Solares
41 Capítulo 41
BELLA......
Final do capítulo anterior.
Às 16:45min.
Despertei com Edward deslizando a mão em minha barriga e permaneci de olhos fechados, o motivo era a bebê se mexendo dentro de mim. Novamente ele correu a mão sobre o ovinho que se formou novamente, eu podia sentir a pressão e abri os meus olhos. O olhei e na mesma hora ele olhou para mim.
.............................................................................................................................................................................................
—Ela estava se mexendo pra caramba. Disse ele sorrindo e tirou a mão da minha barriga um pouco sem jeito, só aí eu pude reparar o quanto o meu roupão estava aberto.
—Hum! Fiz continuando a olhá-lo e permaneci na minha ao ajeitar o roupão novamente.
—Você dormiu bem.
—É parece que sim. Falei passando a mão em meu cabelo estando deitada de barriga pra cima ainda.
—Deve estar com fome.
—É um pouco. Falei me sentando e ajeitei o meu cabelo novamente.
—Posso pedir o almoço?
—Sim.
—Quer escolher?
—Escolhe você, por mim está tudo bem.
Levantei da cama e fui olhar o mar, naquela parte a praia era privada e fiquei olhando a paisagem. Mil e uma coisas se passavam pela a minha cabeça e olhei para os meus pés, os mesmos estavam levemente inchados e tornei a olhar para o mar. Eu me sentia mais que sensível, com isso deixei uma lágrima rolar e a sequei, a seguir outra rolou e tornei a secá-la disfarçando bem. Eu não queria que ele percebesse e acariciei a minha barriga.
—Já fiz o pedido. Disse ele me abraçando por trás.
—Já?
—Uhum. Fez ele enterrando o rosto em meu pescoço e acariciou a minha cintura com as mãos bem suavemente.
—Acho que estou precisando de um banho.
—O que acha de irmos juntos? Não é para o que você pode estar pensando.
—Não pensei isso.
—Que bom. Disse ele depositando um beijo em meu pescoço novamente.
.
.
1min depois de silêncio da minha parte.
—É. Após eu afirmar, algumas palavras que Mary me disse a respeito dos sentimentos de Edward me vinha à cabeça. Era impossível, mas....
—Vou deixá-la se banhar com mais tranquilidade. Vou esperar a comida.
—Ok.
Edward se afastou e foi mexer no celular dele, já eu fui direto para o banheiro e tirei o roupão. Peguei um sabonetinho oferecido pelo o hotel e entrei no Box, liguei o chuveiro e comecei a me lavar.
.
8min depois.
Saí para me secar e penteei o meu cabelo com os dedos após vestir o roupão limpo que estava ali. Olhei-me no espelho e pensei na minha vida após a bebê nascer. Perdida nos meus pensamentos e por causa de um deles uma lágrima rolou. Era demais para mim essa possibilidade. Abri a bica e lavei bem o meu rosto para disfarçar, pensando melhor eu acho que ele me trouxe aqui para nos descontrair e isso já era válido por um lado. Como eu demorei a chegar aonde eu cheguei na decisão em tão poucos minutos e essa questão me doía profundamente que chegava a sangrar. Era demais para mim, mas talvez seria o melhor e a solução.
Travei os meus lábios porque os mesmos começaram a tremer e me perguntei se era isso mesmo, mas já tinha dado. Tornei a lavar o meu rosto quando na verdade a minha vontade era de desabar, mas eu não deixaria nada transparecer. Não mesmo e fiquei me recuperando ali mesmo no banheiro.
.
25min depois.
Decidi sair dali e me olhei no espelho antes de sair, nada seria notado e saí. Edward estava mudando os canais da televisão.
—A comida está demorando. Falou ele me olhando.
—Parece que sim. O que pediu?
—Arroz com Siri e peixe grelhado com molho tártaro. Pedi salada verde com frutas e rolê tropical. Mas o rolê é à base de frango caso você esteja enjoada de tanto comer frutos do mar e pedi suco de lichia para nós também.
—Eu comeria numa boa. Falei me sentando na cama. –Amo frutos do mar.
—Acha que exagerei?
—Agradeço em vez de criticá-lo.
—Tudo bem. Falou ele sorrindo da forma que o deixava ainda mais bonito e fiquei o olhando. –Estou faminto.
—Eu também. Imagina comendo por duas ao longo desses meses.
—Eu tenho ideia.
Escutamos a campainha tocar e Edward foi atender, era a nossa comida chegando e comemorei internamente. Edward agradeceu o garçom e veio empurrando a pequena mesinha com rodinhas.
—O cheirinho está vindo aqui. Falei me levantando da cama e caminhei até o sofá, depois me sentei.
—Parece que está muito bom só pelo cheiro.
—Tomara. Eu disse no momento que ele posicionou a mesinha a minha frente e depois se sentou ao meu lado.
Edward tirou a tampa de inox e a comida estava com uma cara ótima. Minha boca encheu de água e havia muita comida, Edward era mesmo exagerado e o olhei. Um filme se passava pela a minha cabeça e tornei a olhar para a comida. Ofereci-me para nos servir e coloquei bastante para ele, sem recusar ele começou a comer. Ele fechou os olhos apreciando o sabor do arroz e tornou a abri-los.
—Está mesmo bom você vai gostar.
—Vou provar agora.
Comecei a comer e estava delicioso. Comemos de tudo um pouco e cheguei a repetir o arroz, Edward fez o mesmo e comemos nos olhando.
—A sinto dispersa. O que foi agora?
—O parto está muito próximo, acho que é normal para uma adolescente sentir-se apreensiva. Acho que já pulei essa fase na verdade. Falei sorrindo levemente.
—Posso entendê-la, mas tudo irá correr bem.
—Não sabemos do futuro, apenas do agora Edward.
—Por que está com pessimismo?
—Não é não, essa é uma realidade. Tudo ficará bem e claro que eu quero isso para a minha filha. Apesar de tudo, é seu dever cuidar bem dela, como é fato, ela é inocente. Há homens que se sai muito bem nessa tarefa.
—Tenho jeito com criança grande, agora com bebezinhos nem tanto.
—Tem que ter com ela.
—Tudo bem. Disse ele me olhando.
—Certo.
Continuamos a comer e ele me olhava bastante, mas pude perceber que ele estudava as minhas reações faciais. Quando terminamos, bebemos o suco bem dizer empurrando, pois estávamos pra lá de satisfeitos.
O celular de Edward tocou e era um dos seguranças na linha, após encerrar a ligação, ele me olhou.
—Irei até a entrada do hotel e já volto.
—Tudo bem.
Edward se vestiu e saiu do quarto, peguei o meu celular rápido e liguei para a mansão onde eu estava vivendo com o Edward. Chamou três vezes e na quarta Mary atendeu.
—Alô.
—Sou eu Mary, bella.
—Oi amiga. Está aproveitando? Perguntou ela empolgada.
—Estou sim, o lugar é incrível.
—O patrãozinho já sabe do celular, ele está aí ao seu lado?
—Não, ele deu uma saidinha.
—Estão numa boa?
—Sim. Na verdade, ele está agindo de forma diferente.
—Como assim?
Contei à forma que Edward estava se comportando e Mary sorriu do outro lado da linha. Dizendo que não iria falar nada a respeito, ela afirmou que eu era grandinha demais para entender.
—Tenho que desligar Mary, Edward já deve estar perto.
—Tudo bem amiga. Até.
—Até Mary.
Encerrei a ligação e coloquei o aparelho de volta em minha bolsa, a seguir eu fui me sentar na varanda. Fechei os meus olhos, mas tornei a abri-los quando escutei o barulho da porta, era Edward que acabava de voltar. Ele apareceu na varanda e segurava uma mala.
—Liguei para casa no momento que você dormia e pedi a Mary para colocar algumas peças de roupa, calçados e objetos pessoais aqui para nós. Sua vitamina também veio.
—Que bom!
Eu e ele entramos e a mala foi aberta, havia bastante coisa ali para nós e achei ótimo o meu biquíni estar ali também. Sem pensar muito eu o coloquei ali no quarto mesmo e fiquei segurando a minha canga. Edward vestiu a sunga dele e fomos para a varanda, descemos a escada e caminhamos pela areia devagar. Forrei a minha canga em um ponto aonde a água não ia e fomos para a água. A mesma estava morninha, avançamos mais um pouco e fiquei com a água em meu joelho por precaução, eu não queria abusar. Molhei-me por inteira ao me abaixar segurando na mão de Edward e me levantei, já Edward foi um pouco além após soltar a minha mão e fiquei o olhando nadar.
Ele não ficou afastado por muito tempo e voltou a ficar novamente ao meu lado, sem demora ele me abraçou mandando correntes por todo o meu corpo. O seu abraço não era vazio e eu podia sentir o vigor de seus braços ao me rodear. Ficamos assim sentindo as ondas se chocarem em nossas pernas e olhando a natureza a nossa volta. Continuamos a curtir a água minutos depois.
.
Às 18:02min.
Decidimos ir nos sentar na canga e a noite já estava presente. Pela canga ser grande eu me deitei ficando com a minha imensa barriga pra cima e Edward se deitou de lado. Ele ficou olhando para mim e a claridade vinha somente do poste próximo à escada da varanda, resumindo, era pouquíssima claridade de luz. Nem a lua que não estava na fase cheia iluminava o suficiente, eu a olhava no céu e o olhei novamente.
—Está sentindo frio? Perguntou-me ele.
—Não. Falei no momento que a mão dele começou a deslizar pela a minha barriga e fiquei um pouco sem jeito naquele momento, tanto que eu olhei para o outro lado, mas ele de forma tranquila me fez olhar para ele novamente.
—É tão ruim assim o que eu estou fazendo que não consegue me olhar nos olhos?
—Não falei nada disso e na verdade eu nem pensei nisso.
—Eu estou te machucando? Perguntou ele correndo a mão pelo o meu ventre de forma vagarosa.
—Não.
—Claro que não. Disse ele me olhando intensamente e a pouca claridade o iluminava, do nada ele me deu um selinho.
Sem eu saber o que falar, ele tornou a selar os nossos lábios e ficou alguns segundos assim, depois se afastou e se deitou ao meu lado. Edward ficou colado em mim e seu braço rodeava a minha barriga, já a sua mão não parava de acariciava a minha cintura. Fechei os meus olhos sentindo a quentura de seu corpo junto do meu e me virei de lado ficando de frente para ele.
—Quer jantar aqui ou em outro lugar?
—Onde, por exemplo?
—Você escolhe o restaurante.
—Eu não conheço os restaurantes daqui Edward, então......mas eu prefiro não sair, estou com os meus pés um pouco inchados. Não me leve a mal Edward.
—É eu reparei e podemos ficar sem problemas, não se preocupe.
—Ok.
—Sente-se cansada?
—Não.
—Ok.
Edward aproximou o rosto dele do meu e nos beijamos. Circulei meu braço esquerdo no pescoço dele e ele distribuiu beijos em meu pescoço, em minha orelha fazendo-me encolher com as sensações e me afastei dele.
—Estou começando a sentir frio. Menti.
—Vamos subir então.
—É melhor.
Levantei-me um pouco devagar e Edward pegou a canga para mim na areia, do nada ele me abraçou por trás e sussurrou em meu ouvido.
—Conheço quando uma mulher tenta fugir da sua real vontade.
—É um convencido. Falei normalmente e sem querer ofendê-lo. –Estou com frio.
—A sinto bem quente. Disse ele beijando a minha nuca e sugou a pele de propósito, depois o senti sorrir.
—Como pode ter tanta certeza das minhas reais vontades?
—É muito fácil. Disse ele me virando para ele e tornou a me beijar.
—Se comporte. Pedi afastando o meu rosto do dele pouca coisa.
—Pode deixar. Disse ele sorrindo torto.
Começamos a andar em sentido a varanda e subimos a escada, no último degrau nós limpamos os nossos pés e passamos pela varanda. Entramos no quarto e eu fui direto para o banheiro deixando Edward no quarto mexendo na mala. Abri a porta do Box e entrei, não demorou muito Edward entrou no banheiro segurando o xampu e o condicionador. Reconheci que era o que eu costumava usar lá na mansão e ele entrou no Box. Peguei o sabonete e Edward ligou o chuveiro, fiquei sob a água e comecei a me lavar. Depois de estar toda ensaboada, eu tirei a calcinha do meu biquíni e a parte de cima para eu poder lavar. Comecei a lavar o meu biquíni e Edward já cansava de estar todo ensaboado, após enxaguar as peças, eu as pendurei.
Coloquei um pouco de xampu em minha cabeça e Edward se sentindo no direito começou a esfregar a minha cabeça estando bem atrás de mim. Ele esfregou bem e fui ficar sob a água para poder me enxaguar. Eu permaneci de olhos fechados enquanto a água com sabão escorria pelo o meu corpo e rosto, mas depois eu os abri. Passei condicionador enquanto Edward lavava o cabelo dele e fiquei o olhando. Ele foi ficar sob a água e se enxaguou bem, a seguir ele me puxou para a água e fechei os meus olhos novamente ao senti-la cair sobre a minha cabeça.
Momentos depois o meu cabelo já estava livre do condicionador e Edward começou a me beijar pra valer. Sem reação ou vontade de afastá-lo, eu me entreguei ao beijo e devagar ele encostou-me na parede. Eu já sentia o desejo correndo por todo o meu ser e o meu sexo já dava sinais do quanto eu estava excitada em tão pouco tempo. Corri a minha mão pelo corpo dele e isso pareceu agradá-lo, em resposta em ouvi um suspiro e ele abriu os olhos extremamente verdes. Na mesma hora ele abocanhou o meu seio direito e o sugou bem devagar, depois circulou a língua em meu mamilo e tornou a sugá-lo lentamente me levando ao delírio. Eu gemi baixinho e beijei o pescoço dele, sem ele esperar eu passei a língua em sua orelha por três vezes bem devagar. Desci com a ponta dos meus dedos pela barriga dele e o acariciei intimamente, meu vai e vem era lento e eu o acariciava de forma constante nesse mesmo ritmo.
Edward segurou a minha mão já respirando um pouco ofegante e me olhou após me impedir de continuar. Ele desligou o chuveiro e abriu a porta do Box, eu não sabia o que falar e saí dali. Ele me entregou o roupão e o coloquei após me secar com a toalha, ele fez o mesmo. O meu corpo ainda estava em chama e sinceramente até hoje ele foi o único a me deixar assim em apenas segundos. Fiquei o olhando fixamente por uns segundos e decidi ir para o quarto, chegando lá eu peguei na mala a minha camisola de cor vinho que Mary escolheu. A mesma era comportada, porém muito transparente e senti a leve maldade em Mary. Preferi ficar sem calcinha para me sentir mais à vontade e Edward entrou no quarto no momento que eu acabava de me sentar no sofá.
