Solares
49 Capítulo 49
Notas iniciais
EDWARD........
.
.
.....................................................................
Domingo, 11 de julho.
Às 10h.
Carta de Isabella p/ Edward.
Quando você estiver lendo esta carta Edward, significa que é o fim do nosso falso “nós” e graças a Deus do nosso casamento fajuto também. O fim de todos os meus lamentos e os seus entre aspas por causa de todas as maldades para comigo. O fim do meu pedido mudo de confiança, coisa que você nunca teve em mim e sinto através das suas palavras amargas que nunca terá. Não faz sentido você me prender ao seu lado quando na verdade você só tem vontade de me destratar para mostrar poder sobre mim. Seja sozinho ou na presença de outros, sendo que eu não mereço tudo isso e causa-me dor. Você não faz ideia do que se passa aqui em meu coração neste momento e nunca irá saber. Você nunca se importou se eu estava sentindo dor moral, se eu precisava de alguém para conversar e até mesmo lhe perdoar depois de tudo. Vê-me com olhos pejorativos a todo o momento e pensa que tudo que eu fizer é para lhes prejudicar, mas estou vendo que você não é capaz de enxergar as coisas boas que há em mim, a essência da minha inocência, é apenas transar quando você quer e se vangloriar sobre a minha cabeça por ter poder e dinheiro. Atropelou todos os meus sonhos e todos os meus sentimentos após um veredicto falso e injusto que determinou a meu respeito! Julgou-me da pior forma possível sem mesmo me conhecer ou saber da verdade, mas estava cego por vingança, aliás, ainda está e acho que sempre será assim por me fazer tanto mal. A única coisa boa no meio disso tudo foi conhecer algumas pessoas boas de coração, mas que no caso não é você. Está livre da sombra do passado agora, viva a sua vida e deixe a minha. Volte para a sua vida de solteiro, não me obrigue mais a ser infeliz ao seu lado porque eu não mereço e não aguento mais, pena que você é o único que não consegue concordar com isso. Ao seu lado eu conheci o tormento, o pavor da morte, o medo, a dor de ter sido por diversas vezes espancada, pisoteada, massacrada, desrespeitada sexualmente e eu nunca passei tanta vergonha como foi a minha estadia na sua casa. Vergonha por saber que os meus pais causaram a destruição da sua família e vê-los sofrendo sem poder abrir a minha boca para confortá-los, pois aos seus olhos sempre soou e soará falso. Vergonha por ter que encarar os seus pais, os seus tios, e em certos momentos eu tive que engolir as piadas maldosas de Bernadete. Ainda me lembro da piada maldosa do seu tio lá na fazenda a respeito de ladrões astutos. Tem tudo haver você não acha?
Vergonha por ter sido estupidamente humilhada por suas vontades perante os outros e a pior delas foi ter que comer feito primitiva na frente de todos em sua casa. Faço no momento um grande esforço para me esquecer das suas palavras tão cruéis.........Não sou vadia, nunca fui e nunca serei, tenha em mente que eu não me arrependo de nada, pois foi você quem colocou na cabeça que eu era propriedade sua e não se deve pensar assim em relação ao seu semelhante. Nós não somos propriedade de ninguém. Não me arrependo, pois tudo que eu fiz foi para tentar ser feliz a minha maneira.
Um filho não pede para vir ao mundo e muito menos escolhe a família que quer ficar, o único erro foi eu ter nascido na família de pessoas com má índole. Pro seu azar eu nunca irei conseguir mudar isso e preferi me afastar definitivamente de vocês. Estou pagando pelos erros deles, estou sofrendo na pele a pior dor do mundo por desejar ser um pouco mais feliz e para isso eu tive que abandonar a minha querida filha. Ela sim é a minha única família, mas não condeno os seus pais. Ainda me lembro o que você me disse no porão nas madrugadas as quais você ia me procurar estando embriagado.
—Planta ruim não prolifera, tenha em mente isso! Não serve para muitas coisas, apenas para diversão!
Estava enganado e acabei ficando grávida da Marie. Hoje você faz questão dela, mas me lembro das milhares de vezes que você me humilhou por causa da sua suspeita de paternidade. Então nesse momento eu digo que a diversão acabou!
Eu sei que eu ao trazer ela comigo, você não me deixaria em paz, mas por um lado eu nunca fui uma pessoa rica e nunca me considerei assim perante as palavras dos meus pais. A simplicidade é uma realidade que eu sempre vivi e essa bebê sempre foi de vocês mesmo estando ainda em minha barriga. É horrível para mim me sentir sempre uma intrusa, deslocada e sem saber o que esperar do futuro estando ao seu lado por você ser imprevisível. Essa criança inocente é a única coisa boa que aconteceu de bom entre nós, o restante virou cinzas e que se foram no vento. Você não gosta de mim, então acabemos com esse sofrimento porque não podemos ressuscita os mortos. Só iremos nos ferir ainda mais, então me deixe em paz!
Não me esqueci de todo o luxo que os seus pais e até você por bipolaridade me proporcionou, mas pode ir olhar nas gavetas e nos cabides após ler essa carta o quanto eles eram importantes para mim. Vá lá ver! Eu deixei tudo para trás e trocaria cada peça se eu pudesse voltar no passado. Eu queria voltar no passado e apagar a minha “ingenuidade”, é por causa dela que acabei em suas mãos. Não sabe o quanto eu a odeio!
—Não acredita em mim? Problema é seu Edward!
Não escrevi essa carta a fim de lhe convencer, eu nunca mais farei isso porque o único que sabe toda a verdade é Deus. Nunca pensei que um dia eu fosse ser tão humilhada na minha vida. Nunca imaginei que eu um dia fosse capaz de abandonar a minha própria filha, mas eu devo tudo isso a você. Você me mostrou até onde uma pessoa é capaz de ir por vingança. Eu mereço mais e consigo esse mais num piscar de olhos. Você sabe que sim e milhares de vezes você tentou me convencer que não ao me pôr para baixo. É sem graça, sexo meia boca, mas sei que você está completamente enganado. Sua bipolaridade é algo que merece a atenção dos especialistas e tive razões para me sentir confusa por muitas vezes. O que você tem é seu, eu só preciso de pouco sendo meu mesmo para ser intensamente feliz. Ao seu lado eu só enxergo a escuridão, mas isso não importa mais nesse momento.
—Durante cada tapa, você nunca parou para pensar na dor que eu estava sentindo?
—Ao usar o meu corpo nunca pensou de que forma eu estava digerindo aquilo?
—Nunca pensou que agindo da mesma forma que fizeram com a sua irmã, isso o torna igual a eles ou até pior? Pois meses já se passaram e com elas foram apenas dias, há uma grande diferença.
Saiba que eu estou com a minha alma ferida, você foi longe demais comigo. Mesmo assim nesse momento eu não posso dizer que eu o odeio, que quero vê-lo morto, eu jamais puxaria aquele gatilho como você uma vez fez de raspão em meu braço causando-me dor. Apesar da fúria eu não cometeria esse ato covarde por eu nem mesmo o conhecer de verdade. Casei-me com você, mas não sei nada a seu respeito e nem quero.
—Nunca conseguiu enxergar que em meus gestos não havia maldades?
Eu só queria um pouco de afeto durante as minhas saídas, esse que eu não encontraria em você e sim em meus amigos. Jake é um homem muito especial na minha vida, por mais que você o odeie por ele ser uma pessoa extraordinária comigo, eu não o odeio e nunca o odiarei. Ele me negou ajuda quando eu mais precisei em dezembro em minha primeira fuga, mais eu o perdoei por haver mais ações boas que as ruins. Eu e ele não temos mais nada, mas custa você acreditar.
—Será que eu seria capaz de te perdoar algum dia?
—Será que eu conseguiria?
—Será que você me perdoaria por algo que eu não sabia? Mas fica tranquilo que eu estou pouco me lixando para o seu perdão. Não faço questão por não precisar de verdade dele!
Pra falar a verdade eu não tenho mais certeza de nada, apenas uma certeza eu tenho, a que você nunca se livrará das marcas do passado. Está findo ao fracasso Edward e não me levará junto com você. Caso eu ficasse, ele sempre viria à tona. Cansei das suas deduções tortas ao meu respeito. Não era porque eu saia, isso significasse que eu iria me encontrar com alguém. Se fosse para eu fazer papel de vadia, se fosse da minha real vontade eu faria direito, mas não!
Se você quer saber de uma verdade, eu não me arrependo de ter ficado com o seu primo Max. Eu ficaria mesmo com ele outras vezes por ele sim saber tratar muito bem uma dama. Até o jake que hoje não passa de um irmão para mim eu ficaria mesmo, mas ambos já estão acompanhados e acho isso mais que bom, são merecedores e dignos de serem felizes que nem eu.
—Já você, do que eu posso me lembrar? Vadia, puta astuta, prostituta, interesseira, raposa e só elogios desse tipo que eu me recordarei.
Eu só lamento por você ter pintado em sua mente que eu sou uma pessoa má e que merece pagar por tudo. Pelo menos devia ter poupado os meus pais, seria melhor deixá-los vivos, só assim eles veriam de plateia o quanto destruíram a minha vida com suas ações.
Estou marcada para o resto da minha vida e caso deseje que Deus o perdoe, deixe-me livre da sua presença. Finja que nunca me viu, me conheceu e eu também estou disposta a fingir também, mas me recordarei sempre da minha filha. Ela sim ficará para sempre em meu coração. Saí da sua casa com um propósito, o de nunca mais voltar e, por favor, não venha atrás de mim. Esqueça que eu existo e me elimine da vida de vocês. Não combinamos.
Não coloque na cabeça que o jake é o culpado de tudo isso, ele não tem nada a ver com a minha partida. Ele nem sabe que eu estou bem longe e achei melhor assim, deixe a pessoa que se importa de verdade comigo em paz. Preciso ficar sozinha no momento, pode ser que algum dia quando eu estiver livre desse casamento arranjado, eu encontre alguém. Faça o mesmo, mas que a mesma ame de verdade a nossa filha e cuide bem dela de forma sincera. Apesar de tudo ela é a “nossa filha” e será para sempre dessa forma.
Eu saí de casa por não suportar no futuro uma rejeita da minha própria filha. Digo caso ela venha saber da verdade através de uma de nossas brigas e isso me mataria, na verdade me encheria de vergonha e desgosto. Nunca daria certo e espero que quando ela for mocinha não me odeie tanto porque eu sempre a amarei.
Mudando de assunto, agradeça os seus pais por tudo que eles “fizeram por mim”. Prefiro pensar que foi por mim e não porque eu estava grávida de um bebê seu. Vai ser melhor para eu pensar dessa forma. Agora se tratando de nós dois.......... Nos nossos momentos íntimos ultimamente eu não irei ser hipócrita e dizer que foi ruim, pois foi mesmo bom de alguma forma. Sei que sexo não é tudo, mas nos meus sonhos eu desejei fazer amor de verdade com o meu marido e ele me amando, alguém que me merecesse de verdade e estamos longe de ser um casal. Acabe com essa obsessão de me manter ao seu lado, é o que eu lhe imploro por uma última vez.
Cuide da nossa menina Edward e que Deus me perdoe mais uma vez por tê-la abandonado. Fique tranquilo que eu não furtei nada da casa de vocês ao partir e prefiro que confira por nunca acreditar em mim. Para quem se preocupar, diga que eu estou levando e não bem. Bem de verdade eu não sei se eu poderei ficar algum dia por ter abandonado a Marie contra a minha real vontade. Eu irei apenas vegetar e respirar sem a minha filha.... para sempre.
O troféu da sua família eu o deixei, mas saiba que a Marie é o que aconteceu de mais especial para mim e você não tem o direito de dizer que é o contrário. O divórcio virá para nós quando você menos esperar.
Apesar de tudo eu não sou e nunca serei a sua inimiga, apenas viva a sua vida bem longe de mim.
ADEUS EDWARD.
............................//........................................
Eu li cada frase que ela escreveu e pude sentir tudo que eu lhe causei. Mas a dor que eu carregava em meu coração após ver a minha irmã daquela forma violentada e toda marcada injetou os meus olhos de sangue. Sem contar a minha mãe que ficou vendada no hospital por ter ficado cega e totalmente histérica por causa do trauma das agressões sofridas e sendo dopada constantemente por calmantes. Dias depois veio o falecimento da minha irmã, eu mal aguentei vê-la ali deitada naquela cama de hospital mais morta que viva e lutando por um fio para viver. Eu sabia que a minha irmã não iria durar e o pior aconteceu deixando o meu pai feito louco. Tudo em mim explodiu e antes eu já havia prometido a ela ao encontrá-las naquele beco sujo que eu iria vingar um por um que fizeram aquilo com elas. Eu fiquei cego, eu só desejava fazer o mal sem sentir um pingo de pena ou remorso de quem quer que fosse que nos prejudicou. Os russos não se esconderam ou negaram que foram eles que as sequestraram por vingança, para eles nós queríamos roubá-los, mas não foi dessa forma. Eles não sobreviveram para contar nesse momento a história. Sebastian por ser um atirador profissional de elite, ele deu cabo de um por um com facilidade após ir para Moscou na Rússia. De forma inteligente ele sondou a vida de cada um da família dias antes das mortes e fez um estrago que de certa forma trouxe alívio para a minha família. Isso foi notícia nos jornais da Rússia por eles serem pessoas distintas lá também, da sociedade eu quero dizer. Querendo ou não estávamos com as mãos suja de sangue, mas eu não ligava, por maldade eles nos tiraram a alegria de viver. Brenda era só alegria e vê-la pálida, machucada, com hematomas roxos por todo o corpo me deixou desconsolado e de certa forma culpado. Piorou foi ter ouvido dos médicos que seu aparelho reprodutor não geraria mais filhos caso ela por muito milagre escapasse da morte. Não haveria piedade da minha parte, isso eu decretei estando com lágrimas em meus olhos olhando o caixão dela sendo posto no interior do jazigo. As noites passaram a ser longas para mim depois disso, eu não conseguia dormir.
