Sombra do Passado e a Luz do Futuro

1 A ausência da família Cartman


Notas iniciais
Kyle, Stan, Wendy e Kenny oito anos vais velhos.

Muito tempo se passou na cidade de South Park. Oito anos foram tempos muito para mudanças. Algumas coisas ainda permanece o mesmo como os garotos estarem na parada esperando o ônibus escolar, só que desta vez para irem para o segundo ano do ensino médio (ou o equivalente para a grade curricular dos E.U.A).

O primeiro está na parada é Kyle, que assim como outros garotos está com 16 anos. Cresceu muito durante os anos chegando a ser o segundo mais alto do grupo de sua amizade (só perdendo para Stan). Seus cabelos estão ondulados chegando à altura do pescoço no estilo afro (diferente do Black Power de sua infância), barba feita (tendo trabalho de tirar um dia sim e outro não por causa de seus genes árabe). Expressões mais firmes e másculos em sua face. Agora sua roupa habitual é um casaco amarelo, calça jeans, botas marrons e kipá (chapéu judeu) de cor verde.

— (Olá Kyle) – disse uma voz abafada, mas conhecida pelo judeu.

— Olá Kenny – cumprimenta o seu amigo pobre, ou melhor, ex- pobre já que seus pais ganharam na loteria e conseguiram abrir um comércio assim mudando a situação financeira deles.

A aparência de Kenny mudou muito com o passar dos anos, porém não cresceu muito assim sendo o menor de seus amigos. Uma calça preta grossa, camisa justa também preta, jaqueta jeans, luvas pretas e um cachecol vermelho que cobre do pescoço até seu nariz (o frio ainda prejudica seus lábios). Desta vez deixa seu cabelo a mostra que está penteado ao estilo emo que quase cobre seu olho esquerdo. Suas feições são sensíveis como se não tivesse envelhecido muito.

— (O Stan não veio ainda?) – pergunta o loiro.

— Ainda não.

— (Deve estar em um motel com a Wendy) – disse em um tom de malícia.

— É verdade.

— (Mas também se fosse o Stan eu faria o mesmo. A Wendy é bem gostosa. Só meio chata).

— Você não muda Kenny. Aliás, não estava namorando?

— (Eu terminei. A guria queria relacionamento mais sério).

— Você deveria pensar em ter um relacionamento mais duradouro.

— (Ainda não achei a garota certa, mas deixa de falar de mim. Você ainda nunca namorou).

— Eu também não achei a garota certa – cora o judeu.

— (E como seria essa garota certa? Uma que tenha pênis?) – vaia o loiro.

— Vai tomar no cu seu viadinho de merda.

Não tardaria para o Stan chegar (agora junto com sua namorada). O quarto componente do grupo de amigos infelizmente não está mais... disponível. Era que qualquer observador, que conhece esses jovens, esperaria. Faz anos que eles não têm o contato com Eric Cartman, mas não via o gordinho desde... que ele se mudou de South Park.

Por algum motivo inexplicável os dois param de conversar ao lembrar do ex-amigo. Seria conveniente manter contato a distância, afina a tecnologia permitiria isso, mas não conseguiram manter o contato, não conseguiram se despedir direito há oito anos atrás.

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

8 anos atrás

Fazia dias que Eric Cartman não ia para o colégio (sete dias para ser exato) o que levaria os responsáveis da escola se preocuparem se ao menos soubesse já que o senhor Garrison estava dando presença para o garoto (agradecendo, no seu íntimo, as faltas de um dos seus alunos mais problemáticos).

Para o professor é uma grande felicidade, mas para seus amigos é uma ligeira preocupação. Cartman é uma das pessoas mais insuportáveis, mesquinhas, egoístas, racista e entre outros adjetivos negativos que eles já conheceram. Ainda assim é o seu amigo e eles têm uma obrigação de ajudá-lo. Mesmo que para isso tenha que ‘entrar na casa dele e chutar a sua bunda gorda’ alega Kyle.