—Por que você me parou?
—O porquê?
—Sim. Falei o olhando séria e ele se sentou ao meu lado estando apenas de roupão.
—Não quero pressioná-la, quem começou foi eu.
—Pelo o que eu saiba, eu não estava amarrada.
—Não. Disse ele negando com a cabeça e me olhou. –Não foi por mal.
—Ok Edward.
—Vem cá. Chamou-me ele se levantando e segurou em minha mão.
Com cuidado ele me fez deitar na cama e na mesma hora eu abri o roupão dele. Edward estava nu e se deitou ao meu lado, nos beijamos bem lentamente e ficamos trocando carícias enquanto os nossos lábios não se desgrudavam.
.
Edward afastou o rosto do meu e desceu com os beijos, na mesma hora abri pouca coisa as minhas pernas e ele se encontrava ainda beijando o vão dos meus seios. A seguir ele desceu mais um pouco e pulou a minha barriga coberta com a camisola, a da vez a ser contemplada pelos lábios dele foram as minhas pernas. Ele as acariciou com os lábios e beijou o meio de minhas coxas, ambas foram acariciadas com a língua dele e cada vez mais ele se aproximava da minha virilha. Abri mais as minhas pernas sem pudor algum e gemi já não aguentando mais. Eu estava louca para ser preenchida e de propósito ele foi beijar a minha barriga, com isso eu me sentei e tirei a minha camisola estando ele me olhando. Ajoelhei-me na cama e o fiz se deitar de barriga pra cima. Acariciei o seu corpo inteiro e parávamos para nos beijar da forma que dava, pois, a minha barriga não cooperava. Edward começou a me acariciar intimamente estando eu sobre ele sem haver a penetração ainda e eu podia sentir através de seus dedos o quanto eu estava molhada. Os dedos dele deslizavam com facilidade em mim e no vai e vem dos deslizes, ele me penetrou com um dedo. Estava tão bom que eu comecei a me mover na mão dele, faltava tão pouco para eu gozar e era perceptível através dos meus gemidos baixos. Edward tirou a mão do meu sexo e a levou até a sua boca. Ele lambeu os dedos de forma tão erótica me olhando que eu sarrei nele e sem querer, ouve a penetração nos roubando um gemido de pura contentação. Comecei a me mover bem devagar porque se eu fosse mais rápido, gozaríamos com toda certeza. Estava mais que delicioso e Edward acariciava o meu corpo. Minhas mãos estavam apoiadas em seu peitoral e ele pareceu não aguentar mais ao começar a se mover estando sob mim.
A penetração era profunda e me movi mais rápido sentindo o orgasmo se iniciar, as sensações corriam pelo o meu corpo. A sensação do prazer em meu ventre estava se expandindo e eu podia sentir o quanto eu o esmagava. Edward já delirava e me fez ir mais rápido, tudo em mim explodiu roubando-me um gemido alto e ele também gozou gemendo constantemente. Foi ótimo para nós dois e eu não cansava de me mover. Na verdade, nós não paramos e Edward me fez ficar de quatro. Com cuidado ele me limpou intimamente me ocasionando sensações boas em todo o meu sexo e me penetrou bem devagarzinho. Os movimentos permaneceram da mesma forma e senti beijos sendo distribuídos em minhas costas, com isso ele foi bem fundo em mim e causou-me um pouco de desconforto. Tanto que eu gemi de forma diferente na mesma hora e ele aliviou o nível da penetração no mesmo momento.
—Foi sem querer.
—Eu sei.
Continuamos com os movimentos, não demoramos nada e nós gozamos novamente juntos. Edward foi parando com os movimentos aos poucos e saiu de dentro de mim, virando-me para ele, ele me beijou. O nosso beijo era calmo e bem vagaroso, através dele eu podia sentir o quanto ele se sentia satisfeito e se bobeasse ele queria mais. Edward se afastou bem devagar e ficou me olhando.
—Adorei. Disse ele me olhando nos olhos e o mar verde era intenso que chegava a me inundar.
—É?
—Muito. Após afirmar, ele tornou a me beijar. Meu coração acelerou em meu peito e abri os meus olhos desconcertada em meio ao nosso beijo.
—O que acha de jantarmos agora?
—Está com fome?
—Não imagina o quanto.
—Ta, mas dessa vez você escolhe.
—Vou escolher então.
Ele me deu um selinho, mas aprofundou o beijo e fechei os meus olhos. Nos perdemos pra valer no beijo e acabamos nos entregando mais uma vez. Dessa vez foi bem devagar e eu estando de lado, na verdade ele foi bem cuidadoso comigo.
.
20min depois.
Gozamos extasiados e parei com os movimentos. Desconectei o nosso sexo e me deitei de barriga pra cima, na mesma hora ele me beijou de forma calma e encerrou o beijo com três selinhos. Senti a bebê se mexer e olhei para a minha barriga, Edward fez o mesmo e acariciou onde a bebê havia se mexido.
—Está sentindo alguma dor? Acho que abusamos um pouco.
—Não estou sentindo dor Edward, eu estou bem.
—Ótimo. Disse ele e selou os nossos lábios. –Vou pegar o menu do hotel.
—Ta bom, mas antes de eu escolher, eu irei me lavar. Sinto-me toda melada.
—Vamos então.
Nos levantamos da cama e fomos para o banheiro. Lá nos lavamos e saímos para nos secar, depois nos vestimos novamente, sendo que dessa vez Edward ficou apenas de boxer preta.
Fiz o pedido e escolhi algo leve para comermos a noite. Pedi um milk shake de frutas vermelhas para nós e estava de bom tamanho. Ficamos deitados assistindo televisão com Edward deitado circulando a minha cintura e estava mais que confusa essa situação para mim. Preferi ficar na minha e o som do ar trouxe o meu sono.
.
.
35min depois.
—Acorda dorminhoca. Disse ele me despertando com selinhos. –A comida já chegou.
—Já? Perguntei bem baixinho e por pouco a minha voz não saia com o selinho que ele me deu.
—Já sim. Vamos comer, também preciso matar a minha fome.
—Ok.
Nos sentamos no sofá e começamos a comer. Estava tudo gostoso e o milk shake no ponto de tão geladinho, Edward adorou a bebida e disse que eu fiz uma ótima escolha. Comemos conversando como duas pessoas civilizadas e fiquei o olhando quando ele ficava distraído. Ele fez com calma e eu não estava sentindo dor nenhuma, acho que eu só fiquei dolorida de madrugada por estar muito tempo sem sexo. Ele era bem dotado e vez ou outra me causava desconforto, mas dessa vez não. Eu já não queria pensar a respeito, eu não queria pensar em mais nada, mas estava sendo difícil de acreditar. Eu o olhava e ele me pegou o olhando.
—O que se passa aí?
—Muita confusão para ser sincera. Você é uma caixa de surpresas.
—Você também é.
—Prefiro mudar de assunto.
—Não estamos brigando, há uma diferença.
—Podemos amenizar com certas intimidades.
—O que a incomoda?
—A forma que está me tratando. Não é certo.
—E por que, não é?
—Por que está me confundindo? Eu não quero!
—Não estou te confundindo, tudo entre nós eu deixo as claras. Está pondo coisas em sua cabeça à toa.
—Claro. Falei o olhando e desviei o meu olhar depois. –Acho que fiz mal ao pensar ser diferente, mas está tudo bem.
Tornei a me sentar e comecei a comer novamente.
.
.
Um tempo depois.
Terminei de comer e fui para o banheiro escovar os meus dentes. Deu-me vontade de chorar e chorei na minha, até eu desconhecia o motivo e chorei pra lá de sentida. Por fim me recuperei com muito sacrifício sentindo uma pressão emocional em meu peito e saí do banheiro. Fui me deitar não deixando ele olhar para o meu rosto e me cobri da cabeça aos pés.
—Boa noite. O saudei após me cobrir.
—Boa noite. Falou ele vindo até mim e destampou o meu rosto, na mesma hora eu fechei os meus olhos e permaneci assim. –Prefiro dessa forma. Disse ele selando os nossos lábios por duas vezes e se afastou.
Abri os meus olhos e fiquei pensativa, o melhor seria dormir e apaguei a luz do abajur. Ele ao voltar do banheiro se deitou ao meu lado e me abraçou por trás. Ficamos assistindo televisão calados e momentos depois eu dormi.
.
.
.......................................................................................
Domingo 06 de Junho.
11h da manhã.
Acordei me sentindo bem e olhei para o lado, Edward ainda dormia estando agarrado em mim. O cheirinho que vinha de seu cabelo era bom demais e passei a mão nos fios bem lentamente sem pensar. O cabelo dele era macio demais, era como painas e o contato na ponta dos meus dedos era agradável, lembrava-me à paina mesmo e continuei com os movimentos estando distraída demais para me policiar e recuar. Ao sentir a bebê mexendo, isso me despertou e tirei a minha mão rápido como se eu tivesse levado o choque da realidade.
—Por que parou? Perguntou ele causando-me um susto e afastei ainda mais a minha mão.
—Sobre? Fiz-me de boba.
—Eu já estou acordado a algum tempo e senti o seu carinho que estava mais que bom.
—Estava fingindo que estava dormindo?
—Não, só permaneci de olhos fechados, mais nada. Na verdade, sinto-me cansado.
—Tudo bem.
—Não me respondeu o porquê que você parou. Falou ele me olhando e eu me senti encurralada.
—Não há nada demais nisso. Estou apertada e preciso me aliviar. Falei me levantando.
Fui para o banheiro sem olhar para trás, pois eu me sentia mal por ter sido pega e na hora eu nem pensei. Não era admissível certa intimidade entre nós. Era o que me preocupava no momento, pois o Edward estava abusando nisso e eu não sabia a sua real intenção. Lembro-me que ele me esnobou lá na fazenda e disse que ter algum tipo de envolvimento comigo seria o mesmo que trair a memória da irmã. Lembro-me o quanto ele já me esnobou e eu não cairia, eu estava carente demais ultimamente e não queria me machucar ainda mais com as palavras dele. Seria o meu fim.
Comecei a escovar os meus dentes me sentindo um pouco preocupada com o que eu estava passando e não daria mole, eu me protegeria de possíveis acidentes daqui para a frente.
Enxaguei a minha boca e lavei o meu rosto, a seguir eu o sequei e penteei o meu cabelo. Aliviei-me e me asseei, lavei as minhas mãos e fui para o quarto novamente. Edward estava deitado na cama olhando para o teto e fui para a varanda, fiquei olhando para o mar sentindo-me um pouco mal pela situação. Eu não devia me sentir mal pela dura realidade, mas eu estava me sentindo. Para não piorar o clima eu entrei novamente e fiquei em pé ao lado da cama.
—Já pediu o café?
—Deve está quase chagando já e logo partiremos também. Não quero chegar em casa muito tarde, tenho que trabalhar amanhã.
—Vou me arrumar então.
—Tudo bem.
Peguei na mala um vestidinho posto ali por Mary e o coloquei, eu deixaria para tomar banho quando chegasse lá na mansão e seria melhor assim. Peguei o meu nécessaire dentro da mala e fui para o banheiro dar um jeito em meu rosto, eu não iria embora de qualquer jeito e evitei passar base. Passei apenas lápis de olho, uma sombra clarinha e o gloss eu o colocaria após tomar o café da manhã.
Voltei para o quarto e vi Edward se arrumando, ele terminava de fechar o zíper da bermuda e vestiu a blusa que se modelou muito bem em seu corpo forte. Eu o reparava e olhei para o outro lado quando ele me olhou. Não colocando o tênis, ele veio na direção da cama, mas desviou o trajeto quando a campainha tocou. Era o nosso café da manhã.
Estava bem farta a mesinha observei e começamos a comer, mas fui interrompida minutos depois.
—A partir de terça feira nós ficaremos na casa da minha mãe. Lá tem mais gente caso chegue à hora da bebê nascer e pode ser que eu esteja trabalhando. Nunca se sabe quando eles decidem sair.
—Já era o previsto ficarmos lá, por mim tudo bem.
—Então pegue o que achar necessário e coloque na mala, terça de manhã eu a deixarei lá junto de Mary e irei trabalhar. Meus pais vão chegar da fazenda nesse mesmo dia, mas não sei a hora exata.
—Tudo bem.
Voltamos a tomar o café com calma.
.
25min depois.
Eu já estava satisfeita e terminei de beber o suco de laranja em meu copo. Edward já havia acabado de comer a uns minutos atrás e ficou me aguardando terminar.
Nos levantamos e peguei as minhas coisas que estavam penduradas no banheiro. Ajeitei a mala contendo as nossas coisas e dei um jeito na cama, olhei mais uma vez a paisagem que era linda e Edward informou à recepcionista que iríamos partir.
Saímos do quarto e ele ligou para o segurança, o mesmo nos aguardava do lado de fora. Passamos na recepção e a conta foi paga, desejando uma ótima semana e dizendo para voltarmos sempre, a recepcionista se despediu de nós com um aceno.
Saímos do hotel e o segurança veio pegar a mala, a mesma foi posta no carro de Edward que estava estacionado ali e entramos no mesmo. Edward o ligou e saímos.
Durante o trajeto vez ou outra ele falava comigo e eu o respondia. Às vezes eu me pegava distraída e passando a mão em minha imensa barriga pensando a respeito do nascimento. Até nesse passeio que demos eu pensava.
.
UM TEMPO DEPOIS.
Chegamos na mansão e Mary veio nos receber na porta da sala sorrindo, eu retribuí com um sorriso e entramos. Sentindo-me um pouco cansada eu me sentei no sofá, depois peguei a almofada e a coloquei em meu colo. Já Edward após cumprimentar a Mary, ele subiu levando a mala. Nisso Mary veio até mim.
—E aí amiga aproveitou bastante?
—Muito. Falei sorrindo para ela. –Tudo foi legal, principalmente o jantar na sexta feira. O iate era chique demais e enorme, simplesmente maravilhoso!
—Pelo menos não brigaram né?
