensidade nos meus lábios que deixam eles mais vermelhos ao ponto deles formigarem. Minha face está quente e meus olhos focam os lábios do rapaz que pouco a pouco se aproximam para experimentar o meu de minha boca, modesta parte.
Sinto as suas mãos acariciarem a minha face e meio que segurando como se impedisse de eu fugir (como se meu corpo me obedecesse). Os milímetros são torturantes, mas logo sinto a pressão dos seus lábios e dos meus.
Enfim Kenny está me beijando e não tou tendo forças para resistir. Um beijo tímido ao inicio, mas ficou tão intenso... tão gostoso... tão saboroso...
Há alguns dias estava lutando para não quebrar a principal regra que me impôs. Agora eu vejo que eu a quebrei por completo. Ela é:
*Não se apaixone
CONTINUA
Notas finais
Espero que gostem desse capitulo.
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