Solares
40 Capítulo 40
BELLA.....
Final do capítulo anterior.
Continuamos a comer e fiquei na minha, quando acabamos de comer eu rejeitei a sobremesa e Edward a aceitou. Após terminar de comer a sobremesa, ele me olhou.
—Dizendo a Alice outro dia, ela irá começar a fazer a obra no quarto com a equipe dela. O quarto da menina.
—Hum. Que legal.
—Alice está bolando e armando.
—Eu deixei tudo na mão dela.
—Não quis participar? A opinião conta Isabella e é o quarto da sua filha.
—Não estou colaborando financeiramente, não quero dar pitaco. Sei que ela tem bom gosto e fará um lindo trabalho.
—Quem está falando de dinheiro aqui?
—Olha Edward, eu prefiro deixar do jeito que está.
—Nunca abaixa a bola, nem uma vez?
—Depois de tudo, você acha que tem como?
—Eu me faço a mesma pergunta Isabella. Olha para minha mãe tão impossibilitada! E cadê a minha irmã? Perguntou ele sério. —Cadê a Brenda Isabella? Veja o tamanho do dano em minha família!
Preferi ficar na minha e ele na dele. Mary retirou a mesa a pedido dele e me levantei, fui para o quarto escovar os meus dentes e Edward fez o mesmo.
Fiquei olhando o mar da janela e ainda estava nublado em Ourinhos, mesmo assim não tirava a beleza da vista. Senti que Edward se aproximou e continuei na minha, mas tão rápido eu senti que ele se afastou e saiu do quarto me deixando ali sozinha.
Um tempo depois eu me deitei e fiquei sentindo o ventinho se chocando em minha pele, pois a janela estava aberta. Senti as minhas pálpebras irem pesando e acabei cochilando.
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Às 17:38min.
Eu não sabia o que estava acontecendo e senti os meus lábios sendo acariciados de forma bem suave. Estava úmido e quente, tanto que eu resolvi retribuir da mesma forma lenta e abri um pouco mais a minha boca. Estava bom demais, mas algo estava estranho e piorou quando os beijos passaram para o meu pescoço e abri os meus olhos. Não era um sonho e olhei para o........Edward.
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—O que estava fazendo? Perguntei estando extremamente sonolenta e sentindo os beijos dele em meu pescoço.
—Lhe acordando. Disse ele me olhando nos olhos, não havia traços de piada em seu olhar.
—Me beijando? Perguntei o olhando sem ter uma reação negativa.
—Eu não iria lhe molestar estando dormindo.
—Eu não insinuei isso.
—Vamos sair?
—Aonde?
—Na pizzaria. Não quer mais? Perguntou ele no momento que eu senti a bebê mexendo e pela blusa está bem coladinha em meu corpo, deu para ver. Até Edward olhou quando eu olhei e vimos a pele da minha barriga em alto relevo se movendo.
—É pode ser. Falei me sentando na cama o olhando.
—Então se arrume.
—Cadê os seus pais?
—Acredito que logo chegarão.
—Tudo bem.
Levantei-me da cama e fui para o closet escolher o que vestir. Peguei uma calça cumprida jeans e uma blusinha de babado, deixei as peças de roupa separadas e peguei uma sandália para eu calçar.
Saí do closet e passei direto para o banheiro, vi Edward sentado na cama estando a televisão ligada agora e comecei a me despir. Entrei no Box tomando cuidado para ele não me vê de frente e comecei a tomar o meu banho. Mais uma vez eu não molhei a minha cabeça e comecei a me assear com o presto barba sob a água, confesso que eu estava tendo um pouco de dificuldade. Não tendo muito sucesso lá em baixo, eu desisti e raspei minhas axila. Eu gostava de ficar com as minhas axilas lisinhas e Edward veio até o banheiro.
—Posso fazer para você. Falou ele abrindo pouca coisa a porta do Box e permaneci de costas.
—Estava me vigiando por acaso Edward? Perguntei sem me virar.
—É transparente o Box, foi inevitável. Posso fazer para você se me deixar.
—Não precisa! Posso pagar uma depiladora para me depilar com a gilete mesmo.
—Sou o seu marido, posso fazer para você.
—De qualquer forma não.
—Já a vi inúmeras vezes e não irei cortá-la, eu prometo.
—Você não merece a minha confiança, pois me ofendeu de forma vil lá em Solares!
—Eu me excedi eu sei, mas eu já me redimi ao falar nisso e reconheci o meu erro.
—Eu já me depilei, do meu jeito, mas eu já me depilei. É um pouco complicado, mas no tato eu a deixei...... é isso Edward!
—Tudo bem e não demore.
—Não irei, já estou saindo.
—Eu entrarei depois.
Edward saiu do banheiro e eu terminei de me enxaguar. Saí para me secar e ele entrou no Box estando completamente nu, evitei olhá-lo e fui para o closet levando o pote de creme hidratante. Arrumei-me e comecei a me maquiar bem de leve, afinal eu iria a uma pizzaria e não em uma recepção chique como a de ontem. Por último eu passei um pouco do meu perfume que lembrava morangos e fiquei o aguardando a terminar de se arrumar.
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Descemos juntos e pelo visto os pais dele ainda não haviam chegado. Fui andando na frente e as meninas já haviam se recolhido, domingo elas costumavam a ir descansar mais cedo e era merecido o descanso. Saímos no quintal e ao nos ver passando arrumado, Fausto e o Lima nos acompanharam. Fomos para a garagem e Edward abriu a porta do carro para mim, o olhei antes de entrar e me sentei. Ele deu a volta e entrou no veículo, logo o mesmo foi ligado e saímos.
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40min depois.
Chegamos na pizzaria e Edward estacionou o carro. Os seguranças ficaram do lado de fora e entramos, estava cheio o lugar e nos sentamos mais ao fundo. Edward optou pelo rodízio e começamos a ser servido, pedi guaraná para beber e ele preferiu beber Coca-Cola. A minha primeira fatia foi a de calabresa, comi me deliciando, pois, a pizza estava muito bem feita. Logo comi outra fatia de marguerita e estava divina, eu me sentia uma criança no parque de diversões. Edward e eu conversamos de forma civilizada ali no meio das outras pessoas, sem acusações ou xingamentos. Na verdade, não conversamos tanto assim, foi ao natural e vez ou outra.
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Minutos depois o celular dele tocou e era o pai dele. Edward ao encerrar a ligação falou que o pai quis saber se estávamos em nossa casa. Ele ficou surpreso por estar tudo em silêncio ao chegarem lá na mansão e Carlisle disse que era bom para nós passearmos, isso dizendo Edward. Continuamos a comer e me senti saciada muito rápido, as fatias eram fartas e não cabia mais nada dentro de mim.
—Não quer mais?
—Estou saciada Edward, não desce mais nada.
—Deu para matar o desejo?
—É deu. Falei sorrindo levemente e foi espontâneo da minha parte.
—Menos mal. Quer mais alguma coisa?
—Mais um guaraná.
—Ok.
Edward fez o pedido para o garçom e logo a minha bebida chegou. Bebi com gosto por ser uma das minhas bebidas favoritas e ele se deu por satisfeito também. Edward pediu três pizzas do tamanho gigante para a viagem e quando o nosso pedido ficou pronto, ele pagou a conta. Saímos do restaurante e fomos para o estacionamento, às pizzas dizendo ele era para os seguranças. Edward entregou as pizzas para eles e os mesmo agradeceram, a mesma seria dividida ao chegar lá na mansão. Edward iria pegar refrigerante para eles também e achei legal esse ato dele.
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Chegando na garagem, eu desci após Edward abrir a porta para mim. Andei na frente rumo a saída da garagem e de lá fomos para a cozinha da mansão. Deixei Edward lá pegando os refrigerantes, os copos, na verdade tudo que eles precisariam para o lanche surpresa e subi. Olhei na direção da porta do quarto dos pais de Edward e a mesma estava fechada, já deviam estar descansando e entrei no quarto de Edward.
Estando no banheiro já, eu me despi e tomei uma ducha rápida após me aliviar. Escovei os meus dentes e fui para o closet pegar uma camisola para mim. Escolhi uma rosa e a vesti somente. Escutei a porta do quarto ser aberta e era o Edward, ele foi direto para o banheiro e fez o mesmo que eu. Arrumei a cama e liguei o ar, deitei-me com cuidado e me cobri. Deixei a luz do abajur ligada e liguei a televisão logo a seguir. Fiquei a assistindo e me espreguicei, comecei a sentir que o ar já estava gelando bem e me cobri melhor.
Edward quando terminou de vestir a boxer cinza, ele vestiu uma blusa sem manga e veio se deitar. Ficamos em silêncio assistindo televisão e ele se manteve na dele.
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Passando um tempo ele se deitou de bruços e deixou a televisão pra lá, já eu continuei a assistindo. Senti a minha bebê mexendo novamente e permaneci quieta. Comecei a sentir o sono se aproximando e desliguei a televisão, fiz o mesmo com o abajur e me deitei de lado. Ao me mover, Edward fez o mesmo e veio ficar a bem dizer colado em mim. Senti a mão dele circular a minha cintura e me movi na mesma hora.
—Se comporte Edward. Pedi de forma educada.
—Eu estou me comportando. Falou ele em meu ouvido sem maldade por estar colado em mim e isso me fez arrepiar.
—Não acredito. Falei me virando para ele e sem dar espaço, ele me beijou......... –Ed.. Edward! O reprovei baixinho.
—Não fique me evitando, eu quero você. Falou ele em meu ouvido com a voz carregada de desejo e abri os meus olhos encarando a escuridão.
—É melhor dormimos. Falei sentindo ele distribuir beijos em meu pescoço e voltou para os meus lábios, mas dessa vez eu fui resistente e resisti. –Por favor, descanse.
—Como eu irei descansar estando dessa forma?
—Fechando os olhos, boa noite Edward.
—Boa. Falou ele se controlando.
A respiração dele estava acelerada e eu sabia que ele estava louco para transar. Edward se ajeitou melhor e ficou quieto, mesmo eu não querendo, o meu corpo traidor também desejava receber contatos íntimos. O bico dos meus seios estava bem saliente e percebi que seria bem ruim para eu dormir também. Minha parte íntima só desejava ser acariciada. Ela queria ser amada de forma deliciosa e o desejo ardente estava incendiando o meu corpo. Sentei-me e acendi a luz do abajur, nisso Edward me olhou estranhando a minha ação.
—Torne a fechar os olhos. Falei o olhando.
—O que foi?
—Estou com sede, irei beber água.
—Eu pego a água para você. Falou ele para minha a total surpresa e o olhei desconfiada.
—Não precisa Edward. Eu preciso andar para chamar o sono que está custando a vir.
—Há um meio de chamá-lo rapidinho.
O olhei rapidamente e balancei a minha cabeça que não, eu não iria levar aquela conversa adiante. Levantei da cama e caminhei rumo a porta, a abri e tornei a fechá-la após sair. Desci a escada devagar e fui para a cozinha, abri a geladeira e peguei uma garrafa de água. Eu precisava esfriar o meu sangue e bebi dois copos bem cheios.
Tornei a guardar a garrafa e decidi ir dormir no porão, ficar lá faria bem para minha sanidade e desci. Deixei a porta do porão entre aberta, liguei o ventilador, ajeitei a cama e me deitei após apagar a luz. Eu estava me sentindo confortável e fechei os meus olhos sentindo o vento do ventilador se chocar constantemente em mim.
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25min depois.
Eu estava quase, aliás, eu estava a bem dizer dormindo quando a porta foi aberta e eu já sabia quem era. Continuei na minha e ele não fez questão de armar escândalo, Edward simplesmente se deitou ao meu lado e ficou na dele. Os minutos foram se passando e o meu sono aumentava cada vez mais, mas eu antes de dormir, eu o senti envolver a minha cintura. Eu estava roubada com esse homem.
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Segunda feira, 30 de março.
7h da manhã.
Acordei com o celular de Edward apitando e ele acordou no mesmo instante. Edward o havia trazido ontem à noite e eu não vi. Ele desligou o alarme do celular e eu me encolhi sob a coberta, tornei a fechar os meus olhos e dormir.
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Às 08:05min da manhã.
Despertei com alguém batendo na porta e abri os meus olhos.
—Quem é?
—Sou eu senhora. Falou Victória. –O patrão está querendo falar com você.
—O Carlisle?
—Sim e ele está na linha. Falou ela abrindo a porta e me mostrou o aparelho.
—Tudo bem. Dê-me, por favor. Falei me sentando e estiquei o meu braço.