—Acho que isso já faz um pouco de parte Mary, há muitas coisas que estão em contradição e pendente entre nós. Edward tem dúvidas da minha inocência ainda, isso ficou bem claro, mas de certa forma eu não o culpo. Talvez eu esteja pagando pela a minha tamanha inocência enquanto os meus pais viviam, é normal. Já aceitei tudo que aconteceu, pois não tem como voltar atrás. Agora eu só penso no nascimento da minha filha e que ela seja mesmo feliz. Quero que ela cresça no meio da tranquilidade, sei que os Cullens irão amá-la de verdade e é perceptível isso desde já com ela bem aqui na minha barriga. Tenho certeza que isso irá se realizar, não quero que por ventura um dia ela chegue também a pensar mal de mim ao ouvir uma possível briga. Isso será possível se eu con..... Falei secando as lágrimas que rolaram.
—Já está tranquilo, estão progredindo. Falou Mary vindo segurar a minha mão. –Não tem o porquê reclamar está vivendo mais que bem numa bela casa. Tem um marido gato com todo o respeito e muitas que você sabe muito bem que queriam tê-lo. Tem grana porque vive aqui com ele e a família Cullen a adora.
—Que bom que você acha. Falei sorrindo levemente e olhei para a paisagem através do vidro. –O dinheiro não é meu Mary, nunca olhei por esse lado e nem irei olhar. Somos de patamar bem diferente, pude constatar com o requinte do local o qual nós fomos. Se eu tenho essa grana guardada, pois saiba que não é muito e logo acaba. Não terminei os meus estudos e quero um dia poder ser alguém na vida. Sempre irá ter aquele que dirá que eu estou com ele por grana, ou que engravidei de propósito, e nós duas sabemos que não foi bem assim. Não tenho parentescos mais e estou sozinha nesse mundo. Dizem que nós mulheres devemos ser independentes e é assim que eu penso, mas no momento eu estou dependendo daqueles que deveriam me odiar e não imagina como é sentir isso. Meu marido me odeia. Por mais que estamos nos tolerando com respeito agora, é ruim a sensação que eu tenho da acusação atrás dos olhos dele em certos momentos. Ele falou que não entende como uma pessoa podia viver no luxo e não saber da onde vinha o dinheiro. Principalmente se considerar pobre por ter do bom e do melhor. Não quero viver para sempre nessa dúvida Mary, eu não serei feliz convivendo dessa forma. Nenhuma mulher seria e atropelei muitas etapas da minha vida após cruzar com ele na rua. Ainda me lembro como foi.
—É eu acho. Falou ela me olhando. –Você fez uma bagunça em minha cabeça. O que pretende com as suas palavras?
—Nada, apenas que a minha filha nasça logo. Quero o meu corpo de volta. Falei sorrindo, mas internamente eu não sorria.
—Eu estou louca para ver a princesinha, já tenho certeza que será a coisa mais linda.
—Ela irá ser sim. Falei sorrindo.
—Irei terminar de preparar o almoço.
—Tudo bem.
—Fiz um bolo de chocolate do jeito que você gosta.
—Eba!
—Qualquer coisa me chama.
—Pode deixar Mary.
Ela se retirou da sala e eu levantei do sofá, caminhei na direção da porta de vidro e fui para a área da piscina, sendo que o sol estava bem forte e tornei a entrar. Resolvi subir e foi o que eu fiz após pegar a minha bolsinha sobre o sofá.
.
Estando no andar de cima, eu andei devagar pelo corredor e abri a porta do quarto. Edward já estava de banho tomado e mexia no laptop dele estando sentado na cama, na mesma hora ele me olhou.
—Trabalhando?
—Revendo alguns compromissos para amanhã. É a minha agenda que a minha secretária mandou.
—São tantos assim?
—O suficiente para tomar um dia inteiro.
—Posso imaginar. Preciso tomar um banho agora e a Mary está preparando o almoço. Acredito que não irá demorar a ficar pronto.
—Não estou com fome agora. Você está?
—Não. O café da manhã lá naquele hotel me deixou bem satisfeita.
—A mim também.
—Bem, eu irei tomar banho.
—Ok.
Fui para o closet e escolhi o que vesti, optei por um shortinho de seda rosa claro e uma blusa do mesmo tecido e cor. Era um conjuntinho bem meigo e bonito, do estilo romântico por conte lacinhos adornando. Peguei um conjunto de lingerie branco e saí do closet, Edward continuava no computador e passei direto para o banheiro. Não me importei de fechar a porta e deixei a roupa que eu colocaria pendurada, a seguir me despi. Entrei no Box e liguei o chuveiro, decidi tomar banho com calma e relaxar o máximo que eu pudesse.
.
15min depois.
Saí para me secar e me sequei bem. Estando em frente ao espelho nesse momento, eu penteei o meu cabelo que estava úmido e o prendi em um rabo de cavalo. Hidratei o meu corpo e me vesti, depois me perfumei e saí do banheiro. Edward estava deitado assistindo televisão e eu sem ter o que fazer, eu fui olhar a paisagem através do vidro, pois o ar estava ligado e não era plausível abrir a janela. Olhando aquele mar diante de mim, eu senti saudades de Solares e toda a sua beleza. Era como se eu tivesse perdido as minhas raízes e respirei fundo.
—Está pensativa.
—Tenho saudades de Solares. Falei estando distraída ainda e foi espontânea a minha resposta.
Decidi me deitar também e Edward se aproximou de mim. Fechei os meus olhos e abracei o travesseiro.
—Eu já imaginava que você sentiria falta de lá.
—Sinto sim, mas não é o fim do mundo.
—Poderemos ir à praia de lá assim que passar o seu resguardo.
—É pode ser. Falei pensativa.
—Ótimo. Disse ele me olhando intensamente.
—Irei beber um pouco de água. Falei me levantando. –Vou ver o andamento do almoço e comer uma fruta.
—Ok.
Calcei a minha rasteirinha e saí do quarto. Andei devagar pelo corredor e desci a escada, chegando na sala eu me sentei no sofá. Na verdade, eu queria fugir dele e liguei a televisão para eu ficar assistindo.
.
1h depois.
Mary apareceu na sala.
—O almoço já está pronto patroinha.
—Tudo bem Mary, irei perguntar o Edward se ele quer comer agora.
—Pode deixar, não precisa ficar subindo e descendo essa escada com essa barriga enorme amiga. Eu perguntarei a ele.
—Obrigado e valeu.
—Já volto.
—Ok.
Mary subiu a escada e eu desliguei a televisão. Fui para a cozinha tomar a minha vitamina e o cheirinho da comida estava ótimo. Peguei um pouco de água na geladeira e ingeri a medicação, não demorou muito Mary entrou na cozinha.
—Já voltei e o patrãozinho já deve estar na sala.
—Tudo bem. Eu só vim tomar a minha vitamina, esses dias eu não administrei o medicamento como eu deveria.
—Não deve se descuidar e logo se livrará dela. Temos que ficar em alerta a partir de quarta feira.
—Pois é Mary.
—Dona Esme já está radiante e está louca para pegar a bebê, confesso que eu também estou. Amo bebês. Disse ela sorrindo. –Você não parece estar tão animada amiga. Disse ela me olhando.
—Impressão sua.
—Não mesmo.
—Agora eu irei para a sala aguardá-la.
—Tudo bem. Disse ela me sondando.
—Fuiiii. Falei me afastando.
Andei a passos largos e entrei na sala, vi Edward sentado no sofá e ele ao me ver, se levantou vindo até a mim.
—Mary foi me chamar para almoçar. Vamos? Perguntou ele segurando na minha mão.
—Sim.
Caminhamos até a mesa e nos sentamos um do lado do outro. Não demorou muito Mary veio nos servir e começamos a comer. A salada de peito de peru com legumes não havia palavras para descrevê-la, muito boa e comemos devagar. Edward pediu a Mary whisky com gelo e a mesma se retirou. Continuamos a comer e bebi um pouco de refrigerante, estava bem gelado e do jeito que eu gostava de beber. Quando Mary voltou, ela trazia a garrafa de whisky e um copo com três pedras de gelo. Mary o serviu e Edward deu um bom gole na bebida, depois continuou a comer.
.
Terminamos a refeição e rejeitei a sobremesa, mas falei para Mary que eu comeria no lanche. Edward disse o mesmo por estar satisfeito e subiu novamente. Já eu fiquei na sala deitada no sofá vendo televisão, eu não acreditava numa possível mudança. Lembro-me o quanto ele me maltratou após me sequestrar e suas palavras eram tão amargas relacionadas a mim e a minha família. Por mais que a forma de tratamento estava melhor ao meu ver, lembro-me de uma discursão que tivemos lá na primeira mansão após o meu sequestro.
FLASH BACK ON:Capítulo 7
—Já conseguiu a morte dos meus pais, faça o mesmo comigo ou me deixe ir. Não posso ser a sua prisioneira para o resto da minha vida. Já disse que você não tem direitos sobre mim
—Tenho sim. Posso fazer o que eu quiser com você e até me distrai possuindo-a da forma que eu bem entender.
—Me machucar, por exemplo?
—Não vem com essa. Sei que por mais que você tente, eu sinto as contrações da sua.... Disse ele levando a mão até o meu sexo e passou os dedos bem devagar nela. –Sei que gosta pela forma que fica molhada.
—É nojo que eu sinto! Ele sorriu.
—É mesmo? Não acredito!
—Arranje outra mulher, vá se divertir com elas e me deixe em paz!
—Pra que se eu já tenho uma aqui em casa?
—Não sou sua, nunca serei.
—Farei o que eu quiser! Agora fica quieta por pouco não te matei.
—Às vezes não parece que irá realmente me matar. Já teria feito se fosse verdade!
—QUER APOSTAR? Perguntou ele alto e colocou a arma para pressionar a minha barriga.
—Não, não. Eu. Eu não quero.
—Está com medo de morrer?
—É, eu estou.
—Ótimo! Se lembre disso antes de aprontar de novo.
—Se lembre Edward, você não vai poder ficar ao meu lado para sempre.
—Tenho quem faça! Da mesma forma que a minha irmã perdeu a juventude, você terá o mesmo castigo.
—Não irei não. Ele sorriu.
—Veremos!
FLASH BACK OFF.
Eu me lembrava de cada momento vivido junto dele até hoje, mas sinceramente eu não procurava ficar lembrando desses momentos ruins. Eu tinha medo de me perder e lembrando bem das palavras dele, eu não sei se a gravidez seria a melhor forma de acabar com a minha juventude. Era óbvio demais que transar sem camisinha resultava em gravidez ou doenças sexualmente transmissíveis, mas graças a Deus foi à primeira opção que ocorreu comigo. Eu não sei se essa gravidez fazia parte, mas eu não iria ficar me lamentando ou eu estragaria o clima apaziguador do momento. Eu não sabia o que pensar por fechar os meus olhos e lembrar de tudo, só se tivesse ocorrido um milagre, mas nem nisso eu acreditava.
Achei melhor eu parar de pensar nisso e foi o que eu fiz.
.
Às 18h da noite.
Eu ainda assistia televisão e decidi me levantar. Caminhei até a cozinha e Mary devia estar para o quarto dela, então olhei no forno e vi o bolo de chocolate cheio de brigadeiro mole e granulado. Estava intocável ainda e me servi de um bom pedaço, depois voltei para a sala e desliguei a televisão. Resolvi subir e abri a porta do quarto, Edward estava sentado na mesa do canto e mexia em alguns papéis.
—Pensei que você estava dormindo. Falei normalmente.
—Estou adiantando algumas coisas. Disse ele mexendo ainda nos papéis e a sua frente estava a garrafa de whisky de um litro com dois dedos da bebida apenas. O copo ao lado da garrafa estava vazio e ele me olhou novamente.
—O bolo está com uma cara ótima. Disse ele olhando-o rapidamente e tornou a mexer nos papéis.
—Quer um pedaço?
—Depois eu pego.
—Exagerei na dose. Falei partindo um pedaço generoso e o ofereci com o garfo. –Toma.
—Ok. Disse ele aceitando.
Afastei-me dele e me sentei na cama, comecei a comer o bolo e estava mesmo bom. Edward se levantou da cadeira e veio até a mim, sem eu esperar ele pegou o garfo de forma tranquila da minha mão e me ofereceu um pedaço de bolo.
—Ta. Falei antes de aceitá-lo e o olhava a todo o momento.
—Bom demais. Disse ele comendo mais um pedaço.
—É está sim.
Mastigamos e engolimos o bolo, sem eu estar esperando ele me beijou de forma calma e eu sentia o gosto do brigadeiro na boca dele e o leve gosto da bebida que ele ingeriu bem ao longe.
.
2min depois.
Eu queria me afastar dele, mas o beijo estava tão bom. O certo era me afastar gritava a minha razão e abri os meus olhos. Com dois selinhos ele finalizou o beijo também me olhando.
—Com gosto de chocolate. Disse ele pegando mais um pedaço do bolo e o levou até a minha boca, a seguir ele me beijou roubando-me um pedaço e se afastou para mastigá-lo.
Eu estava sem jeito com as ações dele e preferi ficar na minha sentindo as sensações boas em meu corpo. Edward tornou a me beijar, mas dessa vez eu me afastei sem parecer grosseira e levei um pedaço de bolo até a minha boca. Edward comeu mais um pouco e tornou a se sentar na cadeira para mexer nos papéis. Terminei de comer e por já estar de noite sem aquele sol esturricante, eu decidi tomar banho de piscina.
—Vou para a piscina. Falei me levantando da cama.
—Cuidado ao descer a escada. Sei que o azulejo é antederrapante, mas cuidado.
—Terei.
—Depois eu desço.
—Ok. E você, falou com os seus pais?
—Hoje?
—Sim.
—Não.
—Liga para saber deles. Sua mãe vai gostar.
—Quer falar com ela?
—Sim. Enquanto você liga, eu vou para o closet me trocar.
—Levo lá assim que conseguir.
—Tudo bem.
Coloquei o prato sobre a mesa e fui para o closet, peguei um biquíni na gaveta e comecei a tirar a minha roupa. Primeiro eu tirei o meu shortinho, depois foi à vez da minha blusa, a seguir foi a minha calcinha e por último o meu sutiã. A primeira peça que eu vesti foi à calcinha do biquíni, quando eu ia vestir a parte de cima Edward entrou no closet falando no celular. Fiquei olhando para ele parada e acabei me distraindo.
—Eu estou bem mãe e a senhora? Perguntou Edward me olhando.
.........................
—Que bom! E o Carlisle?
.................
—Sei que ele é o meu pai mãe. Ta, tudo bem. E o meu pai?
..................
—Tudo bem. A Isabella está bem e ela está aqui ao meu lado. Na verdade, foi ela quem deu a ideia de falar com vocês.
...................
—Um beijo e te amo. Dê um abraço no meu pai e a minha esposa quer falar com a senhora.
...........................
—Até terça.
................
