Solares
50 Capítulo 50
Notas iniciais
BELLA.....
(Sábado, 10 de julho. Continuação)
Final do capítulo 48.
Estefani estava fazendo compra para o mês e eu peguei tudo que julguei necessário. Carnes, mantimentos de limpeza e comestível, de tudo um pouco sem exageros. Fomos para o caixa abarrotadas de compras e o meu celular tocou, vi ser o Edward e batalhei para não o atender, por fim eu não o atendi. Peguei o meu cartão e paguei a minha compra, Estefani fez o mesmo e fomos para o carro. Ela colocou as compras dela no porta mala e eu coloquei as minhas no banco traseiro. O carro ficou lotado de compras e fomos embora. Estando distraída.
—É perceptível a sua dor Isabella, vejo que está sofrendo muito.
—Não tem ideia do quando, o pior é pensar na minha filha.
—Por que não a trouxe com você?
—Eu não teria como cuidar dela e ter que trabalhar e estudar.
—Pelo o que me disse, você ainda está de resguardo.
—Sim, mas eu a tive normal. Marie é o nome dela.
—Marie é lindo.
—Foi o que o meu ex-marido também achou.
—Quem o escolheu?
—Fui eu.
—Teve bom gosto.
—Obrigado.
—Não há chances de vocês se acertarem mesmo? Pela sua filha e por você amá-lo?
—Eu me amo após amar a minha filha em primeiro lugar. Se quiser saber a verdade, eu só me casei por que eu estava grávida. Tenho apenas quatro meses de casada.
—Nossa! Isso é desastroso. Não irei abordar mais esse assunto porque lhe machuca e não quero parecer intrometida.
—Que nada, eu estou desabafando de uma certa forma.
—Bem, se for assim está bem. Não se preocupe porque ficará só entre nós.
—Eu a agradeço por isso.
Depois disso nós ficamos quieta e vi o quanto estava movimentado aquele bairro, era um lugar bom de se morar mesmo. Nós finalmente chegamos e ela parou o carro em frente o meu portão. Eu olhei em volta e desci do carro, fui abrir o portão e voltei para o carro, abri a porta de trás e comecei a tirar as minhas coisas. Estefani também me ajudou e o pequeno jardim ficou cheio de bolsas.
—Obrigado pela carona.
—De nada, qualquer coisa sabe onde eu moro.
—Quer que eu te ajude com as bolsas? Ofereci-me.
—Obrigado Isabella, eu irei colocar o carro na garagem e o meu marido irá me ajudar. Arrume as suas coisas e descanse um pouco.
—Vou seguir o seu conselho.
—Boa noite.
—Boa noite.
Acenei para ela e entrei, tranquei o portão que era de madeira e fui abrir a porta da sala. Levei as bolsas para a cozinha e guardei tudo com calma, inclusive os produtos de limpeza eu coloquei no armário da área de serviço do lado de fora. Estando tudo arrumado eu catei as bolsas de supermercado e as guardei. Peguei as panelas que havia ali e as lavei, escutei o meu celular tocando e fechei os meus olhos, tornei a abri-los sentindo uma lágrima rolar. Fui para o quarto, eu precisava me banhar urgentemente. Abri as minhas malas e peguei uma camisola, olhei na outra mala e peguei uma calcinha para mim. Peguei tudo que eu precisaria e fui para o banheiro, me despi e liguei o chuveiro. O jato potente de água morna caiu sobre mim estando eu bem pensativa. Banhei-me chorando, simplesmente eu não conseguia parar de chorar e comecei a lavar a minha cabeça. Aquela água estava bem relaxante e me enxaguei por inteira, ao me dar por satisfeita eu saí para me secar.
Vesti-me com calma e penteei o meu cabelo, fui obrigada e tirar leite do meu seio manualmente e os deixei bem doloridos. Eu estava nervosa ao cometer esse crime e minhas mãos tremiam, não aguentando mais eu saí do banheiro deixando a minha toalha pendurada. Fui para o quarto e arrumei as minhas coisas, já passava das 21:40min. Coloquei as minhas roupas no closet e as arrumei, ficou tudo organizado e notei que aquele bairro era um pouco frio. Peguei um casaco e fui verificar se eu havia trancado a porta da sala, percebi que não e a tranquei. Apaguei a luz da sala e fui para a cozinha, fiz um pouco de suco somente por eu estar sem apetite algum. A decepção me tirou a fome e bebi o suco com um pouco de dificuldade, a seguir eu lavei o copo e fui para o banheiro escovar meus dentes. Após eu sair dali eu fui até a sala e peguei o meu celular na bolsa, a seguir eu fui para o quarto arrasada.
Peguei o meu edredom e afastei a colcha até muito bonita que a dona havia deixado, estava tudo limpinho e perfumado. Deitei-me sentindo uma exaustão tremenda em meu corpo e fechei os meus olhos, foi impossível eu não me lembrar dos momentos que eu tive estando ao lado dele e abri os meus olhos estando marejados. Evitei ficar pensando nas coisas ruins e lembrei da vez que ele disse que gostava do meu cheiro, da vez que me chamou de bella, mas ao mesmo tempo eu me lembrava das vezes que ele disse que eu era sem graça. Lembro-me de todos os momentos e houve vezes me lembrando bem agora, que ele foi até suave. Sem contar que as suas atitudes egoístas iam e vinham em minha cabeça a todo o momento e tudo mais que me magoou. O pior de tudo era nas reuniões de família ver os casais tão unidos e viver na mentira com o Edward. Ele era difícil demais de se lidar e muitas vezes eu não podia com ele. Eu só desejava esquecer tudo, mas ao pensar no divórcio me fazia lembrar das vezes que o Edward disse que não iria me dar. Sei que ele não me facilitaria caso nos falássemos, isso algum dia teria que acontecer, pois não poderíamos permanecer casados. O que mais doía era estar apaixonada por alguém que não me merecia. Não é por me dar do bom e do melhor que eu me venderia, as atitudes valem muito mais que os bens materiais e me deixar esperando do lado de fora da empresa me marcou como um nada. Como pode ele me amar? Eu me perguntava, era pura obsessão e capricho. Estava arriscado ele zombar de mim caso eu contasse o que estava aflorando em meu coração sem eu conseguir pisar no freio. Esse foi o meu medo.
A partir desse momento, eu pensei, eu tentaria esquecer tudo que aconteceu. Eu seria infeliz e bem ou mal, o primeiro passo eu já havia dado que era sair de lá. O que aconteceu comigo eu iria enterrar, da mesma forma eu faria com esse sentimento que estava borbulhando em mim em relação a ele e só podia ser algum tipo de piada. A partir de hoje eu seria uma outra Isabella e quando eu estivesse pronta, eu o procuraria para conversar a respeito do divórcio. Por um lado, eu sentia um pouco de medo por causa das atitudes dele, mas eu não poderia temê-lo para sempre.
—Está uma confusão em minha cabeça meu Deus, faça com que essa dor profunda acabe algum dia. Pedi de olhos fechados. –Será possível? Perguntei secando a lágrima que rolou.
De uma coisa eu tinha certeza, cedo ou tarde as nuvens dissipariam e eu apagaria o meu passado com uma borracha. Aos poucos eu fui sentindo o sono me dominar, ele me faria esquecer por algumas horas. Seria o meu alívio imediato, isso eu pensava e me entreguei com tudo a ele.
—E amanhã, como seria?
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Domingo, 11 de julho.
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Ás 11:45min.
Acordei com o meu celular tocando na bolsa e me espreguicei, continuei deitada na cama e tudo me veio à mente outra vez. Novamente o meu celular tocou estando ao meu lado na cama e o peguei, era Alice quem me ligava e preferi ignorá-la veemente por ter obedecido ao Edward ficando com a minha filha. Fui eu quem teve que aturá-lo por longos meses por causa da menina que estava em minha barriga e não foi justo da parte dos dois fazer isso comigo. Eu estava magoada e sangrando pela dor do abandono causado por mim mesmo. Por negar os meus sentimentos em relação àquela criatura desprezível chamada Edward e por me sentir sozinha no momento. Mesmo assim eu me faria de dura como uma rocha mesmo estando em cascalho por dentro, isso seria o meu lema daqui para a frente e eu não deixaria mais que pisassem sobre a minha cabeça mais. Eu merecia alguém especial e que me fizesse realmente bem.
Espreguicei-me novamente e me levantei, eu precisava ir ao banheiro urgentemente e saí do quarto. Aliviei-me e me asseei bem, mas preferi tomar um banho para me limpar. Fui pegar uma roupa no closet para eu vestir e voltei para o banheiro, a seguir eu me despi e entrei no Box.
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10min depois.
Saí para me secar me sentindo mais confortável e me vesti, eu estava com um pouco de cólica e fui escovar os meus dentes. A seguir penteei o meu cabelo que estavam úmidos e saí do banheiro. Caminhei pelo corredor e entrei na cozinha, eu estava me sentindo faminta e senti o meu seio vazando pra valer. Chegou a molhar o meu sutiã por eu ter esquecido de colocar o absorvente para seios. Havia pacotes lá na mansão em Ourinhos comprados por Alice e me esqueci de comprar alguns na farmácia ontem no supermercado. Eu tinha um pacote no closet aqui e fui trocar de sutiã, aproveitei e coloquei um disquinho em cada bico dos meus seios. Meu coração estava comprimido, eu pensava em minha filha nesse momento e pensei se eles estavam cuidando dela bem. Parei de pensar nisso e voltei para a cozinha.
Preparei um pouco de café e aqueci um pouco de leite, peguei o pacote de pão de forma e tirei dois para eu comer. Fui pegar a manteiga na geladeira e aproveitei para pegar o queijo também. Preparei tudo e depois de pronto eu fui para a sala, liguei a televisão e fiquei assistindo um programa qualquer. Acho que era a televisão quem me via durante o meu desjejum, pois o meu pensamento não saia de Ourinhos e da minha filha. Com isso as lágrimas vieram causando-me tristeza e foi difícil para eu terminar de comer. Meu coração parecia que estava sendo apertado e eu não conseguia parar de pensar nela, era algo bem mais forte que eu. Sequei o meu rosto e finalmente eu terminei o meu café da manhã, eu precisava ocupar a minha mente e estando ali isolada não me ajudava em nada. Sem ter recursos e por me sentir solitária, eu fui até o quarto pegar o meu celular. Voltei para a sala e disquei o número do apartamento de Ângela, chamou, chamou, chamou e nada, ela não devia estar em casa. Pensei em jake, mas ele devia estar descansando ou até mesmo com a namorada dele pela hora em algum lugar. É, eu estava me sentindo sozinha mesmo e decidi dar uma geral na sala, mas ela não estava suja, seria varrer e passar pano mesmo. Fui para a cozinha após desligar a televisão levando o copo e o pratinho, lavei os dois e os coloquei para secar. Olhei para a aliança em meu dedo e por eu não me considerar mais casada eu a tirei e a joguei no lixo ao lado do armário.
Com pesar eu abri a porta da cozinha e fui para a área, peguei a vassoura, um balde e o enchi de água. Adicionei um pouco de desinfetante e peguei tudo, mas não me esqueci da pá. Comecei a varrer a sala, depois os quartos, o banheiro e por último a cozinha, quase não tinha lixo e o catei com a pá. Passei pano na sala, depois nos quartos e fui jogar a água fora. Lavei o pano de chão e enchi o balde novamente no tanque, adicionei um pouco mais de desinfetante e fui para o banheiro, finalizei na cozinha e lavei o pano de chão. Peguei as roupas que eu usei e as coloquei na máquina, aproveitei para pegar a colcha que estava lá na cama e a lavaria também. Enquanto elas lavavam, eu fui para o pequeno jardim na parte da frente com a vassoura e o varri. Havia uma bica, mas ao canto com uma mangueira bem comprida e lavaria o pequeno quintal ali na frente depois. Varri as folhas para o canto e peguei a chave para destrancar o portão, era impossível ver do outro lado. Varri a calçada e entrei, fechei o portão e entrei em casa após tirar o meu chinelo e fui pegar a pá e um saco de supermercado para pôr a sujeira.
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Catei o lixo de dentro e o da calçada, eu deixei o saco na lixeira de ferro do lado de fora do portão e entrei. Comecei a lavar o quintal e molhei a graminha, estava ficando limpinho e varri a água de portão a fora. Depois lavei a calçada e observei o movimento na rua, a mesma estava calma e algumas pessoas conversavam no portão em uma residência afastada da minha, já as minhas vizinhas estavam dentro de suas casas e eu tornei a entrar. Tranquei o portão e fechei a bica, enrolei a mangueira e entrei. Coloquei a chave na fechadura e deixei a porta aberta para entrar um ar, novamente eu senti o meu outro seio vazando e não tinha como eu não me lembrar da minha bebê. Pensei em tudo que eu passei para afugentar essa dor rapidamente e fui para a área guardar a vassoura e a pá. As roupas ainda estavam sendo lavadas e fui fazer comida, mas antes de prepará-la o telefone da sala tocou e eu fui atendê-lo.
—Alô.
—Com quem eu falo? Perguntou a minha amiga Ângela e sorri levemente, mas o mesmo morreu pelo o clima não estar bom.
—Sou eu Isabella amiga. Eu liguei para você hoje e já faz um tempinho, mas chamou, chamou e você não atendeu.
—Eu dei uma saidinha e fui ao mercado comprar umas coisinhas para o meio da semana, poderia ter ligado para o meu celular. E você amiga como está?
—Péssima Ângela, e eu realmente me esqueci de ligar para o seu celular. Minha cabeça está estourando com os meus problemas.
—Perai, perai. O que está havendo amiga? Perguntou ela preocupada mediante o meu choro.
—Eu os abandonei finalmente.
—Quando foi isso bella?
—Ontem, eu os abandonei ontem, mas desde de quinta à noite que eu não vejo o Edward. Brigamos e deu no que deu.
—O que ele fez de ainda mais grave com você para estar chorando desta forma?
—Irei te contar.
Falei tudo que aconteceu ultimamente para ela com muito pesar e eu mal conseguia falar, era horrível a saudade que eu estava sentindo da minha filha e poderia parecer bobagem, mas eu sentia que ela estava sentindo falta de mim também. Contei das saídas de Edward e de tudo que estava entalado em minha garganta, menos que eu estava gostando dele, pois, a minha amiga Ângela enfartaria com essa fatídica notícia.
