Solares
1 Capítulo 1
Notas iniciais
BELLA....
Terça feira.
Acordei assustada na minha confortável cama com o despertador e me espreguicei demoradamente.
—Está na hora! Falei comigo mesma ao me espreguiçar.
Eu estava bem dizer no final do ensino médio e sexta feira dia 13 setembro eu iria comemorar os meus dezoito anos de idade, eu estava mais que empolgada. Em casa é que eu não queria ficar.
Eu teria que me levantar, daqui a pouco era a hora de eu sair pro colégio que ficava a vinte minutos da minha casa. No relógio marcava 05:30min da manhã e eu teria que estar lá às 7h, então eu não pensei muito. Levantei-me devagar e passei direto pro banheiro sonolenta.
Tomei o meu banho um pouco apressada, pois jake viria me buscar e me sequei rápido. Vesti a minha calcinha, coloquei o meu sutiã, minha calça cumprida jeans, minha meia e após vesti-las foi à vez do tênis. Produzi-me com direito a passar creme hidratante e uma sombra clara, lápis de olho e passei desodorante, sem esquecer o meu perfume claro. Minha blusa branca de mangas curta contendo o emblema do colégio já estava passada desde ontem por minha mãe que nesse momento dormia ao lado do meu pai no quarto deles.
Euera uma moça tranquila, mas nem sempre os meus pais deixava eu sair com os meus amigos, dizendo eles era mais seguro dentro de casa e na proteção da segurança do prédio. Por milagre eu andava com jake sob a autorização deles, talvez por ter o conforto de um carro porque eles detestavam me ver andando pra lá e pra cá a pé. Meus pais eram neuróticos ou eram protetores demais por eu ser filha única, mas às vezes eu conseguia dominar o coroa ou o jake a pedido meu. Mas nem sempre.
Não sei como é que eles deixaram eu ir pro colégio todos os dias com jake, ele era um rapaz com seus 18 anos e completaria 19 no natal. Ele era repetente na classe por ser playboy demais, ele andava na turminha dele e eu também. Os pais de Jacob tinham dinheiro e eu não, nós ficávamos, mas não passava dos beijinhos por escolha minha até esse momento. Ele era bem legal, até inteligente, mas matava aula vez ou outra quando saia com os amigos e voltava doidão de alguma farra. Ele era o meu melhor amigo no colégio, onde ele estava, eu estava, quando ele não ia pro colégio me avisava e era o meu pai quem ia me deixar lá, isso me matava de vergonha pela maioria dos meus amigos terem carro e eu não. Dizendo ele, poderia ser perigoso uma moça bonita e desprotegida andar sozinha. Pura Bobeira!
Vesti a minha blusa e fui para cozinha pegar algo pra comer, era sempre assim.
Enchi o meu copo de suco e peguei umas bolachas pra comer, engoli na verdade e voltei pro quarto pra pegar a minha mochila. Ao entrar em meu quarto meu celular já tocava e atendi.
—Alô.
—Bom dia gata, já estou te esperando aqui em baixo.
—Bom dia gato, eu já estou descendo.
—Ok. Beijos.
—Beijos. Falei sorrindo e desliguei.
Peguei a minha mochila e sai trancando o apartamento. Eu morava no quarto andar, então tive que esperar o elevador subir, de manhã muitos saiam pra trabalhar e alguns adolescentes iam pro colégio. Nós não tínhamos muita intimidade com os vizinhos.
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Saindo na portaria jake já me aguardava do lado de fora do carro vestindo uma blusa branca fresquinha
Sai correndo e o abracei, trocamos um rápido selinho sem compromisso da minha parte e sorrimos. Eu me sentia bem, eu não sabia o que era aquilo que existia entre nós, mas eu sentia muitas saudades dele em sua ausência.
—E aí rapaz?
—Tudo beleza! Agora vamos, estamos quase atrasados gata.
—Vamos então.
Jake abriu a porta do carro pra mim e me sentei, algumas meninas lá no colégio eram loucas por ele. Jake era um moreno lindo e de presença, não era a toa que algumas babavam quando ele passava. Talvez por ser rico e popular, mas ele era um gato pra dizer a verdade.
Eu não contava o que os meus pais faziam, era incompatível com o que tínhamos e eu sempre pensava a respeito disso em minhas horas de divagações, mas acabava deixando pra lá para não aborrecê-los com perguntas curiosas de minha parte.
Tínhamos do bom e do melhor, mesmo eles trabalhando muito o nosso apartamento era luxuoso demais para duas pessoas assalariadas de empregos simples como eles diziam para mim. Vez ou outra o meu pai viajava e ficava dois ou três dias no máximo fora, dizendo ele era a pedido do patrão e era quando ele ganhava mais. assim ele dizia.
Eu tinha de tudo, roupas boas e não ligava pra coisas de marca como a maioria lá no colégio, eu era simples demais nesse aspecto, mas eu andava a altura por causa dos meus amigos.
—Está pensativa gatinha? Perguntou jake me tirando das minhas divagações.
—Estou sonolenta ainda. Brinquei sorrindo.
—Quer que eu te acorde com mais um beijo de bom dia? Só que dessa vez vai ser um beijo, digo, aquele beijo! Falou ele fazendo graça e colocou a mão direita dele sobre a minha perna esquerda, deixando a outra no volante. Ele dirigia.
—Se comporte jake. Falei tirando a mão dele da minha perna na hora e ele sorriu.
—Não estou fazendo nada demais, já esqueceu que somos mais que amigos com benefícios? Às vezes você não liga quando eu faço isso.
—Você é persuasivo, agora preste atenção na rua, sou nova de mais pra morrer! Falei sorrindo. jake era legal demais pra ser grosseira.
—Sexta feira está chegando, vamos comemorar o seu niver com os meus amigos? Podemos fazer um lual na praia, com muita bebida, besteirinhas pra comemos e muita música. Sem contar um bolo de aniversário, é tudo por minha conta gata.
—Esqueceu do meu pai exagerado?
—Eu peço pro coroa, deixa comigo! Sei enrolar ele direitinho. Esqueceu que eu sou o único que ele confia e me deixa ficar com você até mesmo quando eles não estão em casa? Fora os dias que Lea não vai faxinar o apartamento de vocês.
—Dividimos a conta então, tenho dinheiro o suficiente e mal gasto ele por sua culpa. Meu pai vive me dando pra comprar o que eu quiser e não é justo você gastar assim comigo.
—É por minha conta gatinha, agora relaxe e curta o gatinho aqui. Disse ele apontando pra si próprio.
—Cala a boca Jake! Sorri e dei uma tapinha na cabeça dele.
—Pode me bater, só você pode. Disse ele gargalhando e o acompanhei.
—Você é dez jake!
—Você também, por isso mora em meu coração.
Sorrimos e entrelaçamos os nossos dedos.
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Chegamos no colégio e jake parou em sua vaga costumeira, eram os melhores carros naquele lado e a maioria pertencia aos amiguinhos dele.
Fred estava parado ao lado de seu carro que era um Mercedes todo filmado. Parecia estar nos aguardando, já que éramos da mesma sala. Jake estacionou o carro e veio abrir a porta pra mim. Sai do carro segurando a minha mochila e cumprimentei Fred, ele era lindinho e jake sentia ciúmes de mim com ele. Eu sorria da cara dele às vezes por isso, era bobeira dele já que era com ele que eu sempre ficava e todos no colégio sabiam, ele fazia questão de demonstrar, eu claro não ligava. Eu adorava!
—Bom dia. Falei indo dar um abraço nele.
—Bom dia linda. Está cheirosa como sempre. Disse ele pra provocar jake sorrindo.
—Tira o olho da minha gata mano! Falou Jake dando um soco de brincadeira nele.
—Somos como irmã e irmão brother! Falou Fred cumprimentando o Jake com um gesto engraçado de mãos.
—Eu sei, agora vamos entrar.
Jéssica, Ângela e Loren se juntaram a nós por causa dos meninos. Ângela era muito legal comigo, mas pertencia ao clã das patrícinhas no colégio. Vivíamos juntos por causa dos meninos somente.
—Fala aí bella! Beleza? Perguntou Loren com a sua voz fina, ela era moreninha e de cabelos compridos.
—Olá Loren. Oi meninas.
—Olá bella. Falou as outras duas.
Caminhamos pelo corredor e ganhamos alguns olhares dos nerds e das mais quietinhas, eu era desse grupo até jake cismar comigo e me arrastar pro grupinho dele com sua lábia persuasiva melosa.
—Jake, cadê os outros? Perguntou Loren interessada.
—Cheguei nesse momento, eu não sei. Não viram eles por ai não?
—Não passaram ainda, acho que vão se atrasar.
—Provavelmente.