Fiquei o olhando e percebi que eu não havia posto a parte de cima do biquíni, Edward se aproximou e me entregou o telefone.
—Oi Esme.
—Oi querida. Disse ela contente. –Então estava com saudades nossa?
—Sim e muito. A bebê também está com saudades. Falei sorrindo.
—Diga a ela que nós também estamos. Sorrimos — Estão bem?
—Sim.
—Soube que foram passear, meu filho falou que vocês chegariam hoje.
—O lugar era incrível mesmo. O jantar no Iate e a nossa estadia naquele hotel maravilhoso em frente ao mar foi demais.
—Que bom e isso faz bem ao casal. Não cai na rotina.
—Tem razão. E a fazenda vocês estão se divertindo?
—Muito filha, aqui é o paraíso.
—Aí é lindo mesmo.
—É uma pena vocês não terem vindo, mas entendemos as suas condições. Sei que está proibida de voar por faltar dias agora para minha netinha nascer.
—Pois é. Terça feira agora já ficaremos direto lá na mansão e dia dez em diante será a decisão da bebê querer sair. Falei sentindo Edward me abraçar por trás e beijou o meu pescoço.
—Dia vinte seria o aniversário da Brenda caso ela estivesse aqui conosco. Você iria adorá-la caso entrasse na família de outra forma filha.
—Tenho certeza que sim Esme.
—Meu filho faz dia 25 e eu não sei o que fazer para ele. Pode ser que a bebê já tenha chegado, não sei. Quem sabe né?
—Pois é. Como vai ser?
—Eu queria fazer um jantar para o meu filho, algo para levantar o astral.
—Tem razão, mas a bebê pode querer chegar antes. Vamos ver como fica, se ela não chegar até o dia 24, está liberado. Após eu falar, Esme sorriu e escutei outra risada também.
—Os bebês são imprevisíveis minha filha, a qualquer momento é hora para eles.
—Podemos fazer isso.
—Então ta, vou falar com a Alice e se quiser participar, é com você.
—Tudo bem Esme.
—Não é obrigada, sabe que Alice é uma festeira ambulante e você filha não pode ficar andando pra lá e pra cá. Está prestes a dar à luz.
—Tem razão. Os meus pés já estão inchando à toa.
—Telefonarei para ela e falarei que é algo simples. Chamaremos os amigos mais próximos.
—É uma boa ideia. Falei sentindo Edward beijar novamente o meu pescoço e se afastou.
—Então ta filha. Falarei com ela e depois eu te falo o que ficou combinado, será surpresa.
—Ta bom e pode deixar.
—Um beijo filha e tenham uma boa noite.
—Boa noite para você também e dê um beijo em Carlisle.
—Ele ta mandando outro. Está no viva voz.
—Obrigado Carlisle. Falei sorrindo.
—Um beijo querida. Falou ele sorrindo.
—Cuidem um do outro.
—Pode deixar que sim filha e cuidem-se vocês também.
—Ta bom. Tchau.
—Tchau.
Encerrei a ligação e entreguei o celular a ele, coloquei a parte de cima do biquíni e saímos do closet. Edward tornou a se sentar na cadeira e eu fui até o banheiro pegar uma toalha. Soltei o meu cabelo perante o espelho e o sacudi, não tendo mais o que fazer ali eu saí do banheiro. Andei devagar pelo quarto e peguei o pratinho na mesa, nisso Edward envolveu a minha cintura e me fez inclinar vagarosamente para me beijar.
—Edward é melhor se comportar.
—O que é se comportar entre marido e mulher? Eu sou o seu marido.
—Então você está levando tudo a sério mesmo?
—Se não fosse para ser eu não me casaria com você. Falou ele movendo os dedos em minha cintura me olhando.
—Melhor eu descer e ir para a piscina.
—Depois eu vou.
—Ta bom.
Saí do quarto levando o pratinho e desci a escada devagar, caminhei pela sala, depois pelo corredor e entrei na cozinha. Lavei o pratinho, o garfo e os coloquei para secar. Abri a geladeira e peguei a garrafa de água, pois o chocolate me deu sede e a bebi com vontade após encher o copo. Tornei a colocar a garrafa na geladeira e peguei um cacho de uva, a seguir saí da residência indo para a área da piscina estando com ele em minha mão. Deixei a toalha sobre a cadeira e tirei a minha rasteirinha, dei a volta na piscina e desci os degraus devagar, mas me lembrei do cacho de uva em minha mão e não o molhei, eu simplesmente me sentei no degrau e comecei a comê-lo.
Edward apareceu de sunga e colocou o celular dele sobre a mesa, fez o mesmo com o roupão que ele trouxe e veio para a água.
Ele desceu os degraus e se sentou ao meu lado.
—A água está quentinha, fez muito sol hoje. Reparou.
—É e está o ideal.
—Vou nadar um pouco.
—Ta, vai lá.
Edward se levantou e deu um mergulho me molhando todinha. Continuei comendo a uva e fiquei o observando a nadar pra lá e pra cá. Quando ele emergiu, foi bem na minha frente.
—Está me perseguindo? Perguntei normalmente.
—Não. Falou ele me olhando intensamente e sorriu torto. –Não é o certo nos distanciar.
—Como pode ter tanta certeza?
—Por que sim. Disse ele pegando uma bolinha da uva e comeu.
—Costuma sufocar as mulheres?
—Não as sufoquei, pelo contrário, elas que ficavam atrás de mim e se eu der confiança, elas ficam mesmo.
—Nós ficamos muito tempo sem sexo e.......
—Está insinuando que eu transei com outra mulher só porque eu falei que se eu der confiança elas vêm atrás de mim? Desencana Isabella porque não é verdade.
—Se você diz.
—É a verdade. Após ele falar, ele selou os nossos lábios brevemente. –Estou casado agora.
—Você me abomina Edward, me odeia e não gosta de mim. Não estou reclamando e só fazendo uma observação pelo seu tratamento a minha pessoa ultimamente. Estou confusa demais por causa disso e se pensa que irá me sacanear est..........
—Estamos vivendo da melhor forma possível. Disse ele me interrompendo. —Estamos casados e agora tem a menina. Podemos cooperar por ela como estamos fazendo.
—É pode ser. Falei olhando para o outro lado. –Ninguém mais deseja a felicidade dela do que eu.
—Está equivocada. Eu também desejo muito mais que isso, eu, eu sou o pai dela.
—A fez em mim de propósito? Perguntei o olhando intensamente.
—Um bebê não é o fim do mundo se é isso que está pensando.
—Teria coragem?
—Quem sabe.
—Era o que eu imaginava. Falei me lembrando do que eu havia pensado mais cedo. — Não teria coragem. Falei desacreditada, mas não fazendo alarde. Conversávamos naturalmente.
—Prefiro viver o presente.
—Eu também. Menti, na verdade eu me sentia um pouco mal por isso e poderia ser a forma dele me roubar à juventude como prometeu.
—Estamos casados, estou honrando o compromisso.
—Estou percebendo. Falei me sentindo bem chateada por dentro. –Vou aproveitar a água também.
—Ok.
Terminei de comer a uva o olhando, eu já sabia que Edward era capaz de muitas coisas. Uma vez ele chegou a dizer que erva daninha não procriava e aqui estava eu, mas o engraçado era que ele não me suportava e agora estava bem tranquilo. Ele não se abria comigo apesar de estarmos convivendo, mas eu não iria ficar tocando em certos assuntos e estragar a paz. Eu sabia que precisávamos nos entender e conversar abertamente, mas faltava um pouco de diálogo em alguns assuntos que eu julgava sensível. Não éramos um casal cem por cento e isso me incomodava em relação a minha filha, se bem que eu já havia pensado a respeito e cheguei a uma conclusão.
Mergulhei e tornei a emergir, fiquei batendo as minhas mãos na água e ele veio até a mim. Edward envolveu a minha cintura e me olhou.
—Sabe que no momento não tem do que reclamar.
—Não estou fazendo isso e não se preocupe. Vamos aproveitar a água?
—É melhor.
Ficamos curtindo a água comigo voando em pensamentos. Era notável a mudança nele, mas mesmo assim eu tinha medo, nós dois éramos como dois cálices de cristais. Ficar pensando nessas coisas me perturbava, mas as mesmas não paravam de vir a minha cabeça. O melhor seria continuar na minha, afinal eu estava sob o teto dele e da família dele agora. Havia um resquício de medo em mim, logo eu daria à luz e a minha presença poderia ser desnecessária após colocar o sangue deles no mundo. Eu estava com noias e não sabia o que pensar mais, qualquer ato dele estava me afetando.
.
Às 20h.
—Vou sair. Falei estando ele envolvendo a minha cintura.
—Está na hora e já deve estar tarde.
—Deve mesmo.
Saímos da água com ele segurando a minha mão e fomos até a mesa pegar as nossas coisas. Entramos e Edward ativou as proteções, depois subimos e fomos direto para o Box tomar banho.
Nos lavamos por inteiro e nos enxaguamos bem, a seguir saímos para nos secar e eu penteei o meu cabelo depois. Fui para o closet e vesti a minha camisola branca, passei um pouco de colônia e vi Edward colocando apenas o short do pijama.
—Vai querer jantar? Perguntei a ele.
—Irei fazer um lanche.
—Vou ver o que tem.
—Eu faço e subo.
—Não se preocupe.
—Pode deixar.
—Ok.
Saímos do closet e arrumei a cama, já Edward saiu do quarto e fechou a porta. Peguei o controle e liguei o ar, fiz o mesmo com a televisão e me deitei na cama.
.
.
40min depois.
Edward entrou no quarto e olhei a bandeja que estava bem farta. Nela havia pães de batata com recheio de frango e catupiry. Dois potes contendo salada de fruta e suco de melão. Estava ali a minha vitamina e a ingeri com um pouco de suco.
—Ficaremos satisfeitos.
—Coloquei algumas coisinhas, não queria dormi com o estômago pesado.
—Nem eu e está mais do que bom.
Comemos devagar e quando acabamos nós escovamos os nossos dentes. Edward desceu para levar a bandeja e eu me deitei novamente. Fiquei trocando de canais e resolvi desligar a televisão, iríamos dormir mesmo.
Quando Edward voltou, ele programou o alarme do relógio e se deitou ao meu lado. Desliguei o abajur ao meu lado, pois já havia outro no lugar do que quebrou e ele fez o mesmo com o abajur ao lado dele. Ficou um escurinho gostoso e a claridade era mínima que vinha de fora.
—Boa noite. Disse ele se aproximando de mim e tateou o meu rosto bem devagar, ao achar a minha boca, ele selou os nosos lábios.
—Boa noite. O saudei também.
Virei-me de lado e Edward me abraçou por trás. Beijos foram distribuídos em meu pescoço e fechei os meus olhos por causa disso. Do jeito que ele fazia era bom demais e me movi devido às sensações.
—Vou me comportar.
—Deve dormir, amanhã acordará cedo.
—Sei disso. Disse ele tornando a me abraçar e ficou comportado.
Ficamos quietos e com o passar dos minutos eu acabei dormindo.
.
.
.................................................................................
Madrugada de segunda feira, 07 de Junho.
Ás 04:22min da manhã.
Acordei apertada para fazer xixi e senti as minhas costas um pouco doloridas. O colchão era macio demais e por estar com esse barrigão, minha coluna estava protestando. Não era a primeira vez nesses últimos meses, mas preferi ficar na minha a reclamar. Hoje a dorzinha chata estava me perturbando e me sentei na cama com os meus pés estando no chão. Acendi a luz do abajur, me levantei e fui caminhando bem devagar pelo quarto com as mãos em minhas costas, ao chegar no banheiro eu me aliviei cheia de vontade. Asseei-me devagar sentindo a minha coluna protestar e me levantei lentamente, a seguir eu dei descarga. No que eu olhei para a porta, eu tomei um leve susto por Edward está ali me filmando.
—Desculpe se te acordei.
—Estou tendo insônia. Fala-me a verdade Isabella.
—Sobre?
—O que há com as suas costas?
—Estou sentindo dor na coluna. O colchão é pra lá de macio, deve ser por causa disso, mas principalmente por causa da minha barriga.
—Todos os colchões aqui são macios, podemos improvisar.
—Ok.
Edward saiu da porta do banheiro e eu lavei as minhas mãos, depois apaguei a luz e saí do mesmo. Quando eu saí no quarto, eu vi Edward fazendo uma cama no chão e a largura da mesma nos caberia.
—Dessa forma não irá machucar a sua coluna.
—Não mesmo, é mais duro.
—Pode se deitar.
—Obrigado.
Deitei-me com cuidado e fiquei de lado abraçando o travesseiro, essa posição era mais confortável para mim e Edward se deitou também. Ele nos cobriu e me abraçou por trás, estava iluminando o quarto somente um abajur do outro lado cama.
De forma vagarosa ele começou a deslizar a sua mão esquerda pela as minhas costas, principalmente na parte central e ficou acariciando de forma vagarosa, juro que eu preferi não pensar nada a respeito e estava mesmo bom. O toque quente da mão dele estava bom demais e não havia nenhum apelo sexual.
—Estou te machucando? Perguntou ele próximo do meu ouvido e abri os meus olhos.
—Não. Falei sentindo o bico dos meus seios ficarem durinhos. Ele sabia me tocar mesmo não havendo apelo sexual.
—Não mesmo?
—Não. Hum!!! Eu fiz baixinho quando ele ficou acariciando a minha lombar.
—Está bom?
—Está....sim. Falei devagar após fechar os meus olhos novamente.
—Tente dormir novamente.
—Não sei se irei conseguir.
—Por que não? Perguntou ele e cai na real, acabei abrindo os meus olhos novamente.
—Vou tentar. Falei me deitando de frente para ele.
—Estava ruim a massagem?
—Não.
—Não quer mais? Já passou a dor?
—Estou um pouco melhor.
—Então descanse. Disse ele e selou os nossos lábios por alguns segundos.
—Ok. Falei após afastar o meu rosto e Edward selou os nossos lábios mais uma vez.
Edward acabou aprofundando o nosso beijo e nesse mesmo instante ele acariciava a minha barriga. Afastei o meu rosto por eu estar precisando de ar e ele ficou me olhando.
Achei melhor me cobrir e Edward deitou bem próximo de mim, depois fechamos os nossos olhos.
.
12min depois.
Os minutos foram se passando e lembrei de algo.
—Edward.
—Oi.
—Não acha melhor fazer um chá calmante para você dormir?
—Não precisa, pelas horas estarem passando rápido, logo eu terei que levantar.
—Não é legal ficar sem dormir. Por que está sem sono?