—Ok. Falou ela me entregando o telefone e depois se retirou do porão.
—Bom dia Carlisle.
—Bom dia querida. Estou ligando para falar que em uma hora e meia eu estarei te esperando lá no escritório do Pedro.
—É Verdade.
—Traga as suas contas lá de Solares.
—Levarei, mas preciso pegar tudo lá na outra casa.
—Então se aprece e pede o Lima para te levar lá. Ele sabe onde fica a imobiliária do Pedro e te levará até lá.
—Ok.
Carlisle foi me falando tudo que eu precisava levar e o restante dos meus documentos estava com o Edward. Informei isso a ele e isso seria resolvido, já que Edward dizendo ele, ainda estava em casa. Levantei da cama e a arrumei estando ainda ao telefone, Carlisle me explicava tudo detalhadamente e depois desligou.
Depois de deixar tudo organizado, eu desliguei o ventilador e subi. Apareci na porta da sala e Edward estava esperando o café da manhã ser servido, não pensei duas vezes e fui até o banheiro social lavar o meu rosto.
Retornei à sala e me sentei em frente a ele.
—Eu preciso dos meus documentos Edward.
—Imaginei, mas não se preocupe, eu irei te dar.
—Eles estão aqui?
—Bem guardados, eu diria.
—Ta, mas me dê porque eu preciso deles. Preciso fazer muita coisa para poder conseguir vender o meu apartamento. Alguns eu preciso atualizar porque eu me casei.
—Sei que sim.
—Preciso trocar de roupa e logo descerei. Falei me levantando.
—Bom dia para você também. Disse ele me olhando.
—Digo o mesmo.
Saí da sala e subi. Tomei um banho rápido e me arrumei de forma despojada, mas elegante ao mesmo tempo. Calcei um sapatinho fechado, penteei o meu cabelo e por último eu me perfumei. Peguei a minha identidade e algum dinheiro, eu mudaria de bolsa para poder combinar com a roupa.
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Fechei a porta do quarto e desci, Mary ao me ver ela foi para a cozinha para poder trazer as coisas e me servir. Sentei-me à mesa e Edward começou a tomar o café dele, não demorou nada Mary também me serviu.
—Irei levá-la até a nossa casa, meu pai acabou de me ligar.
—O Lima sabe onde é.
—Eu sou o seu marido e irei com você.
—Quais são os seus planos, tomar o meu dinheiro novamente? Perguntei o olhando séria.
—Está colocando coisas na cabeça.
—Ainda me lembro que você quebrou o meu cartão.
—Não irei fazer isso. Disse ele de forma calma.
—Não irá mesmo, você não vai me tirar o que me restou Edward.
—É melhor você comer e logo sairemos.
—Não entendo esse seu interesse em ir atrás de mim!
—É melhor você não se estressar à toa.
Resolvi ficar na minha e comi o meu pão o olhando sem me sentir intimidada. Não nos demoramos a comer por causa dos meus compromissos e Edward se retirou da mesa. Ele sumiu de vista e eu me levantei, fui até o banheiro social e olhei os meus dentes. Eles estavam limpos e saí do banheiro, Edward já me aguardava com uma pasta na mão e a entregou para mim. Eu sabia do que se tratava e fiquei segurando-a. Edward devia ter guardado os meus documentos no escritório e não quis comentar a respeito disso, nós simplesmente saímos da residência rumo a garagem e chegando lá, nós entramos no carro.
Saímos da garagem e os portões foram abertos, os seguranças nos acompanhariam e saímos.
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Um tempinho depois.
Chegamos na outra mansão e após Edward abrir a porta, eu subi na frente. Fui até o closet e tirei a minha pasta correndo do esconderijo, a coloquei em minha bolsa junto da outra e peguei as contas a serem pagas, inclusive da minha Internet. Sem ter mais o que fazer ali, eu desci e vi Edward voltando da cozinha com um saco de biscoito na mão, falei que estávamos em cima da hora e saímos.
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Já estando na avenida principal, eu estava um pouco ansiosa. Ao chegarmos na imobiliária, eu vi Carlisle nos aguardando do lado de fora. Ele de forma gentil veio abrir a porta para mim e nos cumprimentamos.
—Olá.
—Olá querida. O Pedro já está nos aguardando.
—Então vamos. Falei um pouco pesarosa e olhei para o Edward. –Pode ir trabalhar, eu ficarei com o seu pai e o trabalho lhe espera. Seu pai já está aqui e precisam de você lá.
—Isabella tem razão. Falou Carlisle o olhando e Edward me olhou.
—Não irei lhe tomar nada, se é isso que te incomoda. Falou ele me olhando e foi na direção do carro dele.
Fiquei um pouco sem jeito, mas Edward era imprevisível, eu não queria que ele se metesse em meus negócios e depois eu sair perdendo. Fiquei mal ali perante o Carlisle e fiquei o olhando se afastar, após entrar no carro ele o ligou, acelerou e foi embora rapidamente.
—Deixe isso pra lá filha.
—Tenho medo que ele me atrapalhe, não confio nele.
—Ele disse que não irá lhe tirar nada.
—Mesmo assim. Do nada ele pode decidir e jogar água nos meus planos.
—Vamos entrar?
—Sim, vamos.
Eu e Carlisle entramos na imobiliária e lá demos início nas papeladas.
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Saímos de lá e fomos resolver os assuntos dos meus documentos e isso foi o de menos, rápido eu diria e fomos para o banco.
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Carlisle abriu uma conta no banco para mim e o dinheiro da venda do meu apartamento seria depositado ali naquela conta. O rapaz do banco foi muito atencioso conosco e de lá nós fomos pagar as minhas dívidas.
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Voltamos na imobiliária novamente, já cansava de ter passado da hora do almoço e no relógio de pulso dele já marcava 17:48min.
Alguns ajustes finais foram acertados e levaria alguns dias para a venda do apartamento ser finalizada. Era um pouco burocrático, mas tiraríamos de letra. Ao saímos da imobiliária na companhia de Pedro, ele nos cumprimentou antes de partirmos. Voltaríamos dias depois e o casal que compraria o meu apartamento, eles iriam assinar alguns papéis antes do acerto final. Eu precisaria passar as contas do apartamento tudo para o nome deles e isso seria rápido também. Em poucas semanas tudo estaria resolvido.
Acenei para o corretor e o mesmo sorriu. Carlisle me olhou e eu olhei para ele.
—Satisfeita?
—Sim, mas não vou negar que eu sentirei saudades de lá.
—Tem razão, é normal.
—É sim. Falei sentindo as minhas vistas nublarem por causa das lágrimas e olhei para a janela, eu não queria parecer uma manteiga derretida.
—Deve estar com muita fome.
—É eu estou sim Carlisle, não almoçamos por conta dos compromissos.
—Eu estou com fome também, falta pouco para chegarmos em casa.
—Que bom!
Carlisle dirigia de forma tranquila e os seguranças nos seguiam.
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Um tempo depois. (19:07min)
Chegamos na mansão e cumprimentei as meninas que estavam na cozinha. Carlisle havia ficado no quintal conversando com um dos seguranças e eu me adiantei. Fui até a geladeira pegar um pouco de água e informei a Mary o quanto eu estava faminta.
—Posso levar a sua janta primeiro.
—Não precisa, irei comer com todos. Edward já chegou?
—Ainda não. O patrão deve estar na academia.
—É verdade Mary. Bem, eu irei tomar banho e descerei depois.
—Tudo bem.
Fui até a fruteira e peguei duas bananas para comer. Após devorá-las literalmente, eu joguei a casca no lixo e subi. Aliviei-me primeiramente e me despi. Entrei no Box completamente nua e tomei um banho da cabeça aos pés, a água estava morninha pela noite hoje estar bem fria, ao contrário de outras noites passada.
Saí para me secar e coloquei um vestido na cor vinho que ia até a minha coxa. Vesti um casaquinho e penteei o meu cabelo o deixando solto para secar naturalmente. Eu não deixei de passar um pouco de colônia em meu pescoço que era bem suave e um gloss de cor rosa em meus lábios. Eu estava me sentindo bem. Após eu sair fechei a porta do closet, não me esqueci da janela e deixei o ar apenas na ventilação. Fechei a porta do quarto e desci, estava na sala apenas a Esme ouvindo televisão.
—Boa noite. A saudei.
—Boa noite filha. Falou ela no momento que eu dei um beijo em sua bochecha. –Meu filho já chegou?
—Ainda não.
—Meu marido me contou dos seus planos.
—É, eu vendi o meu apartamento.
—Como está se sentindo?
—Bem. Está sendo estranho para mim porque eu amava aquele lugar. Mas ao mesmo tempo eu estou me livrando de algo que foi adquirido por meios ilegais. É um peso que eu tiro das minhas costas, mesmo que eu seja inocente. Eu a todo o momento penso.
—Em que filha?
—Se o que eles faziam era para o meu bem star, ou para nosso bem star, ou se simplesmente eles adoravam a vida do crime. Eu fecho os meus olhos e vejo o rosto do meu pai e da minha mãe, mas não consigo identificá-los como criminosos. Não aparentava ser pessoas fora da lei Esme.
—Eu a compreendo e faria a mesma pergunta todos os dias se eu estivesse na sua posição.
—Sendo que eu tento não os odiar por tudo que eu passei. Entende?
—Perfeitamente querida. Agora venha aqui. Falou ela batendo as mãos em seu colo e me sentei no sofá, a seguir eu me deitei no mesmo e coloquei a minha cabeça em suas coxas. De forma carinhosa ela deslizava os dedos em meus cabelos.
—Isso é bom. Falei sorrindo. –Não se preocupe em guardar segredo a respeito da venda do meu apartamento, Edward já sabe.
—O que ele não descobre?
—Acho que nem tudo. Falei pensativa. –Mas não há o que esconder. Menti, eu havia ido para New York escondida e fora outras mentiras, como ficar saindo com o Max, por exemplo.
—Não precisamos viver com mentiras, somos uma família agora.
—Sei disso, mas o Edward coloca minhocas na cabeça à toa.
— Sei que ele tem seus defeitos e age de forma que eu desaprovo completamente. Não posso com o meu filho às vezes, essa é a verdade. Piora por eu não enxergar, do contrário eu já teria dado uma boa surra nele.
—Eu percebo, mas não irei culpá-la Esme. Seu filho é genioso demais da conta e tosco. Falei sorrindo por causa das palavras dela.
—Sabe que não sou só eu. Disse ele entrando na sala estando de bermuda sem ser jeans, blusa regata e tênis, era assim que ele voltava para casa quando ia para a academia. Seu corpo malhado era perfeito, eu o reparava.
—Nunca ouviu falar que é feio escutar a conversa dos outros? Perguntou Esme.
—Desculpe mãe, mas juro que cheguei nesse momento e ouvi a minha esposa falando mal de mim.
—Boa noite para você também. Falei não levando ele a sério e o mesmo veio até a mim me roubar um selinho.
—Boa noite. Disse ele olhando nos meus olhos e se levantou sorrindo de forma faceira, mas não era um sorriso para me provocar.
—Beijo mãe. Disse ele dando um beijo na testa de Esme. –Irei tomar um banho porque estou todo suado.
—Tudo bem querido. Disse Esme tornando a acariciar a minha cabeça.
Edward saiu da sala e quem entrava na mesma era Carlisle. Edward cumprimentou o pai e Carlisle veio até nós e se sentou no outro sofá. Ficamos conversando e aguardando o Edward a retornar. Iríamos comer todos juntos.
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25 min depois.
Edward entrou na sala e tuquinha veio atrás latindo fino. Mary logo veio arrumar a mesa e Edward se sentou ao meu lado. Continuamos a conversa e não trocamos farpas, na verdade nos comportamos. Depois da mesa arrumada nós fomos nos sentar e fomos servidos. O frango assado estava molhadinho e o degustei junto com o arroz de forno. Carlisle, Esme e Edward bebiam vinho branco que estava bem geladinho, já eu preferi o suco de morangos fresquinhos. Mary lembrou da minha vitamina e eu a ingeri.
A comida estava muito boa e vira e mexe Edward olhava para mim. Eu também o olhava sem saber o que se passava na cabeça dele enquanto saboreávamos a comida e peguei uma fatia da torta de tomate seco e queijo suíço. Eles acabaram com duas garrafas de um litro de vinho branco e logo foi a vez da sobremesa. Era manjar e a calda junto das ameixas me deu água na boca. Comi apenas uma fatia grossa regada de calda e quatro ameixas, estava uma delícia e eu pude sentir as lasquinhas de coco fresco.
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Um tempinho depois.