Nos despedimos das meninas e fomos pra nossa sala, teríamos três tempos de aula antes do intervalo. Durante a aula jake ficou entediado, Fred concentrado e eu prestando atenção no que o professor de literatura falava.
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INTERVALO.
Eu, jake e Fred fomos pro refeitório e nos servimos. Fomos nos sentar a mesa e lá encontramos com o restante da turma. Estavam ali Caius, Paul, Roger e as meninas, Jéssica, Loren e Ângela. Jake envolveu a minha cintura e fomos nos sentar com eles.
—Ai galera, sexta vai rolar um lual na paia. Solares irá estremecer!Falou Jake empolgado.
—Você nem pediu o meu pai ainda jake. O repreendi baixinho.
—Eba! É festa? Eu escutei bem? Perguntou Caius sorrindo.
—Pois é amigão! Sexta feira promete!
—Demorooo!!! Falou Loren e abraçou Caius, ela era a fim dele, mas rolava um boato que eles transavam vez ou outra. Eu acreditava mesmo, viviam juntos, mas sem compromisso algum por parte dele já que era muito mulherengo e não se prendia a ninguém, isso devia ser ruim pra ela que demonstrava gostar mesmo do rapaz.
—Vai ser que horas? Perguntou Fred.
—Às 20h em frente a minha casa, por lá ser uma área reservada e mais afastada, eu irei organizar tudo.
—Vai ganhar festinha do namorado Isabelita? Perguntou Jéssica com um leve desdém. Ela devia sentir algo pelo Jake, eu tinha certeza e sentia inveja da nossa relação.
—Ele não quis rachar comigo. Justifiquei.
—É foi mesmo! Falou jake envolvendo o meu pescoço e me lascou um beijo.
—ÔÔÔÔ!!!!!!! Zoou os outros por causa disso. –Isso não é novidade!
—Pare jake e se comporte! Falei sorrindo e um pouco sem jeito.
—Por que, todos aqui sabem do meu amor por você.
—Não adianta falar muito mesmo né? Perguntei sorrindo. –Você é insistente de mais.
—Sabe que sim!
—Não fica com muita frescura não Isabelita, jake é homem e sabe como é. Falou Jéssica debochada e sorriu pra mim.
—Ele me respeita, não é meu lindo?
—Claro que sim e sempre.
—A virgem imaculada! Falou ela e os outros sorriram de mim.
—Calem a boca todos vocês! Falei sorrindo. –Não se metam na minha vida seus arruaceiros!
—Relaxa bella, inveja feminina é fogo! Falou Roger.
—Ahhh!!! Que papo é esse lindo!Falou Jéssica sorrindo. –Meu coração é grande de mais.
—Por isso cabem vários não é? Perguntou ele debochando dela.
—Até você? Perguntou ela sorrindo e desviou o olhar pra jake. –Meu coração é seu também.
—Se comporte Jéssica! Falou jake sério e me abraçou mais ainda.
—Relaxa!Eu estou brincando e não fica enciumada bella.
Eu a ignorei.
Terminamos de comer e logo a sineta bateu.
—Estou louca para terminar os estudos! Disse Ângela se levantando. –Não agüento mais esse colégio!
— Com certeza! Falamos nós os nove do grupinho juntos.
—Então pessoal, até a hora da saída. Falou jake sorrindo.
—Até brother! Disse Caius que era amicíssimo de jake igualmente Fred.
—Tchau delícia! Falou Jéssica sorrindo e se afastou abraçada com Roger.
—Tchau e boa chatura. Falaram os outros. Era sempre isso que eles falavam no término do recreio.
—Não é ruim estudar. Falei sorrindo.
—Você é de outro mundo bella. Falou Caius e abraçou a Loren.
Sorrimos e voltamos pra nossas devidas salas, a aula da vez seria matemática e jake era craque. Estudamos até dizermos chega, era uma chuva de cálculos no quadro.
Eu me sentava sempre ao lado dele e ele se tornou uma pessoa especial pra mim, depois de muita insistência, já que eu abominava uma das amigas dele, obvio que a metida da Jéssica. Mas nos falávamos e vivíamos em harmonia, vez ou outra é que ela me alfinetava por causa de jake. Eu também não ficava atrás.
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Hora da saída.
Nos encontramos no estacionamento novamente e nos despedimos, empolgados os meninos tocaram no assunto do lual sexta feira mais uma vez. Jake era louco de marcar tudo antes com eles e sem pedir o meu pai, mas ele sempre deixava quando jake pedia, fazia o drama dele primeiro, mas acabava deixando. Entrei no carro dele e ele foi se sentar no banco do motorista pensativo, do nada ele sorriu e olhou para mim.
—Ta a fim de dar uma voltinha de carro pela praia?
—Tenho que ir pra casa sabe disso.
—Seus pais estão trabalhando, ninguém vai ficar sabendo mesmo.
—Se eles ligarem lá para o apartamento?
—Ahhh gata, vamos curtir um pouco?
—Tudo bem, você acaba conseguindo o que quer não é?
—Nem tudo!
—Sabe que é assim que deve ser, não estou pronta ainda jake.
—Não estou insistindo em nada! Disse ele sério.
—Sei disso, agora vamos porque estou louca pra dar uma volta pela orla.
Sorrindo ele ligou o carro e saiu na toda, ele fazia isso para me por medo e se exibir pros outros ali no colégio, por várias vezes já foi chamado à atenção da diretoria.
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Chegamos na praia e ficamos dando um rolê por lá, até que jake parou em frente a um trailer.
—Vamos beber algo, está calor de mais. Falou ele tirando a blusa e seu corpo malhado era tudo de bom.
—Vamos, quero beber uma cerveja. Falei sorrindo.
—Depois o papai vai falar que o gatão aqui é quem está levando a menininha dele para o mau caminho.
—Foi você quem me ofereceu pela primeira vez, já se esqueceu? Perguntei sorrindo.
—Preciso te ensinar outras coisas.
—Porra Jake, você....
—Ei, hei, não estou falando no sentido de sexo, existe outras coisas legais na vida também! Que mente suja bella!
—Eu sei disso e tomara mesmo! Vamos logo então.
Sorrindo ele saiu do carro e veio abrir a porta para mim.
—Está com o biquíni extra na mochila?
—Ele nunca sai de dentro dela, apenas pra eu lavar, foi você quem me ensinou a enganar os meus pais.
—Quem escutar isso pode acabar pensando que eu não presto! Falou ele sorrindo. –Já sabe o esquema, eu tenho a toalha e a sunga já está em mim.
—Ok. Vou até o posto da praia me trocar.
Dei um selinho nele e peguei a minha mochila, eu sempre deixava o biquíni dentro dela, às vezes eu ia para a casa dos nossos amigos também, tudo escondido do meu pai. Ele era muito protetor e exagerava às vezes, parecia que eu deveria viver fora do foco dos holofotes, éramos dignos, não éramos? Eu me perguntava pela tamanha preocupação.
Coloquei o meu biquíni e voltei vestindo o mesmo somente.
—Aqui a minha mochila. Falei entregando-a para ele colocar dentro do carro.
—Vamos comer algo, já estou faminto.
—Vamos sim, mas quem paga sou eu.
—Deixa disso gata, assim você me ofende!
—Sem essa jake, você vive me bancando e não é justo.
—Vou aceitar dessa vez somente.
—Tudo bem.
Pedimos um sanduíche para o rapaz do trailer, uma porção de batata frita que eles serviam ali no capricho e pedi pra antecipar a nossa bebida, a cerveja. Conhecíamos o pessoal do trailer e eram gente fina conosco porque comprávamos sempre com eles. Pagávamos bem também e a gorjeta de jake era sempre fiel a eles.
Nos sentamos na cadeira e ficamos aguardando, logo o rapazinho veio trazer a nossa cerveja, se Charlie ficasse sabendo, me mataria. Dizendo ele, cerveja só depois dos dezoito anos. Quando o nosso pedido chegou comemos concentrados, estávamos com fome mesmo.
—Esse sanduíche está maravilhoso, por isso eu gosto de comer sempre aqui. Disse jake.
—É muito bom mesmo!
Terminamos de comer e jake pediu mais uma cerveja para mim, já ele ficou no refrigerante por estar dirigindo, pelo menos nessa parte ele era responsável porque em outras às vezes deixava a desejar.
Bebi a minha cerveja e ele bebeu o refrigerante dele, ao finalizar o nosso lanche, Jake pediu ao Duque o dono do trailer e amigo dele que guardasse a sua carteira, iríamos até o mar. Ele trapaceou e pagou a conta, deixei pra lá para não desapontá-lo.
Sem nada pra nos impedir, caminhamos de mãos dadas pela areia e algumas mulheres ali olhavam para os gominhos da barriga de jake, aquilo mexia comigo, pois éramos amigos com beneficio, mas para o jake eu era muito mais que isso. Eu tinha a amizade dele desde que me mudei para solares e me matriculei na escola fazia dois anos apenas. De cara eu ganhei o seu coração ao pisar no colégio pela primeira vez.