Mas não parou por aí, tudo que eu queria era descobrir os reais culpados do furto que nos trouxe a desgraça, aqueles que nos roubaram com a ajuda de um funcionário antigo nosso que nos traiu. Os meus seguranças revisaram milhares de vezes as fitas e ele era o único que voltou na empresa aquela noite fingindo esquecer o celular no armário, já não era a primeira vez e ele não foi esperto o bastante ao dar esse mole no último complô com os ladrões. Os meus seguranças deram um trato mortal nele, pois o meu pai contratou os melhores para nos proteger a muito tempo atrás. Tínhamos muito dinheiro, mas um terço veio de meios ilegais. Isso por ambições do meu pai e depois da minha própria ao descobrir sem querer o que ele fazia por baixo dos panos para pessoas desonestas. Nos tornamos um deles ao cooperar, na sociedade em que vivemos, nem todos são tão limpos e nem nós. Lavagem de dinheiro e no nosso caso o meu pai tomou o gosto de transportar para pessoas não tão honestas drogas, armas, coisas que não eram dignas de uma família que a minha mãe sonhou. Ela não sabia de nada, mas os meus tios sim e a Alice também ao descobrir um tempo depois. Meu tio foi o pivô de tudo, ele foi quem apresentou os russos para o meu pai e os malditos eram próximos de nós. Pura falsidade por sermos bem influentes aqui em Miami.
O dinheiro falou mais alto que a nossa própria amizade, o roubo não foi premeditado por nós e sim uma fatalidade por intermédio de corruptos. Não foi o primeiro roubo, mas da última vez aos descobrirmos através do funcionário traidor após levar uma surra levando-o ao óbito, os culpados foram revelados por ele com muita dificuldade e eram os Swan. Nós não os conhecíamos, nunca ouvimos falar, mas não ficaria assim. Procuramos os malditos e a sua gangue, mas foi por intermédio de conhecimentos que nós tínhamos e era muito, que nós soubemos do paradeiro deles semanas depois. Tudo começou com uma ficha escolar, cujo nome era Isabella Marie Swan em um bairro bem distante do nosso. Pedi ao Lima junto de fausto que fossem acabar com os miseráveis, mas segundos depois eu pedi que eles de forma discreta tirassem fotos e me descrevesse a rotina de cada um deles. O primeiro passo foi ir até o colégio da filha deles e uma foto da adolescente foi enviada para mim. Estando o celular em minha mão estando eu no escuro do meu quarto inconformado, eu a olhei minuciosamente e lembrei-me da minha irmã por ela ser jovem também. Isso me trouxe as lágrimas e foi o suficiente para eu bolar o meu terrível plano de vingança. Procurei saber da rotina dela, seria um prato cheio para eu poder atingir os seus pais, assim como aconteceu conosco. Sendo que antes da tacada final, fomos eliminando um por um da gangue, sem esquecer que eu chantageei um dos integrantes da quadrilha para nos dar informações. Os malditos Swans tinham era dinheiro por conta do tráfico de drogas e um imenso depósito com cargas roubadas que eram vendidas depois. Ali eles fabricavam a droga, pesava, embalava e os seus subordinados a vendiam em vários pontos da cidade e fora. Informaram-me que era a melhor, mas mesmo assim eles roubavam as dos outros por adorarem o confronto. Eram privilegiados através dos roubos milionários bem bolados e no meio desse trajeto em disputa por territórios e poder na vida bandida, eles fizeram inimigos os quais o meu tio conhecia muito bem alguns deles. Ele os entregou sem dó, sem piedade e de bandeja para um empresário bem corrupto o qual os detestava. Ele adorou saber do paradeiro deles e agimos de forma a anular a identidade da moça, eles só queriam os cabeças da gangue e teriam. Eu coloquei em minha cabeça que a Isabella Swan seria o meu brinquedo particular até eu me cansar, isso eu pensei na época. Tudo entre esse empresário renomado e, porém, corrupto foi acertado. A gangue dos Swans o havia roubado e lhe deu um grande prejuízo em computadores, fora outros pertences de valores. Pedimos um tempo a ele, esse que terminaria após o sequestro da moça e depois os Swans seriam dele.
A princípio os meus seguranças acharam melhor eliminá-la com um tiro certeiro no coração sem dor e rápido, mas a minha ideia de causar-lhes dor me atingiu e antes dos Swans partir dessa para o inferno, eles sofreriam. Era visível que a filha era tudo para os pais e a olhando através do meu celular seria mesmo um desperdiço matá-la tão rápido. A moça era mesmo bonita, mas eu a desprezei ao olhá-la por fazer parte da sujeira que levou a minha irmã a morte.
Após eu começar a segui-la contra as recomendações dos meus seguranças, mas depois eles pararam de opinar por me ver bem decidido e disposto a tudo. O patrão era eu e o meu pai, por ele estar desnorteado eu assumi o controle e deu no que deu.Tudo começou na rua estando ela e o namorado, eu os segui e de maldade eu dei uma fechada com o meu carro neles de propósito, seria fatal caso o cara tivesse comprado a carteira de motorista. Eu estava determinado a fazer um estrago total naquele dia, mas, e para o azar dela não foi daquela vez, isso eu pensei na época. Depois a segui na rua dela em sua volta da praia, pude perceber que ela ficou bem assustada e eu adorei. Sorri mentalmente. A cartada principal foi na boate. Ali na boate eu já estava decidido a destruir tudo que ela mais gostava, principalmente o namoro com aquele engomadinho riquinho. Lima me informou que o cara tinha era grana e que a sua família era honesta, menos mal eu pensei, pois se eles fizessem parte das sujeiras dos Swan, eles sofreriam as rebarbas também sem dó ou piedade nossa. Soube que ela andava pra cima e pra baixo com ele desfilando em seu carrão, então o romance acabaria também, eu determinei os olhando e Lima apenas disse um tudo bem. Ele cogitou a morte do rapaz para lhe causar dor, mas achei melhor não já que eram honestos. Eu ainda me lembrava que os vi dançando bastante naquele dia. Ela me pareceu ser bem desinibida e bebeu bebida alcoólica de forma alegre ao dançar de forma até provocante junto com o engomadinho dela, fora que se beijavam cheios de intimidade e deduzi na hora que rolava algo mais entre os dois. Nesse mesmo dia antes de eu rasgar o vestido dela, ela pareceu me notar. Eu a encarei, mas demonstrei desprezo ao olhá-la cheio de desgosto e repulsa. A rodeei a princípio com os meus seguranças para intimidá-la e deu certo. Lembro-me que aquele vestido que ela usava era bem provocante, mas estava em meus planos destruí-lo para lhe causar vergonha. Isso foi possível por eu e os meus seguranças a encurralar na parede após ela ter ido sozinha ao banheiro e a ameacei de várias formas. Eu vi o pavor nos olhos de Isabella Swan, mas por serem profissionais no disfarce, ela mentia muito bem ao transparecer não saber de nada. Pura mentira e fingida, talvez para se livrar naquele momento. Isso piorou a minha raiva após eu perguntar se ela gostava da vida que levava e ela respondeu que sim. Tudo as custas da minha família por um lado e era pavor que eu queria causar neles e consegui. Após ameaçá-la e que ela caiu no chão possivelmente sentindo dor em seu couro cabeludo e no seio por eu tê-lo apertado sem dó, o meu segurança devolveu a bolsa dela a jogando sobre ela após recolher dados que seriam favoráveis a mim através do celular dela. Eles seriam necessários para continuar me vingando e eu tiraria vantagens. Com o rasgo em seu vestido, eu pude ver o seio dela pela primeira vez e tinha o bico rosado, não liguei, mas o formato era redondinho e volumoso. Eu a desprezei severamente naquela época.
Era visível o olhar apaixonado do cara para ela, eu sim percebi que ele a amava de verdade. Depois desse dia finalmente o romance acabou com um empurrãozinho meu com apenas uma ligação venenosa para o namoradinho dela. Sei que rolou uma confusão e claro que eu havia gostado de saber.
No dia do sequestro ela ficou bem apavorada ao ir me encontrar na orla da praia. Eu não podia negar que a Isabella tinha um corpo bem bonito estando com aquele vestido colado, pois eu exigir que ela fosse me encontrar estando bem mais à vontade e de jeito para poder me facilitar. Apesar de pouca idade, ela tinha o corpo de mulher feita e deduzi não ser mais virgem. Seios grandes para a estatura do corpo, cabelos compridos e bem tratados pintados de loiros. Isso pareceu enfeitiçar o namorado, mas o que mais me intrigou foi o seu cheiro que apesar de tudo era agradável e de morangos. O rosto parecia que foi pintado à mão por não haver manchas, mas por notar a sua vaidade, eu arquitetei a forma de reconhecimento para os seus pais que seria o cabelo dela. Isso eu bolei no momento que eu a revistei sob a mira de uma arma e de forma desnecessária de propósito.
Eu a toquei intimamente sem o seu consentimento da mesma forma que fizeram com a minha irmã e não peguei leve com ela, o que importava era os meus planos em vingar a morte da minha irmã e a cegueira da minha mãe. Eu a maltratei de todas as formas, a estapeei, amarrei os pés dela e a vendei. Saímos daquele local e de cara após chegarmos em uma de nossas mansões mais afastadas e que ficava a muitas horas de distância de Ourinhos, eu a estapeei tanto após colocá-la no quarto que eu mesmo bolei para ser o cativeiro dela. Rasguei o vestido tomado pelo ódio sob seus protestos e ela se encontrava vendada ainda, com isso ela ficou seminua sob mim e apavorada com o que iria acontecer. Ela me implorou tanto para não ser deflorada. Cada vez mais que ela se debatia o meu ódio crescia, por fim eu acabei lhe dando um golpe que foi fatal para deixá-la desacordada de propósito. Estando desacordada e por ter arquitetado tudo antes, eu não a mataria naquele momento e foi aí que eu pedi a um dos seguranças que recolhessem o sangue dela, em minha mente eu já bolava milhares de coisas e pedi o resultado para ontem, eu não queria correr riscos. Com dinheiro e pessoas honestas foi mole, mole e ela era uma mulher limpa, eu soube horas depois e o meu jatinho foi necessário para ter um resultado rápido. Não me orgulho disso neste momento ao olhar aquela carta que estava em minhas mãos deixada por ela, pois surgiram sentimentos os quais eu rejeitava no momento. Ao mesmo tempo às vezes em que convivemos juntos eu me deixava levar, ela sem querer acabou me prendendo e eu a negava com força total, com isso as minhas lágrimas rolaram. Eu estava bem confuso e tudo que eu não queria era trair a memória da minha irmã.
Lembro-me claro como a água que eu a deflorei de uma tal forma após eu acordá-la do desmaio com álcool e estando protegido com a camisinha. Eu havia rasgado a calcinha dela e vendo-a tão exposta, eu não senti remorso ali naquele momento. Eu tive que ameaçá-la com a arma, pois ela se debatia e esperneava, mas eu não voltaria atrás e percebi o quanto ela era apertada durante o ato que eu reconhecia ser grotesco. Eu me recordava de tantas coisas, mas me lembrava a todo o momento da minha mãe e da minha irmã, elas não mereceram o que aconteceu. Mas em minha mente Isabella merecia tudo por fazer parte da sujeira com os pais dela.
Recordo-me que após levá-la para a casa da minha mãe dias depois, que muitas coisas aconteceram. Rosa era a governanta da casa e tomou as nossas dores com todo aquele horror. Eu a escravizei e a humilhei de todas as formas estando ela trabalhando para nós contra a sua vontade, do contrário seria a morte. Ela teve o direito de escolha e preferiu trabalhar a invés de morrer. Os seguranças disseram para eu limpar a bagunça logo de cara, mas ela eu não conseguiria. A princípio mentimos para a minha mãe a respeito de Brenda e quando ela soube estando nós a mesa, ela desabou trazendo-me ainda mais tristeza e raiva.
A minha vida havia mudado drasticamente e fiquei em luto total, tanto que isso se refletia em minhas vestes negras. Tivemos que mentir em relação ao sequestro para as pessoas, não podíamos falar que foi por vingança por roubo de drogas. Isso nos desprestigiaria perante a sociedade limpa e mesmo conhecendo policiais, advogados, eles não seriam capazes de livrar a nossa cara.