—Sinto a sua tristeza amiga, mas vacilou ao ter bebido. Não a condeno, você foi feita de lixo e tornou-se depósito de esperma para esse homem durante meses, desculpe a franqueza, mas é assim que eu enxergo a sua situação. A inocente no meio disso tudo é quem sofre e deve ser horrível crescer sem a mãe ao seu lado. Por um lado, eu a entendo por tê-la abandonado, mas eu ofereci o meu lar aqui em New York para as duas. A minha casa é a sua casa amiga, sabe que eu a considero como a minha irmã.
—Eu, eu sei Ângela. Falei secando as minhas lágrimas. –Eu não queria colocá-la na mira dele, pois eu sei que ele moveria o mundo com o seu dinheiro para achar a menina e a mim.
—Ele não a queria e você me contou que ele chegou a falar que a neném era do nosso amigo jake.
—Isso é verdade, mas agora ele está babando na filha. Edward tem certeza ainda mais agora por Marie ter um sinal nas costas igual o dele e os olhos dela são da mesma cor do pai. Ele não se cansa de falar que ele tem direitos sobre ela e que não me dará o divórcio. Ele pisa em mim e o pior de tudo é quando ele finge que eu não estou ao seu lado ou no mesmo ambiente ao me ignorar. Ele até me ameaçou a tirá-la de mim ao me ver conversando com o Max no dia da comemoração do nascimento da nossa filha e do aniversário dele que foi adiado.
—Conte-me como foi esse dia e tudo que aconteceu no mesmo.
—Ok.
Contei tudo a ela, até a implicância dele ao tirar o copo de bebida da minha mão. Falei a respeito das amigas dele e de seu chamado agressivo no corredor onde ele me ameaçou a tirar a minha filha puxando o meu cabelo, tudo por causa do Max. Contei a respeito da Mary e que Edward chamou a sua atenção por mentir a meu pedido. Na verdade, eu contei tudo e não me esqueci de nada.
—Você demorou até demais a sair da vida dessas pessoas bella. Ele vai ser sempre o filho querido, mediante a uma situação difícil ele sempre será o escolhido pelos os pais, já você sempre será a filha “ deles ”.
—Estou mal por ter bebido Ângela, sinto falta da minha filha e não imaginei que seria assim. Estou angustiada e com um aperto em meu peito, é algo que eu não sei descrever e até me incomoda. Eu perdi tudo que eu mais gostava por causa dele. Após falar eu não consegui segurar a minha tristeza e chorei ainda mais.
—É amor de mãe o que você sente, você a gerou e vai ser sempre assim por amá-la. Curioso é perceber através de suas palavras que às saídas dele à noite e a forma dele tratá-la a incomoda.
—O que está insinuando Ângela?
—Prefiro deixar off por esse cara não valer a pena bella. Uma vez você o descreveu estando aqui em meu apartamento e o cafajeste parece ser bonito, mas não se iluda com isso por ele tratá-la como um nada. Ele se desfez de você e sei o quanto se sentiu chateada por conhecê-la bem, você deve desprezá-lo!
—Eu sei, mas temos uma filha junto. Na verdade, eu parti para nunca mais voltar.
—Foi uma boba! Devia ter fugido no início quando eu a aconselhei e estaria livre, agora esse cara não merece o meu respeito por maltratá-la tão covardemente.
—Eu o...o.. odeio demais.
—Onde você está amiga?
—Eu não queria falar, mas a considero tanto e sinto-me tão carente no momento. Eu estou em minha nova residência aqui em Diamantina. Comprei uma casa boa para eu morar e sinto dores em meus seios por estarem cheios.
—Se resolveu abandonar a sua filha, precisa ir ao médico e pedir um remédio para secar o leite.
—É, a minha vizinha Estefani disse o mesmo, pois pode empedrar.
—Venha para cá e passe o tempo que precisar aqui comigo, se quiser venha morar aqui. Você me faz companhia e eu a consolo se eu conseguir, pois há uma bebê no meio disso tudo e mesmo ela sendo filha de um crápula como o seu “marido”, ela é a sua filha também. Marido não, um qualquer por tratá-la dessa forma.
—Obrigado amiga, não seria uma má ideia. Agora eu preciso terminar os meus estudos e arrumar um emprego, eu tenho um bom dinheiro na conta, mas o que sai e não entra já viu né. Quero poder trabalhar e passar uma borracha no meu passado, do contrário eu irei naufragar na tristeza. Agora ele tem o que realmente importa nos braços e acredito que ele não virá atrás de mim. Pretendo pedir o divórcio quando for conveniente eu voltar, mas agora eu não voltarei.
—Éramos tão felizes juntas lá no colégio, nunca me passou na cabeça que você pudesse vir a viver sob tortura bella. Foi tão desumano e espero que você sinceramente nunca perdoe esse cara caso chova canivetes por ele pedir o seu perdão. Eu não queria que deixasse a sua filha pra trás e já que ele ama a pequenina, você fugindo com ela poderia ser um prato cheio para fazê-lo sofrer.
—Sei disso, mas eu não teria paz ao imaginar que ele me procurava, pois é isso que iria acontecer Ângela. Não sei do que ele seria capaz ao me achar e eu fico com medo dele quando ele fica transtornado. Ele é homem, forte e eu não posso medir a minha força com a dele.
—Você deveria chamar a polícia.
—Isso se desse tempo né, pois ele não anda sozinho.
—É você me contou, esse cara não dá ponto sem nó e agora que a menina nasceu seria mais fácil eliminá-la ao cometer alguma imprudência. Que péssimo e eu queria estar aí para abraçá-la. Você é uma boa pessoa e só pensou nos outros, no caso os pais dele e não em você. Lembre-se que o filho estará sempre em primeiro lugar, depois a neta e você por último se tiver espaço.
—Sei disso Ângela, sinto-me tão só e por mais que os meus pais aprontaram eu sinto falta da companhia materna e paterna. Falei soluçando.
—Nunca serei eles, mas saiba que você tem a mim e ao jake.
—E ele como está?
—Faz uns dias que eu não falo com ele, mas acredito que jake está bem. Ele está se dando bem com a nova namorada e fico feliz por isso.
—Eu também. Jake é muito especial para mim.
—Quando vem pra cá? Venha hoje mesmo.
—Hoje, hoje não dá, mas amanhã não seria uma má ideia.Eu preciso comprar a passagem.
—Compre on-line e pronto, simples.
—Sei disso, mas preciso pegar a papeladas da minha casa com o Pedro primeiro.
—Quem é esse?
—Ele é o corretor quem me mostrou a casa e é amicíssimo da família do Edward. O pai da minha filha não sabe que eu comprei uma casa e não sabe onde eu estou. Irei pegar os documentos do meu lar e irei para New York. Pensei em ir morar aí, comprar uma residência em um bairro mais humilde, mas New York é um pouco caro para o meu bolso.
—Que nada amiga, eu te ajudava a comprar um apartamento, mas em meus planos era de você morar aqui comigo.
—Não quero tirar a sua privacidade e você tem o seu namorado.
—Que nada! Pra que existe o quarto? Perguntou ela sorrindo e eu sorri. -Você poderia arrumar um emprego por aqui, eles pagam bem. Inclusive eu estou estudando bastante e irei procurar um emprego para me distrair. Não sou fresca e até eu me formar vai ser ótimo.
—Pois é amiga, mas quando eu decidir ir eu te ligo, não irá demorar.
—Vou aguardá-la e tirando a situação da sua filha, você fez o que deveria ter feito há muito tempo que é largar esse homem. O pior de tudo é ter relações com ele, mas em fim, já está feito. O melhor de tudo é que você já se livrou desse homem.
—Edward é bipolar Ângela.
—Explica-me isso.
—Saímos estando ele de bom humor e fomos para um restaurante flutuante que era em um Iate luxuoso. A comida é espetacular e passamos a noite em um hotel com praia particular. O quarto era um sonho e a banheira nem se fala de imensa.
—O que isso significa?
—Ele me tratou bem durante o jantar que foi pra lá de romântico. Com música ambiente ao ar livre e ele se comportou muito bem.
—E?
—Fomos para um hotel dez estrelas ao meu ver e nós dormimos. Menti em parte.
—Um jantar romântico no Iate e vão para um hotel dos sonhos apenas para dormir?
—Na verdade não, nós estamos casados e......
—Não precisa dizer mais nada, eu já entendi. Rolou sexo, é o que está na cara Isabella, mas você não deveria deixar esse homem tocar em você, ele não merece possuir o seu corpo. Onde fica o seu valor moral amiga deixando esse homem possuí-la sempre que ele quer a desvalorizando como uma mulher direita? Fico feliz que o largou, mas sinto muito pela a sua filha. Venha o mais rápido possível.
—Eu irei sim e vou providenciar a passagem, mas eu não sei andar por aí e pegarei um táxi.
—Posso ir buscá-la no aeroporto. Venha o quanto antes, esse homem pode não se dar por satisfeito e não querer perder a diversão dele. Tudo indica que ele deve sair com outras mulheres já que sai após o trabalho e volta de madrugada. Você é a esposa dele de fachada e muitos riquinhos são assim.
—Pois é. Falei secando uma lágrima que rolou. –Não sou rica igual a vocês, mas não me envergonho de ter descido do pedestal e estar vivendo humildemente no momento. Estou no nível que eu sempre acreditei pertencer e que os meus pais faziam eu acreditar, quanta mentira.
—Não deve se envergonha amiga, claro que não. Podemos sair aqui juntas pela noite de New York e curtir um pouco, tentar esquecer a tristeza um pouco.
—Estou precisando mesmo. Está combinado então, eu resolvo o que tenho que resolver aqui e irei para aí.
—Ótimo! Eu irei aguardá-la e fico muito feliz mesmo que você se livrou do sofrimento, já era tempo. Um beijo amiga e até você vir para cá eu ligarei sempre para você. Dê-me o seu endereço.
—Está com papel e caneta aí?
—Sim, pode falar.
Dei o meu endereço para ela por ter gravado o local, o nome da rua e o número da minha casa.
—É esse amiga.
—Tem o meu ainda?
—Sim, está em uma mensagem em meu e-mail que você enviou.
—Isso mesmo, um beijo bella e se cuida. Qualquer coisa me liga hein.
—Eu irei sim. Beijos e obrigado por retornar.
—Vi a ligação na bina e fiquei curiosa para saber quem era.
—Descobriu. Falei sorrindo pouca coisa e sequei a outra lágrima que rolou.
—Esqueça o que passou ao lado desse homem mesmo que seja difícil e viva a sua vida a partir de agora.
—Pode deixar.
—Tchau.
—Tchau.
Encerrei a ligação e coloquei o telefone na base, por não estar aguentando mais eu fui até o banheiro aliviar um pouco os meus seios e me trocar.
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Um tempinho depois.
Saí do banheiro secando as minhas lágrimas e fui para a cozinha preparar o meu almoço. Fiz uns pedacinhos de frango assado um arroz incrementado e salada de vagem, eu adorava. Espremi algumas laranjas para o suco e fui estender as roupas após pegar os pregadores que eu comprei no mercado ontem. Estavam todas bem perfumadas e com o ventinho e o sol que estava fazendo, elas secariam rápido. Pensei na conversa que eu tive com a minha amiga ainda pouco e eu sabia o quanto ela odiava o Edward, jake nem se fala por ter sido surrado, mas mesmo assim eu me encontrava gostando daquele que só me fez sofrer. Acho que o melhor seria ir pra New York e viver um tempinho lá, eu teria que sair com alguém para esquecer o que estava desabrochando em meu coração contra a minha vontade. Por mais que fosse errado por eu estar “casada”, eu teria que me livrar custe o que custar, pois Edward não merecia os meus sentimentos por mais que se mostrou bipolar algumas vezes. Ele não media as palavras para poder me magoar, então eu não mediria esforços para tentar se feliz. Tornei a entrar e lavei a louça que eu sujei no preparo do almoço, olhei a hora e marcava 15:06min.
Peguei um prato e o lavei, coloquei a minha comida e fui me sentar no sofá da sala. Preferi deixar a televisão desligada e comi devagar, estava boa a comida.
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Quando eu terminei de comer eu lavei o prato e o copo, a seguir eu fechei a porta da sala a trancando com a chave e tomei um banho rápido para tirar o suor do meu corpo. Por eu estar naqueles dias piorava e me sequei quando terminei, penteei o meu cabelo e coloquei um vestidinho após escolhê-lo no closet. Fui pegar o meu celular e voltei para o quarto, deitei-me na cama e fechei os meus olhos, eu estava exausta demais. Fiquei pensando, pensando e pensando, por fim o sono foi me levando aos poucos e dormi.
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Às 17:16min.
Acordei assustada com o meu celular tocado e ao olhar a tela do mesmo chegou a mexer seriamente comigo. Eu precisava me libertar do que eu estava sentindo e o deixei tocar, era Edward me ligando e isso só demonstrava que ele não me deixaria em paz. Por fim ele deve ter desistido, pois o aparelho ficou mudo para o meu total alívio e me virei para o outro lado sentindo a minha lágrima rolar.
—Quando eu terei paz meu Deus? Perguntei chateada. –Eu preciso viver em paz e está difícil para eu continuar segurando essa barra, não aguento mais.
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3min depois.
Eu estava tentando pegar no sono, estava sendo custoso e novamente o meu celular tocou, mas ao pegá-lo eu vi ser o Edward novamente e encerrei aquela ligação na mesma hora sem mesmo atendê-la. Ele deve ter percebido que eu desliguei na cara dele e só assim ele perceberia o quanto eu estava pouco me lixando para ele.
—O parque de diversão acabou! Falei sentindo raiva de mim mesma por ter me deixado levar por várias vezes e sendo que eu aos olhos dele não passava de uma prostituta aproveitadora. A filha de pai e mãe ladrões.