Após eu acabar de comer a sobremesa, nada descia mais. Acariciei a minha barriga estando no mundo da lua e senti a minha bebê chutar quase dez minutos depois de carícias.
Saímos da mesa e voltamos para o sofá, tendo uma ideia, Carlisle ligou o rádio e colocou um cd de músicas bem românticas. Ele puxou a esposa para dançar e vez ou outra, eles gostavam de fazer isso. Eu os olhava sorrindo e meio que incomodada com a situação ali tão romântica. Era um sentimento um pouco estranho por Edward estar ali ao meu lado, mas me incomodava não no mal sentido. Eu não conhecia a canção e os dois sorriam por estarem alegres por causa da bebida. Carlisle a conduzia de forma tranquila e o mesmo me chamou minutos depois.
—Eu? Perguntei sem entender bem, afinal eu estava no mundo da lua mais uma vez.
—É sim. Disse ele sorrindo e eu me levantei indo até ele. O mesmo segurou na minha mão e Esme estando um pouco sorridente...
—Filho? Ela o chamou. -Venha até aqui meu bem, venha dançar com a mamãe.
—Não sou tão infantil mãe. Disse ele se levantando e segurou na mão de Esme, a seguir os dois começaram a dançar.
Dançávamos de forma calma e senti a bebê mexendo novamente.
—Acho que ela quer dançar também. Falei sorrindo para o Carlisle.
—Por que?
—Ela está chutando, veja. Afastei o meu casaquinho e levei a mão de Carlisle até a minha barriga, ele pode sentir e sorriu.
—Isso não a incomoda?
—Não. Digo, às vezes quando ela parece que está apertando o meu estômago. Acho que é normal.
—E é sim querida. O espaço dentro de nós é limitado e às vezes os bebês querem se esticar. Falou Esme sorrindo.
—Eu acredito nisso.
Continuamos a dançar e Carlisle fazia passos sofisticados de forma elegante e eu tentava acompanhá-lo sem fazer feio. Eu sorria às vezes e olhei para o Edward que dançava com a mãe de forma perfeita e carinhosa.
—Vem meu amor, agora é a nossa vez. Falou Carlisle parando de dançar comigo, depois ele me conduziu até o filho e segurou na mão da esposa.
—É chegou a nossa vez. Disse ela sorrindo e ganhou um selinho carinhoso do marido.
Fiquei sem jeito porque Edward estava a minha frente como se fosse um pedido mudo para me convidar a dançar. Carlisle nos olhou e eu juro que fiquei sem saber o que fazer. Às vezes a minha vontade era de marcá-lo por me maltratar, sendo que naquele momento eu estava tranquila e mais uma vez Carlisle nos olhou estando eu e Edward em pé um de frente para o outro.
—Vão ficar parados? Perguntou Carlisle continuando a dançar. –Dancem um com o outro, não é tão difícil assim.
—Às vezes a minha vontade é de socá-lo. Falei normalmente sem demonstrar agressividade.
—Deixem disso, apenas dancem. Não podemos viver no meio desse bombardeio.
—Por vocês. Falei olhando para os pais de Edward.
—Já eu digo por você. Disse Edward olhando nos meus olhos e segurou a minha mão. Fiquei sem reação, tanto que eu fiquei o olhando parada feito estátua.
—O que está tramando usando essas palavras? Perguntei baixo.
—Pare de delirar e dance. Disse ele começando a me conduzir de forma calma.
—Você é cheio de truques.
—E você de arte manhas. Apenas dance e pare com isso. Disse ele de forma calma.
—Tudo bem. Falei o olhando minuciosamente, ele não estava blefando e parecia bem relaxado.
—Não precisamos brigar por uma coisa tão simples.
De forma lenta ele subiu a mão pela as minhas costas e tornou a colocá-la em minha cintura. Isso me incomodou um pouco e o olhei.
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30min depois.
Para trocar de posição, eu envolvi o pescoço dele com os meus dois braços e a minha barriga não ajudava muito. Estando dessa forma, Edward colocou ambas de suas mãos em minha cintura e ficamos para lá e para cá. Por causa da dança eu já estava sentindo calor e tirei o casaquinho. Edward o pegou e o jogou sobre o sofá, depois continuamos a dançar. A maioria das canções era bem suave e Edward trapaceando, ele cheirou o meu pescoço bem lentamente e o olhei.
—Não está se comportando. Falei normalmente. O casal ao lado estava tão entretido um no outro sorrindo e horas trocando beijos que não ligaram.
—Você é minha esposa, nem sempre eu vou me comportar. Sou homem.
—Você é bem cara de pau.
—Um pouco. Disse ele sorrindo de forma torta, diferente eu diria e tornou e cheirar o meu pescoço como se provasse algo delicioso e me olhou. –Eu adoro esse cheiro.
—Está mentindo. Falei o estranhando.
—Não estou não. Disse ele firme me olhando nos olhos.
—O que você tem? Perguntei sentindo a mão dele subir e descer em minha cintura mais uma vez causando-me sensações proibidas.
—Estou sendo eu, nada mais. Disse ele olhando nos meus olhos e depois ele olhou para os meus lábios.
—Acho que eu irei parar de dançar, os meus pés estão doendo. Menti.
—Então é essa a sua forma de fugir?
—Não estou fugindo.
—Está sim. Falou ele envolvendo a minha cintura e não me deixou sair.
—Boa noite gente, estamos indo dormir. Falou Esme sorridente e eu sorri, acho que a noite prometia para eles.
—Boa noite para os dois. Falei estando presa nos braços do Edward.
—Boa noite. Falou Edward e os dois sumiram de nossas vistas num piscar de olhos.
—Eu não preciso fugir de você.
—É o que está tentando fazer e na verdade eu já a conheço mais que bem.
—Se me conhece bem, então porque me chama de nomes que eu não sou?
—Você é a culpada. Dá confiança para quem não deve e sabe que eu a peguei naquela boate com o seu ex!
—Mesmo assim não me deixa ir. Mesmo me odiando, me chamando de vadia quando bem quer, você não me deixa ir embora. Eu quero entender o porquê. Na verdade, eu não acredito quando falam..........por que parece mais uma piada. Dizem que você....... há deixa pra lá. Falei olhando para o lado e não o encarando, ele poderia debochar caso eu falasse que a Esme diz que ele está apaixonado por mim.
—Quero saber, me fale.
—É uma bobagem.
—Voltando ao assunto, eu não a deixaria ir, essa é uma realidade. Isso não quer dizer que eu a manterei presa aqui ou lá na outra casa, não mesmo. Não existe essa palavra divórcio entre nós e nunca acontecerá. Quando eu coloco algo na cabeça, eu costumo cumprir até o fim! Apenas a morte nos separaria.
—Você não me ama Edward, então não precisa ficar ao meu lado perdendo o seu tempo, o seu dinheiro e a sua juventude. Não estrague o seu tempo e a sua vida comigo por um capricho seu. Uma criança não significa que você tenha que cumprir o papel de marido no meu conceito, isso é antigo.
—Fala dessa forma porque quer correr para os braços do outro.
—Esse é o seu mal! Tudo tem que achar que o jake está no meio.
—E não é desta forma? Como pode beijar um homem sem amá-lo?
—Como um homem pode beijar uma mulher sem amá-la e até levá-la para a cama? Perguntei o olhando nos olhos.
—São casos diferentes. Disse ele fugindo do meu olhar.
—Eu tenho o jake como um verdadeiro irmão agora. Para ser sincera eu nunca irei odiá-lo, não o conhece como eu o conheço.
—Ele não pensa da mesma forma.
—Mas eu sim e isso é o que importa. Não iremos mais tocar nesse assunto fútil e sem nexo Edward.
—Pra você é fácil!
—Por que para você é difícil?
—Por que temos um compromisso e eu costumo levar o meu compromisso a sério.
—Você sai com outras mulheres.
—Antes de nos casarmos sim, agora eu não saio com mais ninguém Isabella. Por isso eu lhe cobro, quero o mesmo comportamento e postura da sua parte.
—Se depender de mim. Você sabe que eu tenho o total direito de ficar com quem eu bem entender, o nosso casamento é pura fachada e de mentira.
—Fala isso porque não está nem aí para mim. Quer se aventurar por ser jovem demais e não sabe lidar com a palavra casamento, compromisso e filhos.
—Uma filha e não filhos. Isso não é importante para você Edward, não comigo.
—Fale por você. Disse ele se afastando de mim e fiquei parada o olhando sem entendê-lo. –Já passa das 22h, irei dormir.
—Pode ir, ficarei mais um pouco aqui. Falei não o encarando, as palavras dele mexeram comigo me deixando muito pensativa e me sentei no sofá pensando a respeito.
—Deixo o rádio ligado?
—Não, pode desligá-lo. Daqui a pouco eu irei subir.
—Ok. Boa noite.
—Boa noite Edward.
Ele desligou o rádio e subiu. Fiquei olhando a paisagem perdida em pensamentos e eu pude entender claramente que ele estava levando o nosso casamento a sério. Eu pude ler as reações dele e senti em meu ser que ele não estava mentindo, isso me incomodou bastante. Eu não sabia em que sentido as palavras dele me incomodaram e me levantei, fui até a parede e apertei o botão para descer as proteções.
Apaguei a luz da sala após pegar o meu casaquinho e fui até a cozinha, acendi a luz e peguei na geladeira a jarra de suco para eu beber. Depois que eu esvaziei o copo, eu o lavei e subi.
.
Abri a porta do quarto, vi que Edward já estava deitado sob o edredom e a luz do abajur estava acesa. A televisão estava desligada e caminhei rumo ao closet após fechar a porta. Peguei uma camisola vermelha e saí, entrei no banheiro e coloquei a banheira para encher.
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Quando a mesma encheu, eu me despi por completo e adicionei sais de banho de Camomila. Fiquei ali aproveitando aquele delicioso banho relaxante e fechei os meus olhos.
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40min depois.
Enjoei de ficar na água e sai para me secar, eu podia sentir o quanto a minha pele estava cheirosa e terminei de me secar. Vesti a minha camisola vermelha e fui escovar os meus dentes, logo após eu apaguei a luz do banheiro e fui me deitar. Acomodei-me sob o edredom e Edward se moveu, nisso as palavras dele voltaram em meu pensamento e pude deduzir o quanto ele devia estar sofrendo pela falta de sexo. Eu sabia o quanto ele era tarado por sexo. Senti a sua aproximação e soube que ele estava acordado, não demorou o senti me cheirando. Disfarcei e me afastei para apagar a luz do abajur, o quarto ficou na escuridão total e tornei a me deitar no travesseiro. Edward colou o corpo dele no meu e senti o quanto ele queria, mas eu prometi a mim mesma que eu não dormiria com ele por vontade própria. Pra falar a verdade o meu corpo também desejava ser saciado e me afastei dele.
—Por favor, não vamos continuar com isso. Pediu ele me abraçando.
—Por isso estava calmo ainda pouco lá em baixo. Queria sexo comigo.
—Juro pela a alma da minha querida irmã que não. Disse ele acendendo a luz do abajur e veio me olhar nos olhos. –Posso ter uma mulher rápido, rápido e fácil. Sabe disso.
—Já sei disso a muito tempo.
—Estou aqui e não em outro lugar.
—Edward, você está tornando as coisas.....
—Não é proibido procurar a minha mulher. Disse ele vindo me beijar cheio de desejo.
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3min depois.
Ele me beijava bem lentamente, tanto que me deixou sem ar e me afastei o olhando. O beijo foi muito mais que suave e era notável que aquilo mexeu com o meu corpo. Estava claro e visível, o bico dos meus seios se encontrava bem salientes pressionando o tecido fino da camisola estando a minha respiração acelerada. Até ele olhou para baixo e rapidamente me olhou, pude perceber que não era para me deixar constrangida.
—Eu.....
—Não posso forçá-la, apenas durma.
Ele se afastou e se deitou ao meu lado, não fez como antes ao se afastar de tudo para me deixar mal. Ele permaneceu ali bem ao meu lado e eu apaguei a luz. Momentos depois nós acabamos dormindo estando desejosos demais um do outro e isso era o meu castigo.
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Depois dessa noite estranha para mim, os dias foram se passando. Estranhamente Edward não estava se comportando de forma dura e até mal comigo. O sexo não estava rolando entre nós mais e havia era dias que nós não transávamos. Eu estava louca, não vou mentir e ele devia estar bem pior que eu, mas por um lado isso foi uma lição para ele aprender. Fiquei mal com a nossa última briga onde ele me chamou de vadia e como eu já disse, ela mexeu muito mais comigo dessa vez do que das outras vezes. Ele agora evitava brigar comigo e ficava mais na dele, fiz o mesmo e o clima estava melhor. O estranho era que ele desistiu de ficar me procurando a noite e agora ele simplesmente se deitava e ia dormir.