Estando eu com a carta deixada por Isabella em minha mão ainda, parecia que eu havia petrificado estando em pé ao lado de nossa cama, pois eu a achei assim que eu entrei no quarto. Eu estava inconformado ao notar na noite de ontem que ela havia ido embora, pois ela não retornou quando eu deixei milhares de mensagens e até liguei para o seu celular.
Com tudo isso eu sabia o local que ela estava. Em todas as bolsas dela havia um rastreio mínimo, eu os coloquei estando ela fora no mesmo dia em que eu quase a afoguei na praia estando de noite por sentir raiva. Ela havia saído nesse dia e por sentir raiva eu aprontei com ela quase causando a sua morte por afogamento. Eu sempre soube dos passos dela após esse dia que ela começou a sair com o consentimento da minha mãe. Era um método seguro e odiei cada momento que ela pulava a cerca. Por isso eu a ofendia tanto, isso por ter despertado algo proibido em mim e me fazer sentir tanto ciúme dela. Eu detestava quando ela usava roupas que de alguma forma ficassem marcando o corpo dela.Eu detestava quando ela se pintava de forma a chamar atenção para si, mesmo não percebendo eu acho. Eu não a daria de bandeja para ninguém, ela seria minha para sempre e o pior de tudo foi ter abandonado a nossa filha com tanta facilidade. Ela disse na carta que se importava, mas a deixou por minha culpa. Minha mãe a defendia por gostar mesmo dela, mas nesse momento ela se encontrava a base de calmantes por ser muito sentimental e materna. Eu tive que sair de lá para poder respirar, eu estava chocado com as palavras impressas na carta e todas bem merecidas por um lado. Ela nem imaginava que eu sabia que ela havia ficado com o meu primo no apartamento dele, que viajou com o engomadinho e cansou de se encontrar com ele me deixando mordido de ciúme e muita raiva. Nessas escapadas dela eu falava de jeito que Mary escutasse e pensasse que eu a procurava sem saber seu paradeiro, mas não era dessa forma que funcionava. Eu sabia que a Mary passou a gostar dela assim que a conheceu e ocultava as suas tramoias, ambas se falavam quando podiam e nem todas as câmeras foram reveladas aos empregados internos. Eu queria saber quem era honesto, mas a Mary era da nossa confiança. Nem a minha mãe sabia, caso o contrário a Mary desconfiaria por suas reações serem claras demais.
Cheguei a pensar que Isabella havia fugido ao viajar com o ex na época, mas ela voltou dias depois. Foi difícil lidar com a minha mãe e com o meu pai que sempre me condenava com palavras em casa, na empresa, mas eu não ligava por estar obcecado por justiça por um lado. Eu não aceitava ficar longe dela e nunca aceitaria mesmo odiando o que eu estava sentindo depois de tudo. Alice tinha razão, eu estava obcecado e louco pela filha dos criminosos os quais eu ainda os odiava nesse momento e sempre os odiaria mesmo estando mortos. Eles para manterem o luxo trouxeram a desgraça para a minha família. Era uma pena por ela ser tão bonita, porém mentirosa aos meus olhos e eu não aceitava mesmo me odiando que ela ficasse com alguém, pois estávamos casados e seria para sempre assim. Os olhos dela são tão lindos, pois eu havia o reparado desde da primeira vez que ficamos cara-a-cara, mas a raiva lutava com as minhas ações e sentimentos ultimamente. Acho que tudo piorou após eu beijá-la pela primeira vez sem o seu consentimento no quarto. Era uma luta interna, mas eu não sabia se eu abriria mão do casamento do jeito que ela queria.
Eu não estava conseguindo raciocinar por ter sido abandonado por ela estando nós casados e com uma filha linda que ela me deu por ter sido........ estuprada. O que me conformava era que eu sabia onde ela estava através do rastreio, mas ser abandonado não era nada bom e mexeu com os meus sentimentos de uma certa forma as palavras dela na carta. Sem o rastreio seria mais trabalhoso achá-la, mas mesmo assim eu pensava constantemente nela e sequei a lágrima que rolou. Eu lutava tão arduamente com os meus sentimentos e saber o quanto ela me desprezava só me deixava ainda mais louco por ela. O efeito era o contrário. Eu delirava sempre que ficávamos juntos, mesmo me odiando ela se entregava e me dava prazer como nenhuma outra me dava. Mesmo detestando a linhagem dela, ela se tornou o meu tudo quando eu menos esperei e rejeitava esse sentimento que quase me sufocava a maltratando. Até os tapas que ela me deu durante os meus insultos, nesse momento eles não pesavam ou importava, eu a queria aqui. Olhando aquela carta ela me pedia para deixá-la em paz.
—Mas como? Eu me perguntei e sequei a outra lágrima confusa que rolou.
Voltando no começo quando tudo começou, eu a deixei sem comer por horas estando naquele cativeiro. Lembro-me de muitas coisas as quais nesse momento eu não me orgulho e fechei os meus olhos. Recordo o banho de cachoeira que a Isabella tomou estando à água fria, lembro-me que nesse dia ela deu falta do cabelo e como eu havia bolado antes, eu os cortei estando ela apagada no quarto. Eu cheguei a entrar em contato com os pais dela e prometi não a matar, saboreei o desespero deles ao terem recebido o cabelo da filha com cheirinho de morango e me lembrei de todas as maldades que fizeram com a minha irmã e com a minha mãe. Esse era o meu gás diário para seguir com os planos e falei com o meu tio que os Swans estavam liberados. Isso eu decidi após ouvir muitos lamentos e sofrimento da parte deles por causa da filha. Eu soube que eles foram duramente ameaçados, encurralados por seus desafetos e tentaram escapar, com isso houve o acidente durante a perseguição e o incêndio do carro foi fatal os levando ao óbito. Isso foi notícia nos jornais de Solares no dia seguinte e o meu tio literalmente comemorou com o champanhe mais caro, pois a Brenda era afilhada dele e da minha tia Bernadete. Ela havia ficado órfã e na época eu sorri sentindo o gosto da vitória. Logo após os produtos roubados voltaram para os seus donos e todo o depósito deles foi queimado não restando nada.
Sem contar que ela tentou se matar da primeira vez que eu a levei para tomar banho na fria cachoeira e eu a salvei, fora isso eu ainda a ameaçava a fazer mal aos seus amigos com o mau comportamento dela e funcionou muito bem. Ficará para sempre gravado em minha memória que dá outra vez que eu a levei para se banhar a base de tortura na cachoeira, que ela fingiu cometer o suicídio novamente. Nesse dia ela me deu uma pedrada no rosto e conseguiu escapar tendo dificuldade por causa das correntes. Ela correu bastante, eu estava sangrando e fui atrás dela igual um louco portando a minha arma na mão, mas não iria atirar. Ela estava nua, nua e conseguiu desaparecer estando atada a corrente a qual ela segurava firmemente. Pro azar dela eu escutei uns morcegos voarem desorientados por causa da claridade do dia e voltei após desconfiar, nisso ela saiu de uma pequena gruta correndo e para o seu azar a corrente pesada caiu no chão. Eu imediatamente a peguei e com um puxão preciso, ela foi ao chão se sujando todinha com terra e folhas. Eu a observei rapidamente estando diante de mim nua, pois a sua parte intima rosada me atraiu como um louco no cio e não pensei duas vezes ao dominá-la sob seus protestos. Juro que eu não pensei em nada naquele momento e rapidamente eu dei um jeito. Seria a minha primeira vez transar sem camisinha com uma mulher, pois o meu pai sempre me alertou por causa das aproveitadoras e não pensei, eu a penetrei sentindo aquela quentura incrível em volta de mim e fui ao delírio total. Cada inda e vinda era uma loucura e tortura por sentir vontade de ir cada vez mais e mais rápido, as sensações me tomava o corpo inteiro e o seio dela chacoalhava com os movimentos me deixando ainda mais excitado. Ela me esmagava no meu deslizar e eu tinha um pouco de dificuldade mesmo sentindo-a lubrificada em volta de mim. Eu nunca havia transado com uma mulher que me esmagava a todo o momento como ela fazia, era viciante tê-la e isso foi a minha ruína. Eu podia me recordar que mesmo sendo abusada, ela gozou me esmagando de forma sem igual por ser apertada demais. Depois desse dia eu a fiz gozar por diversas vezes e ela acabou grávida da minha filha. Não usei mais camisinha com ela por opção própria e coloquei em minha cabeça que mesmo sendo errado a Isabella era propriedade minha. Ninguém iria mudar isso, muito menos o meu pai.
Eu não iria mentir para mim mesmo e afirmar em pensamento que eu não me importava com a partida dela nesse momento, eu sempre afirmei para mim e para ela por diversas vezes perante as nossas brigas que ela não se livraria de mim. Tudo aconteceu tão de repente e lembro-me das diversas vezes que eu a procurei no porão. De início eu tinha um caso com a Tânia, ela era uma amiga de infância minha e uma mulher muito bonita, mas pipa avoada e só pensava em si. Eu sabia que ela gostava de ficar comigo, mas após a minha mãe depender meio que de nós ela agiu de forma cruel e sem sentimentos. Tânia achava um saco eu ficar dentro de casa cuidando da minha mãe, mas não havia clima naquele momento ao me lembrar da minha pobre irmã. Cheguei até trocá-la uma noite em que ela dormiu aqui pela Isabella estando um pouco alto por causa da bebida. Tânia era grudenta quando queria e eu não estava com saco para reclamações, tanto que eu a dispensei e fiquei saindo com outras mulheres sempre que dava. Tânia voltou atrás depois e ficou insistindo, mas por não ter sentimentos eu disse que não e foi definitivo. Eu estava com a minha cabeça cheia para ter que aturar as suas chatices e me afogava na bebida, o mesmo fazia o meu pai sendo que com mais frequência e quantidade. Eu era um cara tranquilo antes de tudo acontecer, mas mexeu com a minha família, era o mesmo que mexer comigo. Acho mesmo que as coisas começaram a entortar desde que eu dominei a Isabella sem camisinha no meio daquela mata, mas mesmo assim eu não deixei de lado a vingança. O pior de tudo era saber que ela dormiu com o meu primo e isso me matou e matava até hoje de ciúme. Alice me aconselhou e muito para não ir quebrar a cara dele e acabou que eles se afastaram. Ele havia tocado em algo impróprio e que ele devia manter a distância, sendo que Alice me contou que foi até o apartamento dele e exigiu que ele se afastasse da futura mulher do primo dele. O caso deles se iniciou no ano novo e começaram a sair semanas depois, tive que me controlar e não pôr tudo a perder. Eu não a deixaria ir, muito menos dá-la de bandeja para alguém mesmo morrendo e me contorcendo de ciúme em segredo. Seria melhor me fazer de bobo fingindo não saber de nada, eu preferiria matá-la ao vê-la vivendo com outro alguém. Muito menos estando a minha filha com eles, sei que ela debocharia de mim.
O pior de tudo era não conseguir acreditar em Isabella, com o passar dos dias após o sequestro eu bebia e fumava erva quando dava, isso me fazia esquecer e era longe dos conhecimentos dos meus pais. Mas parei de fumar uma semana antes de me casar com Isabella. Foi o melhor e ela acabou descobrindo após bolar de sequestrar o meu carro com a ajuda do segurança.
Antes de ela entrar em nossas vidas já havia câmeras na casa, as mesmas eram por proteção, mas serviu para vigiar a Isabella e todos os seus passos. Eu disfarçava se tratando das câmeras, mas às vezes não dava e a pegava no flagra como no dia do telefone. Pensei que ela ligaria para aquele engomadinho, pois ela havia sido capturada de volta após fugir pela primeira vez em dezembro. Eu sabia que eu não a tratei bem, mas a dúvida se fazia presente em mim a respeito de sua inocência. Ela alegou desde do início que não sabia de nada, mas vivendo naquele luxo todo em Solares e estudando onde estudava eu tinha lá as minhas dúvidas. Lá era um bairro muito nobre, impossível, e tomado pela raiva isso me fez maltratá-la no decorrer de todos esses meses. Eu não me cansei de procurá-la como mulher. O seu cheiro e depois que ela resolveu ceder, o seu gemido em nossos momentos de entrega me enfeitiçava. Havia algo nela que me atraia como imã e às vezes não me deixava recuar. Eu ouvi a sua queixa se tratando da camisinha algumas vezes no início e cheguei a ofendê-la dizendo que ela não procriaria, isso antes dela saber que estava grávida. Em meio as nossas desavenças ela exigiu a camisinha ao desconfiar das minhas saídas, mas eu não transava com outras mulheres sem o uso dela. Eu continuei a procurando, eu não podia negar que no fundo, no fundo eu ficava saciado, mas durante as nossas brigas eu sempre a diminuía para feri-la de propósito. Brigávamos todos os dias e por raiva quando eu via a minha mãe deprimida, era quando eu tentava feri-la ainda mais. Quantas vezes eu a fiz descer para o porão por causa disso eu me recordava. As recordações me vinham embaralhadas, da mesma forma estavam os meus sentimentos por ela. O amor e a desconfiança estavam cara a cara e lutavam arduamente para a minha ruína. Ao colocar os rastreios em suas bolsas, ele me mostraria por onde ela andava, mas nada suspeito em relação a bandidagem se tratando do conhecimento dela e não do nosso foi detectado até hoje. Se ela estava mentindo a respeito de sua inocência como eu pensava que sim, ela fazia muito bem e convenceu os meus pais. Eu sempre desconfiei, acho que isso era o que arruinava ainda mais os meus sentimentos por ela. Confiamos em alguém de confiança e fomos traídos, isso não se repetiria mais. Nunca mais...