Lembro-me que na época ao chegar no estacionamento do mesmo, ele estava com o grupinho de amigos e parou de falar ao me ver passar com o meu pai. Olhei de relance pro lado e o avistei, mas tornei a olhar pra frente e depois disso ele insistiu quando eu o ignorava, eu o achava playboy demais. Eu não era da classe deles, vivia muito bem, mas não exageradamente como eles que viviam se exibindo com seus carrões. Ele me mostrou ser diferente e os amigo dele era bacana sem a máscara de superiores que colocavam no colégio, era pura fachada. Um era mais bobo que o outro e só tinha tamanho.
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Quando entramos na água, estava geladinha, mas aos poucos fomos nos acostumando. Jake sabia nadar e eu não. Puxando-me mais um pouco além, ficamos com a água acima de nossa cintura, o bom do mar ali era que quase não tinha onda, era calminho e raso até uma boa distância.
Jake veio até a mim e me beijou, nosso beijo era tranqüilo e saboroso, ele beijava muito bem e isso me provocava calores muitas das vezes. Sua mão permaneceu em minha cintura enquanto que meus braços rodeavam o pescoço dele, vez ou outra ele trapaceava e corria a mão pela a minha bunda. Eu posso afirmar que eu gostava, ele tinha uma pegada danada, sem contar o cheiro que era pra lá de bom.
Ele interrompeu o beijo e se afastou, percebi que ele estava excitado e pra não me desrespeitar, ele se afastou sorrindo.
—Você não sabe o poder que tem gatinha. Disse ele sorrindo. –Vou nadar um pouco, eu ensino você.
—Quero só ver! Falei sorrindo temerosa.
Ficamos pra lá e pra cá, mas era faliu da minha parte, eu era sem jeito pra coisa e me debatia quando eu não sentia o meu pé na areia, eu ficava desesperada e jake vinha me salvar sorrindo.
—Precisa relaxar, você se afoba demais. Bata um pé de cada vez e as mãos do jeito que eu te ensinei, prenda a respiração pro seu corpo ficar imerso na água durante o nado.
—Eu tento gatinho, mas me apavoro! Eu não nado, eu simplesmente me atrapalho!
—Isso é por minha causa? Perguntou ele me abraçando e me beijou mais uma vez.
—Um pouco, você me apavora às vezes. Sorrimos.
Curtimos mais um pouco e quando deu às 14h, resolvemos ir embora. Há essa hora os meus pais ainda não haviam chegado, na verdade não tinha hora certa.
Voltamos ao trailer e jake agradeceu quando Duque entregou a carteira dele. Fomos pro carro e jake me enxugou com jeitinho. Era visível a veneração no olhar dele porque em meu corpo havia curvas que o deixava louco. Ele e os amigos viviam me chamando de linda, fora os olhares dos outros no colégio e sem contar que eu me achava tão normal.
—Pare de babar jake e me seque logo! Falei brincando e movi o meu corpo na direção da mão dele.
—Você é bem abusada, não acha?
—Mas você gosta assim mesmo! Ele sorriu.
Peguei a toalha da mão dele sorrindo e sequei os meus cabelos loiros, ficavam dourados por causa do sol.
—Ta a fim de ir lá pra casa? Meus pais só irão voltar à noite mesmo.
—Hoje não dá, bem que eu adoraria, mas tenho que sair depois.
—Tudo bem, já valeu o nosso passeio.
—Claro que sim!
Vesti a minha roupa cheia de nervoso por causa da água salgada em meu corpo e fomos embora depois de arrumados, era ali pertinho o meu prédio, dava até pra ir andando se eu quisesse.
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Parando em frente o meu prédio.
—Te pego amanhã no mesmo horário.
—Te espero então.
Nos beijamos por um bom tempo e me afastei piscando um olho pra ele, sorri.
—Até amanhã gato.
—Até gatinha do meu coração.
Sai do carro e bati a porta, acenei ao entrar na portaria e subi. Não havia ninguém em casa e Lea só vinha as quarta faxinar o local. Fui direto pro banheiro do meu quarto tirar aquela roupa e tomar o meu banho, mas o telefone na sala tocou.
Fui nua até a sala e atendi ao telefone.
—Alô.
—Oi filhona. Falou o meu pai. -Demorou a chegar do colégio? Liguei pra aí e nada de você atender!
—Eu cheguei e capotei na cama, eu acordo muito cedo paizinho.
—Vou fingir que acredito, jake deve ter algo a ver com isso.
—Juro que não, ando exausta. Menti sorrindo.
—Tudo bem, está tudo bem por aí e com você filhinha?
—Está sim pai, fica tranquilo.
—Tudo bem meu bem. Até mais tarde.
—Até pai, te amo.
—Eu também filha e não fique zambetando na rua à toa, tem tudo em casa.
—Pode deixar Sr Swan.
Sorrindo desliguei.
Voltei pro meu quarto e fui direto para o banheiro tomar o meu banho. Lavei os meus cabelos e os hidratei por causa do mar, eu estava me sentindo mais leve após tirar o sal do meu corpo. Enxaguei-me e me sequei, escovei os meus dentes e fui ver televisão em meu quarto.
A tarde passou voando.
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19:00h.
Acordei do nada, eu acabei pegando no sono por causa do mar, sempre me deixava relaxada e eu acabava dormindo após o banho.
Levantei e fui para a cozinha preparar o nosso jantar, meus pais chegariam cansados e com fome. Preparei a comida e terminei por volta das 19:50min, algumas coisas estavam prontas, usávamos muita comida congelada por ser eu a pilotar o fogão. Eu às vezes ficava preguiçosa ou ficava o período da tarde estudando, eu até gostava de cozinha, mas batia a preguiça às vezes.
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Às 21h.
Escutei barulho de chaves e o movimento da maçaneta na porta, devia ser os meus pais, eles sempre chegavam juntos, dizendo ele, ele dava carona para a minha mãe. Não era falta de carro, os dois tinham automóveis.
—Boa noite filha. Falou minha mãe vindo me abraçar.
—Boa noite mãe. Nos abraçamos. –Boa noite pai.
—Oi filhona, como foi o seu dia?
—Muito bem!
—Foi para a praia com o malandro do jake? Está coradinha.
—É o sol, não fui à praia hoje. Menti.
—Se você diz! Preciso de um banho.
—Eu também estou indo, tem comida pronta filha?
—Tem sim mãe, quando vocês voltarem do banho iremos comer.
—Ta filha, deixa a mamãe ir se refrescar.
—Trabalhou muito?
—Bastante, como sempre.
—Certo.
Continuei sentada no sofá.
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50min depois.
Meus pais apareceram de pijama na sala e fomos para a cozinha. Coloquei comida para todos nós e comemos sentados a mesa na sala. Minha mãe e o meu pai conversavam assuntos aleatórios e eu pensava em jake, estava animada com esse bendito lual.
—Filha, jake vai te levar amanhã? Perguntou o meu pai me tirando de minhas divagações.
—Vai sim, não se preocupe.
—Que bom!
—Estou louca pra ter o meu próprio carro, não quero ter que passar o resto da minha vida pegando carona.
—Que isso filha! Sabe que não ligo em te levar e jake parece gostar muito de você. São amigos não são?
—É claro que sim. Respondi pensativa, eu gostava dele também.
—Quando criar mais juízo, quem sabe! Falou a minha mãe sorrindo.
—Tenho juízo, é da escola pra casa e de casa pra escola. Vocês me protegem demais, ta certo que eu também amo vocês, mas os meus amigos curtem bastante!
—Ok filha, ok! Falou ela levando o garfo à boca. –Não reclame, nós deixamos você sair quando pede e fim de assunto!
—Nem sempre!
—Quase sempre, mas nós queremos seu bem mocinha e agora sem mais reclamações! Disse ela séria.
Terminamos de comer e meus pais foram dormir, pareciam cansados. Peguei os nossos pratos e fui lavar a pequena louça, ajeitei a cozinha rapidinho e fui até o meu quarto pegar as minhas roupas sujas, eu precisava colocar todas pra lavar, amanhã minha mãe com certeza estenderiam na área pra mim antes de ir trabalhar.
Coloquei todas elas na máquina e programei, apaguei a luz da cozinha e fui para o meu quarto passando direto pro banheiro a fim de escovar o meu dentes.
Fiz uma rápida higiene e desabei na cama sem ligar a televisão.
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Quarta feira.
Acordei no horário de sempre, às 05:30min. Tomei o meu banho e me arrumei com um pouco de lerdeza, penteei o meu cabelo e fiz uma maquiagem à base de batom, lápis de olho e sombra, esse era o básico pra ir ao colégio. Após me perfumar fui tomar o meu café da manhã, hoje seria o dia que Lea viria trabalhar, então eu teria que vir direto pra casa depois do colégio.
