Solitude
20 Eu, contadora de histórias
Notas iniciais
O dia era monótono e as horas se arrastavam devagar, apenas aquele devaneio era puxativo o suficiente para me manter acordada, imaginar situações cotidianas sem que eu parecesse estranha ou destoada da vida, parecia naquele momento, melhor do que tentar viver a minha.
Eu acho que eu me daria bem como contadora de histórias já que experiência eu tenho de sobra, já recriei a minha vida inteira várias vezes, sempre me dando uma roupagem de mulher heróica, destemida, bem sucedida e tudo o mais que uma mulher deseja ser. Imaginação nunca me faltou.
Sei que alguns poderiam entender isso como covardia, como se eu inventasse essas coisas por não ter coragem de mudar e me tornar quem eu gostaria de ser, mas na verdade, eu vejo isso como algo normal. Todo mundo imagina uma versão melhorada de si próprio, e mesmo que neguem, gostariam de fazer com que esse ser se tornasse realidade, e trabalhamos todos os dias para que isso aconteça.
Na maioria dos meus devaneios eu sou uma pessoa feliz e sem medos, e a minha forma de tentar externar essa realidade é colocar um sorriso no rosto todos os dias é repetir veementemente: Vai ficar tudo bem!
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