Solares
61 Capítulo 61
Notas iniciais
BELLA...
Final do capítulo anterior.
.
......................................................
Madrugada de terça feira, 21 de Setembro.
Às 02:13min.
O meu celular tocou e era a Mary, meu coração já acelerou e o atendi falando um pouco exasperada.
—O que houve Mary?
—A neném pouco dormiu, agora está chorando muito e acredito ser a garganta que está a incomodando. Ela pouco mamou por causa disso e patrãozinho veio me chamar. Ele pouco entende e por eu ser mulher, nós mulheres já temos o instinto materno.
—Isso é.
—Vou lá vê-la.
—Me liga depois.
—Tudo bem.
Encerrei a ligação e me levantei, fiquei andando pra lá e pra cá preocupada e fui pegar minhas malas. Coloquei todas as minhas roupas ali por não serem muitas ainda e tudo que me pertencia, peguei a minha bolsa e vi que os meus documentos estavam todos ali. Fiz uma carta para a Ângela e disse que eu precisava me ausentar, falei o motivo e o mesmo era por causa da minha filha. Desculpei-me por sair à surdina ou à francesa, mas era necessário e por saber que ela estava na fase dos testes no curso. Fui me arrumar rápido e vesti roupas de frio. Penteei o meu cabelo e não liguei para por maquiagem, apenas passei batom e fiquei bem. Mary me retornou e disse que Edward levaria a neném ao médico novamente naquele momento e eu me preocupei ainda mais ao desligar. As horas já estavam bem avançadas e saí do quarto puxando as malas, eu havia deixado tudo arrumado e coloquei a carta sobre a bancada da cozinha junto das chaves do escritório de William. Por estar sem fome ou sede por causa da preocupação, eu procurei não me demorar e saí do apartamento. Eu tranquei a porta e fui para o elevador, o mesmo veio rápido e desci.
Pedi ao porteiro para chamar um táxi e fiquei aguardando, enviei uma mensagem bem longa para o William e expliquei o motivo da minha ausência. Falei que me ausentaria por força maior e que nos falaríamos o mais breve possível.
Vinte minutos depois o táxi chegou e eu pedi que ele me deixasse no aeroporto, eu só pensava na minha filha e no meu trabalho. Eu adorei o meu trabalho, mas eu não podia fazer muito, era a minha filha quem precisava de mim.
.............................................................................................................................................................................................
.
Cheguei ao aeroporto e paguei o taxista. caminhei rápido pelo local e ao chegar no saguão eu descobri que um avião partiria para Miami às 5h da manhã. Só havia três vagas e eu agradeci a Deus por conseguir um lugar, eu iria na classe econômica por não ser tão afortunada assim. Fiz o check in e fiquei aguardando por longos e longos minutos, mas como as horas passaram rápido, o meu vôo foi anunciado.
Estando no avião e bem acomodada, eu pedi a Deus que a viagem fosse tranquila. Fiquei pensando no William e despertei das minhas divagações quando a aeronave começou a andar, lembrei da minha vinda para New York e fiquei com o meu coração aos saltos. Um tempo depois já havíamos abandonado o solo de New York e fechei os meus olhos, mas não por estar com sono e sim de preocupação.
.
HORAS DEPOIS.
Novamente estava eu aqui em Miami e peguei minhas malas. Eu havia optado pelo aeroporto de Solares por ser mais perto de Diamantina e consegui um táxi. Falei o meu endereço e tirei o meu casaco, até isso eu havia esquecido e já estava esquentando. O dia estava nublado, mas o mormaço não abandonava esse lugar incrível e de forma gentil o taxista fechou as janelas e ligou o ar.
.
1h e 50min depois.
Cheguei à minha casa e tomei um banho correndo, minutos depois eu saí para me secar e me vesti. Optei a por o que Alice me deu pelas as minhas malas estarem trancadas com o cadeado e eu não queria perder tempo. O vestidinho branco com flores era lindo e a sandália branca era toda trançada. Fiz uma maquiagem básica para o dia e me senti bem.
Peguei a minha bolsa após colocar o que eu poderia vir a precisar e saí de casa. Caminhei até o ponto de ônibus com cuidado por causa do salto e optei a ir de ônibus, eu estava sem grana para o táxi e teria que sacar dinheiro, então aguardei. Por sorte o transporte não demorou e fiz sinal, ele parou bem a minha frente e paguei a passagem que era acima do normal. A viagem era longa e me acomodei, eu sentia o meu corpo exausto e liguei o meu celular. Na mesma hora eu recebi a mensagem que o William havia me enviado e a li.
“Eu recebi a sua mensagem com muito pesar, espero que a menininha fique bem. Não se preocupe com o trabalho, eu sempre dou um jeito e vá tranquila princesa. Se precisar de algo me ligue. De qualquer forma me ligue para eu saber como a Marie está. Beijos e se cuida.”
Respondi a ele com um “tudo bem” e guardei o meu celular na bolsa, eu estava louca para chegar logo.
.
Horas depois.
Soltei na avenida principal que me levaria até a mansão dos Cullens e fui no posto de gasolina sacar dinheiro. Estando eu com dinheiro em espécie na mão, eu comprei um lanche para mim. Fui comendo até o ponto de ônibus e fiz sinal para o táxi, falei o local que eu queria ficar ao taxista e fechei a porta após entrar.
Um tempinho depois eu cheguei no local e paguei o taxista. Saí do carro e o porteiro ao me reconhecer, ele liberou a minha entrada e o cumprimentei com uma boa tarde. Já passava das 13h e fui para o elevador, apertei o número do andar de Edward e aguardei estando com o meu coração aos saltos. Quando eu cheguei no andar dele, eu saí do elevador e fui caminhando até a porta a passos largos. Toquei a campainha e saí do foco do olho mágico, toquei mais uma vez e aguardei estando bem impaciente pela preocupação. Não havia ninguém no apartamento e me preocupei, lembrei que a Mary me falou que o patrão levaria a neném no médico e a clínica não era longe dali. Desci novamente e acenei para o porteiro, saí pela portaria e aguardei um táxi.
Após conseguir um eu falei o nome da clínica e fiquei pensando na Marie, não demoramos o taxista parou no estacionamento da mesma e eu o paguei. Fui andando rápido e entrei, caminhei até a recepção e pedi informações se alguém com o nome de Marie havia dado entrada ou até mesmo se consultou ali.
—É criança ou adulto senhora?
—É uma menininha com seus quase três meses.
—Tudo bem, eu irei averiguar.
—Ok.
A moça olhou no computador e me olhou.
—Há uma criança em observação com esse nome. O sobrenome é....
—Cullen. Falei a interrompendo.
—Isso mesmo. A senhora é o que dela?
—Eu sou a mãe e gostaria de vê-la.
—O pai está junto e há uma moça o acompanhando.
—Deve ser a Mary.
—Sim, Mary Stone.
—Sim.
—É ela mesmo, pois terão que revezar senhora.
—Vou ligar para ela e ela virá.
—Ok. Te darei o adesivo de visitante, já o senhor Cullen está como o acompanhante dela no momento.
—Tudo bem.
Mandei uma mensagem para a Mary e a mesma dizia.
“Mary amiga, não faça alardes e diga ao Edward que vai ao banheiro, eu estou aqui na recepção da clinica. Bjos e, por favor, não diga nada. “
Fiquei aguardando e dez minutos depois a Mary apareceu, ela estava com o semblante cansado e me abraçou.
—Que bom que você veio amiga, no fundo eu sabia que sim.
—E a minha filha Mary? Perguntei sentindo a lágrima rolar. –Eu não pensei em nada e vim correndo.
—Ela está no quartinho em observação, pois a febre estava bem alta por causa da garganta e o patrãozinho está bem preocupado. Ele não quis dizer para ninguém da família para não preocupá-los, então aqui estamos nós dois. Os pais deles ficariam bem preocupados, mas ela está se recuperando. A garganta a incomoda, vamos aguardar.
—Precisei chamá-la para eu poder subir.
—Tudo bem, eu irei comer algo lá na cantina.
—Vai lá e se quiser voltar para o apartamento vá tranquila, eu ficarei aqui.
—Tudo bem.