Sem contar que a chave do meu apartamento já não estava mais nas minhas mãos e tudo já havia sido resolvido. Eu fiquei arrasada após entregar a chave dele aos novos proprietários e passei o restante do dia trancafiada no quarto chorando. Eu não era apegada a bens materiais, mas houve uma história ali. Minhas aventuras. O quanto a minha mãe e o meu pai adorava aquele lugar e as fugidinhas que eu dava nas costas deles, na verdade eu amava Solares também. Já não me restava mais nada ligado a eles e isso mexeu de verdade comigo, era como se eu quisesse me livrar deles, mas não era bem assim. Esme e Mary me confortaram, graças a elas eu consegui sair do quarto e jantamos todos juntos nesse mesmo dia. Edward preferiu ficar na dele e Carlisle também, eles não deviam ter palavras para me consolar e já havia sido feito. Fazer o quê?
Todo o dinheiro da venda do meu apartamento já estava depositado em minha conta e os meus documentos já portava o sobrenome de Edward. Ao olhá-los pela primeira vez, eu fiquei meio passada. Claro que o Pedro foi bem pago ao tirar a sua comissão e o agradeci.
Sem esquecer que os seguranças deram um sumiço no carro da minha mãe e fizemos de jeito que eu não tivesse nenhuma responsabilidade financeira mais com ele perante a lei de trânsito. Tudo já havia sido resolvido e com o passar dos dias foi cicatrizando mais a falta que eu sentia do meu apartamento. Cheguei até a sonhar com ele e os meus pais, ao acordar, as lágrimas vieram deixando Edward sem saber o que estava acontecendo mediante o meu pranto.
Mudando de assunto, agora eu me vestia de forma mais elegante, não que eu não fizesse antes. Podia ser de noite, ou de dia, eu estando sozinha lá na outra casa, isso estava me fazendo bem e Edward sempre me olhava, mas disfarçava. Como havíamos combinado, nós ficamos lá e cá. Às vezes passávamos três ou quatro dias lá na “nossa casa” e voltávamos para a casa de Esme. Mesmo estando sozinhos não rolava sexo.
Eu me sentia um pouco sufocada por não ter o meu refúgio em Solares mais e algumas vezes eu ia ao shopping sozinha e voltava quando Edward já se encontrava em casa de noite. Eu sabia que ele ficava se roendo por dentro, mas não falava nada comigo e ia dormir mais cedo nesse dia, era sempre assim. Eu sempre ia estonteante, mas nunca deixando de lado a simplicidade dentro de mim. Piorava por eu usar o meu dinheiro com sabedoria e não o dele, mas eu estava sabendo administrá-lo perfeitamente. Eu não dependia do dinheiro dele para nada e acho que isso de certa forma o incomodava.
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Nesse momento já estávamos no fim do mês de maio, mês que a minha mãe fez aniversário e foi bem difícil para mim. Não saí do quarto o dia inteiro e não contei para ninguém o porquê.
No fim do mês seguinte, eu daria à luz ao meu bebê. Dependeria de ela querer sai. Eu havia engordado mais um pouco e nada que fosse me deixar para baixo.
Alice já tinha feito o quarto da minha filha lá na casa de Esme com a sua equipe e foi um sigilo total, mas ela prometeu mostrá-lo apenas quando eu voltasse da maternidade com a afilhada dela em meus braços. Seria surpresa dizendo ela. Eu estava curiosa e o quarto dela aqui seria feito assim que ela nascesse. A equipe era rápida e eficiente, sendo que eu nem podia passar perto quando eles estavam trabalhando.
Eu me sentia apreensiva também e um pouco medrosa, dizendo a doutora havia chance de o parto ser normal. Eu já estava imensa e só faltava comprar algumas coisinhas a mais para a chegada do bebê.
Sem contar que o aniversário de Brenda e Edward estava próximo. Ela era do dia 20 e ele 25 de junho, por isso eles tinham esse laço forte um com o outro. Na verdade, eu não sabia como seria essa data pela primeira vez sem ela para eles e fiquei receosa, foi uma surpresa para mim e fiquei sabendo no decorrer desses últimos dias através de Mary.
Eu deixaria o barco correr e vez ou outra eu me pegava pensando em como tudo aconteceu rápido demais para mim. Não sei se foi o compromisso do casamento ou o final da gravidez que estava me deixando apavorada, eu estava tentando manter a calma, mas estava difícil por eu ser tão jovem. Nunca almejei ser mãe aos dezoito anos de idade e eu sabia que ela ao nascer, a responsabilidade dobraria. Era o desconhecido para mim e eu mais temia como seria o tratamento deles para comigo após a neném nascer. Sempre que eu pensava nisso, as lágrimas vinham me deixando desconsolada.
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(ATUALMENTE).
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Sexta feira, 04 de junho.
10h da manhã.
Despertei sentindo a minha bebê mexendo e passei a mão na minha imensa barriga. Eu estava na outra casa e não na de Esme desde ontem à noite, pois passaríamos esse final de semana aqui porque Esme e Carlisle haviam ido viajar hoje mais cedo. Eles embarcaram às 07:30min da manhã. Eles foram passar esse final de semana lá na fazenda e já não estava dando mais para eu voar, recomendações da doutora. Eles só voltariam na terça de manhã e a Mary estava aqui comigo, já a Victória tinha ido com os pais de Edward para a fazenda.
Olhei para o lado e Edward já devia ter ido trabalhar, então eu me levantei para ir ao banheiro me aliviar e escovar os meus dentes. Depois deles escovados, eu coloquei o meu robe e desci a escada devagar para tomar café. Caminhei pela sala em marcha lenta e fui para a cozinha, encontrei a Mary lavando algumas frutas.
—Bom dia Mary.
—Bom dia amiga. Como está se sentindo?
—Enorme e pesada. Falei encostando-me na pia.
—Exagerada. Disse ela sorrindo.
—Estou assustada, não entendo nada de bebês. Não sei dar banho e tenho medo de deixá-la cair, acho que não estou pronta faltando tão pouco tempo.
—Irá tirar de letra, não se apavore à toa e eu estarei aqui e lá para ajudá-la no que for preciso.
—Estou tentando. Falei passando a minha mão em meu cabelo. — Pedirei ao Lima que me leve ao salão. Quer ir comigo?
—Ah, eu irei sim. Disse ela sorrindo.
—Irei tomar o meu café e depois subirei para me trocar. Faça o mesmo.
—Pode deixar patroinha. Disse ela toda boba. Mary era jovem e gostava de passear, mas o trabalho a prendia e ela não reclamava. –Sente-se a mesa, que eu já irei servi-la.
—Estou indo então.
Fui para a sala e me sentei à mesa ficando pensativa. Fazia um tempinho que eu não tinha notícias do meu amigo jake e de Ângela, a última vez que eu falei com ela estando no orelhão do shopping, foi em Abril. Tive que falar a respeito do casamento e ela faltou me trucidar pelo telefone, tanto que eu desliguei deixando ela bem chateada comigo e ainda afirmou antes de eu desligar que ela nunca viu uma pessoa sem um pingo de amor e respeito próprio igual a mim. Nós estávamos de bem ainda, mas por eu ter sido muito maltratada, eu a decepcionei por ter me casado com o Edward. Uma péssima atitude que eu havia tomado falou ela e isso me quebrou, mas na verdade ela não havia falado nenhuma mentira por saber tudo que eu passei. Eu estava sentindo muita saudade deles, tanto que uma lágrima rolou pelo o meu rosto e a sequei. O último e-mail que o meu amigo me mandou foi no meado de maio e mesmo assim eu sentia saudade da presença calorosa dele. Dizendo ele estava trabalhando bastante e havia conhecido uma moça, eles estavam se conhecendo e não era nada sério, isso por enquanto eu pensava. Acho que ele realmente parou de nutrir sentimentos por mim e mais uma vez uma lágrima rolou pelo o meu rosto e a sequei. Eu estava feliz que ele estava seguindo a vida de sucesso dele.
Edward e eu éramos um casal, ele um tempo atrás havia falado que tínhamos um compromisso e tudo tal, mas entre um casal existia mais carinho e afeto, sendo que entre nós existia uma espécie de muro. Eu tinha certeza que era por causa dos acontecimentos. Um casal de verdade na minha concepção, era muito mais que o respeito que existia entre eles, era o amor reinando em doses elevadas. O que estávamos tendo no momento era respeito e eu não reclamava. Eu não sei, simplesmente eu não sabia como tudo ficaria após a minha filha nascer, eu pensava e........
—Chegou o seu café. Disse Mary trazendo a bandeja contendo bastante fruta, um copo de suco de maracujá e torradinhas com geléia.
—Oba! Estou faminta.
—Coma, é tudo seu.
—Sabe Mary, eu estou sentindo muita saudade dos meus amigos. Estou me sentindo presa no mundo dos Cullens, aliás, eu sou um deles por ironia do destino. Não falo com a Ângela e com o jake. Falei o nome dele baixo. –Faz um tempo. Os considero como a minha família por parte de pais e me sinto um pouco sozinha em relação os amigos.
—Eu sei disso, mas não se sinta mal, agora você tem o seu dinheiro e pode compra um celular. Liga para eles.
—Edward pode pensar besteira, sabe como é.
—Vocês estão convivendo bem e você pode ter a sua vida. Não pode viver privada do mundo por causa dele.
—Tem razão em estarmos convivendo bem, mas faz quase dois meses que não transamos.
—O quê? Perguntou ela se sentando na cadeira.
—É verdade.
—Ele não quer mais com você?
—Na verdade eu o vetei por causa da nossa última briga, ele me ofendeu demais com palavras grossas e isso me feriu profundamente. Depois disso ele parou de me procura após ouvir as minhas incontáveis recusas e não me arrependo. Eu não queria sexo com ele por causa disso.
—É uma situação embaraçosa e prefiro não me meter. Faz o que o seu coração achar melhor, você sabe que os homens não vivem sem sexo, ainda mais um homem casado.
—Você acha que ele pode estar procurando na rua?
—Não falei isso e nem irei afirmar algo que eu não sei.
—Sei que isso pode acontecer por o conhecer bem ou não o homem que eu estou convivendo.
—Acredito que não amiga.
—Não sei.
—O melhor é vocês se darem bem, logo a menina chegará e clima pesado não combina com bebês. Sei que vocês estão convivendo um pouco melhor agora e continuem assim que está ótimo. Leve e descomplicado.
—Sei disso e agora dona Mary, eu irei comer.
—Isso coma. Falou ela sorrindo. –Vou deixá-la aqui e irei estender a roupa na corda.
—Ok. O que achou do quarto, dormiu bem?
—A cama do quartinho é bem confortável e o ar melhor ainda. Disse ela sorrindo.
—Que bom!
Mary se levantou da cadeira e me deixou ali sozinha. Continuei pensativa e comecei a comer, eu adorava torrada com geléia. O suco de maracujá estava fraquinho, ou eu passaria o dia dormindo.
Terminei de comer e levei a bandeja para a cozinha, Mary ao me ver com ela na mão me reprovou e a pegou de mim. Falei para ela que entre nós não havia essa besteira, mas ela me vetou e disse que era para eu subir, trocar de roupa e descer. Dizendo ela o Lima já estava ciente que iríamos sair. Sorrindo, eu saí da cozinha e subi.
Tomei um rápido banho e saí para me secar. Maquiei-me de leve, hidratei o meu corpo e passei um pouco de perfume. Penteei o meu cabelo e por último eu me vesti de jeito que desse para eu passear no shopping depois. Acho que eu compraria um celular para mim hoje, Mary tinha razão e eu tinha dinheiro para isso. Somando todo o dinheiro gastado por mim do meu apartamento, acho que não tinha nem chegado a oitocentos dólares ainda. Era muito dinheiro guardado sendo que o Edward não fez menção de querer pegá-lo, até os meus documentos estavam guardados ao meu alcance e achei isso mais do que bom. Ele não tornou a escondê-los.
Antes de descer, eu arrumei a cama e fui pegar a minha bolsa. Desci a escada devagar e Mary já me aguardava estando toda arrumadinha e com a sua bolsinha de mão. Sorri para ela e a casa já estava com as proteções, era só sairmos e foi o que fizemos.
Na estrada Lima diria com cautela e Fausto também estava conosco. Eu conversava de forma descontraída com a Mary no banco traseiro e ia prestando atenção na rua.