—Não sei. Disse ele me olhando. –Às vezes isso acontece com qualquer um.
—É você tem razão.
Edward me trouxe para mais perto dele e fechei os meus olhos sentindo o calor dos braços dele. Momentos depois eu acabei dormindo.
.
Às 10:20min.
Despertei aos poucos e Edward já devia ter ido trabalhar. Eu estava sozinha ali naquela cama improvisada no chão e me levantei devagar. A dor havia melhorado, mas ainda incomodava só um pouco, seria melhor não abusar.
Caminhei para o banheiro e lá eu me aliviei e fiz uma rápida higiene bucal, a seguir eu fui para o closet me trocar. Coloquei algo bonito e voltei no banheiro para pentear somente o meu cabelo. Terminei a minha produção e saí do quarto, desci a escada devagar e fui para a cozinha.
—Bom dia Mary.
—Bom dia amiga. Saudou-me ela estando limpando a cozinha. –Quer o seu café agora?
—Eu mesma me sirvo amiga, só vou pedir a você que dê um jeito lá no quarto depois. Estou com dor na coluna e Edward improvisou uma cama no chão.
—Pode deixar, irei arrumar lá depois.
—Obrigado.
—Mas ainda está com dor?
—Um pouco. Essa barriga está pesando.
—Falta pouco.
—Ainda bem. A sensação é ótima, mas sinto saudades de dormir de bruço e ter o meu corpo de volta. Após eu falar, nós sorrimos. –Vou comer algo.
—Não quer que eu te sirva lá na sala?
—Não precisa. Você viu quando Edward saiu?
—Sim, ele foi um pouco mais cedo. Fiz café para ele e ele saiu comendo um sanduíche que eu preparei.
—Sei. Agora irei comer, estou faminta.
Preparei tudo para eu comer e beberia suco a café. Preferi comer na sala e fiquei assistindo televisão, com isso eu comi rápido por estar bem faminta.
Pensando na chegada do bebê, eu decidi mandar um e-mail para os meus amigos e fui para o quarto após desligar a televisão e lavar a louça que eu sujei.
Estando sentada na cadeira do quarto, eu liguei o meu laptop e digitei a senha, depois eu aguardei. Abri o meu MSN e depois o meu e-mail, após abri-lo eu escreveria primeiro para a minha amiga. No e-mail eu disse que estava morrendo de saudades como sempre eu escrevia e disse que faltava pouco para a chegada da bebê. Disse também que eu estava morrendo de medo e que ela desse notícia, no caso a minha amiga Ângela. Continuei escrevendo e perguntei como tudo estava indo.
Depois foi a vez de jake e o e-mail foi mais ou menos parecido com o primeiro, eu sempre deixava claro o quanto eu sentia saudades deles. Como sempre chorona, eu deixei algumas lágrimas rolarem ao sair da caixa de e-mail. Olhei o meu MSN e vi que algumas pessoas estavam on-line, mas elas não me viam pelo meu status estar invisível. Decidi sair do MSN também e fiquei vasculhando a Internet por um bom tempo.
.
.
Às 16:30min.
Eu nesse momento me encontrava sob o guarda sol próximo da piscina. Eu estava aproveitando a mesma e me encontrava de biquíni. Inclusive nesse momento Mary saia pela porta e trazia o meu lanche, sorri para ela e o meu lanche foi posto na mesa. Peguei o sanduíche e comecei a comê-lo devagar, bebi um pouco do suco de maracujá que Mary havia preparado e estava bem geladinho. Após eu acabar de comer, eu continuei lendo o meu livro escolar para não me desatualizar. Eu havia trago a minha mochila no meio de minhas coisas e era impossível não me lembrar daquele tempo escolar.
.
Após estudar bastante, eu decidi entrar na piscina. O sol já estava ameno e fiquei curtindo a água, nadei a minha moda pra lá e pra cá e me sentei no degrau da piscina ficando com a água em meu ombro. Olhei para o céu e fechei os meus olhos, esse tempo no lazer e nos estudos estava me fazendo bem.
Voltei a curtir a piscina, assim eu fiquei aproveitando o meu final de tarde e emendei o início da noite, estava tão boa à água que me perdi no tempo.
.
As luzes do lado de fora já estavam acesas e saí da água, caminhei até a mesa e peguei o roupão para eu poder vesti-lo. A seguir eu tornei a me sentar na cadeira e me deitei de barriga pra cima, a brisa fresca estava confortável. Fiquei acariciando a minha barriga que estava extremamente dura, nisso os minutos voaram.
.
Às 19h.
Peguei os meus livros que eu havia trago e entrei. Subi a escada com cuidado e minutos depois eu entrei no quarto, coloquei o meu material de volta na mochila que se encontrava no closet e estando tudo arrumadinho, eu lembrei de fazer a minha mala, pois iríamos amanhã para Ourinhos. Coloquei bastante roupa, sapatos, os meus absorventes que eu havia comprado e que estavam na gaveta do banheiro. Peguei tudo que eu achei necessário e deixei a mala no canto, não precisava exagerar porque lá na casa dos Cullens havia roupas minha. Lembrei das fraldas que eu comprei para a menina e as mesmas estavam lá no quarto de hospedes, eu pediria Edward para pegá-las amanhã.
Fui para o banheiro e me despi, entrei no Box, liguei o chuveiro e lavei o meu biquíni primeiro. Logo após eu tomei o meu banho e me lavei da cabeça aos pés, acredito que eu logo dormiria, pois, a água da piscina foi um relaxante juntando com o suco de maracujá.
Terminei de me lavar e saí para me secar, penteei o meu cabelo após secá-lo bem com a toalha e passar creme. O meu cabelo só cheirava a morangos. Passei creme em todo o meu corpo e fui para o closet, vesti somente a calcinha e escolhi uma camisola rosa para eu colocar e a vesti. Saí do closet e me sentei na cama, mas por me sentir um pouco cansada, eu liguei o ar e improvisei a cama no chão. Eu a arrumava em câmera lenta e depois que eu peguei os travesseiros e o controle remoto da tv, eu me deitei. Abracei o travesseiro e liguei a televisão, deixei na novela e fiquei quieta na minha.
.
Aos poucos eu sentia o sono querendo me levar e fechei os meus olhos, acabei cochilando um tempo depois.
.
Às 21:27min.
—Acorda. Chamou-me alguém ao longe. –Acorde. Tornou a repetir e senti os meus lábios sendo beijado. –Hei.
—Oi. Falei abrindo os meus olhos e era Edward ali já de banho tomado.
—Ta na hora da janta. Após falar, ele me beijou.
Continuamos a nos beijar e eu ao descer com a minha mão, eu notei que ele estava sem blusa e vestia somente o short do pijama. Eu não tinha olhado para baixo, seu cabelo molhado foi quem o denunciou por ter tomado banho e o cheirinho bom de sabonete. Continuei a correr a minha mão pelo corpo dele e o nosso beijo me acendia de forma violenta, tanto que sentia a minha parte íntima pra lá de sensível, meu desejo excessivo estava demais. Edward beijou o meu pescoço e o chupou bem devagarzinho, depois o mordeu de leve me levando quase ao o orgasmo precoce junto de suas carícias com a mão. Com essa faceta dele, eu cheguei a gemer bem baixinho e o trouxe para mais perto de mim. Coloquei a minha perna sobre a dele sentindo o meu sexo implorando por atrito e o sarrei bem de leve, isso me levou ainda mais a loucura.
—Prefere comer aqui em cima? Perguntou ele no momento que eu passava a língua na orelha dele bem devagarzinho, eu já o sentia excitado.
—Agora não. Falei o tocando intimamente, eu estava enlouquecida com o tamanho tesão que eu estava sentindo, não era normal.
—É melhor jantarmos.
—Quem deve decidir isso sou eu. Falei afastando ele e ele se deitou de barriga pra cima.
—É melhor.
No momento que eu o vi deitado, eu travei uma luta interna, minha razão era maior que o meu tesão, com isso eu me sentei ao lado dele e o olhei.
—Vamos jantar.
—É o que eu sugeri. Disse ele me olhando e correu os seus dedos em minhas costas, com isso eu me movi sentindo o meu corpo todo dormente pelo tesão estar imenso.
—É melhor a gente descer. Após eu falar, desliguei a televisão.
—Desistiu? Perguntou ele segurando o meu braço sem por força.
—De transarmos?
—............É.
—Devemos comer.
—Estou com fome também. Disse ele se levantando e eu fiz o mesmo.
Edward me abraçou por trás e beijou a minha nuca, não se dando por satisfeito, sua mão ficou sobre a minha camisola e acariciou o meu ventre. Eu me sentindo uma fraca, eu o fiz se deitar na cama novamente e arranquei a minha calcinha fora, Edward vendo o meu ato ficou me olhando. Subi em cima da cama devagar e fiquei sobre ele, na mesma hora ele me acariciou intimamente e fechei os meus olhos apreciando o que ele estava fazendo em mim. Por não aguentar mais, eu tirei o short dele e tornei a ficar sobre ele, depois fiz com que o nosso sexo se conectasse, nisso ele invadiu o meu corpo comigo já o esmagando. Edward gemeu de uma forma que demonstrou o quanto ele queria, eu fiz o mesmo e logo comecei a me mover. Meus movimentos não eram tão comportados e sim descontrolados pelo tesão. E de minuto a minuto ele me fazia parar.
—Não me faça parar. Falei o olhando depois dele ter me parado por três vezes.
—Não durarei muito se continuar assim.
—Não é para durar mesmo. Falei dando um impulso e Edward apertou a minha cintura e entreabriu a boca.
Estava ótimo e escorregadio demais, rebolei por duas vezes e Edward fechou os olhos. Eu já o mastigava intensamente e aumentei os movimentos sentindo tudo em mim pegar fogo, dando um jeito ele se sentou e veio me beijar. Senti quando ele gozou e foi no momento que me beijou, com isso eu fiquei ainda mais molhar e gozei de uma forma louca gemendo a todo o pulmão estando com os meus lábios grudados no dele. Foi delicioso demais e não havia como recusá-lo estando o meu corpo louco de vontade. Aos poucos eu fui parando, mas Edward não deixou e abriu a minha camisola. Fiquei com os meus seios à mostra e me movia sem parar com ele os acariciando. Não se dando por satisfeito ele me fez deita de lado e me penetrou. Seus impulsos eram lentos e intercalava com outros mais apressados, não demorou nada nós gozamos mais uma vez de um jeito bem delicioso. Parecia que em uma determinada parte do meu corpo estava soltando fogos, no caso lá.
Não quer ver anúncios?
Com uma contribuição de R$29,90 você deixa de ver anúncios no +Fiction durante 1 ano, além de outros benefícios.
Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Ele de forma vagarosa começou a acariciar a lateral do meu corpo e distribuiu beijos em minhas costas, mas depois parou e desconectou o nosso sexo. Eu estava louca por mais e tornei a ficar sobre ele, mas na mesma hora ele me vetou.
—É melhor irmos com calma. Disse ele no momento que eu me esfregava nele de forma lenta e o sexo dele me penetrava e saia.
—E se eu decidir o contrário?
—Está bom para você?
—Quebrando o galho.
—Não me diminua, não acredito nem um pouco em você. Falou ele sorrindo e veio me beijar, cheguei a sorrir levemente.
—Não estou não.
—É melhor comermos.
—Está nocauteado antes do tempo?
—Sabe do quanto eu sou capaz.
—É eu sei. Falei me levantando e senti o semem dele escorrendo no interior das minhas coxas. –Preciso me lavar.
—Eu também.
Fomos para o banheiro e nos lavamos. Saímos para nos secar e tornei a vestir a minha camisola, ele se vestiu também e saímos do quarto.
Andamos pelo corredor devagar e descemos a escada, Edward foi avisar a Mary que já havíamos descido e eu me sentei à mesa. Quando ele voltou, se sentou ao meu lado e não demorou muito a Mary veio nos servir. Comemos calados e Edward vira e mexe me olhava, eu estava roubada mesmo no meio dessa confusão. Eu não conseguia me controlar perante o toque dele e fechei os meus olhos lembrando de tudo que fizemos lá em cima ainda pouco, o pior era que eu desejava por mais e não era o certo. Nem ele devia me procurar eu pensava, mas o nosso corpo falava por si só e não a nossa real vontade. Na hora da sobremesa a Mary trouxe um pudim de papaia e nos serviu, estava deliciosa a caldinha. Olhei para o Edward e ele já me olhava, para não ficar algo chato.
—Não irá fazer a sua mala?
—Levarei algumas coisas só, tenho muita roupa lá na minha mãe. A propósito Mary, amanhã nós iremos bem cedo.
—Que horas patrãozinho?
—Por volta das 7h. Dê aos seguranças o que você acha que se perderá na geladeira e no freezer dentro desse tempo que ficaremos lá na minha mãe.
—Pode deixar.
—Alguns deles ficarão na casa dos fundos para a segurança daqui e como são eles que prepara a própria comida, aproveitarão.
—Farei isso hoje mesmo antes de dormir.
—Perfeito.
Terminamos de comer a sobremesa e Mary retirou as coisas da mesa. Eu e Edward nos levantamos da cadeira e demos boa noite a Mary, nós subimos a escada comigo caminhando na marcha lenta e entramos no quarto. Pelo ar ter ficado ligado, o quarto estava bem gelado e fui direto para o banheiro. Escovei os dentes, me aliviei e após lavar as minhas mãos eu saí dali no momento que Edward entrou. Deitei-me na cama improvisada no chão estando a televisão desligada e achei melhor assim já que acordaríamos bem cedo. Fechei os meus olhos e fiquei na minha.
.
.
7min depois.
Edward se deitou ao meu lado e fingi que eu estava dormindo, seria melhor assim. Ele se aproximou de mim e me abraçou, depois ficou quieto. Momentos depois eu acabei dormindo.
.
.
DEPOIS DESSA NOITE, MAIS DIAS SE PASSARAM.
.
.
..............................................................
Sábado, 19 de junho.
Às 09:36min.
Fui despertando aos poucos e abri os meus olhos, olhei para o lado e Edward dormia ainda. Levantei devagar da cama e fui para o banheiro me aliviar, a seguir escovei os meus dentes e para finalizar eu penteei o meu cabelo. Saí do banheiro e Edward dormia ainda, entrei no closet e me troquei. Coloquei um macacãozinho de cor azul escuro e olhei os meus pés que estavam um pouco inchados, na verdade eu estava me sentindo completamente inchada e não via a hora dela nascer logo. Parecia que ela não queria sair, eu já estava com nove meses e nada. Depois que eu vim para a casa de Esme, Mary vira e mexe vinha no quarto me olhar ou em qualquer outra parte da casa quando eu estava sozinha. Eu ultimamente tenho ficado junto de Esme quando ela estava em casa e dava bastante atenção para ela e vice e versa.