Mexi em meu celular e fui no álbum de fotos, nele estava a foto da minha filha junto comigo lá na maternidade. Acariciei a tela vendo o rostinho dela e fechei os meus olhos, respirei fundo e fiquei pensando nela com uma imensa vontade de chorar. Escutei a minha campainha tocando e me levantei, por estar de vestido eu arrumei o meu cabelo pensando ser Estefani. Calcei o meu chinelo e saí do quarto, abri a porta da sala e caminhei até o portão. Olhei no olho mágico e não acreditei, abri o portão sentindo as lágrimas brotando de forma abundante e o abracei na mesma hora.
—Como me achou jake? Perguntei cabisbaixa e surpresa.
—A Ângela me ligou. Disse ele me abraçando forte. –E eu vim imediatamente minha linda. Solares não é tão longe daqui, apenas uma hora e meia. De carro e piloto bom facilitou, sou piloto de fuga baby. Falou ele sorrindo e eu não tive forças para sorrir mediante o meu choro doloroso.
—Eu fico feliz que tenha vindo. Falei me afastando pouca coisa e senti uma lágrima rolando, nisso jake a secou de forma carinhosa. –Não está com a sua namorada hoje?
—Eu iria vê-la mais tarde, mas a Ângela me ligou após falar com você e eu vim na mesma hora.
—Ela te deu o meu endereço pelo visto.
—Ela está preocupada com você e por não poder vir até aqui ela me ligou. Ela fez mal?
—Claro que não. Falei o abraçando novamente e fui retribuída sentindo o seu cheirinho pra lá de bom.
—Finalmente bella você se desprendeu das garras daquele covarde, não houve um só dia que eu não pensava no que você devia estar passando. Eu te conheço bem, sei o quanto se magoa facilmente e a vejo dessa forma agora.
—Pois é, entre. Falei me afastando dele e abri espaço para ele passar secando o meu rosto.
O carro dele estava estacionado em minha calçada reparei e fechei o portão, não demorou muito entramos. Jake sempre se sentia em casa comigo e se sentou no sofá estando bem à vontade.
—Então o deixou pra valer?
—Sim e a filha dele também................ Infelizmente eu deixei a minha filha jake. Falei desabando outra vez.
—Poderia ter trazido ela e desaparecido, pois ela é sua também.
—Você sabe que não é tão simples assim e ele se vingaria de mim com toda certeza quando me achasse.
—Já saquei que o cara é uma pedra no sapato bella.
—Por isso eu tive que deixar a menina, ele não me deixaria em paz.
—Deve estar sendo bem difícil para você.
—A neném não tem culpa, eu a amo tanto. Falei o olhando. -Me dói tê-la abandonado desta forma e para as pessoas soará que eu não me importo com ela.
—Eu sei que não é desta forma, eu a conheço bem e se a deixou em seu ventre é porque teve sentimentos em relação a bebê. Era para ser o contrário, mas isso não importa pela Marie ser linda, saudável e uma criança incrível.
—É, a minha bebê é muito importante para mim. Falei chorando e jake me deu um beijo na testa e me abraçou forte, era disso que eu estava precisando.
—Sei disso bella.
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10min depois em meio ao meu choro dolorido.
—Quer um suco ou uma água? Perguntei para tentar ser gentil e me livrar das lágrimas, estava sendo difícil.
—Aceito um pouco de água sua louquinha.
—Vem, vamos conhecer a minha nova casa. Falei segurando na mão dele e o puxei. -Ela é simples, não repare.
—Deixa essa bobagem pra lá.
Nos levantamos do sofá comigo o puxando ainda e mostrei toda a casa para ele, jake pareceu gostar da mesma e sorriu. Nesse momento nós nos encontrávamos na cozinha.
—Gostei da casa bella e parece ser agradável viver aqui. Falou ele no momento que eu pegava a garrafa de água na geladeira.
—E é jake.
—Há quanto tempo está aqui?
—Vim pra cá ontem.
—A Ângela quer que você vá para New York relaxar e viver lá. Alugue essa casa e viva do aluguel, será uma grana extra para você.
—Ela quer que eu more lá e não parece ser uma má ideia.
—E não é.
—Sei disso jake, eu já perdi tudo mesmo.
—Ainda tem os seus amigos.
—Isso está sendo a minha maior riqueza. Falei sorrindo levemente. –Na verdade eu me sinto sem graça no momento. Ser ignorada a maior parte do tempo e agora cabisbaixa por causa da minha filha me faz pensar e me sentir assim.......um nada.
—Engano seu bobinha, ainda continua a mesma maluquinha e linda de verdade. Não ligue se ele te fez se sentir pra baixo, eu estou aqui para colocá-la lá no alto.
—Ai que fofo. Falei o olhando e o abracei. –Seu abraço me traz paz jake e eu estou tão cansada de tudo. Obrigado de verdade por ter vindo me ver e desculpe se eu estou lhe impedindo de dar alguns amasso na sua garota.
—O mundo não irá acabar.
—Espero que não.
Jake terminou de beber a água dele e eu lavei o copo, pedi que ele me aguardasse que eu iria ao banheiro. Olhei-me no espelho e eu estava com o rosto afetado dos choros, me aliviei rapidinho e me asseei. Lavei as minhas mãos e as sequei, saí do banheiro e caminhei até a sala.
—Mas me diz, está trabalhando muito? Perguntei ao me sentar ao lado dele e jake segurou em minha mão.
—O de sempre, trabalho, trabalho e trabalho. Damos duro lá na empresa.
—Pretendo arranjar um, talvez em New York quando eu for pra lá.
—Não precisa se preocupar, eu posso lhe ajudar no que precisar. Sabe que eu não medirei esforços para te ver bem.
—Não irei lhe explorar jake, não irei aceitar que gaste um só centavo a mais comigo. O agradeço, mas preciso trabalhar e me distrair, vai ser bom para eu começar a caminhar com os meus próprios pés.
—Vai ser bom pra você se é isso que você quer.
—Sim, é isso que eu quero.
—Irá anular o seu casamento?
—É o que eu mais quero, mas não posso dar as caras agora e exigir já que eu fugi, prefiro dar um tempo para a poeira baixar e entrarei em contato com ele.
—Se prefere assim.
—Pois é, eu prefiro. Não o conhece, por isso eu prefiro assim.
—Você já deveria ter caído fora há muito tempo.
—Por um lado eu me arrependo sabe jake, mas por minha filha não. Ela é o xodó deles e ela está alegrando um pouco mais a vida deles. Eu não queria tirar isso deles apesar de tudo, é o mínimo que eu posso fazer para amenizar as coisas.
—Por falar nisso cadê a sua aliança?
—Eu a joguei fora. Falei no momento que ele olhava para o meu dedo.
—Jogou fora?
—Sim.
—Ok. Estou surpreso, mas se decidiu assim. Ela vale uma nota pelo que notei.
—É sim, não quero aquilo em meu dedo se estou vivendo de aparências.
—Você não merece viver de aparências. Disse ele de forma carinhosa e eu sorri levemente.
—Não mereço e nem quero, na verdade eu preciso de alguém que me ame de verdade. Todas as mulheres merecem viver bons momentos, assim como os homens que fazem por merecer.
—Não será difícil para encontrar e você é uma moça bonita.Tem um bom coração, é de qualidade e um pouco maluquinha também. O sujeito tem que estar preparado.
—Sou maluquinha? Olha quem está falando!
—Sabe que sim dona Isabella. Disse ele sorrindo.
—É, só um pouco. Falei sorrindo de leve.
—Lembro-me da sua rebeldia quando vivia em Solares.
—Tempo bom e eu não sabia.
—Pois é, mas não se martirize agora.
—Estou tentando jake, pois eu lembro da minha vida de antes e era aparentemente normal. Falei deixando as minhas lágrimas rolarem. –Estou sendo uma chata não é?
—Que nada. Falou ele todo carinhoso. –Está sensível e deve ser ruim por ter abandonado a sua bebê.
—Nem me fala, mas foi o melhor. Ela está segura, pois ele tem muito dinheiro e cuidará bem dela. Acho melhor não falarmos mais a respeito disso, pois me machuca demais.
—Será como você quiser. O que você acha de darmos uma voltinha por aí e você espairecer a mente?
—Pode ser. Vou só trocar de roupa e será bom. Falei me levantando do sofá.
—Eu te aguardo.
—Ok.
Saí da sala e fui para o meu quarto, entrei no closet e peguei o que vestir e me adornar. Fui para o banheiro, hidratei o meu corpo, vesti-me colocando uma blusa fininha de alça branca e saia de cos alto preta. Cintura alta eu digo e ficou legal. Fiz uma maquiagem leve, coloquei o brinco, o relógio e o cordão. Calcei a minha sandália alta creme com preto e o look estava bom. Me senti bonita.
Penteei o meu cabelo e o deixei solto.Já estava bom e peguei a chave da minha casa, um absorvente que o coloquei no bolso da saia por ser discreto e o meu celular para levar somente. Saí do banheiro e caminhei até a sala, jake me esperava estando sentado no sofá.
—Está bom? Perguntei dando uma voltinha.
—Está sim, perfeita. Disse ele se levantando.
—Então vamos. Falei indo à direção da porta da sala.
—A porta da cozinha está fechada?
—É mesmo jake, eu irei verificar.
Fui até a cozinha e a tranquei, voltei para a sala e saímos. Tranquei a porta da sala e depois o portão, jake destravou o alarme do carro e abriu a porta para eu entrar. Acomodei-me no banco do carona e ele fechou a porta, após dar a volta e se sentar ao meu lado eu o olhei.
—Iremos sentar em algum lugar e nos distrair. Conhece essas bandas?
—Será ótimo jake e a resposta é não.
—Improvisaremos. Falou ele olhando em volta sorrindo e eu sorri.
Ele ligou o carro e saímos do local, jake dirigia com calma e o olhei, ele estava um gato como sempre bem arrumado e a noite já reinava a nossa volta.
—Iremos por aqui perto. Disse ele prestando atenção na rua.
—Está com medo de alguém te ver comigo, no caso alguém que conheça a sua namorada Sr. Black?
—Não. Falou ele sorrindo. –Não estamos nos agarrando ou até mesmo nos beijando, e eu não estou com medo de nada.
—Você já a ama?
—Está curiosa demais hein! Falou ele sorrindo. –Coisa de mulheres é?
—Sempre fui curiosa querido. É segredo? Perguntei o olhando.
—Eu gosto dela, da companhia dela por ser uma ótima pessoa e o restante vem com o tempo. Não fiz promessas, nós estamos indo com calma e nos encontrando quando dar.
—Tem razão jake, tudo acontece com um tempo.
—Eu e ela estamos saindo, nos conhecendo devagar e sem cobranças, pois eu prefiro assim. Amei demais uma pessoa e no final ela me dispensou deixando-me de joelhos.
—Sei. Falei o olhando e depois eu olhei para a frente. –Talvez ela tenha em mente o que perdeu. Falei sem o olhar, pois eu sabia que ele gostou muito de mim. -Tenho certeza que sim.
—Pode ser. Disse ele sorrindo e eu o olhei.
—Você é um homem especial jake, sempre será dessa forma para mim e igualmente a Ângela.
—Para sempre.
—Para sempre. Afirmei sorrindo e sentindo o meu seio direito vazando, por sorte ele estava protegido.
Rodamos um pouco por ali no centro e saímos de Diamantina sem achar um local o qual nos atraía, entramos em Solares e dizendo o jake nós iríamos a um barzinho. Eu conhecia bem aquela área e sorri levemente ao olhar tudo a minha volta, atrapalhava pelo carro ser filmado e o olhei.
—Parece que esse lugar sempre me atrai para cá.
—Poderia ter comprado uma casa por aqui em Solares.
—Não, eu não poderia aqui as casas são caríssimas jake, impossível.
—Pra que serve os amigos?
—Não comece. Falei negando com a minha cabeça. –Achou o meu novo lar pobretão?
—Pare com isso, aquela residência é confortável demais e é em um bairro muito bom. Não diga isso que até me ofende.
—Não está mais aqui quem falou.
Jake estacionou o carro e veio abrir a porta para mim, desci do carro e ajeitei a minha saia. O barzinho parecia ser legal observei, e havia muitas pessoas sentadas ali e conversavam de forma descontraída. Pude perceber que o lugar era frequentado e a maioria playboyzinhos. Jake era um deles.
—Vamos. Falou jake após ativar o alarme do carro.
—Ok.
Fui andando na frente e olhando tudo a minha volta, eu não conhecia aquele lugar e nos acomodamos em uma mesa mais ao canto. Tocava uma música animada ao fundo e jake empurrou o menu do lugar na minha direção. Algumas pessoas dançavam na pequena pista e azaravam, todos bem vestidos. Pude reparar.
—Escolha o que quiser.
—Vai querer o quê?
—Ainda não sei, vou ficar devagar hoje e nada de bebida alcoólica.
—Melhor. Falei olhando as bebidas. –Beberei uma soda, está de bom tamanho.
—Prefiro uma coca cola e pedirei algo para comermos. Ta a fim?
—Por mim, tudo bem.
Olhamos o menu junto e escolhemos uns petiscos para nós. Jake fez o nosso pedido à garçonete e nos olhamos após ela se afastar.
—Não confia em mim não é?
—Por que está me perguntando isso agora jake? Perguntei estranhando.
—Nunca me contou a verdade.
—O conheço bem Sr Black. Falei acariciando a mão dele sobre a mesa. –Eu prefiro evitar futuros atritos que possa vir a ser prejudicial a você e a mim. Eu preciso esquecer, me fere a alma e a minha moral.
—Se prefere sendo desta forma.
—É eu prefiro e preciso liquidar o passado a todo o custo, ou serei infeliz.
—Isso é o que eu não desejo.
—Que bom. Falei no momento que eu senti o meu seio vazando novamente e o toquei de forma discreta. –E o seu pai e a sua mãe?
—Os coroas estão bem.
—Ele pega muito no seu pé lá no trabalho?
—Não muito agora, mais no início por eu estar aprendendo sim.
—Imagino. Falei sorrindo e o jake sorriu também.
—Como foi a sua primeira noite em sua nova casa?
—Até que tranquila, lá é um ambiente tranquilo como você percebeu.
—É eu percebi. E os seus vizinhos?
—Fiz amizade com duas moças, uma até me acompanhou até o mercado.
—Pow legal.
—É sim, até que eu tenho sorte de encontrar pessoas bacanas.
—Você merece bella.