Fiz o café e fiz um misto rapidinho pra mim, olhei a máquina e minha roupa já estava bem dizer seca, seria apenas estender e deixaria pra minha mãe fazer isso pra mim.
Tomei o meu café correndo, pois o celular já tocava há um tempo e fui atender, do contrário jake me mataria.
—Oi gatinho já estou descendo.
—Tudo bem, não demore.
—Não irei, tchau.
Desliguei.
Fui até o meu quarto pegar a minha mochila e sai do apartamento. Esperei o elevador chegar e desci na companhia de um morador, ele estava de terno e gravata.
Na portaria jake já me esperava fora do carro e fui na direção dele pra abraçá-lo. Em seus braços eu me sentia protegida.
—Bom dia, eu estava quase subindo pra ir te buscar gatinha.
—É eu resolvi fazer um misto pra mim e me atrasei. Podemos ir, vamos logo.
Sorrindo ele abriu a porta do carro para mim e entrei. Ele foi ocupar o lugar do motorista e partimos rumo ao colégio. Durante o trajeto.
—Irei falar com o seu pai, irei passar na sua casa hoje à noite, tudo bem?
—Ok. Vá pra jantar comigo, às vezes eu janto sozinha mesmo.
—Sabe como é, é melhor pedir pessoalmente. Falou ele sorrindo. –Obrigado pelo convite. Falou acariciando o meu rosto rapidamente.
—Você já sabe o esquema jake, ontem mesmo eu falei que quero o meu próprio carro, vou trabalhar pra isso e aprender a dirigir. Detesto a super proteção deles.
Sorrimos.
—Eles cuidam da preciosa deles, é assim mesmo gata. Posso te ensinar a dirigir qualquer hora dessas. Falou ele prendendo o riso.
—Olha que eu dou conta e não faça essa cara de debochado, basta você ter paciência comigo e eu sei que os pais são assim mesmo. Sinal que se preocupam com seus filhos, mas tem hora que exageram um pouco.
Sorrimos.
—Relaxa.
—Não sou uma reclamona, mas nem sempre eu posso sair com vocês e eu adoro sair com a turma, os meninos são muito engraçados e adoro a companhia de Ângela.
—Confesso que é muito legal a bagunça da galera, mas o Fred não tira os olhos de você às vezes, se eu sair de campo não duvido nada que ele não tente algo.
—Fred é meu amigão, não tem essa de paquera entre nós ciumento, sabe que o nosso caso é antigo.
—Você não me leva a sério. Falou ele negando.
—Somos jovens de mais e devemos aproveitar, apenas isso e faça o mesmo ga.ti.nho. Sabe muito bem que você mora no meu coração, dificilmente sairá dele.
—Tomara mesmo.
Sorrimos.
Ficamos em silêncio e faltava pouco para chegarmos no colégio agora.
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Jake estacionou o carro e veio abrir a porta do carro para mim.
—Chegamos, mais um dia.
—Pois é.
Ele fechou a porta do carro e acionou o alarme, sem deixar eu dar um passo, ele me beijou por uns minutinhos. Afastei-me dele e ajeitei a minha mochila em minhas costas, olhei em volta e os meninos não estavam ali, deviam já estar lá dentro da sala de aula.
Fomos para a nossa sala e encontramos Fred sentado lá na última cadeira, era lá o nosso local preferido.
—Fala aí brother. Falou Fred cumprimentando jake com a típica mania de deles em fazer um movimento engraçado com as mãos.
—Fala aí mano. Chegou há muito tempo?
—Não, o restante da galera vão entrar no segundo tempo por causa do racha ontem.
—Não me diga que você anda se aventurando nesse perigo Jake! O repreendi, ele às vezes mentia pra mim que ia sair e ia para esses lugares a noite, não era sempre.
—Eu juro que fui só ver, meu primo James foi quem me chamou.
—A galera chegou tarde em casa. Falou Fred sorrindo. –Seu primo sempre ganha jake, é um espertalhão.
—Ele é mestre nisso.
—Vamos linda qualquer dia desses, precisa ver como a Jéssica fica toda se querendo para o seu namoradinho. Mas sem estar envenenando, não se preocupe porque jake não está nem aí pra ela.
—Ele sabe que se der confiança o nosso romance acaba. Falei séria olhando para o jake.
—Vá um dia desses, não corremos, bem, eu corro e o jake não...... Disse ele sorrindo. -Mas o Roger e o Caius adoram.
—Meu pai iria adorar me ver nisso, sabe que não!
—Te sequestramos, eles dormem durante a noite, não é? Perguntou ele sorrindo.
—Não fico vigiando, mas acredito que sim. Vocês estão querendo me levar para o mau caminho, isso sim! Se a polícia nos pegar, eu tenho certeza que ficarei de castigo para o resto da minha vida!
—Polícia? Perguntou ele sorrindo, o mundo nem sempre é o que parece linda.
—Sei. Falei séria e me sentei ao lado de jake.
A professora entrou na sala e a aula se seguiu. Na hora do intervalo nos encontramos com a turma e ficamos jogando conversa fora até a sineta bater novamente anunciando o término do intervalo. Fizemos trabalho em grupo e na hora da saída, cada um foi para o seu carro.
Acenei para o Fred assim que jake andou com o carro e o nosso amigo acenou de volta sorrindo. Ajeitei a mochila em meu colo e sorri para o jake.
—Hoje a Lea está lá em casa.
—Eu sei, então nada de voltinhas hoje.
—É isso mesmo, mas te espero mais tarde.
—Que horas eu devo chegar?
—Por volta das 19h, meus pais chegam tarde, sempre depois das 21h ou 22h. Já estou acostumada a ficar trancada dentro de casa.
—Tudo bem, me espere às 19h então.
—Que bom! Gosto quando você vai pra lá.
—Eu também. Falou ele segurando na minha mão e a beijou sem parar de prestar atenção na rua, ele dirigia.
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Jake parou em frente ao meu prédio e veio abrir a porta pra mim.
—Então até mais tarde.
—Até gata.
Dei um selinho apenas nele e me afastei indo à direção da portaria.
—Só ganho um selinho? Perguntou ele sorrindo.
—Mais tarde tem mais. Pisquei um olho sorrindo e entrei, mas acenei para ele ao fechar o portão.
Sorte que o elevador estava ali e subi para o quarto andar. Abri a minha porta e Lea cantava na cozinha, ela gostava de arrumar a casa assim, pior que a danada tinha a voz bonita. Ela era nova e meus pais confiavam nela, tanto que já estava conosco há muitos meses.
—Cheguei. Falei aparecendo na cozinha, ela limpava a parede. –Tudo bem?
—Tudo bem bella. Estudou muito ou farreou muito com os seus amigos?
—Os dois. Falei sorrindo.
—Juízo hein garota!
—Eu tenho, agora eu irei tomar um banho pra depois almoçar.
—E eu vou continuar limpando para não me atrasar.
—Ok Lea. Fui!
Entrei em meu quarto e liguei a televisão. Comecei a tirar a minha roupa enquanto eu assistia a tv e desliguei o aparelho pra ir tomar o meu banho. Lavei todo o meu corpo e depois de enxaguá-lo me sequei. Vesti uma roupa soltinha e fui para a cozinha esquentar a comida.
—Já almoçou Lea?
—Ainda não, mas depois eu como.
—Vou esquentar, sirva-se quando quiser.
—Pode deixar e obrigado.
—De nada.
Esquentei a comida e coloquei em meu prato a quantidade que me saciaria. Fui para a sala e me sentei no sofá pra assistir televisão enquanto eu comia.
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Terminei de comer e fui lavar o meu prato, eu queria descansar um pouco por acordar sempre muito cedo e eu detestava acordar cedo, mas fazer o que? Nada!
Passei na sala e desliguei a tv, fui para o meu quarto e desabei na minha deliciosa cama.
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Às 17:11h.
Acordei do nada e decidi assistir um pouco de televisão. Meia hora depois resolvi me levantar e sai de meu quarto, Lea já estava arrumada para ir embora.
—Já estou indo bella. Disse ela indo até a mesa e pegou o dinheiro que estava sob o vaso de flores, meu pai deixava sempre ali.
—Tchau e ótima semana pra você. Falei sorrindo pra ela.
—Pra você também, sexta eu ligo pra te dar os parabéns.
—Obrigado por isso Lea.
—Estou indo então.
—Se cuide!
—Você também garota.
Lea abriu a porta com a chave dela e antes de fechá-la acenou pra mim, retribui ao gesto e fui pra cozinha preparar algo comestível. Sempre me virei sozinha e como jake viria, eu iria preparar uma macarronada pra nós, eu sabia que ele gostava.