Saí do closet e Edward estava apagadão ainda, ele havia chegado tarde ontem por ter ido ao barzinho com os amigos e voltou por volta das 01:30min da manhã. Dizendo a Esme, ele costumava a fazer isso, mas eu fiquei um pouco mordida por haver a possibilidade da mentira. Eu tinha em mente que eu não deveria me importar, mas não suportei a hora que ele chegou e depois que tomou banho, ele se deitou e veio me abraçar. Não me importei de demonstrar que eu estava acordada ainda e me afastei, talvez para não termos problemas ele não se aproximou novamente de mim e deixou pra lá. Parei de pensar a respeito, abri a porta do quarto e saí sem fazer muito barulho. Desci a escada devagar e tuquinha veio me cheirar quando eu cheguei no primeiro andar. Fui para a cozinha e Mary estava lavando o copo do liquidificador distraída.
—Bom dia Mary. A saudei com o meu humor um pouco abalado, era perceptível.
—Bom dia patroinha. Vai querer que eu te sirva na sala?
—No jardim é melhor.
—Ok. Disse ela me olhando desconfiada.
—To indo. Falei saindo de porta a fora.
Caminhei pelo quintal estando bem chateada e me sentei na cadeira sob o guarda sol da mesa. Cruzei os meus braços e fiquei imaginando mil coisas, principalmente por estar fazendo um papel terrível de boba com esse novo tratamento dele. Só ele tinha direito de sair com os amigos, se é amigos mesmo que eu possa afirmar. Já eu devia ficar enjaulada por estar grávida e não ter direito de interagir de forma decente com os meus amigos. Que eu saiba, um papel de marido de verdade não é o correto chegar de madrugada por estar fazendo sei lá o quê na rua. Eu sabia que sexo não era o mesmo que amar alguém e na minha concepção, era apenas desejo e mais nada. Como ele afirmava, vivermos bem era o melhor por causa da menina. Resolvi parar de pensar nisso e vi Mary trazendo a bandeja contendo o meu café da manhã.
—Está aqui um suco fresquinho de morango, wafer fresquinho e uma banda de mamão papaia com mel.
—Obrigado. Após eu falar, comecei a comer de forma um pouco desnecessária.
—O que há de errado?
—Tudo está errado na minha vida Mary! Infelizmente tudo estar malditamente errado.
—Já brigaram novamente?
—Não, mas é horrível fazer papel de boba na frente das pessoas e já passou da hora disso acabar!
—Não estou entendendo nada.
—É melhor assim Mary.
—Bem, vou deixá-la comer em paz.
—Não vou ficar fazendo papel de boba por muito tempo! Era isso que ele queria, ele queria arruinar a minha juventude e assistir na primeira fila da plateia.
—Qualquer coisa, eu estarei na cozinha. Disse Mary se retirando.
Continuei comendo estando bem pensativa.
.
10min depois.
Eu já havia acabado de comer e sentia o mormaço em minha pele mesmo estando sob o guarda sol. Tendo uma ideia louca, eu peguei a bandeja e me levantei da cadeira. Caminhei a passos largos e entrei na cozinha, sem falar nada estando Victória e Mary ali eu deixei a bandeja sobre a pia. Saí da cozinha e caminhei pelo corredor, subi a escada devagar e ao chegar no segundo andar, eu abri a porta do quarto. Edward continuava dormindo estando de bruço e fui até o criado mudo ao lado dele, abri devagar a gaveta e tirei a chave do Volvo de lá. Tornei a fechá-la e saí do quarto sem fazer barulho.
Desci a escada e caminhei um pouco rápido, saí da mansão e fui apressada para a garagem sob o olhar dos seguranças. Não pensei duas vezes e apertei o botão do alarme para destravá-lo. Depois abri a porta e olhei todo o carro, não havia nada demais e abri o porta luva, até ele estava vazio e fiquei inconformada sem ter prova das fugidas dele nas minhas costas. Saí do carro e acionei o alarme, eu ao olhar para trás vi os seguranças ali me filmando.
—Não se preocupem porque o carro continua inteiro! Falei passando por eles e eles nada falaram.
Andei apressada pelo quintal, eu não queria que o Edward me visse com a chave do carro dele. Entrei na cozinha e Mary viu a chave conhecida em minha mão, ela apenas balançou a cabeça que não e eu nem liguei. Passei pelo corredor, subi a escada e abri a porta do quarto, ele continuava dormindo e caminhei devagarzinho pelo quarto. Abri a gaveta do criado mudo e coloquei a chave ao lado da arma dele, vendo o celular dele ali dentro da gaveta também, eu o peguei. O mesmo estava desligado, mas o liguei e fez um barulho que julguei alto e me apavorei. O guardei de volta correndo por Edward se mexer, mas por ele tornar a ficar quieto, eu o peguei de volta e comecei a futucá-lo. Olhei a agenda de contatos, mas eu não conhecia a maioria dos números ali. Alguns eu até conhecia, como os das mansões e os números dos celulares. Tipo o meu que estava ali, os dos pais dele, de Alice e até o da Mary ele tinha. Havia números sendo donas deles mulheres desconhecidas por mim e vi o número da secretária dele ali também. Os números das ex dele ainda estavam ali e o olhei dormindo ali despreocupado, sem dó ou piedade eu os apaguei mesmo. Fui para a parte da mensagem e a caixa de entrada estava vazia, olhei as mensagens enviadas e a única que estava ali era. “Estarei às 20h em ponto aí”. A mesma havia sido enviada ontem.
Eu fiquei olhando para aquela curta frase por vários minutos estando bem distraída e matutando, a todo o momento eu pensava que ele estava com alguma mulher e depois vinha tocar em mim. Se bem que fazia três dias sem termos relações sexuais, ele estava me evitando e devia ser por causa do final da gravidez ou não, ele era bipolar quando queria e isso me afetava tanto. Não me importaria mais com o que ele fazia ou deixava de fazer e desliguei o celular, eu ao levantar o meu olhar, eu o vi ali deitado me olhando.
—O que estava fazendo? Perguntou ele se levantando e tomou o celular da minha mão estando bem chateado. –Achou o que queria? Perguntou demonstrando um pouco de raiva agora por eu ter invadido a privacidade dele, só podia ser isso e os meus batimentos cardíacos se aceleraram.
—O que tem demais eu olhar? Perguntei um pouco estressada.
—Não é educado revirar as coisas dos outros sem ter permissão!
—Somos marido e mulher, posso mexer sim! Você vive dizendo que somos um casal!
—Não só não pode e nem deve mexer nas minhas coisas sem permissão! Não há nada demais aqui Isabella. O que você queria com o meu celular?
—Olhar a sua cara de pau!
—É MELHOR VOCÊ SE ACALMAR! Arranja motivos à toa para haver confusão!
—Olha quem está falando! Você é um safado ao achar que pode me enganar!
—Não estou a fim de confusão, é melhor você ir dar uma volta e refrescar a mente. Preciso dormir mais um pouco, estou cansado demais para brigar.
—Claro e imagino até porque Edward. Falei o socando pra valer e ele segurou os meus pulsos. —Pois bem, que durma em paz! Só tenha em mente que a partir de hoje o parque de diversão acabou para você! Falei o empurrando.
Sai do quarto e bati a porta com força, desci a escada com cuidado para não tropeçar e fui para o porão. Após eu entrar fechei a porta e deitei-me na cama, nisso eu deixei as minhas lágrimas rolarem. Edward estava estranho desde ontem e acredito que devia ser pelo o aniversário da irmã que seria amanhã caso ela estivesse ainda aqui no meio de nós. Eu sei que na mente dele se passavam coisas ruins e acusações em relação aos meus pais ao se lembrar dela e com certeza em relação a mim também. Fiquei bem cabisbaixa por causa disso estando eu deitada de lado na cama e minutos mais minutos se passaram.
.
20min depois.
Acariciei a minha barriga e sequei os meus olhos que estavam nublados pelas lágrimas, eu estava me sentindo deslocada nesse momento e escutei quando abriram a porta. Por eu estar dando as costas para ela, eu imediatamente fechei os meus olhos. Eu sabia que era ele que acabava de se deitar ali de frente para mim e pelo o meu rosto estar revelando que eu estava chorando, eu me virei e dei as costas para ele sem olhá-lo.
—Não faça assim. Disse ele colocando a mão em minha cintura e me afastei. –Podemos conversar agora. Ele sugeriu e permaneci na minha. –Não quer conversar?
Afastei-me mais um pouco pela cama ser grande e espaçosa, acho que esse ato meu foi uma resposta. Eu não queria falar com ele de jeito nenhum e permaneci de olhos fechados. Eu estava cansada de bancar uma boba e atender os desejos da carne, eu não cairia mais nessa para o meu bem. Por eu não ter ninguém, ele devia pensar que eu devia seguir o que ele achasse melhor e ordenasse. Fui um fantoche durante esse tempo todo nas mãos dele e eu só podia lamentar. Eu sei que ele poderia levar qualquer prostituta para o bem e bom como ele fez algumas vezes comigo, ele era rico e tinha do bom e do melhor a seu favor. Sentindo raiva de mim mesma, eu me levantei da cama e Edward segurou em meu braço.
—Acho que ficou bem claro não quero conversar! Vou lhe poupar esse sacrifício, agora me solte!
—Então é tendo essa atitude que um casal se resolve?
—Não somos um de verdade.......A sua grosseria minutos atrás deixou bem claro isso e já não era novidade mesmo. Aproveite e vá sair hoje outra vez, só assim você irá me poupar! Cansei de ser crucificada, massacrada, humilhada e desrespeitada por suas vontades! Estou cansada de ser tratada como trapo!
—Não pode reclamar de nada! Você tem de tudo aqui, sai quando quer, não lhe falta absolutamente nada Isabella! Muitas queriam estar no seu lugar, mas aqui está você sempre reclamando! Eu Isabella! Eu! Eu peguei leve com você, mas não imagina o quanto foram ruins com elas, não irei ficar acusando..............”Eles”, os quais você sabe muito bem quem são porque não irá trazê-la de volta. Não irei perdoá-los nunca porque alguém pra lá de querido para mim se foi por causa deles! Olha a sua volta, não tem do que reclamar e devia se sentir até agradecida! Estou cansado das suas reclamações e o melhor é você ficar bem calminha! Se eu saio o que tem demais nisso? Não irei deixar de sair porque você quer!
—Não quero falar com você, mas isso não é por causa dos meus pais e sim por mim. Nunca irão conseguir mudar o fato que “ELES” são os meus pais. Lamento muito por ela não estar aqui amanhã para comemorar com vocês, só assim evitaria essa porcaria que está sendo a minha vida! Sei que eu mereço muito mais e não digo no quesito material porque não enche os meus olhos como você deve imaginar! Se quiser viver numa boa, ótimo para você! Continuamos fingindo, logo a bebê nasce e se livre de uma vez de mim como pretendia antes com aquela seringa cheia de veneno! Com certeza você acha que grana é tudo e viver no luxo deveria encher os meus olhos o bastante para eu ficar calada, mas saiba que eu não sou assim! Você acha, mas não me conhece bem! Solte-me, por favor!
Edward largou o meu braço e saí do porão, subi a escada sentindo o meu coração comprimido em meu peito e fui para o quarto. Deitei-me na cama com a minha mão sobre a minha barriga e Edward abriu a porta, ele tornou a fechá-la e veio se deitar ao meu lado. Ficamos quietos e por eu me sentir bem exausta, acabei dormindo momentos depois com lágrimas em meus olhos.
.
Às 13:16min.
—Está na hora do almoço, acorde. Isabella. Chamou-me Edward e abri os meus olhos. –Prefere comer aqui?
—Pode ir você, não irei comer agora porque estou sem fome. Falei não o encarando, eu não queria olhá-lo.
—Ok. Disse ele se afastando e saiu do quarto.
Tornei a fechar os meus olhos e acabei dormindo novamente.
.
.
Às 16:25min.
—Bella amiga.
—Oi.
—Trouxe a sua comida e não adianta negar porque irá comer.
—Estou sem apetite Mary, é sério mesmo.
—Está se sentindo bem?
—Estou me sentindo inchada e sem graça. Essa barriga enorme, ai!
—Não é para tanto patroinha, agora se sente e coma um pouco.
—Não fique brava Mary, se eu comer eu sei que irei pôr para fora. Aceito o suco somente e tomarei logo a minha vitamina.
—Ok.
Peguei o copo contendo suco e ingeri a vitamina que Mary me deu, estava de bom tamanho e terminei de beber o suco segundos depois. Mary se retirou do quarto estando o prato de comida intocado e era uma pena, mas eu estava sem apetite nenhum infelizmente. Resolvi me levantar e fui para o banheiro, eu precisava me aliviar e após fazer xixi, eu lavei as minhas mãos e escovei meus dentes.
Para não preocupar a Esme com a minha ausência, eu decidi sair do quarto e desci a escada devagar. Entrei na sala e estavam ali os pais de Edward e o próprio, eles se encontravam sentados no sofá conversando.
—Boa tarde. Os saudei ao me aproximar.
—Boa tarde filha. Disse Esme sorrindo e fui até ela cumprimentá-la com um beijo na bochecha.
—Boa tarde querida. Falou Carlisle e ganhei um abraço. –Como você está?
—Eu estou bem Carlisle e obrigado por se importar de verdade. Acho que ela está com preguiça para sair.
—Deus sabe qual será a melhor hora dela vir ao mundo, não se preocupe.
—Acredito que sim. Falei me sentando ao lado de Edward para não transparecer que havíamos brigado.
Permanecemos ali na sala conversando e vez ou outra eu sentia Esme um pouco dispersa, acho que era por causa do aniversário da filha amanhã e eu respeitava o momento deles. Era dor demais perder um ente querido daquela forma monstruosa e mesmo os meus pais que foram traficantes, eu sentia falta do calor deles.
.
Às 22:15min.
Levantei da cadeira estando todos sentados à mesa satisfeitos após lanchar, menos os pais de Alice que já haviam ido embora. Os mesmos vieram passar o fim de tarde e à noite aqui conosco.
—Gente, boa noite para vocês.
—Boa noite filha.
—Boa noite. Saudou-me Carlisle.
—Eu irei subir também. Falou Edward se levantando. –Boa noite pai, mãe.
—Boa noite filho. Falaram eles.
