Solitude
31 A Busca
Notas iniciais
Já faz tanto tempo desde que houve um dia ensolarado dentro de mim que mal consigo lembrar da sensação. Desde que essa tempestade se iniciou eu não consigo encontrar a habena da minha vida, e tenho andado às cegas a sua procura. Mas como acontece comumente, tanto tempo exposto a chuva me deixou doente.
Essa busca incessante pelas rédeas da minha vida tem me consumido aos poucos e não tenho tempo para ter uma vida decente, isso me entristece e essa tristeza só alimenta o temporal que piora a cada dia. Meus olhos sempre no chão me impedem de ver as pessoas a minha volta, as oportunidades passam direto e a ajuda também.
Toda vez que tento olhar para além dessa tormenta, não consigo enxergar sentido, não consigo criar desejo por viver. Talvez essa água envenenada que cai sobre mim já tenha me afetado permanentemente e eu não consiga mais viver de outra forma senão assim: sozinha, triste e frustrada.
Talvez um dia a minha busca termine, a minha tempestade particular passe, e eu consiga viver de novo um dia de sol, mas enquanto isso, só me resta continuar a busca, e acreditar em um novo horizonte em meu mundo.
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