Fui liberada para entrar na ala infantil e caminhei pelos corredores, o número do quarto estava em minha mente e o mesmo era mais à frente. Vi enfermeiras transitarem pelo local e coloquei a mão na maçaneta, após girá-la eu empurrei a porta.
—Você aqui? Disse Edward surpreso ao me ver e se levantou da poltrona na mesma hora. Reparei que o quarto era bem equipado e confortável.
—É eu tive que vir. Falei olhando para a Marie que dormia em um bercinho estando no soro.
—Como ela está? Perguntei fechando a porta e coloquei a minha bolsa grande sobre o sofá.
—Em observação, pela dificuldade em se alimentar por causa da garganta, eles acharam melhor colocá-la no soro e observá-la. A febre alta por sorte baixou e a pediatra quis deixá-la aqui.
—Ok. Falei secando a lágrima que rolou e me aproximei do bercinho.
Marie dormia a sono solto feito um anjinho e fui lavar as minhas mãos. Edward se mostrava bem surpreso ainda, mas diferente das outras vezes, ele não ficou me avaliando, pois o tratamento foi um pouco diferente. Sequei as minhas mãos e passei álcool gel como determinava a clínica em um encarte em frente o lavabo. Voltei para o quarto e acariciei a minha filha, Edward me olhou e eu o olhei.
—Menos mal que a febre cedeu. Disse ele.
—É eu concordo. Eu estava preocupada com a minha filha e não sossegaria se eu não viesse. Nada será mais importante que ela.
—Como ficou sabendo?
—Eu liguei para a Mary ontem e perguntei por ela.
—Ok. Disse ele olhando a hora no celular.
—Edward, se quiser pode ir trabalhar por meio período. Eu vou ficar aqui com a minha filha e você não precisa largar as suas obrigações lá na sua empresa.
—Tenho tudo sobre controle e só irei trabalhar amanhã. Mary está me ajudando muito e a minha secretária de confiança está tomando conta de tudo. Minha filha continuando nesse quadro até às 20h da noite, ela terá alta ainda hoje.
—Diga a Mary para ir para o seu apartamento, eu já estou aqui. Ela é minha filha também.
—Não precisa ocupar o seu tempo e perder dias de trabalho.
—Não diga isso, é a minha filha Edward! O reprovei de forma moderada.
—É, você tem razão. Disse ele passando a mão na cabeça estando visivelmente preocupado. – Vou ligar para a Mary e liberá-la, peço a Deus que a minha filha volte para casa ainda hoje.
—É sim. Falei o olhando. –Ficarei com ela até melhorar, ninguém vai me impedir disso.
—Não irei sair de perto dela Isabella. Fique em meu apartamento se quiser, há quartos de hospedes e não se preocupe comigo.
—Ela pode ficar comigo em Diamantina.
—Aqui a clínica é mais perto e não ficarei sossegado no trabalho estando a minha filha resfriada e longe de tudo. Falou Edward a olhando e Marie se mexeu fazendo carinha de choro.
—Tudo bem. Falei o olhando, afinal ele tinha razão pela clínica ser mais perto do apartamento dele. –Por ela eu faço o que for preciso.
—Não irei fazer insinuações ou incomodá-la, fica despreocupada e pode ficar o tempo que achar necessário.
—Obrigado.
Marie tornou a se mexer e chorou, deduzi que a garganta a incomodava e a peguei no colo com todo cuidado do mundo. Ela chorou bastante e por eu ser uma manteiga, eu chorei junto com ela e fiquei lhe ninando. Edward não falou nada e fiquei sentada com ela ao lado do berço lhe dando carinho, aos poucos ela foi se acalmando e tornou a dormir novamente em meu colo. Vi que ela estava com bastante xixi e a troquei com cuidado, após passar o lenço umedecido foi à vez de passar a pomada. Vesti a fralda nela e ajeitei o macacão dela, estando bem relaxada em seu sono ela não acordou. Afastei-me do berço e fui para o banheiro, joguei a fralda molhada fora e lavei as minhas mãos. Aproveitei para me aliviar também e tornei a lavar as minhas mãos, ajeitei o meu cabelo e saí do banheiro. Edward se encontrava em pé e falava no celular, procurei não ficar prestando atenção e fiquei sentada ao lado do berço.
.
Às 16:46min.
O meu celular tocou e era a Ângela, não me demorando eu a atendi.
—Alô.
—Desculpe-me por ligar somente agora amiga e eu vi a sua carta.
—Precisei vir e já estou aqui na clínica com a minha filha. Ela está em observação por causa do resfriado forte.
—Tadinha, eu estou preocupada.
—Ela está se recuperando, mas chorou bastante ainda pouco. A garganta a incomoda e sabe como os bebês são sensíveis.
—Faço ideia. Falou com o William?
—Sim e está tudo certo entre nós, William é compreensível e está bem preocupado com a Marie.
—É normal nos preocuparmos. Cuide dela e volte quando for o momento certo.
—É sim. Falei pensativa.
—A viagem como foi?
—Até que tranquila.
—Que bom! Poderia ter me acordado e eu te levaria no aeroporto.
—Pois é, mas não tem problemas por eu já estar aqui. Obrigado.
—De nada amiga. Vou adiantar umas coisas aqui e depois eu irei estudar.
—Tudo bem e obrigado por tudo.
—Não precisa me agradecer.
—É eu preciso sim.
—Eu ligarei para saber dela e me ligue também.
—Pode deixar.
—Dê um beijo na neném por mim.
—Darei um beijo nela sim. Tchau.
—Tchau.
Encerrei a ligação estando Edward olhando para mim e fiquei segurando o meu celular sem saber o que se passava na cabeça dele.
—Vou comer algo na cantina, estou com um pouco de fome.
—Ok. Falou ele me olhando.
—Ta.
Fomos interrompidos pela pediatra e eu a cumprimentei, ela mediu a temperatura da Marie e a mesma estava normal. Ela olhou a ficha da minha filha e um remedinho pastoso foi posto na boca da neném. Marie acordou na mesma hora e dizendo a doutora, o remédio pastoso era para relaxar os músculos da garganta e sarar a inflamação. Ela fez uma breve anotação na ficha da Marie e a neném estava mais calminha, a mesma já estava no colo do pai nesse momento.
—Tudo está indo bem. Disse ela nos olhando e sorriu para a neném.
—Que bom doutora, eu estou apreensiva.
—O pior já passou, agora é só cuidar bem dela. Nessa idade temos que evitar a pneumonia.
—Faremos isso. Falou Edward a olhando.
—Ótimo.
A doutora se retirou do quarto e eu me aproximei de Edward, brinquei com a neném um pouco e ela me olhava com seus olhinhos verdes expressivos. Mediante o seu estado fragilizado por tossir às vezes, ela sorriu conforme eu brincava com ela e achei isso lindo. Edward me deu a Marie e eu a beijei por diversas vezes cheia de carinho. Fiquei com ela ali e a televisão do quarto foi ligada por ele.
—Faltam dois minutos para às 17h e um de nós vai ter que ir embora bella.
—Eu quero ficar com a minha filha Edward. Falei preocupada.
—Tudo bem, um segurança vai ficar aqui para o caso da Marie receber alta e eu irei à empresa agora.
—Vejo que está preocupado.
—É um pouco. Não gosto de ficar ausente, mas hoje foi preciso.
—Então vai lá e se ela receber alta, nós iremos para o seu apartamento.
—Ok. Disse ele me avaliando, talvez para ver se eu estava blefando.
—Não irei fugir. Se quiser abra a minha bolsa e verá que eu trouxe peças de roupa comigo. Eu quero ficar com a minha filha.
—Não estou desconfiando, é pura preocupação.
Edward se aproximou e beijou a cabeça da neném e me olhou com o seu farol verde que tanto me sondava.
—Pode ir tranquilo.
—Papai vai estar em breve com você lá em casa bebê. Disse ele cheio de carinho e passou o adesivo de acompanhante para mim, já eu passei o de visitante para ele. –Até daqui a pouco se Deus quiser.
—Claro que ele quer. A Marie já está melhorando disse a doutora.
—Eu estou agoniado com ela aqui e fiquei com medo de algo pior a........