Deixei tudo arrumadinho e quando se aproximasse mais do horário, eu prepararia tudo.
Coloquei uma toalha bonita na mesa e fui assistir um pouco mais de tv e fiquei mosqueando pelos canais até que me interessei por um programa de entrevista.
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18:20min da noite.
Entrei em meu closet e escolhi uma saia jeans e uma blusinha de alça preta. Peguei uma calcinha da mesma cor da blusa e fui para o banheiro me lavar, eu já estava limpa, mas gostava de ficar perfumada quando jake vinha aqui.
Dessa vez lavei os meus cabelos com o meu xampu preferido com o aroma de morangos e me apressei, jake logo, logo estaria tocando a campainha, ele era pontual.
Sequei-me e me produzi todinha, terminando com a produção calcei a minha sandália baixa e fui para a cozinha dar inicio ao jantar.
Às 19h em ponto a campainha tocou e olhei no olho mágico primeiro, meu pai exigia que eu fizesse sempre isso e nunca abrir a porta para estranhos, eu já sabia, claro. Era jake que estava ali e abri sorrindo.
—Boa noite gata.
—Boa noite gato, entre.
—Cadê o meu beijo?
—Tome. Dei um selinho nele e fechei a porta trancando-a com a chave. –Estou com a panela no fogo.
—Trouxe um vinho para o seu pai.
—Ah!
Sorrimos.
—Faz parte do teatro, mas eu me amarro no coroa mesmo sendo durão às vezes.
—Eu sei.
Jake estava um gatinho o reparei de cima em baixo. Fomos pra cozinha e coloquei o macarrão na água fervente, imediatamente eu mexi pra soltar o macarrão um do outro. Jake ficou me observando e decidi ir ligar o rádio pra passar o tempo. Escolhi uma estação, uma música legal e voltei pra cozinha rápido, jake mexia a panela pra mim.
—Obrigado. Falei sorrindo e dei um selinho nele. –Acho que já está bom de mexer, agora é só cozinhar mais um pouquinho.
—Também acho, do contrário irá virar um mingau.
—Não vai não. Neguei.
Fui até a geladeira pegar tudo que eu precisaria pra fazer um molho daqueles e faria a bolonhesa. Cortei tomates, cebolas e meio pimentão. Comecei a remexer os meus quadris com a música e jake veio se posicionar atrás de mim e dançamos sorrindo. Ganhei uns beijinhos dele em minha nuca e me afastei sorrindo para ir pegar a carne moída na geladeira, aproveitei e peguei o molho de tomate no armário, seria a conta. Peguei os temperos essenciais e preparei o molho com a ajuda de jake.
—Está com um cheiro ótimo bella. Falou ele observando o molho junto com a carne borbulhando na panela.
—Está sim jake, parece estar saboroso. Com todos esses temperos. Sorrimos e ganhei um abraço dele.
—Você é boa na cozinha, tudo que essas mãos fazem fica bom.
—Você acha?
—Tenho certeza que sim.
Provei o macarrão e já estava cozido, apaguei o fogo e escorri o macarrão. Coloquei um pouco de água pra ferve e aquecida, eu joguei em cima do macarrão pra não esfriá-lo, como acontecia com a água fria. Coloquei-o no pirex e reguei com o molho, ficou com uma aparência muito boa, havia muito macarrão ali, daria pra um batalhão.
Olhei no relógio e marcava 20:05min da noite, fiz a comida rápido e guardei o pirex quente no forno com cuidado pra não esfriar a nossa janta, nesse momento o telefone da minha casa tocou e fui atendê-lo.
—Alô.
—Oi filha, eu e sua mãe nos atrasaremos para a janta um pouco, mas antes das 22h estaremos em casa, então jante filha.
—Por que se atrasarão?
—Tenho umas coisas para fazer, tudo bem?
—Ta, ok então, jake está aqui comigo.
—Que bom! O que vocês querem dessa vez?
—Quando o senhor chegar falaremos.
—Tudo bem filha. Beijos.
—Pro senhor também.
Desliguei.
—Seus pais vão demorar ou já estão chegando?
—Irão se atrasar um pouco, se estiver com fome podemos comer.
—Prefiro te dar uns beijinhos, sabe que adoro você!
—É, eu sei. Jake era forte e me pegou no colo. -Seu doido! Falei balançando os meus pés e sorrindo.
—Shhh, quietinha gatinha.
Jake me levou para o quarto e me jogou na minha cama fazendo-me sacolejar bastante no colchão. Sorrimos e, era somente uma rala e rola com direito a muitos beijos. Isso vinha acontecendo há dois meses, sendo que faria oito meses que decidimos ficar com benefícios, mas acima de tudo a gente se gostava. Sorri mais ainda quando ele se deitou sobre mim.
—Jake, você é um aproveitador!
—Eu amo você, sabe disso. Não estou me aproveitando de você.
—Ta eu sei disso, mas se aproveita mesmo assim.
—Você também, já que gosta.
Sorrimos.
Jake me beijou cheio de desejo, eu retribuía no mesmo ritmo e coloquei as minhas mãos na cintura dele, eu não tinha muita experiência, mas o pouco que eu aprendi foi jake quem me ensinou. Ele era bom.
Eu não era boba e senti a sua empolgação entre as minhas pernas, a saia o beneficiava nessa parte. Com um sarro bem dado eu abri os meus olhos, estava realmente bom e jake passou os beijos para o meu pescoço. Eu estava deixando, meu corpo reagia as caricias dele, ele não avançava o sinal comigo, mas parece que hoje ele mudou de ideia. Jake abaixou o rosto e beijou o meu seio sob a minha blusa, um suspiro saiu de minha boca e ele o calou com um beijo quente, senti a mão dele subindo pela lateral da minha coxa sob a saia e abri novamente os meus olhos.
—jake, jake. Estamos indo longe de mais, acho melhor pararmos agora.
—Não estamos fazendo nada de mais, estamos nos curtindo meu amor, não farei nada que você não queira.
—Não é isso, eu gosto muito de você sabe disso, mas não hoje os finalmente.
—Não estou pedindo isso, agora relaxe.
—Ok.
Voltamos a nos beijar e as sensações em meu corpo cresciam cada vez mais, eu tinha medo delas e meus batimentos cardíacos estavam acelerados, os de jake também.
—Acho melhor pararmos mesmo. Falou ele se deitando ao meu lado e me abraçou.
—Desculpe jake por matá-lo de vontade, eu juro que quero também.
—Não precisa me pedir desculpas por isso bella, eu até me sentiria mal com isso. Amo tocá-la, acariciá-la e beijar você é como um sonho, sabe disso.
—Eu sei, eu sei disso. Não quero parecer uma chata por ignorá-lo sempre.
—Não está sendo, relaxe.
Voltei a beijá-lo e me demorei em seu pescoço, ele estava gostando. Fiquei sobre ele e de saia estava mostrando mais do que deveria, juro que não me importei.
Jake não olhou para baixo, talvez pra não pirar e apenas as suas mãos circulavam por mim. Virando-me na cama ele tornou a me beijar com desejo e nossos corpos junto demais pegavam fogo. Seu cheirinho, sua pegada e o beijo me provocavam, mas senti que ele estava se dominando e como era homem, eu sei que ele iria atravessar a barreira caso eu pedisse.
—Podemos ir comer. Falou ele parando de me beijar e me olhou.
—Está com fome?
—Um pouco.
—Então vamos.
Abaixei a minha saia e subi a alça da minha blusa. Fui até o banheiro e penteei o meu cabelo, jake se ajeitou também e fomos para a cozinha pegar os pratos, bem, tudo que precisaríamos.
Peguei uma garrafa de refrigerante e fomos nos sentar a mesa. Nos servimos e comemos ouvindo música, pois o rádio ainda estava ligado.
—Está uma delícia. Falou jake.
—Está saboroso de verdade. Hum! Está realmente bom.
Comemos conversando e coloquei refrigerante para nós, terminamos de comer e fui até a geladeira pegar um iogurte para nós dois.
—Vou desligar esse rádio. Falei indo até o aparelho e o desliguei. -Tome, beba. Falei entregando a garrafinha de iogurte para ele.
—Valeu.
Tirei a mesa após beber a minha sobremesa e lavei a louça enquanto jake estava sentado no sofá assistindo televisão. Eu pensava.....Enquanto estávamos aos amassos o meu corpo queria sentir o dele, mas eu tinha um pouco de medo acima de tudo, era um passo muito grande a dar e poderia acontecer a qualquer hora por estarmos bem mais íntimos.
Voltei pra sala e me sentei ao lado dele, afetuoso ele envolveu o meu pescoço com um de seus braços e sorri encostando a minha cabeça na lateral do rosto dele.