Saí da sala e subi a escada, Edward me seguia e quando cheguei no segundo andar, eu abri a porta do quarto. Fui direto para o banheiro e me despi, entrei no Box e liguei o chuveiro. Lavei-me por completo e me enxaguei, eu ao olhar para o quarto vi que Edward me olhava e deixei pra lá.
Quando eu terminei, saí para me secar e enxuguei bem o meu cabelo, depois eu o penteei bem e tornei a secá-lo um pouco mais. Hidratei a minha pele momentos depois e passei um pouco de colônia, após me enrolar na toalha eu fui para o closet. Peguei uma camisola na cor vinho e a vesti, peguei uma calcinha na gaveta e a coloquei, quando eu saí do closet vi que Edward tomava o banho dele. Decidida eu voltei para o closet e peguei algumas cobertas, improvisei uma pequena cama no chão e me deitei. Cobri-me e me senti confortável, a seguir fechei os meus olhos.
.
Um tempo depois ele saiu do banheiro e não falou nada, ele simplesmente se deitou na cama e apagou a luz. O quarto ficou no escuro e muito tempo depois é que eu fui conseguir pegar no sono.
.
.
........................................................................
Madrugada de domingo, 20 de Junho.
03:56min.
Despertei estando muito apertada para fazer xixi e me levantei com cuidado pelo quarto estar todo no escuro. Acendi a luz do abajur e olhei para a cama, Edward estava deitado próximo da beirada e bem próximo de mim. Por eu estar precisando me aliviar, eu fui para o banheiro e me aliviei cheia de vontade. Estando bem preguiçosa, eu permaneci sentada no vaso sanitário e pensei em tudo que aconteceu ontem, com isso as minhas lágrimas desceram e as sequei.
—O que há de errado? Perguntou Edward para o meu total espanto e veio até a mim.
—Volte a dormir!
—Não irei voltar a dormir. Está se sentindo mal?
—Não estou com as dores do parto se é isso que te preocupa. Agora eu preciso ficar sozinha!
—Como eu posso deixá-la aqui sozinha desse jeito?
—A menina está bem se é isso que te preocupa! Em poucos dias a terá em suas mãos, agora volte a dormir e me deixe em paz!
—Às vezes é impossível falar com você. Disse ele saindo do banheiro e outras lágrimas rolaram.
—Agradeça a si mesmo. Falei baixo, mas ele ouviu.
Eu estava bem chateada ainda com a saída dele e ao mesmo tempo mal por me sentir dessa forma. Levantei a minha cabeça e de relance eu o vi se deitando na cama e permaneceu de barriga pra cima com o braço sobre o rosto. Decidi me levantar e por já ter me asseado antes, eu suspendi a minha calcinha. Caminhei até a pia e lavei o meu rosto, coloquei uma boa quantidade de água em minha boca e bochechei, a seguir eu joguei a água fora. Ajeitei o meu cabelo e saí do banheiro após apagar a luz do próprio.
Pelo o meu sono ter ido embora, eu recolhi as cobertas do chão e as dobrei sob o olhar dele.
—O que está fazendo?
Fingi não ouvir e fui guardá-las no closet, quando tornei a sair de lá eu fui à direção da porta do quarto. A abri e saí, após fechá-la tuquinha acordou e levantou a cabeça para me olhar. Acho que tuquinha estava bem sonolenta e voltou a dormir, desci a escada devagar e fui até a cozinha. Acendi a luz, abri a geladeira e peguei um portinho de gelatina para eu comer. Eu não a comeria ali e sim no porão.
.
Já estando no porão que um dia foi o “meu cativeiro”, eu fechei a porta e me sentei na cama. Comecei a comer a gelatina e quando terminei de comê-la, eu me deitei na cama. Pela luz ter ficado acesa, eu me levantei e fui apagá-la, a seguir eu voltei para a cama com cuidado e me deitei. Senti a bebê se mexer e tornou a ficar quieta, agora ela se mexia bem menos e fechei os meus olhos. Um tempo depois eu comecei a sentir o torpor do sono e acabei dormindo.
.
Às 10:25min.
Despertei percebendo o ventilador ligado e um fino lençol estava sob mim, pude reparar ao abrir os meus olhos. O maior detalhe que reparei ao abrir os meus olhos não foram nem esses e sim Edward estar dormindo ao meu lado e com a mão sobre a minha barriga, dessa forma o seu braço envolvia a minha cintura e fiquei quieta na minha por uns minutos assimilando as informações. Sua perseguição era tamanha as vezes.
Olhei para ele um tempinho depois e tentei me afastar para poder levantar, mas ele não deixou e abriu os olhos.
—Não pode ficar me ignorando desta forma Isabella. Não se pode viver dessa forma.
—Posso manter o teatro numa boa. Falei não o olhando.
—Está mentindo por não conseguir olhar para mim ao afirmar isso.
—Que diferença faz? Para mim nenhuma!
—Está mentindo outra vez.
—O que você quer hein? Perguntei com o meu humor um pouco alterado. –Posso pelo menos ter um momento em paz na minha vida?
—Então essa agressão toda é por causa da minha saída na sexta feira? Eu soube que você vasculhou o meu carro, vi você mexendo no meu celular e apagou dois números que eu sei de quem são.
—Os seus seguranças são bem fofoqueiros!
—Eles prestam conta Isabella, é esse o trabalho deles também.
—To nem aí para os que falaram ou deixaram de falar.
—Por que apagou os números? Perguntou ele me fazendo olhar para ele.
—Por que eu quis! Satisfeito?
—Isso é ato de uma pessoa ciumenta e....
—Está completamente enganado! O interrompi.
—Enganado?
—É isso mesmo! Você invadiu a minha privacidade por diversas vezes quando bem quis Edward! O maior resultado está aqui dentro de mim!
—ESQUECE ESSAS MALDITAS COISAS PARA QUE POSSAMOS PELO MENOS VIVER ISABELLA! Pode ter certeza que eu só não me arrependo por causa da minha filha! Pois bem digo eu, fica aí curtindo a fossa e será infeliz para sempre! Disse ele se levantando da cama chateado e me deixou ali sozinha.
Engoli o choro e fiquei deitada de barriga pra cima pensando e pensando olhando para o teto. Respirei fundo por duas vezes. Essas discursões me deixavam sobrecarregada e levava embora as minhas energias. Eu não estava com ciúmes e me lembrei da vez em que eu fui para o racha escondida vigiar o jake. Eu não estava com ciúmes, pensei sem ter agora a total certeza disso e isso era mais grave do que eu pensava. Eu sabia que isso era uma fria e chorei por me sentir fraca perante o tratamento dele de ultimamente. Éramos proibidos um para o outro de nos envolver sentimentalmente, mas a forma que ele estava me beijando, me tocando era bem diferente do de antes, mas ele afirmava que era para um bom convívio e não existia amor. Mesmo isso sendo impossível, ele conhecia o meu corpo e o tocava de forma correta para me dar prazer. Ele beijava tão bem que me fazia esquecer de tudo na hora em que nos beijávamos. Era altamente perigoso me envolver e sofrer como eu já sofria por tudo que eu passei. Eu estava com o meu emocional muito abalado no momento e preferi esquecer essa bobagem para o meu bem mental. Era duro admitir, mas só podia ser ciúmes mesmo e soquei a cama para aliviar esse problemão. Eu estava desconsolada.
Lembrei do aniversário de Brenda e me deu mais vontade ainda de chorar, para me sentir mais aliviada, eu chorei mesmo. Chorei pelo os meus pais terem envolvimento, mesmo que indireto e sem ter a intenção para esta injustiça que fizeram com elas. Foi tão injusto tudo isso e sequei a cascata de lágrimas que rolaram.
.
Recompus-me momentos depois e sequei o meu rosto, fiz o mesmo com os meus olhos e me levantei da cama. Caminhei até o banheiro e lavei o meu rosto, logo após eu me aliviei e lavei as minhas mãos. Fiquei alguns minutos ali no banheiro e resolvi subir. Primeiro eu desliguei o ventilador, depois eu arrumei a cama e saí do porão. Subi a escada, subi o outro lance de escada que me levaria ao andar de cima e entrei no quarto, o mesmo estava vazio e com cheiro de perfume. Fechei a porta e fui para o closet, vi algumas roupas tortas nos cabides como se tivessem sido chacoalhadas ao pegarem outras peças de qualquer jeito. Sem dúvida eu soube que Edward havia saído e devia estar bem zangado para deixar as roupas dele bagunçada, ele nunca as deixava assim. Procurei não me impressionar com isso e as arrumei, estando todas em ordem novamente eu me troquei. Coloquei um vestidinho e escovei meus dentes, a seguir lavei bem o meu rosto e passei uma base para esconder todo os indícios que eu havia chorado. Molhei um pouco o meu cabelo e o penteei, fiz um coque no alto da minha cabeça e ficou bonito dessa forma. Resolvi por uma sombra clara, a seguir lápis de olho e para finalizar eu passei rímel. Eu iria dar uma volta por aí para espairecer a minha mente. Calcei uma sandália baixa e a mesma quase não entrou pelo os meus pés estarem um pouco inchados, mas nem me importei e sairia assim mesmo. Peguei a minha bolsa no closet e deixei o quarto, desci a escada e fui para a cozinha.
—Irei sair Victória, avisa os pais de Edward para mim, por favor.
—Eles foram para o apartamento hoje cedo senhora.
—Não estão em casa?
—Não. A senhora deseja tomar café?
—Não, eu irei comer por aí.
—Devo chamar o Lima?
—Não, eu irei com outro.
—Tudo bem.
Saí da cozinha e andei pelo quintal a procura de Sebastian, o mesmo estava fazendo a segurança no portão que dava para o mar.
—Bom dia. Cumprimentou-me ele com um sorriso simpático.
—Bom dia Sebastian, eu gostaria que você me levasse para dar uma volta por aí.
—O patrão liberou para eu tornar a ser o seu motorista?
—Não há isso, quem decide por mim sou eu Sebastian. Irá ou não me levar?
—A senhora é patroa agora, devo obedecê-la para o que me pedir.
—Então vamos.
Sebastian deu um assovio e chamou o outro segurança para ficar ali no lugar dele. Fomos para a garagem e saímos minutos depois estando no interior da pirua Blazer. Reparei que o Volvo não estava na garagem como eu já sabia que não estaria e fiquei na minha.
—Para onde devo levá-la senhora?
—Primeiro eu quero parar na cafeteria, estou sem tomar café.
—Na cafeteria que fica aqui perto?
—Sim, essa mesmo.
—Ok.
.
Chegamos na cafeteria e desci do carro com a ajuda de Sebastian. Entramos no estabelecimento e nos sentamos bem mais ao fundo, não demorou muito uma garçonete veio trazer o menu do lugar.
—Eu quero um pão na chapa com queijo e um cappuccino no capricho. Falei olhando para a garçonete que se demonstrou bem atenciosa e olhei para o Sebastian. –O que você deseja comer e beber?
—Eu não quero nada senhora, estou satisfeito.
—Não me faça essa desfeita, beba um cappuccino para me acompanhar pelo menos.
—Tudo bem, mas eu pago o meu.
—Nada disso. Falei o olhando, ele era fiel a mim. –Acrescente o cappuccino dele na minha conta também. Falei olhando para a garçonete e a mesma sorriu olhando para mim e depois olhou para o Sebastian.
—Ok senhora. Disse ela anotando e depois se retirou.
Fiquei olhando em volta e olhei para o Sebastian.
—Falta pouco, não é?
—É só ela querer sair agora. Falei sorrindo levemente e ele sorriu. –Sabe onde Edward foi?
—Hoje?
—Sim.
—Não senhora.
—E na sexta feira quando ele saiu do trabalho?
—Não era eu que estava fazendo a segurança, juro que não sei e os demais seguranças agem discretamente.
—Entendo e claro.
Segundos depois o nosso pedido chegou e comecei a comer, estava gostoso o pão e o comi devagar. Bebi um pouco do cappuccino e delicioso era pouco, estava saboroso e Sebastian também aprovou.
Tornamos a conversar, mas nada que envolvesse a família para a qual ele trabalhava fez parte do assunto e até me descontraí um pouco com o passar dos minutos. Sorri também em meio a nossa conversa, mas vira e meche me perguntava por onde ele estava andando.
.
1h e ½ depois.
—Podemos ir. Falei após pagar a conta.
—Para onde agora?
—Quero ir no cinema do shopping.
—Não está se sentindo cansada?
—Não, apenas as minhas pernas estão doloridas, mas prefiro passear a ficar trancafiada na mansão.
—Então ta.
Caminhamos para a saída e ao saímos do estabelecimento, nós vimos Edward parado com o carro próximo a pirua Blazer. Ele estava do lado de fora com os braços cruzados e continuei andando como se eu não tivesse o visto parado ali. Sebastian me olhou, mas mostrei-me serena para ele e continuei andando. Edward olhava para mim e eu me perguntava como ele me descobriu ali, mas pelos carros terem sistema de rastreio deixou bem claro como. Cada vez mais eu me aproximava, para não fazer feio perante aos seguranças que estava com ele, eu me aproximei e parei em frente a ele.
—O que está fazendo aqui? Está me perseguindo?
—Eu liguei para casa e soube que você havia saído.
—E o que o trouxe aqui?
—Está preste a dar à luz, não é viável você ficar indo para longe.
—Estou praticamente ao lado da mansão. Isso é longe para você?
—Onde estava indo agora? Para casa que não era.
—Não vou dizer, você mente para mim e posso fazer o mesmo!
—Sebastian, para onde a minha esposa estava indo nesse exato momento? Perguntou Edward o olhando.
—Não precisa responder por mim Sebastian. Obrigado pela gentileza e pode ir tranquilo para a mansão.
—Onde Sebastian?
—Não quero me meter patrão, desculpe.
—Isso mesmo Sebastian, deixa que eu resolvo e volte tranquilamente.
—Ok. Falou Sebastian se afastando. —Sinto muito patrão. Disse ele sem jeito e entrou no carro.
—Vá para o seu destino Edward, sei que você saiu rumo a algum lugar e preciso ficar em paz.
—Agora que dispensou o segurança, você irá comigo! Disse ele segurando em meu braço sem me machucar e demos a volta no carro. –Entre.
—Não irei arrumar confusão. Falei entrando no carro e me sentei o olhando.
—Não é apropriado. Disse ele fechando a porta e deu a volta, depois entrou no veículo.
—Sei que não. Não faço escândalo à toa na rua. Falei cruzando os meus braços. –Não quero ir para a mansão agora.
—Onde você estava indo?
—Pro cinema! Está satisfeito?
—Agora sim.