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Um tempo depois.
Chegamos no salão e fui bem recepcionada, era o salão que eu passei a frequentar junto de Esme. Perguntei a Mary se ela queria fazer as unhas, mas ela disse que já tinha dado um jeito nelas ela mesmo. Pedi a manicure para fazer o desenho que eu escolhi e o mesmo era lindo. Era francesinha com flores e uma borboletinha pequena azul, uma obra de arte na verdade. Já as unhas do meu pé ficariam com francesinha pura.
Depois de feitas eu pedi para fazerem um tratamento em meu cabelo e o negro dele ficou brilhante estando o cumprimento liso e a ponta com cachos grossos, meu cabelo estava lindo e bem maior. Mary também embelezou o dela após eu insisti tanto e paguei a conta, depois fomos para o shopping. Após chegarmos lá, eu relaxei mais e fui olhando as vitrines. Eu não compraria roupas porque eu já estava no final da gravidez e perderia todas que eu estava usando atualmente. Passamos em frente a uma loja de eletrodomésticos e fui olhar a vitrine de celulares, um todo rosa me encantou e fui me informar com a vendedora. Acabei o comprando a vista e seria de cartão, era melhor assim por eu falar muito ao telefone. Desta forma eu me controlaria mais e comprei uma capa linda contendo brilhantes que não eram de verdade. Fiquei toda boba e dei o meu número para a Mary.
Disfarcei e avisei ao segurança que eu e Mary iríamos ao banheiro. Lá eu liguei para o jake e para a Ângela, ambos ficaram surpresos e pedi para eles gravarem o meu número no celular deles. Já Mary me observava falando com eles e Ângela ainda estava chateada comigo, tanto que disse que teria que desligar por estar no trânsito e isso me fez desabar em lágrimas, ela odiava o Edward sem mesmo conhecê-lo e não era para menos. Tanto que Mary me abraçou e me consolou dizendo que uma hora ou outra a minha amiga aceitaria, mas eu conhecendo bem a Ângela, eu achava um pouco difícil. À vontade dela era que eu fugisse muito antes e ser livre, mas por sentir dó dos outros eu estava sacrificando a minha felicidade. Essas eram as palavras dela e eu me calava sempre que ela chamava a minha atenção. O que eu poderia argumentar? Nada.
Sequei as minhas lágrimas e retoquei o batom, eu estava uma chorona mesmo e me recompus. Saí do banheiro com a Mary e informei aos dois seguranças que iríamos todos almoçar. Eu não me importava de pagar boa comida para eles e entramos no restaurante. Fomos nos servir à vontade no bufê e o garçom ia trazendo diversos tipos de carne. Comemos bem e me lembrei que como era o destino, eu estava sendo boa e farta com aqueles que contribuíram para o meu mal, isso tirando a Mary. Fiquei pensativa, mas resolvi tentar esquecer isso, dizem que água e um prato de comida não se negam a ninguém, então eu estava fazendo a minha parte perante a Deus.
Terminamos de comer e saboreamos a sobremesa, sendo que eu deixei cada um escolher a sua. Após degustá-la descansamos um pouco, nisso eu fiquei quieta na minha.
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15min depois.
Paguei a conta e continuamos a andar no shopping. Comprei algumas roupinhas de bebê, absorventes há muito tempo não comprado para mim e inúmeras fraldas descartáveis para a bebê. Tanto que os seguranças tiveram que carregar tudo para mim e fiz questão de comprar um presente para a Mary. Dei um vestidinho lindo para ela e a mesma adorou. Comecei a me sentir um pouco cansada e decidi irmos embora, já passava das 17h e passeamos bastante. Guardamos as comprar no porta mala da Blazer e nos acomodamos no interior do veículo, depois fomos embora.
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Chegamos e arrumei tudo junto de Mary em nosso closet, inclusive as fraldas eu as deixei amontoadas uma sobre a outra no canto do closet. Ficaram organizadas e guardei os meus absorventes no armário do banheiro. Eu já estava até desacostumada e logo o martírio de ficar naqueles dias iria chegar. Fazer o quê? Era a natureza da mulher.
—Bella, eu irei descer para preparar a janta. Quer algo em especial?
—Deixo em suas mãos Mary.
—Pode deixar, farei uma janta bem gostosa. Daqui a pouco o patrãozinho chegará.
—É eu sei e irei tomar banho agora.
—Então, tome o seu banho e descanse.
—Ok. Falei no momento que o telefone da residência tocou e Mary foi atendê-lo, o mesmo estava ali mesmo sobre a mesinha no quarto.
—Alô..
.........
—Oi patrãozinho. Disse ela me olhando.
.......................................
—Tudo bem, eu irei falar com ela.
............
—O senhor quer falar com ela?
.....
—Irei passar então. Um momento.
........
—O patrão deseja falar com você.
—Tudo bem. Falei pegando o telefone e Mary se retirou do quarto........... –Oi Edward.
—O que acha de irmos jantar fora hoje?
—Eu, eu não sei.
—Não sabe ou não quer ir?
—Aonde é esse restaurante?
—Eu reservei uma mesa em um flutuante. É um restaurante especial onde servem vários tipos de frutos do mar, é a especialidade do chefe. É num imenso iate, acredito que você irá gostar.
—Nossa! Parece interessante.
—Está se sentindo bem para poder ir? Isso caso você queira ir comigo.
—É eu estou. Falei pensativa. –Tudo bem, eu irei. Que horas eu devo estar pronta?
—Sairemos às 19h. Eu já estou indo para casa me arrumar e logo chegarei. Em dez minutos eu chego em casa.
—Ta bom. Irei tomar o meu banho para adiantar.
—Tudo bem. Até daqui a pouco.
—Até.
Coloquei o telefone na base e avisei a Mary que Edward e eu não jantaríamos em casa. Fui para o closet escolher o que eu iria vestir. Optei a colocar um vestidinho de seda azul marinho com tiras em minhas costas. A maior parte dela ficou nua, mas a minha silhueta continuava fina, apenas a minha barriga que cresceu. Peguei uma sandália azul marinho linda para eu colocar e a calcinha era da mesma cor toda em renda e seda. Um espetáculo. Deixei tudo arrumado ali no closet mesmo e fui para o banheiro, protegi o meu cabelo com uma touca plástica e entrei no Box para tomar banho.
Asseei-me com o presto barba como eu pude e me lavei bem depois, a seguir eu me enxaguei e saí para me secar. Fui até o closet pegar as minhas coisas estando enrolada na toalha e voltei para o banheiro, tranquei a porta e comecei a minha produção.
Hidratei a minha pele. Maquiei-me tranquilamente, depois passei batom vermelho para finalizar a maquiagem e me vesti por completo. Perfumei-me e soltei o meu cabelo, o mesmo caiu em cascatas estando com as pontas cacheadas. Dei as costas para o espelho e o desenho das tiras por toda a minhas costas deu o ar da graça. Resumindo, eu estava muito bonita e dei uma voltinha. O azul intenso do vestido era quase preto e meus olhos se sobressaiam com a maquiagem. Eu me sentia bem e bonita.
Arrumei a bagunça que eu fiz no banheiro e o deixei arrumado outra vez. Abri a porta do mesmo e Edward me aguardava a sair do banheiro estando em pé olhando da janela. Ele olhou para mim de cima em baixo e eu andei até a cama, parando ao lado dela.
—Já saí, pode entrar.
—Irei sim. Disse ele vindo até mim e parou bem a minha frente. –Acho que irá gostar do jantar.
—Acredito que sim. Falei o olhando e sem eu esperar, ele me deu um selinho demorado e afastou o rosto do meu.
—Bem, irei tomar um banho rápido. Disse ele se afastando de mim e fiquei o olhando quieta na minha.
Edward entrou no closet e eu me sentei na cama, liguei a televisão e fiquei a assistindo estando completamente no mundo da lua.
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Momentos depois.
Ele saiu do banho estando enrolado na toalha e virei o meu rosto sem parecer agressiva, era melhor assim. Meu corpo não estava de acordo com a minha vontade e desliguei a televisão. Eu ao levantar da cama, Edward apareceu na porta do closet.
—Fez compras pelo o que eu pude perceber aqui e no banheiro. Eu iria com você.
—Não esquente a cabeça com isso, irei aguardá-lo lá em baixo. Falei passando por ele para ir pegar a minha bolsinha preta que eu havia separado e posto tudo que eu precisaria dentro dela. A seguir sai do quarto o deixando se arrumando.
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Nos despedimos de Mary e saímos. Não sendo mais novidade os seguranças nos acompanhavam e Edward dirigia tranquilamente. Arriei o compartimento do carro a minha frente e retoquei o batom vermelho em frente ao espelhinho, estava bom e o suspendi novamente. Coloquei o batom em minha bolsa e aguardei a chegarmos em nosso destino.
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Chegamos e embarcamos, era um restaurante de verdade, mas digamos para pessoas vip com muita grana no bolso. Nós não éramos o único casal e havia uns quinze casais a bordo. As mesas estavam bem forradas e com um arranjo de rosas vermelhas no centro. Era chique o ambiente e, o clima romântico imperava no lugar. Senti-me um pouco estranha com tanto romantismo no ar e entre os outros casais que se mostravam apaixonados. Fomos bem recepcionados, o garçom trouxe o menu e olhei para o Edward após ele se retirar nos deixando a vontade para escolher.
—E aí, gostou?
—É mesmo bonito e luxuoso. Já veio aqui antes?
—Não, eu nunca vim aqui.
—Por que só agora? Parece um lugar bem romântico e só há casais aqui. Falei olhando em volta e tornei a olhá-lo.
—E nós somos o quê? Perguntou ele me olhando fixamente.
—É tem razão. Falei olhando em volta e não para ele.
—Pelo o que me consta nos papéis, nós somos marido e mulher, não vejo de outra forma.
—Não estou falando o contrário. Falei o olhando, eu evitava esticar as frases para não arranjar briga. –Perante a lei nós estamos casados.
—Sempre. Falou ele me olhando e seu olhar caiu para o meu decote, novamente ele voltou a olhar nos meus olhos sem parecer indelicado.
—Vamos escolher? Perguntei a fim de mudar de assunto e o iate começou a se mover, engraçado é que nada se moveu sobre a mesa.
—Escolhe o que você quiser.
—Ok.
Olhei para o menu e havia tanto cardápio desconhecido e disponível ali. Lula, lagosta, peixes nobres do tipo sem odor, camarão, marisco, enfim, a variedade era incrível. Pedimos lagosta grelhada com alcaparras e coquilles Saint Jacques com alho-porró para começar. O último prato eu não conhecia e iria experimentar.
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Quando o nosso pedido chegou e que começamos a comer, estava muito gostoso, aliás, mais que gostoso e Edward pediu uma taça de vinho branco para beber. Eu pedi um drink a base de abacaxi e veio bem geladinho.
—Ta bom?
—Uma delícia. O chefe está de parabéns.
—Aqui serve os melhores pratos à base de frutos do mar. Eu não conhecia e estou gostando.
—Tenho que concordar. O tempero está no ponto e esse creminho branco está bom demais.
—Irei pedir outra coisa. Quer? Pode repetir o mesmo prato se quiser.
—Tudo bem.
Edward pediu para eu olhar o menu, mas deixei ele escolher. Ele pediu peixe com camarão em papillote. O peixe era nobre e quando fomos servidos, o prato veio todo bem montado com os filés de carne de peixe clarinha. Estava cheiroso demais e começamos a comer, quase desmaiei com o show de sabor. Edward pediu mais uma taça de vinho e eu o olhei.
—Está dirigindo Edward.
—Iremos dormir fora hoje e é pertinho daqui. Não estou bêbado e nem quero ficar bêbado essa noite.
—Iremos dormir em um motel? Perguntei começando a me agitar.
—Em um hotel para você não pensar bobagens.
—Tudo bem e não há problema. Nós dormimos juntos todos os dias mesmo.
—Por isso mesmo. Ou está com medo de ir para um hotel comigo?
—Claro que não. Após eu falar, levei o garfo de comida até a minha boca.
—Menos mal. Disse ele levando a taça até a boca continuando a me olhar.
Paramos de conversar e continuamos saboreando a comida. Quando acabamos de comer, Edward pediu uma taça generosa de sorvete de mirtilo com calda de framboesa e morangos. Para diferenciar havia pedaços de morango no meio do sorvete de mirtilo e estava muito bom. Aquele sorvete devia ser produção própria, pois o sabor era diferente dos outros que eu já havia tomado e o dividi com o Edward pela taça ser grande demais. Acho que a intenção era essa, comer junto com o parceiro.