—Pare, pare, nada de mal vai acontecer Edward. A doutora disse que o pior já passou.
—Sei disso. Disse Edward olhando para a neném cheio de carinho e me olhou. –Cuide dela.
—Sempre.
—Ok.
Edward se retirou do quarto e eu fiquei ali com a neném, mas para a minha surpresa ele voltou.
—Qualquer coisa me liga.
—Pode deixar.
Ele se retirou e fiquei ali com a minha filha. Eu acabei não indo comer e dei atenção para a neném por muito tempo. As horas iam se passando e a enfermeira veio me auxiliar a dar banho na neném, só sei que a Marie ficou cheirosinha depois e bem agasalhadinha. Estando fora do soro, a enfermeira pediu para eu tentar amamentá-la e caso ela reclamasse, teríamos que improvisar. Com toda paciência eu me sentei com ela e ofereci o meu seio, ela mamou bem devagarzinho e vez ou outra ameaçou a chorar talvez por estar sentindo dor de garganta. Só sei que ela custou a se saciar, pois eu tirava o meu seio para ela relaxar a garganta e era o contrário, ela acabava chorando. Sorri pela impaciência dela e isso ela puxou do pai.
—Ela está braba mamãe. Disse a enfermeira sorrindo.
—O gênio é do pai.
Dei o que ela tanto queria e aos poucos ela foi ficando sonolenta, ao se saciar ela largou o meu seio e dormiu após arrotar. Deixei a Marie em pé em meu colo e a doutora se retirou, o meu celular tocou e era o William. Sorri.
—Alô meu querido. Falei cheia de carinho.
—Oi princesa. Eu desejo saber como a princesinha menor está.
—Bem melhor e acabou de mamar com um pouco de dificuldade. Estou na clínica com ela no momento, ela precisou ficar em observação.
—Nossa, que chato.
—Pois é aí eu tive que vir correndo. Desculpe sair assim, mas foi preciso por estar louca de preocupação. Eu não conseguiria trabalhar tranquila estando a minha filha internada. O pior de tudo e a minha preocupação maior era o medo de uma possível pneumonia. Ela é tão pequena, mas tudo está indo bem.
—Eu disse para você não se preocupar.
—Você vai ficar bem lá na empresa?
—Darei o meu jeito, mas confesso que senti falta da minha assistente eficiente.
—Sou é?
—Claro que sim, você aprendeu rápido.
—É por ter muita vontade de trabalhar. Eu ficarei com a minha filha, acho que eu morreria e vê-la doentinha é de partir o coração. O pior de tudo foi à febre alta que oscilou um pouco, mas graças a Deus a minha bebê está melhor. A garganta está se curando aos poucos e ela reclama muito por causa disso. Deve incomodá-la, pois em nós adulto é um tormento.
—Imagino bella, mas fica tranquila que ela irá melhorar.
—Se Deus quiser, mas por faltar pouco para às 19:30min, eu acho que a Marie ficará aqui até amanhã. Ela receberia alta hoje, mas.......
—Essa medida é só para ter certeza. Os médicos sabem o que faz e ela ficará melhor aí, é mais seguro por ser apenas uma bebê.
—Sei disso.
—Então não se aborreça caso tenha que passar a noite aí.
—Tudo bem.
—Qualquer coisa me liga, sabe que pode contar comigo.
—Pode deixar e obrigado pela compreensão.
—De nada e não se preocupe.
—Pode deixar. Um beijo William.
—Outro para você. Tchau.
—Tchau.
Encerrei a ligação e guardei o meu celular, mas o mesmo tocou na mesma hora e vi ser o Edward. Deitei a neném no berço com cuidado primeiro o ouvindo tocar e peguei o meu celular.
— Alô. O atendi normalmente.
—Eu estava tentando falar com você, mas só dava ocupado Isabella. Falou Edward estando um pouco afobado e preocupado.
—Eu estava no telefone com o William, foi por isso.
—Eu estava preocupado e louco para saber notícias da Marie, só dava ocupado o tempo todo.
—Ela está bem, mas não sei se a alta virá hoje. Eu estou achando que não Edward.
—Você pode vir para descansar se quiser e eu vou para aí.
—Não precisa, vá para o seu apartamento descansar e vá trabalhar amanhã estando descansado. Sei das suas responsabilidades e fica tranquilo.
—Não tem como ficar tranquilo estando a minha filha internada.
—Você acha que eu estou como hein? Tranquila e relaxada?
—Tudo bem, eu entendo. Disse ele pegando mais leve. — Eu estou aqui na empresa resolvendo alguns assuntos, mas não relaxo pensando na minha filha aí e tossindo.
—Ela está dormindo agora. A enfermeira me ajudou a banhá-la e a amamentei com o meu leite.
—Ela mamou bem?
—Reclamou um pouco por causa da garganta, mas mamou bem e de forma vagarosa. O remédio que a doutora está dando para ela está surtindo efeito já. Estão dando toda a atenção para ela.
—Bem, menos mal então.
—Eu sinto que a minha filha está bem melhor.
—Isso é ótimo.
—Então quando você sair do trabalho, vá para o seu apartamento e relaxe.
—Ok, mas eu ligarei.
—Tudo bem Edward.
—Os seguranças irão se revezar daqui a pouco e será a vez do Sebastian ficar aí.
—Pra quê deixá-los de prontidão lá fora à toa?
—Ele estará trabalhando, é o serviço dele.
—Tudo bem.
—Caso deem alta para a Marie, me ligue imediatamente, por favor.
—Pode deixar. Boa noite Edward.
—Boa noite.
Encerrei a ligação e senti que ele ficou meio arranhado no início da nossa conversa, mas ele soube manter a calma e eu também. Eu sei que ele está preocupado demais com a filha e eu a olhei, ela dormia a sono solto e eu fui me sentar no sofá. Meus pés estavam doloridos e tirei o meu sapato, peguei o meu chinelo na bolsa e o coloquei. Mudei o canal da televisão e deixei em um filme, fui me deitar no sofá e fiquei na minha.
.
Às 20:15min.
A maçaneta da porta girou e após a mesma ser aberta, era a doutora quem abria a porta.
—Senhora Isabella.
—Pois não doutora.
—Desculpe-me vir somente agora, mas comunico que eu darei alta para a Marie ao meio dia de amanhã.
—Tudo bem, eu já esperava por isso.
—É o mais indicado e eu não posso mandá-la para casa se a febre dela subiu muito por duas vezes. Prefiro deixá-la aqui essa noite e observá-la como venho fazendo. Amanhã eu irei ter uma conclusão melhor do quadro dela e estando tudo ok, ela irá para casa e a senhora irá cuidar dela da forma que eu prescrever na receita médica. Esses pequeninos são inconstantes e não é bom precipitar.
—Tudo bem.
—Irei pedir para servir a sua janta e há chuveiro para se banhar.
—Ok, mas eu estou bem.
—Perfeito.
A doutora examinou a Marie novamente e anotou algo na ficha da neném, a seguir ela se retirou. Eu estava tranquila pela temperatura dela estar normal e relaxei mais no sofá, dez minutos depois a minha janta foi trazida e eu comi sentindo a fome me assolar. Havia bastante comida no prato e logo fiquei satisfeita, bebi o suco e comi a maçã, por último eu fui escovar meus dentes. Aproveitei para me aliviar e lavei as minhas mãos logo após, deitei-me no sofá e senti o torpor me dominar. Resisti e fiquei velando o soninho da minha filha, mas o sono estava quase me vencendo e o meu celular tocou causando-me um susto.
—Oi Edward.
—E ela?
—Está com a temperatura estável e a doutora dará alta para ela ao meio dia amanhã.
—Meio dia?
—Sim.
—Já jantou?
—Sim, ainda pouco.
—Ok. Então até amanhã.
—Até Edward.
—Me ligue se precisar.
—Ta bom.
—Boa noite Isabella.
—Boa noite Edward.
Encerrei a ligação e tornei a me deitar, escutei a Marie tossindo bastante e fui olhá-la. Ela tornou a ficar quietinha e eu a cobri melhor, fiquei a olhando e minhas pálpebras começaram a pesar novamente. Eu estava bem cansada e fui me deitar no sofá, acabei cochilando me sentindo exausta.