—Seus pais estão demorando. Observou ele. –Já está tarde, bem dizer 21:50min da noite. Falou ele observando a hora em seu relógio elegante e tornou a olhar pra mim.
—É eles se atrasaram e muito, espera mais um pouquinho.
—Não é isso, eu irei esperá-los porque preciso do consentimento deles logo e não irei abandonar a minha gata no dia do aniversário dela.
—Você não seria louco!
Nos beijamos, mas nos afastamos ao escutarmos o som de chave. Aporta foi aberta e meu pai entrou junto de minha mãe que segurava a sua bolsa na mão.
—Boa noite crianças! Falou a minha mãe sorrindo.
—Boa noite dona Renée.
—Boa noite mãe e não somos crianças.
—Pra mim são sim!
—Boa noite Sr Charlie.
—Boa noite Jake.
—Nós já comemos mãe, vou acender o forno para aquecer a macarronada pra vocês.
—Obrigado filha. Meu dia foi exaustivo.
—E você jake, o que é dessa vez? Perguntou o meu pai se sentando a nossa frente, ele era direto às vezes, aliás, a maioria das vezes. Seu olhar era intimidante, as vezes mesmo ele não o fazendo de propósito.
—Eu trouxe algo para o senhor, sei que gosta de vinhos e esse foi o meu pai quem recomendou na escolha em nossa adega particular. Falou jake se levantando apenas para pegar a garrafa de vinho e entregou para o meu pai.
—Está querendo me bajular rapaz?
—Apenas agradá-lo e se não quiser eu levo de volta. Falou jake sorrindo. Ele era abusado às vezes e sorri internamente.
—Eu irei aceitar. Diga ao seu pai que tem muito bom gosto e agradeça-o por mim filho.
—Darei o recado. Falou jake sorrindo mais ainda.
—Então, o que é dessa vez?
—A bella fará 18 anos sexta feira....
—E?
—Eu e meus amigos queremos comemorar, quero dar esse presente a ela.
—Aonde?
—Pretendemos fazer um lual. Vai ser legal demais e tem sempre viaturas da policia que passam por lá. Será em frente a minha casa e lá é bem seguro. Como o senhor já foi buscá-la em minha casa, conhece a área.
—Quem vai?
—Amigos da escola, meus primos, a galera mesmo e alguns conhecidos.
—O que você acha amor? Perguntou o meu pai para a minha mãe a olhando sério.
—Parece tranquilo. Disse ela olhando para o meu pai e tornou a olhar para o jake sorrindo. –Confiamos em você jake, mas e a volta? Que horas o lual irá acabar?
—Tem restrições quanto ao horário? Perguntou jake de supetão.
—Não gostamos que ela ande de madrugada, a violência está terrível aí fora.
—Sei disso, mas se preferirem, ela pode ficar lá em casa. Digo, ela ficará com a minha irmã Juana no quarto, ela também irá à festa, claro. Ela é jovem como nós, tem 18 anos.
—Não consigo acreditar. Disse o meu pai olhando pra ele. –Sei que gosta da minha filha e sei como são os rapazinhos da sua idade, mas que fique bem claro que a respeite! Não me deixe perder a confiança em você rapaz.
—Sempre e a bella sabe disso.
—Tudo bem, pode ir filha e se divirta com os seus amigos.
—Eba! Que bom pai. Falei me levantando e fui abraçá-lo. –Eu estou empolgada com o lual pai! Jake está organizando tudo.
—É seu aniversário filha, então aproveite, confio em você e se comporte! Está me escutando? Perguntou ele sério.
—Eu prometo que sim pai. Virei embora assim que eu acordar.
—Tudo bem, mas se quiser e não for incomodo algum para a família de jake, venha à hora que quiser. Sei que estão loucos pra isso mesmo.
—Obrigado! Falei sorrindo.
—De quanto precisa jake pra essa tal festa?
—É um presente meu Sr Swan, então sem valores.
—Tem certeza?
—Absoluta!
—Bem, irei tomar o meu banho. Falou ele.
—Eu irei colocar a comida para aquecer. Disse me levantando e puxei jake pela mão. Entramos na cozinha e abracei o jake contente demais pelo meu pai ter deixado. -Dessa vez foi fácil demais, já ocorreu interrogatório piores. Observei feliz.
—Assim que nos conhecemos. Seu pai é durão na queda. Falou ele sorrindo.
Jake na época ficou com medo do jeitão bruto do meu pai ao se expressar durante a conversa. Era impagável a cara de assustado de jake.
—Eu sei, sofro às vezes querendo sair por isso.
—O importante é que conseguimos.
—Claro que sim. Falei sorrindo e selei rapidamente os meus lábios nos dele.
—Tenho que ir embora, amanhã temos que levantar cedo.
—É um saco isso e obrigado por sexta jake.
—Não me agradeça ainda, só depois se realmente você gostar.
—Ta, pode ser, mas já sei que irei adorar.
Acendi o forno e retornamos para a sala, como ele queria ir embora o levei até a porta do quarto dos meus pais que estava fechada.
—Estou indo Sra e Sr Swan. Falou jake um pouco mais alto.
—Boa noite filho. Falou a minha mãe. –Charlie deseja o mesmo.
—Obrigado e pros senhores também.
Fomos até a porta e nos abraçamos.
—Te espero amanhã, você vem?
—Claro que sim.
Demos um selinho e jake se foi, fiquei aguardando com ele o elevador chegar e acenei quando ele entrou. Tranquei a porta e fui pra cozinha apagar o fogo do forno, ajeitei a mesa pros meus pais e deixei tudo ali arrumado para eles. Seria apenas se servir.
Em meu quarto troquei de roupa e vesti a camisola pra dormir, fui escovar os meus dentes e retornei ao quarto ligando o ar, fazia calor essa noite em Solares, como sempre.
Deite e permiti-me relaxar, amanhã era dia.
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Quinta feira.
O despertados apitava e levantei preguiçosa indo direto para o banheiro, tomei o meu banho e me enrolei na toalha indo pro quarto desligar o ar.
Senti um frio tremendo por estar com o corpo quente do banho e voei para o closet pra me arrumar. Depois de arrumada fui pra cozinha tomar o meu café da manhã, preferi encher uma tigelinha de leite e acrescei sucrilho, eu adorava e me esbaldei enchendo a tigelinha com os floquinhos. Comi com gosto tudinho.
Fui para o meu quarto e olhei da janela, jake ainda não havia chegado e fui retocar o brilho labial. Faltando uns minutinhos pra ele chegar, eu peguei a minha mochila e desci pra aguardá-lo na portaria. Fiquei esperando e jake chegou cinco minutos atrasados. Encostando o carro rente ao meio fio, ele abriu a porta pra mim sorrindo pelo lado de dentro, jake estava sempre de bom humor.
—Bom dia gata e desculpe a demora, acabei acordando atrasado.
—Não tem problema, é raro você se atrasar.
—Tem sempre um dia.
—É. Após eu afirmar sorrindo selamos os nossos lábios. –Bom dia pra você também.
—Obrigado. Disse ele segurando o lado direito do meu rosto e me beijou cheio de carinho.
Jake acelerou o carro e fomos para o colégio.
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Chegamos na escola e vi que o pessoal estava reunido no estacionamento, ambos conversavam e sorriam bastante do que Caius contava. Todos eles estavam ao lado do carro de Caius.
Na hora que caminhávamos na direção deles a sineta anunciou o fim da moleza dos alunos, cumprimentei a galera rapidamente e entramos cada um indo para as suas respectivas salas de aula.
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A aula foi puxada e vez ou outra Fred fazia palhaçadas, eu sorria e voltava prestar atenção no que a professora explicava, ele tinha a minha idade. Era visível que jake ficava enciumado e se fechava na dele, ele apenas ficava calado e pra perturbá-lo eu às vezes fazia de propósito, ele tinha que saber que era pura a minha amizade com Fred.
O intervalo chegou e guardamos as nossas coisas, ajeitei as minhas na mochila e saímos da sala indo ao sentido do refeitório. Chegando lá fomos pegar o que comer e fomos nos sentar junto com a turma.
—E aí jake, como estão indo os preparativos pra amanhã? Perguntou Roger interessado.
—É surpresa animal, não posso falar porque a anfitriã está aqui ao meu lado.
—Claro que sim! Você não deixaria passar em branco o aniversário da sua amada bella. Disse Jéssica sorrindo com puro desdém.
—Dá um tempo! Falou jake ignorando-a.
—Siga o conselho dele, homens não gostam de mulheres oferecidas. Falei sorrindo e a saudei levantando a minha latinha de refrigerante.
—Que bobeira! Disse ela revirando os olhos.
—Estou louco pra chegar amanhã e agitar a festa. Disse Roger. –Vai ter racha no sábado pessoal, mais um motivo para comemorar amanhã também.
—To sabendo. Disse jake. –Meu primo James já me deixou ciente.