Quando nós terminamos de tomar o sorvete, nada mais cabia dentro de mim e acho que dele também.
—Estou satisfeita.
—O que achou do jantar?
—Divino.
—Que bom! Podemos dar uma volta pelo iate, conhecer.
—Não irá pagar primeiro?
—Na saída, é tudo muito bem organizado aqui.
—Tudo bem.
Edward segurou na minha mão e me levantei da cadeira. Fomos para a parte de cima do iate e lá tocava uma música bem suave. Nós ficamos olhando para o céu estrelado, estava um pouquinho frio ali e fiquei toda arrepiada por causa dele e pelo clima. O cheirinho da maresia e da brisa deixava tudo mágico, e fiquei olhando o mar.
—Está com frio?
—Um pouco, mas não quero descer.
—Eu posso te dar a minha blusa.
—Irá ficar sem ela?
—Por que não?
—Não é para tanto.
—Então faremos de outra forma.
—Como?
—Assim. Disse ele me abraçando por trás e fiquei na minha, meu coração começou a acelerar e fechei os meus olhos apreciando.
—Está trapaceando agindo dessa forma.
—Não estou não. Disse ele em meu ouvido e fechei os meus olhos novamente, depois tornei a abri-los sentindo ele beijar o meu pescoço causando milhares de sensações em mim. Depois de tanto tempo sem sexo, parecia que eu iria desfalecer com as sensações que ele provocava em mim ao me beijar daquela forma.
—Está sim. Falei me virando e olhei para ele, mas Edward me beijou pra valer para a minha total surpresa.
O beijo estava calmo, mas sei que as coisas estavam esquentando para nós dois, pois os nossos suspiros diziam por si só. Edward apertou a minha cintura deixando-me saber o quanto ele estava sentindo desejo e beijou o meu pescoço roubando-me o ar e não nos importamos com o outro casal que estava aos beijos também. Ninguém ali se importava com as ações dos outros. Era um clima surreal de amor, sexo e paixão no ar.
—É melhor pararmos. Disse ele ficando novamente atrás de mim e senti toda a pressão novamente. De propósito ele me puxou mais de encontro a si e o choque de desejo ardeu em todo o meu sexo por ele estar muito excitado e gemi bem baixinho, eu não estava me conhecendo.
—Preciso ir ao banheiro.
—Vou com você, mas excitado dessa forma não dá para eu andar por aí. Disse ele meu ouvido e suspirei.
—Você é o culpado. Falei o olhando.
—A mulher tem uma grande porcentagem de culpa também. Disse ele segurando em minha cintura.
—Estou grávida.
—Isso não tem nada haver para excitar um homem. Dizem que algumas mulheres sentem muito mais desejo quando grávidas, mas parece que no seu caso é o contrário.
—Não pode falar por mim. Você é quem não vive sem sexo.
—Estou vivendo, você não me deixa aproximar de você.
—Não deve estar sem sexo durante todo esse tempo.
—Diz isso por pensar sempre que eu tenho outras na rua. Quando você irá acreditar em mim?
—Se você diz.
—É a verdade, eu quero é com você. Disse ele me olhando nos olhos e isso me deixou um pouco sem jeito.
—Edward, voc........
—É verdade. A mais pura verdade.
—Já se recompôs? Perguntei fugindo do assunto.
—Um pouco só, mas se você for à minha frente dá para disfarçar.
—Então vamos.
Fui andando devagar estando ele logo atrás de mim e perguntei ao segurança que estava no canto onde ficava o banheiro. Ele nos informou e descemos, era no fim do corredor e entrei na cabine sozinha. Edward ficou do lado de fora me aguardando e me aliviei com vontade, depois me asseei. Lavei as minhas mãos e saí da cabine com um pedaço de papel, me aproximei dele e dei para ele limpar a boca que estava um pouco suja de batom.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!—Quer ir embora?
—Na verdade não. Quando iremos voltar?
—Às 00h. A intenção após um jantar romântico é ter uma noite interessante, mas não se preocupe porque esse não é o nosso caso. Falo isso pelo os outros casais que estão aproveitando, claro.
—Sei.
—Podemos ficar na salinha sentados no sofá.
—Ta bom.
Subimos um lance de escada e entramos numa sala ampla e espaçosa. Não havia ninguém ali e nos sentamos no sofá, meus pés agradeceram e Edward se aproximou mais de mim.
—Está confortável?
—Bem melhor.
Edward me beijou novamente e me afastei, eu estava passada e em dúvida com tanta melação da parte dele, poderia ser um truque. Ainda mais ele.
—O que foi?
—Não estou entendendo.
—Por estarmos aqui juntos aproveitando esse jantar maravilhoso?
—Também.
—Estamos convivendo e logo a menina chegará. O clima ruim tem que ficar de lado.
—Podemos ficar como pessoas próximas também.
—Não quero ser o seu amigo, eu quero ser o seu marido.
—Não vamos falar a respeito disso mais Edward.
—Eu não quero brigar.
—Melhor.
Edward me trouxe para mais perto e tornou a me beijar, as coisas começaram a esquentar novamente e nos afastamos estando ambos ofegantes. Eu estava pegando fogo internamente e o olhei ao colocar a minha mão em minha testa. Segundos depois Edward beijou o meu pescoço distribuindo leves mordidas em minha pele e voltou para a minha boca, estava muito difícil resistir e gemi bem baixinho quando ele lambeu vagarosamente a minha orelha e a puxou eroticamente na pontinha dela com os dentes. Sem pensar eu fiz o mesmo nele e escutei o seu suspiro, loucamente agora nós voltamos a nos beijar e um pouco mais precisaríamos de um extintor para apagar o nosso fogo. Estava bom demais e em nenhum momento Edward tocou em meu corpo com mais intimidade. Aos poucos fomos nos afastando e ele deixou a testa dele colada na minha.
—Sei que há muita química entre nós e você não pode negar. Disse ele me olhando.
—Que horas são?
—23:24min. Logo estaremos de volta onde embarcamos, mas não mude de conversa. Sei que na primeira oportunidade você vai querer ir embora. Não estou certo? Perguntou ele olhando nos meus olhos.
—Você fala em fugir?
—É, sei que você na primeira oportunidade vai querer ir embora. Não estou certo?
—Não estou planejando fugir Edward. Da onde você tirou isso agora hein?
—Não mesmo? Perguntou ele olhando no fundo dos meus olhos e sondava cada reação minha.
—Não tenho para onde ir.
—Agora você tem dinheiro.
—E a bebê Edward? Eu não tenho base psicológica para cuidar dela sozinha ainda. Não sou uma mulher afortunada como vocês e nem estou com os estudos concluído.
—Não sei. Eu só sei que você não irá tirá-la de mim.
—Nunca se passou isso pela a minha cabeça, eu já teria ido embora.
—Não irá mesmo. Afirmou ele cheio de certeza e voltou a me beijar, dessa vez foi bem mais lentamente e ele envolvia o meu pescoço com o seu braço. Eu o beijava estando indecisa se continuava, mais eu estava sem saída naquele momento.
—Antes você não a queria. Falei afastando o meu rosto do dele. –Disse que a bebê era do jake e falou vários absurdos para me magoar.
—Como isso ficou no passado, eu tenho o direito sobre ela.
—Sei disso. Em momento nenhum eu fiquei em dúvida de quem ela era filha. Eu só transei com um homem sem camisinha até hoje.
—Não seria maluca se isso acontecesse estando você casada comigo. Falou ele me fazendo olhar para ele cheio de posse. –Poderia ter uma surpresa desagradável. Eu posso não prestar diante os seus olhos, mas uma coisa que eu tenho é palavra de homem! Não estamos brincando apenas de casinha Isabella. Não ficou claro ainda?
—Sei disso e não precisa ficar me ameaçando.
—Não estou te ameaçando e sim a alertando. Já aturei coisas demais, não tenho mais estômago para mais surpresas.
—Não estou saindo com ninguém e saiba que eu já aturei muito mais que você!
—Vamos mudar de assunto? Pediu ele.
—Vamos.
—Quando nós chegarmos lá no hotel, não se preocupe porque eu ainda me lembro o que é respeitar a vontade de uma mulher.
—Não estou preocupada com isso e acho melhor mudarmos de assunto a respeito disso também.
—Logo atracaremos, vamos subir para eu pagar a conta. Ou prefere me esperar aqui?
—Eu irei junto.
—Ok.
Levantamos do sofá e saímos da sala. Fomos para o restaurante e Edward pagou a conta, a seguir fomos lá para a área externa e já era possível ver onde nós partimos a uns duzentos metros a nossa frente.
.
Desembarcamos e os seguranças se aproximaram de nós. Fomos para o carro e Edward foi dirigindo o carro dele. Fui olhando tudo a minha volta e fomos beirando a orla, sempre que dava ele me olhava e tornava a olhar para a estrada, nisso o seu cheiro me acariciava. A paisagem era linda, os coqueiros e logo chegamos. O lugar era incrível e desci do carro com a ajuda do segurança, nisso eu o agradeci e o saudamos com uma boa noite. Fomos para a recepção e a recepcionista anotou os nossos nomes, depois entregamos as nossas identidades e a chave do quarto foi dada na minha mão. Eu a agradeci e Edward fez o mesmo, ficaríamos ali mesmo no primeiro andar ao sul do hotel que daria de frente para o mar. Edward liberou os seguranças e os mesmo só voltariam amanhã na parte da tarde. Ele segurou na minha mão e fomos para o quarto, o mesmo era perfeito. O quarto era aconchegante e o banheiro era aconchegante ainda mais, simplesmente eu adorei o que eu estava vendo.
—O que achou?
—Você é doido, uma noite aqui custa uma fortuna. Ainda mais aqui nessas bandas do litoral.
—Quem está ligando para valores materiais? Perguntou ele de forma calma.
—Ok. Falei o olhando e tornei a olhar em volta.
Fui para o quarto e olhei a vista, o céu estrelado estando à noite fria só embelezava ainda mais o lugar. Edward ligou a televisão e começou a tirar a blusa de manga cumprida, devagar ele ia descasando cada botão. Ele desafivelou o cinto e o tirou, no que ele me olhou e desviei o meu olhar. Eu o observava sempre que dava e tornei a olhar para a natureza estando de costas para ele. Momentos depois ele se aproximou de mim e me abraçou por trás sem demonstrar sinais de excitação, juro que eu não sabia o que fazer naquele momento. Ele começou a beijar o meu pescoço e se afastou do nada.
—Vou relaxar agora, se quiser mude de canal. Quer beber algo?
—Quero sim.
—Tem um frigobar ali no canto, pegue o que quiser.
—Estou com sede.
—Beba água então, ou o que quiser.
—Eu irei mesmo.
Edward entrou no banheiro e eu caminhei até o frigobar. Peguei uma garrafa de água e a abri, a seguir peguei um copo que estava ali na bandeja sobre a mesinha e me servi. Bebi a água quase toda e saciei a minha sede. Primeiro eu prendi o meu cabelo, segundo eu tirei a minha sandália, em terceiro eu fechei as portas de vidro e cerrei a cortina deixando o quarto todo isolado. O lugar era aconchegante demais. Tirei o meu vestido e fui para o banheiro estando apenas de calcinha, vi Edward relaxando na hidro que borbulhava bastante e ao notar a minha presença, ele abriu os olhos.
—Decidiu entrar? Perguntou ele surpreso.
—É. Falei entrando na água de calcinha e ele me olhou.
—Irá molhá-la sem haver necessidade?
—Só assim ela estará seca para eu por amanhã.
—Tudo bem Isabella. Falou ele tornando a fechar os olhos e me sentei.
A água estava quentinha e sem querer eu esbarrei na perna dele, ajeitei-me com cuidado e encostei-me na lateral oposta da hidro para eu também relaxar. Os jatos eram massagens em nosso corpo e ficamos quietinhos aproveitando, estava uma delícia. Só de saber que ele estava ali ao meu lado, o bico dos meus seios estavam pra lá de duros e claro que ele reparou isso. Ao me mover de leve ambos se moveram.
.
13min depois.
.
............................................................(No mesmo instante)
Madrugada de Sábado, 05 de junho.
1h da manhã.
Edward começou a se movimentar e mergulhou na hidro, ele emergiu bem ao meu lado e veio me beijar.
—Edward. Falei sentindo o meu corpo responder loucamente com simples beijos que trocávamos.
—É apenas um beijo. Disse ele beijando o meu pescoço e voltou a me beijar cheio de desejo agora. Nossas línguas se acariciavam me deixando ainda mais com tesão.