.
.
.....................................................................................
Madrugada de quarta feira, 22 de Setembro.
Às 02:40min.
Acordei com a enfermeira examinando a minha filha novamente e me sentei no sofá.
—Como ela está enfermeira? Aconteceu algo?
—Está melhorando mamãe. A febre não voltou e a tosse não está constante mais pelo o que eu observei, os baixinhos se recuperam rápido.
—Que bom. Falei a observando anotar na ficha da neném.
—Volto só às 6h da manhã agora.
—Tudo bem.
—Pode dormir, está segura. Aqui vocês estarão seguras para a senhora descansar um pouco.
—Sinto-me bem cansada mesmo.
Ela sorriu e se retirou do quarto, eu não perdi tempo e me deitei novamente no sofá. Meu sono foi voltando aos poucos e quando dei por mim, era a hora da minha filha mamar. Ela acordou chorando e eu a peguei com cuidado, ela continuou chorando e ofereci o bico do meu seio a ela. Marie mamou um pouco melhor e largou o meu seio para poder chorar novamente, com calma eu fui ninando ela e espirrei o leite dentro da boca dela. Fui improvisando como as mães faziam nessa situação e ela aceitou a mamar novamente, mas largou o meu seio para tossir. Esperei ela parar e ela acabou pegando no sono, a deixei em pé e ela minutos depois arrotou. Fiz carinho nela sobre a coberta e ela dormia a sono solto, ela estava bem calma comigo. Preferi deitá-la no berço e eu voltei a me deitar no sofá, só sei que eu desmaiei.
.
Às 6h em ponto.
Quando a maçaneta foi girada, eu abri os meus olhos os sentindo arder.
—Bom dia. Saudou-me a enfermeira.
—Bom dia.
—Vim vê-la.
—Ok.
A enfermeira se aproximou da Marie e a examinou de diversas forma, só sei que a neném não gostou muito de ser examinada e chorou muito. Minutos depois eu tentei acalmá-la em meu colo e ela continuou chorando, mas aos poucos eu consegui dobrá-la. Dei de mamar a Marie e uma hora depois a enfermeira veio dar o remédio a ela, sem reclamar ela voltou a dormir depois. A enfermeira disse que ela estava bem e parece que a febre não voltaria mais, então eu voltei a relaxar quando ela saiu do quarto.
.
Às 08:50min.
Sentei-me no sofá e me espreguicei, olhei para a minha filha e ela dormia ainda. O café foi servido e comi estando pensativa, eu estava um caco e o sofá-leito não me ajudou em nada. Uma hora depois Edward me ligou.
—Isabella.
—Oi Edward.
—Bom dia.
—Bom dia.
—E a Marie?
—Ela está bem. Eu a amamentei e uma hora depois a enfermeira deu o remédio a ela.
—Ela chorou?
—Um pouco, mas a Marie está bem dengosa pelo que estou percebendo.
—Isso é.
—Já está no trabalho?
—Sim. Eu cheguei aqui cedo, isso por volta das 7h.
—Tão cedo assim?
—Tive compromissos cancelados ontem, por isso eu cheguei mais cedo hoje para resolvê-los. O Lima irá levá-las para o meu apartamento na hora da alta.
—Ok.
—Vou chegar tarde hoje, estou atarefado aqui. Já falei com a Mary e um quarto de hospedes já está arrumado para você. Pode ficar lá o tempo que quiser e levaremos a nossa vida de solteiros normalmente. Te dou a minha palavra.
—Tudo bem Edward, não estou preocupada com isso agora.
—Eu só quero deixar bem claro as coisas.
—Eu sei.
—Então ta. Preciso desligar agora, tenho que atender uma ligação.
—Ok.
Encerrei a ligação e peguei a minha filha no colo, ela ficou quietinha e tinha acabado de acordar. Sentei-me com ela no sofá e liguei a televisão, deixei em um canal de receitas e fiquei assistindo. Marie ficou prestando atenção na televisão e eu sorri por causa disso. Vez ou outra ela tossia, mas tornava a ficar quietinha.
.
Um bom tempo depois ela quis mamar e eu a amamentei, dessa vez ela mamou bem e parou uma vez só para chorar. Tive que trocá-la e a limpei bem, ela ficou fazendo manha na hora da troca da fralda e a enfermeira veio me ajudar a banhá-la. Tudo indicava que iríamos embora. Sequei bem ela depois e coloquei uma roupa bem bonita que a Mary havia posto ali na bolsa, só sei que a Marie ficou linda.
A doutora veio examiná-la e deu alta para a minha filha.
—Mamãe, evite expor a Marie no sereno. Água sempre em temperatura ambiente e precisa medicá-la do jeito que está escrito aqui. Nada de ar gelado por ela está se recuperando ainda e uma recaída não é aconselhável.
—Pode deixar.
Eu teria que comprar o remédio que a Marie estava tomando na farmácia e dar a ela da forma que estava escrito ali. A doutora brincou um pouco com a minha filha e a pegou no colo, mas não se demorando ela tornou a me dar a Marie. Eu lhe agradeci por tudo e ela se retirou do quarto. Estando à próxima consulta já agendada, eu peguei o meu celular na bolsa e liguei para o Edward. Chamou uma vez somente.
—Alô.
—Edward, a Marie recebeu alta agora.
—Então arruma as coisas dela, eu acabei de chegar à clínica.
—Ok. Falei estranhando.
—Ela passou algum remédio para a minha filha?
—Sim. É o mesmo pastoso que a Marie está tomando aqui. O mesmo é uso pediátrico.
—Beleza. Então passaremos na farmácia.
—Tudo bem.
—Até daqui a pouco.
Encerrei a ligação e arrumei as coisas da minha filha estando ela em meu colo. Peguei tudo e calcei o meu sapato, guardei o meu chinelo na bolsa e saí do quarto levando as bolsas. Caminhei pela clínica e passei na recepção, estando tudo certo eu saí da clínica. Edward nos aguardava do lado de fora e sorriu ao pegar a Marie no colo, Lima veio até a mim e me cumprimentou.
—Olá. Disse ele me olhando.
—Oi. Falei simplesmente com ele pegando as bolsas da minha mão.
—Vamos?
—Sim.
Caminhamos pelo estacionamento e soltei o meu cabelo, o balancei de leve e ajeitei o meu vestido. Olhei a minha volta e escutei o alarme do carro de Edward soar ao mesmo tempo.
—Vamos Isabella, eu não posso demorar. Disse Edward após observar eu olhando em volta.
—Ok. Você falou que estava ocupado.
—Tirei um tempo para a minha filha e vou almoçar em casa.
—Ok.
Entrei no carro dele na parte de trás e peguei a Marie no colo, as bolsas foram guardadas e eu fiquei pensativa. Edward entrou no carro e o mesmo foi ligado, era difícil pra mim por um lado estar ali novamente. Tantas coisas se passavam pela a minha cabeça e ninei a minha filha sentindo o cheiro dele, não demoramos ali e saímos do estacionamento da clínica. Edward dirigia de forma tranquila e eu evitava olhá-lo das vezes que ele me olhou através do retrovisor. Eu não queria que ele criasse ilusões estando eu ali com eles, então eu manteria o nível de entrosamento no freio.
Não demorou nada e paramos na farmácia.
—Segura a Marie que eu irei lá.
—Não precisa, eu irei rápido.
—Preciso carregar o meu celular Edward.
—Ok.
Entreguei a Marie a ele e Edward me deu cem dólares.
—Eu compro o remédio dela com o meu dinheiro.
—Por favor, Isabella.
—Eu quero.
—Tudo bem.
Saí do carro levando a minha carteira e o meu celular. Fui andando apressada pela calçada e eu não podia negar que mesmo não tendo a intenção, eu chamava a atenção. Marmanjos que não podiam ver uma mulher me olhavam, mas não dei bola e entrei na farmácia. Fui até o balcão e perguntei se tinha o tal remédio, o mesmo não era barato e o comprei. Fui à loja ao lado e carreguei o meu celular, botei bastante crédito e ganhei bônus para falar. Voltei para o carro e Edward me deu a Marie, ele não falou nada e ligou o carro. Saímos dali e dez minutos depois entramos na garagem do apartamento dele, era pertinho. Edward pegou as bolsas e saí do carro com a minha filha, ela estava bem atenta e fomos para o elevador. Ele apertou o botão e eu fiquei brincando com a Marie, sem querer eu o olhei e ele futucava o celular.