Eu estava cego pela vingança e nesse momento eu me sentei na cama após parar de me recordar. Joguei a carta de lado e coloquei ambas de minhas mãos em meu rosto. A minha mente estava voando a mil e várias situações me vinham à cabeça sem estar em ordem por me encontrar bem abalado com a atitude dela. O momento do estupro. O desespero meu e do meu pai ao sermos notificados pelos russos que haviam sequestrado a minha mãe e a minha irmã na saída do shopping. Na cabeça deles por termos o roubado novamente sem ser verdade. O tiro que eu dei em Isabella de raspão estando em meu auge de loucura, hoje eu me arrependia por tê-la ferido desta forma com a arma. Ela nunca cometeu algo desse tipo com a minha mãe ou com o meu pai, o problema era aceitar os meus sentimentos e lembrar a todo o momento quem era ela e de onde vinha. Escutei o meu celular tocando no bolso e o ignorei, eu precisava pensar e ficar só. Eu estava tão confuso e amassei levemente a carta ao pensar nela, na mulher que era a minha ruína emocional.
–Isabella. Falei para mim mesmo ao me lembrar do rosto dela, depois de sua linda barriga estando ainda grávida da nossa filha e de seu sorriso quando o mesmo brotava mesmo que sendo de forma cínica para me atingir. A forma que ela piscava os olhos e ao abri-los me incendiava com aquele farol azul nas vezes em que ficávamos juntos. O nosso beijo era perfeito, era custoso esquecê-lo. Eu esta viciado, sim, eu estava e fechei os meus olhos. A forma que ela me desafiava, provocava, eu me lembrava de tudo.
Quando eu vi o laptop dela pela primeira vez em seu apartamento, o mesmo tinha a marca que era do empresário que mandou matar os pais dela. Eu quando o vi fiquei na minha, pensei na mesma hora que ela sabia que aquilo era fruto de um roubo e isso só piorava ainda mais na hora de nossas brigas, pois eu trazia tudo à tona. Duvido da inocência dela até hoje e nesse momento mesmo sentindo que eu estava.......a......amando loucamente. A dúvida era cruel, mas ao lembrar dos meus pais e de Alice dizendo que ela era inocente, me deixava quebrado. Era difícil para eu aceitar isso por causa da memória da minha irmã, seria traição.
Seria impossível me esquecer da vez que ela desmaiou pela primeira vez, em seguida o comentário que a minha mãe fez estando ambas no quarto após ela ter sido liberada um mês depois do castigo o qual me desafiou falando muitas verdades e não gostei. Eu fiquei surpreso quando minha mãe suspeitou de uma possível gravidez e me levantei desnorteado, fui um tolo e caiu como um balde de água congelada sobre mim. Mesmo tendo a chamado de erva daninha que não prolifera, era mesmo possível que ela estivesse grávida eu pensei na mesma hora naquele momento. Notei o quanto ela ficou nervosa na hora e por não ser bobo, eu preferi o silêncio e pensar no que eu iria fazer. Cheguei a relatar isso para o Fausto que era o chefe da segurança e ele chegou a dizer que ele não matava crianças inocentes, pois o coração do bebê já devia estar batendo pelo tempo que ela estava ali. Ele disse que eu fui longe demais e que agora quem tinha que resolver o assunto seria eu. Achei uma afronta ele me dizer isso e reclamei, mas acabei concordando com ele estando inconformado e com dúvidas se era mesmo minha essa criança. Sendo que eu a feri por diversas vezes por desconfiar da paternidade, mas um tempo depois eu acabei aceitando por estar na cara. Eu tinha em mente que eu fui mesmo cruel com ela, e como ela deixou claro eu feri a sua alma. Lembro-me do dia do nosso casamento, o mesmo foi imposto pelo o meu pai após saber que a Isabella estava grávida de mim. Ele e a minha mãe nunca foram a favor da minha vingança em relação a Isabella e tive que aceitar a me casar estando eu iniciando uma relação com a Julieta na época. Essa era uma outra moça de família e eu estava investindo nela mesmo sentindo uma atração proibida pela filha dos malfeitores. Ou eu aceitava a me casar, ou eu perderia tudo que eu conquistei. Fiquei puto na época, eu trabalhei arduamente também, mas acima de tudo ele era o meu pai. Pensei bem e não seria uma má ideia, o meu propósito era nunca deixá-la ir e essa seria uma boa oportunidade. Foi uma atitude egoísta, mas eu não quis saber.
Já ela faltando dias para nos casarmos ela saiu e me aprontou uma, fiquei puto quando vi o meu carro todo arranhado e com os faróis quebrados, foi aí que ela descobriu a respeito da erva para baseado. Isso não foi nada se comparando ao flagrá-la beijando o ex-namorado dela e estando transtornado porque me soou como deboche, eu só queria socá-lo e marcá-lo. Estando grávida e no momento que eu a arrastava para fora da boate, ela desmaiou. Acho que foi demais para ela ter sido pega com ele e seria o meu momento de homem para homem com aquele engomadinho finalmente, eu estava louco de ciúmes, essa era a mais pura realidade. Piorava por ele ter sido o primeiro homem dela e ele não seria mais importante que eu.
Eu não pensava ao mesmo tempo em que eu a feria de várias formas, seja com palavras e atos, pois o engomadinho sempre teria vantagens e eu não deixaria não. Nesse dia que eu os flagrei nós brigamos feio eu me recordava e o poupei de algo pior com ameaças, ela ali foi longe demais estando nós noivos. Eu disse a ele para não ficar no nosso caminho ou destruiria tudo à volta dele, ele foi ousado ao ter dirigido o meu carro, mas quem estava por trás disso era ela. Só de me lembrar me deixava com raiva, tudo por ela considerá-lo e a mim por tê-la maltratado nada. Havia muitos obstáculos psicológicos no meio de nós. Chorei ao me recordar da forma terrível que eu encontrei a minha irmã e não iria me afogar nesse momento em bebida por causa da minha filha. Ela era fruto de algo tão conturbado, mas mesmo assim ela era a metade da minha mulher e a combinação foi perfeita. Marie era linda e mesmo sendo o nome dela sendo o sobrenome da mãe, eu não me importava.
No nosso casamento ela estava tão linda, eu sabia que ela chamava a atenção, mas ela superou ao chegar na igreja tão mudada. Pude notar o quanto ela estava nervosa e mal me olhava ao se aproximar do altar, seus olhos estavam como dois faróis naquela linda maquiagem que fizeram nela. Eu ao olhá-la ali tão linda, cheguei a esquecer dos maus momentos naquele momento. Tudo foi bem organizado por Alice e pago com o dinheiro do meu próprio bolso, eu banquei tudo sem poder reclamar e há muito tempo atrás a Alice já havia se cansado de me dar conselho. Ela disse que estava claro que eu estava apaixonado por aquela moça, mas eu negava veemente e ela não acreditava em mim por me conhecer bem. Ela disse até para eu tentar conquistá-la, esquecer o que aconteceu para poder viver bem com ela e eu disse para ela não falar impropérios. Era impossível haver algo a mais, pois a Isabella me queria longe dela. Eu negava para a minha prima os meus sentimentos e quanta mentira eu pensava.
A nossa lua de mel no primeiro dia foi um fracasso, fiquei revoltado por ela estar desejando o Jacob black no meu lugar e brigamos. Estando sem saída, ela me pediu para tirar o vestido de noiva estando nós dois no quarto e me aproximei sentindo o seu delicioso cheiro, ele era a minha maldição. Eu pirei completamente e ela se assustou quando eu puxei o vestido fazendo com que ele caísse no chão. A senti meio atormentada com o meu ato e foi para o banheiro sem me deixar vê-la de frente, cheguei a achar graça estando ela ausente do quarto. Fui um pouco sarcástico ao encontrá-la na banheira depois e não podia negar que a Alice caprichou por estar tudo bem romântico, isso não foi ideia minha. Momentos depois, eu me recordo que eu sem ser convidado entrei nu na banheira e brindamos com um champanhe sem álcool. Ela falou que não havia nada para brindar e deixei pra lá por entendê-la, mas mesmo assim eu não desisti. Eu a desejei loucamente naquela noite e após vê-la com aquela camisola bem saliente, eu enlouqueci e ela me vetou. Juro que eu não sabia, pois, a Alice as comprou sem o meu conhecimento e fiquei surpreso. Ela foi dura e nos desentendemos como sempre naquela noite que seria de núpcias. A nossa lua de mel foi entre brigas e desejo da minha parte. Na noite após chegarmos do restaurante sugerido pela a minha prima, a madrugada foi mesmo incrível e ficamos juntos de verdade para estrear a nossa lua de mel. Ela praticamente me atacou deixando-me confuso, mas parecia estar louca igual a mim e não a vetei por estar desejoso demais também. Lembro que fizemos amor como dois loucos no cio por um bom tempo e foi a melhor noite da minha vida. Ela acabou me deixando contundido, com dor nas costas e eu adorei aquele lado selvagem não conhecido antes por mim, ela mal sabia o quanto isso me fascinou e me deixou ainda mais confuso. Depois eu a levei para passarmos dias no Resort de um amigo nosso e nos esbaldamos em parte, ela foi bem durona e brigamos por bobeiras em nossa estadia lá. Eu não estava louco por pensar isso, mas ao me lembrar de algumas atitudes dela lá, eu juraria que ficou com ciúmes por eu ter conversado com uma moça a qual eu fiz amizade lá, inclusive eu conheci o seu parceiro e foi natural. Nada demais e nesse momento ao me recordar, devia ser loucura da minha cabeça ou mesmo desejo reprimido por ela não se importar comigo. Eu sabia que ela me odiava e sentimentos não deviam rolar mesmo quando ela me perguntava aonde eu iria e eu simplesmente saia do quarto e depois de casa sem dizer o meu destino para ela. Olhando bem depois de tudo que eu a fiz passar, caso ela fosse mesmo inocente eu não a merecia.
Parei de pensar um pouco e sequei a lágrima que rolou, meu telefone tocou novamente e vi ser da minha casa. Achei melhor atender, pois a minha filha havia ficado com a Mary e a minha mãe sob os cuidados do meu pai. Até com a Victória eu fiquei sabendo que a Isabella arranjou tumulto um dia antes de partir, mas não me contaram o porquê. A mesma disse não ser nada importante e fiquei curioso, mas deixei pra lá por estar com a minha cabeça cheia. Após o quinto toque.
—Alô.
—Filho, onde você está? Perguntou a minha mãe estando com a voz bem chorosa.
—Estou aqui em casa mãe.
—Você não irá atrás dela? Falou ela com dificuldade. -Chame os seguranças, reviste a cidade e encontre-a filho.
—Não sei se eu deveria. Falei mentindo para mim mesmo.
—A Marie não merece crescer longe da mãe e você provocou isso tudo quando teve a oportunidade de apaziguar as coisas com a sua mulher! Cansei de falar para deixá-la em paz, mas entrou por um ouvido e saiu no outro! Deve estar contente agora, cedo ou tarde eu sabia que isso aconteceria Edward. Não pensou na menina!
—Eu não quero brigar com a senhora mãe, eu preciso ficar sem reclamações e sozinho.
—Eu gostava dela, e gosto ainda, mas você estragou tudo! Não vou aceitar qualquer uma aqui em casa! Disse ela alterada e eu me calei achando estar fazendo o certo. — Quando irá tirar a venda dos olhos? Eu sabia que a magoaria ainda mais ao deixá-la sem ver a menina e Alice agiu mal ao ter ficado com a minha neta! Isso não foi justo, pois ela não lhe negou o direito de ser pai quando tinha todo o direito de fazê-lo. Ela é uma moça nobre, de coração puro, mas você por essa maldita raiva, ódio, egoísmo a espantou. Deve estar satisfeito agora.
—Eu não quero falar a respeito disso mãe, por favor. A Isabella agiu mal ao ingerir bebida alcoólica e a nossa filha ainda mama pelo amor de Deus!
—TEM RAZÃO, QUANTO A BEBEDEIRA, MAS EU SEI QUE ELA DEVE TER SE AFUNDADO NA BEBIDA POR CAUSA DE VOCÊ! Ela merece outro homem que a ame e que cuide dela como ela merece, só sinto muito pela menina que não tem nada haver! Alice te deu tanto conselho, eu te dei, o seu pai, mas você com essa teimosia não ligou! Acho que estávamos errados quando pensamos que estava mesmo apaixonado, acho que ela ainda demorou muito para deixá-lo após ter fugido pela primeira vez.