Chegando lá Stan, Kyle e Kenny encontram já a senhora Cartman com expressão de preocupação e um cansaço em sua face, o que não é muito comum. Ou ela passou a noite toda acordada com algum dos seus namorados ou realmente Cartman está muito doente. Quando entra no quarto o que veem é uma cena muito... deprimente.

Usando um pijama listado, encolhido em um dos cantos do quarto, abraçando todos seus bichinhos de pelúcia, murmurando palavras e um olhar vazio.

Do primeiro momento não entenderam o estado de seu amigo e tentaram de todas as maneiras tirar alguma reação dele. Induziram sua fúria usando todas as ofensas que conhecem (principalmente ofensas focadas a sua obesidade), mas nada. Depois focaram em no lado racista dele falando bem de outros grupos étnicos como hippies ou judeus. Tentaram de tudo, mas não conseguiram nenhuma reação dele.

Não entendiam o motivo dele Cartman está naquela situação. Não apresentava nenhum sinal de doença. Tempos depois descobriram que ele estava com uma terrível doença que afeta o mundo inteiro: depressão.

Seus amigos faziam visitas diárias para o Eric. Contava às novidades que aconteciam na escola e na cidade. Tentavam jogar conversa fora para ver se o mesmo interagia com eles. Ou apenas ficava perto dele sem falar nada. Essa rotina se repetia por um mês até que a senhora Cartman chamou os três para avisá-los sobre uma difícil decisão.

— Entrem meninos – disse a senhora Cartman convidando Kyle, Stan e Kenny para entrar.

— Cartman já melhorou? – pergunta Stan.

— Ainda não. Bem se sentem.

— Ok – disseram os três meninos juntos.

A senhora Cartman se senta em uma cadeira de frente dos meninos.

— Como todos sabem meu filho está passando por uma grande crise.

— (Pior do que aquela vez que queria saber quem era o pai) – disse o Kenny com sua voz abafada pelo capuz.

— Correto – disse Stan – Senhora Cartman o que está afetando tanto o Eric para ficar assim? Tipo na última vez ele não ficou tanto tempo assim.

— É um assunto bem delicado – disse a mulher medindo as palavras certas – que eu posso dizer que meu filho está com uma crise de identidade.

— Crise de identidade? – reclama Kyle – ele é gordo, racista, tem um ego maior que o rabo dele ainda sim ta com crise de identidade?

— Kyle! – reclama Stan.

A senhora Cartman dá um sorriso simples antes de retornar a sua expressão angustiada.

— Tem razão. Meu filho pode ter todos os defeitos do mundo, mas eu o amo mais que tudo nesta vida. Não importo de realizar todas suas vontades e mimos – a mulher derrama algumas lágrimas – fui eu que quis criá-lo assim e não me arrependo de nada. Quero meu filho de volta ao normal e estou disposta a pagar qualquer preço. Por isso que tomei uma decisão: sairei de South Park para salvar a vida do meu filho.

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

Assim Kenny e Kyle se lembram da última vez que tiveram contato com a família. Oito anos que não tiveram notícias. Corre os boatos que a senhora Cartman está retornando para a cidade. Quem sabe que o Eric esteja junto.

Como será que o menino gordinho está agora? Ainda gordo? Emagreceu? Ficou mais tolerante com os outros grupos étnicos. Será que morreu?

Oh meu Deus! Será que mataram o Cartman? Seus bastardos.

Stan e Wendy chegam juntos na parada correndo. A puberdade dos dois foi bastante generosa.

Stan como foi citado é o mais alto e o mais musculoso que Kenny e Kyle. Suas feições ficaram mais decididas e seguras (nem lembrando mais daquele garotinho meio tímido que vomitada em situações embaraçosas) e quando está com raiva se torna bem intimidante. Está usando uma calça jeans, uma jaqueta de couro preta, botas militar e uma toca preta com uma linha branca. Faria um grande sucesso entre as garotas se não fosse pelos ciúmes de sua namorada que é suficiente para afastar qualquer um.