Saímos do elevador e Edward abriu a porta, Mary ao perceber que havíamos chegado ela apareceu na sala.
—Que bom que chegaram! Finalmente. Disse ela sorrindo e veio me abraçar.
—Oi Mary. Falei após dar dois beijos na bochecha dela. –Tudo bem?
—Melhor agora que você está aqui patroinha.
—É. A Marie finalmente saiu de lá.
—O almoço já está pronto.
—Pode servi-lo Mary. Disse Edward.
—Tudo bem patrãozinho. Vou pegar o carrinho da neném.
—Ok. Falei a olhando.
Fomos para a sala e logo a Mary trouxe o carrinho, eu deitei a Marie ali e ela começou a chorar. Fiquei ninando ela e ela se acalmou momentos depois com muito custo, era difícil dobrá-la às vezes e fui lavar as minhas mãos no banheiro social.
Nos sentamos a mesa e a comida foi servida, o risoto de legumes estava uma delícia e o frango assado estava desmanchando na boca. Bebi um pouco do suco me deliciando e continuei comendo, mas.....
—E o seu trabalho? Perguntou Edward me olhando e segurava o garfo.
—William foi compreensivo e me deu o total apoio.
—Ele a apoiou vir para cá?
—Sim, ele é nobre demais e nos entendemos super bem. Ele é bem esclarecido e compreensivo, ama a neném.
—Que bom para você então.
—É sim.
Continuamos a comer e repeti, a comida da Mary estava sensacional. O celular de Edward tocou e ele o atendeu me olhando.
—Alô.
............................
—Já estou indo, marque para às 16h.
......................................................................................
—Perfeito. Um abraço.
.........
Terminamos de comer e a sobremesa foi servida, comi um pouquinho só dela e saímos da mesa.
—Vou escovar meus dentes e irei trabalhar.
—Tudo bem.
—Sinta-se em casa.
—Vou cuidar bem da Marie.
—Sei disso e a Mary irá lhe mostrar o quarto. Deve estar cansada e relaxe, ela irá te ajudar.
—Ok.
—Trouxe roupas para se trocar?
—Algumas. Pretendo ir até a minha casa para o caso de eu precisar de mais.
—Os seguranças podem levá-la.
—Vou me lembrar disso.
Ele afirmou com a cabeça e brincou com a filha no carrinho, a seguir se retirou. Fiquei ali olhando tudo a minha volta e Mary retirava as coisas da mesa, estando a Marie quietinha no carrinho, eu resolvi ajudá-la.
—Não precisa patroinha.
—Pare com isso Mary, hoje eu vivo a minha realidade que não é diferente da sua.
—Por que quer, sabe disso.
—Olha, esse papo está vencido.
—Mas você disse que o ama.
—Quieta pelo amor de Deus Mary! Eu a repreendi quase tendo um filho. –Ele pode escutar e eu não quero isso.
—Tudo bem, eu não volto a falar. Disse ela séria e depois sorriu.
—Não me leva a sério não é?
—Levo sim e respeitarei a sua vontade amiga.
—Obrigado. Quero poder ajudá-la, pois sinto falta do meu trabalho lá na empresa.
—Você é quem sabe, mas se o patrãozinho brigar comigo, vou falar que foi você quem insistiu.
—Pode falar e eu repetirei para confirmar. A Marie está quietinha no carrinho, logo ela vai pegar no sono.
—Tudo bem.
Ajudei a Mary sem tirar os olhos da minha filha e empurrei o carrinho dela até a cozinha. Lavei a louça enquanto a Mary limpava o fogão e logo os seguranças subiram para almoçar. Eles comeram ali na cozinha e eu me retirei, fui para a varanda e me sentei lá estando a minha filha dormindo agora no carrinho.
—Já estou indo. Falou Edward em pé ao meu lado e eu o olhei.
—Bom trabalho.
—Obrigado. Qualquer coisa me liga.
—Tudo bem.
Edward saiu ali do recinto e eu fechei os meus olhos, mas os tornei a abrir quando a Mary me chamou.
—Bella.
—Oi Mary.
—Está a fim de tomar banho e descansar?
—Vou aproveitar, a Marie está dormindo e eu farei o mesmo.
—Vem, vou amostrá-la.
Levantei-me e a segui empurrando o carrinho, nós subimos a escada segurando o mesmo e ela me mostrou o quarto. O mesmo era confortável, com um papel de parede com bambus verde ao fundo na cabeceira da cama. A cama era imensa. O quarto era bonito demais.
—Sua bolsa está ali. Disse ela apontando para o sofá no canto e eu já tinha a visto ali e fiquei encantada com o quarto.
—Ok.
—Há roupões limpos no banheiro e uma banheira para você se deliciar. A piscina lá em baixo está limpa se quiser, só está nós duas aqui mesmo.
—Vou tomar um banho apenas e dormir um pouco.
—Tudo bem.
—Esse quarto é lindo, me encantam os bambus.
—É a Alice tem muito bom gosto, por isso trabalha tanto.
—Tem razão.
Coloquei a Marie na cama e ela pouco se mexeu, lembrei do remédio dela e o dei a ela após lavar as minhas mãos no banheiro. O quarto era mesmo bacana e peguei um vestidinho na minha bolsa, voltei para o banheiro e me despi. Entrei no Box e me banhei, a força do jato do chuveiro era relaxante e fechei os meus olhos. Lavei bem a minha cabeça e a enxaguei, passei um pouco do condicionador que estava ali e o mesmo era cheiroso demais. Fiquei pensando na minha vida e sequei a lágrima que rolou, eu estava ali pela a minha filha somente.
—Não posso me distrair. Falei de olhos fechados e os abri devagar.
Vê-lo todos os dias me deixaria tonta, mas eu seria forte até a minha filha se recuperar. Desliguei o chuveiro e saí para me secar, olhei para aquela banheira deliciosa e vesti o meu vestido. Lembrei-me da calcinha e fui pegá-la na bolsa, peguei o meu nécessaire e tirei o meu creme hidratante. Voltei para o banheiro e penteei o meu cabelo, eu o sequei um pouco mais com a toalha e hidratei o meu corpo. Passei um pouco de colônia e estava bom, olhei minhas unhas e as mesmas não estavam ruins.
Deixei o banheiro organizado e apaguei a luz, voltei para o quarto e me deitei ao lado da minha filha. Eu estava me sentindo cansada e às 20h teria que lhe dar o remédio, então eu resolvi colocar o meu celular para despertar. Tornei a me deitar e fechei os meus olhos, não demorou muito e eu senti o sono me levar.
.
Às 18:32min.
Acordei com a neném chorando e eu a peguei no colo após me sentar, dei o que ela queria e ela foi mamando devagar. Ela parou para chorar e eu a ninei tendo toda paciência do mundo por saber que a sua garganta a incomodava. Vi se ela estava com febre, mas graças a Deus ela não estava e ofereci novamente o meu seio a ela. Marie continuou a mamar, mas não demorou a largar o meu seio e eu a coloquei em pé em meu colo. Fiquei com ela assim até arrotar e ela o fez, sem ter o que fazer por ter que olhá-la eu liguei a televisão. Lembrei das fotos no quarto de Edward e me levantei segurando a bebê, ajeitei o chinelo em meu pé e saí do quarto. Eu olhei para as portas e lembrei onde ficava o quarto dele, caminhei até lá e abri a porta devagar. O mesmo estava vazio e acendi a luz, olhei na direção do criado mudo e só havia as fotos da Marie, uma dos pais dele e a outra dele com a irmã. A nossa do casamento e a minha com a Marie não estavam mais ali, acho que ele desistiu mesmo de nós. Achei melhor apagar a luz e saí fechando a porta, eu voltei para o quarto e fiquei assistindo televisão.
.
.
Às 20h.