—Peça a Mary para olhar bem a minha filha, ...... por favor. Falei secando uma lágrima e falhou um pouco a minha voz.
—O que está havendo, andou chorando?
—Não. Menti. –Não é para tanto.
—O seu pai está preocupado. Eu também estou preocupada com os sentimentos dessa moça que deve estar por aí sozinha no mundo e não desejo a mal dela. Aqui ela tinha uma família e eu me preocupava de verdade com o seu bem star. Disse a minha mãe chorando e eu sequei uma lágrima que rolou.—Mesmo eu me sentindo triste, acho que o melhor seja você deixar essa moça finalmente em paz. Não serei egoísta ao desejar que ela fique aqui conosco sendo que você não a trata bem. Eu preciso desligar. Disse ela chorando pra valer e desligou o telefone na minha cara.
Eu mal havia dormido essa noite que passou, tudo por causa dela, daquela mulher que balançou todas as minhas estruturas e que me deixou ainda mais furioso quando me traiu. O pior de tudo é que eu não sabia se eu a deixaria em paz, na carta ela deixou bem claro o quanto estava ferida e que me queria longe dela. Ela estava amamentando e a nossa filha estava a base de leite industrial sendo tão novinha, ao pensar nelas mais lágrimas rolaram e fui até o closet. Como ela havia escrito na carta, todas as roupas caras que Alice havia comprado para ela estavam ali penduradas e algumas peças que vieram com ela também. Olhei as gavetas e todas estavam ali, alguns lingeries que tive a oportunidade de vê-las nela estavam em ordem e dobradinhos. As joias que ela não levou para a outra casa também estavam ali, inclusive o dinheiro que eu havia deixado na gaveta ao seu alcance de propósito. Havia cinquenta mil dólares ali e após contá-lo, percebi que o mesmo estava intocado e fiquei pensativo ao me sentar sobre o carpete. Ao olhar para o dinheiro, eu fui capaz de me recordar da vez que ela pegou o meu dinheiro e renovou todo o meu armário pondo fim em meu luto. Ela foi audaciosa e por pensar que ela havia queimado as jaquetas que Brenda me deu de presente, eu a maltratei pra valer nessa noite ouvindo os seus gritos. E vê-la tão sensível após o meu ato estando ela grávida, isso só me deixava mais ciente nesse momento que eu deveria mesmo deixá-la ir. Sendo que ela não as queimou e as poupou para aminha total surpresa e alivio. Eu sentia tantas saudades de Brenda e o que não me deixava conformar era o que fizeram com ela e o estado da minha mãe. Com isso eu deixei outras lágrimas rolarem e me lembrei de Isabella, pois ela havia nos “abandonado” também.
.
30min depois.
Levantei-me do carpete estando cego pelas lágrimas e me lembrei da pergunta dela na carta. Se ela me perdoaria algum dia e, eu não sabia se seria possível depois de tudo. Eu não sabia o que pensar nesse momento por estar bem confuso, mas lembro-me que por várias vezes eu cedi e a tratei bem em nossa lua de mel. O jantar romântico no Iate que tivemos meses depois, a seguir nós fomos para o hotel a deixando bem confusa após ficarmos muitas semanas sem sexo. Tudo isso eu me recordava e nos entregamos de verdade, mas as brigas sempre nos rodeavam e por cobrar vingança se tratando dos meus, eu voltava à estaca zero. Eu sabia que eu não poderia continuar vivendo com esse pensamento e caso eu contasse para ela dos meus conturbados sentimentos, eu não lidaria bem com o seu desprezo. Eu não estava acostumado a perder, mas após ler aquela carta, caiu como um peso o seu sofrimento apesar de percebê-lo. Ali conversamos mesmo que sendo apenas ela a falar de forma civilizada pela a primeira vez, faltava diálogo entre nós e eu sabia muito bem disso. Tudo pela vingança e ao me lembrar que ela dormiu com o meu primo e que beijou o ex naquela noite, eu fiquei irado e estava custoso digerir até hoje juntando tudo. Tudo isso pesava e parei de pensar após socar a gaveta, era terrível pensar em outro a tocando, ela era minha.
—Mas como pensar dessa forma se eu a maltratei tanto? Eu me perguntava e respirei fundo.
O meu rádio apitou.
—Qual vai ser patrão? Era Fausto.
—Sobre?
—Iremos buscar a sua esposa?
—Estou pensando a respeito.
—Deveria ir buscá-la já que tem convicção que ela sabe a respeito de tudo. Pode comprometer o senhor e sabe disso.
—Ela abandonou a nossa filha, por isso eu sei que não.
—O que acha que deve ser feito? Podemos matá-la?
—Mas é claro que não! Falei um pouco alterado e me recompus. –Eu preciso pensar, eu preciso pensar. Falei de olhos fechados e tornei a abri-los. –Quando eu decidir, eu falarei para você.
—Darei um tempo para o senhor, qualquer coisa é só nos chamar. Olhando agora para a tela do computador, ela se encontra em um bairro residencial há poucas horas daqui. Ao vigiarmos os passos dela antes de sua partida nos últimos dias, tudo indica que está em uma residência recém adquirida. Ela foi à imobiliária do seu amigo Pedro e tudo indica que é isso mesmo patrão. Eu me certifiquei e confirmo a suspeita por ela ter ido ao banco.
—Tudo bem Fausto. Falei um pouco surpreso, mas ao lembrar que ela tentou vender o apartamento dela em Solares escondido de mim, isso não era novidade.
—Não quer saber onde é?
—No momento não, posso acabar cometendo uma loucura. Falei de olhos fechados.
—Ok.
Encerrei o nosso contato e voltei para o quarto, não resistindo eu desci e fui para a cozinha. Abri a geladeira e peguei uma garrafa de vinho, enchi a taça e subi novamente para o quarto levando a garrafa junto. Sentei-me na cama e sentindo o meu peito comprimido pela saudade e rejeição, eu bebi de uma vez só o vinho que continha na taça. Tornei a enchê-la e repeti o ato, só na terceira vez que eu a enchi é que eu fui bebendo aos poucos pensando nela. O meu celular tornou a tocar e o atendi.
—Patrão, sou eu Mary.
—Algum problema Mary? Perguntei preocupado e coloquei a taça sobre o criado mudo na mesma hora.
—A neném está bem chorona, acho que ela está sentindo falta da mamãe patrão. Ela pouco mamou ainda pouco.
—Eu já estou voltando. Como ela está?
—Acordada no carrinho e chora muito do nada.
—Chego logo então. Falei preocupado.
—Tudo bem.
Peguei a carta que estava ao meu lado e a dobrei, depois eu a coloquei no bolso da minha calça. Peguei a garrafa de vinho, a taça e saí do quarto. Caminhei rapidamente, desci a escada e fui para a cozinha guardar a garrafa na geladeira e lavei a taça. Eu decidi que no momento eu tomaria conta da minha filha, mesmo sendo novinha a criança sabe o cheirinho da mãe, o conforto de seus braços e o carinho que recebia ao ser amamentada, então eu acredito que ela estava sentindo falta disso. Fui até o banheiro social e lavei rapidamente o meu rosto, eu estava desolado e pela primeira vez eu pensaria em meus próximos atos. Isabella tinha razão, não seria possível ressuscitar os mortos e viver no pé de guerra nunca daria certo. Apesar de eu estar um pouco insuportável no momento, eu não podia negar que eu a queria por perto. Ela me queria longe pelo o que li na carta e está mais que óbvio através das palavras dela durante as nossas brigas que ela me detestava. Eu não sabia o que fazer, eu acho que estava tudo acabado mesmo, mas eu não me conformava. Está claro que eu a amava, mas nunca falei isso para a Alice, pois a conhecendo bem, ela poderia falar para alguém. Pensando eu, isso seria o fracasso, mas ela tinha razão, eu fui longe sem mesmo conhecê-la. Acho que seria melhor ela confessar que sabia de tudo, ela sabia que os pais dela haviam roubado drogas, mas sempre dizia que não sabia de nada. Isso era um pesadelo o qual eu queria acordar. Eu gostaria que ela não fosse filha de quem é, mas ela tinha razão em não podermos escolher a família antes de nascer. Achei melhor parar de pensar nela nesse momento, mesmo estando difícil para mim eu saí da residência a trancando. Fui para a garagem não deixando transparecer nada para os seguranças e abri a porta do carro, me vendo pronto para partir, eles foram para o carro.
Saímos e fui dirigindo estando com a minha cabeça a mil, eu só pensava em minha filha, nela, nela, na minha filha e em nós quando ficávamos juntos.
—Maldita! Esbravejei para mim mesmo tomado de ódio de mim mesmo.
Ela sabia me deixar louco mesmo sem fazer muito esforço e até mesmo não tendo vontade, o cheiro dela era o que me enfeitiçava e de certa forma me deitar ao lado dela me fazia dormir melhor. Era cômico isso por maltratá-la e ela sendo filha de quem era, mas dormir com ela me fazia bem desde do início. Lembro-me de suas camisolas e eu não conseguia tirá-la da minha mente, eu não sei se eu suportaria ficar parado sem fazer nada até a noite. Eu sinceramente não saberia me conformar, eu reconhecia que eu era teimoso. A minha luta interna estava acirrada, mas me rendendo, o amor borbulhava e chegava a transbordar. Eu precisava me livrar do trauma, mas estava tão difícil. Talvez seria loucura gostar dela depois de tudo, eu pensava enquanto dirigia, mas muitas vezes não mandávamos em nossos próprios corações. Acho que o certo era lutar com os meus sentimentos.
.
.
.
Às 14:20min.
Estacionei o carro na garagem e saí do carro, ativei o alarme e caminhei até a cozinha.
—Que bom que chegou patrãozinho. Falou Mary um pouco abatida, eu sabia que ela gostava mesmo dela.
—É eu já estou aqui. Falei indo até o carrinho da minha filha e a peguei no colo estando dormindo. –Ela dormiu faz tempo?
—Ainda pouco após eu niná-la bastante, ela é geniosa mesmo sendo pequenina.
—E a minha mãe?
—Está no quarto com o seu pai e a patroa está arrasada coitada.
—O mundo não irá acabar porque a outra foi embora. Falei com o meu orgulho ferido e me fazendo de forte.
—Mesmo assim a patroa sente falta dela e acho que a pequena Marie também.
—Isabella preferiu fugir com o outro.
—Não acredito nisso patrãozinho.
—Fala isso porque já cansou de acobertar as tramoias dela Mary.
—Não diga bobagens patrãozinho e com todo respeito, eu acho que ela foi embora por causa da última briga. A patroinha está ferida demais e mesmo o senhor reprovando o que eu irei dizer, eu no lugar dela já teria ido embora há muito tempo. Um ser humano inocente não merece passar a metade do que ela passou. Tenho certeza que ela decidiu partir após ter ido à empresa. A patroa me falou que conversou com ela e eu já sabia por um lado que ela descobriu o endereço de lá através de uma carta.
—Onde ela achou essa carta?
—No escritório. A dona Esme disse que ela falou que não tem interesse em nada de vocês e que não revirou nada. Eu sei que isso é verdade patrãozinho. Dona Esme disse que ela confessou que queria saber apenas da menina e quis ir a empresa tirar satisfações com o senhor por ter lhe tirado a menina sem falar nada. É o que eu sei, no dia que ela foi lá eu preferi não me meter.
—Se ela foi, já foi tarde Mary!
—Fala da boca para fora patrãozinho, mas tudo bem. Está perdendo a oportunidade de recomeçar e está dando a chance de ter uma grande mulher ao seu lado para outro. Sou a empregada da casa, mas enxergo e sei separar o que é bom e o que é ruim, já o senhor está fazendo tudo errado. Na verdade, a minha patroinha não o quer.
—Eu não quero falar mais a respeito dela Mary.
—Tudo bem. Falou ela indo mexer a comida na panela e eu olhei para a minha filha.
—Irei subir com ela e ficarei em meu quarto.
—Não irá colocar os seguranças atrás dela?
—Não vale a pena.