—Vou ficar mal-acostumada por me mimar sempre jake.
—Sei que as mulheres gostam de serem mimadas.
—Acertou. Falei sorrindo e o nosso pedido chegou. –Obrigado. Eu agradeci a garçonete após ela colocar a bebida em meu copo.
—De nada senhora.
Ela colocou a bebida no copo de jake e o mesmo a agradeceu sorrindo, isso pareceu encantar moça que ficou o olhando por uns segundos e se retirou.
—É eu causo isso. Disse jake sorrindo e me olhando.
—Seu convencido. Falei gargalhando de verdade pela primeira vez e dei um tapa no braço dele. –Deixa a sua garota saber disso.
—Ela não é ciumenta.
—Sei. Falei o olhando e voltei no passado quando nós estávamos juntos, eu era feliz e não sabia.
.
2min depois pensando.
—Terra chamando Isabella. Falou jake movendo a mão em frente o meu rosto.
—Estou aqui.
—Quer ir embora?
—Não, de jeito nenhum. Só lembrei de tudo como era antes, eu nunca imaginei que tudo isso pudesse acontecer comigo jake. Eu sempre fui legal com as pessoas e Deus não devia permitir que a minha vida mudasse drasticamente desta forma.
—Você está certa. Vejo que nunca mais tirou o anel que eu te dei, essa menininha simboliza a sua filha.
—Ele não sai mais do meu dedo.
—Que bom que gostou tanto assim.
—Eu amei. Falei o olhando.
—Deixe-me ver. Pediu ele segurando a minha mão. –Tem razão, ficou perfeito em seu dedo.
—Você tem bom gosto, tiro pelas roupas, pelos sapatos e tudo que você me deu. Inesquecível foi à festa do meu aniversário na praia, ali você se superou seu louquinho.
—Era o aniversário da minha namorada. Era normal eu querer agradá-la.
—É. Falei sorrindo. –Eu adorei e sempre me lembro da galera toda reunida.
—Não tem como esquecer. Falou ele sorrindo.
—É, não tem como. Falei me lembrando de tudo.
—Vamos comer, parece bom.
—Está um cheirinho bom jake.
Bebi um pouco da minha soda e comecei a comer o petisco, estava mesmo gostoso.
—Está bom para você?
—Está ótimo jake.
—Fico mais à vontade com você não portando aquela aliança grossa no dedo.
—Aé?
—É sim. Naquele dia lá no hotel eu confesso que me senti até mal por mais que seja estranha essa situação.
—Sou eu jake, a mesma Isabella. Apenas minha vida que mudou drasticamente.
—Eu sei. Disse ele tirando o celular do bolso e o olhou, ele estava vibrando, mas depois parou. –É o Pogue.
—E ele como está?
—Bem.
—Que bom.
—Irei mandar uma mensagem para ele.
—Ok.
Continuei comendo e bebi um pouco mais de soda enquanto jake mandava a mensagem. Eu tinha certeza que se nada disso tivesse acontecido comigo, o jake seria o meu par perfeito. Ele sim se importava sempre e de verdade comigo, carinho em excesso e companheirismo. Ele sabia me fazer sentir uma pessoa especial e após mandar a mensagem ele continuou comendo. Olhei a hora de forma discreta em meu relógio de pulso e marcava 21:16min.
—Quando pretende ir para New York?
—Tenho que pegar a escritura da minha casa primeiro, mas acredito que não irá demorar. Eu não irei voltar atrás em meu casamento e estou louca para viver a minha vida. Preciso resolver os meus estudos também.
—Tirará de letra, se precisar de algo é só me ligar. Sabe disso não sabe?
—Claro que sim jake e obrigado. Após eu falar sorrimos um para o outro.
—Foi fácil para você achar a minha nova residência?
—Gps baby.
—Claro, assim é mais fácil.
—Se é.
Continuamos a conversar e comíamos ao mesmo tempo, tudo estava muito bom e agradável.
.
30min depois.
Havíamos acabado de comer e de beber a nossa segunda bebida, pois eu e jake pedimos outra. Segurei na mão dele de forma carinhosa e o olhei.
—Preciso ir ao banheiro, sabe onde fica?
—A sua direita, ficarei aqui para não pensarem que queremos dar uma volta no estabelecimento.
—Claro e tudo bem, eu já volto.
—Ok.
Levantei da cadeira e fui andando devagar olhando tudo em volta, o lugar era agradável. Havia muitas pessoas circulando e passei por muitas delas, entrei no corredorzinho e abri a porta do banheiro feminino. Umas meninas retocavam o batom em frente ao espelho e aquele lugar servia de local para os jovens saírem e se conhecerem melhor. Entrei em uma cabine e me aliviei, após me assear bem eu me troquei e saí da cabine. Lavei bem as minhas mãos e me olhei no espelho, eu estava bem com a maquiagem disfarçando o meu real estado.
Saí do banheiro e fui passando pelas pessoas, alguns rapazes me olharam e um até saidinho chegou a mexer comigo. Não liguei e continuei andando.
.
Fui dançando até chegar perto de jake e ele sorriu para mim, me sentei ao lado dele e ele envolveu o meu pescoço com o braço. O abracei de verdade e fiquei assim me sentindo protegida entre os braços dele pensando. Não havia maldade em nosso ato e sim companheirismo de amigos. Ele com esse gesto me consolava, eu sentia isso.
—Obrigado por me proporcionar momentos bons jake. Trazer-me aqui hoje me ajudou a espairecer bastante, adorei, mas para ser sincera ainda sinto muita dor em meu coração.
—Disponha. Disse ele acariciando a minha cabeça. –Sei que não está sendo fácil para você.
—Não está sendo mesmo, mas a nossa saída hoje me deixou mais viva. Acho melhor irmos, já está ficando tarde e será ruim para você voltar depois sozinho.
—Irei pedir a conta.
—Ok. Falei me ajeitando na cadeira o olhando.
Jake pediu a conta e a garçonete a trouxe minutos depois. Jake olhou o valor e tirou o cartão de crédito da carteira, assim que a conta foi paga nós nos levantamos e caminhamos para fora do bar. Jake destravou o alarme e abriu a porta do carro para mim, após eu me acomodar a mesma foi fechada por ele. O banco ao meu lado foi ocupado por ele e o carro foi ligado.
—Conseguiu gravar onde eu moro?
—Mais ou menos, vou acionar o Gps de qualquer jeito.
—Se quiser pode dormir lá em casa e voltar amanhã cedo, não quero que corra perigo nessas pistas de madrugada jake.
—Não está tão tarde assim, irei bem rápido e voltarei da mesma forma.
—Ok, mas se mudar de ideia, apesar de que não há muita roupa de cama ainda, mas eu posso dar um jeito.
—Não precisa se preocupar, da próxima eu durmo lá ou em New York juntos da Ângela.
—É verdade.
Saímos do local e jake foi dirigindo rápido, confesso que eu já estava acostumada com ele no volante e me permiti relaxar. Eu me sentia tão bem com ele e o próprio me fazia esquecer dos meus problemas. Fiquei o olhando por longos minutos e seu cheiro era agradável demais, por fim eu resolvi olhar para a frente.
.
Um tempinho depois.
—Pronto, nós chegamos. Disse jake chamando a minha atenção.
—Você foi mesmo rápido, acredito que economizamos meia hora no trajeto.
—Por aí. Disse ele sorrindo.
—Te adoro jake. Falei indo abraçá-lo e ele fez o mesmo.
—Eu também. Disse ele se afastando pouca coisa para me olhar e eu o olhei.
—Não quer ficar?
—Se fosse bem mais tarde eu ficaria, mas preciso agitar algumas coisas lá em casa para o trabalho “daqui a pouco”.
—Ok. Falei dando um beijo na bochecha dele e jake me deu outro. –Até breve, eu te ligo.
—Tudo bem.
Jake saiu do carro e veio abrir a porta para mim, olhei a hora no meu relógio e marcava 00:43min.
—Quando chegar em casa me liga, estarei acordada por me preocupar de verdade com você.
—Tudo bem, eu te ligo.
—Vai com Deus. Após eu falar o abracei.
—Obrigado. Falou ele me abraçando ainda e me deu um beijo na testa, depois ele beijou a minha bochecha e se afastou me olhando.
Acenei para ele e ele entrou no carro, abri o portão no momento que ele acelerou e eu entrei. Caminhei até a porta da sala e eu a abri, após eu acender a luz da sala eu tornei a fechá-la e a tranquei. Fui caminhando até o corredor e acendi a luz dele, entrei na cozinha segundos depois e acendi a luz. Fui até a geladeira e a abri, tirei uma garrafa de água e tornei a fechar a porta. Peguei um copo e o enchi de água, bebi com vontade e escutei a minha campainha tocar.
—Será que o jake decidiu dormir aqui? Perguntei para mim mesma por não me sentir sozinha mais e deixei o copo junto da garrafa sobre a pia.
Fui andando rápido até a sala e abri a porta, caminhei até o portão e o abri sem mesmo olhar no olho mágico pensando ser o jake, mas tive que me segurar para não cair de verdade pelo tamanho pavor.
—O que faz aqui? Perguntei entre os dentes e coloquei a mão em meu peito não acreditando no que estava acontecendo.Eu não queria vê-lo nunca mais e me afastei bem temerosa estando ele me reparando e vi a minha filha enroladinha em uma coberta rosa. Seus sonzinhos de bebê agitada a denunciava, parecia impaciente até.
—Não vai me convidar para entrar? Perguntou ele olhando para o meu dedo e senti que ele viu que eu estava sem a aliança.
—Não é bem-vindo aqui Edward! Falei prendendo a minha vontade de chorar, minha bebê estava ali. –É melhor ir embora! Deixa-me em paz, me deixe viver! Não irei voltar mais pra lá. Nunca falei tão sério na minha vida seu covarde! PARE DE ME PERSEGUIR! QUANDO VAI ME DEIXAR EM PAZ? Perguntei descontrolada e achando que iria enlouquecer por ter sido descoberta.
—Não irá me convidar para entrar? Perguntou ele normalmente apesar do meu ataque. -Está bem tarde e eu não posso ficar com ela no sereno, é por causa dela que eu estou aqui, só por isso.
—O que ela tem? Perguntei me afastando um pouco mais dele por me sentir apavorada e temerosa por causa das atitudes repentinas dele.
—Não quer pegá-la? Perguntou ele no momento que a Marie começou a chorar pra valer e era tarde para ela estar ainda acordada.
—Acho melhor não, não. Falei sentida. — Acho melhor você voltar e esquecer que eu existo de uma vez! Que droga Edward! Você não se contentou ainda depois de tudo que me fez? Depois de tudo que eu escrevi e teve a cara de pau de vir atrás de mim?
—Então está renegando a própria filha e as necessidades dela?
—Estou renegando a você! Somente a você e deixe-a de fora! Falei estressada e incomodada com o choro constante da neném, era demais para mim ouvi-la e não querer pegá-la por causa dele. -A você Edward e não me obrigará a mais nada. Eu já havia deixado isso claro na carta. A neném tem a vocês, era isso que me prendia a vocês e vocês a mim, então já estão com o troféu nas mãos! Acabou a nossa ligação!
—A Marie não está querendo mamar mais aquele leite e tem quase quatro horas que ela não mama.
—Está mentindo para me enrolar. Caia fora da minha frente, caia fora da minha casa, fora da minha vida e me deixe respirar! Eu fiz essa escolha que foi deixar vocês! Falei firme entre os dentes o olhando e ele fazia o mesmo mediante as minhas palavras duras e bem merecidas.
—Ligue para qualquer um lá em casa ou fale com a Mary, ela te dirá a verdade.
—Não acredito em você! Acho que em nada que me dizer por ser capaz de convencer as pessoas a fazer sempre o que você quer! Estou de saco cheio das suas estratégias para me magoar cada vez mais, é como se vocês não existissem mais para mim agora. Falei inverdades para ele e senti um golpe em meu coração, pois eu amava a minha filha e......ele.
—Há uma mamadeira pronta aqui na bolsa. Disse ele estranho, acho que foi por causa das minhas palavras e não titubeei. — Dê a ela e comprove você mesma que eu não estou falando mentira. Eu só vim por não conseguir vê-la chorando de fome e rejeitando a mamadeira. Ela quer você Isabella e não posso fazer nada em relação a isso. Mesmo que não a ame mais por ser a minha filha, eu não posso com as vontades dela por ser só uma bebê.
—Como me descobriu aqui? Perguntei demonstrando raiva, caso ele não estivesse com a menina eu partiria para a agressão física, eu estava esgotada e doeu ouvir a última frase dele. Eu amava tanto a minha filha. –Eu não irei voltar para a sua casa mais, nunca mais!
—Os meus seguranças sempre nos vigiam, mas eles não vieram comigo dessa vez a meu pedido.
—E porque não?
—Preferi vir sozinho. Falou ele ninando a neném que chorava sem parar e ele a ajeitou em seus braços, nisso a manta caiu deixando-me ver o rostinho já vermelhinho dela. Os meus olhos marejaram pra valer na mesma hora ao ver a minha filha e foi mais forte que eu essa reação. –A minha filha não quer mais mamar aquele leite ralo e chorou quase o dia inteiro hoje para o meu total desespero. Ela queria você a todo o momento e não tive outra solução a não ser vir.
—Detesto esses cães de guarda me espionando! Detesto o que faz comigo, detesto tudo em relação a você!
—Não irá cuidar dela? Ela não tem culpa de nada. Disse ele vindo até a mim e eu me afastei novamente na mesma hora.
—Fica longe de mim, você mente com tanta facilidade, isso me deixa nauseada. Não irá usar a menina para continuar me magoando! Vá embora!
—É a mais pura verdade Isabella, ela precisa de você. Nunca irei poder mudar o fato de você ser a mãe dela e ela a quer. Disse ele tornando a se aproximar de mim e eu me afastei novamente, mas vendo a minha bebê ali chorando tanto, algo me travou no meio do caminho e eu a peguei quando ele a entregou para mim já quase sem forças para chorar. Ela estava tão vermelhinha pelo tamanho esforço do choro.
—Não irei voltar com você, irei me escabelar, gritar para todos ouvirem, mas não me obrigará a mais nada nessa vida! Falei olhando para a minha filha que chorava em meus braços e sequei as minhas lágrimas que rolavam também.