Chegou à hora de dar o remédio da Marie, ela dormia nesse momento na cama e apertei o botão do meu celular. Levantei-me e o peguei na bolsa, fui lavar as minhas mãos e voltei para o quarto. Dosei o remédio e abri a boca dela, estando dormindo eu fui o despejando devagar e ela se mexeu fazendo carinha de choro. Ela abriu os olhinhos e moveu a boquinha, mas o sono era tanto que ela voltou a dormir.
Escutei alguém bater na porta.....
—Quem é?
—Sou eu patroinha.
—Entre Mary.
—A janta já está pronta. Quer comer agora?
—Edward já chegou?
—Ainda não, mas acredito que chegará mais tarde.
—Então eu irei jantar.
—Vou descer para ajeitar a mesa.
—Ok Mary.
Ela se retirou e eu me levantei, calcei o meu chinelo e saí do quarto o deixando com a porta aberta. Desci a escada e fui para a sala, sentei-me à mesa e Mary segundos depois me serviu. A comida era almôndegas recheadas com provolone e um talharim feito no capricho. Provei o drink a base de cerejas frescas e amora, o mesmo estava muito bom e era sem álcool. Tudo estava bom e após eu comer, eu me senti satisfeita. Aceitei comer o mousse de limão e estava muito bom, por fim não cabia mais nada dentro de mim.
—Eu estou satisfeita Mary e tudo estava muito bom. Como sempre né.
—Que bom que gostou. O patrãozinho deve chegar por volta das 22h.
—Sei. Irei subir e escovar meus dentes, a seguir eu irei dormir. Estou um prego.
—Vou ajeitar tudo na cozinha e deixar o prato do patrãozinho feito no forno.
—Ok. Boa noite Mary.
—Boa noite bella.
Saí da sala e subi, Marie continuava dormindo e fui escovar meus dentes. Pelo o meu cabelo estar um pouco mais seco, eu o penteei e o deixei solto mesmo. Aliviei-me e me asseei, não me demorando eu lavei minhas mãos. Voltei para o quarto e acendi a luz do abajur, apaguei a luz principal e me deitei. Coloquei o meu celular para despertar às 2h da manhã e relaxei no travesseiro. Acabei pegando no sono sem sentir.
.
.
.................................................................................
Madrugada de quinta feira, 23 de Setembro.
2h em ponto.
Acordei com o meu celular apitando e reparei que o quarto estava todo no escuro, estranhei porque eu havia deixado o abajur aceso e me sentei com cuidado. Fui tateando o criado mudo às cegas e acendi o abajur, olhei para trás e a Marie não estava na cama comigo. Fui até o banheiro e lavei a minha boca, peguei o remédio dela e saí do quarto. A luz do corredor estava acesa e fui caminhando devagar, os meus cabelos estavam revoltos e não me importei. Deduzi que a neném estava com o pai e abri a porta do quarto bem devagarzinho, a luz estava apagada e a deixei assim. Deixei a porta entre aberta e andei devagar até a cama, Edward dormia profundamente e a minha filha também estando bem agasalhadinha. O ar não estava ligado e acendi a luz do abajur, sentei-me ao lado da neném e dosei o remédio. Abri a boquinha dela devagar e despejei a pequena quantidade de remédio, ela moveu bastante as perninhas e começou a resmungar. Eu a ninei bem devagarzinho, mas não adiantou, ela acabou chorando. A peguei no colo no momento que Edward se mexeu, aos poucos ela foi se acalmando e voltou a dormir. Levei a neném para o quarto que eu estava e a deitei na cama, fiz o mesmo e fechei os meus olhos.
.
Às 05:03min.
A neném me acordou com o seu resmungo e dei de mamar a ela. Depois eu a coloquei para arrotar e ela tornou a dormir, a seguir eu fiz o mesmo.
.
.
Às 9h.
Acordei do nada e a Marie ainda dormia, então eu me levantei e fui para o banheiro fazer uma rápida higiene. Após lavar minhas mãos, eu saí do banheiro e depois do quarto. Desci a escada ajeitando o meu cabelo e fui olhar a cidade da varanda, o sol da manhã estava contagioso e fiquei pensativa olhando a paisagem. Um turbilhão de sensações e sentimento me assolava, eu não sabia o que fazer estando ali. Lembrei do remédio da neném e subi, ao entrar no quarto eu vi que ela estava quietinha e acordada. Peguei a Marie no colo e a amamentei, ela mamou bem e custou se saciar por mamar devagar.
Se enjoando, ela largou o meu seio e bocejou, a coloquei em pé em meu colo e peguei o remédio dela. Desci para a sala e me sentei no sofá, não demorou muito a Mary apareceu.
—Bom dia. Disse ela sorrindo e veio brincar com a Marie.
—Bom dia Mary.
—Está com fome?
—Eu estou sim.
—Vou servir o café da manhã então. O patrãozinho saiu cedo.
—Aé?
—Sim. Ele está doido sem o pai na empresa.
—Imagino.
—Bem, deixa-me trazer o seu café.
—Ok. Não precisa exagerar apenas um café com leite e uma bolachinha está de bom tamanho.
—Poxa! Eu fiz uma broa de milho e está deliciosa.
—Tudo bem, eu irei aceitar.
—Ta. Disse ela sorrindo e se retirou.
Esperei os minutos se passarem e dei o remédio da Marie, parecendo não estar muito a fim, fez pirraça para ingeri-lo. Fiquei ninando ela depois e o telefone da sala tocou, como a Mary estava para a cozinha, eu fiquei meio assim de atendê-lo. O deixei tocando e ele parou, mas tão logo ele voltou a tocar e eu atendi com muito receio.
—Alô.
—Sou eu Isabella.
—Oi Edward.
—Estavam ocupadas?
—Eu não estava, mas eu não queria atender o telefone estando aqui em seu apartamento.
—Está se escondendo de quem? Perguntou ele simplesmente.
—De ninguém, mas....
—Não fica preocupada com isso. Liguei para o seu celular por deduzir que estava no quarto, mas como você não atendeu eu resolvi ligar para o apartamento.
—O que deseja?
—A Marie está mamando direitinho?
—Sim. Dei o remédio a ela ainda agora.
—Ok. Eu cheguei um pouco tarde ontem por ter ido ao barzinho depois do trabalho. Fico mais tranquilo que você está cuidando da Marie.
—Chegou que horas?
—Por volta das 00h.
—Sei. Não tem problema, a Marie está muito bem.
—Eu só queria saber da minha filha e vou voltar ao trabalho. Acredito que eu chegarei novamente tarde hoje.
—Ok. Eu preciso desligar agora Edward, eu irei tomar o café.
—Vai lá então.
—Tchau.
Encerrei a ligação e me levantei do sofá, Mary pegou a neném e eu me servi sentindo um stress repentino. Comi a broa e estava mesmo boa, tomei o meu café “intranqüilamente” e me senti empanzinada depois. Agradeci a Mary e peguei a neném, fui para o quarto e me arrumei, eu teria que pegar umas roupas lá em casa e desci estando eu e a minha filha arrumada.
—Mary. Eu a chamei um pouco alto.
—Oi patroinha? Respondeu ela entrando na sala e secava a mão com um pano de prato.
—Estou indo para Diamantina agora.
—Mas..... Falou ela fazendo cara de drama e eu a interrompi.
—Fica despreocupada ta?
—Estou fazendo uma comidinha deliciosa, acho que o patrãozinho vai vir almoçar.
—Tudo bem. Até Mary.
—Não vai fugir com a neném né amiga?
—Nossa Mary. Falei a olhando. –Se cuida.
—Você também. O Sebastian está lá na garagem.
—Não será preciso.
—Será sim, pois a Marie está doente bella e não seja irresponsável. Ta levando o remédio dela?
—Estou sim.
—Leva uma mamadeira pronta então. Deu água a ela?
—Pior que não.
—Então leve uma chuquinha de água também.
—Tudo bem Mary.
Fomos para a cozinha e esperei ela preparar o leite da Marie. Quando o mesmo ficou pronto, ela encheu uma chuquinha de água e guardei tudo numa merendeira térmica rosa.
—Obrigada Mary.
—De nada.
—Tchau.
—Tem roupa pra lavar?
—Estão lá em cima no cesto.
—Ok.