—Vamos bella, ta a fim? Perguntou Fred sorrindo. –Faça companhia ao jake, você nunca vai.
—É perigoso! Coisa pra idiotas.
—Ahhhhh!!!!! Falaram todos eles juntos.
—Desse jeito você ofende a galera inteira linda. Falou Caius.
—Com certeza! Afirmou Roger sorrindo.
—Não é a minha intenção, mas é perigoso e podem perder a vida de vocês nisso.
—Você deve ir e sentir a adrenalina correndo nas veias, nós pilotamos e não dirigimos gatinha. Estamos vivinhos da Silva.
—Eu a convenço Roger. Falou jake me dando um selinho e sorriu das palavras do amigo.
—São malucos, isso sim! Falei sorrindo.
—Meu coração foi magoado! Falou Caius teatralmente, ele que era o mais empolgado no meio disso tudo.
—Tadinho! Falei fazendo carinho no peito dele e todos sorriram.
Deu-me vontade de ir ao banheiro.
—Volto já. Disse me levantando.
Deixei a minha mochila com jake e fui até o banheiro, fiz a minha pequena necessidade ali e lavei as minhas mãos. Tornei a voltar no exato momento que a sineta batia e ao me ver entrando no refeitório, jake se levantou e trouxe a minha mochila junto.
—Valeu. Agradeci jake e saudei a galera, cada tomou o rumo de sua sala.
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Na hora da saída.
—Gata, vai indo para o estacionamento na frente, quero falar com um amigo meu.
—Ta bom.
Fui caminhando e olhei pra trás, jake já tinha sumido de vista. Ângela e Loren ao passarem por mim.
—Iremos à praia, está a fim?
—Valeu Ângela, mas hoje não dá. Falei lembrando dos meus pais, se eles me vissem ainda mais queimada descobririam as minhas escapulidas. –Obrigado, irei outro dia com vocês.
—Tudo bem. Iremos ao shopping mais tarde, ta a fim de ir conosco? Ahh! Diz que sim!
Fiquei pensando e até que não era uma má ideia, amanhã teria a comemoração do meu aniversário, eu queria comprar uma roupinha soltinha pra ir, mas tinha os meus pais também.
—Que horas vocês irão?
—Às 16h e voltaremos antes das 20h por causa da escola.
—Tudo bem, eu irei, mas não posso voltar depois das 20h.
—Sei que você não dirige, passarei na sua casa as 15:30min. Ta bom assim?
—Vocês irão ficar pouco tempo na praia?
—Uma horinha apenas, ainda é 12:15min agora.
—Tudo bem. Eu irei esperar na portaria do meu prédio, qualquer coisinha me liga.
—Ta combinado então amiga! Disse Ângela empolgada. –Então bye!
—Bye amiga.
O bom da nossa amizade era que todos sabiam aonde cada um morava, era o convívio que nos levou a isso. Caminhei até o estacionamento e fiquei aguardando jake.
Ele demorava, já fazia dez minutos que eu estava ali esperando ele.
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7min depois.
Jake saiu pela porta do colégio e veio até a mim.
—Desculpa a demora, vamos embora.
—Tudo bem. Falei observando ele abrindo a porta do carro para eu entrar.
—Esqueci de deixar a chave do carro com você, só assim me aguardaria dentro do carro. Desculpe por isso.
—Sem problemas jake, o papo devia estar bem interessante.
—Papo entre amigo é sempre bom.
—É.
Jake deu a volta e entrou no carro.
—Ficou chateada?
—Não! Imagina.
Jake deu a partida e durante o trajeto fomos escutando música que estava altíssima. Estava animada e fui me remexendo no banco sorrindo, jake sorria com as minhas palhaçadas. Até que chegamos em meu prédio e ele parou em frente à portaria do mesmo.
—Até amanhã gata.
—Até jake.
Nos beijamos por uns minutinhos e ele se afastou.
—Te pego no mesmo horário de sempre.
—Ok. Tchau.
—Tchau gata e se comporte.
—Sempre. Falei piscando um olho.
Jake saiu do carro e veio abrir a porta do carro para mim. Sai e recebi um abraço caloroso dele, me afastei e caminhei na direção da portaria, era uma distância boa da calçada até ela. Acenei pra ele antes de perdê-lo de vista ao passar pela porta que me levaria até o elevador.
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Entrei em casa e fui escolher o que vestir para ir ao shopping depois, eu teria que ir escondida dos meus pais. Sorri ao escolher algo bem legal e fui até a cozinha preparar algo pra eu comer, eu estava empolgada.
Fiz uma comida básica e almocei assistindo televisão na sala. Comi devagar, quando acabei de comer fui até a cozinha lavar o meu prato e peguei um pouco de suco na geladeira pra beber. Olhei a hora no relógio e marcava 13:23min da tarde, estava cedo e fazia dias que eu não ia ao shopping. Meus pais não eram de sair e vez ou outra nós íamos passear, sendo que na casa dos amigos deles, posso afirmar que eram pessoas bem de vida e não da nossa situação. Era tão estranho, acho que eu esses últimos meses estava pensando demais, isso não tinha nada haver porque eu também andava com pessoas de situações melhores que a minha. Jake por exemplo, Fred que não ficava nada atrás, na verdade todos porque aquele colégio era caro por oferecer segurança e qualidade de ensino aos alunos. Acho que meus pais se matavam de trabalhar pra me dar conforto, meu pai até fazia extras muitas vezes ficando fora. Eu devia esquecer isso.
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14:50min da tarde.
Decidi ir tomar banho, logo as meninas passariam aqui. Caprichei na higiene, não que eu nunca fizesse isso, mas a ducha do meu quarto era maravilhosa.
Lavei meus cabelos e me enxaguei, sequei-me e fiquei enrolada na toalha, mas ao entrar no quarto escutei passos na sala e fui olhar um pouco apreensiva, meus pais estavam trabalhando. Sai do meu quarto e dei de cara com o meu pai no corredor, meu coração estava palpitando por ter tomado um leve susto.
—Oi pai, o senhor por aqui há essa hora?
—Vim buscar umas contas pra pagar nessas horas livres que eu tenho, vá terminar o que tem pra fazer. Disse ele um pouco estranho e entrou no escritório.
—Ta, estou indo.
Meu pai tinha disso às vezes, sorte que ele já estava saindo ou eu teria que dar adeus ao passeio de shopping com as garotas. Fiquei embromando no quarto pra me arrumar até escutar o meu pai.
—Já estou indo filha, se comporte e fica dentro de casa, sabe que não gosto de te ver perambulando por ai.
—Ta pai, eu já sei disso. Falei um pouco rebelde.
—Seja boazinha com o seu pai.
—Tudo bem pai. Fui até ele e dei um beijo em sua bochecha.
—To indo então.
—Ta bom.
Meu pai saiu e fiquei espiando da porta do meu quarto, finalmente a porta na sala bateu e fui espiar da janela do meu quarto. O carro do meu pai era filmado e estava na calçada.
Fiquei observando ali da janela. Minutos depois o meu pai saiu na portaria e desativou o alarme do automóvel, ele entrou no carro e saiu. Fiquei olhando ele ganhar distância cada vez mais. Virei pra trás e a hora já estava vencendo pra mim, vesti uma calça cumprida jeans de cós baixo e uma blusa rosa de alça. Calcei minha sandália de salto e fui pro banheiro me pintar de leve, terminei colocando meu brinco e outros adornos. Perfumei-me correndo, peguei a minha bolsa que continha o meu cartão de poupança dado pelo meu pai e coloquei ali meu celular e outros objetos pessoais.
Deixei tudo arrumadinho e desci pra esperar as meninas, na hora combinada elas chegaram e Ângela é quem dirigia o seu lindo carro.
—Oi meninas. Falei sentando no banco de trás, Loren era quem estava no banco do carona.
—Fala aí! Disse elas.
—Vamos curtir e gastar bastante. Disse Loren empolgada.
—Pois é! Falei sorrindo, mas eu não iria gastar tanto assim igual a elas.
Ângela saiu com o carro e relaxei no banco de trás, fomos curtindo ao som da música um pouco alta.
—Amanhã será a sua festa amiga! Disse Ângela prestando a atenção na rua e um pouco alto por causa do som.
—É, o jake é louco.
—Por você. Afirmou ela.
—É eu sei. Falei sorrindo. –Estou empolgada pra falar a verdade.
Sorrimos.
Ângela era boa motorista e momentos depois chegamos no shopping. Ela estacionou e descemos do carro. Entramos naquela imensidão de shopping e fomos olhando as vitrines, muitas roupas lindas haviam por detrás delas.
As meninas se empolgaram e compraram bastante, até eu gostei de muitas delas e acabei levando, o que eu colocaria amanhã já estava garantido.