—Eu disse que eu vim por causa da minha filha.
—Tudo bem, então entre. Falei olhando em volta e o carro dele estava parado bem próximo da minha calçada, nem sinal dos seguranças.
—Eu estou sozinho. Disse ele observando a minha avaliação.
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...........................................(No mesmo instante)
Madrugada de Segunda feira, 12 de Julho.
1h da manhã.
Dei espaço para ele entrar estando inconformada e ninei a Marie em meu colo, ela estava bem enjoadinha e chorava muito me deixando com o coração ainda mais partido. Fechei o portão e o tranquei, Edward entrou na casa e eu fiz o mesmo. Fechei a porta e a tranquei, a seguir eu tirei a chave e a guardei no bolso da minha saia o olhando.
—Pouco me importo se está achando o ambiente aqui simples demais para o seu gostinho fresco e refinado, mas prefiro mil vezes estar aqui a naquele luxo todo fazendo papel de lixo!
—Não vim brigar com você.
—Não confio em você nem um pouco e não lhe desejo aqui.
Sentei-me no sofá e Marie estava com os olhinhos cheios de lágrimas, as sequei de forma carinhosa e ela ficou quietinha me olhando após eu passar o dedo em seus olhinhos. Tirei um de meus seios para fora e levei o bico na boca dela, na mesma hora ela o sugou com tanta vontade e mamava como se estivesse com muita fome. Eu sentia o quanto ela estava faminta e ao mesmo tempo me causava muita dor, mas eu a aturaria por causa dela.
—Acredita agora? Perguntou ele olhando para a neném que mamava sem parar.
—Ela estava aceitando o leite. Falei não o olhando, o meu foco era a minha bebê.
—Mas não é o mesmo que o seu.
—Ta na cara que não é né! Fui grosseira, eu estava magoada e não baixaria a guarda.
—Não pode ficar longe dela, ela não quer mamar outra coisa a não ser o seu leite. Não pode descontar nela Isabella, você a abandonou com tanta facilidade.
—Muito pelo o contrário, se eu não a trouxe foi para me livrar de você e por não poder ficar com ela tendo que trabalhar daqui para a frente! Nunca almejei depender do dinheiro de alguém, muito menos de um estranho que só pensa em se divertir da minha cara e usar o meu corpo! O pior de tudo é ter que ouvir gracinhas que me diminui como um nada!
—Eu sou o seu marido, não estava usando o seu corpo.
—Não é mais, não é mais e não é mais! Acabou! Falei um pouco alto e isso assustou a neném que começou a chorar. –Desculpe filha. Falei beijando a cabecinha dela sobre a touca e guardei o meu seio direito ouvindo o choro dela por causa disso também.
—Ela ainda quer mamar.
—Cale a boca! Eu me entendo com a minha filha e não com você! Falei o olhando e eu pude perceber que ele estava me tolerando com muita dificuldade agora.
Tirei o meu seio esquerdo para fora e parando de chorar para mamar ela ficou quietinha me sugando. Não temi ao encará-lo por diversas vezes e a falta da aliança em meu dedo parecia incomodá-lo de certa forma.
.
7min depois de silêncio.
—Onde estava para estar arrumada dessa forma? Perguntou ele me olhando e fingi não o escutar a princípio, mas decidi respondê-lo 3min depois.
—O que eu faço da minha vida não desrespeita mais a você e nunca deveria!
—Estamos casados ainda. Disse ele me olhando sério.
—Por pouco tempo, não irei ficar sustentando algo que já está pra lá de gasto, nunca foi sólido e nunca será! A única coisa verdadeira no meio de nós é a menina!
—Pode dizer o que quiser.
—Posso mesmo, mas prefiro que cale a boca por estar na minha casa e eu estou cansada por ter chegado ainda pouco! Falei o desafiando com o meu olhar.
Olhei para a minha filha e a acariciei cheia de carinho e saudade, ela não se cansava de me sugar.
.
10min depois.
Eu estava de olho nela e aos poucos os seus olhinhos foram começando a fechar, era visível o desconforto em Edward por estar bem chateado, mas de forma heroica ele estava se comportando. Marie fechou os olhinhos de tudo e largou o meu seio após dar um leve suspiro, eu imediatamente o guardei e a coloquei para arrotar sentindo o seu cheirinho delicioso de bebê. Por estar com o estômago cheio ela logo o fez e permaneceu adormecida em meu colo, só Deus sabe o quanto eu estava feliz naquele momento por segurá-la com tanto carinho. Fiquei andando pra lá e pra cá com ela e a beijei diversas vezes sobre a touca. Eu a cheirei matando toda a minha saudade e o outro só nos filmavam estando calado. Olhei a hora no meu relógio de pulso e o mesmo já dizia ser 01:20min da manhã.
—Irei colocá-la em minha cama, fique aqui porque eu não o quero andando pra lá e pra cá sem a minha autorização!
—Não invadi a sua casa, eu pedi para entrar e não a obriguei.
—Acho bom! Do contrário só quem entraria seria a minha filha e você iria aguardar do lado de fora!
—Posso segurá-la para não ter que te dar trabalho. Disse ele raivoso agora.
—Minha filha não é trabalho algum, já você é todos eles e mais alguns!
Saí da sala a segurando com cuidado e olhei para trás o encarando, depois tornei a olhar para a frente e entrei em meu quarto. Acendi a luz do abajur e a deitei no meio da minha cama, lembrando que o umbiguinho dela havia caído eu abri a roupa dela e vi que o mesmo estava cicatrizando. Eles estavam cuidando bem dela e ajeitei a roupinha, acariciei o seu bracinho sobre a coberta e a cobri melhor. A protegi com travesseiros a sua volta e a abracei estando ela perdida em seu sono.
—Coisinha fofa da mamãe. Falei com lágrimas escorrendo dos meus olhos.
.
.
12min depois.
Saí do quarto, Edward estava sentado ainda no sofá e fui caminhando até ele sentindo uma vontade imensa de socá-lo. Acho que o amor reprimido causava essa reação em mim. Ao mesmo tempo o meu coração sangrava ao sentir algo proibido, mas eu arrancaria isso o mais rápido possível de mim. Após eu me sentar no sofá fiquei pensativa.
.
.
25min depois de um silencio constrangedor.
—Então os seus seguranças estavam me seguindo? Perguntei o olhando.
—É pra isso que eles são pagos. Disse ele me olhando e parecia que isso era algo normal para ele.
—Pois desde do momento que eu parti, eles não têm mais obrigações nenhuma com a minha pessoa! Não temos mais nada um com o outro e que isso fique claro em sua mente! Estou cansada de atuar, pulei fora, tchau!
—Estou vendo que se livrou o mais rápido possível da aliança. Disse ele olhando para o meu dedo e eu o olhei também, logo a seguir eu levantei a minha mão de propósito e movi os meus dedos.
–Da mesma forma que ela não está aqui, o meu passado não importa mais! Apenas a minha filha que sim Edward, ela sim é importante para mim.
—Não, você não se importa com ela.
—Fale o que quiser, é o seu maldito ponto de vista! –Se quiser pode revistar a minha casa, eu não trouxe nada de vocês. Anda vá verificar você mesmo!
—Eu não irei revistar coisa alguma!
—Em que parte da carta você não entendeu ou ficou claro? Ainda tem dúvida do quanto eu quero ficar distante e longe dos seus olhos? Veio me humilhar um pouco mais ou ainda está achando pouco? Eu nunca fiz questão de nada de vocês, mas você se sentia no direito de me chamar de interesseira. Falei o olhando cheia de raiva e ele só me deixava falar. –Não irá me chamar de vadia, ou prostituta por eu ter chegado ainda pouco com outro?
—Está mentindo! Disse ele se sentando direito no sofá e pensei dele se levantar, mas parecendo pensar mil vezes ele ficou na dele com muito custo e eu sorri pra valer balançando a minha cabeça que não.
—A vida continua Edward, mas eu não preciso dar satisfações para você! Vá embora da minha casa! Agora que a neném está quietinha, mande alguém vir buscá-la amanhã.
—Não irei deixá-la aqui com você já que quer sair com outros caras! Faça da sua vida o que você bem quiser, pois eu farei o mesmo!
—Então resolveu refletir de forma inteligente agora? Perguntei risonha, eu fazia de propósito por saber que ele odiava isso. –Faça da sua vida o que você quiser!
—Baixe o tom do deboche, eu estou falando numa boa e......
—BAIXAR O TOM DE DEBOCHE? QUANTAS VEZES EU QUIS FALAR NUMA BOA E VOCÊ SÓ ME DEU PATADAS EDWARD? QUANTAS VEZES EU PRECISEI ME CALAR DIANTE DE VOCÊ E PESSOAS A NOSSA VOLTA ESTANDO EU RIDICULARIZADA POR VOCÊ? ACHA QUE AINDA É POUCO O QUE EU PASSEI NA SUA MÃO? SINTO AINDA O ARDOR DOS TAPAS, DAS SUAS PATADAS E DE TODAS AS BAIXARIAS CAUSADAS POR NOSSAS BRIGAS!
—Não precisar falar alto dessa forma, há vizinhos a nossa volta e eles não precisam saber.
—Oh! Não? Quantas vezes os empregados e os seus pais presenciaram os seus gritos me denegrindo como mulher? Estou na minha casa agora E AQUI EU FALO DO JEITO QUE EU QUISER!
—Vejo que gastou o seu dinheiro.
—Pra me ver livre de você eu faria outra vez e quantas vezes fossem necessárias! A grana é minha, faço dela o que eu quiser!
—Pois saiba que enquanto estiver portando o meu sobrenome não deve sair com outros caras! Disse ele cheio de raiva e socou o sofá.
—Deu sorte hoje por ter me encontrado em casa, eu poderia ter dormido fora e faltou pouco. Menti.
—É a menina que está precisando de você e não eu! Sei que está menstruada, não ficaria com outro homem estando desta forma.
—Por ela sim, agora se quiser se retirar estará me fazendo um grande favor em me livrar da náusea que você me causa com a sua presença. Falei indo abrir a porta da sala, e a abri mesmo estando ele me olhando e sem sair do lugar. –Estando naqueles dias ou não, o que eu faço ou deixo de fazer não te interessa! Há várias formas de enlouquecer um homem sem haver sexo, e mesmo que eu seja sem graça para você, para outros eu não sou. Pode acreditar que nem um pouco.
—Eu estou pouco me lixando para o que esses bobos pensam a seu respeito! Falou ele cheio de ódio.
—Estou vendo que estamos progredindo. Falei cruzando os meus braços.
—Eu quero resolver a nossa situação se tratando da nossa filha!
—Eu já a resolvi e a carta deixa bem claro isso.
—É uma insensível Isabella! Mal sabe como a minha mãe está por você ter partido, pelo que vejo não está nem aí para o que está acontecendo com a nossa filha. Ela não quer mamar outra coisa a não ser o seu leite! Não vê que dessa forma não pode se afastar de tudo?
—A doutora disse que se ela não se acostumasse com aquele leite poderíamos voltar nela que ela passaria outro. Eu não faço parte da sua família e eu não quero voltar a pôr os meus pés lá naquela mansão! Não ficou claro?
—Estou vendo que não a quer mesmo, tanto que está lavando as mãos e não sabemos nem se ela irá aceitar os outros. Há bebês que não aceitam a mamadeira e só mamam no peito. Estou vendo que se a minha filha precisar de você, você virará as costas para ela mesmo assim. Não a confunda com as minhas atitudes! Disse ele um pouco alterado a última frase.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!—Dá onde tirou isso? Perguntei me aproximando dele, mas parei e mantive uma boa distância. –VOCÊ NÃO SABE DE NADA, SÓ SABE PALPITAR A MEU RESPEITO DE FORMA ERRADA!
—AH! É MESMO? QUEM É QUE ESTAVA SE ESFREGANDO EM OUTRO AINDA POUCO QUANDO NA VERDADE VOCÊ AINDA SE ENCONTRA CASADA COMIGO? ERA EU, ERA EU? Perguntou ele se levantando e veio até a mim.
—CASADA? CASADA? DESDE QUANDO AQUELA PALHAÇADA REPRESENTA UM CASAMENTO DE VERDADE EDWARD? ARREPENDI-ME PROFUNDAMENTE DE NÃO TER CAÍDO FORA HÁ MAIS TEMPO! DESAPARECIDO DO MAPA! Longe de você eu sou mais feliz, longe daquele luxo todo eu posso enxergar que eu preciso de muito pouco para estar bem comigo mesma. Você acredita que eu sabia de tudo, mas na verdade eu não sabia de nada. Se você não acredita em mim, eu não estou nem aí!
—Eu quero propor um trato a respeito da nossa filha, mesmo que eu não esteja de total acordo, mas a situação não exige outra solução. Disse ele se afastando de mim.
—Que trato? Falei fechando a porta novamente.
—Quero partilhar a guarda dela, eu não tenho o que ela gosta para se alimentar e pela a minha filha eu faço tudo. Eu faço tudo está me ouvindo?
—Não sou surda! O desafiei estando bem séria e o olhando. –Continua!
—Eu quero que fique com ela e nos finais de semana eu venho vê-la, a levo para passear, assim como os meus pais que também a ama. Eu darei uma pensão para a minha filha, para você por ser a, a, a minha ex-esposa. Falou ele me olhando sério.
—Não preciso do seu dinheiro para nada Edward, até a minha filha que no momento só mama não precisa de luxos. Eu preciso trabalhar, estudar e não tenho com quem deixá-la. Não estou a fim de entra e sai na minha casa em relação a você. Não quero o seu dinheiro, fique com ele pra você!
—O que isso quer dizer?
—Não quero vê-lo sempre na minha frente! É isso, simples!
—Impossível! Nós temos um anjinho junto e não podemos mudar esse fato!
—Pede a Mary para vir pegá-la nos finais de semana, eu tiro o leite e passe horas com ela sem problemas.
—Eu a fiz com você e não com a Mary!
—Você me obrigou a isso, eu não queria ter filhos agora e muito menos com você! Você destruiu a minha vida e tudo a minha volta! Mas como eu disse na carta, o passado é passado!
—Não me arrependo pela a minha filha!