Saí do apartamento e apertei o botão que me levaria até a garagem, chegando lá eu vi a pirua Blazer. Sebastian acendeu e apagou os faróis e eu me aproximei, nisso ele saiu do carro e me cumprimentou. Informei a ele o meu destino e o mesmo me ajudou com a bolsa da Marie, a seguir eu entrei no carro.
Deixamos a garagem do prédio e ganhamos a rua. “Acredito que eu chegarei novamente tarde hoje” foi às palavras dele e eu fiquei loucamente enciumada. Tentei esquecer isso e brinquei com a minha filha, mas durante o trajeto eu não conseguia esquecer.
.
Horas depois.
Chegamos em Diamantina e Sebastian parou o carro em frente a minha casa. Saí do carro com a ajuda dele e abri o portão, lembrei das contas e olhei na caixa de cartas. Havia duas dela, a de luz e a do telefone.
Sebastian aceitou beber um copo de água e eu fui colocar a Marie deitada em minha cama. O servi de água e momentos depois eu entrei em meu closet. Peguei o que eu precisaria para vestir e abri a minha mala, a desfiz e mantive nela só o que eu achei necessário. Peguei roupas de dormir e lingeries, escutei a Marie chorando e fui até ela. Era à hora do almoço dela e fui esfriar um pouco mais a mamadeira dela, pois a merendeira térmica era potente. Estando ela em temperatura quase ambiente, eu dei a Marie e ela mamou tudinho. Depois a coloquei pra arrotar e a danadinha ficou quietinha em meu colo, então aproveitei para terminar de pegar as minhas coisas. Acho que exagerei um pouco, mas nós mulheres somos vaidosas e não sei o que Edward pode querer inventar durante a minha estadia lá. Estando tudo arrumadinho, eu fui para a cozinha e me virei lá, havia mantimentos para serem feitos e improvisei.
A comida ficou pronta e chamei o Sebastian para almoçar, lembrei do remédio da Marie e fui até o quarto deixando o Sebastian à vontade na cozinha para se servir. Dei o remédio para a Marie e ela fez cara de choro, mas depois ela ficou quietinha movendo os bracinhos e as perninhas. Fiquei a admirando e seu rostinho denunciava o quanto ela era filha do Edward, mas lembrando do almoço eu a deixei ali estando ela quietinha. Saí do quarto e fui à sala.
—A comida está boa? Perguntei ao Sebastian.
—Está sim senhorita.
—Tem refrigerante, mas tem que colocar gelo porque a garrafa está do lado de fora.
—Não precisa, evito refrigerante às vezes.
—Tem certeza?
—Absoluta.
—Tudo bem. Vou tirar a minha comida então.
O deixei ali na sala comendo e fui para a cozinha tirar a minha comida. Quando voltei para a sala, eu me sentei no sofá para comer.
—Então a senhorita voltou a morar aqui?
—É o Edward ou você quem está me perguntando?
—Claro que sou eu senhorita.
—Na verdade e não querendo ser indelicada com você, eu ainda não sei.
—O patrão está muito atarefado e a Mary se desdobra para fazer as coisas, sabe como os bebês são. O patrão deu um aumento para a Mary, ela merece por ser sempre atenciosa.
—Eu sei disso. Estou cuidando da minha filha já.
—E o rapaz de New York?
—Está bem e eu gosto muito dele. Falei o olhando. –William não merece nada de mal.
—Sei que a senhorita merece ser feliz.
—Obrigado.
Terminei de comer e levei os pratos para a cozinha, eu os lavei e fui para o quarto. Marie estava dormindo e peguei a mala que eu havia arrumado, a seguir eu a puxei até a sala. Sebastian não estava mais ali e saí a levando comigo, estando agora no portão eu pedi ao segurança que a guardasse. Voltei para dentro e limpei a geladeira, como vez ou outra eu viria para casa, eu a deixei ligada para manter os alimentos. Já passando das 17h, eu fui até o quarto e peguei a minha filha, percebi que eu precisava trocá-la e a deitei de volta na cama.
.
Estando ela limpa, eu coloquei a fralda suja numa bolsa e fui lavar as minhas mãos. Peguei a neném no colo e saí levando as bolsas dela, eu tranquei a casa e depois o portão. Acenei para a minha vizinha que estava no portão e ela sorriu, sem demora eu coloquei a bolsa da fralda suja no cesto de lixo. Entrei no carro com cuidado e Sebastian fechou a porta, logo deixamos o lugar para trás.
.
Horas depois.
Às 20:15min.
Chegamos no prédio e a garagem foi liberada. Sebastian estacionou o carro e desceu do mesmo para me ajudar, logo fomos para o elevador estando a Marie bem acordada em meu colo. Ela tossiu um pouco e subimos, fiquei pensando se o pai da minha filha já havia chegado e me reprovei. Sebastian tocou a campainha e Mary veio nos atender.
—Boa noite patroinha.
—Boa noite Mary.
—A janta já está pronta, se quiser eu posso servir quando desejar. Estou passando umas blusas do patrãozinho e as suas roupas já estão lavadas e passadas.
—Obrigado Mary, mas preciso dar um banho na minha filha. Aliás, eu tenho que dar o remédio dela, já está na hora.
—Tudo bem. Vejo que trouxe uma mala grande.
—São roupas minhas e objetos pessoais.
—Ok. Posso arrumar todas as suas coisas no closet.
—Eu agradeço Mary, mas você já tem muita coisa para fazer. Eu mesma faço depois.
—Tudo bem.
Sebastian levou a mala para o quarto e eu subi, peguei as coisas da Marie no outro quarto para poder banhá-la e a despi. A água estava morninha e ela batia constantemente os pezinhos, logo ela ficou limpinha e eu a tirei da água para secá-la. Vesti um pijama de anjinhos após colocar a fralda nela e a coloquei no carrinho, arrumei tudo ali e dei o remédio a ela.
Desci a escada tendo a ajuda da Mary ao descermos o carrinho e fui para a cozinha, Marie já estava sonolenta e reclamava vez ou outra. Preparei a mamadeira dela e estando pronta, eu esfriei o mingau. O mesmo ficou numa temperatura aceitável e empurrei o carrinho da neném até a sala, a seguir eu peguei a Marie no colo e a amamentei. Ela foi mamando devagar, mas mamou tudo de bom grado e arrotou assim que eu a coloquei em pé. Liguei a televisão e fiquei ninando a Marie bem lentamente, a novela estava passando e eu a assisti enquanto colocava a minha filha para dormir.
.
20min depois.
Marie finalmente dormiu e eu fui até o quarto colocá-la na cama. Cobri o seu corpinho e deixei o ar na ventilação, dessa forma não esfriaria o quarto e o ar circularia apenas. Deixei a porta aberta e me retirei, fui até o quarto ao lado que estava com o berço da neném montado e peguei a babá eletrônica. Eu a posicionei no quarto e levei a mala para o closet, pelas roupas estar organizada eu rapidamente as arrumei. Fui para o banheiro tomar banho e me lavei por inteira, me enxaguei bem e saí para me secar. Vesti uma camisola vermelha de tecido fino somente e depois o robe da mesma, deixei o meu cabelo solto e passei um pouco de colônia. Saí ali do recinto e olhei a hora em meu celular, já passava das 21:53min.
Desci levando a babá eletrônica e Mary estava na cozinha.
—Mary, vá descansar que eu mesma me viro.
—Tem certeza?
—Eu tenho sim.
—Vou só secar a pia e já vou tomar um banho para dormir. Todos os seguranças já jantaram.
—Ok e faça isso.
—Está bonita de vermelho, quanta renda meu Deus. Isso tudo é para o patrãozinho apreciar?
—Ai Mary não fale bobagens, todas as minhas camisolas são assim. Amo as rendas e essa é uma das que a Alice comprou. Não cheguei a dar as roupas que ela me deu.
—Mas essa está pronta para um espetáculo particular.
—Ai, ai, ai Mary.
—Vou preparar a mamadeira da neném para mais tarde e a deixarei na merendeira térmica lá no quarto.
—Tudo bem, mas não se demore a ir descansar.
—Ok. Disse ela sorrindo.