Passeamos bastante e fomos lanchar na praça de alimentação, comemos até nos sentir satisfeitas e decidimos que já era hora de voltar, faltavam minutinhos pras 19h, eu estava em cima da hora.
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40min depois.
Ângela parou em frente à portaria e me despedi rapidamente delas. Sorrindo, eu saí do carro e entrei rapidinho, sorte o elevador estava ali em baixo e subi pro meu andar.
Abri a porta e o silencio me deixou aliviada, fui pro meu quarto e guardei as minhas roupas novas, escondi as sacolas e fui pro banheiro tomar um banho rapidinho. Eu não sentia remorso, meus pais me prendiam.
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Sequei-me e vesti o meu pijama, escovei os meus dentes e eu estava feliz que consegui chegar antes dos meus pais. Fui para cozinha preparar o nosso jantar, peguei alguns congelados e coloquei no forno, preparei o restante da comida e fui assistir televisão, eu não iria jantar por ter comido no shopping. Minutos depois voltei à cozinha para apagar o fogo do forno.
Fiquei assistindo tv até mais tarde e nada dos meus pais chegarem, já passava das 22h e fui deitar em minha cama, além de estar exausta por andar no shopping, amanhã eu teria que levantar cedo.
Fiquei logo sonolenta e desliguei a tv, eu sabia que não duraria muito e acabei dormindo sem ver os meus pais chegarem.
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Sexta feira.
05:33h da manhã.
O relógio apitava, serio que ao acordar a minha vontade era de varejá-lo longe e me levantei, juro que a minha vontade naquele momento era de matar a aula, mas eu nunca faltava. Minha vontade era de ficar curtindo o quentinho da cama e me levantei.
Após me arrumar fui tomar café, ao terminar de beber o suco, eu fui encostar o meu ouvido na porta do quarto dos meus pais, o ar estava ligado. Cheguei a pensar que eles não dormiram em casa e ao constatar que eles dormiam, eu fui pegar a minha mochila e desci para aguardar jake.
5 minutos depois ele parou o carro e veio abrir a porta para mim sorridente. Seus dentes eram impecavelmente brancos.
—Bom dia e feliz aniversário minha gata linda! Falou me abraçando.
—Bom dia e obrigado. Após agradecê-lo, eu dei um selinho demorado nele.
Com a gentileza dele em abrir a porta para mim, eu entrei. Jake após entrar no carro pegou uma bolsa no banco de trás e me deu.
—Pra você, acredito que você vá gostar, abra.
—Jake, você já está me dando uma festa, não precisava se incomodar!
—Anda gatinha, abra e pare de bobeira. Se a Jéssica estivesse em seu lugar ela iria aceitar. Disse ele sorrindo e eu sinceramente não gostei, eu já não gostava dela, apenas a engolia pelo grupinho.
—Só que eu me chamo Isabella.
—Iiii não cai na pilha não, abra logo.
—Tudo bem. Falei sorrindo e desviei o meu olhar para a bolsa em minhas mãos. Dentro havia um vestidinho lindo e uma caixinha, ao abri-la vi ser um par de brincos que não pareciam ser muito barato. –Jakeee seu doido é tão bonito. Falei empolgada. -Nossa, obrigado! Falei ao abraçá-lo e nos beijamos cheios de carinho.
—Gostou?
—Ainda pergunta? Eu amei!
—Beleza! É a sua cara e ficará muito bem com eles. Pode colocar mais tarde?
—Eu irei colocar sim. Sorrimos um para o outro e ganhei mais um selinho delicioso, jake ligou o carro e saímos.
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Chegamos no colégio faltando pouco pra estarmos dentro da sala de aula. Todos os nossos amigos já não estavam mais ali como eles costumava e entramos. Cumprimentamos Fred e alguns alunos, ambos me deram os parabéns. Dizendo jake alguns ali iria a minha festa a convite dele. Apontando os sortudo em participar da festa porque jake não se envolvia com todos dali, eu concordei com o convite, eram pessoas bacana e que eu gostava de conversar vez ou outra.
A aula começou.
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No refeitório recebi mais cumprimentos e presentes dos meus amigos. Ganhei bastante coisa e a maioria eram roupas, ganhei um cordão lindo de Fred e amei todos eles. Conversamos a respeito da festa mais tarde e o pessoal tava que tava por isso.
Fomos para nossa sala no horário de sempre e nos concentramos na aula.
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Hora de ir embora anunciava a sineta em todo o colégio, arrumei as minhas coisas e sai na companhia de jake tendo a sua mão junto da minha. Nos despedimos do pessoal e todos prometeram-nos de nos ver mais tarde.
Fomos embora e jake me deixou em frente o meu prédio, ele prometeu vir me buscar às 19h uma hora mais cedo da festa.
Eu estava louca que chegasse logo mais tarde, eu adorava uma festa.
Entrei no elevador e quando cheguei em meu andar, caminhei devagar até a minha porta e a abri, em cima da mesa havia uma bolsa, um envelope e um bilhete. Sorri e fui até ela após fechar a porta e trancá-la com a chave.
Na bolsa havia uma blusa linda e um biquíni perfeito, eu tinha certeza que era o presente da minha mãe. Olhei o envelope e ali continha mil dólares. Estava escrito na letra do meu pai. feliz aniversário meu bem, te amo. sorri pegando o dinheiro e li o bilhete da minha mãe.
Parabéns pra você, nessa data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida. Tudo de bom meu anjo, felicidades mil, te amo. Mamãe.
Ligarei após o almoço.
Sorri após ler e fui para o meu quarto levando os meus presentes, tirei a roupa e fui tomar um banho. Sequei-me e de roupão fui preparar algo pra eu comer, mas fui interrompida pelo toque do telefone e fui atender, era Lea. Ela me desejou um feliz aniversário e disse que quarta que vem me daria uma lembrancinha. Falei que não precisava se importar, mas dizendo ela me daria mesmo assim. Desliguei após nos despedir.
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Almocei e dei um tempo, eu iria retocar a raiz do meu cabelo e fazer as minhas unhas, eu mesma fazia, mas quando estava sem saco eu ia até o salão com a minha mãe. Coisa rara pra ser sincera, por isso havia várias caixas de tintura no armário do meu banheiro, eu sabia retocar.
Quando o telefone da sala tocou novamente, eu fui atender.
—Alô.
—Oi filha, feliz aniversário! Falou a minha mãe empolgada.
—Obrigada mãe! Adorei o presente.
—Que ótimo filha.
—Vocês chegaram tarde ontem. Observei.
—É eu sei, mas o que importa é que hoje é o seu aniversário. Está feliz?
—Estou sim, jake me deu um vestido e um par de brincos lindíssimos.
—Sério filha?
—É. Afirmei sorrindo.
—Ele gosta de você, não é mesmo?
—Sim.
—Ele a respeita?
—Claro que sim mãe. Menti, jake passava do limite às vezes, mas isso quando envolvidos pelo momento.
—Deixamos você ficar na casa dele, mas se comporte filha, sei que os pais de jake são pessoas bacanas. Não faça nada para aborrecê-los.
—Claro que não mãe, pode deixar e estarei de volta amanhã mesmo.
—É, eu sei, seja responsável.
—Sim, claro.
—Que bom saber.
—Ta bom mãe.
—Então, um beijo filha e até amanhã.
—Até. Escutei o estalo de um beijo dela e mandei outro, desliguei.
Fiquei assistindo tv e às 15:50min decidi retocar a raiz do meu cabelo, tirei cutícula enquanto a tinta agia e fui lavar a minha cabeça, ficou perfeito. Hidratei os fios e lavei o meu cabelo novamente, deixei secar ao natural e fui pintar as minhas unhas, preferi pintar de vermelho. Esperei secar.
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Faltando pouco para o jake chegar, eu fui tomar um banho e me arrumei. Fiz maquiagem e me perfumei, gostei de tudo e fui ajeitar a bagunça. O vestido e o brinco que jake me deu ficou perfeito em mim.
Calcei a minha sandália branca e arrumei algumas roupas pra eu colocar na casa de jake. Eu gostava da irmã dele e dos pais, eram muito simpáticos.
Na hora combinada eu desci e ele já me aguardava, ao me ver sorriu. Sai pela portaria e ele veio me abraçar.
—Está linda. Após elogiar-me, ele me deu um selinho. –E muito cheirosa.
—Isso sempre.
Sorrimos. Jake pegou a minha bolsa contendo minhas roupas e objetos pessoais para guardá-la no banco de trás. Entrei no carro e ele fez o mesmo.
—Já está tudo arrumado. Tem muitas bebidas, comidas, acho que o pessoal vai gostar.
—Com certeza jake, as suas festas dão o que falar, agora vamos porque estou louca pra chegar lá.
—Tudo bem, a festa é sua mesmo. Afirmou sorrindo.
CONTINUA.......
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