—Eu sei que ela não pediu para nascer, mas de qualquer forma ela é tudo para mim.
—Fala da boca pra fora Isabella!
—Não estou com vontade de convencê-lo do contrário Edward.
—Aceita ou não o que eu sugeri?
—Eu fico com a minha filha, mas não quero seguranças atrás de mim! Não quero você e ninguém se metendo na minha vida por não serem nada meu! Não quero vê-lo aqui sem ser informada da sua vinda primeiro, e quero recordá-lo que desde do momento que eu saí da sua casa eu considero o fim do falso “nós” Edward. Poderei ir e vir à hora que eu quiser e daremos início no divorcio o mais rápido possível. Teremos uma relação amistosa por causa da nossa filha, mas eu não considerarei como uma amizade ao tratá-lo “normalmente”, mas só por causa dela.
—Verei o que eu faço com as suas exigências.
—É isso ou eu irei até a polícia relatar tudo que aconteceu, eu não tenho nada a perder! Faço um escândalo!
—Acha que eu tenho medo de ameaças? Perguntou ele vindo até a mim e segurou em meu braço sem estar me machucando.
—Estamos quites então! Agora me solta Edward!
—Com um simples telefonema meu, o seu testemunho vai de água a baixo e se bobear pode ficar até presa se eu quiser!
—Estou vendo que o dinheiro compra as pessoas com facilidade, mas não a mim! Fique com as suas ameaças para você!
—Ficará com a menina numa boa? Perguntou ele demonstrando impaciência.
—Tenho que trabalhar, ter uma vida, aliás, refazer a minha vida.
—Eu disse que lhe darei uma pensão Isabella!
—Não preciso do seu dinheiro! Fico com ela, mas com as minhas condições!
—Quer se livrar do casamento para ficar pra cima e pra baixo não é?
—O que eu faço da minha vida não lhe diz mais respeito! Irei aproveitar o tempo perdido que você me roubou.
—Não mesmo, mas a minha filha sim me diz respeito! Se eu souber que não estar cuidando bem dela......
—Vai o quê? Vai me bater como um covarde que você é por me ferir de diversas formas?
—Tudo que você for fazer estando a minha filha junto, eu que sou o pai dela desejo ser informado!
—Não quero os seguranças atrás de mim e estando a minha filha comigo não lhe diz respeito!
—Vou pensar.
—É pegar ou largar!
—É a minha filha.
—Edward, eu acho melhor você ir embora, já falamos tudo que tínhamos pra falar.
—Não posso ir agora, está tarde e eu estou sem seguranças.
—Você não é um valentão comigo? Seja com os outros também! Use a sua arma se for preciso, só assim eu me livro de você!
—Não estou com medo, eu tenho a minha arma mesmo! A menina ficará com você e quando eu ligar, eu desejo que me atenda.
—Já falou tudo?
—Sexta feira eu virei vê-la, não consigo ficar longe da minha filha.
—O trato é aos finais de semana. Quando eu começar a estudar ela ficará com quem?
—Se você não tivesse saído de casa, há a Mary que poderia olhá-la e até eu chegando um pouco mais cedo. Seria melhor à noite no meu ponto de vista.
—Mas como eu não estou na sua casa, eu darei o meu jeito da forma que eu achar conveniente. Não precisa me dar nada, eu não quero o seu dinheiro Edward. Estando ela aqui, eu não posso lhe negar o direito de pai ao me ligar e querer saber a respeito dela.
—Melhor assim. Disse ele me olhando e largou o meu braço ao se afastar. –Eu trouxe muitas coisas para a Marie, logo mais eu pedirei que alguém traga uma banheira nova e tudo mais que for necessário.
—Posso comprar uma.
—Pedirei que alguém traga, de qualquer forma terão que vir para trazer mais coisas para ela. –Por que não trouxe as roupas que a Alice comprou para você?
—Eu agradeço a bondade dela, mas dê para a sua futura mulher se caber nela. Eu faço essa doação com as melhores intenções. Estou vivendo de forma simples, não precisarei daquele luxo todo e não poderei andar em condução normal com aqueles brincos, anéis, pulseiras, cordões e relógios caros. Nunca ostentei o luxo, está enganado a meu respeito.
—De qualquer forma são seus.
—Deixe tudo como está Edward. Falei no momento que o meu celular tocou e fui para o corredor o deixando na sala. Após eu tirá-lo do bolso da saia.
.
—Alô.
—Oi linda, eu acabei de chegar e estou aqui na garagem de casa.
—Foi rápido mesmo hein.
—Pois é, sem trânsito é melhor.
—Que bom, fico mais tranquila querido. Falei sorrindo.
—Já vai dormir?
—Irei tomar um banho primeiro e cairei na cama feito uma pedra.
—Estou feliz e triste ao mesmo tempo por sua situação.
—Eu também, a noite foi proveitosa e há muito tempo eu não me sinto assim tão leve e querida por alguém.
—Que bom, precisa sair mais vezes então.
—Com certeza.
—Boa noite ou bom dia gata, nos falamos depois.
—Com certeza nos falaremos depois. Beijos.
—Para você também. Tchau.
—Tchau. Falei sorrindo e encerrei a ligação.
Apaguei a ligação de jake na configuração de chamadas e me virei, Edward me olhava de uma certa forma que me mataria apenas com aquele olhar.
—Então é isso Edward, há hotéis no centro que fica a poucos minutos daqui, ou vá para casa como achar melhor.
—Não precisa me expulsar. Falou ele estando na sala e eu no corredor ainda, eu temia as reações repentinas dele às vezes.
—Pelo visto estava falando com o seu amante? Não que isso seja, seja da minha conta!
—Pense como achar melhor. Não confio em você aqui, eu até poderia fazer essa caridade o deixando dormir no quintal, mas não confio em você nem um pouco. Você me fez esperar do lado de fora como um nada no dia que eu fui à sua empresa, não pode exigir nada agora como um verdadeiro marido. Então é tchau.
—Eu trouxe coisas para a Marie, elas estão no carro, eu preciso ir buscá-las.
—Ok. Falei indo até a porta e a abri estando ela destrancada.
—Eu desejo ver a minha filha antes de ir.
—Ok. Falei fechando a porta. –É a primeira porta a sua direita.
—É o seu quarto?
—Não importa, vá vê-la.
—Tudo bem. Falou ele se levantando do sofá.
Fomos andando e senti que de forma muito discreta ele olhava o ambiente e entramos em meu quarto. Ele caminhou até a cama e estando apenas um abajur aceso, deixava o quarto com uma baixa claridade agradável. Edward acariciou a filha de forma carinhosa e ela se mexeu pouca coisa. Ela era um pouquinho de nós dois eu a observava e Edward olhou em volta.
—Não há um ar condicionado nesse quarto?
—Não. Algum problema nisso? Perguntei cruzando os meus braços.
—Eu só perguntei.
—Não o deixei entrar ou o trouxe até aqui para reparar a minha casa! Há um ventilador de teto e já está de bom tamanho!
Edward beijou a cabecinha da filha sobre a touca e se levantou da cama. Ele passou por mim e eu imediatamente virei a minha cara, sem demora eu o acompanhei. Caminhamos até a porta da sala e eu a abri.
—Não é porque entrou na minha casa e em meu quarto que deve se sentir com prioridades, isso acabou! Falei o olhando estando bem séria. -Infeliz é o homem que não acredita no poder que uma mulher tem quando está magoada com alguém! Não quero ouvir a sua resposta, agora vamos!
Fomos até o portão e olhei no olho mágico de jeito que eu não desse as costas para ele, a rua estava tranquila e abri o portão. Edward passou por mim olhando tudo em volta e destravou o alarme do carro p#* da vida, ele abriu a porta e pegou uma mala grande no banco traseiro. Vi um bebê conforto nunca visto por mim ali antes e fiquei na minha.
—Tem de tudo aqui para ela, a mamadeira que eu fiz dispense-a, sei que a Marie não irá querer de jeito nenhum.
—Pode deixar, não desaprendi a cuidar da minha filha. Eu disse ao pegar a bolsa até pesada da mão dele.
—Pedirei ao segurança para trazer o necessário pra cá.
—As coisas da Marie sim, esmolas não porque irá voltar tudo!
—Você é muito orgulhosa garota!
—Pense o que achar conveniente! Falei entrando e fechei o portão com um baque.
Caminhei até a porta da sala e entrei, fechei a porta a trancando estando bestificada por ele ter me achado. Deixei as lágrimas que estavam presas por um longo tempo rolarem e eu não podia negar que mesmo ele não merecendo, eu estava preocupada com ele circulando pela noite sozinho. Ele era o xodó dos pais. Voltando ao tempo, eu me lembrei das vezes que ele chegava de madrugada lá na mansão porque provavelmente ele estava com outra, com isso eu sequei as minhas lágrimas porque ele não as merecia e apaguei a luz da sala sentindo o cheiro dele impregnando ali no cômodo. Fui para o quarto e olhei a minha filha que dormia ali feito um anjinho, sorri por estar matando a saudade e coloquei a bolsa que Edward me deu dela sobre a cama. Fui até o closet e peguei uma camisola, pegue tudo que eu precisaria para pôr após o banho e saí do quarto. Entrei no banheiro e me despi, aliviei-me e me asseei antes de entrar no Box. Fechei a porta de vidro e liguei o chuveiro, comecei a me banhar e evitei lavar o meu cabelo por estar tarde. Esfreguei-me por inteira e fiquei pensando em minha amiga Ângela, eu não deixaria de ir para New York e eu ainda por cima levaria a minha filha.
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.
Terminei de me enxaguar e desliguei o chuveiro, saí para me secar e me vesti. Escovei os meus dentes e sequei bem o meu rosto, ajeitei o banheiro e saí do mesmo. Caminhei até a cozinha e peguei a garrafa que estava sobre a pia, enchi mais uma vez o copo e bebi tudo de uma só vez. Logo após eu lavar o copo eu guardei a garrafa e fui até o lixo da cozinha, fiquei o olhando por longos minutos e peguei a aliança que estava logo por cima. A lavei na pia do banheiro e a guardei, não sei por que eu fiz isso, mas eu a guardaria. Em meu dedo ela não ficaria mais e apaguei a luz do closet. Voltei na cozinha, apaguei a luz ali também e fui para o quarto, deitei-me na cama devagar e me cobri com o meu edredom. Peguei um dos travesseiros que protegia a Marie e deixei um do outro lado dela, a ajeitei na cama e me cobri melhor. Fiquei a admirando e eu podia imaginar a tristeza de Esme estando a Marie aqui longe deles, eu sabia que por Edward ser super protetor ele fez um esforço enorme para deixá-la aqui comigo depois de tudo. Nessa parte eu pude reconhecer que ele deixou o egoísmo de lado para poder atender um desejo desesperado da filha, sem dúvidas eu sentia que ele a amava de verdade e chorei por causa disso. Algo em mim estava doendo muito, não sei se era a tristeza que isso causou em Esme ou de que ela durante o dia ficaria sozinha lá na mansão mesmo estando às meninas lá. Eu não era egoísta, mas pela primeira vez eu pensaria em mim. Eu sabia que voltar era impossível, Edward com o seu jeito mandão arruinaria tudo e durou tão pouco a minha liberdade. Estranhei a sua atitude até bem ponderada, mas eu vi que ele se esforçou muito para não explodir, eu o conhecia para saber os seus limites e procurei alfinetá-lo bastante, eu não daria mole. De uma coisa eu tive certeza, ele não veio me pedir o perdão e sim por não haver saídas em relação à Marie. Sei que se ele tivesse solução, ele não viria atrás de mim e chorei por essa mais dura verdade.
—Perai, perai! Falei para mim mesma. –Não devo chorar depois da noite maravilhosa que eu tive com o jake.
Tornei a chorar por ter perdido um grande homem que era ele, jake me tratava como uma rainha e não era pelo simples fato dele ser rico e me dar às coisas, era por ele dizer as palavras nas horas certas. Ele sabia me confortar e chorei estando inconsolada. Acho que as lágrimas foram tantas que eu acabei dormindo.
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Às 06:09min.
Acordei com o chorinho da minha filha e sorri por ela estar ali comigo, sentei-me na cama e a peguei no colo. Ela ficou quietinha e a olhei, seus olhinhos verdes expressivos estavam focados em mim e sorri para ela.
—É a hora do papá? Perguntei no momento que eu tirava o meu seio esquerdo para fora.
Eu o coloquei na boca dela e na mesma hora ela o sugou causando-me muita dor. Tirei o bico do meu seio de sua boquinha e isso pareceu irritá-la, seu choro constante me fez ter dó e a mudei de mama, eu estava sensível demais. Marie estava faminta e mamava sem parar, acariciei o seu bracinho e ela me olhou. Sua pele branquinha era macia, seu cabelinho ralinho era o ar da graça e afastei a touca para eu poder olhá-lo. Senti que ela estava gemendo ao mamar e percebi que ela estava fazendo o número dois, eu deixaria ela acabar de mamar e de se aliviar.
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Um tempo depois ela se saciou e eu a coloquei para arrotar, após ela fazê-lo eu deixei ela em pé para digerir bem o leite. Marie estava quietinha, mas depois começou a chorar e eu a deitei na cama deixando um montinho do edredom para pôr a sua cabeça. Abri a mala e havia centenas de roupinhas, havia dois pacotes fechados de fraldas e as coisas para poder trocá-la. Havia um sabonete neutro ali, lenços umedecidos, um álcool 70, álcool normal para pôr na água, uma toalha dela e a chupeta estando envolvida em uma fralda. Vi a mamadeira feita por Edward ali e a lavaria depois.
Peguei o forro de troca de fraldas dentro da bolsa e forrei na cama, ajeitei a Marie sobre ele, mas não me esqueci de apoiar a cabeça dela sobre o edredom improvisado por mim. Abri a fralda dela e a limpei bem sem deixar odor ou resíduo algum. Tornei a limpá-la com o lencinho umedecido e passei pomada nela, logo a seguir eu coloquei outra fralda limpa e a fechei. Ajeitei a roupa dela e a danadinha ficou limpinha, a cheirei de forma carinhosa e estando ela segura ali deitadinha na cama, eu peguei a fralda suja dela e a joguei no lixo do banheiro. Lavei bem as minhas mãos e aproveitei para me assear também, sentindo-me mais confortável eu voltei para o quarto e me deitei ao lado dela, não demorei a tornar a nos cobrir e fiquei mexendo com ela.