Peguei um prato no escorredor de louças e me servi, o cheirinho bom me deixou mais faminta e terminei de tirar a minha comida. Fui comer na sala e me deliciei literalmente, tanto que eu comi rápido, mas me senti saciada depois.
Voltei na cozinha e Mary acabava de preparar a mamadeira da neném, já eu lavei o prato e deixei a pia seca. Fui até a geladeira e a abri, havia delícias ali dentro, inclusive duas garrafas de champanhe com lacre de proteção. Peguei a jarra de suco e vi ser de laranja, peguei um copo e me servi.
Após beber o suco, a Mary já havia se retirado e eu lavei o copo. Deixei tudo organizado e voltei para a sala, mas não passando nada que me agradasse na televisão eu preferi ir me sentar na varanda. O ar fresco da noite estava uma delícia, mas continha uma nota de calor. Estando eu ali sozinha eu tirei o robe e fui olhar a hora na televisão, era 22:34min.
.
.
Às 23:20min.
Tendo uma ideia, eu fui até a geladeira e peguei uma das garrafas de champanhe. Eu a abri e peguei uma taça, sendo bem enxerida eu a enchi e fui para a sala me sentar na varanda. O primeiro gole que eu dei foi devastador de bom e engoli descendo redondo, percebi que era a mesma que Edward me ofereceu e não borbulhava tanto na taça com da última vez. Ela era deliciosa demais e eu podia imaginar o valor dela, mas essa noite eu não me importei de mexer nas coisas dele por precisar de algo alcoólico. Marie mamaria mamadeira e eu estava tranquila, mas aquele líquido me provocou calor e sem pensar muito eu me levantei do sofá e fique em pé olhando para a paisagem. Edward não chegaria agora mesmo e olhei para a piscina, sem pensar eu apaguei as luzes e só deixei a do corredor acesa. Caso ele chegasse subiria direto, seria difícil me ver ali pela luz ser pequena e fraca. A mesma dava uma iluminação baixa e coloquei a garrafa no parapeito da piscina. Fiz o mesmo com a taça estando cheia e desci a escadinha devagar, notei que a água ficava em meu seio e me deliciei pra lá e pra cá. O champanhe já me deixou um pouco diferente e bebi mais um pouco, eu pensava em tantas coisas e bebi mais um gole.
—Como é gostosa. Falei olhando para a taça e bebi mais um tanto.
Deixei a mesma no parapeito e dei um mergulho, a água estava agradável e fiquei aproveitando. Sentindo-me um pouco alta eu saí da água e me deitei ali do lado da piscina mesmo, fazia um tempo que eu não me descontraía estando sozinha e peguei a taça ao meu lado. O gosto era mesmo divino do líquido e dei um jeito de beber estando deitada mesmo, ao escutar a porta sendo aberta eu continuei deitada e vi Edward trancando a porta. Devagar eu pulei na piscina e peguei a garrafa, fiz o mesmo com a taça e me escondi. Eu tinha certeza que ele iria olhar em volta e fiquei bem quietinha. O escutei se afastar e subiu provavelmente a escada, já eu relaxei e voltei a me deitar ao lado da piscina. Peguei a taça e bebi todo o líquido de uma vez, a enchi pouca coisa novamente e pela temperatura estar caindo, eu entrei na água outra vez e mergulhei. Nadei desengonçada, pois eu não sabia nadar. Fiquei pra lá e pra cá e mergulhei, fiquei um pouco sob a água e tornei a emergir implorando por ar. Bebi um pouco mais do champanhe e pela garrafa ser gordinha, havia muito líquido ainda e sequei a lágrima que rolou para a minha total surpresa.
.
.
Às 00:20min. (15min depois)
Saí da água decidida a parar de beber e coloquei a rolha no gargalo da garrafa. Bebi o champanhe na taça devagar estando sentada de frente para a piscina e.....
—Bebendo sozinha? Perguntou Edward e eu me assustei, tanto que eu coloquei a mão em meu coração e o olhei sentindo o tecido grudado em mim.
—Um pouco. Não se preocupe que eu irei pagar a garrafa quanto quer que ela custe. Falei parando de olhá-lo e sequei a outra lágrima que rolou.
—Algum problema? Perguntou ele e bebi o restante do líquido.
—Todos eles possíveis, mas acho melhor você subir e ir dormir. Deixa-me ir a propósito, não posso mandá-lo por estar no seu apartamento né. Falei numa boa e me levantei, nisso Edward acendeu a luz e me olhou como se tivesse tomado um susto. -O que foi?
—Não é nada. Falou ele se virando e eu passei por ele levando a traça e a garrafa.
Fui até a varanda e peguei o meu robe, o vesti de qualquer jeito por sentir o meu corpo anestesiado e fui até a cozinha. Coloquei o champanhe na geladeira, mas Edward impediu que eu a guardasse segurando a minha mão e pegou a taça que eu havia usado. Ele encheu a taça e bebeu o champanhe sem falar nada.
—Pode acabar se resfriando. Disse ele não me olhando e foi aí que eu me olhei, só aí que caiu a minha ficha pelo tecido ser transparentíssimo e estar grudado em meu corpo nu por estar molhado. Senti vergonha de imediato e fechei o meu robe apressada.
—Preciso subir, com licença e desculpe constrangê-lo Edward. Ai meu Deus!
Passei por ele e subi, entrei no quarto e fui direto para o banheiro. Eu havia visto antes de fechar a porta que a Marie dormia e me despi, deixei a minha camisola molhada dentro da pia do banheiro e entrei no Box. Acabei fazendo hora ali.
.
................................................................................
Madrugada de sexta feira, 24 de Setembro.
Às 01:15min.
—Isabella. Chamou-me Edward do outro lado da porta e desliguei o chuveiro. –Isabella está tudo bem?
—Está sim. Respondi muito devagar e sequei o meu rosto. –Vá dormir Edward.
—Por que está chorando?
—Não estou não.
—Não acha melhor abrir a porta e vir conversar comigo?
—Não! Eu estou realmente bem. Falei tendo calma, eu não iria brigar com ele.
—Você mente mal.
—A que se refere? Perguntei vestindo o roupão e abri a porta. –A que se refere Edward?
—Não faz sentido eu chegar e encontrá-la seminua na piscina e bebendo champanhe. Você é durona e dá esse mole estando eu preste a chegar, há algo que esteja lhe incomodando de verdade. Segundo. Você estava chorando e, e..... Não sei Isabella. Estou lhe deixando o mais a vontade possível e estou lhe poupando da minha presença. Estou sem recurso para tentar amenizar o seu desconforto por causa de mim e não sei o que fazer sinceramente.
—Não precisa fazer nada, eu já estou bem.
—Está com saudades do outro, é isso? Não se prenda aqui, eu cui......
—Não continue, por favor! Tudo que eu faço pela a minha filha não é sacrifício algum Edward.
—Está com saudades então e não quer admitir. Isso não é da minha conta mais Isabella e tenha uma boa noite.
—Desculpe constrangê-lo, não voltará a se repetir.
—Pode tomar banho de piscina à vontade.
—Da próxima eu coloco um biquíni.
—É uma boa.
Edward se afastou e saiu do quarto, escutei a porta fechar e encostei-me na parede. Mal ele sabia da minha luta interna e esperei dar 2h da manhã estando na janela olhando para o ontem. Chegando a hora eu dei o remédio da minha filha e ela continuou dormindo, a seguir eu peguei a roupa de dormir molhada e fui lavá-la na área de serviço. Coloquei as peças estendidas no varal ali improvisado e entrei na cozinha, por sentir muita sede eu bebi dois copos de água. Lavei o copo e tornei a subir, entrei no quarto, mas por me lembrar das palavras dele, eu resolvi sair do quarto novamente. Fui andando pelo corredor e bati levemente na porta do quarto de Edward, não tive resposta e fiquei ali em pé pensativa.
—Abro ou não abro, mas......
Girei a maçaneta devagarzinho tendo coragem, pois não éramos mais nada um do outro e eu ao mesmo tempo me sentia sem jeito agora por tudo que aconteceu ainda pouco. O mesmo estava deitado de barriga pra cima e me aproximei da cama, sentei-me ao lado dele e o balancei.
—Edward.
CONTINUA........
Fale com o autor