—Estou confusa na verdade. Você vive mudando de comportamento.
—Não estou mais. Disse ele me dando um selinho. –Não tenho culpa se eu a desejo loucamente, talvez esse seja o meu erro. Disse ele se afastando de mim e saiu da hidro estando bem excitado.
Olhá-lo nu mandou eletricidades para o meu sexo e ele entrou no Box para se lavar. Quando ele terminou vestiu o roupão e foi para o quarto dormir, já em mim me deu crise de choro. Eu chorava em silêncio pela tamanha confusão e decidida, eu saí e fui tomar banho para retirar a maquiagem.
.
Minutos depois.
Saí para me secar e pendurei a calcinha lavada em um ponto estratégico. Peguei o quite descartável de higiene bucal e escovei os meus dentes, em seguida eu enxaguei a minha boca e saí do banheiro estando vestida com o roupão também. Edward já estava deitado sob as cobertas e o ar estava gelando bem. A televisão estava desligada e o que iluminava o quarto era somente o abajur. Deitei-me ao lado dele e me cobri, o olhei e ele também me olhou.
—Boa noite. Falei estando bem próxima do rosto dele e o cheirinho bom em sua pele me agradava.
—Boa noite. Disse ele fechando os olhos e selei os nossos lábios para a total surpresa dele.
Primeiro ele ficou indeciso se retribuía, mas depois ele cedeu e nos beijamos pra valer. Foi um pouco vergonhoso porque nós gemíamos em meio o beijo pelo tamanho desejo que estávamos sentindo um pelo outro. Eu diria que o beijo era quente, cuidadoso e com um toque de puro tesão. Edward foi se controlando até deixar o beijo um pouco mais lento e parou me olhando.
—Volte a me beijar. Falei afastando a coberta e me sentei na cama. A seguir comecei a desfazer o laço do roupão dele, mas Edward segurou a minha mão e me fez deitar na cama, sendo que ele nos cobriu novamente e o olhei não entendendo nada.
—É melhor descansar. Falou ele lutando com a sua real vontade.
—Não quero descansar. Falei voltando a desfazer o laço do roupão dele e desfiz o meu rapidamente ficando completamente nua.
Aproximei-me dele e o beijei, não pensei muito e o acariciei intimamente, esse era o ponto fraco dele e eu podia sentir o quanto ele estava excitado. Seu sexo estava duro feito uma rocha e eu me senti molhar ainda mais. Edward fez com que eu deitasse novamente e dessa vez ele começou a beijar o meu pescoço, enquanto isso eu arranhava e o apertava nas costas. Seu cheiro era delicioso e eu gemia mediante as caricias que ele fazia em minha pele com a boca.
Ele desceu um pouco mais e beijou os meus seios, os mesmos estavam sensíveis e tornei a acariciá-lo intimamente, eu podia sentir o quanto o meu sexo já estava úmido. Edward deu bastante atenção para os meus seios e os lambeu com maestria, chegou até sugar os bicos salientes e delirei com isso. Seus beijos foram descendo e vários foram distribuídos em minha barriga de forma calma e carinhosa. Descendo mais um pouco ele chegou em minha região íntima e não pensou duas vezes, com vontade ele me chupou todinha.
— Humm! Fez ele de forma desejosa ao me lamber e gemi com isso.
Isso me enlouqueceu completamente e parece que ele também já que fazia com tanta vontade. Os meus gemidos eram agoniados por eu estar quase gozando em tão pouco tempo na boca dele e foi isso que aconteceu me deixando inteiramente tremula. Ele realmente sabia estimular uma mulher. Os meus gemidos escapavam da minha boca agora um pouco mais alto e ele nunca que parava de me dar prazer estando eu louca ainda pelo recente orgasmo. Edward me penetrou com dois dedos e me movi na cama, na mesma hora ele me olhou.
—O que foi?
—Não é nada.
—Está sentindo dor?
—Não. Falei o empurrando e ele caiu de costas na cama sorrindo de forma torta. Mal ele sabia que esse sorriso dele o deixava ainda mais bonito.
Sentei-me sobre ele e comecei a beijá-lo no pescoço. Depois eu o beijei no peito, mas aquela posição começou a me incomodar e Edward se sentou na cama para me deixar mais confortável. Começamos a nos beijar pra valer novamente e me movi sobre o sexo dele, sarávamos na verdade e Edward me imprensou contra ele por conta do desejo. Puxei levemente os seus cabelos e lambi a orelha dele de várias formas, tanto que ele se afastou para se controlar um pouco. O engraçado era que não estávamos nem conectados ainda, mas estava claro o quanto ele queria. Afastei-me um pouco e comecei a dar prazer a ele com a minha boca, eu fazia de forma constante e movia a minha língua em torno de seu sexo, tanto que Edward tentou me afastar e eu continuei. Intensifiquei os meus movimentos e ele se deitou na cama de olhos fechados, segurando em minha cabeça ele se moveu em minha boca e gozou gemendo de forma entregue. Continuei dando prazer a ele e mais um pouco de seu prazer saiu em minha boca, ele chegava a estar um pouco suado e me olhou estando com a expressão de prazer no rosto. Fui até ele e nos beijamos novamente, mas Edward me fez levantar da cama e fomos para o banheiro. Entramos na hidro novamente e voltamos a nos beijar. Estando ali na água ele beijou os meus seios, a minha barriga, as minhas costas, o meu pescoço e fiz o mesmo nele. Na verdade, tomamos um banho de gato.
Ficamos aproveitando a banheira através de beijos ousados e massagens. A mão dele corria pela a minha pele de forma vagarosa e eu fazia o mesmo no peito dele, tanto que todas as partes do nosso corpo foram contempladas de carinho feitos por nossas mãos. Voltei a correr as minhas mãos nos ombros largos dele e voltamos a nos beijar após nos olharmos por breves segundos.
.
.
15min depois.
Nos afastamos pouca coisa estando ofegantes e saímos para nos secar, sem demora fomos para a cama e voltamos a nos beijar dessa vez de forma erótica. Nossas línguas dançavam uma com a outra e Edward fez com que eu ficasse sobre ele, a seguir se inclinou estando sob mim para sugar o bico dos meus seios. Centelhas já incendiavam o meu corpo novamente e o dele também, tanto que a sua excitação era total e a lubrificação dele me molhava.
Voltei a sarrar nele e Edward de forma vagarosa se encaixou em mim, fiz força para haver a penetração, mas isso me deixou bem desconfortável.
—Hum! Fiz estando os meus lábios cerrados e afastei o meu sexo do dele.
—Relaxa. Pediu ele me olhando e já não aguentando mais, foi engraçado.
—Estou relaxada, ela que não coopera por ser tão.... você sabe.
—É eu sei. Disse ele a acariciando lentamente em meu ponto de prazer e me olhou.
—Ok.
Voltamos a nos beijar e Edward se sentou na cama. Eu estava excitada ao extremo e ele moveu o meu quadril na direção do sexo dele, sem demora ele me beijou e forcei o meu corpo de encontro a ele, estava me incomodando um pouco e o fiz se deitar, mesmo a minha barriga não ajudando muito eu o beijei. Edward moveu o quadril contra o meu corpo sem estarmos conectados e a penetração foi total na mesma hora. O meu protesto doloroso veio na mesma hora através dos meus lábios e fiquei tremula sobre ele estando de olhos fechados. Edward ficou parado dentro de mim e se sentou novamente, nisso ele me beijou bem lentamente e soava como um pedido de desculpas. Foi isso que eu percebi através daquele beijo lento que estávamos trocando e suas mãos correram pela as minhas costas. Comecei a me mover sentindo sensações maravilhosas apesar do leve desconforto. Eu me movia de forma soltar tentando relaxar o máximo e Edward me estimulava ao trazer o meu corpo de encontro ao dele, mas ele me parou e me fez deitar de lado. Essa posição me deixava mais à vontade e ele se encaixou novamente em mim, virei o meu rosto para trás e continuamos com os movimentos estando os nossos lábios um grudado no outro.
Edward segurava em minha cintura e se moveu com mais vontade mediante o prazer, nisso o meu foi aumentando também e começamos a gemer sentindo o ápice chegando para nós dois, estava mesmo bom.
.
.
1min e ½ depois.
Gozamos de forma deliciosa e ele foi diminuindo os movimentos aos poucos até parar, após desconectar o nosso sexo ele se deitou a minha frente e me puxou para ele. Ficamos nos olhando e ele me beijou estando à mão dele sobre a minha imensa barriga. Coloquei a minha mão sobre ela também e fiquei a acariciando, nisso Edward a acariciou também e colocou a mão dele sobre a minha. Era a primeira vez que ele a acariciou desta forma e o olhei estando o meu coração ainda disparado.
—Precisa escolher um nome para ela.
—Tem algum em mente? A bebê também é sua.
—Há muitos nomes lindos.
—Agora que está muito próximo, irei pensar em um. Restam-me poucos dias para completar nove meses. Falei sentindo um pouco de medo, afinal eu sabia o quanto o parto era dolorido.
—Alice está louca para a afilhada dela ter logo um nome e até mesmo pegá-la no colo.
—Alice sofre por antecipação. Falei lembrando da ansiedade ambulante que era ela e sorri levemente.
—Nisso eu concordo plenamente. Falou ele sorrindo e veio me beijar, eu retribuí sentindo o meu sexo um pouco dolorido e o olhei. –Descanse agora, já deve ser bem tarde.
—É sim.
—Durma em paz.
—Ok, você também. Falei o olhando nos olhos, eu queria decifrar as reações dele.
Sem saber o que pensar, me levantei da cama e fui me aliviar. Aproveitei para me limpar sob uma rápida ducha e Edward veio me fazer companhia. Acabamos de nos lavar e fomos nos secar, voltamos para a cama e nos cobrimos. Edward me beijou mais uma vez parecendo um beijoqueiro e me ajeitei no travesseiro, ele se deitou bem próximo de mim e desliguei o abajur. Nós ficamos quietinhos e aos poucos eu fui sentindo o torpor dominar o meu corpo, na verdade a noite foi ótima e eu não podia negar e não queria imaginar o quanto Edward gastou. Eu estava um pouco assustada com o comportamento dele, ele não era assim. Definitivamente não. Acho que ele estava bem mais tranquilo e solto que na nossa lua de mel.
Com o passar dos minutos, nós acabamos dormindo.
.
.
Às 12:07min.
Despertei aos poucos e abri os olhos, eu estava sozinha na cama e a porta de vidro estava aberta. Levantei-me devagar estando completamente nua e escutei um som de bip que vez ou outra soava em algum lugar. Caminhei até a porta e vi Edward de roupão estando sentado à mesa mais ao canto da varanda, ao me notar, ele me olhou.
—Já acordou faz tempo?
—Não muito. Ele respondeu olhando para o mar e não para mim.
—O que faz aí sozinho? Perguntei me aproximando, mas parei do nada ao sentir o clima diferente do de antes. -Está tudo bem?
—Claro que sim. Falou ele me olhando. –Pedirei o nosso café, ou você prefere almoçar?
—Prefiro o café.
Edward se levantou da cadeira, passou por mim e entrou. Ele fez o pedido do café da manhã e eu fiquei o olhando, mas para não parecer enxerida, eu fui para o banheiro e peguei o quite de higiene bucal usado por mim. Ainda havia um pouco de creme dental e escovei os meus dentes pensando no que poderia estar havendo. Enxaguei a minha boca, penteei o meu cabelo e voltei no quarto, eu ao pegar a minha bolsa vi que havia uma mensagem ali para mim e novamente fez o mesmo som que eu havia escutado, nisso Edward me olhou.
—O seu celular está apitando faz um tempão. Disse ele me olhando e descobri o porquê da leve mudança de humor.
—Então é por causa dele que você está assim?
—Estou normal.
—Sei que você não está.
—Não há necessidade. Por que comprou um celular e qual a finalidade?
—A maioria das pessoas tem um celular Edward, não sou diferente. Falei me sentando e a mensagem que havia nele era da própria operadora.
—Não me deu o número dele de propósito.
—Não deu tempo, eu iria te dar. Não está escondido e sim aqui comigo. Olha Edward! Eu não quero discutir por algo tão fútil, inútil e sem noção! Após eu falar, peguei o robe de forma desnecessária e o vestir. Fui para a varanda e fiquei olhando o mar estando pensativa. Ele agia de forma egoísta e me privava, eu detestava isso.
—Penso e tenho certeza que você sempre arranja meios de estar e falar com ele. Disse ele estando bem atrás de mim de braços cruzados e o olhei. –Só pode ser.......