Wendy parece uma linda boneca com alguns traços sexuais. Seus cabelos ainda continuam lisos, seu corpo tem curvas bem tentadoras (o típico gosto americano por mulheres) e sua face mesmo com amadurecimento ainda conserva muitas características de sua infância. Sua roupa é uma calça justa roxa, tênis branco, uma blusa roxa com zíper que está aberto um pouco para fazer um decote. Faria um grande sucesso com os homens mais seu namorado ficou ciumento com o passar dos anos, assim afastando os engraçadinhos que tentam dar em cima de sua namorada.

— Oi Kyle. Oi Kenny – disse o Stan.

— Olá Kenny. Olá Kyle – disse o Wendy.

— (Oi) – disse Kenny.

— Ola – disse Kyle – demoraram hoje para chegar.

— Pois é. Nós acordamos meio que em cima da hora – responde o Stan.

— (Sei) – disse o Kenny com certa malícia.

— Nós acordamos em nossas respectivas casa. Não vai pensando merda, seu punheteiro mascarado – responde Wendy.

— (Eu não falei nada sua putinha neurótica) – resposta o Kenny.

— Mas pensou besteira seu arrobado.

— (Vadia).

Stan e Kyle suspiram já que a cena é bem comum de acontecer. Desde saída de Cartman à Wendy que completa o quarteto. O engraçado se parar pra pensar a discussões mais frequentes era do judeu entre o racista.

Não tardam para o ônibus chegar e levar os quatros para o colégio de ensino médio de South Park. Literalmente a turma é a mesma desde a terceira série. Para todos é o primeiro dia de aula começando com a matéria mais frustrante para a maioria: matemática. Logo a professora chega:

— Bom dia alunos. Eu sou sua professora de matemática. Eu me chamo Megan Griffin.

A aparência da professora é de mulher de 28 anos, ruiva, cabelos longos e lisos, uma expressão fria em sua face e um corpo bem desenvolvido. Está usando uma roupa social azul e uma boina azul.

— Antes de começar a aula tem uma aluna nova neste ano.

Todos ficam pasmos com a notícia já que fazia anos que não aparecia um aluno novo em South Park.

— Senhorita Langley, pode entrar.

Parece que o tempo parou para dar passagem para a nova aluna. Passos lentos e decididos ela entra com o objetivo de causa impacto propositalmente. E como consegue. Sua estatura é média (um pouco mais alta que Kenny), longos cabelos castanhos volumosos sendo que uma mexa tampa completamente o olho direito (mas deixa uma aparência mais sex para a garota). Lábios carnudos sendo realçado pelo batom vermelho. Olhos castanhos. Corpo bastante desenvolvido pela sua idade tento seios volumosos e principalmente quadris largos. Expressão facial é de confiança e segurança. Suas roupas é uma calça preta justa que chega altura da canela. Botas de cano longo com um leve salto alto. Blusa vermelha que tem um generoso decote. Um sobretudo azul que está aberto que chega à altura das coxas. Um pingente dourado que tem o símbolo dos nazistas.

Essa garota chamou atenção de todos os homens da sala (exceto o Stan é fiel a Wendy) e provocou uma inveja por algumas garotas.

— Permite me apresentar – disse garota – eu sou Ellen Langley.

CONTINUA



Notas finais
Esse é minha primeira fic de South Park. Atualmente estou baixando e assistindo as temporadas da série e um episodio me deu a idéia para escrever essa fic. A professora de matemática não é criação minha, mas é a Meg de Uma família da Pesada (a fic terá um pouco de crossovers, mas muito pouco para anexa a categoria de uma família da pesada e mesmo se quisesse no site não tem). Serei fiel as características do desenho como xingamento, homossexualidade, sexualidade e entre outros. Ainda não sei também coloco cenas hentais na fic, ainda estou pensando... Sobre a capa ainda não achei que combinasse com o tema, mas pretendo desenhar o meu próprio (assim quando tiver um tempo). Nas falas de Kenny coloco entre o parêntese já que no legendado todas suas falas são colocadas em parêntese. Sobre Ellen Langley em primeira vista pode aparecer uma personagem original de minha criação, mas ela aparece no desenho, aqueles que prestarem atenção na série vão notar a existência dela. Bem essa é uma amostra da minha escrita para South Park. Não tive tempo de revisar com calma então me perdoem pelos erros de português que tiver na fic. Até a próxima.