Fiquei quieta na minha depois disso, pensando bem hoje era um dia dolorido para a família dele e para ele próprio. Eu não era insensível e o olhei enquanto ele ligava o carro, mas tornei a olhar para a frente e fiquei pensando a respeito. Edward estava sendo bem paciente em vista de antes e tornei a olhá-lo, nisso me perdi pensando.
—O que foi?
—Estou pensando no filme que irei assistir, estou fora das novidades. Menti e falei numa boa.
—Podemos ir no cinema do shopping.
—Era no de lá que eu estava indo mesmo.
—Então adivinhei.
—É você adivinhou. Falei sem demonstrar agressividade o olhando.
Por um lado, me bateu uma sensação de pena, eu estava sensível por causa de hoje também. Mesmo não a conhecendo, a tristeza me batia e agora aqui na presença dele, me bateu esse sentimento com mais intensidade e eu não sabia explicar o porquê. Eu sabia que ele estava se fazendo de durão naquele momento, afinal ele era durão na verdade, mas ultimamente ele tem se mostrado diferente. Fiquei pensativa o tempo todo.
.
Chegamos no shopping e Edward estacionou o carro. Ele abriu a porta para mim e sai segurando na mão dele, fechando a porta me olhando, ele acionou o alarme. Andamos de mãos dadas pelo estacionamento, mas ao me lembrar da possibilidade de ele estar saindo ou se saiu com alguém em minhas costas, larguei a mão dele.
—O que foi?
—Estou chateada Edward, mas ao mesmo tempo eu quero respeitar o dia de hoje se me permite mesmo não acreditando em meus verdadeiros sentimentos. Não vou arrumar tumulto e prefiro que faça o mesmo.
—Tomara que tenha filmes bons em cartaz. Falou ele mudando de assunto e pude sentir que a ferida em seu coração estava aberta, por isso ele mudou de assunto.
—Tomara mesmo.
Entramos no shopping e fomos para o cinema, olhamos o que estava passando e escolhemos um suspense que parecia ser bom. Edward pagou o nosso ingresso. O nosso filme começaria em dez minutos e a classificação era de dezesseis anos, então eu fui ao banheiro rapidinho e ele também.
.
Nos encontramos novamente em frente ao banheiro feminino e fomos até a lanchonete. Edward comprou um sacão de pipoca, refrigerante e alguns doces para nós. Faltava pouco e caminhamos rumo a sala seis, por sorte nós conseguimos ficar lado a lado. Ao entrarmos na sala, as pessoas ainda estavam se acomodando nas cadeiras e nos sentamos também. Comecei a comer a pipoca e Edward bebeu um pouco de guaraná, nisso as luzes foram apagadas e começou a passar os trailers.
.
3min depois.
O filme começou e ficamos prestando atenção, vez ou outra as nossas mãos se tocavam por enfiarmos a mão no saco de pipoca juntos e eu a tirava. Edward aprontou demais em relações a mulheres e eu abominava esse tipo de comportamento nos homens. Sei que era confuso eu falar isso e ter afirmado por diversas vezes que eu não me importava, mas caí na real hoje e percebi que ultimamente eu me importava sim. O olhei tendo a iluminação da tela do cinema somente nos iluminando e tornei a olhar para a frente, o filme estava no início ainda.
No decorrer do filme eu fui gostando do que eu estava vendo, tinha uma pitada de romance por parte do casal principal e nesse momento estava rolando uma cena de sexo com muita pitada de romance. Na verdade, o casal eram noivos e estavam fazendo amor, vez ou outra eles sorriam entre um beijo e outro. Fiquei prestando atenção no filme e vez ou outra eu me perdia em pensamentos.
—Não está comendo. Falou Edward baixinho e olhei para ele.
—O quê? Perguntei estando totalmente fora dali.
—Não quer comer mais?
—Estou satisfeita Edward.
—Ok.
Encostei-me no banco e resolvi prestar atenção no filme.
.
1h e 15min depois.
O filme acabou e as luzes foram acesas estando eu com lágrimas nos olhos, a cena final que foi a do casamento foi perfeita e bem romântica. Eu sequei a lágrima que rolou não deixando Edward vê-la e caminhei um pouco mais à frente.
—Quer ir aonde agora, continuaremos aqui no shopping?
—Pode ser.
Edward segurou em minha mão e fomos andar pelo shopping. Ele comprou algumas roupas da moda para ele e quis comprar para mim também, mas eu recusei por ter muitas e a maioria nova. Para não dizer que eu não iria comprar nada, ao passarmos em frente uma loja com trajes femininos da moda, eu quis entrar.
—Boa tarde. Saudou-me a moça.
—Boa tarde. Eu gostaria de ver aquela calça ali. Apontei para a peça que estava no manequim na vitrine.
Falei o meu número e a moça foi buscar, já Edward ficou ao meu lado quieto na dele e segurando na minha mão. Quando a vendedora voltou, eu olhei a peça para ver se estava perfeita e falei que iria levar. Por eu estar um pouco inchada, eu sei que ela não entraria no momento e sim, só quando o bebê nascesse que eu desinchasse. Ela entraria como as demais em mim, eu não via a hora de usar as minhas roupas antigas. A calça em si era linda e colocando um salto alto ficaria perfeito. A vendedora me mostrou outras peças e o vestido preto de renda não tão comprido e nem tão curto, chamou a minha atenção.
—Esse ficará curto. Disse Edward pegando a peça feito enxerido. –Não levará esse também ou levará? Perguntou ele juntando as sobrancelhas.
—Mas é claro que sim. Falei o olhando e olhei para a vendedora. –Vou levá-lo também e quero outro na cor vermelha do mesmo modelo.
—Irei pegá-lo senhora.
—Ok.
—Faz de propósito, não é? Perguntou Edward me olhando.
—Eu gostei do vestido. Falei de forma calma e me afastei dele fingindo ir olhar o macacão azul piscina no cabide.
Quando a moça voltou, eu tornei a me aproximar e olhei a peça minuciosamente. Constatando que estava tudo ok com a roupa, ela fez a notinha e fui até o caixa.
—Eu pago para você.
—Não precisa mesmo Edward, eu tenho dinheiro.
—Você é quem sabe, depois não reclama.
—Não irei.
Dei o meu cartão para a moça efetuar o pagamento e quando a mesma o fez, nós saímos da loja.
.
2h depois.
Andamos distraídos pelo shopping e ao virarmos à direita, eu vi uma loja de roupinhas para bebê. Os pijamas femininos era a coisinha mais linda e me encantei. Entrei na loja e escolhi alguns, os tamanhos eram variados e escolhi quatro para eu levar. Edward não me deixou pagar de jeito nenhum e para não chamar a atenção, eu o deixei pagar. Após saímos da loja.
—Quer almoçar agora?
—É eu quero sim.
—Comida italiana?
—Estou inchada para comer massa Edward, prefiro algo mais light.
—Por mim tudo bem.
Fomos para a praça de alimentação e entramos no restaurante por volta das 16:40min. Nos acomodamos e fomos bem atendidos pelo garçom, após fazer o nosso pedido, aguardamos.
Quando o nosso pedido chegou, nós começamos a comer. Lembrei que eu tinha um potinho da minha vitamina extra em minha bolsa e a tomei com um pouco de suco. A comida estava mesmo boa e a salada quente com pedaços de frango estava muito boa. Edward pediu outra coisa e comia um bife enorme à parmegiana, o cheirinho da comida dele estava muito bom e evitei ficar olhando muito.
—Come um pedacinho. Disse ele me oferecendo um pedaço com uma enorme quantidade de queijo derretido e não recusei.
—Obrigado. Falei um pouco atolada pela a minha boca estar cheia.
Comecei a mastigar e o sabor estava mesmo bom. Continuei comendo a minha comida e quando terminamos de comer, recusei a sobremesa e Edward fez o mesmo. Ele pagou a conta e me olhou.
—Vamos continuar andando?
—Já andei demais, prefiro ir para casa.
—Está tudo bem?
—Está sim, só preciso relaxar um pouco na banheira quando eu chegar.
—Vamos então.
Pegamos as bolsas e fomos para o estacionamento, os seguranças que haviam ficado à paisana entraram na pirua Blazer e fomos embora.
Eu estava me sentindo cansada, minhas pernas estavam protestando e minhas costas doendo um pouco. Estando encostada no banco, eu fiquei olhando para o lado de fora através da janela. Escutei o meu celular bipando dentro da minha bolsa e era sinal que havia chegado uma mensagem, então eu o peguei. Olhei para o visor e era uma mensagem do Jake, sorri de forma discreta e li a mensagem.
“Espero que tudo esteja bem com você. Falta pouco para ela chegar eu sei e dê notícias suas, um forte abraço do seu amigo, jake”.
Após eu ler, eu apaguei a mensagem e tornei a guardá-lo em minha bolsa. Continuei olhando para a rua através da janela e fechei os meus olhos.
.
Um tempo depois.
Chegamos na mansão às 18:20min e saí do carro após pararmos na garagem. Peguei as bolsas no banco de trás e Edward me ajudou, ele ativou o alarme do carro e saímos da garagem.
Entramos na cozinha e a mesma estava vazia. Mary e Victória deviam estar para o quarto ou alguma delas deviam ter saído, agora elas revezavam para ter um pouco de vida e privacidade quando queriam e combinavam entre si. Fomos direto para o quarto e guardei as roupas que eu comprei para mim no closet, já as da bebê eu deixei a bolsinha no cantinho. Alice estava fazendo suspense e Edward já conhecia o quarto dela, então seria ele a guardá-la lá depois.
Fui para o banheiro e coloquei a banheira para encher, adicionei um pouco de sais de camomila e aguardaria ela encher. Edward estava no closet ainda guardando as roupas dele e comecei a me despir, a seguir eu entrei no Box para tomar um banho rápido e tirar o creme corporal do meu corpo. Aproveitei e lavei o meu cabelo também, me enxaguei bem após esfregar bem o meu couro cabeludo e saí do Box quando Edward entrou para tomar o banho dele. Caminhei até a banheira e fechei a água, a mesma estava morninha e entrei com cuidado. Á água estava deliciosa e me acomodei melhor, após encostar-me na banheira eu fechei os meus olhos. Fiquei acariciando a minha barriga e o cheirinho de camomila estava aflorado e ao mesmo tempo suave, estava tão bom.
Quando Edward terminou o banho dele, ele desligou o chuveiro e saiu do Box. Abri os meus olhos na mesma hora e ele começou a se secar com a toalha, não fazendo hora ali no banheiro ele foi para o closet estando enrolado na toalha. Eu fiquei na minha e movi devagar os meus pés ao mesmo tempo sentindo a bebê mexer pela segunda vez hoje dentro de mim. A danadinha estava preguiçosa e passei a mão em meus seios, os mesmos estavam duros e passei os meus dedos no bico estando voando em pensamentos. Despertei quando Edward saiu do closet estando arrumado e me sentei na banheira na mesma hora.
—Aonde você vai? Perguntei alto o suficiente para ele me ouvir.
—Estou atrasado. Disse ele ajeitando a blusa polo preta e estava bem bonito até.
—Aonde você vai?
—A missa e já estou até atrasado. Os meus pais já devem estar quase lá.
—Por que não me falou? Perguntei chateada por ter sido a última, a saber.
—Fica em casa, a Mary ficará aqui e estaremos próximos daqui. Falou ele pegando a chave do carro e comecei a chorar pra valer. –Não faça drama, é melhor assim.
—Não sou nenhuma insensível!
—Apenas descanse. Disse ele abrindo a porta e saiu.
Passei a minha mão molhada em meu rosto para secar as minhas lágrimas que desciam em abundância, mal eles sabiam que eu fiquei sentida ao me pouparem da missa de Brenda. Hoje era o aniversário dela e eu tinha certeza que todos eles estariam lá, a família toda e amigos, menos eu. Chorei bem sentida e sai da banheira, após colocá-la para esvaziar eu vesti o roupão e saí do banheiro. Sentei-me na cama sentindo a minha coluna protestar e as minhas pernas nem se fala, então me deitei e me cobri com o edredom. Eu me senti mal por ter sido excluída e era essa a sensação que eu tinha. Seria bom eu ir e tudo que eu estava precisando era de ouvir palavras acolhedoras, sei que seria assim e nem uma missa digna eu pude fazer para os meus pais.
Tentei me acalmar por causa da bebê e fechei os meus olhos, a dor era na alma e tornei a abrir os meus olhos minutos depois. Levantei para escovar meus dentes e após escová-los, eu peguei mais um edredom no closet e liguei o ar. Deitei-me novamente na cama e me cobri bem, decidi não pensar nessa desfeita que fizeram com a minha pessoa e me permiti relaxar.
.
35min depois.
Alguém bateu na porta e eu ainda estava acordada.
—Sou eu amiga.
—Entre Mary.
—Ok, eu estou entrando. Falou ela abrindo a porta e entrou, logo a seguir ela acendeu a luz e veio até a mim após fechar a porta. –Tudo certinho?
—Claro que sim. Menti. –A missa da senhorita Brenda está acontecendo.
—Começaria às 20h.
—É bom para o espírito. Assim eu acredito, claro.
—Com certeza que sim! Quer comer ou beber algo?
—Aceito um copo bem cheio de água e obrigado.
—Irei buscar.
—Ok.
Mary saiu do quarto e deixou a luz acesa, ajeitei-me na cama e fiquei aguardando ela chegar.
.
5min depois.
—Está aqui a água.
—Valeu.
Sentei-me na cama e peguei o copo na bandeja, sem fazer cerimônia eu a bebi. Desceu redonda por estar na temperatura ideal e entreguei o copo a ela. Deitei-me novamente e Mary acendeu a luz do abajur antes de sair do quarto. O mesmo estava claro e fechei os meus olhos, eu tentaria dormir a partir de agora.
.
.
.
Às 23:40min.
Despertei ao sentir a cama afundar ao meu lado e me movi, meu sono estava leve. Edward se aproximou de mim e me afastei dele, eu estava magoada com o que eles fizeram comigo e duvidei se eu fazia mesmo parte dessa família.
—O que há? Perguntou ele colocando a mão em minha cintura.
—Espero que a missa tenha sido boa e acredito que foi, mas eu desejo dormir Edward.
—Não estou fazendo nada demais.
—Vocês fizeram já, mas isso eu já deixei no passado. Agora me deixe descansar, por favor, eu estou exausta.
—Ok.
Edward se deitou ao meu lado, mas não me tocou. Tornei a fechar os meus olhos e um tempo depois é que eu fui dormir.
.
.
CONTINUA........
Fale com o autor