Caminhei pelo corredor segurando a Marie e subi a escada, abri a porta do meu quarto e me sentei na cama devagar. Eu aproximei a minha filha do meu rosto e beijei a sua cabecinha, ao lembrar da mãe dela eu fechei os meus olhos para tentar segurar a barra. Era horrível, mas eu não sabia como eu poderia deixá-la em paz se eu não conseguia parar de pensar nela. Estando eu com a menina em meu colo, eu não saberia lidar com o que eu estava sentindo e imaginá-la com outro é que não. Ela mencionou que para Deus me perdoar, eu teria que deixá-la em paz, mas nesse momento eu preferia mil vezes viver sem o perdão de Deus só para tê-la ao meu lado. Na verdade, eu não saberia como lidar com ela no momento após os últimos acontecimentos, essa carta havia mexido comigo. Houve muito tumulto entre nós e brigávamos tanto, o melhor seria mesmo deixá-la ir. Fiquei tão surpreso com a ida dela lá na empresa e parei de pensar nela, na verdade eu a queria aqui nesse momento cuidando da nossa filha. Apesar da pouca idade ela estava se saindo bem como mãe. Lembro-me que mesmo tendo banhado a nossa filha numa água quase gelada no meu aniversário, ela estava se saindo bem de qualquer jeito e a minha filha ficava sempre linda e perfumada sob os seus cuidados. Com isso me lembrei do dia que ela veio ao mundo e posso dizer que mesmo a Marie sendo filha dela, eu amava a minha filha com todas as minhas forças. Eu nunca me cansaria de dizer que ela foi o meu melhor presente de aniversário, quanta coincidência e não foi nada premeditado. Isabella foi uma louca ao ocultar que estava passando mal durante o dia da festa, mas graças a Deus que no final deu tudo certo. Fiquei bem emocionado ao pegar a minha filha pela primeira vez no colo, mas me fiz de durão tendo muita dificuldade. Isabella a olhava com carinho após o nascimento e fiquei curioso para saber o que se passava em sua mente ao olhar aquele anjinho no colo das enfermeiras. Na verdade, eu não sabia como seriam as minhas noites longe dela mesmo me fazendo voltar sempre ao passado.
Resolvi colocar a Marie deitada no centro da cama e ela permaneceu dormindo. Coloquei alguns travesseiros em volta dela e fui para o closet. Ela tinha razão na carta, pois eu já havia reparado antes que as roupas que Alice comprou estavam ali, os óculos que foram uma nota cada um e as joias. Ela largou tudo para trás e esse ato dela dizia e muito para mim pensando bem, aquela joia que os meus pais deram a ela valia uma quantidade absurda e sei que as peças lhe renderiam um bom dinheiro, mas mesmo assim ela largou todas para trás. Peguei o vestido usado por ela no dia que foi até a empresa e o cheirei, o mesmo estava pendurado no cabide e me recordava do quanto ela estava linda naquele dia. Mesmo fazendo pirraça e me deixando no vácuo dentro do carro após eu ter ido atrás dela, eu a admirei ao mesmo tempo em que estava com raiva. O que ela fez com a nossa filha não era justo, mas eu procuraria esquecer aquela bebedeira dela. Continuei com o vestido dela em minhas mãos e inconformado com a intensidade que as lágrimas queriam vir, eu taquei o vestido longe e fui até a porta do quarto trancá-la.
Despi-me por completo após entrar no banheiro e fui para o Box tomar um banho. Liguei o chuveiro e deixei a água morna cair sobre mim, com ela se iam as minhas lágrimas e comecei a me ensaboar. Lavei bem a minha cabeça e ao esfregar a minha cabeça contendo xampu, eu fechei os meus olhos. A imagem de Isabella me veio e tratei de tirá-la dos meus pensamentos, continuei me ensaboando e a minha vontade era de beber um pouco de whisky para poder amenizar a minha situação. Sei que ela já havia me chamado à atenção por várias vezes ao me embebedar, mas nesse momento eu não poderia vacilar, eu seria tudo para a minha filha como ela merecia.
Não quer ver anúncios?
Com uma contribuição de R$29,90 você deixa de ver anúncios no +Fiction durante 1 ano, além de outros benefícios.
Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!—Não, eu não posso deixá-la ir! Eu não posso! Falei para mim mesmo e soquei a parede por duas vezes, esse foi o melhor jeito para eu conseguir extravasar e amenizar a dor.
Estava doendo por perceber que ela não me queria mesmo ao lado dela e estava dolorido demais ao perceber que o melhor seria deixá-la ir. Chorei as minhas mágoas, todas elas que me afligia e o pior era saber o quanto ela tinha de leite e negaria isso a nossa menina que estava tendo dificuldades para mamar o leite industrial. Ela pouco curtiu a nossa filha e a minha avó Ana tinha razão quando puxou a minha orelha ao chamar a minha atenção, eu a perderia e perdi. Mesmo tendo milhares de motivos para me vingar, eu fui o causador de sua dor tendo ela culpa ou não. Dizem que o amor supera, mas eu precisava superar os meus traumas primeiro. Era imenso o meu ódio pelos Swans que causaram danos na minha família. Eu não conseguia apagar da mente o estado que eu encontrei as duas, isso era o que mais me doía. Por um lado, eu entendia o meu pai por se sentir culpado, a ganância nos levou ao fracasso, mas já estava feito e não tinha como voltar atrás. Eu estava sentindo tanta falta dela apesar de tudo, mas tanta que passei a mão em meus olhos para me livrar da água e das lágrimas. Por um lado, ela tinha razão em querer se afastar, mas a minha mente gritava que não quase me levando a loucura ao olhar a minha filha deitada na cama. Acho que eu ficaria louco sem ela e terminei de me lavar. Enxaguei-me e sai para me secar, escutei alguém batendo na porta e fui até a mesma sem a abrir.
—Quem é?
—Sou eu patrão.
—Oi Victória, o que deseja?
—O senhor irá almoçar agora?
—Depois eu desço.
—Posso trazer a sua comida aqui se quiser.
—Eu agradeço, mas eu descerei depois.
—Tudo bem, qualquer coisa pode me chamar.
—Tudo bem. Falei passando a toalha em meu corpo.
Victória era uma moça tranquila, mas eu era homem e sacava quando uma mulher dava digamos “mole” para mim. Eu mesmo estando cego pela vingança, de uns tempos para cá eu fui dando uma aliviada por me descobrir gostando de verdade de Isabella. Eu nunca dei trela para a Victória. Isabella chegou a insinuar uma vez que eu queria que a Victória trabalhasse para nós lá em nossa casa por estar atraído por ela, mas na verdade não era assim que funcionava. Ela foi recomendada pela a minha tia, mas eu sabia separar muito bem as coisas. A mãe da minha filha mal sabia o quanto eu me encontrava viciado nela.
—Isabella, você não devia ter abandonado a nossa filha por causa de mim meu, meu...........
Preferi parar com esse pensamento e fui para o closet me vestir. Preferi por uma bermuda que ela comprou na época para mim e uma blusa de alça para me sentir confortável. Saí do closet e fui me deitar ao lado da minha filha, na verdade eu estava sem apetite no momento.
Acariciei o bracinho da minha filha sentindo a sua pele sensível e fininha sob os meus dedos, nisso eu fechei os meus olhos, mas tornei a abri-los para imagens dela não virem em minha mente. A minha filha se mexeu e abriu os olhinhos, mas eu a ninei e ela fez menção de chorar.
—Shhh meu anjo. Falei a ninando e ela ficou quietinha.
Olhei a fralda dela e a mesma estava limpa. Ajeitei a sua roupinha, depois beijei o bracinho dela e olhei os seus olhinhos, ela era mesmo minha. Até o meu sinal de nascença ela tinha um igual, fora os seus olhos que eram verdes e por estar acordada eu a peguei no colo. Escutei baterem na porta novamente.
—Edward filho.
—Agora não pai.
—Precisamos falar.
—Não pode ser em outra hora?
—Não.
—Ok.
Levantei da cama com cuidado por estar com a minha filha no colo e fui até a porta abri-la.
—Então a minha neta está aqui. Disse ele sorrindo levemente e entrou no quarto.
—É eu cheguei ainda pouco e a trouxe para cá. Falei no momento que ele pegava a neta no colo e não o encarei muito.
—Como você está lidando com a partida da sua esposa?
—O senhor sabe muito bem que eu posso trazê-la de volta quando eu quiser. Falei indo olhar da janela após fechar a porta e desta forma eu fiquei dando as costas para ele.
—É a respeito disso que eu vim conversar com você.
—Não precisamos falar dela agora pai e eu nem quero.
—Precisamos sim. Sei que você a vigia por rastreio filho, mas já passou da hora de você deixar essa moça em paz. Não a ama de verdade, só quer ter o gosto de ver o sofrimento dessa jovem e nunca concordei com isso. Desse jeito nem a amizade dela terá, está tão na cara isso. Eu conversei com a sua mãe, óbvio que ela não sabe a respeito do rastreio, mas ela não a quer mais aqui. Falou o meu pai ficando ao meu lado e olhando para mim.
—Ela não a quer mais aqui por quê? Perguntei estando indignado. — Não era tão amiga e sua protegida? Por que mudou de ideia?
—Não é justo Edward. Não é justo e vá viver a sua vida também. Deixe que ela cuide da menina e só lamento a respeito da partida dela pela a sua mãe que está muito abalada e eu também. Eu também gosto muito dela, aquela moça nunca fez nada de mal para nós e você fingiu não enxergar isso o tempo inteiro! É uma pena porque esse ser inocente ficou órfã de mãe de uma forma tão bruta e mal desabrochou para a vida ainda. Você provocou isso tudo!
—Não me importo com o que vocês acham, ela é a minha esposa e mãe da minha filha! Quem deve decidir sou eu e mais ninguém! Eu posso muito bem ir para outra casa, isso não é o problema!
—A quer aqui para quê? Perguntou o meu pai um pouco alterado.
—Não falei que iria atrás dela! Isabella provavelmente comprou uma casa e não está tão longe daqui.
—Conhecendo a sua revolta, eu sei que irá buscá-la para fazê-la sofrer ainda mais, mas isso acabou Edward. Não compartilharemos isso mais. Eu e a sua mãe achamos que ela era a nora perfeita e sabemos que ela realmente é, mas você mesmo sendo o meu filho nunca será o homem perfeito para ela nesse momento. Dê-lhe o divórcio, entrem em comum acordo porque ela merece dar o carinho para a filha também! Se ela se afastou, você sabe que foi por sua causa e se a Marie está em meus braços agora foi porque ela nos permitiu viver essa felicidade! Não maltrate mais esse anjo filho, é injusto!
—Não pode chamá-la de anjo, ela vivia no bem bom e da forma que enganamos a minha mãe com negócios escusos, ela poderia muito bem nos enganar com o seu jeito angelical. Mulheres enganam seus companheiros quando bem querem! Falei me lembrando do dia em que eu fui atrás de Isabella e a peguei falando com o meu primo Max no celular da Mary. Ela estava na área e falou a respeito do nascimento nossa filha, sei que isso cooperou também para as nossas ultimas brigas.
—Por que está falando isso?
—Não é por nada! Falei me lembrando das vezes que ela esteve com o meu primo e isso me incomodava e muito por me causar ciúme.
—Eu sei que não há maldade e malícia no coração dela se tratando desse maldito roubo. Eu sei reconhecer isso, caso ela oferecesse algum perigo para a sua mãe e até para você, eu não permitiria que ela ficasse aqui conosco. Quando a sua mãe mais precisou, foi ela quem a consolou e a fez comer quando ela não queria por se sentir deprimida. Do contrário, ela não agiria assim, pois ela sabe que bem ao mal, nós ajudamos a arruinar a vida dela. Estamos quites filho, mas ela não teve culpa de nada. Foi mais uma vítima no meio disso tudo, assim como a sua mãe e a sua irmã.
—Quem decide sou eu, eu sou o marido dela!
—Isso, enquanto pensar torto só irá quebrar a cara! Custa você me atender?
—Ela não me quer por perto.
—Isso está claro, ela nos deixou.
—Ela me deixou uma carta. Falei fechando a minha mão em punho e desta forma eu a apoiei na parede estando olhando para o mar.
—Uma carta?
—Sim e devolveu a chave da nossa casa para o segurança ontem após pegar as coisas dela.
—Ela levou todas as coisas dela? Perguntou o meu pai me olhando.
—Ela deixou claro na carta que só levou as que já as pertencia e percebi que as que ela comprou também. Já as que a Alice comprou para ela estão todas no closet daqui e da outra casa. Até o dinheiro que está guardado lá em nossa casa está intacto. Ela em momento nenhum o pegou e por várias vezes falou que não queria o meu dinheiro.
—Então ela rejeitou aquilo que ganhou?
—Sim, principalmente as joias que o senhor e a minha mãe deram. Ela deixou todas as joias para trás.
—Isso só prova que ela não puxou os pais dela. Deixe-a em paz filho, mas siga o meu conselho e faça um trato pela a minha neta. Ela não merece ficar longe da menina, a tratava com tanto carinho mesmo você sendo o pai da criança. Está cego e é ruim para mim vê-lo se afundando.
—Isabella não me quer ver pintado de ouro pai, eu não quero vê-la também!
—Não parece, sou o seu pai e parece abatido filho. É um orgulhoso de marca maior.
—Quanta bobagem Carlisle! Só me casei por causa da menina!
—Então seja infeliz se enganando, mas não a queremos aqui sofrendo. Não, isso nunca mais filho. Se for atrás dessa moça, é para se desculpar, implorar o seu perdão e lhe dar o direito de mãe sem chateações. Isabella é uma moça muito bonita, logo irá conseguir um bom partido que a faça realmente feliz. Mesmo que amemos a criança, a neném é dela também. Foi ela quem a carregou por nove meses no meio de tanta infelicidade e por incrível que pareça a minha neta foi o seu presentão de aniversário. Deus sabe o que faz. Deixe a menina com ela, dê-lhe assistência financeira e visitemos a menina quando bater a saudade. Esse é o certo a se fazer e você conversando com ela de forma civilizada e igual a um homem de verdade, vocês possam conviver numa boa e cuidarão da menina mesmo que separados. A machuque mais e nunca mais terá o perdão dela, aí sim se existir uma centelha de sentimento em seu coração, estará tudo acabado. A neném é o que pode por um milagre os unir novamente, o que eu acho meio impossível, mas não a force a nada. Escute aquele que quer o seu bem incondicionalmente filho.