O deixei falando sozinho na varanda e tornei a entrar, fui para o banheiro e bati a porta. Esse jeito dele de querer por jake em tudo que eu fazia era um jeito brando de me chamar de vadia. Eu estava dormindo e convivendo com ele, não com o jake.
.
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15min depois.
—Isabella, abra a porta. Pediu ele batendo levemente na mesma e não respondi............................................................. (2min depois) –Isabella vamos conversar, abra essa porta...................................(1min depois) –O café da manhã já chegou, venha comer.
Por eu estar pra lá de faminta abri a porta e saí, Edward estava em pé próximo a ela do lado de fora e passei por ele sem o olhar. Não era justa essa privação, eu estava sufocada com as atitudes paranoicas dele. Fui até a mesa e me sentei, eu não queria falar nada no momento e ele se sentou de frente para mim. Começamos a comer, mas fui interrompida de levar o copo contendo suco até a minha boca por ele.
—O que é agora Edward? Perguntei sem ter muita paciência.
—Eu não fiz por mal, eu só queria entender.
—Entender porque eu comprei um celular? Dá um tempo! Não suporto mais essa implicância que você tem com os meus atos e vontade!
—Pode ser.
—Pode ser não, “É” Edward! Isso é fato consumado!
—Eu estava en................eu estou com....
—Você sempre me questiona para tudo, parece até que eu vivo em função do jake o tempo todo! Saiba que ele é apenas o meu amigo e não vou desprezá-lo porque você quer! Não vou deixar você mandar em mim porque tem vontade e só porque é o meu marido perante a lei. Você não tem esse direito de ficar me fazendo mal! Não tem! Quer está sempre me fiscalizando é na roupa, com quem eu falo, com os meus atos, aonde eu vou e eu não o entendo! Eu estou aqui e não lá droga! Já esqueceu que estou sem um teto próprio para morar? Mas não se preocupe, tenho em mente que tudo que é seu não é meu! Não vejo os seus bens materiais como meus, então me dê um tempo!
—Por favor, não se agite dessa forma.
—Como não? Como não me agitar Edward?
—Tudo bem, tudo bem Isabella. Nós não iremos prosseguir com isso. Não é necessário.
—Por hoje não. Mas e amanhã? Não são necessárias são as suas atitudes para comigo!
Edward ficou na dele talvez para não piorar a situação e continuou comendo na dele. Peguei o iogurte natural, adicionei cereais de forma bruta por estar estressada e depois o mel. Comecei a comer devagar e evitava olhar para ele, mas vez ou outra quando eu o olhava, ele estava olhando para mim sem desviar o olhar quando eu o flagrava. Edward partiu o brioche ao meio, acrescentou goiabada pastosa e requeijão cremoso que devia ser uma delícia, ao levá-lo a boca, o mesmo caiu sobre a mesa e me deu vontade de sorrir.
—Você quer? Perguntou ele normalmente.
—Está bom comer apenas o meu iogurte.
—Tem certeza? Perguntou ele tirando um pedaço do brioche.
—Eu faço um para mim.
—Coma. Falou ele levando um pedaço até a minha boca e não resisti, eu acabei aceitando o olhando nos olhos. –E aí?
—Está muito gostoso, mas eu não devia ter aceitado.
—Já é tarde para se arrepender e tudo aqui está gostoso demais. Bem farto.
—O café é de primeira, me faz lembrar o da sua casa em Ourinhos.
—Mary tem mãos abençoadas.
—Sem dúvida.
Continuamos a comer e quando nos demos por satisfeitos, nos levantamos da cadeira. Edward veio até a mim e me abraçou, sem reação, eu fiz o mesmo sem ter iniciativa para afastá-lo de mim. Ele me fez olhar para ele e me beijou, senti a bebê chutando e coloquei a minha mão em cima da minha barriga.
.
2min ½ depois.
Achando que já estava demais, eu me afastei dele sem ser agressiva e caminhei até a área externa. Fiquei olhando para a paisagem e para o vai e vem das ondas do mar. Juro que eu não sabia mais o que pensar em relação ao comportamento ou o que fazer perante alguns atos dele. Afinal nós éramos casados e com a venda do meu apartamento, eu passei meio que depender da moradia dele. Era muita coisa para se assimilar e ele afirmava com convicção que éramos um casal. Ser um casal de verdade na minha concepção envolve sentimentos e carinho, principalmente um dizer que ama o outro, o quanto um é importante na vida do outro e por aí vai. Não existia isso entre nós, as atitudes dele no passado bloqueavam qualquer pensamento meu nessa possível possibilidade. Apesar de tudo eu não desejava nada de ruim para ele e pensei, ele gastou muito dinheiro só nessas últimas horas para ficarmos numa boa e eu matutava em relação a isso quando na verdade o certo pedia para desprezá-lo. Apesar de tudo o sexo era incrível entre nós, mas faltava algo. Na verdade, se fossemos para ser de verdade faltavam muitas coisas. O primeiro de tudo era o respeito dele para comigo, faltava isso no meio de nós e acho que nunca iria haver. Perder um ente querido desta forma era custoso demais aceitar, ainda mais eu sendo sua esposa e filha dos culpados.
Parei de pensar nessas coisas ruins e o sol forte começou a me incomodar, onde eu estava não havia cobertura e preferi entrar. Edward estava deitado na cama assistindo televisão e ao me aproximar, ele me olhou. Decidi comer mais um pouco e fui até a mesa, passei um pouco mais de goiabada cremosa no brioche e quase babando naquela delicia, eu me deitei na cama o segurando com cuidado. Edward ficou me olhando e pós me deitar, comecei a comê-lo devagar. Senti a minha bebê mexendo, parecia agitada e lambi os meus dedos para remover a goiabada. Depois fiquei fazendo carinho em minha barriga que estava extremamente dura e fiquei na minha vendo televisão.
Segundos depois Edward se aproximou de mim e envolveu a minha cintura com a mão. Fechei os meus olhos e preferi ficar assim, Edward se aproximou mais um pouco e abri os meus olhos para olhá-lo.
—Podemos ficar aqui hoje, o que acha?
— Estou sem roupa.
—Podemos ficar à vontade como estamos. Peço outro roupão depois e pronto.
—Por mim tudo bem. Aqui é espaçoso, pitoresco e estou me sentindo muito bem aqui.
—Imaginei que gostaria. Disse ele correndo a mão em minha barriga e depois a tirou.
—É eu gostei sim. Para os casais que se amam é um ótimo lugar para passarem a lua de mel. E fora essa ocasião, se amarem quando quiserem privacidade. É paradisíaco.
—Essa é a ideia.
—Eu nunca estive em lugares tão chiques assim. Já fui a restaurantes finos, festas bacanas com os meus queridos amigos e já aproveitei muitas coisas boas com os meus amigos, mas lugares assim não. Eu vivia naquele apartamento chique, tinha coisas boas, mas os meus pais não viviam no glamour junto de mim. Poderiam até viver desta forma na rua, mas na minha presença éramos sempre simples. Eles me educaram assim.
—Como pode me falar isso se eles portavam carro de última geração, um apartamento valioso daquele e você estudar em um colégio para filhos de ricos? Como pode falar de simplicidade com toda essa bagagem? Não poderia se considerar pobre vivendo desta forma Isabella, era só olhar em volta.
—Não ligo se você acredita ou não em mim Edward. Você já tem a sua opinião formada em relação a mim e a minha família, só não sei como você consegue me toca, beijar e até transar vestido com tanto pré-conceito e desgosto com a minha pessoa. Por favor, eu quero relaxar e estou sentindo calor. Falei tentando afastá-lo estando chateada e sentindo vontade já de chorar. Eu estava sensível. –Pior sou eu por consentir isso tudo! Mas o que eu posso fazer?
—Já estamos brigando novamente?
—O seu julgamento me enoja!
—Não posso fazer nada! É o que eu fico me perguntando a todo o momento. –Prefiro ser sincero a ficar entalado.
—Então se pergunte sozinho! Eu sou uma boboca mesmo! Prefiro que mantenha a distância por pensar mal de mim. Tire a venda dos olhos e veja que você não é tão perfeito assim!
—Não quero que fiquemos mal novamente.
—Eu preciso descansar. Falei me afastando de tudo dele.
—Por favor.
—Por favor, você Edward! Sempre brigamos, isso deve ser um sinal do quanto somos incompatíveis.
—Não vejo dessa forma.
—Mas eu vejo! Não há respeito da sua parte e já ficou muito claro o quanto você não acredita em mim. Essa desconfiança nunca passará por eu ter manchas de sangue em minhas mãos por ser filha de quem sou, mesmo que eu esteja fora de toda a sujeira. Por mais que você tenha implicância com o jake, saiba que ele sim teria acreditado em mim no seu lugar. Ele sabe como eu sou de verdade, não é à toa que nos damos super bem. Já você sempre achará um motivo para me diminuir e me olhar por cima como se eu fosse algo sujo e xexelento. Sempre que lembrar da sua irmã você vai me olhar com olhos diferente e incriminadores. Eu lamento, mas essa é a mais pura verdade e não consigo pensar de outra forma mais. Eu não quero escutar mais nada e por mais que não acredite, eu já me acostumei com essa dura realidade. Há mulheres que nascem para ser infeliz e acredito que eu nasci com esse maldito karma. É muito triste meu Deus tudo que eu venho passando, é pesado demais. Falei a última frase de olhos fechados e sequei uma lágrima que rolou.
—Não precisa falar assim. Disse ele me olhando nos olhos.
—É a mais pura realidade Edward e eu estou sensível, não quero escutar mais nada. Eu, eu não quero falar mais nada, só preciso ficar na minha.
—Não irei levar essas palavras em consideração, não estamos aqui para isso.
Afastei-me um pouco mais dele e ele não deixou, simplesmente me puxou para ele sem pôr violência e me abraçou.
—Solte-me! Falei tentando me afastar.
—Não irei não.
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2min depois.
—Preciso de ar. Eu falei me afastando e o meu coração batia acelerado em meu peito. –Não teremos uma vida normal, o melhor seria a gente se separar mesmo Edward.
—Já sabe a minha resposta. Disse ele sério. –Só quando eu estiver morto, aí sim eu te darei o divórcio.
—Eu não sei o que está acontecendo com você, estou confusa demais ultimamente.
—Confusa por quê? Em relação a mim ou a ele?
—Estou confusa da forma que nós dois estamos vivendo. Você muda de personalidade com muita facilidade e eu fico insegura com isso. Às vezes você fica calmo, às vezes me trata até bem para o meu total espanto e do nada muda fazendo cair um peso sobre a minha cabeça. Está difícil para me adaptar e saber o que se passa aí dentro. Falei apontando para a cabeça dele.
—Estamos vivendo numa boa, sabe disso.
—Pode ser, mas......
—Vamos deixar de lado esse, “mas”. Disse ele me olhando. –Não a trouxe aqui para brigarmos feito cão e gato Isabella, muito pelo o contrário.
—Acho melhor mesmo e parece que eu não sou a única que foge, você está fazendo justamente isso nesse momento, mas tudo bem Edward. Falei me virando de barriga pra cima e coloquei a minha mão sobre ela.
—Não estou fugindo, estou evitando brigar com você.
—Sei me comunicar bem, não precisamos encurtar o assunto por pensarmos de forma diferente.
—Pois eu digo que eu prefiro encurtar sim porque toda vez acaba em briga. Toda vez Isabella. Não quero esse clima ruim, principalmente agora.
—Não pode acontecer nada com a menina não é isso?
—Não desejo o mal de um ser inocente, sabe disso. Além do mais ela é o meu sangue.
Preferi ficar na minha, pois eu sabia que ele sempre pensou o contrário de mim e isso ultimamente começou a me machucar de forma que eu mesma desconhecia. Eu devia já estar acostumada, mas a nossa convivência estava alterando o meu eu.
Na verdade, eu devia maltratá-lo, fugir quando dava, desprezá-lo, mas apesar de tudo eu o respondia bem. Fazia as coisas lá na outra mansão não só pensando em mim e até o deixei me abraçar. Acho que o meu problema era grave e permaneci na minha, Edward fez o mesmo e uma hora depois eu acabei dormindo.
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Às 16:45min.
Despertei com Edward deslizando a mão em minha barriga e permaneci de olhos fechados, o motivo era a bebê se mexendo dentro de mim. Novamente ele correu a mão sobre o ovinho que se formou novamente, eu podia sentir a pressão e abri os meus olhos. O olhei e na mesma hora ele olhou para mim.
CONTINUA.........
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