Aos poucos a Marie foi se cansando e fechou os olhinhos, eu fiz o mesmo e acabei dormindo.
.
Às 9h da manhã.
Acordei do nada e vi que a neném ainda dormia, eu estava faminta e me levantei. Fui para a cozinha e preparei um pouco de café, aqueci um pouco de leite e peguei duas bandas de pão de forma. Fiz um misto quente para mim e adocei o meu café com leite, a seguir eu fui me sentar no sofá da sala. Comi devagar assimilando a vinda de Edward aqui e fiquei ciente que para me esconder dele eu teria que nascer outra vez. Eu não iria me abater ou me intimidar, eu viveria normalmente.
Terminei o meu café e fui lavar a louça que eu sujei, escutei o choro da minha filha e fui até o quarto. A peguei no colo e a ninei devagar, mas tomando coragem eu tirei o meu seio esquerdo e após colocar o bico na boquinha dela, ela o sugou causando-me dor. Fiquei resistindo para esvaziar o meu seio, mas após ela o sugar bastante eu o tirei de sua boca. Ela pareceu não gostar e chorou, mas eu fui rápida e ofereci o meu outro seio a ela. Marie dessa vez mamou devagar e parava para descansar o maxilar vez ou outra. Escutei o meu celular tocando e me levantei devagar estando ela em meu colo, caminhei até o closet e o peguei no bolso da minha saia. Vi ser o Edward e soltei um muxoxo, mas para evitar stress eu o atendi.
—O que você quer já tão cedo Edward?
—Saber da minha filha, aliás, bom dia para você também.
—Ela está mamando agora pela segunda vez essa manhã. Acho que eu já respondi tudo e não fica me ligando.
—Vou ligar sim para saber da minha filha! Você não atendeu o seu amante àquela hora da madrugada?
—Aí é diferente. Tchau e a sua filha está mais que bem.
—É sua também!
—Tchau e não me liga mais! Se eu precisar te mando uma mensagem e até te ligo se eu achar conveniente!
—Por mim.
—Tchau. Falei encerrando a ligação na cara dele.
Mandei uma mensagem de bom dia para o jake e ele me retornou desejando-me um bom dia também. Ele perguntou se eu queria ir almoçar hoje com ele e pensei se eu deveria, eu não queria atrapalhá-lo e mandei uma mensagem com esse meu ponto de vista, mas dizendo estar tudo bem por mensagem eu aceitei. Viria um motorista da empresa me buscar às 11h da manhã e sorri.
Fui escolher a roupa que eu iria colocar estando a Marie mamando ainda e escolhi algo bonito, era um conjunto vermelho de saia até o meio da minha coxa e uma blusinha de gola até muito chique. Peguei uma sandália da mesma cor e coloquei a Marie para arrotar, ela na mesma hora o fez e peguei a chupeta dela para dá-la. A deitei na cama e ela começou a chorar, mas eu comecei a brincar com ela e a mesma ficou quietinha estando chupando a chupeta constantemente.
Fui para a cozinha e abri a porta, peguei as roupas secas na corda e as dobrei. Guardei todas elas no closet e voltei na cozinha, abri o armário e peguei uma bacia que eu poderia fazer de banheira. Essa eu não a usaria mais e deixaria do lado de fora por ser grande e a faria de balde após tirar a roupa da máquina. Voltei no meu quarto e a Marie estava quietinha, abri a bolsa que o Edward trouxe e escolhi uma roupinha para ela. Peguei um sapatinho de lã lindo na cor vermelha e combinaria com a roupa dela. Voltei na cozinha e peguei a bacia nova, a enchi de água quentinha do chuveiro e a deixei sobre a pia do banheiro. Peguei na bolsa o álcool e adicionei uma tampinha na água, lembrei da toalha e do sabonete, mas eu despi a minha filha primeiro e a enrolei na toalha. Fomos para o banheiro e eu a banhei sem a choradeira que ela costumava fazer. Lavei bem o seu corpinho e esfreguei cada dobrinha, por fim ela ficou limpinha e cheirosa. Eu a enrolei na toalha e fui com ela para o quarto, após secá-la eu passei pomada em sua região íntima e a vesti. Coloquei os sapatinhos e penteei o ralo cabelo dela com a escovinha, ela ficou linda e acabou dormindo após o banho. Saí do quarto e fui até a sala, abri a porta e a janela para sair o cheio do perfume de Edward. Passei uma vassoura na casa e passei pano de chão, tirei pó da estante e a ilustrei com lustra móveis, ela estava limpinha e tirei o lixo das lixeiras. Eu os coloquei na lata de lixo do lado de fora no quintal dos fundos e tornei a colocar saco de lixo limpo nas lixeiras, a seguir eu lavei bem as minhas mãos. Por precisar estar pronta às 11h em ponto, eu fui para o banheiro tomar um banho da cabeça aos pés e me lavei bem. Sentindo-me bem limpa, eu me enxaguei e saí para me secar. Escovei os meus dentes e me aliviei, asseei-me bem e fui me vestir no closet. Passei um pouco de perfume e me maquiei, por já estar com o meu corpo hidratado eu coloquei os brincos e o cordão, já estava de bom tamanho.
Eu estava me sentindo bem e penteei o meu cabelo o deixando solto. Coloquei algumas coisas para uma possível troca de fralda da Marie na bolsa, peguei outra muda de roupa para ela e coloquei tudo que precisaríamos também. Aproveitei para levar o meu cartão e igualmente a minha identidade, pois eu poderia precisar. Faltava pouco para dar 11h e fechei a porta da cozinha, fiz o mesmo com a janela da sala e a casa estava toda limpinha. Fui na cozinha e peguei um saquinho de biscoito de nata, o abri e fui até o quarto olhar a minha filha. Ela estava adormecida e peguei a bolsa, saí do quarto e a coloquei sobre o sofá.
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Dando 11h em ponto a minha campainha tocou e eu fui até o quarto pegar a minha filha, peguei a bolsa sobre o sofá ao retornar e saí. Tranquei a porta e fui devagar até o portão, olhei no olho mágico e o motorista me aguardava.
Abri o portão e sorri levemente para o rapaz.
—Bom dia senhora.
—Bom dia.
—Se me permite.
—Ah! Claro. Falei dando a bolsa para ele e o mesmo abriu a porta do carro para eu entrar com a minha filha. Após me acomodar. –Obrigado.
—De nada. Disse ele colocando a bolsa ao meu lado e fechou a porta.
Eu estava me sentindo bonita, sem me dar conta eu e a minha filha estávamos combinando na cor vermelha e só agora é que eu fui me dar conta por esta avoada. Eu estava aérea demais ultimamente e sorri para ela estando à mesma dormindo. O carro foi ligado e saímos, fui olhando tudo a minha volta e eu sentia o quanto aquele carro era luxuoso e confortável.
Encostei-me no banco e por um lado eu me sentia cansada, mas eu sabia que era cansaço mental e fechei os meus olhos. Uma música suave começou a tocar e eu os abri, fui olhando tudo a minha volta e Marie depois de um tempo acordou. Ela ficou quietinha em meu colo chupando constantemente a sua chupeta e para aminha total surpresa, a Ângela ligou para mim. Conversamos um pouco e evitei tocar no nome do Edward, mas não escondi que eu havia saído com o jake ontem e o que aconteceu durante a madrugada, ela ficou bem chateada e pediu que eu o deixasse mesmo pra lá. Eu a tranquilizei e disse que Edward ficaria no passado em minha vida. A nossa única ligação seria a menina eu deixei claro e demonstrando alegria por eu estar com a neném, ela deixou claro que ela queria conhecê-la pessoalmente. Conversamos de forma descontraída e ela teve que desligar já que iria sair. Continuei na minha após encerrar a ligação e fiquei louca para chegar logo.
.
.
Um tempo depois.
Chegamos e o motorista parou em frente ao edifício do escritório do pai de jake. O mesmo continha muitos andares e a vista lá de cima de Miami devia ser incrível. Não demorou muito o jake apareceu e veio abrir a porta para eu descer, ele ficou surpreso ao ver a Marie em meu colo e me olhou confuso, mas eu sorri para ele e ele também sorriu.
—Oi. Falei sorrindo e o cumprimentei com dois beijos na bochecha.
—Isso que é surpresa. Disse ele mexendo no bracinho da neném e a pegou um pouco sem jeito do meu colo.
—Eu também fiquei jake.
—Vamos para o meu carro, ele está lá na garagem. Falou jake sorrindo, eu sentia que ele gostava mesmo da minha filha.
—Vamos. Falei o acompanhando.
Caminhamos tranquilamente e entramos no prédio, fomos aguardar o elevador e quando o mesmo chegou, nós fomos para a garagem. Entrei em seu carro e peguei a Marie, jake fechou a porta e deu a volta. Ele após entrar no carro me olhou.
—Vamos andar à toa por aí?
—Claro que sim.
—Como ela veio parar em seus braços bella?
Contei tudo que aconteceu após ele me deixar em casa e ele ficou passado, mas eu expliquei que entre eu e o pai da minha filha estava tudo acabado. Ele não ficou surpreso pelos fatos e que apesar de ser marrento e mau caráter, o pai da minha filha abriu mão do egoísmo em prol da filha. Eu disse que eu pensei dessa forma também.
Paramos de falar nele e jake ligou o carro, a neném ainda estava quietinha em meu colo e saímos da garagem.
—Poderá ficar quanto tempo fora?
—Não se preocupe. Disse ele sorrindo e olhando para o transito.
—Sei que você está no trabalho, por isso eu perguntei, não quero te atrapalhar jake.
—Não está. Você trouxe a minha princesinha e ficou ainda melhor.
—É verdade, eu estava morrendo de saudades dela.
—Esse cara vai ficar te importunando agora?
—Fizemos um “acordo”.
—Diz qual é.
—Partilharemos a guarda da neném, ela não quer continuar a mamar o leite que a pediatra passou como eu te falei ainda pouco. Ela ficou com fome durante horas e ele não teve outra saída a não ser trazê-la até a mim.
—A neném é o que importa, seria um crime deixá-la com fome e chorando sem parar.
—Pois é. Ela mamou com tanta vontade que me deixou dolorida, aliás, eu estou me adaptando ainda à amamentação.
—Complicado isso.
—Acredito que eu irei me acostumar. Quero ir a New York com a minha filha, Ângela está doida para conhecê-la, inclusive eu falei com ela hoje.
—Eu imagino, Ângela é ansiosa.
—Eu também sou. Falei sorrindo.
—Como fará se o cara não deixar?
—Ele não tem escolha, estamos separados e o que eu faço da minha vida ele não tem nada haver. Eu já deixei isso bem claro essa madrugada para ele jake.
—Acha que ele irá aceitar fácil?
—Essa não é uma preocupação a qual eu irei ficar me amofinando, somos livres e eu não irei voltar. Estou traumatizada com essa experiência, eu estou traumatizada jake.
—Vamos deixar esse papo chato de lado, iremos ter bons momentos a três.
—É sim.
—Ótimo!
—Irei ao shopping ou irei às lojas por aqui em Solares comprar algumas coisas lá para casa. A comprei mobiliada, mas falta um ferro de passar e outras coisinhas a mais.
—Sem problema, podemos ir almoçar e depois eu posso ir ao shopping ajudá-la e nos descontrairemos um pouco.
—Ok. Falei sorrindo. –E o trabalho? Isso leva tempo.
—Um dia não mata, relaxa.
—Olha lá hein!
—Desencana.
—Se você está seguro do que está fazendo, tudo bem.
Sorrimos e eu olhei para a minha filha, ela estava sonolenta agora por causa do leve sacolejo do carro e relaxei. Jake dirigia de forma tranquila e ao pararmos no sinal ele afrouxou a gravata de forma elegante. Seus braços fortes transpareciam através do terno e ele acelerou o carro quando o sinal abriu.
Eu não sabia o nosso destino e não me preocupei, jake não me colocava em furadas, digo lugares desagradáveis e fiquei olhando a minha volta. Escutei o meu celular tocando e peguei a bolsa tendo um pouco de dificuldade por estar com a Marie no colo. Ele ficou tocando, tocando e ele parou após eu demorar a abrir o fecho. Ajeitei a Marie em meu colo novamente e enfiei novamente a mão dentro da minha bolsa, eu fui certeira dessa vez e o peguei no fundo da mesma. Ao olhar vi ser o Edward e xinguei em voz alta sem querer.
—Algum problema? Perguntou o jake sem entender nada.
—Logo você ficará sabendo. Falei no momento que o meu celular tornou a tocar. –Só um momento.
—Ok.
Após o meu celular tocar mais uma vez eu o atendi.
—Alô. Falei estando bem impaciente e ele notou com toda certeza.
—O segurança está na porta da sua casa, ele foi levar as coisas da Marie, mas ele me informou que parece que você não está em casa. Ele cansou de tocar a campainha e nada. Onde você está com a minha filha?
—Bem, pelo o que me consta isso não lhe interessa nem um pouco! Eu falei que para tudo teria que me ligar antes, mas parece que você não me escutou como sempre!
—Eu pensei que você ficaria em casa, hoje é segunda feira.
—Comigo não há dia certo para se poder sair! Sinto muito, mas ele terá que trazer as coisas da Marie em uma outra hora! Que isso fique gravado em sua mente a partir de agora, só assim os seus fantoches não darão com o burro n’água!
—Custa falarmos normalmente?
—Cansei de falar normalmente com você!................É um pouco tarde não acha?
—Nunca é tarde, não podemos nos atacar agora por causa da Marie. Teremos que nos falar por causa dela.
—Já terminou a chatice?
—Eu combinei com você que o segurança iria levar as coisas para ela.
—Sinto muito se você não me informou à hora.
—Onde ela está?
—Comigo horas bola! ONDE MAIS?
—Como ela está?
—Bem. Mais alguma coisa?
—Vai chegar que horas em casa?
—Não sei.
—Como não sabe, por acaso está mentindo?
—Tchau Edward. Falei encerrando a ligação na cara dele.