—Acha mesmo que ela irá me perdoar depois de tudo? Perguntei desacreditado e o olhei finalmente.
—Não posso responder, só ela.
—Pois saiba que eu não irei permitir que ela fique com outro homem e deboche de mim! É isso que ela irá fazer estando com outro e eu não irei permitir!
—Que besteira! Falou o meu pai ajeitando a neném no colo. –Isabella preferiu se afastar, ela não quer debochar de você! Tire essa tolice da cabeça só porque ela é filha dos Swans!
—Não quero falar mais dela pai, não quero!
—Você não, mas eu posso ir atrás dela e consertar tudo isso do meu jeito. Serei justo!
—Eu sou de maior e casado com ela, quem deve resolver isso sou eu!
—Você vai resolver? Perguntou o meu pai desacreditado. -Conta outra Edward, você só irá piorar com essa forma tosca e torta sua. Não é o mesmo de antes, eu e a sua mãe nos equivocamos quanto aos seus sentimentos em relação a essa moça. Isso é algo grave e não amor de verdade.
—Não irei atrás dela. Está satisfeito? Perguntei para mudar de assunto e mentindo.
—Você falou que não irá permitir que ela fique com outro homem, isso significa que irá atormentá-la.
—Estou confuso.
—É hora da paz e entre em acordo com ela. A moça não trabalha, não terminou os estudos e por sua culpa não merece passar por privações alimentar e financeira. Está solitária, provavelmente chorando por causa da menina, pois a pobrezinha ainda está de resguardo e o corpo voltando ainda ao normal. Deus pode não lhe perdoar de verdade se não consertar isso.
—Ela pelo visto comprou uma casa escondido para viver longe de mim.
—Pior ainda, gastou o dinheiro da poupança dela e o mesmo acaba se não haver retorno. Meus Deus!
—Sei disso. Falei fechando os meus olhos. -Ela tinha tudo aqui, não podia reclamar.
—Não atropele os sentimentos dos outros, está sendo um egoísta. Dinheiro não é tudo Edward! Já perdeu os seus princípios?
—O senhor não pensou nisso antes de se envolver c.......
—Calado! Não devemos tocar nesse assunto aqui! Já estamos envolvidos, optamos na época e você nunca reclamou da vida que leva! Lembro-me que foi bem ambicioso e não pode tacar pedra em mim porque eu não estava sozinho!
—Eu sei, mas olha o que aconteceu! Caso a Isabella seja mesmo “inocente” o que eu não acredito e saiba, aí sim não irá me perdoar por tê-la ofendido.
—Estamos no mesmo barco. Se depender de mim a sua mãe nunca irá saber.
—Eu sei.
—Esse assunto nós já resolvemos, os malditos já estão mortos e não iremos ficar tocando nessa mesma tecla a vida inteira Edward! Iremos vegetar e não viveremos em paz!
—Pois parece que não se importa com a morte dela!
—Mas claro que sim, claro que sim, pois eu era o pai dela e amo a sua mãe como eu amo você filho. Mas não enxerga que nós não podemos fazer mais nada? Elas já foram vingadas e muito bem vingadas, pois reduzimos os inimigos a zero.
—Eu sinto falta dela. Falei deixando uma lágrima rolar e mal o meu pai sabia que eu lamentava triplamente.
—Todos nós, mas viveremos com a lembrança dela aqui na casa, o seu sorriso e a sua forma doce de ser. Não será maltratando a sua esposa que resolverá tudo. Deus! Isso não faz sentido mais Edward! Coloque a cabeça no lugar e depois se você sentir que está em condições de conversar de forma paciente e decente, vá atrás da sua mulher. Só sente raiva dela ou há algo a mais?
—São coisas da sua cabeça, da, da minha mãe e de Alice! Falei secando as minhas lágrimas.
—Não parece tão durão no momento o vendo assim abatido.
—Não estou abatido coisa alguma! Falei me fazendo de difícil. –Não coloque chifres em cavalo!
—Pode viver numa boa e ser feliz tendo na lembrança recordações boas da sua irmã, é preciso tirar essa casca negativa que o envolve. Sentira-se melhor e que bom que conversamos filho.
—É sim Carlisle.
—Isabella onde quer que esteja deve estar sofrendo, esse anjinho é mesmo apaixonante. Falou o meu pai babando na neta. -Era tão claro o cuidado e o modo que ela olhava com ternura para a filha, isso só mostra o quanto foi nobre. Irei ficar com ela um pouco, se chorar eu trago ela se não parar.
—Tudo bem pai.
Meu pai saiu do quarto e eu me deitei na cama, pensei na conversa que eu tive com ele e fechei os meus olhos.
.
5min depois.
Eu olhei para o travesseiro dela ao meu lado e o peguei, era possível sentir o cheirinho da colônia que ela usava e estava tão intenso que eu o cheirei por várias vezes. Fique curtindo aquele cheiro envolto das boas recordações que foram poucas entre nós.
.
20min depois.
Sequei a minhas vistas ou alguém desconfiaria, ali mesmo naquela cama eu a tive por várias vezes, de início umas sob protestos, mas eu senti que depois de um tempo ela se rendia e gostava. Depois de um tempo eu passei a não a forçar mais, foi quando eu já estava pra lá de interessado nela para o meu total fracasso. Ela foi sincera na carta ao afirmar que ultimamente ela gostava de ficar comigo, pelo menos isso, mas não era o bastante. Eu não podia exigir por não ter feito por onde ela se interessar por mim, essa é uma dura realidade. Isabela é bem mais nova que eu, mas isso não importava para mim. Eu não sabia o que ela fazia nesse momento, mas espero que não esteja de lero, lero com nenhum homem por estar ainda casada comigo. Ao pensar nisso eu me levantei e fui pegar o meu celular no bolso da minha calça, voltei para o quarto e olhei a hora em meu celular, marcava 17:13min. Pensei em ligar para ela, pois ela não deveria ter ido embora e abandonar a nossa filha tão novinha. Eu após pensar muito olhando para o meu celular, eu estava ponderando em minhas ações por causa do nosso..............., digo da minha filha somente. Peguei o celular e disquei o número do celular dela, chamou, chamou, chamou e nada dela atender, por fim eu desisti estando ansioso e inconformado. Eu não queria que ela ficasse pra cima e pra baixo com o ex dela, já não foi à toa que eu escondi o anel que ela ganhou dele. Sei que dessa forma ela ficaria sempre se lembrando dele, mas parece que ele foi esperto, pois deu outro a ela e ambos continham diamante.
—Não, ela não pode fazer isso comigo e com a nossa filha! Falei para mim mesmo inconformado e passei a mão em meu cabelo pelo o meu tamanho nervoso.
Eu já imaginava que ela faria isso, pois eu já havia ligado e passado várias mensagens ontem para saber onde ela estava e ela me ignorou veemente. Tornei a ligar e chamou, chamou, chamou e ela deve ter apertado o botão vermelho de propósito, pois deu sinal de linha ocupada e soquei a cama estando inconformado. Coloquei o meu celular ao meu lado, se ela soubesse como estava sendo ruim para mim e até para a neném a ausência dela.
Meu celular tocou e eu o peguei na mesma hora, mas era a Alice.
—Oi Alice, fala.
—Já conseguiu falar com ela Edward? Ontem eu não consegui nada e hoje muito menos. Isabella me ignora.
—Ela se esqueceu que ainda estamos casados e que temos uma filha recém-nascida nos braços. Ela não podia abandonar a Marie dessa forma.
—Eu falei com a Isabella na sexta feira e ela deixou bem claro na sua forma de se expressar que ela sabia que eu tratava bem a menina. Uma vez ela disse que a madrinha é a segunda mãe do afilhado, por isso disse isso. Ela ficou chateada comigo por eu ter demorado a ligar para falar da menina, mas foi você quem me proibiu de ligar e falar com ela Edward.
—É, eu ainda me lembro.
—Estou chocada até agora.
—Por quê?
—Eu perguntei se ela sentia falta da menina e ela meio que me ignorou.
—Meu pai disse que sabe que ela gosta da menina.
—Sei que sim Edward, mas pela a minha conclusão, ela a deixou para se ver livre de você, não é outra coisa. Acabou tudo e você contribuiu para isso. Te dei conselhos, te dei milhares de conselhos e nada! Nada entrou na sua cachola dura! Ela ainda te suportou demais, mas pelo visto os planos dela era dar à luz e cair fora das nossas vidas. O afastamento da Marie foi o que precisava para lhe encorajar. Ela teve os motivos dela para beber Edward, não se esqueça que você faz o mesmo para aliviar e ela tem motivos de sobra para querer fugir da realidade. Nem o luxo que nos envolve foi o suficiente para ela ficar e te aturar, isso nunca lhe importou e eu sempre reparei isso nela. Ela não é interesseira não, bingo, você conseguiu o que sempre quis!
—Eu não a mandei embora Alice.
—Se quiser a minha ajuda com a menina tudo bem, mas fora isso não conte mais comigo Edward. Sinto muito, mas eu não irei fazer nada que me pedir a respeito da bella. Eu o conheço bem, por isso já te digo isso desde já. Terá que consertar isso sozinho, isso se conseguir achá-la.
—Darei o meu jeito. Falei me fazendo de forte, Alice era uma irmãzona para mim e me negar ajuda não era bom sinal. –Ela deve estar com o outro, por isso caiu fora.
—Você sabe o porquê Edward. Vocês brigavam todos os dias, discutiam por bobagens e vivem no passado a todo o momento. É difícil dar certo. Falei com a minha tia ainda pouco e ela está bem chateada, até falou que não a quer aí sofrendo violências verbais. Eu concordo, mas sei que carinho e amor de mãe ela tem pela menina. Estragou tudo com as suas ações Edward. Disse ela inconformada.
—Não posso fazer nada Alice! Falei estressado.
—Está na cara que não, mas se precisar de ajuda com a Marie me ligue. Não irei ficar mais me iludindo achando que é uma coisa e na verdade é outra. Achei que no fundo, no fundo você se importava com ela, demonstrava sinais gritantes de ciúme em relação a ela que por sinal é uma mulher bonita. Isabella não o ama e tem muita razão para ser assim. Você devia se importar, isso eu achei pelo ciúme que é visível que sente.
—Está doida!
—Pode ser que sim. Eu até sugeri lugares bacana para você levá-la, mas me enganei completamente e encaro isso como um balde de água fria. Falei para a titia que ela era a mulher ideal, simples, humilde e com um coração enorme. Outra no lugar dela sem um pingo de humildade não tiraria fotos com as empregadas na comemoração que fizemos, Tânia por exemplo.
—Eu fui passear com ela porque eu também quis! Do contrário eu não concordaria em ir passear com ela e é normal por sermos casados!
—Não é normal um casamento sem amor e afeto, a validade é bem curta. O homem deve tratar muito bem a sua mulher, amá-la de coração, mas está feito. Eu tentei aproximá-los dando a minha opinião, comprei roupas bonitas, dei o meu melhor no casamento, mas foi tudo por água baixo e em vão. Deixe-a em paz e não a procure para magoá-la ainda mais. Na verdade, você deve procurá-la sim, mas para dividirem a guarda da menina e você arcar com as suas responsabilidades de pai e ex-marido.
—Ela não aceitará o meu dinheiro, é orgulhosa!
—Igual a você que está deixando uma mulher maravilhosa se ir. Sendo que ela está ferida e a possibilidade é remota em lhe perdoar. A filha de vocês não tem culpa, aja de jeito que os dois cuidem dela.
—Eu não irei permitir que ela fique com outro homem Alice!
—Você deve dar o divórcio a ela e siga a sua vida. Dê pensão de esposa, uma para a sua filha e entrem em um acordo pela menina.
—Já disse, ela não irá aceitar o meu dinheiro. Ela não quer a Marie, mas disse na carta que a ama.
—Há uma carta?
—Sim, ela deixou para mim.
—Está aí com você?
—Sim.
—E o que diz?
—Não estou com cabeça para ler novamente.
—Isso o incomoda?
—NEM UM POUCO! Falei um pouco alterado, eu estava ansioso para conseguir falar com ela no celular e sua rejeita me incomodava.
—Sei. Mande-me por fax, isso se quiser.
—Irei pegá-la e te mando já. Falei me levantando da cama.
—Tudo bem, depois eu te ligo de volta.
—Ok.
Fui até a minha calça cumprida e peguei a carta no bolso da minha calça, saí do quarto e desci tendo como destino o escritório. Mary passou por mim no corredor segurando a mamadeira da minha filha e seu olhar triste me deixava ainda pior, pois o mesmo me fazia lembrar que Isabella partiu e deixou bem claro na carta que não queria mais volta. Lamentei em silêncio e entrei no escritório, fui até o fax e enviei uma cópia da carta para a Alice. Sem resistir eu saí do escritório e fui até o bar, já era noite e enchi o copo de whisky, a seguir eu virei copo de uma só vez fazendo a minha garganta arder. Não havia nenhum ponto da casa que não me fizesse lembrar dela, até ali no bar eu me recordava por de forma ousada ela ter dado fim em várias garrafas de whisky por eu beber. Brigamos feio por causa disso, mas não havia o que fazer para aliviar isso que eu causei nela. Eu tinha as minhas dúvidas em relação a sua inocência e por eu ter sido um carrasco, ela me traiu. Eu não conseguiria esquecer disso nunca, mas me lamentar só pioraria.
.
.
5min depois.
Após ter bebido o segundo copo de whisky o meu celular tocou, era a Alice.
—Pelo o que eu li, ela não quer te ver nem pitado de ouro. Lamento pelos os meus pais de qualquer forma a ter colocado em maus lençóis e a magoado. É hora de você deixá-la em paz, mas sugiro que a procure e façam um acordo como eu te falei. Ela está mesmo ferida e tire da cabeça qualquer possibilidade de pensamento se tratando do Jacob black em relação à partida dela, é perceptível a sinceridade na carta. Isabella é transparente demais e só quer viver em paz, ela merece ser feliz e recomeçar a vida dela. Não concordo por ela ter insinuado que a Marie é um troféu para nós, mas sei que escreveu isso por pensar que nós só nos importávamos com a menina e não com ela, mas não é assim. Pelo menos eu e os meus tios né, claro que a Mary a tem como uma amiga também, mas você só descarregava a sua angustias em cima dela. Eu estou sem palavras com tudo que ela escreveu, você foi mesmo longe demais e usou termos vulgares para chamá-la. Aquela moça não é prostituta, mesmo que ela tenha saído com outro, ela deixou bem claro na carta que foi você quem cismou que ela era propriedade sua. Está mesmo obcecado por ela Edward, mas se a amasse de verdade como eu penso, já teria lhe deixado em paz. Aconselho mesmo a você deixá-la viver livremente, quem lhe implora agora sou eu, não fere mais a bella, pois ela não merece nada do que passou. O pior de tudo é que ela está sozinha no mundo, nada mais é tão triste que isso. Em épocas festivas ela não terá ninguém, pode sim ter amigos, mas eu a considerava como parte da minha família. Sei que ela deve estar sentindo falta da minha afilhada e nem deu tempo de nós a batizarmos estando todos juntos. Eu lamento tanto.
—Ela não nos considera, pois partiu Alice.
—Por minha culpa não foi!
—Eu já sei que sou o culpado, mas não quero ficar mais falando a esse respeito.
—Tudo bem Edward, mas se lembre do que eu falei. Ligue-me se precisar de ajuda com a Marie, mas pra fazer qualquer coisa que venha a ferir a bella, não perca o seu tempo me ligando porque a resposta será não. Será sempre não e se prepare para dar uma desculpa para os nossos parentes com a partida dela.
—Até outra hora Alice.
—Até.
Alice desligou e eu fiz o mesmo, guardei o meu celular no bolso da bermuda e fui até a cozinha. Abri a geladeira, peguei uma garrafa de água e usei o copo que eu peguei no bar para matar a minha sede. Eu não me conformava de jeito nenhum e bem ou mal eu acabei me acostumando com ela. Após eu lavar o copo, saí da cozinha e fui andando devagar pelo corredor. Vi a Mary descendo a escada e segurava a neném que reclamava e muito em seu colo.
—Ela já está de banho tomado patrãozinho, mas não quis mamar muito, mamou só um pouquinho de nada e ficou reclamando quando eu a instiguei a mamar. Se continuar assim, sei não viu.
—Não compreendo, ela aceitou numa boa no início.
—Pode ser que não seja o seu preferido no momento, há bebês que preferem o leite da mãe e mais nada. Vai ser difícil se ela não quiser mais a mamadeira.
—Pois é. Falei pegando a minha filha no colo e a mesma começou a chorar pra valer. –Calma filha.
—A patroinha está fazendo falta. Disse Mary cabisbaixa. –Está na cara que ela sente falta do leite da mãe.
—Ela preferiu nos abandonar. Falei a olhando. –Não fui eu quem a expulsou, até porque isso não fazia parte dos meus planos.
—Pra falar a verdade ela teve os motivos dela. Não irei condená-la e o senhor sabe muito bem o porquê! O senhor que é o culpado e não gosta dela de verdade, é apenas capricho e vingança! Falou Mary bem aborrecida. –Se quiser pode me mandar embora também, voltarei para a minha cidade ou arrumarei outro emprego! Disse Mary enxugando as lágrimas. –A proibia de sair sem haver a necessidade, mas agora não há nada que o patrãozinho possa fazer. Ela é bonita, está carente e sei que num piscar de olhos ela dará um pai postiço para a Marie. Alguém que tenha condições porque ela pode conseguir com facilidade por ser carismática e dar um rumo na vida dela.
—Isso é que nunca Mary! Eu sou o pai da Marie e duvido que ela vá arranjar outro bobo igual a mim que dava as coisas para ela! Bem ou mal mesmo eu não prestando, ela tinha de tudo e preferiu ir embora! Somos casados e não darei esse gostinho para macho nenhum!
—Bobo não, ela é muito bonita e encanta os homens fácil, fácil.
—Não estou falando que eu irei mandá-la embora por causa disso Mary. Falei mudando de assunto por me deixar estressado e sentindo a Marie se mexendo constantemente por estar desassossegada e resmungava. -Para ser sincero eu a agradeço por tomar sempre conta da minha mãe e ser honesta. Se depender de mim nunca irá embora, só não concordava quando a Isabella estava aqui e que você fazia parte das tramoias dela. Sei do que ela é capaz para me atingir, me recordo do meu carro, por exemplo.
—Não irá me mandar embora por que eu falei a verdade?
—Não Mary e eu tomarei conta dela. Falei ninando a minha filha que chorava bastante.
—Vou me recolher patrãozinho, hoje é domingo e caso precise, pode deixar a Marie lá no quarto comigo.
—Se quiser, eu posso ficar com ela. Falou Victória aparecendo no corredor.
—Não precisa, pelo combinado é a hora de vocês descansarem e curtirem o restante do domingo.
—O patrãozinho tem razão. Falou Mary a olhando e secou as lágrimas. –Vamos.
—Tudo bem. Falou Victória a olhando e me olhou.
—Boa noite.
—Para você também Victória.
—Boa noite patrãozinho.
—Para você também Mary.
—Quer que eu prepare o leite dela pra quando ela acordar de madrugada?
—Eu preparo depois.
—Tomara que ela mame bem, pouco mamou ainda pouco e olha que faz um tempinho que ela já havia mamado pouca coisa. Ela é tão novinha. O que faremos patrãozinho se não sabemos onde a mãe dela está?
—Eu não sei Mary, ela não quer mais a filha pelo visto. Falei ninando a Marie, ela não parava de chorar. -O que será que ela tem?
—Pode ser cólica patrãozinho. Dê-me ela, aliás, vamos até o seu quarto se me permite.
—Claro que sim Mary, não foi ontem que começou a trabalhar para nós. Vamos. Falei começando a andar e subimos, já a Victória foi à direção da cozinha.
Chegamos no segundo andar e Mary abriu a porta do quarto, entrei com a minha filha e ela após entrar fechou a porta.
—Deite-se patrãozinho, se for cólica mesmo passará, agora se for fome, só Deus sabe o que poderemos fazer caso ela rejeite a próxima mamadeira também.
—Nem me fale isso Mary.
—Deite-se na cama e suspenda a blusa. Pediu ela.
—Ok. Acho que sei o que irá fazer. Falei me deitando e fiz o que ela me pediu. –Vi a minha avó Ana ensinando a Isabella quando esteve aqui. Tomara que funcione comigo sendo o pai.
—Pois é.
Mary deitou a neném sobre mim estando barriga com barriga, pois agora era mais fácil pelo o umbigo dela já ter caído e estava bem cicatrizado. Mary a cobriu e ela continuou chorando. Eu sem ter o que fazer, eu comecei a acariciá-la e foi custoso, mas aos poucos ela foi se acalmando. Ela ficou com os olhinhos cheios de lágrima resmungando vez ou outra e quietinha. Ela já estava bem vermelhinha pelo esforço que fez ao chorar e acariciei a sua cabecinha.
—Aonde vai? Perguntei a Mary após ela se afastar.
—Irei para o meu quarto, mas bata na porta se precisar de algo sem hesitar..........Tenho medo dela não aceitar a próxima mamadeira
—Pode deixar Mary e eu estou apreensivo também. Não saberei o que fazer se ela não quiser mamar e desejar a mãe dela.
—Pois é, as crianças são imprevisíveis. Falou Mary com pesar. -Boa noite mais uma vez.
—Para você também.
Mary olhou para a menininha mais uma vez e se retirou do quarto. Era horrível escutar a minha filha resmungando vez ou outra e algo em meu coração dizia que ela queria mamar, mas não aquele leite ralo industrializado. Era horrível me sentir incapaz, pois a minha filha estava insatisfeita e pensando na carta dela me deixava travado.
—Por que filha você deseja o leite da mamãe quando na verdade ela não quer ver o papai nem pintado de ouro na frente dela? Acho que o melhor seria dar um tempo para ela mesmo que esteja sendo custoso para eu aceitar isso por sua causa somente. E agora você está exigindo a presença da mamãe, mas na verdade eu não sei o que fazer meu anjo.
.
1h depois.
Marie começou a chorar pra valer novamente e eu não tive outra escolha a não ser me sentar na cama e ajeitá-la em meu colo. Comecei a niná-la e nada dela parar de chorar, acabei me levantando da cama com ela e calcei o meu chinelo, sem demora eu desci e fui para a cozinha. Peguei a lata do leite dela no armário e peguei um copo de plástico. Enchi a mamadeira de água mineral para medir e a coloquei a água da mamadeira no copo. Eu preparei o leite e o coloquei na mamadeira para aquecer um pouquinho só no aquecedor de mamadeiras. Estando na temperatura ideal e estando a Marie chorando bastante em meu colo agora, eu coloquei o bico em sua boca. Ela sugou um pouco, mas logo largou causando-me pânico imediato e me trouxe as lágrimas. Tentei dar mais um pouco, mas ela não estava aceitando mais por incrível que pareça. Piorava o seu choro ao tentar alimentá-la e trouxe-me a frustração.
—Por que meu anjo? Perguntei pesaroso.
Eu não queria ir atrás dela nesse momento, eu sabia que ela estava com muita raiva de mim. Por um lado, eu sabia que ela não iria ficar com homem nenhum, pois eu não iria deixar. Isso era fato. Vendo a minha filha ali tão linda chorando daquela forma me deixou bem preocupado, não haveria barreiras para mim se tratando dela. Não pensei muito e subi, fui para o seu quarto e a deitei no berço, com isso ela chorou ainda mais. Fui até o seu closet pegar um cobertorzinho bem grosso e infantil na cor rosa. Ela estava muito bem vestida e peguei uma touquinha grande o suficiente para tampar o seu ouvido. Após ajeitá-la e embrulhá-la bem na coberta, eu a ajeitei em meu colo e coloquei a chupeta em sua boquinha. Retornei ao closet para pegar tudo que ela precisaria em demasia e coloquei em uma bolsa grande, parecia mais uma mala e saí do quarto. Fui para o meu quarto com ela e a deitei sobre a minha cama, deixei a bolsa sobre a cama também e fui me arrumar no closet.
.
.
Estando pronto, eu olhei a hora em meu relógio de pulso, 20:55min. Peguei a minha filha que choramingava muito no momento estando a chupeta caída ao seu lado, a chave do carro, o meu celular e saí do quarto levando a bolsa junto. Desci a escada, com rapidez eu preparei uma mamadeira mesmo sabendo que ela não iria aceitar e saí de casa. Fui para a garagem e o Lima veio junto ao me ver passar.
—Boa noite patrão.
—Boa noite Lima.
—Aonde iremos tão tarde com a bebê?
—Onde está a minha esposa? Perguntei apertando o alarme do meu carro para destravá-lo.
—Em uma residência em Diamantina. Falou ele olhando para a neném que resmungava ainda em meu colo e ajeitei novamente a chupeta em sua boquinha. –Fica mais ou menos há duas e quarenta minutos daqui.
—Ok. Eu sei onde fica esse lugar, mas prefiro ir sozinho.
—Não é conveniente patrão, chegará por volta das 00:00h nesse lugar.
—Não se preocupem, sei o que eu estou fazendo. Falei colocando a minha filha no bebê conforto que eu havia comprado na sexta feira e ela chorou bastante me cortando o coração. –Dê-me o endereço, por favor.
—Ok. Disse ele me mostrando o dispositivo onde piscava as luzes vermelha.
Para falar a verdade eu não sabia o que esperar e a sua reação.
CONTINUA............
Fale com o autor