Desliguei o meu celular e o joguei na bolsa de qualquer jeito, ajeitei a minha filha adormecida em meus braços e olhei para o jake.
—Nossa! Falou jake parando o carro em um restaurante conhecido por mim.
—Ele mereceu cada palavra grosseira.
Jake saiu do carro e veio abrir a porta para eu descer, saí com cuidado por causa da cabecinha da minha filha e ele pegou a minha bolsa. Jake fechou a porta e acionou o alarme do carro, caminhamos rumo à porta do restaurante e fomos acomodados por um garçom. Jake por estar sentado ao meu lado pegou a neném no colo por adorá-la e fizemos o nosso pedido, não tardou o mesmo chegou. Comemos conversando de forma descontraída e bebi o meu suco apreciando o sabor acentuado da fruta. Ele muito discreto não fez nenhum comentário se tratando da minha filha.
—Ela está bem sonolenta.
—Bebês dormem a maior parte do tempo, fico impressionada.
—Percebi. Disse ele sorrindo e olhando para ela.
—Muito trabalho hoje lá no escritório?
—O de sempre, mas não fique encabulada.
—O que você falou para o seu pai pra poder sair e demorar?
—Falei que eu precisava resolver alguns assuntos.
—Entendi.
Continuamos a comer e não demorou muito eu acabei, jake pediu mais uma bebida para ele e outra para mim após eu escolher outro sabor do suco. Quando o mesmo chegou o bebemos, a seguir jake pediu uma sobremesa e eu recusei.
—Tem certeza que não quer?
—Absoluta jake, eu estou recuperando o meu corpo ainda e não quero abusar.
—Não diga bobagens, você pouco engordou, só a barriga que cresceu mesmo e já está praticamente sem nada, a natureza foi a seu favor.
—Pelo menos isso né porque o resto, Deus me livre!
—O importante é que você se desprendeu desse cara e vamos mudar de assunto.
—Por favor, né, por favor. Falei sorrindo e fazendo graça, depois o abracei de lado. –Estou me sentindo outra jake, longe daquela casa me deixou o corpo mais leve. Brigas e mais brigas não faz bem a ninguém.
—Claro que não bella, merecemos viver na paz ou enlouquecemos.
—Faltou pouco para isso acontecer comigo jake e para ser sincera eu acabei bebendo estando amamentando a Marie.
—Você bebeu bella? Mas.....
—Não me veja com maus olhos jake, eu precisei por me sentir muito angustiada, sozinha, confusa demais e por tristeza mesmo. Por isso eu afirmei que eu estava sentindo saudades da minha filha, foi porque o Edward ao ficar sabendo através da empregada que eu bebi, ele no dia seguinte me tirou ela. Ele a deixou na casa da prima só para me atingir e fiquei sem vê-la até ele trazê-la até a mim.
—Ele não poderia tirá-la, se a Marie está no mundo foi graças a você que permitiu. Está tão na cara que ele abusou de você contra a sua vontade e ficou grávida. Nós sempre fizemos amor de camisinha, eu sei que você não é uma mulher miolo mole e se engravidou foi por culpa dele. Você deixou transparecer que a morte dos seus pais tem mais ou menos haver com tudo que você está passando e por eu não ser bobo, eu sinto que a todo o momento esse cara fica de chantagens, te obriga e quer domá-la por vingança. Não é outra coisa Isabella a não ser vingança.
—Eu, eu....
—Não precisa me dizer nada, pois eu não quero constrangê-la e deixá-la ainda mais mal com toda essa situação. Não comentei a respeito disso, não quero prejudicá-la. Agora você é mãe de uma filha com ele e isso só despertaria mais raiva e covardia, agora não, mas se ela fosse maiorzinha e não dependesse tanto mais de você, eu sei que ele não lhe deixaria mais vê-la.
—Você tem toda razão jake, eu sei que ele não iria trazê-la caso a minha filha não dependesse mais de mim. Está na cara que não, mas graças a Deus eu pude segurar novamente a minha filha nos braços. Não imagina a dor que é ficar sem um filho, mas ao mesmo tempo eu sei com todo o meu pesar que ela pertence a ele também.
—Isso você nunca mais poderá mudar. É difícil alguém pedir para você esquecer tudo porque foi você quem sofreu na mão dele, mas pode recomeçar a sua vida. Não caia na lábia dele ou volte, ele pode querer prendê-la lá.
—Você acha?
—Ele sabe o que tem nas mãos. Sabe que você é bem rebelde, aventureira e imprevisível, além de bonita está na cara. Não me leve a mal bella, mas eu sou sincero e não quero o seu mal. Mostre a esse homem o quanto você tem valor.
—Tem razão jake, tem razão. Falei o abraçando e fechei os meus olhos.
.
Após 1min de silêncio.
—Não quer mesmo um docinho ou um sorvete?
—Não mesmo jake, eu aceito uma água.
—Ok.
Jake fez o pedido ao garçom e não se passou muito tempo e ele a trouxe com um copo de gelo sobre a bandeja. Ele abriu a garrafinha e despejou no copo, eu o agradeci e bebi aos pouquinhos.
Minha filha começou a se mexer no colo de jake e abriu os olhinhos, fazendo sonzinhos de bebê ela atraiu a nossa atenção. Começamos a brincar com ela e aí sim ela fazia ainda mais aqueles sonzinhos deliciosos de se ouvir para nós. Eu e o jake sorriamos muito com as gracinhas dela.
.
.
20min depois.
—O que acha de irmos agora para o shopping?
—Jakeeee, vê-la lá hein!
—Vamos, irei pagar a conta.
—Preciso ir ao banheiro antes de irmos.
—Eu te aguardo e fico com a neném.
—Obrigado.
Peguei o meu nécessaire na bolsa e caminhei pelo restaurante, vi a plaquinha dos sanitários e fui naquela direção. Entrei no banheiro e fui me aliviar.
.
Lavei as minhas mãos e retoquei o meu batom, ajeitei o meu cabelo e saí do banheiro. Caminhei devagar pelo restaurante que estava em seu horário de pico por causa do almoço e jake já estava de pé me esperando e ninava a neném.
—Já está tudo pago, podemos ir agora.
—Ela ficou quietinha?
—Está sim, parece que ela gosta de ser ninada.
—Ela está mimada isso sim e manhosa, estão a acostumando mal.
—Essa coisinha fofa merece. Disse jake sorrindo.
—É. Falei acariciando o bracinho dela e jake me olhou.
—Vamos.
—Vamos sim.
Peguei a minha bolsa e saímos do restaurante, fomos para o carro e jake me deu a neném. Sentei-me com ela e pedi ao jake para pegar uma fralda de pano na bolsa, logo após ele dá-la para mim eu tirei um seio para fora e comecei a amamentá-la. Marie logo começou a mamar, sei que faltava pouco para ela começar a chorar pedindo por leite. Jake deu a volta e entrou no carro, o mesmo foi ligado e saímos dali.
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10min depois.
Rapidamente nós chegamos no shopping e jake estacionou o carro, recolhi o meu seio de forma discreta e a neném começou a chorar, com isso eu tive que dar o que ela tanto queria e jake esperou permanecendo dentro do carro. Marie mamava e parava, mamava e parava, por isso estava demorando tanto.
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8min depois.
Finalmente ela se saciou, com isso jake saiu do carro após eu guardar o meu seio de forma discreta sob a fralda. Ele me ajudou a sair do veículo após pegar a neném e eu peguei a bolsa sobre o banco, logo a segui ele travou o carro com o alarme e fomos rumo à porta principal do shopping. O mesmo estava vazio, seria melhor transitarmos por ele não estando cheio como nos finais de semana e jake estava empolgado ao segurar a neném. Fomos em uma loja de eletrodomésticos e comprei um ferro, uma cafeteira nova e uma sanduicheira, pois eu havia feito o meu misto quente em uma frigideira. Fiquei esperando o jake na porta da loja, ele havia ido levar as bolsas no carro e eu fiquei o esperando com a minha filha após eu pagar metade do total das compras, pois eu protestei quando ele quis pagar tudo e entramos em acordo rachando o valor total.
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13min depois.
—Estou de volta.
—Você foi rápido.
—Sei que é chato ficar esperando alguém.
—Você está me fazendo um favorzão seu bobinho. Falei apertando a bochecha dele e ele sorriu.
—Dê-me a bebê.
—Ok. Falei entregando a Marie para ele.
—Aonde quer ir agora?
—Naquela loja popular onde vende coisas para o lar, preciso de algumas vasilhas e objetos para o meu novo lar. Lá é mobiliado, mas faltam algumas coisas e acredito que muita delas a antiga dona as levou.
—Provavelmente.
Continuamos a andar pelo shopping e entramos na loja que eu queria, peguei bastante coisa, inclusive uma banheira para a neném. Comprei um estojo de talheres que estava na promoção, uma tábua de passar roupa, um conjunto de panelas contendo seis unidades incluindo uma panela de pressão e empurrei o carrinho rumo ao setor de perfumaria. Ali eu peguei tudo que eu precisava, inclusive absorventes para os seios e coisas de higiene pessoal para a Marie. Aproveitei para comprar três toalhas de banho, três de rosto, quatro panos de prato, fronhas e lençóis de qualidade. Olhando para o carrinho cheio de coisas, eu vi que já estava de bom tamanho. Eu não deixei o jake pagar dessa vez, não era justo e eu não era uma usurpadora. Jake mais uma vez levou as bolsas para o carro e dessa vez eu o acompanhei até a porta do shopping levando algumas bolsas mesmo estando segurando a Marie. Eu exagerei e coitado do jake, eu precisava ajudá-lo. Havíamos andado tanto e demoramos bastante tempo na loja escolhendo as coisas, já passava das 17h. Jake quis que lanchássemos e eu achei uma boa ideia, o hambúrguer estava uma delícia e o molho que continha no mesmo nem se fala. Tomamos um milk-shake e nos sentimos empanzinados após acabarmos, para falar a verdade nós estávamos cansados também e descansamos bem sentados na cadeira.
.
.
1h depois.
—19:23min, já está bem tarde já jake. Perdeu um dia de trabalho por minha causa.
—Não consegue esquecer isso né gata?
—Eu me sinto incomodada, mas o agradeço e muito, é de coração. Preciso ir a um caixa eletrônico tirar uma grana.
—Há caixas eletrônicos mais a nossa frente, podemos ir agora já que a hora te preocupa.
—Vamos sim.
Nos levantamos e saímos da praça de alimentação, fomos até o caixa eletrônico e tirei quatrocentos dólares. Saímos do shopping e paramos ao lado do carro do jake.
—Jake, por favor, coloca-me em um táxi, digo me deixe em um ponto de táxi para eu poder ir para casa. Pode ser?
—Eu te levo lá.
—Não precisa meu bem, Edward é imprevisível e tudo que eu menos quero é que ele arranje confusão com você. Nada de ruim você merece jake, olha o que você fez por mim hoje.
—Não irei temê-lo bella, agora você é uma mulher livre.
—Eu sei disso, mas.
—Mas nada, se você sempre se esquivar dos seus amigos e de tudo que gosta de fazer por causa dele, viverá infeliz da mesma forma.
—Nisso você tem razão, mas até eu ir para New York eu prefiro evitar atritos e chamar a atenção. Eu sou uma mulher indefesa e humilde perante ele jake. Eu não tenho dinheiro ou poder como vocês.
—Nisso você tem razão, eu a colocarei em um táxi sem problemas, mas me ligue quando você chegar. Você tem a mim e a Ângela.
—Pode deixar. Falei sorrindo e jake me abraçou estando a minha filha em meus braços. –Você é nota mil jake, Obrigado mais uma vez.
—De nada. Vamos então?
—Sim.
Jake desativou o alarme e abriu a porta do carro para eu entrar, depois ele deu a volta e entrou no veículo. O mesmo foi ligado e saímos do estacionamento, ganhamos a rua e dizendo jake havia um ponto de táxi há poucos minutos dali.
.
5min depois.
—Chegamos. Falou jake parando o carro próximo aos táxis. –Me liga quando chegar.
—Pode deixar.
Saímos do carro e jake foi até um dos taxistas, dizendo algumas palavras as quais eu não escutei o homem veio até a mim. Ele me cumprimentou com uma boa noite e as minhas compras foram guardadas no porta mala do outro veículo. Estando tudo pronto para a minha partida, jake me abraçou e deu um beijo na cabeça da minha filha sobre a touca dela. Ele me cumprimentou com dois beijos na bochecha e me deu duzentos dólares em espécie vivinhos.
—É para o táxi bella.
—Guarde o seu dinheiro, não irei aceitar jake.
—Por favor.
—Por favor, digo eu.
—Vai ajudá-la e agora tem a sua filha, sei que você não irá aceitar dinheiro desse cara, e não faz sentido, amigos são para essas coisas.
—Guarde-o, um dia se eu estiver lisa, lisa eu o aceitarei.
—Está me enrolando.
—Deixe disso jake, sabe que não.
—Tudo bem por agora.
—Tchau. Falei sorrindo.
—Tchau.
Entrei no táxi com a minha filha, acenei para ele e o taxista acelerou o carro. Falei o meu endereço e encostei-me no banco após me acomodar melhor. O caminho seria longo e eu estava morta de cansada.
.
.
Muito tempo depois.
O relógio no painel do carro dizia ser 22h em ponto e acabávamos de chegar em meu bairro, pois havíamos pegado um pouco de trânsito. O taxista foi dirigindo com calma pelas ruas de Diamantina e eu estava feliz por ter comprado o que eu estava precisando. Eu tinha certeza que parte da minha felicidade era por minha filha também e o taxista virou à direita, quase tive um troço quando eu vi o carro de Edward parado no meu portão e a pirua blazer atrás mantendo pouca distância. Pensei em pedir o taxista para passar direto, mas eu só pioraria tudo se eu me esquivasse, eu o enfrentaria se fosse preciso.
O taxista parou o carro na frente do carro de Edward e saiu do automóvel após desligá-lo. A porta traseira direita foi aberta e eu saí com a minha filha, na mesma hora a porta do carro de Edward foi aberta e ele saiu estando bem arrumado e veio até a mim. Revirei os meus olhos e dei as costas para ele, sem entender nada o taxista me olhou.
CONTINUA.........
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